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sexta-feira, 19 de julho de 2013

"Não podemos nos calar"

Pessoal, o assunto é sério, e o mal está se espalhando. Não podemos nos calar. Se nos calarmos, o mal vai se espalhar mais ainda. Vejam o vídeo do Pe. Paulo Ricardo abaixo. Gostaria de pedir principalmente a oração, mas não só ela, a ação também. Divulgue entre seus conhecidos o assunto da legalização camuflada do aborto no Brasil.

A prática do aborto é algo distante no Brasil? Não haverá realmente o risco de ser posto em ação com o veto parcial do projeto? Será que Padre Paulo Ricardo está errado ao pedir o veto total do PLC 03/2013? Estes e outros esclarecimentos neste Parresía.

A Norma Técnica denominada “Prevenção e Tratamentos dos Agravos Resultantes da Violência Sexual contra Mulheres e Adolescentes”, a partir do número 10 (pg. 68) as orientações sobre como proceder em caso de gravidez decorrente de violência sexual. Consulte aqui: Prevenção e Tratamentos dos Agravos Resultantes da Violência Sexual contra Mulheres e Adolescentes

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Bispos da Inglaterra lamentam aprovação do "casamento gay"

A Rainha Elizabeth II, monarca do Reino Unido (e também chefe da Igreja Anglicana), sancionou a lei aprovada pelo Parlamento britânico, que legaliza uniões com pessoas do mesmo sexo. A Conferência Católica dos Bispos da Inglaterra e País de Gales protestou ao afirmar que se trata de uma "profunda mudança social" que negligencia a centralidade dos filhos e coloca em risco a liberdade religiosa.

"Ao longo dos séculos, o casamento sempre foi publicamente reconhecido como uma instituição estável, a qual gerou um reconhecimento legal para o relacionamento fiel entre um homem e uma mulher para a geração e criação de seus filhos", disse a Conferência dos Bispos da Inglaterra e País de Gales em 17 de julho de 2013. "Por essa razão, a união entre homem e mulher foi corretamente reconhecida como especial e digna de proteção legal".

Os bispos católicos pediram tolerância para com aqueles que não aceitam uniões com pessoas do mesmo sexo equiparadas a um casamento. "As tradições políticas e legais deste país estão fundamentadas em uma firme convicção acerca dos direitos dos cidadãos de manter e expressar suas crenças e seus pontos de vista, ao mesmo tempo em que respeitam os que pensam diferente", eles disseram. "É importante, neste momento em que se confrontam visões irreconciliáveis e ardorosamente defendidas acerca do matrimônio, afirmar e fortalecer essa tradição".

Veja o original no "Catholic News Agency:
http://www.catholicnewsagency.com/news/uk-bishops-lament-gay-marriage-approval/

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Papa Francisco hoje (17/07/2013): "Defender a vida, da concepção ao término natural"

Em mensagem destinada aos participantes da "Jornada da Vida", na Grã-Bretanha, o Papa Francisco falou claramente (e talvez pela primeira vez em seu pontificado de forma tão clara) sobre a defesa da vida:

"Também os mais fracos e mais vulneráveis, os doentes, os idosos, os nascituros, e os pobres, são obras-primas da criação de Deus, feitos à Sua imagem, destinados a viver para sempre, e merecedores da máxima reverência e respeito", disse Francisco.



Ah, como eu queria que ele repetisse mensagens assim várias vezes durante a JMJ Rio 2013... especialmente para certas autoridades ouvirem...

Ver artigo original no Vatican Insider: http://vaticaninsider.lastampa.it/vaticano/dettaglio-articolo/articolo/26519/

terça-feira, 8 de junho de 2010

“A indústria do sexo é a força mais destrutiva contra as mulheres”

Organização católica ACRATH combate este flagelo na Austrália

SYDNEY, terça-feira, 8 de junho de 2010 (ZENIT.org). – A Austrália é uma das conexões centrais do tráfico de seres humanos, que envolve milhões de mulheres provenientes da Ásia, Europa e América do Sul, e movimenta cerca de 9 bilhões de dólares ao ano. No país, a ACRATH (Australian Catholic Religious Against Trafficking in Humans) é um dos principais atores na luta para libertar as mulheres da indústria do sexo.

Segundo estatísticas citadas pela organização, o tráfico de seres humanos constitui a terceira maior indústria criminosa do mundo, após o tráfico de armas e o narcotráfico.

Leia o artigo inteiro em: http://www.zenit.org/article-25162?l=portuguese

terça-feira, 20 de abril de 2010

A prevalência da pornografia faz as garotas e o Governo Britânico procurar proteção

A noção absurda de que a pornografia é apenas "uma diversão inofensiva" tem sofrido algumas derrotas nas últimas semanas. Segundo a imprensa do Reino Unido, a total rejeição desta crença tem que acontecer o mais rápido possível.

O jornal britânico Daily Mail, na sua página digital “Mail Online”, informou, em seu recente artigo "Adolescentes assistindo horas de pornografia na Internet todas as semanas estão tratando suas namoradas como objetos sexuais" * (3/8/10), que as próprias garotas adolescentes em Londres estão reavivando o conceito de uma “dama de companhia” (uma mulher normalmente mais velha ou casada, que acompanha em público uma mulher solteira) para se proteger das demandas sexuais de namorados que estão crescendo imersos na pornografia.

De acordo com os adolescentes e os peritos, a onipresença da pornografia online está literalmente transformando os jovens homens em predadores sexuais, fazendo com que as mulheres jovens busquem refúgio – em lágrimas, em alguns casos –, desejando desesperadamente a orientação dos pais.

“Eu desejo que os meus pais me digam que eu não estou autorizada a ficar em casa sozinha com um garoto”, disse ao Daily Mail uma garota de dezesseis anos. “Eu desejo que eles digam que os rapazes não são permitidos no meu quarto. Eles têm toda essa idéia de ‘confiar em nós’, mas isso não está me ajudando. Eles não têm idéia do que se passa, e eu tenho vergonha demais para lhes contar”. O artigo também relata que apenas 37% dos pais no Reino Unido têm ativado os controles parentais nos dispositivos eletrônicos dos adolescentes.

Na mesma semana veio uma cobertura da BBC sobre um relatório do governo britânico que recomenda novos regulamentos para tentar conter a onda de imagens sexualizadas acessíveis às crianças. O relatório reconhece que a sexualização da adolescência está tendo um efeito devastador sobre os jovens, e propõe normas mais rigorosas em matéria de publicidade e vendas de revistas, bem como exigir que os celulares e sistemas de jogos passem a ter, por padrão, controles parentais.

A lição clara dessas reportagens é que os pais precisam se envolver com seus filhos, conversar com eles sobre sexo e sobre as mensagens sexualizadas de nossa cultura de consumo, e demonstrar seu amor através do estabelecimento de limites adequados e ativando os controles parentais em computadores, telefones e vídeos-game. Além disso, os pais devem considerar a instalação de software de filtragem para proteger ainda mais os seus filhos e famílias.
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Traduzido de: National Coalition for the Protection of Children and the Family http://www.nationalcoalition.org/thenewchaperones.asp

* Um link direto para este artigo (“Teen boys watching hours of internet pornography every week are treating their girlfriends like sex objects”) não é fornecido porque ele contém uma imagem de nudez.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Palestra para 21 mil jovens

O casal Jason Evert e Crystalina Evert


Por Matt Palmer
em 23 de novembro de 2009

KANSAS CITY – Adultos falando sobre sexualidade para um monte de jovens normalmente seria uma coisa que teria tudo para dar errado. Quando Jason e Crystalina Evert falaram para mais de 21 mil jovens no último dia 20 de novembro, e pregaram sobre os calores da castidade, a última coisa que se esperava era que desse certo. Mas deu certo, sim!

No final da palestra de Evert, que durou cerca de 40 minutos, os jovens reunidos na Conferência Nacional de Jovens Católicos no Sprint Center se levantaram e aplaudiram com entusiasmo.

“Garotas, mudem essa história”, dizia Jason Evert durante sua parte. “Deixe que os rapazes tenham medo de perdê-las caso não lhes respeitem o suficiente. Se você baixar os seus níveis de exigência e de moral para encontrar alguém, simplesmente não é amor o que você vai encontrar”. Alguns gritaram “Amem” na audiência.

Crystalina Evert falou sobre as festas e as experiências sexuais que teve durante sua adolescência. Ela encontrou refúgio em Deus e mudou sua vida. Ela disse que as jovens mulheres podem sempre mudar de vida. “Não interessa o que você fez, ou o que aconteceu com você”, ela disse. “Tudo que interessa é para onde você vai agora”.

No meio da multidão estavam jovens da Arquidiocese de Baltimore, alguns deles tinham visto o casal Evert no vídeo “Teologia do Corpo para Jovens”. No dia seguinte, eles estavam reunidos em uma mesa em um restaurante compartilhando algo sobre a palestra. “Depois que ouvi Jason, passei a usar esse anel, que me lembra meu compromisso de viver a castidade”, disse Katie Lutz, que aprecia o trabalho de divulgação da castidade que Jason faz.

A tentação sexual é algo com que os jovens se deparam. “Eu tenho 17, e tenho uma namorada”, disse Josh Twery. “Existe uma pressão. O que Jason e Crystalina disseram traz uma nova luz”. Allison Boyd disse que as jovens desejam um amor verdadeiro e profundo. “Eu acho que os rapazes também desejam isso”, disse ela. Ben Kirby, outro jovem paroquiano, disse que a palestra de Jason e Crystalina deu o que falar.

