sábado, 19 de julho de 2014

A coisa mais importante que podemos fazer juntos


Coloque-se no lugar de Teresa. Em sua frente está esse jovem rapaz que finalmente criou coragem para pedir para sair com ela, o que obviamente custou até a última gota de sua coragem. Porém, mas começaram a sair juntos, ele claramente se prepara para pedir algo mais.

O que será?

Finalmente, ele diz: "Podemos rezar juntos?"

Ela, na verdade, riu na cara dele. Mas foi uma coisa natural. Ele é tão fofo! Claro que ela vai rezar com ele. E então, sua voz falhando, ele começa a rezar a Ave Maria com ela.

No meio da oração, ele esquece as palavras. Não seria grande problema, a não ser pelo fato de que ele é um ex-seminarista, e agora estava dando palestras sobre a fé católica. Ele fala para grupos numerosos de paróquias por todo o país, mas agora se apresenta tão nervoso ali rezando com ela, tanto que esquece a segunda oração católica mais conhecida do mundo depois do Pai Nosso.

Bem... sim... claro que esse rapaz desastrado era eu. E... sim... Teresa se casou comigo, apesar de meus esquecimentos.

Mas por que foi tão difícil pensar em rezar juntos como um casal? Talvez não seja surpreendente porque. Rezar juntos pode, na verdade, ser uma coisa mais íntima do que sexo. Você tem que compartilhar sua alma. Não é fácil de fazer isso. É muito mais fácil não dizer nada.

Mas você tem que superar esse sentimento de estranheza. A fé sem a oração é apenas um hobby. E a oração, na verdade, é a coisa mais importante que vocês jamais vão fazer juntos enquanto casal.

Como eu sei disso? É científico. E é teológico.

Hoje em dia se vê muitas estatísticas furadas na internet. Mas pesquisas confiáveis mostram que os casais que rezam juntos têm 35% a menos de chance de acabar em divórcio. E isso é uma diferença maior do que você pode pensar ou conseguir com qualquer outro fator em suas vidas.

Mas embora manter seu casamento estável seja muito importante, eu não acho que essa seja a razão principal para vocês rezarem juntos. Lembrem-se disso: o destino de vocês é o céu, e você quer viver a eternidade ali. E a eternidade é muito tempo!

Seu casamento é a escola onde você vai aprender a viver no céu. Você aprende a colocar Deus no centro, e seu relacionamento floresce. O amor domina você. Isso é o céu. Isso faz a oração ser tão importante, não é mesmo? Então, pense nisso. Pense em todos os aspectos. Veja como é importante rezar juntos. Porque enquanto vocês não perceberem que é a coisa mais importante que vocês jamais farão juntos, não vai acontecer. Eu conheço a natureza humana. Vocês estarão muito ocupados. Não vão querer começar um diálogo constrangedor.

Comecem com sete minutos por dia. É um número legal, fácil de lembrar, e dificilmente vai tirar o tempo de fazer todas as coisas que vocês precisam fazer. Mas rezar por mais tempo é bom. Menos tempo também está legal. Apenas comecem. Passar por esse primeiro passo de começar é que é o mais importante.

"Não vai ser estranho?" alguém me perguntou uma vez. "Estamos casados há 13 anos, e agora... isso...". Sim, vai ser estranho. Vocês estão falando com Nosso Senhor juntos, a fonte de todo amor. Vocês vão ter tanta vergonha quanto no primeiro encontro. Mas esse encontro valeu a pena, não é mesmo?

Quando vocês devem rezar? Logo antes de dormir pode ser uma boa hora, mas se vocês estiverem realmente cansados, pode ser muito fácil de esquecer ou desistir. Tentem encontrar uma hora em que ambos se sintam bem despertos.

Como devemos rezar? São João Paulo II tinha uma resposta bem fácil para essa pergunta: "Eu devo dizer: reze da maneira que quiser, contanto que reze". Talvez, comecem com o Pai Nosso. Então peçam a Deus que os ajude a amá-lo mais amanhã do que amaram hoje. Eu sempre digo às pessoas que terminem com a Ave Maria. (Se você lembrar das palavras...)

E quando começar? Essa é fácil: comecem agora!

Sem desculpas. Se você atrasa um dia, pode atrasar um ano.

Comecem a rezar juntos agora - não importa se estão namorando, noivos, ou casados. Não importa se é pelo telefone ou pessoalmente. Vocês estarão fazendo a melhor coisa para vocês dois. Você vai estar fazendo a melhor coisa para seu casamento. E você vai estar pronto para o céu quando Deus o chamar e você tiver que responder.

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Jon Leonetti é um palestrante católico conhecido internacionamente, autor de livros e apresentador de programas de rádio. Traduzido de Chastity Project: http://chastityproject.com/2014/07/single-important-thing-youll-ever-together/

domingo, 6 de julho de 2014

Por que no pedido de casamento o homem deve estar de joelhos?


Há cerca de um ano atrás estava viajando com um grupo de amigos. Eu me lembro que uma amiga me cutucou e chamou minha atenção para um jovem casal que estava a uma certa distância.

A jovem mulher estava olhando para ele, com suas mãos cobrindo sua boca em uma expressão de surpresa. O jovem rapaz tinha um lindo anel de diamante em suas mãos, e estava com um joelho apoiado no chão, olhando para ela. Na mesma hora já sabíamos o que estava acontecendo, por causa daquele gesto característico.  Ele estava pedindo a ela para passar o resto de sua vida com ele no matrimônio.

Fazemos genuflexão na Igreja, e em frente de reis e rainhas, mas por que um homem faz o mesmo gesto diante da mulher a quem ama?  E por que devemos manter essa conhecida tradição?

A origem dessa tradição é incerta, mas já se faz presente há séculos. Os católicos fazem a genuflexão antes de sentar em seu lugar na Igreja, colocando um joelho no chão, como sinal de respeito pelo tabernáculo onde está a Eucaristia. Os cavaleiros se ajoelham diante do rei quando vão receber alguma homenagem, e quando se apresentam demonstrando respeito e honra à realeza. Na guerra, o exército vencido se ajoelha diante do exército vencedor da batalha em sinal de rendição.

Respeito. Honra. Rendição. Submissão. Essas são as razões pelas quais o homem se ajoelha ao pedir em casamento. Em sinal de respeito, o homem se curva em um ato de humildade diante da mulher com quem deseja passar a vida toda.

Há ainda outro significado. Quando está ajoelhado, o homem está na altura do ventre da mulher, onde está o santuário da vida. Ele está honrando o corpo dela, e honrando a criação de Deus, que merece ser venerada. O homem está se rendendo e comprometendo o resto de sua vida a amar sua esposa. Ele está entregando sua solteirice e entrando na paternidade ao se comprometer na criação dos filhos com ela, e em permanecer fiel a ela em todas as coisas.

Eu não sei onde aquele casal está agora. Da última vez que os vi, estavam nos degraus de uma escadaria discutindo como contar para suas famílias a boa notícia. Eu não sei se eles tinham consciência da beleza e do significado desse gesto de colocar um joelho no chão, mas eu rezo para que ela tenha compreendido o dom de si que ele fez para ela.

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Hannah Crites é estudante de Teologia e Comunicação Social na Universidade Franciscana de Steubenville (EUA). Conheça mais artigos dela em:  http://youngcatholiccentral.wordpress.com/

Traduzido de: http://chastityproject.com/2014/07/men-purpose-one-knee/

domingo, 3 de novembro de 2013

BloodMoney - Aborto Legalizado

*Bloody Money – O Aborto Legalizado*. Este filme vai estrear nos cinemas dia 15 de novembro, e a grande imprensa vem boicotando sua divulgação, já que ele critica o aborto. Está fora do Estadão, da Folha, Globo… parece que só a Band vai abrir um espaço! Ajude a divulgar esse filme, assista, indique a amigos. É muito importante que todos conheçam a verdade sobre o aborto!