“Acredito que se você se comprometer com Deus e praticar aquilo em que acredita, não poderá estar errado”. Bem disse: “Sua recompensa será maior depois, e você terá um casamento muito melhor”.
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Traduzido de Catholic Review
http://www.catholicreview.org/subpages/storyarchnew.aspx?action=7236

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Aborto em Recife: perguntas sem resposta

Aborto em Recife: um crime sem investigação
(dois gêmeos foram mortos; a menina e sua mãe estão incomunicáveis)

No dia 4 de março de 2009, em Recife foi praticado um crime de aborto em uma menina de nove anos, natural de Alagoinha (PE), que havia sido transportada à capital para o procedimento pré-natal. Os gêmeos abortados, com cerca de vinte semanas de vida, provavelmente respiraram e choraram antes de morrer. Até agora ninguém informou em qual lata de lixo eles foram lançados.

Na noite do dia anterior, a menina grávida e sua mãe foram transferidas às pressas do hospital em que se encontravam (o Instituto Materno Infantil de Recife – IMIP) para outro (Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros – CISAM), onde os médicos fizeram o aborto. Membros do grupo pró-aborto Curimim, financiados pela International Women’s Health Coalition (IWHC), foram ao IMIP e convenceram a mãe analfabeta a pedir a alta da filha. Mãe e filha foram transportadas para o CISAM em companhia de Dra. Vilma Guimarães, ginecologista e coordenadora do Centro de Atenção à Mulher do IMIP.

A pressa dos abortistas tinha razão de ser, uma vez que o pai biológico da menina Sr. Erivaldo (que vive separado da mãe), contrário ao aborto, estava dirigindo-se ao IMIP, acompanhado de um advogado, para pedir a alta da filha. Para os defensores do aborto havia o risco iminente de que o IMIP fosse obrigado a deixá-la sair, uma vez que, mesmo após a separação, o pai biológico continuava, por lei, a exercer o poder familiar sobre a filha. E mais: havia o risco – nada pequeno – de que a gravidez prosseguisse normalmente e que fossem dadas à luz, por cesariana, duas lindas crianças, que seriam batizadas pessoalmente pelo próprio Arcebispo de Olinda e Recife Dom José Cardoso Sobrinho! Imagine-se o ônus para a causa abortista se uma gravidez gemelar em uma menina de nove anos se convertesse em ícone da causa pró-vida!

Com “uma ação ágil e coordenada de grupos feministas” [1], o aborto foi feito por médicos do CISAM. Mediante a divulgação sistemática de mentiras pelos meios de comunicação social, o caso se transformou em um grande espetáculo em favor dos abortistas e contra o Arcebispo Dom José Cardoso Sobrinho. Após o crime consumado, a menina, a mãe e uma irmã da menina, de 13 anos, também ela vítima de abuso sexual, foram colocadas em um “abrigo”[2] desconhecido e inacessível, onde se encontram até hoje guardadas (ou encarceradas?), impedidas de se comunicar com o Conselho Tutelar de Alagoinha (unanimemente contrário ao aborto) e com o próprio pai Sr. Erivaldo.

A seguir alguns importantes esclarecimentos sobre o triste episódio.

O QUE SE DIZ...

A VERDADE

No Brasil o aborto é legal em dois casos, previstos no Código Penal.

Art. 128 - Não se pune o aborto praticado por médico:

I - se não há outro meio de salvar a vida da gestante;

II - se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou, quando incapaz, de seu representante legal.

No Brasil, o aborto diretamente provocado é sempre crime, haja ou não pena associada a ele. O artigo 128, CP, não diz que o aborto “é permitido”. Nem sequer que “não é crime”. Diz apenas “não se pune”. A lei pode deixar de aplicar a pena ao criminoso após o crime consumado (por exemplo, fica isento de pena o furto praticado entre parentes – art. 181, CP), mas não pode dar permissão prévia para cometer um crime.

Se a gestante estiver correndo risco de vida, o médico que pratica o aborto fica isento de pena.

Para que o médico autor do crime fique isento de pena, não é suficiente que a gestante tenha corrido “risco de vida”. É necessário provar que não havia outro meio – a não ser o aborto – para salvar a vida da gestante.

Já em 1965, o médico legal Dr. Costa Júnior dizia que essa hipótese jamais ocorre, pois o aborto é mais perigoso para a mãe que o prosseguimento da gravidez. E advertia: “não envolvam a Medicina no protecionismo ao crime desejado[3]

A menina de nove anos grávida de gêmeos corria risco iminente de morrer, caso o aborto não fosse praticado.

Na manhã do dia 3 de março, o diretor do IMIP Dr. Antônio Figueira, disse a Dom José Sobrinho, na residência episcopal e na presença de toda uma equipe de profissionais convocada para estudar o caso, que a menina não corria risco iminente de vida e que, se os pais o desejassem, a gestação poderia ser levada a termo com os cuidados do hospital.

Na tarde do mesmo dia, o IMIP deu alta à menina, a pedido da mãe[4], sob influência do grupo Curumim, alegando que não havia risco iminente para a menina.

Como a gravidez da menina resultou de um estupro, os médicos que praticaram o aborto ficam isentos de pena.

Para que os autores do crime gozem da não aplicação da pena, não basta que a gravidez tenha resultado de um estupro. É necessário que o aborto tenha sido precedido do consentimento da gestante. No caso, como a gestante é incapaz, é necessário que tenha havido o consentimento de ambos os pais, que a representam legalmente.

O consentimento da mãe da menina foi suficiente para isentar os médicos da pena.

Provavelmente, o consentimento da mãe foi obtido mediante fraude, o que torna a conduta dos médicos enquadrada no artigo 126, parágrafo único, CP, ou seja, reclusão de três a dez anos.

O consentimento do pai biológico da menina não era necessário para isentar os médicos da pena.

Ainda que a mãe tenha dado livre e validamente o seu consentimento, isso não é suficiente para deixar os médicos impunes, uma vez que havia a oposição do pai biológico. Compete a ambos os pais representar os filhos incapazes nos atos da vida civil (art. 1634, V, CC), e o poder familiar não se extingue pela separação dos pais (art. 1632, CC).

Faltando o consentimento do pai, a conduta dos médicos enquadra-se no artigo 125, CP (“provocar aborto, sem o consentimento da gestante”), cuja pena é reclusão de três a dez anos.

O destino dado aos bebês abortados é irrelevante para o caso.

Sendo o aborto um crime que deixa vestígios, é indispensável o exame de corpo de delito (art. 158, CPP), que deve ser feito nos cadáveres dos gêmeos e na menina submetida ao aborto. A ocultação dos cadáveres serve para encobrir o crime.

A ocultação da menina, de sua irmã e da mãe é necessária para que elas fiquem a salvo do assédio da imprensa.

A ocultação da menina, de sua irmã e da mãe interessa aos abortistas, a fim de que não seja possível a investigação sobre o crime. “O rapto de menores com ocultamento dos pais para realizar um aborto supostamente legal já foi praticado várias outras vezes na América Latina por organizações feministas. Já ocorreu pelo menos três vezes na Bolívia e uma vez na Nicarágua, mas é a primeira vez que ocorre no Brasil[5]

O aborto foi feito por motivos humanitários, em benefício da própria menina.

O aborto foi feito por interesses espúrios, instrumentalizando a menina para a propaganda abortista financiada internacionalmente pela International Women’s Health Coalition (IWHC), que patrocina o grupo Curumim.

Dom José Cardoso Sobrinho excomungou os médicos que fizeram o aborto.

O Arcebispo não excomungou ninguém. Apenas informou que, segundo o Código de Direito Canônico, “quem provoca aborto, seguindo-se o efeito, incorre em excomunhão latae sententie (automática)” (cânon 1398).

Se a excomunhão é automática, Dom José não precisaria ter avisado.

Justamente por ser um pena automática, é necessário que os fiéis sejam avisados de sua existência. De acordo com o Direito Canônico, para que alguém incorra na excomunhão automática, é necessário que conheça essa pena anexa ao crime (cânon 1324, §1, n.9 e §3). Dom José cumpriu seu dever ao anunciar a pena de excomunhão, a fim de que os médicos católicos, ao menos por temor da pena, poupassem a vida dos gêmeos. Foi um último recurso tentado para salvar os inocentes.

Não é justo que seja excomungada uma menina de nove anos.

A menina não foi excomungada, uma vez que não é passível de nenhuma pena canônica quem, no momento do delito, não tinha completado 16 anos. Provavelmente a mãe também não foi excomungada, se foi coagida por medo grave a dar consentimento ao aborto (cânon 1323, n. 1 e n. 4).

Para concluir, transcrevemos as interrogações do pároco de Alagoinha Pe. Edson Rodrigues, inseridas em seu blog no dia 24.04.2009:

DOIS MESES DEPOIS, EM QUE DEU O CASO DA MENINA?[6]

Já se passaram dois meses do triste episódio aqui de Alagoinha e ainda estamos querendo entender alguns fatos que até hoje ninguém explica. Muitos merecem um esclarecimento, visto que se trata de vidas que estão em jogo. Como Pastor de uma comunidade que deve se questionar a cada sobre as conseqüências do infeliz fato de nossa pequena de 9 anos ter engravidado de gêmeos do próprio padrasto e, lamentavelmente, não ter tido o direito de ver as suas duas filhas, pergunto:

1 - Onde estão a menina e a sua mãe, visto que aqui na cidade nenhum de nós (pai biológico da criança, Conselho Tutelar, Polícias, Autoridades constituídas, Igrejas e a própria comunidade) não tem conhecimento sequer de onde estejam?

2 - Por que tanto sigilo. Entendo que se queira preservar a garota e sua mãe do assédio da mídia para que não estrague mais o fato do que já estragou. Mas as pessoas citadas acima, nenhuma delas é jornalista. Por que tanto mistério até para o pai biológico da criança? O que está por trás disso?

3 - "Aborto realizado, caso encerrado", assim dizem alguns. Será? Eu diria, "aborto realizado, crime consumado". Neste país, crimes são passíveis de punições, pelo menos deveriam ser. E este? De quem é a culpa da morte das duas meninas? Quem deve pagar por isso?

4 - Onde estão as provas reais da "legalidade" deste aborto até hoje devidas pelo Hospital ao Conselho Tutelar de Alagoinha?

5 - Por que o Conselho Tutelar daqui, que acompanhou o fato do início ao seu trágico fim, foi banido do caso, sem que receba nenhuma informação?

6 - A questão da "excomunhão" amplamente divulgada pela imprensa nacional e internacional quis, como de fato conseguiu, desviar a atenção pública para um fato bem mais sério: o aborto, uma decisão imperiosa da parte de "especialistas que juraram um dia preservar a vida", e que hoje se dão ao direito de decidir sobre quem vive ou deve deixar de viver entre nós. O que é mais grave e merece mais atenção de nossa parte?

Estes e outros tantos questionamentos estão ainda em nossa mente e em nosso coração. Quem vai respondê-los? Isso a gente também gostaria de saber.

Pe. Edson Rodrigues

Roma 13 de maio de 2009.

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis

sexta-feira, 20 de março de 2009

Papa diz que preservativos aumentam o risco da AIDS - e, ao contrário do que a mídia pensa, Ele está certo!

A mídia e algumas organizações e pessoas influentes estão muito indignados com as declarações do Papa, segundo o qual a distribuição de preservativos aumenta o risco de contrair AIDS, sendo a melhor alternativa para conter a doença a educação da sexualidade, uma cultura de castidade.

A esse respeito, em um artigo disponível no site "National Review", Kathryn Jean Lopez entrevista o diretor do Projeto de Pesquisa em Prevenção da Aids da Universidade de Harvard, Edward C. Green. Segundo esse cientista, de uma das universidades mais prestigiadas e sérias do mundo, o Papa está certo ao afirmar que a distribuição de preservativos aumenta o risco da AIDS.

“Há", segundo Green, " uma associação consistente mostrada por nossos melhores estudos (...), entre uma maior disponibilidade de preservativos e níveis maiores (não menores) de infecção por HIV. Isso se deve em parte devido a um fenômeno conhecido como compensação de risco, significando que quando uma pessoa usa uma 'tecnologia' de redução de risco, como os preservativos, ela frequentemente perde o benefício (redução de risco) 'compensando' ou se arriscando mais do que uma outra pessoa normalmente se arriscaria sem a tecnologia de redução de risco".

Isso é tão óbvio, que os defensores do preservativo deviam se envergonhar! O excelente blog do Pe. John Zhulsdorf (Fr. Z), aponta para um ótimo artigo do site Catholic Culture, que na verdade é uma ironia, mas que exemplifica bem o absurdo de querer distribuir preservativos para conter o avanço da AIDS.

Resumindo é algo mais ou menos assim: "Maridos africanos que praticam violência contra a mulher são levados a usar luvas de proteção. Uma associação criticou severamente a Igreja por ensinar o 'amor' conjugal, e encorajou os maridos que violentam suas esposas a tomar precauções 'práticas' para reduzir o risco de infecção por HIV na hora da violência contra as esposas. Os experts alertam maridos violentos não infectados para usarem luvas de látex e luvas de boxe de couro, que, segundo eles, reduz em 94% a laceração no corpo da esposa e consequentemente o contato com sangue contaminado. Especialistas estão indignados porque os ultra-conservadores do Vaticano continuam ignorando seus achados e insistindo que todas as pessoas - mesmo analfabetos - deixem de agir com violência contra suas esposas. 'Pregar a caridade não vai resolver o problema', diz um deles. 'Precisamos trabalhar com a realidade dessas pessoas. São africanos, meu Deus do céu, não são capazes de entender ou seguir regras morais. É iresponsabilidade do Papa ensinar algo diferente'. Outro disse: 'É por causa das crianças, elas merecem um pai. Quantos pais morreram e deixaram órfãos simplesmente porque a Igreja lhes fez medo e eles deixaram de usar luvas na hora de espancar suas mulheres?'".

Então? Estão vendo como é absurdo tudo isso que a mídia e os "entendidos" querem nos fazer acreditar? Apesar de ser uma ironia, isso não deve ser engraçado, deve chocar e fazer ver o absurdo dos argumentos que defendem que a distribuição dos preservativos vai parar o avanço da AIDS. Simplesmente não vai. Quando anos e quantas mortes ainda serão necessárias para o mundo reconhecer isso?

Por Daniel Pinheiro

quinta-feira, 19 de março de 2009

A camisinha não é a solução para a AIDS

O Papa Bento XVI encontra-se em viagem à África. Hoje ele está em Camarões. Durante o vôo, Sua Santidade respondeu a perguntas de jornalistas sobre vários assuntos. Entre eles, a questão da AIDS. Corretamente, o Papa lembrou que a solução para o problema da AIDS não está na distribuição de preservativos (camisinhas), mas na promoção de uma cultura de castidade - abstinência antes, e fidelidade durante o casamento. Como era de se prever, alguns personagens da cena política internacional estão dizendo que o Papa está "se tornando um problema", ou que "está sozinho". Nada mais irreal. Quem está certo é o Papa, é a Igreja. Na verdade, em muitos países africanos onde houve uma distribuição maciça de preservativos, o nível de infecção do HIV, ao contrário do esperado, só aumentou. Veja o artigo abaixo, sobre o caso de Uganda, um país africano que decidiu investir na promoção de uma cultura de castidade, e viu seus índices de infecção despencarem em uma década.
Daniel Pinheiro

Uganda vencendo a batalha contra a AIDS – usando a abstinência

Por Sarah Trafford

Uganda pode estar a caminho de vencer a AIDS usando os valores bíblicos da castidade e da fidelidade, é o que mostra um estudo da Universidade de Harvard. De acordo com o estudo, a educação para a abstinência mostrou efeitos significativos na redução da AIDS no país, com o nível de infecção por HIV caindo 50% entre os anos de 1992 e 2000.

A nação do leste africano está causando um grande impacto com a revelação de que a epidemia de AIDS pode ser revertida. Assolada por infecções de AIDS desde os anos 70, Uganda alcançou um miraculoso sucesso através de uma estratégia de prevenção que faz uso da abstinência. A promoção da abstinência através da mídia, programas de rádio e educação sexual nas escolas resultou em uma queda gradual e contínua dos níveis de infectados com HIV.

“Uganda é um dos países que atribuem grande importância à promoção da abstinência entre jovens” disse Ahmed Ssenyomo, ministro conselheiro da Embaixada de Uganda, em um discurso para a Conferência Africana para os Jovens, sobre abstinência.

Quando o programa começou, no final dos anos 80, o número de mulheres grávidas infectadas com o HIV era de 21,2%. Em 2001, o número era de 6,2%. O estudo da Universidade de Harvard também mostrou que os adultos estão diminuindo as relações de risco: entre as mulheres com mais de 15 anos, as que reportaram possuir muitos parceiros sexuais caiu de 18,4% em 1989 para 2,5% em 2000.

Essa ênfase em abstinência no programa governamental de Uganda é única. Em outras nações com alto grau de infecção em AIDS, tais como Zimbábue e Botswana, os preservativos (camisinhas) têm sido promovidos como a solução para a crise de infecções. Em Botswana, 38% das mulheres grávidas eram soropositivas no ano passado, contrastando com apenas 6,2% das mulheres em Uganda.

Muitos responsáveis por programas de combate à AIDS rejeitam a abstinência como potencial estratégia de prevenção, apesar de todas as evidências de que a promoção da abstinência e da fidelidade reduziram os casos de AIDS em Uganda na última década.

“Milhões e milhões de jovens estão tendo relações sexuais”, disse Paulo Teixeira, diretor do programa de combate à AIDS do Brasil, na 14ª Conferência Internacional de AIDS. “Não podemos falar sobre abstinência. Não é real”.

A abstinência é geralmente negligenciada enquanto potencial método de prevenção. Há muito tempo se pensa que a promoção dos preservativos e de iniciativas de “sexo seguro” seria a resposta para a escalada da AIDS. Ao invés de encorajar as pessoas a controlar seus impulsos, essas iniciativas tentaram oferecer maneiras mais “seguras” de exercitar sua libido. Entretanto, em muitos países africanos os preservativos não são vistos com simpatia. Há uma variedade de lendas urbanas que circulam em algumas regiões, dizendo que os preservativos seriam ferramentas de “limpeza étnica”, ou que na verdade eles é que transmitem o vírus HIV (Durante a Guerra Fria, a KGB soviética espalhou a “desinformação” de que os estados Unidos teriam “criado” o vírus da AIDS para matar os africanos).

A iniciativa da abstinência em Uganda vai muito além daqueles que já estão mantendo relações sexuais – ela começa com a educação e a promoção de um programa de abstinência para jovens chamado “True Love Waits” (O verdadeiro amor espera). Trinta mil jovens ugandenses estão atualmente envolvidos no programa. Lançada em Uganda em 1994, True Love Waits foca na abstinência até o casamento como maneira de prevenir todas as consequências adversas associadas com as atividades sexuais extra-maritais.

“Incentivar o casamento, a monogamia e a abstinência, atrasando o início da atividade sexual, desencorajando a promiscuidade e o sexo casual, reduzindo o fornecimento e a demanda de drogas ilegais ou oferecendo tratamento para viciados em droga... essas são as abordagens absolutamente mais efetivas para reduzir o risco do HIV” disseram o deputado republicano Mark Souder, de Indiana, e seis outros membros do Comitê Americano da Reforma Governamental, em uma carta às Nações Unidas.