sábado, 5 de outubro de 2013

Relação sexual e contracepção: perguntas e respostas à luz da fé católica



casal

1. Para que serve a união sexual?
Para exprimir o amor entre os cônjuges e para transmitir a vida humana.
2. Toda relação sexual tem que gerar filhos?
Não necessariamente. Mas ela deve estar sempre aberta à procriação. Senão ela deixa de ser um ato de amor para ser um ato de egoísmo a dois.
3. Uma mulher depois da menopausa não pode mais ter filhos. Ela pode continuar a ter relações sexuais com seu marido?
Pode. Pois não foi ela quem pôs obstáculos à procriação. Foi a própria natureza que a tornou infecunda.
4. Um homem que tenha o sêmen estéril não pode ter filhos. Mesmo assim ele pode ter relação sexual com sua esposa?
Pode. Pois não foi ele quem pôs obstáculos à procriação. Foi a própria natureza que o tornou infecundo.
5. E se o homem ou a mulher decidem por vontade própria impedir que a relação sexual produza filhos?
Neste caso eles estarão pecando contra a natureza. Pois é antinatural separar a união da procriação.
6. Quais são os meios usados para separar a união da procriação?
Há vários meios, todos eles pecaminosos:
a) o onanismo ou coito interrompido: consiste em interromper a relação sexual antes da ejaculação (ver Gn 38,6-10)
b) os métodos de barreira, como o preservativo masculino (condom ou “camisinha de vênus”), o diafragma e o preservativo feminino.
c) as pílulas e injeções anticoncepcionais, que são substâncias tomadas pela mulher para impedir a ovulação.
7. Como é que a pílula anticoncepcional funciona?
A pílula anticoncepcional é um conjunto de dois hormônios – o estrógeno e a progesterona – que a mulher toma para enganar a hipófise (uma glândula situada dentro do crânio) e impedir que ela produza o hormônio FSH, que faz amadurecer um óvulo. A mulher que toma pílula deixa de ovular, pois a hipófise está sempre recebendo a mensagem falsa de que ela está grávida.
8. A pílula é um remédio para não ter filhos?
Você não chamaria de remédio a um comprimido que alguém tomasse para fazer o coração parar de bater ou para fazer o pulmão deixar de respirar. O que a pílula faz é que o ovário (que está funcionando bem) deixe de funcionar. Logo ela não é um remédio, mas um veneno.
9. Quais são os efeitos desse veneno?
Além de fechar o ato sexual a uma nova vida, a pílula – conforme estudos realizados – expõe a mulher a graves conseqüências para a sua saúde. Eis algumas delas:
  • doenças circulatórias: varizes, tromboses cerebrais e pulmonares, tromboflebites, trombose da veia hepática, enfarto do miocárdio;
  • aumento da pressão arterial;
  • tumores no fígado;
  • câncer de mama;
  • problemas psicológicos, como depressão e frigidez;
  • obesidade;
  • manchas de pele;
  • cefaléias (dores de cabeça);
  • certos distúrbios de visão;
  • aparecimento de caracteres secundários masculinos;
  • envelhecimento precoce.
(Cf. GASPAR, Maria do Carmo; GÓES, Arion Manente. Amor conjugal e paternidade responsável. 2. ed. Vargem Grande Paulista: Cidade Nova, 1984, p. 50-51.)
10. É verdade que as pílulas de hoje têm menos efeitos colaterais do que as de antigamente?
É verdade. Para reduzir os efeitos colaterais, os fabricantes diminuíram a dose de estrógeno e progesterona presentes na pílula. Isto significa que cada vez menos a pílula é capaz de impedir a ovulação.
11. Assim as mulheres de hoje que usam pílula podem ovular?
Podem. E, caso tenham relação sexual, podem conceber. Mas quando a criança concebida na trompa chegar ao útero, não encontrará um revestimento preparado para acolhê-la. O resultado será um aborto.
12. Então a pílula anticoncepcional é também abortiva?
Sim. Este é um dos seus mecanismos de ação: impedir a implantação da criança no útero. Isto está escrito, por exemplo, na bula de anticoncepcionais como Evanor e Nordette: “mudanças no endométrio (revestimento do útero) que reduzem a probabilidade de implantação (da criança)”. A bula de Microvlar diz: “Além disso, a membrana uterina não está preparada para a nidação do ovo(a criança)”.
13. Em resumo, quais são os mecanismos de ação das pílulas ou injeções anticoncepcionais?
a) inibir a ovulação;
b) aumentar a viscosidade do muco cervical, dificultando a penetração dos espermatozóides;
c) impedir a implantação da criança concebida (aborto).
14. Existem dias em que a mulher não é fértil. Nesses dias o casal pode ter relação sexual?
Pode. Pois ao fazer isso eles não colocam nenhum obstáculo à procriação. A própria natureza é que não é fértil naqueles dias.
15. O casal pode procurar voluntariamente ter relações sexuais somente nos dias que não são férteis, a fim de impedir uma nova gravidez?
Pode, mas deve ter razões sérias para isso. Pois em princípio um filho não deve ser “evitado”, mas desejado e recebido com amor. Uma família numerosa sempre foi considerada uma bênção de Deus (Cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 2373).
16. Como se chama a abstinência de atos conjugais nos dias férteis?
Chama-se continência periódica. É popularmente conhecida como “método natural” de regulação da procriação. Não se deve falar em “planejamento familiar”, pois esse termo foi criado pelos defensores do aborto, da esterilização e da anticoncepção. Os documentos oficiais da Igreja nunca usam a expressão “planejamento familiar”. Ao contrário, usam paternidade responsável ou procriação responsável.
17. Que diz a Igreja sobre a paternidade responsável?
“Em relação às condições físicas, econômicas, psicológicas e sociais, a paternidade responsável exerce-se tanto com a deliberação ponderada e generosa de fazer crescer uma família numerosa, como com a decisão, tomada por motivos graves e com respeito à lei moral, de evitar temporariamente, ou mesmo por tempo indeterminado, um novo nascimento” (Paulo VI, Encíclica Humanae Vitae, n.º 10).
18. Dê exemplos de motivos graves que seriam válidos para se limitar ou espaçar os nascimentos através da continência periódica.
Nas palavras de Dom Rafael Llano Cifuentes, “já que o matrimônio se ordena, por sua própria natureza, aos filhos, esta decisão [de praticar a continência periódica] só se justifica em circunstâncias graves, de ordem médica, psicológica, econômica ou social”.
As razões médicas “poderiam reduzir-se a duas:
1º) perigo real e certo de que uma nova gravidez poria em risco a saúde da mãe;
2º) perigo real e certo de transmitir aos filhos doenças hereditárias”.
“As razões psicológicas estão constituídas por determinados estados de angústia ou ansiedade anômalas ou patológicas da mãe diante da possibilidade de uma nova gravidez”.
“As razões econômicas e sociais são aquelas situações problemáticas nas quais os cônjuges não podem suportar a carga econômica de um novo filho; a falta de moradia adequada ou a sua reduzida dimensão, etc.
Estas razões são difíceis de avaliar, porque o padrão mental é muito variado e porque se introduzem também no julgamento outros motivos como o comodismo, a mentalidade consumista, a visão hipertrofiada dos próprios problemas, o egoísmo, etc.” (CIFUENTES, Rafael Llano. 274 perguntas e respostas sobre sexo e amor. 2. ed. Rio de Janeiro: Marques Saraiva, 1993. p. 141.)
19. Um casal poderia utilizar a continência periódica sem ter nenhum motivo sério para espaçar ou limitar o número de filhos?
Não. Se fizesse isso estaria frustrando o plano de Deus, que disse: “Crescei e multiplicai-vos” (Gn 1,22). Para evitar que o casal decida valer-se da continência periódica por motivos egoísticos, a Igreja dá aos confessores a seguinte orientação: “… será conveniente [para o confessor] averiguar a solidez dos motivos que se têm para a limitação da paternidade ou maternidade e a liceidade dos métodos escolhidos para distanciar e evitar uma nova concepção” (PONTIFÍCIO CONSELHO PARA A FAMÍLIA, Vade-mécum para os confessores sobre alguns temas de moral relacionados com a vida conjugal, 1997, n.º 12).
20. É mais fácil educar um só filho do que muitos?
O Papa João Paulo II, quando ainda era cardeal de Cracóvia, escreveu: “A família é na realidade uma instituição educadora, portanto é necessário que ela conte, se for possível, vários filhos, porque para que o novo homem forme sua personalidade é muito importante que não seja único, mas que esteja inserido numa sociedade natural. Às vezes fala-se que é ‘mais fácil educar muitos filhos do que um filho único’. Também diz-se que ‘dois não são ainda uma sociedade; eles são dois filhos únicos’”(WOJTYLA, Karol. Amor e responsabilidade: estudo ético. São Paulo: Loyola, 1982. p. 216.)
De fato, o filho único está arriscado a ser uma criança problema. Recebe toda a atenção dos pais e não está acostumado a dividir. Poderá ter dificuldade no futuro ao ingressar na sociedade civil. Já um filho com muitos irmãos acostuma-se desde pequeno às regras do convívio social. Os irmãos maiores ajudam a cuidar dos menores, e todos crescem juntos.
21. Quantos métodos naturais existem para regulação da procriação?
Existem vários métodos usados para se identificar os dias férteis da mulher, a fim de que o casal possa praticar a continência periódica.
a) o método Ogino-Knauss, ou método da tabela. É o mais antigo de todos e tem pouca eficácia. Hoje seu uso está abandonado.
b) o método da temperatura. Baseia-se na observação da temperatura da mulher, que varia quando ocorre ovulação. O aparelho Mini-Sophia é uma versão eletrônica e computadorizada do uso deste método.
c) o método Billings, que se baseia na observação do muco cervical, que se torna fluido e úmido nos dias férteis, e seco nos dias inférteis. Não exige que o ciclo menstrual seja regular. Pode ser usado pelos casais mais pobres e mais incultos.
22. É verdade que o método Billings “não funciona”?
“Não funciona” para os fabricantes de anticoncepcionais, que não querem perder seus lucros. Mas a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou que a eficiência do método é de 98,5 %. Ele foi testado em diversos países como Filipinas, Índia, Nova Zelândia, Irlanda e El Salvador.
23. Mas não é muito mais cômodo tomar a pílula anticoncepcional do que abster-se de relações sexuais em certos dias?
Sem dúvida é mais cômodo. Mas o verdadeiro amor se prova pelo sacrifício.
24. E se a mulher engravidar apesar de praticar a continência periódica?
O filho deve ser recebido com amor e alegria. Aliás, o casal já deveria estar contando com esta possibilidade. A atitude de abertura à vida é fundamental para o verdadeiro amor.

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis



http://blog.comshalom.org/vidasemduvida/relacao-sexual-contracepcao-perguntas-respostas-luz-fe-catolica/

terça-feira, 3 de setembro de 2013

O poder do amor



Eu fiz esse blog por causa de uma foto minha com meu marido que foi muito divulgada na Internet. Eu quis compartilhar a história por trás dessa foto, para as muitas pessoas que encontraram uma boa inspiração através desse momento que tivemos.

Momentos antes de entrar na Igreja minha então futura sogra entrou no quarto onde estava terminando de me arrumar e onde estava ajeitando os últimos detalhes.

"Querida, seu noivo está lhe chamando".

Nervosa, eu disse: "O quê? Eu nem estou pronta! Preciso pegar meus sapatos..." Mas ela já tinha me pegado pela mão e me levado para um canto da sala, onde meu noivo estava me esperando. Mal consegui me sentar, estava muito nervosa, cheia de expectativas. Será que ele ia gostar do vestido? Será que meu cabelo estava bonito? Será que ele pode me ver?

Do outro lado da parede estava meu noivo. Eu estava tão nervosa, mas fui a primeira a falar:

"Oi, meu amor, hoje nós vamos nos casar!"

"Eu sei, meu amor, e eu quero rezar com você antes disso."

Então ficamos ali perto um do outro, mas separados pelo canto da parede. E juntos inclinamos nossas cabeças. Tinha muita gente passando, o mestre de cerimônias chamando as pessoas para cá e para lá, os fotógrafos tirando fotos. Mas, mesmo assim, na quietude de nossos corações e nossas mentes, estávamos a sós na presença de nosso Salvador, Jesus Cristo.

Meu marido pediu a Deus que abençoasse nosso casamento, para que a gente nunca perdesse a esperança um no outro. Para que a gente não se focasse nas imperfeições do outro, mas sim na perfeição de Cristo. Para que, a cada novo dia, pudéssemos nos decidir a amar um ao outro com a força do amor de Deus.

Segurando forte a mão um do outro nós dissemos: "Amem". Minha voz estava trêmula, e eu me esforçava por segurar a lágrima que caía pelo meu rosto.

Logo depois terminaram de me arrumar, e em pouco tempo eu estava pronta para entrar pelo corredor com meu lindo vestido branco.

Ele não é meu Príncipe só porque ele é bonito e charmoso, mas principalmente porque me ajudou a proteger o dom mais precioso que eu tenho: minha pureza.

Logo depois que começamos a namorar, nervosa eu disse a ele que era virgem, e que planejava me guardar até a noite do meu casamento. Ele respondeu que desejava exatamente a mesma coisa.

Mas muitas vezes, durante nosso namoro e durante o noivado, tivemos que lutar muito contra as tentações. Muitas vezes, principalmente quando ia chegando mais perto do casamento, parecia que estávamos tentando o impossível.

"Porque estamos fazendo isso?" - eu perguntava na minha fraqueza. E ele me lembrava: "É porque Deus quer assim". Outras vezes ele confessava: "É demais, é muito difícil, eu não vou conseguir". E eu então rezava para que ele tivesse fortaleza.

Quando eu entrei naquela Igreja eu olhei bem dentro dos olhos do homem que se entregou completamente, entregou sua vida para proteger a noiva que Deus tinha lhe dado. Quando seus olhos encontraram os meus ele olhou para a face daquela mulher que soube esperar por ele, a mulher que vai amá-lo e lhe dar suporte pelo resto de sua vida, nos dias bons e nos dias ruins.

Estou compartilhando tudo isso porque naquele momento de oração, que foi capturado por essa foto, nós rezamos pedindo a Deus que usasse nosso casamento para Sua Glória. Não chegamos onde chegamos com nossas forças, mas por Sua graça. Deus tem usado essa foto para inspirar muitas e muitas pessoas, e por isso lhe sou muito grata! Louvo a Deus que nos levou para aquele cantinho, com nossas mãos unidas, e prontos para começar nossa vida juntos.

do blog: http://thepowerofprayer.tumblr.com/


segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Pureza


"Sem dúvida, a pureza é bela. Não estamos falando de repressão ou puritanismo, mas de ter a noção serena e confiante de nossa dignidade e de nosso valor". (Jason Evert)

do facebook do site "Made in his image"

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Porque estou esperando pelo casamento para ter sexo

Por Maura Byrne | Fundadora de "Made in his image"



Minha caixa de e-mails é inundada diariamente com perguntas de jovens mulheres, dizendo: Meu namorado diz que, se eu realmente o amo, deveria fazer sexo com ele. Se eu não tiver relações sexuais com ele, eu tenho medo que ele vá me deixar. Se eu não der o que ele quer, tenho medo que ele vá me trair. Meu namorado vê pornografia e isso me faz sentir como se eu não fosse o suficiente. Meus amigos me dizem que, se eu realmente o amo, então deveria dormir com ele. Eu só quero me sentir amada e desejada. Estas são apenas algumas das coisas que eu leio diariamente.

A minha esperança é que Deus Pai venha lhe inspirar através deste post para que você possa ver seu enorme valor e a dignidade que você possui como Sua filha, bem como o caráter sagrado do sexo criado para um marido e uma mulher, e que você não se contente com um homem que não lhe conquiste, honre e proteja.

Por que eu estou esperando pelo casamento para viver o sexo:

É uma história verídica. Uma vez um homem me disse que eu era uma puritana porque eu disse que não ia fazer sexo enquanto não me casasse. Adivinha o que eu disse a ele: Até logo. Afinal de contas, ninguém tem tempo para esse tipo de desrespeito. Eu valho mais do que isso. Meu valor é algo que me levou muito tempo para descobrir e eu ainda estou descobrindo. Ninguém aprende tudo na vida, há sempre mais para aprender.

Quer ouvir algo que poderia chocá-la? Deus criou o sexo. Sim, você me ouviu direito. Deus criou o sexo para um marido e uma esposa trazer novas vidas ao mundo e encontrarem prazer no corpo um do outro. Com isto dito, o sexo não deve ser visto de forma superficial. Tem sido fácil ter 27 anos e não ter tido relações sexuais? Não. Eu fui tentada a fazer sexo? Sim. Mas o próprio Cristo foi tentado, mas não pecou. E este é o exemplo que somos chamados a imitar. Claro que somos humanos e vamos cair, mas devemos buscar o perdão de Deus e começar de novo quando isso acontece.

Quando eu ouvi pela primeira vez sobre o plano de Deus para nossa sexualidade fiquei fascinada e procurei saber mais sobre Sua Verdade. Foi então que aprendi sobre o meu valor e como eu mereço um homem que seja digno e que proteja heroicamente a minha pureza (e, claro, vice-versa). Então, só porque eu estou esperando para ter relações sexuais no casamento, não significa que eu não tenha sido tentada. Mas essa é a beleza da castidade, pois a castidade é simplesmente um caminho ordenado para o amor. Deus colocou esse desejo em meu coração para que eu me entregue ao meu futuro marido e eu confio que Ele vai cumprir esse desejo, mas com um homem que faça um compromisso de sua vida toda para mim. Minha sexualidade é um dos maiores dons que eu estou guardando para ele e só ele.

Só vou me entregar ao meu futuro marido, a um homem que possa dizer o seguinte para mim: "Tomei-te em meus braços, e eu te amo, e eu prefiro você à minha própria vida. Porque a vida presente não é nada, e o meu sonho mais ardente é vivê-la com você de tal forma que possamos ter a certeza de não estar separados na vida eterna reservada para nós. Eu coloco o seu amor acima de todas as coisas, e nada seria mais amargo e doloroso para mim do que pensar diferente de você." - São João Crisóstomo, sobre o que um marido deveria dizer à sua noiva

A ferida:

A ferida mais epidêmica do nosso mundo é a orfandade. Toda menina pequena anseia por ser querida pelo seu pai. Ela quer ser desejada. Ela faz as perguntas: Eu te agrado? Tenho valor a ponto de merecer que você lute por mim? Você me quer? Você me vê? Você me valoriza? Eu sou bonita? Eu sou o suficiente? Quando essas perguntas são respondidas através de um pai adequadamente amoroso, que toca, beija e afirma a sua filha, ela não precisa fugir com o primeiro menino que a acha atraente.