Os Estados Unidos e outros países começaram a acolher a promoção da abstinência como modo de prevenção contra a AIDS. As Nações Unidas recentemente divulgaram que a AIDS exterminará metade da população em alguns países africanos. Em Uganda, o sol está começando a brilhar por entre as nuvens das mortes por AIDS – e está brilhando cada vez mais forte.
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Sarah Trafford. "Uganda Winning the Battle Against AIDS — Using Abstinence." Culture and Family Institute (July, 2002).
Este artigo foi reproduzido de “Culture and Family Institute”. Culture and Family Institute é afiliado de “Concerned Women for America” E-mail: mail@cultureandfamily.org

A autora
Sarah Trafford trabalha no “Culture & Family Institute”; é formada em Ciências Políticas pela Universidade de Wooster, Ohio, EUA.
Copyright © 2002 Culture and Family Institute

Disponível em inglês no site Catholic Education Resource Center

segunda-feira, 9 de março de 2009

URGENTE – Ainda o caso da menina de 9 anos que engravidou de gêmeos

Em defesa de Maitê Tosta, de Dom José Cardoso Sobrinho e da posição Católica

É impressionante como algumas pessoas teimam em não querer enxergar o óbvio. Haviam três vidas em jogo. Três. E era possível salvar as três. Por ignorância ou por causa da cultura da morte, por causa do mal, - em última instância por causa das obras do demônio – perderam-se duas vidas. Duas. Veja abaixo como era perfeitamente possível ter salvado as três vidas. As três.

Depois que postei aqui a verdade sobre o caso tenho recebido alguns e-mails muito estranhos, como tem acontecido com outros blogs católicos, como pode-se ver no texto abaixo. Deus abençoe a todos.

Extraído do Blog Veritatis Splendor

por Marcio Antonio Campos
Taiguara Fernandes de Sousa, membro do Veritatis Splendor, escreveu um texto comentando as agressões que Maite Tosta, também integrante do VS, vem sofrendo na internet pela defesa que ela fez do arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho:
——
A minha caríssima irmã de Apostolado, Maite Tosta, tem sofrido as mais variadas injúrias pela sua Carta de Apoio ao Arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, por este ter relembrado que aqueles que praticam e consentem no crime de aborto – dada sua gravidade – incorrem automaticamente, pela lei da Igreja, na excomunhão automática.
Ora, tacharam minha nobilíssima irmã de “demente”, “doente”, “esquizofrênica”, “louca” e outras coisas mais que não vale a pena citar em ambientes de bem e civilidade. Pois gostaria de dizer para estas pessoas que minha nobre amiga nada possui de “demente” ou “esquizofrênica”.
“Demente” e “esquizofrênico” se pode chamar a certas pessoas que são manipuladas pela mídia e, sem a mínima apresentação de prova médica inconteste, creem piamente que a menina de 9 anos corria risco de vida se mantivesse sua gravidez.
“Doente” e “louco” se pode chamar a quem acredita tão categoricamente nos avanços da medicina e não se questiona se nossa medicina (tão avançada, segundo dizem) não poderia acompanhar uma gravidez de risco (como acompanha a muitas mulheres de úteros fracos ou de mulheres anãs, só para citar exemplos que podem ser analogicamente empregados ao caso da menina).
Aliás, nenhuma destas pessoas tem conhecimento, por exemplo, do caso da menina de 11 anos em Iraí (RS), vítima de estupro do qual resultou uma gravidez, e que leva uma gestação normal, com acompanhamento médico, e já está no sétimo mês. Terá os filhos. A família sequer cogitou o aborto dos bebês. Os médicos acompanham cuidadosamente o caso. Talvez ninguém tenha conhecimento deste caso porque, não tendo findado no aborto, ele não serve aos interesses do Governo Federal, das ONGs abortistas e da mídia falaciosa. Tampouco serve para engrossar a mentalidade pobre desta casta de gente seguidora dos modismos e do “politicamente correto”, gente que coloca a moda à frente de valores fundamentais, como a vida e a dignidade da pessoa humana.
Informo ainda mais para este pessoal que usa viseira e só vê o que quer. Já ouviram falar na menina de 9 anos (sim, a mesma idade da garota pernambucana!), uma índia da Amazônia vítima de estupro, que deu à luz a uma criança saudável de 2,2 kg, e que permaneceu viva e saudável após o parto? A equipe médica acompanhou a gravidez e, dando mostra da modernidade de nossa medicina, conseguiu levá-la a termo com uma cesariana sem maiores complicações. Já ouviram falar deste caso? Óbvio que não, pois só ouvem o que querem! Mas, para vocês que dão tanto ouvido à idolatrada mídia, segue a notícia.
No Peru, em Pachitea, outra menina de 9 anos, vítima de estupro, deu também à luz um bebê, com 2,520 kg e 47 cm. Novamente houve acompanhamento médico e psicológico, tudo mostrando como está avançada nossa medicina.
Na cidade de Sapucaia (RJ), uma menina de 11 anos foi vítima de estupro em 1997. O caso ganhou (quem? quem?) a mídia! Ora, os avós até pensaram em abortar a criança, mas desistiram da ideia. A menina deu à luz o bebê, que hoje é criado pelos avós; é uma criança saudável e brincalhona. Quanto à menina, sua mãe, está viva e hoje tem mais duas filhas. Vejam aqui.
E, para finalizar com chave de ouro, conto-lhes, a vocês que tanto se deixam levar pela mídia, o caso de Lina Medina, a mãe mais jovem da história da medicina. Engravidou com 4 anos de idade, vítima de estupro, e teve o filho aos 5 anos. O menino nasceu com 2,7 kg; seu nome era Gerardo. Tanto ele quanto a mãe sobreviveram. Houve acompanhamento médico durante toda a gravidez, o que novamente dá mostras de que a medicina tem condições de acompanhar uma gravidez de risco, sem ser preciso matar a criança para preservar a vida da mãe. E quando foi que tudo isto aconteceu com Lina Medina? Em 1939! SIM! Há 70 anos! Há 70 anos a medicina teve condição de acompanhar e levar a um bom termo uma gravidez de risco, e de uma menina bem mais nova que a garota pernamabucana – repito: Lina Medina deu à luz com 5 anos! e será que hoje, com todos os avanços médicos – a medicina já consegue pôr dois corações num só homem! – esta mesma medicina não é capaz de acompanhar uma gravidez de risco de uma menina de 9 anos e levá-la a bom termo, sem ser preciso matar as crianças?
Indaguem-se isso antes de insultarem quem já se indagou e nota que há objetivos obscuros por trás do abortamento destas crianças!
Indaguem-se isso antes de insultar quem já se perguntou por que nossa tão avançada medicina não poderia acompanhar a gravidez desta menina e levá-la a um bom termo, preservando a vida tanto das crianças quanto da mãe!
Não se deve vir com insultos antes de analisar bem as coisas. Nem se deve deixar manipular antes desta análise que gente inteligente deveria fazer dos fatos.
Ora, este pessoal não segue a razão e vêm chamar a alguém que a segue de “demente”? De “esquizofrênico”?
Por favor! Poupem-nos!
E a estas pessoas que tanto defendem esse aborto e que acham escandaloso ser-lhe contrário, leiam o relato da manipulação que foi feita com os pais da menina pernambucana por parte de ONGs abortistas e de agentes de governo, que queriam, a todo custo, levar a menina a consumar o aborto das crianças; o relato é de uma testemunha ocular dos fatos, que acompanhou tudo, o Padre Edson Rodrigues.
Sugiro a estas pessoas que defendem tão passivamente este aborto e que insultam tão desrespeitosamente a quem lhe é contrário que se perguntem sobre por que agentes do governo e ONGs abortistas usaram de tantos ardis para manipular os pais da menina a aceitarem o aborto: não haverá interesses por trás disto? E não serão esses interesses ideológicos, abortistas? Perguntem-se! Indaguem-se! Raciocinem!
Muita gente tem escrito à Maite dizendo que não vai mais contribuir com a paróquia a que pertence e, se a Igreja Católica prevê realmente a excomunhão em casos de aborto, essas pessoas também desejariam ser excomungadas. A estas criaturas que não conseguem chegar sozinhas a tão simples conclusão, vou lhes dar uma ajuda: ninguém lhes está obrigando a permanecer na Igreja, e se não aceitam os princípios fundamentais da instituição a que dizem pertencer, façam o favor de sair dela. E para isso não precisam mandar os seus dados à Maite para que sejam excomungados (alguns têm feito isso, pasmem!): basta que decidam sair, basta que prestem o importante e valioso serviço de nunca mais mostrarem suas caras repletas de hipocrisia à comunidade realmente católica, que não abre mão dos fundamentos mais basilares de sua religião em prol dos modismos de uma época ou de manipulações midiáticas e governamentais.
Façam o favor de sair, meus caros. Parem de nos importunar e atrapalhar. Façam o favor de sair.
A adesão à fé deve ser livre e voluntária. Ninguém lhes obriga a aceitá-la, nem se pode coagi-lo a tanto.
Então, por favor, se não aceitam o que a Igreja diz, se acham que sua religião tem tantas falhas, prestem-nos o serviço de incomensurável valor de saírem da Igreja a que há muito deixaram de pertencer e só fazem atrapalhar. Façam-nos a grande boa ação de nunca mais nos mostrarem suas caras hipócritas e farisaicas, até que realmente estejam dispostos a seguir os preceitos da religião a que dizem pertencer. Se não estão dispostos, então saiam e parem de nos importunar com sua hipocrisia de proporções tão aberrantes.
E ao senhor que disse que não mais contribuiria financeiramente com sua paróquia, afirmo-lhe: esta Igreja não quer o dinheiro mal oferecido e fedendo a hipocrisia. Há outros lugares que podem aceitar o seu dinheiro hipócrita. Sinta-se à vontade para não mais contribuir com sua paróquia, já que isto lhe faz tanto mal.
Agora, por favor, prestem-nos o grande serviço de não nos importunarem com sua hipocrisia nem nos atrapalharam com suas infantilidades e molecagens.
E parem de, dizendo-se católicos, importunarem com xingamentos e palavras irracionais esta mulher que é verdadeiramente católica, pois sabe o que segue sua religião (e por isso mesmo pode contribuir com sua paróquia sem hipocrisia).

sábado, 7 de março de 2009

URGENTE - O caso da menina grávida de gêmeos - O lado que a imprensa não contou

Recentemente, o caso da menina de 9 anos que foi violentada pelo padastro e ficou grávida de gêmeos chocou o país. Diante do aborto realizado, segundo veremos, contra a vontade inicial da família, e pela própria abominação que é um aborto, o Arcebispo de Olinda e Recife somente lembrou que a Igreja prevê excomunhão automática para quem realiza aborto. Ele não excomungou ninguém. As pessoas que foram responsáveis pelo aborto feito na menina é que excomungaram a si mesmas.