Mas quando essas perguntas não são respondidas de forma adequada, ela procura encontrar as respostas por si própria. Quando um pai não dá à sua filha a atenção e o amor que ela almeja, sua necessidade de aceitação masculina é sem fim. Muitas vezes essas questões não respondidas conduzem a distúrbios alimentares, depressão e promiscuidade, para citar alguns problemas.

Meu conselho para você: não procure o amor de seu pai em todos os lugares. Encontre esse amor no Pai do céu.

Nossa Cultura Sexualizada:

Tomemos por exemplo uma modelo da Victoria Secret (n. do t.: famosa marca de lingerie): Sim, as modelos Victoria Secret são fisicamente atraentes e não há nada de errado com a beleza física. Deus criou as mulheres para serem desse jeito, mas a beleza física por si mesma carece de profundidade. Deus criou as mulheres para inspirarem um sentimento de encanto e admiração em um homem. E isso é muito bom, pois este é o desígnio de Deus.

Toda mulher anseia ser vista por mais do que sua beleza física. Porque, vamos ser sinceros, existe mais coisa em uma mulher do que sua aparência. Mas como os homens podem ver nossos corações, se desnudamos primeiro a nossa carne? O corpo da mulher não foi criado para ser ostentado em uma passarela vestindo lingerie. Lingerie é para o marido de uma mulher, não para uma passarela.

Da mesma forma, a revista People pode colocar uma mulher semi-nua na capa de suas revistas e afirmar que ela ganhou o título de mulher mais bonita do ano. Isso não é verdade. A modéstia revela a beleza interior de uma mulher para o mundo ver, preservando o corpo para seu marido no santo sacramento do matrimônio. Nossa cultura perdeu esse sentido do sagrado do corpo humano  e do vínculo conjugal. Normalmente, a noiva e o noivo não veem um ao outro no dia do casamento, então por que eles olhariam para os corpos uns dos outros antes de fazer seus votos?

A ciência por trás do sexo:

A ciência prova que a quebra de um relacionamento sexual é mais difícil do que um relacionamento não-sexual. Quando um homem e uma mulher têm relações sexuais há muitos processos químicos que ocorrem, por exemplo, o cérebro produz dopamina durante o sexo, que é um produto químico extremamente poderoso. A dopamina é responsável pelo prazer interior, e quando um homem e uma mulher têm relações sexuais produzem um vínculo que não é facilmente esquecido.

A oxitocina também é produzida em grandes quantidades, o que é um forte hormônio produzido principalmente em mulheres quando têm relações sexuais, no parto do seu bebê, e quando ela está amamentando. É por isso que o sexo é para a ligação entre marido e mulher, e é por isso que as mães têm uma ligação tão profunda com seu bebê. A oxitocina é também uma das razões pelas quais uma mulher muitas vezes decide ficar com um homem que está abusando dela: porque ela está literalmente ligada a ele.

A substância química que une um homem a uma mulher é a vasopressina, e tem o mesmo efeito que a oxitocina. É por isso que Deus criou o sexo para o casamento, porque literalmente ele une marido e mulher juntos. Pode-se colocar a questão: Bem, eu acho que eu vou me casar com ele ou ela de qualquer modo, então podemos ter sexo, certo? Errado. Quando você tem relações sexuais, está se ligando a seu parceiro(a), e portanto, está interrompendo o processo de discernimento. O sexo vai unir vocês juntos independentemente de qualquer problema, e é por isso que há tantas feridas em nossa sociedade hoje, e uma das razões por que encontros de uma só noite nunca duram. Porque existe uma ligação emocional, mas não existe nenhum compromisso ao longo da vida.

Cura:

Um dos maiores tesouros que o Beato João Paulo II deixou para o mundo são as catequeses da Teologia do Corpo (www.teologiadocorpo.com.br). Nelas, ele fala sobre a pessoa humana, e explica como Deus se manifesta através da humanidade. A Teologia do Corpo investiga o que realmente significa ser um homem e uma mulher, a nossa sexualidade e como devemos viver a nossa masculinidade e feminilidade de acordo com a forma como Deus nos criou. Se ansiamos ser a melhor versão de nós mesmos, então devemos abraçar as qualidades únicas de nosso gênero. Para isso, é preciso voltar ao princípio, quando Deus nos criou. Gênesis 1,27 nos diz que Deus criou o homem à Sua imagem, à imagem de Deus o criou, homem e mulher os criou.

Deus nos criou por amor, para que possamos amar e ser amados. A maneira com que esse amor se expressa e se revela é diferente para homens e mulheres, pois foi assim que Deus, em Sua infinita sabedoria, dispôs que fosse. E são as características exclusivas de homens e mulheres que permitem que este amor venha a ser concretizado. Nós existimos para complementar um ao outro, o homem como o que ama e conquista, e a mulher como a que recebe o amor. Na Teologia do Corpo, o Beato João Paulo II nos diz que somos chamados a existir como um dom, um presente para o outro. Ele descreve esse dom como um dom sincero de si mesmo, e é só quando nós entregamos a nossa vida para outra pessoa dessa forma que vamos experimentar a plenitude genuína.

A fim de entender o plano de Deus para a humanidade em nosso mundo decaído, devemos voltar ao princípio e ver o que Deus planejou para nós. É somente quando nós fazemos isto que ficamos cheios de esperança e de paz. No início dos tempos, depois que Deus criou o mundo, viu que não era bom que o homem estivesse só, assim, Ele criou a mulher. Eva foi criada como um dom sincero para Adão, e Adão como um dom para ela. Eles foram criados para complementar um ao outro em sua união, cada um a oferecer-se para o outro como um presente.

Nossa sociedade de hoje perdeu de vista esse ideal por excelência, devido ao egoísmo. Nossa cultura está infestada de distorções e inquietações devido a uma mentalidade de "utilitarismo" representado pelos "ficas", "rolos" e encontros íntimos sem compromissos. Nossa cultura vive distorcida, pela falta de castidade, de auto-controle, pela pornografia e uma verdadeira falta de respeito pela dignidade da pessoa humana.

O que fazer:

Deus criou uma mulher para ser de grande encanto e mistério. E quando uma mulher preza sua sexualidade, ela reflete essa beleza e apelo de uma forma única. Meninas, guardem o belo mistério de seus corpos, pois o seu valor é indescritível. Quero carinhosamente incentivá-la a esperar pelo sexo até que você esteja casada, e, se você tiver feito um erro, então vá para a confissão e comece de novo. Deus Pai enviou o seu Filho ao mundo para morrer por você e Ele anseia lavá-la com o Seu amor e misericórdia. O mesmo se aplica para os homens. Não há pecado grande demais que Ele não perdoe. Ele está esperando que você se aproxime dele. Ele se deleita em você.

Nunca caia na imoralidade para atrair um homem. Você vale mais do que isso. De fato, seu valor está além da compreensão humana. Deus criou o universo, e com certeza Ele não se esqueceu do seu futuro. Toda mulher anseia por um homem que vai proteger e cuidar dela. Minha pergunta para você é: você está se conduzindo de tal maneira que atraia um homem virtuoso?

E lembre-se, você vale a pena, vale a pena que esperem por você. Você merece um homem que vai lutar por você. Um homem que vai proteger e cuidar de você. Um homem que realmente vai mantê-la segura, em todos os sentidos da palavra. Espere que um homem lhe honre pelo belo dom que você é. O homem que Deus tem para você não vai pressioná-la a fazer sexo, ele vai esperar pacientemente até sua noite de núpcias, assim vocês poderão se entregar um ao outro como um dom sincero de si.

Se você estiver namorando alguém agora que não se encaixa nessa descrição e que pressiona você - DÊ UM FORA NELE! VOCÊ MERECE ALGUÉM QUE SABE ESPERAR POR VOCÊ E TE HONRAR!

A mulher virtuosa quem a achará? Ela vale muito mais do que rubis. Enganosa é a beleza e passageira a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada. - Provérbios 31

P.S. Você é o suficiente.

(C) "Made in his image" - link original do artigo

terça-feira, 27 de agosto de 2013

PROJETO CASTIDADE

Caros(as) amigos(as),

É com grande alegria que estou divulgando o novo site do Jason, que entrou no ar ontem:

www.chastityproject.com

É um novo projeto do Jason, de divulgação da mensagem da castidade, junto com outros palestrantes, inclusive o Christopher West.

Com muita alegria também estou divulgando um projeto de tradução desse site para o português, de modo que possa ficar disponível para todo mundo, sem problema com a linguagem. Estamos em contato com o Jason para, aos poucos, providenciar isso. Se Deus, quiser, será um grande incentivo à cultura da vida e da castidade.

Fiquem com Deus e visitem o site do Jason

sábado, 20 de julho de 2013

A todos que compreendem o valor da vida

Pessoal, por favor, espalhem e vamos fazer algo.

Fundamental artigo do Pe. Paulo Ricardo, a quem peço bênçãos de Deus:

http://padrepauloricardo.org/blog/a-todos-os-que-compreendem-o-valor-da-vida-humana




Ao contrário do que havia prometido nas eleições de 2010, a presidência da República, através do Ministro da Saúde, Dr. Alexandre Padilha, desengavetou e obteve do Congresso, por processos indecorosos, a aprovação de um projeto destinado a preparar a legalização do aborto no Brasil. Foi um dos procedimentos mais estranhos já ocorridos na história do Congresso Nacional.
Entre os dias 5 de março e 4 de julho de 2013, um projeto de lei, cujo principal objetivo é preparar o cenário político para a completa legalização do aborto no Brasil, foi votado e aprovado, por quatro vezes consecutivas, por unanimidade e sem a manifestação de nenhuma objeção por parte de nenhum dos quase 600 parlamentares eleitos pelo povo. Nesta proeza ímpar do governo Dilma, o mais inacreditável é que a maioria dos congressistas eleitos pelo povo são totalmente contrários à legalização do aborto.
Igualmente ímpar é o fato de que a própria presidência da Conferência Episcopal brasileira, repetindo o mesmo erro em que já havia incorrido no ano de 2002, quando a entidade aprovou a ratificação do Protocolo do CEDAW pelo Congresso, está insistindo que o projeto é inocente e bem intencionado. Segundo a Conferência, o projeto não teria como objetivo a introdução do aborto no país e não necessitaria ser corrigido senão em alguns detalhes que poderiam ser erroneamente interpretados. Feito isto, o projeto, QUE É UMA DAS MAIORES FRAUDES LEGISLATIVAS DA HISTÓRIA DO BRASIL, poderia ser sancionado, segundo a CNBB, como iniciativa digna de reconhecimento.
O projeto, que recebeu o nome de PLC 3-2013, alarga o conceito de violência sexual e obriga todos os hospitais do Brasil a encaminharem qualquer gestante que alegue ter sido vítima de violência sexual a um serviço credenciado de aborto. Segundo as normas atualmente vigentes do Ministério da Saúde, nos casos em que a paciente alega violência, "não se deve exigir qualquer documento para a prática do abortamento".
"Não se deve exigir qualquer documento para a prática do abortamento.
A palavra da mulher que busca os serviços de saúde afirmando ter sofrido violência deve ter credibilidade, ética e legalmente, devendo ser recebida como presunção de veracidade.
A realização do abortamento não se condiciona à decisão judicial que ateste e decida se ocorreu estupro ou violência sexual.
O mesmo cabe para o boletim de ocorrência policial. A mulher que sofre violência sexual não tem o dever legal de noticiar o fato à polícia. Idem para o laudo do exame de corpo de delito e conjunção carnal, do Instituto Médico Legal.
Não há sustentação legal para que os serviços de saúde neguem o procedimento, caso a mulher não possa apresentá-los".
[Ministério da Saúde: Tratamento dos Agravos Resultantes da Violência Sexual, C.9: Gravidez Decorrente de Violência Sexual]
Hoje existem cerca de 64 serviços de aborto para casos de violência sexual no Brasil. Se este projeto for sancionado, todos os hospitais do SUS serão integrados a esta rede e serão obrigados a encaminhar a um serviço de aborto, supostamente qualificado de legal, a qualquer gestante que alegue ter sido vítima de violência. A obrigação se estende também aos hospitais que pertençam a entidades religiosas ou que sejam contrárias ao aborto, inclusive se não possuírem pronto socorro ou departamentos de ginecologia.
Mais adiante, uma vez introduzida a noção segundo a qual qualquer gestante que se declare vítima de violência deva ser encaminhada a um serviço de aborto, sob a alegação de que a demanda não poderá ser atendida pela rede de serviços credenciados, uma nova legislação poderá ser introduzida, obrigando aos hospitais do SUS não apenas encaminharem, mas também efetivamente realizarem os abortos.
O projeto foi encaminhado na segunda-feira dia 15 de julho ao poder executivo, onde deverá ser vetado ou sancionado pela presidente da República. Milhares de brasileiros, que entenderam a malícia do projeto, estão pedindo o veto total à Presidente, que prometeu durante as eleições de 2010 que não tomaria nenhuma iniciativa para introduzir o aborto no Brasil.
A iniciativa de desencadear as votações, que resultaram na aprovação fulminante do PLC 3-2013, partiu do Poder Executivo.
Foi um pedido do Ministro da Saúde Alexandre Padilha. Sob sua gestão, desde o início do governo Dilma, estava funcionando um grupo de estudos cujo objetivo era determinar de que maneira poderia ser introduzida a legalização do aborto no Brasil. Nos contratos estabelecidos entre o governo Lula/Dilma e o grupo de estudos, consta que o objetivo dos acordos seriam o "ESTUDO E A PESQUISA PARA DESPENALIZAR O ABORTO NO BRASIL", "VISANDO AO FORTALECIMENTO DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE - SUS". Não está claro nos contratos como a despenalização do aborto no Brasil estaria relacionada com o fortalecimento do Sistema Único de Saúde - SUS, mas é assim que eles constam no Diário Oficial da União.
Na quarta feira, dia 20 de fevereiro de 2013, o Ministro Alexandre Padilha reuniu-se com o deputado Henrique Eduardo Alves, atual presidente da Câmara. Foi pedido ao parlamentar que, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, fosse votado, em regime de urgência, no plenário da Câmara, o Projeto de Lei que, em março, tramitava com o nome de PL 60/1999. O projeto, parado na Câmara desde o ano de 2002, foi eufemisticamente apresentado como tratando sobre o atendimento à mulher vítima de violência.
Em conseqüência do acordo havido entre o Ministro da Saúde e a Presidência da Câmara, no dia 5 de março de 2013, o deputado José Guimarães, irmão do deputado José Genoíno e líder da bancada do PT na Câmara, pediu a tramitação do projeto em regime de urgência. Em um só dia o pedido foi aprovado e o projeto foi emendado, apresentado, relatado, votado e aprovado por unanimidade no plenário da Câmara. Nos três meses seguintes foi novamente relatado e aprovado por unanimidade em duas comissões do Senado e, finalmente, no dia 4 de julho de 2013, relatado e aprovado, também por unanimidade, no plenário do Senado. Durante todo este processo, nenhum parlamentar apresentou nenhuma objeção. A iniciativa de praticamente todas as etapas da tramitação coube aos parlamentares do Partido dos Trabalhadores.
Toda a tramitação do projeto no Senado pode ser acompanhada neste endereço: http://www.senado.gov.br/atividade/materia/detalhes.asp?p_cod_mate=111416
Que é possível fazer? Muito. Estude esta mensagem para ver como é fácil enganar povo, entidades e parlamentares. Se pudermos entender como acontecem estas mágicas, será mais difícil sermos novamente enganados. Estaremos construindo a democracia, que tem que estar alicerçada no coração e na mente das pessoas. Tenha certeza que não seremos enganados somente na questão da defesa da vida. As mesmas técnicas podem ser aplicadas a muitos outros objetivos. Depois disso, envie esta mensagem a toda a sua lista de contatos e ligue para a Presidência da República. Tome o telefone, envie e-mails e faxes. Peça o veto total deste monstruoso projeto que se reveste de ovelha e engana a todos. Milhares de pessoas já estão se manifestando pedindo o veto total do PLC 3-2013.
A Presidente da República foi colocada a uma prova de teste.
Às vésperas de sua eleição, entre o primeiro e o segundo turno, ela atestou claramente e assinou um compromisso de que ela não havia de dar início a nenhum movimento na direção da legalização do aborto no Brasil.
Temos direito fundado de suspeitar que a sua posição não seja muito sincera. Temos amplos e numerosos documentos dos acordos firmados pelo partido governante na direção da legalização do aborto no Brasil. Existem pactos assinados, existem promessas feitas, existem parcerias feitas com pessoas que tem histórico de militância a favor da Cultura da Morte.
Portanto, podemos e devemos cobrar a Presidente da República para que mostre a sua sinceridade.
O Brasil, assim como numerosas outras nações, está sendo preparado para uma forma inteiramente nova de ditadura, baseada na implantação de instituições aparentemente democráticas, mas que, em conjunto com uma descapacitação sistemática do povo para que este possa alcançar os conhecimentos essenciais que lhe permitam sustentá-las, deixarão, de fato, de ser democráticas.
Agradeço a todos pelo imenso bem que estão ajudando a promover. O problema transcende as fronteiras de qualquer país, já que faz parte de um plano abrangente pesadamente financiado por organizações internacionais que investem na promoção do aborto em todo o mundo.
Leia a seguir:
  1. Descrição sumária do PLC 3-2013
  2. A verdadeira intenção do projeto
  3. O mesmo erro foi cometido em 2002
  4. Comissão em Defesa da Vida protocola pedido de veto total
  5. O que fazer
  6. E-mails e telefones da Presidência da República