O caso suscitou uma onda de indignação contra a Igreja e contra o bispo mencionado. Espero, com os textos abaixo, que fique bem claro que tudo é enganação, omissão e pura propaganda anti-Católica. Certo está quem está do lado da vida, sempre.

Primeiro apresento a carta do Pe. Edson, de Alagoinha, que conta a verdadeira sucessão de acontecimentos, incluindo tudo que a mídia, propositalmente, omitiu.

Posteriormente, apresento a excelente carta do venerável Pe. Luiz Carlos Lodi, cujas palavras faço serem as minhas próprias, em defesa da vida, e do Arcebispo.

Peço aos leitores que leiam com atenção, e vejam o que a mídia, desonestamente, teima em omitir.

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DEPOIMENTO DO PE. EDSON, EM SEU BLOG

http://padreedson.blogspot.com/

*GRÁVIDA DE GÊMEOS EM ALAGOINHA*
*O lado que a imprensa deixou de contar*

Há cerca de oito dias, nossa cidade foi tomada de surpresa por uma trágica notícia de um acontecimento que chocou o país: uma menina de 9 anos de idade, tendo sofrido violência sexual por parte de seu padrasto, engravidou de dois gêmeos. Além dela, também sua irmã, de 13 anos, com necessidade de cuidados especiais, foi vitima do mesmo crime. Aos olhos de muitos, o caso pareceu absurdo, como de fato assim também o entendemos, dada a gravidade e a forma como há três anos isso vinha acontecendo dentro da própria casa, onde moravam a mãe, as duas garotas e o acusado.

O Conselho Tutelar de Alagoinha, ciente do fato, tomou as devidas providências no sentido de apossar-se do caso para os devidos fins e encaminhamentos. Na sexta-feira, dia 27 de fevereiro, sob ordem judicial, levou as crianças ao IML de Caruaru-PE e depois ao IMIP (Instituto Médico Infantil de Pernambuco), de Recife a fim de serem submetidas a exames sexológicos e sicológicos. Chegando ao IMIP, em contato com a Assistente Social Karolina Rodrigues, a Conselheira Tutelar Maria José Gomes, foi convidada a assinar um termo em nome do Conselho Tutelar que autorizava o aborto. Frente à sua consciência cristã, a Conselheira negou-se diante da assistente a cometer tal ato. Foi então quando recebeu das mãos da assistente Karolina Rodrigues um pedido escrito de próprio punho da mesma que solicitava um “encaminhamento ao Conselho Tutelar de Alagoinha no sentido de mostrar-se favorável à interrupção gestatória da menina, com base no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e na gravidade do fato”. A Conselheira guardou o papel para ser apreciado pelos demais Conselheiros colegas em Alagoinha e darem um parecer sobre o mesmo com prazo até a segunda-feira dia 2 de março. Os cinco Conselheiros enviaram ao IMIP um parecer contrário ao aborto, assinado pelos mesmos. Uma cópia deste parecer foi entregue à assistente social Karolina Rodrigues que o recebeu na presença de mais duas psicólogas do IMIP, bem como do pai da criança e do Pe. Edson Rodrigues, Pároco da cidade de Alagoinha.

No sábado, dia 28, fui convidado a acompanhar o Conselho Tutelar até o IMIP em Recife, onde, junto à conselheira Maria José Gomes e mais dois membros de nossa Paróquia, fomos visitar a menina e sua mãe, sob pena de que se o Conselho não entregasse o parecer desfavorável até o dia 2 de março, prazo determinado pela assistente social, o caso se complicaria. Chegamos ao IMIP por volta das 15 horas. Subimos ao quarto andar onde estavam a menina e sua mãe em apartamento isolado. O acesso ao apartamento era restrito, necessitando de autorização especial. Ao apartamento apenas tinham acesso membros do Conselho Tutelar, e nem tidos. Além desses, pessoas ligadas ao hospital. Assim sendo, à área reservada tiveram acesso naquela tarde as conselheiras Jeanne Oliveira, de Recife, e Maria José Gomes, de nossa cidade.

Com a proibição de acesso ao apartamento onde menina estava, me encontrei com a mãe da criança ali mesmo no corredor. Profunda e visivelmente abalada com o fato, expôs para mim que tinha assinado “alguns papéis por lá”. A mãe é analfabeta e não assina sequer o nome, tendo sido chamada a pôr as suas impressões digitais nos citados documentos.

Perguntei a ela sobre o seu pensamento a respeito do aborto. Valendo-se se um sentimento materno marcado por preocupação extrema com a filha, ela me disse da sua posição desfavorável à realização do aborto. Essa palavra também foi ouvida por Robson José de Carvalho, membro de nosso Conselho Paroquial que nos acompanhou naquele dia até o hospital. Perguntei pelo estado da menina. A mãe me informou que ela estava bem e que brincava no apartamento com algumas bonecas que ganhara de pessoas lá no hospital. Mostrava-se também muito preocupada com a outra filha que estava em Alagoinha sob os cuidados de uma família. Enquanto isso, as duas conselheiras acompanhavam a menina no apartamento. Saímos, portanto do IMIP com a firme convicção de que a mãe da menina se mostrava totalmente desfavorável ao aborto dos seus netos, alegando inclusive que “ninguém tinha o direito de matar ninguém, só Deus”.

Na segunda-feira, retornamos ao hospital e a história ganhou novo rumo. Ao chegarmos, eu e mais dois conselheiros tutelares, fomos autorizados a subirmos ao quarto andar onde estava a menina. Tomamos o elevador e quando chegamos ao primeiro andar, um funcionário do IMIP interrompeu nossa subida e pediu que deixássemos o elevador e fôssemos à sala da Assistente Social em outro prédio. Chegando lá fomos recebidos por uma jovem assistente social chamada Karolina Rodrigues. Entramos em sua sala eu, Maria José Gomes e Hélio, Conselheiros de Alagoinha, Jeanne Oliveira, Conselheira de Recife e o pai da menina, o Sr. Erivaldo, que foi conosco para visitar a sua filha, com uma posição totalmente contrária à realização do aborto dos seus netos.

Apresentamo-nos à Assistente e, ao saber que ali estava um padre, ela de imediato fez questão de alegar que não se tratava de uma questão religiosa e sim clínica, ainda que este padre acredite que se trata de uma questão moral.

Perguntamos sobre a situação da menina como estava. Ela nos afirmou que tudo já estava resolvido e que, com base no consentimento assinado pela mãe da criança em prol do aborto, os procedimentos médicos deveriam ser tomados pelo IMI dentro de poucos dias. Sem compreender bem do que se tratava, questionei a assistente no sentido de encontrar bases legais e fundamentos para isto. Ela, embora não sendo médica, nos apresentou um quadro clínico da criança bastante difícil, segundo ela, com base em pareceres médicos, ainda que nada tivesse sido nos apresentado por escrito.

Justificou-se com base em leis e disse que se tratava de salvar apenas uma criança, quando rebatemos a idéia alegando que se tratava de três vidas. Ela, desconsiderando totalmente a vida dos fetos, chegou a chamá-los em “embriões” e que aquilo teria que ser retirado para salvar a vida da criança. Até então ela não sabia que o pai da criança estava ali sentado ao seu lado. Quando o apresentamos, ela perguntou ao pai, o Sr. Erivaldo, se ele queria falar com ela. Ele assim aceitou. Então a assistente nos pediu que saíssemos todos de sua sala os deixassem a sós para a essa conversa. Depois de cerca de vinte e cinco minutos, saíram dois da sala para que o pai
pudesse visitar a sua filha. No caminho entre a sala da assistente e o prédio onde estava o apartamento da menina, conversei com o pai e ele me afirmou que sua idéia desfavorável ao aborto agora seria diferente, porque “a moça me disse que minha filha vai morrer e, se é de ela morrer, é melhor tirar as crianças”, afirmou o pai quase que em surdina para mim, uma vez
que, a partir da saída da sala, a assistente fez de tudo para que não nos aproximássemos do pai e conversássemos com ele. Ela subiu ao quarto andar sozinha com ele e pediu que eu e os Conselheiros esperássemos no térreo. Passou-se um bom tempo. Eles desceram e retornamos à sala da assistente social. O silêncio de que havia algo estranho no ar me incomodava bastante.
Desta vez não tive acesso à sala. Porém, em conversa com os conselheiros e o pai, a assistente social Karolina Rodrigues, em dado momento da conversa, reclamou da Conselheira porque tinha me permitido ver a folha de papel na qual ela solicitara o parecer do Conselho Tutelar de Alagoinha favorável ao aborto e rasgou a folha na frente dos conselheiros e do pai da menina. A
conversa se estendeu até o final da tarde quando, ao sair da sala, a assistente nos perguntava se tinha ainda alguma dúvida. Durante todo o tempo de permanência no IMIP não tivemos contato com nenhum médico. Tudo o que sabíamos a respeito do quadro da menina era apenas fruto de informações fornecidas pela assistente social. Despedimo-nos e voltamos para nossas casas. Aos nossos olhos, tudo estava consumado e nada mais havia a fazer.