1. Descrição sumária do PLC 3-2013

O PLC 3-2013 possui essencialmente três artigos, que podem ser resumidos do seguinte modo.
O artigo primeiro afirma que "OS HOSPITAIS DEVEM OFERECER ÀS VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA SEXUAL ATENDIMENTO INTEGRAL VISANDO O TRATAMENTO DOS AGRAVOS DECORRENTES DE VIOLÊNCIA SEXUAL, E ENCAMINHAMENTO, SE FOR O CASO, AOS SERVIÇOS DE ASSISTÊNCIA SOCIAL".
O artigo segundo introduz uma nova definição de violência sexual como sendo "QUALQUER FORMA DE ATIVIDADE SEXUAL NÃO CONSENTIDA".
O artigo terceiro descreve os vários serviços abrangidos "PELO ATENDIMENTO IMEDIATO E OBRIGATÓRIO EM TODOS OS HOSPITAIS INTEGRANTES DA REDE DO SUS" a que se refere o artigo primeiro do projeto. Entre eles estão a "PROFILAXIA DA GRAVIDEZ" e o "FORNECIMENTO DE INFORMAÇÕES ÀS VÍTIMAS SOBRE OS DIREITOS LEGAIS E SOBRE TODOS OS SERVIÇOS SANITÁRIOS DISPONÍVEIS".
Como se vê, à primeira vista o projeto não parece referir-se ao tema aborto. Sequer menciona a palavra aborto. Parece, em vez disso, tratar apenas do atendimento médico às vítimas de violência sexual, um objetivo que deveria ser louvável.
Para entender por que o projeto foi elaborado com o principal objetivo de introduzir o aborto no Brasil, é preciso voltar à história do documento e ao desenvolvimento de novas técnicas legislativas por parte da Cultura da Morte que raramente são descritas nos manuais tradicionais de Direito. Ademais, o projeto foi preparado, fora e dentro do Brasil, há cerca de 25 anos, um período de tempo que o público já esqueceu.

2. A verdadeira intenção do projeto

A história do projeto se iniciou com a eleição de Luíza Erundina à prefeitura da cidade de São Paulo.
Erundina governou São Paulo entre 1989 e 1993. Foi a primeira vez que o Partido dos Trabalhadores alcançou o governo da cidade. Um dos principais atos administrativos da prefeita foi o estabelecimento, em 1989, do primeiro serviço de abortos em caso de violência, no Hospital do Jabaquara, na zona sul da cidade.
Segundo consta claramente de diversos documentos das grandes Fundações Internacionais, o estabelecimento e a constante ampliação da rede de serviços de abortos em casos de violência foi, desde a criação do serviço do Hospital do Jabaquara, uma das principais estratégias para abrir caminho para uma legalização cada vez mais ampla do aborto no Brasil.
Pode-se consultar a este respeito, entre outros documentos, o manual da International Women Health Coalition intitulado "INCREMENTANDO O ACESSO AO ABORTO SEGURO - ESTRATÉGIAS DE AÇÃO" e o relatório sobre as atividades para a promoção do aborto no Brasil pela Fundação MacArthur, "LESSONS LEARNED: O RELATÓRIO SOBRE A PROMOÇÃO DO ABORTO NO BRASIL PELA FUNDAÇÃO MACARTHUR".
Em 1991, dois anos depois da criação do serviço do Hospital do Jabaquara, tendo em vista a importância que a expansão da rede de serviços de aborto em casos de estupro teria para a promoção e a obtenção da total legalização do aborto, os deputados Eduardo Jorge, e Sandra Starling, do PT de São Paulo e de Minas Gerais, apresentaram à Câmara dos Deputados o projeto de lei PL 20-1991. O projeto pretendia estender imediatamente, a todos os hospitais do SUS, a obrigação de realizar abortos em casos de violência, juntamente com as principais diretrizes das normas internas criadas pelo Hospital do Jabaquara para este fim.
O texto do PL 20-1991 pode ser lido em sua versão completa na página 31 deste arquivo do Diário Oficial: http://imagem.camara.gov.br/Imagem/d/pdf/DCD05MAR1991.pdf#page=31
Ou pode-se ler, neste arquivo mais leve, o texto do projeto juntamente com a primeira parte de sua justificativa: http://www.documentosepesquisas.com/pl-20-1991.pdf
Ao abrir estes arquivos, deve-se notar que o título do projeto não se refere à violência sexual, mas ao "ATENDIMENTO DOS CASOS DE ABORTO PREVISTOS NO CÓDIGO PENAL".
O artigo 3 do projeto, que estabelece os requisitos para que a mulher possa obter o aborto, não exige obrigatoriamente laudo médico que comprove a violência sofrida, podendo realizar-se o aborto apenas com uma cópia do boletim de ocorrência, que não necessita de comprovação da violência para ser obtido. Ademais, o aborto não será necessariamente executado quando da apresentação do documento, mas em algum momento, à escolha da equipe médica, dentro de um prazo de sete dias.
A história mostra que o projeto sofreu uma grande oposição, e que esta oposição se devia justamente à linguagem como ele estava redigido. O projeto mencionava claramente a palavra aborto tanto no título como no corpo dos artigos. Naquela época as Fundações Internacionais ainda não haviam introduzido a prática de utilizar eufemismos para referir-se ao aborto e a outras práticas difíceis de legalizar. A técnica dos eufemismos foi desenvolvida, pela primeira vez, com a criação do conceito de "DIREITOS SEXUAIS E REPRODUTIVOS". O conceito havia sido criado em 1990, pela Fundação Ford, repentinamente e sem precedentes históricos. A força da idéia consistia em que os "direitos sexuais e reprodutivos" era um conceito construído para incluir o aborto, mas bastante mais amplo do que o aborto. Assim, era possível apresentar um projeto de lei sobre direitos sexuais e reprodutivos sem mencionar a palavra aborto e depois, uma vez aprovado o projeto, passar a sustentar que a aprovação havia incluido o aborto. Foi a Fundação Ford quem criou pela primeira vez esta estratégia, através do famoso relatório "REPRODUCTIVE HEALTH: A STRATEGY FOR THE 1990". O relatório merece um estudo cuidadoso e encontra-se disponível neste endereço: http://www.votopelavida.com/fordfoundation1990.pdf
Embora em 1990 a técnica dos eufemismos já houvesse sido criada, ela era ainda de exclusivo conhecimento das grandes fundações. Foi apenas em 1994 que a Fundação Ford estreou publicamente a nova estratégia, quando introduziu o conceito de direitos sexuais e reprodutivos na Conferência sobre População do Cairo.
No ano seguinte, em 1995, dentro da mesma perspectiva, foi introduzido o conceito de gênero na Conferência sobre a Mulher, realizada em Pequim, da qual surgiu o tratado e o protocolo conhecido como CEDAW. O conceito de gênero, ao ser introduzido no CEDAW, era apenas um sinônimo de sexo, e ninguém entendeu perfeitamente por que o tratado falava em discriminação de gênero em vez de discriminação de sexo, se o objetivo do tratado era apenas tratar da discriminação das mulheres. Anos depois, entretanto, passou-se a sustentar que a discriminação de gênero, contra a qual lutava o protocolo do CEDAW, era um conceito muito mais amplo do que discriminação de sexo.
Em 1991, porém, quando Eduardo Jorge e Sandra Starling apresentaram o PL 20-1991, não se conhecia, nem muito menos se dominava, a técnica de legislar através de eufemismos. Ninguém conceberia, no Brasil de 1991, que fosse possível redigir um projeto de lei para legalizar o aborto sem usar uma única vez a palavra aborto. Mas, redigido desta maneira, mencionando a palavra aborto e sem a utilização de conceitos eufemísticos, o projeto não teria futuro.
O arquivo disponível no endereço: http://www.documentosepesquisas.com/aborto-1997-1998.pdf contém uma série de reportagens do jornal Folha de São Paulo sobre o problema do aborto no Brasil nos anos 1997 e 1998.
Podemos ler nestas matérias que, no dia 19 de abril de 1997, quando o projeto estava para ser votado na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, o jornalista da Folha anunciou erroneamente que, segundo a proposta legislativa, a mulher grávida teria que apresentar boletim de ocorrência e, em seguida, passar por exame de corpo de delito, para somente então poder ser submetida a um aborto. O projeto, em vez disso, estabelecia claramente que bastaria ou a apresentação do boletim, ou o exame do corpo de delito, para obter o aborto. O jornalista, que certamente havia lido o projeto, provavelmente não conseguia acreditar, naquela data, que alguém poderia conseguir um aborto gratuito apenas com a apresentação de um boletim de ocorrência, sem necessidade de apresentar provas da violência.
O projeto, apresentado sem grande alarde na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, foi aprovado por uma margem muito estreita de votos. Dali deveria ter seguido diretamente para o Senado. O deputado Salvador Zimbaldi, entretanto, recolheu imediatamente 87 assinaturas para apresentar um recurso pedindo para que o projeto fosse votado antes no plenário da Câmara. Esta manobra eliminou o fator surpresa e ficou evidente, pelo clima político que se havia produzido, que o projeto jamais seria aprovado. O Ministro da Saúde afirmava publicamente para a imprensa que o projeto era assassino. A CNBB reuniu seu Conselho Permanente, votou uma nota também publicada pela Folha de São Paulo e recomendou que os bispos, os movimentos católicos e os leigos passassem a pressionar os deputados para que o projeto não fosse aprovado. O Cardeal do Rio de Janeiro elaborou uma lista de 37 candidatos que, por haverem se manifestado a favor do aborto e outros temas inegociáveis para a Igreja, nãoi deveriam ser votados pelos fiéis. A lista deveria estar disponível em todas as paróquias da diocese e os párocos deveriam avisar os fiéis de sua existência. O deputado Severino Cavalcanti escreveu um artigo na Folha em que manifestava o que, na época, era evidente para todos a respeito do projeto:
"A análise do texto do projeto é o bastante para que fique bem clara a intenção dos seus autores, que é a de introduzir no Brasil, de forma sub-reptícia, a prática generalizada do aborto, repudiada pela maioria esmagadora da população, como atestam pesquisas de opinião recentemente realizadas.
No artigo 3º do projeto aprovado na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, e que nós vamos derrotar em plenário, está escrito que, 'nos casos de gravidez resultante de estupro, o abortamento será realizado mediante apresentação de cópia do boletim policial de ocorrência ou de laudo do instituto médico legal'".
Não está escrito "E" está escrito "OU".
Ora, por certo que, se aprovado o projeto de lei nº 20/91, ficaria escancarada a porta para realizações de abortos em larga escala, por motivos pessoais, Pois nem sequer a pretensa vítima estaria obrigada a indicar o responsável pela suposta violência".
http://www.documentosepesquisas.com/aborto-1997-1998.pdf
A mobilização do povo e da Igreja foi da dimensão suficiente para que o projeto fosse derrotado sem precisar ter sido apresentado no Plenário.
Tendo em vista este quadro, a Comissão Intersetorial da Saúde da Mulher (CISMU), rearticulada em 1996 para abrigar ONGs feministas que pudessem pressionar o governo desde dentro, apresentou então uma proposta para que o Ministério da Saúde criasse uma Norma Técnica sobre o aborto em caso de violência que, embora não tivesse força de lei, também não precisasse de ser aprovada pelo legislativo. A Norma seria seguida pelo poucos serviços de aborto em caso de violência que haviam sido criados e, embora não fosse obrigatória para os demais hospitais, poderia ser apresentada para a comunidade médica sob a aparência de lei.
Mas o Ministro da Saúde do então presidente Fernando Henrique Cardoso recusou-se a redigir a norma. Demitido em abril de 1998, Fernando Henrique Cardoso chamou o Senador José Serra para ocupar o cargo. José Serra já havia afirmado que daria prioridade, em sua gestão, à saúde da mulher. Para o público que, em 1998, ainda pensava com as estruturas mentais da década anterior, esta expressão não significava muita coisa. Mas os que acompanhavam o trabalho das grandes fundações já conheciam como haviam, sido introduzidos e utilizados os novos conceitos de direitos sexuais e reprodutivos, de discriminação de gênero, e vários outros. Para estes a mensagem era clara. O Senador José Serra iria redigir e publicar a Norma Técnica para o aborto em casos de violência. A publicação deu-se em novembro de 1998.
Entre as novidades da nova norma estava o fato de que, ao contrário do PL 20-1991, a norma não se chamava NORMA PARA O ATENDIMENTO DOS CASOS DE ABORTO PREVISTOS NO CÓDIGO PENAL, mas sim NORMA PARA O TRATAMENTO DOS AGRAVOS RESULTANTES DA VIOLÊNCIA SEXUAL.
A norma não falava mais de exames de corpo de delito para obter um aborto, mas exigia apenas a apresentação de um boletim de ocorrência.
Além disso, com a clara intenção de ampliar gradativamente a aceitação das possibilidades do aborto, começando pelos profissionais da saúde, a norma estendia o prazo em que se poderia praticar um aborto em caso de estupro até o quinto mês de gestação, quase o dobro do que estava previsto no PL 20-1991, que o permitia apenas até o terceiro mês. Antes de 1998, os protocolos internos dos hospitais de abortos ditos legais também previam o procedimento apenas até o terceiro mês. Um episódio veiculado pela televisão brasileira, algumas semanas antes da públicação da norma, envolvendo uma menina grávida de 5 meses do interior de Goiás, mostrou que até mesmo os profissionais destes serviços, em todo o Brasil, com exceção do Dr. Jorge Andalaft, diretor do serviço do Hospital do Jabaquara, que por fim realizou o aborto na menina, recusavam-se a praticar abortos depois do terceiro mês de gestação.
Em 2005 A Norma foi substituída por uma nova, publicada por Humberto Costa, Ministro da Saúde do governo Lula.
A norma de 2005 continuou a ser chamada de NORMA PARA O TRATAMENTO DOS AGRAVOS RESULTANTES DA VIOLÊNCIA SEXUAL e permitia o aborto até o quinto mês da gravidez, mas deixou de exigir a apresentação do boletim de ocorrência para que a gestante pudesse obter um aborto. Agora seria suficiente a palavra da gestante, afirmando ter sofrido violência para que pudesse obter o aborto.
Segundo afirma o capítulo nono desta Norma, já mencionado anteriormente:
"Não se deve exigir qualquer documento para a prática do abortamento.
A palavra da mulher que busca os serviços de saúde, afirmando ter sofrido violência, deve ter credibilidade, ética e legalmente, devendo ser recebida com presunção de veracidade.
A mulher que sofre violência sexual não tem o dever legal de noticiar o fato à polícia".
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/caderno6_saude_mulher.pdf
Para o entendimento do PLC 3-2013, porém, são mais significativas estas outras expressões que constam também do capítulo nove da Norma:
"A Constituição Federal garante o direito à integral assistência médica e à plena garantia de sua saúde sexual e reprodutiva, que inclui o abortamento, permitido quando a gravidez resulta de estupro ou, por analogia, de outra forma de violência sexual.
A mulher em situação de gravidez decorrente de violência sexual, devem ser informadas da possibilidade de interrupção da gravidez".
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/caderno6_saude_mulher.pdf
A Norma, portanto, que pretende regulamentar o aborto mencionado no artigo 128 do Código Penal, embora seja comumente mencionada pelos profissionais como a Norma do Aborto em Casos de Estupro, chama-se na realidade NORMA DO TRATAMENTO DOS AGRAVOS RESULTANTES DA VIOLÊNCIA SEXUAL. Deve-se notar que ela introduz, no capítulo nove, o conceito de que "A ASSISTÊNCIA MÉDICA INTEGRAL" a este tratamento, assim como o direito à "SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA", inclui o abortamento. Com isto estava sendo criado um novo eufemismo, introduzido e usado no Brasil desde 1998, segundo o qual o conceito de TRATAMENTO DOS AGRAVOS RESULTANTES DA VIOLÊNCIA SEXUAL, incluiria o conceito do direito ao aborto. E, da mesma forma, que o conceito da ASSISTÊNCIA MÉDICA INTEGRAL PARA OS AGRAVOS EM CASOS DE VIOLÊNNCIA incluiria também o abortamento.
Ora, ao ser redigido o PLC 3-2013, e principalmente ao ser apressadamente emendado para a imediata votação no Plenário da Câmara no dia 5 de março de 2013, passaram e ser estes exatamente estes os eufemismos utilizados pelo projeto, já desde o seu artigo primeiro. O projeto podia dar-se ao luxo de não mencionar a palavra aborto, porque haviam sido criados, propositalmente, durante as duas últimas décadas, novos eufemismos para referir-se a esta prática sem necessidade de usar a palavra que todos imediatamente entenderiam o seu significado.
Tudo isto consta já claramente da redação do artigo primeiro do PLC 3-2013, que está aprovado e pronto para ser sancionado ou vetado pela presidência da República. O artigo primeiro do PLC 3-2013 é uma cópia exata dos termos utilizados, eufemisticamente, pelas Normas Técnicas de 1998 e 2005 para designar um conceito que os especialistas já entendem como incluindo o aborto:
"Os hospitais devem oferecer às vítimas de violência sexual atendimento integral visando o tratamento dos agravos decorrentes de violência sexual, e encaminhamento, se for o caso, aos serviços de assistência social".
Para mostrar mais claramente a intenção dos parlamentares que apresentaram o projeto ao plenário no dia 5 de março, deve-se notar que o texto original do PL 3-2013, cuja última versão datava de 2002, não falava de atendimento INTEGRAL, mas apenas de atendimento MULTIDISCIPLINAR. O conceito de ATENDIMENTO INTEGRAL foi acrescentado no dia 5 de março para adequar-se aos conceitos da Norma Técnica do Aborto em Casos de Violência.
A última redação do PLC 3-2013, datada de 2002, também não se referia aos AGRAVOS DECORRENTES DA VIOLÊNCIA SEXUAL. O termo utilizado era o de IMPACTOS DA AGRESSÃO SOFRIDA. Esta expressão foi deliberadamente suprimida do projeto no dia 5 de março de 2013 para passarem a conformar-se às expressões exatas das normas técnicas do Aborto em Casos de Violência dos ministros José Serra e Humberto Costa. Tanto neste caso, como no caso do parágrafo anterior, ambos os termos são hoje eufemismos de aborto. Isto significa que o PLC 3-2013, usando técnicas de utilização de eufemismos introduzidas na Cultura da Morte em 1990 pela Fundação Ford, está legislando a obrigatoriedade de que todos os hospitais do Brasil, sem direito a objeção de consciência, encaminhem para o serviço de aborto "legal" todas as gestantes que alegarem ter sofrido violência, entendida esta como qualquer relação sexual não consentida, mediante simples declaração da mulher.
Mais tarde, quando o costume tiver se introduzido, uma nova lei ou determinação judicial passará a exigir que estes hospitais não apenas encaminhem, mas também realizem os abortos.
De tudo isto também se conclui que o PLC 3-2013 é exatamente a versão moderna do PL 20-1991, redigida agora com a técnica dos eufemismos criada pela Fundação Ford em 1990. Trata-se do mesmo projeto que, por ter sido redigido com palavras claras e de sentido imediato, a Igreja, a CNBB e o povo brasileiro, rejeitaram imediatamente, e em sua totalidade, em 1998.
Hoje, entretanto, a CNBB está divulgando vários comunicados em que afirma discordar que o PLC 3-2013 trate da questão da "LEGALIZAÇÃO DO ABORTO". Os representantes da entidade afirmam que a lei é boa, mas possuiria algumas imprecisões de linguagem que deveriam ser corrigidas. É evidente, afirma a Conferência, que "O PROJETO NÃO TRATA DA LEGALIZAÇÃO DO ABORTO", mas "AVALIANDO A LEI COM O AUXÍLIO DE RENOMADOS JURISTAS, PROFISSIONAIS DA ÁREA DA SAÚDE E SEGUNDO A ÉTICA CRISTÃ, ENTENDEMOS QUE O SEU OBJETIVO PRINCIPAL É 'O ATENDIMENTO OBRIGATÓRIO E INTEGRAL DE PESSOAS EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA SEXUAL'".
Trata-se, no mínimo, de uma ingenuidade que está escandalosamente levando o Brasil, com o apoio da presidência CNBB, à completa legalização do aborto no país.