Dada a repercussão do fato, surge um novo capítulo na história. O Arcebispo Metropolitano de Olinda e Recife, Dom José Cardoso, e o bispo de nossa Diocese de Pesqueira, Dom Francisco Biasin, sentiram-se impelidos a rever o fato, dada a forma como ele se fez. Dom José Cardoso convocou, portanto, uma equipe de médicos, advogados, psicólogos, juristas e profissionais ligados ao caso para estudar a legalidade ou não de tudo o que havia acontecido. Nessa reunião que se deu na terça-feira, pela manhã, no Palácio dos Manguinhos, residência do Arcebispo, estava presente o Sr. Antonio Figueiras, diretor do IMIP que, constatando o abuso das atitudes da assistente social frente a nós e especialmente com o pai, ligou ao hospital e mandou que fosse suspensa toda e qualquer iniciativa que favorecesse o aborto das crianças. E assim se fez.

Um outro encontro de grande importância aconteceu. Desta vez foi no Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco, na tarde da terça-feira. Para este, eu e mais dois Conselheiros, bem como o pai da menina formos convidados naquela tarde. Lá no Tribunal, o desembargador Jones Figueiredo, junto a demais magistrados presentes, se mostrou disposto a tomar as devidas providências para que as vidas das três crianças pudessem ser salvas. Neste encontro também estava presente o pai da criança. Depois de um bom tempo de encontro, deixamos o Tribunal esperançosos de que as vidas das crianças ainda poderiam ser salvas.

Já a caminho do Palácio dos Manguinhos, residência do Arcebispo, por volta das cinco e meia da tarde, Dom José Cardoso recebeu um telefonema do Diretor do IMIP no qual ele lhe comunicava que um grupo de uma entidade chamada Curumins, de mentalidade feminista pró-aborto, acompanhada de dois técnicos da Secretaria de Saúde de Pernambuco, teriam ido ao IMIP e convencido a mãe a assinar um pedido de transferência da criança para outro hospital, o que a mãe teria aceito. Sem saber do fato, cheguei ao IMIP por volta das 18 horas, acompanhado dos Conselheiros Tutelares de Alagoinha para visitar a criança. A Conselheira Maria José Gomes subiu ao quarto andar para ver a criança. Identificou-se e a atendente, sabendo que a criança não estava mais na unidade, pediu que a Conselheira sentasse e aguardasse um pouco, porque naquele momento “estava havendo troca de plantão de enfermagem”. A Conselheira sentiu um clima meio estranho, visto que todos faziam questão de manter um silêncio sigiloso no ambiente. Ninguém ousava tecer um comentário sequer sobre a menina.

No andar térreo, fui informado do que a criança e sua mãe não estavam mais lá, pois teriam sido levadas a um outro hospital há pouco tempo acompanhadas de uma senhora chamada Vilma Guimarães. Nenhum funcionário sabia dizer para qual hospital a criança teria sido levada. Tentamos entrar em contato com a Sra. Vilma Guimarães, visto que nos lembramos que em uma de nossas primeiras visitas ao hospital, quando do assédio de jornalistas querendo subir ao apartamento onde estava a menina, uma balconista chamada Sandra afirmou em alta voz que só seria permitida a entrada de jornalistas com a devida autorização do Sr. Antonio Figueiras ou da Sra. Vilma Guimarães, o que nos leva a crer que trata-se de alguém influente na casa. Ficamos a nos perguntar o seguinte: lá no IMIP nos foi afirmado que a criança estava correndo risco de morte e que, por isso, deveria ser submetida ao procedimentos abortivos. Como alguém correndo risco de morte pode ter alta de um hospital. A credibilidade do IMIP não estaria em jogo se liberasse um paciente que corre risco de morte? Como explicar isso? Como um quadro pode mudar tão repentinamente? O que teriam dito as militantes do Curumim à mãe para que ela mudasse de opinião? Seria semelhante ao que foi feito com o pai?

Voltamos ao Palácio dos Manguinhos sem saber muito que fazer, uma vez que nenhuma pista nós tínhamos. Convocamos órgãos de imprensa para fazer uma denúncia, frente ao apelo do pai que queria saber onde estava a sua filha.

Na manhã da quarta-feira, dia 4 de março, ficamos sabendo que a criança estava internada na CISAM, acompanhada de sua mãe. O Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (FUSAM) é um hospital especializado em gravidez de risco, localizado no bairro da Encruzilhada, Zona Norte do Recife. Lá, por volta das 9 horas da manhã, nosso sonho de ver duas crianças vivas se foi, a partir de ato de manipulação da consciência, extrema negligência e desrespeito à vida humana.

Isto foi relatado para que se tenha clareza quanto aos fatos como verdadeiramente eles aconteceram. Nada mais que isso houve. Porém, lamentamos profundamente que as pessoas se deixem mover por uma mentalidade formada pela mídia que está a favor de uma cultura de morte. Espero que casos como este não se repitam mais.

Ao IMIP, temos que agradecer pela acolhida da criança lá dentro e até onde pode cuidar dela. Mas por outro lado não podemos deixar de lamentar a sua negligência e indiferença ao caso quando, sabendo do verdadeiro quadro clínico das crianças, permitiu a saída da menina de lá, mesmo com o consentimento da mãe, parecendo ato visível de quem quer se ver livre de um
problema.

Aos que se solidarizaram conosco, nossa gratidão eterna em nome dos bebês que a esta hora, diante de Deus, rezam por nós. “Vinde a mim as crianças”, disse Jesus. E é com a palavra desde mesmo Jesus que continuaremos a soltar nossa voz em defesa da vida onde quer que ela esteja ameaçada. “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham plenamente” (Jo, 10,10). Nisso cremos, nisso apostamos, por isso haveremos de nos gastar sempre. Acima de tudo, a Vida!

Pe. Edson Rodrigues
Pároco de Alagoinha-PE

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CARTA DO PE. CARLOS LODI AO ARCEBISPO DE OLINDA E RECIFE

Prezado Dom José Cardoso Sobrinho

Louvada seja Aquela que nos trouxe o Autor da Vida!

Aqui em Roma, em meio aos estudos de Bioética, desejaria ter mais calma para escrever esta carta de elogio à sua brilhante atuação como pastor diante da Arquidiocese de Olinda e Recife. Temo, porém, pecar por omissão se deixar para depois algo que deveria escrever hoje em apoio à sua defesa da vida de três crianças.

Sim, três são as crianças que o senhor defendeu: uma menina de nove anos, violentada pelo padrasto, e duas crianças gêmeas geradas neste ato de violência.

Em meu trabalho pró-vida, várias vezes deparei-me com casos de adolescentes ou crianças vítimas de estupro. Enquanto as feministas ofereciam aborto, nós, cristãos, oferecíamos acolhida, hospedagem, assistência espiritual e acompanhamento durante a gestação, parto e puerpério.
As crianças geradas em um estupro costumam ser alvo de um carinho especial de suas mães. Longe de perpetuar a lembrança da violência sofrida (como dizem alguns penalistas), o bebê serve de um doce remédio para o trauma do estupro. Podendo doar o bebê após o parto, elas se assustam só de pensar em ficar longe dele. Tremem ao se lembrar que um dia cogitaram em abortá-lo.

O aborto, além de ser uma monstruosidade maior que o estupro, causa um trauma adicional à mulher violentada. A idéia do aborto como "alívio" para o estupro é uma falsidade que deveria ser banida dos livros de Direito Penal.

A imprensa que acusa o senhor teve o cuidado de não revelar como o aborto foi feito. E com razão. Pois enquanto os defensores da vida mostram com alegria a linda criança concebida em um estupro, os abortistas não podem mostrar os restos mortais dos bebês que foram assassinados. Em se tratando de dois bebês de quatro meses, é possível que os médicos tenham feito uma cesariana para extraí-los do ventre materno. E depois? Depois, devem tê-los jogado no lixo, esperando que morressem. Uma cena nada agradável, nem digna de quem professa a Medicina. Os autores desse assassínio precisaram ter o sangue frio de um algoz para olhar nos olhos de suas duas vítimas abortadas. Mas é a pura realidade.

Outro argumento usado pelos abortistas é que a menina-mãe, por causa de sua tenra idade, não poderia levar até o fim a gravidez. Por isso, o aborto seria "necessário" para salvar a vida dela. Evidentemente, como o senhor sabe, tudo isso é mentira. A menina não estava prestes a morrer nem o aborto se apresentava como a "solução". Uma gravidez como a dela exigiria um acompanhamento adequado. Médicos que honrassem o seu juramento fariam tudo para salvar os gêmeos, esperando que eles chegassem a uma idade gestacional em que poderiam sobreviver a uma operação cesariana. Afinal, para que servem as nossas UTIs neonatais?
Talvez os bebês morressem espontaneamente durante a gravidez. Mas os médicos não carregariam a culpa por esse aborto espontâneo.

Aos que levianamente criticam o senhor, defendendo o aborto como meio para salvar a vida da mãe, eu proponho o seguinte caso.

Suponhamos que, de fato, o aborto pudesse "curar" alguém. Façamos de conta que, em alguma hipótese, o aborto seja "terapêutico". Estaríamos diante de um caso semelhante ao de uma mulher que, oprimida pela fome durante o cerco de Jerusalém (ano 70 d.C), matou e devorou o próprio filho recém-nascido. O episódio é narrado pelo historiador Flávio Josefo. O raciocínio é o mesmo. Se a mulher não matasse seu filho, ambos morreriam de fome. Ao matá-lo, pelo menos uma das vidas foi salva.

Quem aplaude o aborto como meio para salvar a vida da mãe, deve, por coerência, aplaudir a atitude desse mulher que matou o filho para salvar a própria vida.

O senhor sabe muito bem - mas há muitos que não sabem e não querem saber - que nunca é lícito matar diretamente um inocente, nem sequer para salvar outro inocente. Por isso, o senhor está de parabéns por ter cumprido sua missão, que não é a de matar, mas a de dar a vida por suas ovelhas.

Permita-me agora referir-me a uma das mentiras que estão sendo apregoadas. A grande imprensa vem apregoando que, no caso da pobre menina de nove anos, o aborto foi legal. Ora, isso é absurdo. Não há aborto "legal" no Brasil, assim como não há furto "legal". Nossa Constituição, que protege o direito à propriedade (por isso, não há furto "legal"), também reconhece a inviolabilidade do direito à vida (por isso não há aborto "legal"). O que os médicos fizeram, aos olhos da lei penal, foi um crime. Ocorre que, nem sempre a pena é aplicada ao criminoso. Há hipóteses, chamadas de "escusas absolutórias", em que a pena não se aplica, embora subsista o crime. Um exemplo típico é o do furto praticado em prejuízo de ascendente, descendente ou cônjuge (art. 181, CP). Quem pratica tal furto (por exemplo, o filho que furta do pai) comete crime. No entanto, por razões de política criminal (como a preservação da intimidade da família) em tal caso o furto não se pune. Analogamente o aborto, que é sempre crime, tem dois casos em que a pena não se aplica: I - se não há outro meio (que não o aborto) para salvar a vida da gestante; II - se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido do consentimento da gestante ou, quando incapaz, de seu representante legal (art. 128, CP).

O médico que pratica aborto em ambas as hipóteses comete crime. A lei não autoriza a praticar o crime, mas pode deixar de aplicar a pena após o crime consumado.
Como, porém, houve crime, faz-se necessário um inquérito policial. A polícia, indiciando os médicos e outras pessoas envolvidas, verificará se de fato foram preenchidos os requisitos para a não-aplicação da pena. Em outras palavras: verificará se a atitude dos médicos, além de ilegal e criminosa, é também passível de sanção penal.

Pode ser que o delegado de polícia chegue, por exemplo, à conclusão - nada improvável - de que o consentimento da mãe da menina foi obtido mediante fraude ou coação. Nesse caso, uma vez comprovada a invalidade do consentimento, a conduta dos médicos se enquadrará no artigo 125 do Código Penal (aborto provocado sem o consentimento da gestante), cuja pena é reclusão de três a dez anos.

Se os genitores da menina gestante foram vítimas de fraude ou coação, será possível ainda acionar judicialmente os médicos requerendo uma reparação civil de danos. Claro que nada repara a perda de duas vidas, nem o trauma sofrido pela menina de nove anos submetida ao aborto, mas uma indenização serviria como meio de advertência para os profissionais da morte.

Escrevo tudo isso para dizer que o senhor está do lado, não apenas da lei de Deus, mas também da lei dos homens. O senhor é digno de aplausos pela Igreja Católica e pelo direito positivo brasileiro.

Peço que o senhor não desanime. Estamos do seu lado. E, mais ainda, o Senhor da Vida está do seu lado!

Os ataques que o senhor sofre por todos os lados, até mesmo por pessoas de dentro da Igreja, fazem-me lembrar o que predisse Jesus: "Não penseis que vim trazer paz à terra. Não vim trazer paz, mas espada. Com efeito, vim contrapor o homem ao seu pai, a filha à sua mãe e a nora à sua sogra. Em suma: os inimigos do homem serão os seus próprios familiares" (Mt 10,34-36).

As injúrias, as perseguições, as calúnias, tudo isso que o senhor está fazendo deve ser para nós, não só motivo de dor, mas motivo de grande alegria. Com efeito, assim se pronunciou Jesus na última das bem-aventuranças:
"Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por causa de mim.
Alegrai-vos e regozijai-vos, porque será grande a vossa recompensa nos céus,
pois foi assim que perseguiram os profetas, que vieram antes de vós" (Mt 5,11-12).

Parabéns, Dom José Cardoso Sobrinho!
Subscreve o seu admirador, pedindo-lhe a bênção.

O escravo de Jesus em Maria,
--
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis
http://www.providaanapolis.org.br
"Coração Imaculado de Maria, livrai-nos da maldição do aborto"

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Zélie e Louis Martin: filhos não são propriedade dos pais

Entrevista com o Pe. Antonio, vice postulador da causa de beatificação dos pais de Santa Teresinha
Por Carmen Elena Villa

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 15 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- As relíquias dos pais de Santa Teresinha do Menino Jesus estão viajando por diferentes cidades da Itália. Estiveram na basílica de São Pedro, em Roma, desde o sábado passado até hoje, quarta-feira.

Bento XVI, em uma carta de preparação do VI Encontro Mundial das Famílias, apresenta Marie Zélie Guérin (1831-1877) e Louis e Martin (1823-1894) como «modelos exemplares de vida cristã para as famílias de hoje».

O Pe. Antonio Sangalli, vice-postulador da causa de canonização dos esposos, beatificados em 19 de outubro passado em Lisieux (França), acompanha sempre estas relíquias.
Esta é a entrevista que o Pe. Sangalli concedeu à Zenit:

– O que você acredita que os esposos Martin podem dizer às famílias de hoje?

– Pe. Sangalli: Neste casal eu posso admirar muitos aspectos. Um deles é o que o Santo Padre destacou em 11 de janeiro, ao batizar 13 crianças na Capela Sistina, quando dizia que os filhos não são propriedade dos pais. Eles viveram isso perfeitamente.

– Quais são as virtudes que você mais admira dos esposos Martin?

– Pe. Sangalli: Eles haviam perdido quatro filhos, mas não por isso se sentiam como donos da vida, do futuro, do destino dos demais filhos. Sentiam que eram colaboradores de Deus neste desígnio, oferecendo a dor e o sofrimento, implorando ao Senhor. «Somos esposos, somos colaboradores com Deus na vida, ministros e servos». E isso é muito fortes.

Jamais se sentiram como proprietários dos filhos. Não impuseram nada aos filhos. Os exemplos que estes filhos vislumbraram nos pais foi um estímulo para sua escolha de vida, porque viam que o pai e a mãe viviam uma experiência conjugal cristã radical.

Link: Zenit

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

É a família que deve educar sexualidade dos filhos, segundo especialista

«A castidade é a energia espiritual que defende o amor do egoísmo»
Por Inma Álvarez

CIDADE DO MÉXICO, quinta-feira, 15 de janeiro de 2009 (ZENIT.org-El Observador).- Educar a sexualidade é educar na castidade, e isso é tarefa fundamentalmente da família, onde se dá um «clima favorável» frente a «uma cultura fortemente condicionada pelos efeitos da onda de longo alcance da revolução sexual».

Assim afirmou a doutora italiana Maria Luisa Di Pietro, professora associada de Bioética na Universidade Católica do Sagrado Coração de Roma e presidente da associação Scienza & Vita (Ciência e Vida), durante sua intervenção desta quinta-feira no Congresso Mundial das Famílias que está acontecendo no México.

Antes de tudo, é necessário, argumentou, «esclarecer o conceito de castidade», que é a «energia espiritual, que sabe defender o amor dos perigos do egoísmo e da agressividade, e sabe promovê-lo à sua plena realização».

«A redução da sexualidade a uma mera dimensão do instinto favoreceu também, em suas manifestações mais extremas e ínfimas, a difusão da pornografia e da violência sexual», acrescentou.

É urgente, portanto – explicou –, que as famílias assumam o papel primordial que têm na formação afetiva e moral de seus filhos.

«A pressa por pular etapas está tornando cada vez mais difícil o amadurecimento afetivo dos jovens e está pondo em risco inclusive sua saúde», afirmou.

Segundo a doutora Di Pietro, a educação da sexualidade «deve ter como principal objetivo indicar e motivar a que se alcancem grandes metas», entre elas «a afirmação do eu, da autoestima, do senso de dignidade própria, da capacidade de autoposse e autodomínio, da abertura de projeto, da coerência e equilíbrio interior; a aquisição de uma grande atenção para os valores da procriação, da vida e da família».

Link: Zenit

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Helen Alvaré: Igreja não se escandaliza com sexualidade

Seu valor é entendido à luz da vida humana
Por Gilberto Hernández

CIDADE DO MÉXICO, quinta-feira, 15 de janeiro de 2009 (ZENIT.org-El Observador).- Ao contrário do que se pensa e diz nos âmbitos seculares, a Igreja não evita falar da dimensão corporal do homem e da mulher, particularmente da sexualidade. Foi assim que se expressou a Dra. Helen Alvaré, catedrática da Universidade George Mason em sua conferência durante a 3ª sessão do Congresso Teológico Pastoral, dentro da VI Encontro Mundial das Famílias.

A principal razão que permite à Igreja valorizar a dimensão corporal radica em que no cristianismo, de uma forma muito rica, «expressa seus mistérios através da corporeidade, como no caso da Encarnação e da Ressurreição», indicou a especialista.

E lembrou que este valor adquire toda a sua profundidade quando «os fiéis têm a consciência de pertencer ao Corpo Místico de Cristo através da sua própria pessoa».

A catedrática, proveniente dos Estados Unidos, afirmou que para entender o valor da vida humana não se deve evadir o tema da sexualidade. Disse também que a Igreja deve aproveitar seu profundo conhecimento sobre a corporeidade humana para falar e manifestar sua posição sobre o tema.

A também assessora do Conselho Episcopal dos Estados Unidos destacou que o exercício e a experiência da própria sexualidade não estão limitados ao âmbito físico, mas encontram sua razão e propósito divino através da vida espiritual e da fé.

E disse que um dos aspectos mais interessantes da Igreja Católica é seu entendimento tão profundo do físico: «não nos dá medo nem vergonha falar sobre a sexualidade humana; isso é, pelo contrário, uma bênção».

Link: Zenit

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Encontro Mundial da Família 2009 - Oração pelas Famílias

VI ENCONTRO MUNDIAL DAS FAMÍLIAS



Aconteceu na Cidade do México, de 13 a 18 de janeiro de 2009 (terminou ontem) o VI Encontro Mundial das Famílias. Discussões, encontros, debates, conferências, orações. Algumas das coisas interessantes que foram ditas pretendo postar aqui nos próximos dias.

Por enquanto, vamos nos juntar às famílias do mundo todo, rezando a Oração pela Família desse Encontro:

Deus nosso, Trindade indivisível,
Tu criastes o ser humano “a tua imagem e semelhança”
e o formastes admiravelmente como homem e mulher para que,
unidos entre si e em colaboração recíproca no amor,
cumprissem teu projeto de “ser fecundos e dominar a terra";
Te pedimos por todas as nossas famílias para que,
encontrando em ti seu modelo e inspiração inicial,
que se manifesta plenamente na Sagrada Família de Nazaré,
possam viver os valores humanos e cristãos
que são necessários para consolidar e sustentar a vivência do amor
e sejam fundamento para a construção mais humana
e cristã de nossa sociedade.
Te pedimos pela intercessão de Maria, Nossa Mãe e de São José.
Por Jesus Cristo Nosso Senhor.
Amem.

Fonte: http://www.emf2009.com/

sábado, 10 de janeiro de 2009

«Humanae Vitae»: profecia científica

O presidente dos métodos católicos denuncia os perigos da pílula anticoncepcional
Por Antonio Gaspari

ROMA, quinta-feira, 8 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- Apesar de ter sido publicada há 40 anos, a encíclica Humanae Vitae ainda suscita um forte debate. Para alguns, inclusive dentro da Igreja Católica, trata-se de um texto inadequado aos tempos e insuficiente nas respostas, enquanto outros sustentam que se trata de uma encíclica «profética».

Para estes últimos, o Papa Paulo VI fez bem em advertir contra o uso de anticoncepcionais, já que estes são perigosos para a saúde da mulher e para a relação dentro do casal.

Neste contexto, o doutor espanhol José María Simón Castellví, presidente da Federação Internacional das Associações de Médicos Católicos (FIAMC), anunciou um texto em 4 de janeiro passado, com o título «40 anos depois da Encíclica Humanae Vitae, do ponto de vista médico», no qual se ilustram todos os problemas relativos à saúde da mulher, à contaminação ambiental e ao enfraquecimento e banalização das relações de casal que a pílula contraceptiva provocou.
Sobre esta questão, o dr. Simón Castellví concedeu esta entrevista à Zenit.

– Os críticos da Humanae Vitae sustentam que os anticoncepcionais trouxeram a emancipação feminina, progresso, saúde médica e ambiental. Mas segundo o informe da FIAMC, isso não é verdade. Pode explicar-nos por quê?

– Simón Castellví: Os anticoncepcionais não são um verdadeiro progresso nem para as mulheres nem para o planeta. Compreendo e sou solidário com as mulheres que deram a vida a muitos filhos, mas a solução não está na contracepção, e sim na regulação natural da fertilidade. Esta respeita os homens e as mulheres. O estudo que apresentamos é científico e nos diz que a pílula é contaminadora e em muitos casos anti-implantatória, ou seja, abortiva.

– O estudo sustenta de fato que a pílula denominada anovulatória, a mais utilizada, que tem como base doses de hormônios de estrogênio e progesterona, funciona em muitos casos com um verdadeiro efeito anti-implantatório. É verdade?

– Simón Castellví: É verdade. Atualmente, a pílula anticoncepcional denominada anovulatória funciona em muitos casos com um verdadeiro efeito anti-implantatório, ou seja, abortivo, porque expele um pequeno embrião humano. E o embrião, inclusive em seus primeiros dias, é um pouco diferente de um óvulo ou célula germinal feminina. Sem essa expulsão, o embrião chegaria a ser um menino ou menina.
O efeito anti-implantatório destas pílulas está reconhecido na literatura científica. Os investigadores o conhecem, está presente nos prospectos dos produtos farmacêuticos dirigidos a evitar uma gravidez, mas a informação não chega ao grande público.

– O estudo em questão sustenta que a grande quantidade de hormônios no ambiente tem um efeito grave de contaminação meio-ambiental que influi na infertilidade masculina. Você poderia nos explicar por quê?

– Simón Castellví: Os hormônios têm um efeito nocivo sobre o fígado, e depois se dispersam no ambiente, contaminando-o. Durante anos de utilização das pílulas anticoncepcionais se verteram toneladas de hormônios no ambiente. Diversos estudos científicos indicam que isso poderia ser um dos motivos do aumento da infertilidade masculina. Pedimos que se façam pesquisas mais precisas sobre os efeitos contaminadores desses hormônios.

– O estudo elaborado pela FIAMC retoma as preocupações expressas em 29 de julho de 2005 pela Agência Internacional de Pesquisa do Câncer (International Agency for Research on Cancer), a agência da Organização Mundial da Saúde (OMS), segundo a qual os preparados orais de combinados de estrogênio e progesterona podem ter efeitos cancerígenos. Você poderia ilustrar-nos a gravidade destas implicações?

– Simón Castellví: É grave que se esteja distribuindo um produto não indispensável para a saúde e que poderia ser cancerígeno. Esta não é uma opinião dos médicos católicos, mas da Agência da OMS que luta contra a difusão do câncer. Nós só citamos suas preocupações ao respeito.

– Você e a associação que você representa sustentam que a Humanae Vitae foi profética ao propor os métodos naturais de regulação da fertilidade. Pode explicar-nos por quê?

– Simón Castellví: O Papa Paulo VI foi profético também do ponto de vista científico. Com essa encíclica, ale alertou sobre os perigos da pílula anticoncepcional, como o câncer, a infertilidade, a violação dos direitos humanos, etc. O Papa tinha razão e muitos não quiseram reconhecer isso. Quando se trata de regular a fertilidade, são muito melhores os métodos naturais, que são eficazes e respeitam a natureza da pessoa.

– Em um artigo publicado pelo L'Osservatore Romano («L'Humanae vitae. Una profezia scientifica», 4 de janeiro de 2009), você sustenta que os métodos anticoncepcionais violam os direitos humanos. Pode precisar-nos por quê?

– Simón Castellví: No 60º aniversário da Declaração dos Direitos do Homem se pode demonstrar que os meios anticoncepcionais violam pelo menos cinco importantes direitos:

O direito à vida, porque em muitos casos se trata de pílulas abortivas, e cada vez se elimina um pequeno embrião.
O direito à saúde, porque a pílula não serve para curar e tem efeitos secundários importantes sobre a saúde de quem a utiliza.
O direito à informação, porque ninguém informa sobre os efeitos reais da pílula. Em particular, não se adverte sobre os riscos para a saúde e a contaminação ambiental.
O direito à educação, porque poucos explicam como se praticam os métodos naturais.
O direito à igualdade entre os sexos, porque o peso e os problemas das práticas anticoncepcionais recaem quase sempre sobre a mulher.

– A Humanae Vitae sustenta que os anticoncepcionais influenciam negativamente na relação do casal, separando o ato de amor da procriação. Você poderia explicar-nos, como homem de ciência, esta afirmação?

– Simón Castellví: A relação entre os esposos deve ser de total confiança e amor. Excluir com meios impróprios a possibilidade da procriação prejudica a relação de casal. O doar-se um ao outro deveria ser total e enriquecer-se pela capacidade da transmissão da vida.

– Substancialmente, a Humanae vitae é um documento que une e reforça os casais; por que então tantas críticas?

– Simón Castellví: Muitas das críticas foram sugeridas pelos interesses econômicos que estão por trás da venda da pílula. Outras críticas surgem daqueles que querem reduzir e selecionar a fertilidade e o crescimento demográfico. Finalmente, as críticas procedem também daqueles que querem limitar a autoridade moral da Igreja Católica.

– O que teria acontecido se a Igreja não tivesse se oposto à difusão da pílula?

– Simón Castellví: Não quero sequer pensar nisso. Só considerando o efeito abortivo das pílulas, a própria Igreja Católica seria hoje menos numerosa. Posso compreender o pensamento de milhões de mulheres que usam a pílula, mas quero sugerir que existe uma antropologia melhor para elas, a que a Igreja Católica propõe.

Fonte: Agência Zenit

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

O que sai na Mídia

Posto algumas notícias interessantes, que têm a ver com o tema do blog. A notícia de Zenit foi indicação do nosso colaborador William Jr. A outra é um artigo do site da Veja.

Vamos rezar pela nossa sociedade e pelo mundo.

http://www.zenit.org/article-17945?l=portuguese

http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008/11/protejam-suas-crianas-do-molestamento.html