3. O mesmo erro foi cometido em 2002

Se a CNBB se comportou brilhantemente em relação ao aborto no ano de 1998, não se pode dizer o mesmo cinco anos depois. Em 2002 a entidade cometeu, o mesmo erro em que está incorrendo hoje, com os requintes dos detalhes.
A assessoria jurídica da CNBB levou a Comissão de Vida e Família, em 2002, ao erro histórico de apoiar o CEDAW. Este protocolo, resultado da Conferência sobre a Discriminação contra a Mulher, realizado em 1995 em Pequim, deu base legal ao esforço do governo de "REVISAR A LEGISLAÇÃO REPRESSIVA CONTRA O ABORTO".
O Brasil, graças à CNBB, tornou-se o primeiro e o único país do mundo onde este protocolo foi aprovado com o apoio da Conferência Episcopal Católica, apesar do aviso de 72 bispos e da comunidade pro vida nacional e internacional.
No final de abril de 2002, quando o Senado brasileiro anunciouque estava para discutir a aprovação do protocolo da Convençãosobre a Eliminação da Discriminação contra as Mulheres, tambémconhecida como protocolo do CEDAW (Committee on the Eliminationof Discrimination Against Women), 72 bispos e arcebisposbrasileiros, incluindo dois cardeais, enviaram uma carta coletiva aoSenado pedindo o adiamento das discussões e a rejeição do protocolo.
A carta teve tamanho impacto que os promotores do CEDAW agendaram uma audiência pública para o dia 21 de maio de 2002, convidando um representante da CNBB, o arcebispo de Botucatu Dom Aloysio José Leal Penna, na época também presidente da Comissão Pastoral para a Vida e Família da CNBB.
Durante a audiência o Arcebispo Penna apresentou um discurso neutro. Quem ouvisse seu o pronunciamento teria tido a impressão de que ele apoiava o protocolo do CEDAW ou pelo menos não tinha objeções ao mesmo. A única demanda do prelado aos senadores, em relação ao CEDAW, era a de ter em mente que "NADA PRESERVARIA MAIS A INTEGRIDADE FÍSICA OU MENTAL DAS MULHERES DO QUE UMA JUSTA DISTRIBUIÇÃO DA RENDA".
O Arcebispo Penna disse também que o documento escrito no mês anterior por 72 bispos, denunciado o CEDAW, não era a posição oficial da CNBB e que, na verdade, "HAVIA SIDO UM ERRO".
As palavras de Dom Aloysio tiveram o efeito de cessar a polêmica, pelo menos dentro do governo, e o Senado, em seguida, sem maiores dificuldades, ratificou o protocolo do CEDAW.
Após a ratificação do Senado, o arcebispo declarou ainda à Rádio Vaticana que sua posição, como representante da Comissão Pastoral para a Vida e Família da CNBB, havia sido exposta depois de ouvir cerca de 10 especialistas que haviam se reunido em Brasília para este propósito e lhe haviam mostrado que o protocolo do CEDAW "NÃO TINHA NADA A VER COM TEMAS DE ABORTO OU VIDA, TRATANDO-SE APENAS DE UM PROTOCOLO PARA O RECEBIMENTO DE ACUSAÇÕES DE VIOLAÇÕES DOS DIREITOS DAS MULHERES".
Mais detalhes sobre a aprovação do CEDAW no Brasil depois da intervenção da CNBB podem ser encontrados nestes documentos:
http://www.ncregister.com/site/article/brazilian_pro_lifers_blame_bishops_conference_for_cedaw_approval/ http://www.documentosepesquisas.com/cnbbpoderepetirmesmoerro.pdf
Mas o que é inexplicável é que, mesmo em maio de 2002, deveria ter sido evidente, não só para os especialistas como também para todos, pelo menos no Brasil, que o CEDAW, diversamente do que afirmava o arcebispo, em nome da CNBB e contra seus colegas de episcopado, tinha, ao contrário, muitíssimo a ver com a legalização do aborto.
Uma semana antes do pronunciamento de Dom Aloysio Penna, ocorrido no dia 21 de maio de 2002, o presidente Fernando Henrique Cardoso publicava, no dia 13 de maio de 2002, o Segundo Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-2), em que ficava estabelecido, como sua Meta de número 179, "APOIAR O ALARGAMENTO DOS PERMISSIVOS PARA A PRÁTICA DO ABORTO LEGAL, EM CONFORMIDADE COM OS COMPROMISSOS ASSUMIDOS PELO ESTADO BRASILEIRO NO MARCO DA PLATAFORMA DE AÇÃO DE PEQUIM".
http://www.documentosepesquisas.com/pndh2.pdf
Para os que estivessem atentos, portanto, não poderia haver dúvidas. Para os que conheciam o assunto, e não faltaram para isto avisos provenientes do estrangeiro, o tema era claríssimo e fartamente documentado. O CEDAW já era utilizado pela ONU e por várias organizações internacionais para pressionar os governos dos países latino americanos a legalizarem a prática do aborto. Passou, depois de 2002, a ser utilizado, para este fim, muito mais frequentemente.
Até 2005 o aborto era proibido na Colômbia em todas as circunstâncias. Com base no CEDAW e em outros tratados internacionais, no final daquele ano, a Corte Constitucional da Colômbia estabeleceu várias circunstâncias em que seria possível praticar o aborto sob o amparo da lei.
Ainda em 2005, quando o presidente Lula encaminhou à Câmara dos Deputados o Substitutivo do PL 1135/91, um projeto que, se aprovado, legalizaria o aborto no Brasil durante todos os nove meses da gestação, seu governo apresentou antes, e não sem razão precisamente ao Comitê de Monitoramento do CEDAW, um documento em que se comprometia oficialmente a "REVISAR A LEGISLAÇÃO PUNITIVA DO ABORTO" no Brasil. Mais detalhes sobre este documento podem ser encontrados no arquivo disponível neste link: CONTEXTUALIZAÇÃO DA DEFESA DA VIDA NO BRASIL - COMO FOI PLANEJADA A INTRODUÇÃO DA CULTURA DA MORTE NO PAÍS

4. Comissão em Defesa da Vida protocola pedido de veto total

No dia 16 de julho de 2013 a Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB, o Instituto Padre Pio e a vice presidência do ProVida Família de Brasília protocolaram no Palácio do Planalto um documento pedindo à Presidência da República o veto total do PLC 3-2013.
Uma cópia do documento protocolado pode ser encontrado neste endereço: http://www.documentosepesquisas.com/crdvidasul1.pdf
O documento, embora suscinto, é corretíssimo em sua argumentação, expressando-se deste modo:
"Apresentamos respeitosamente a Vossa Excelência o pedido de veto total do PLC 3/2013, aprovado no dia 4 de julho de 2013, pelas razões apresentadas a seguir.
Embora uma lei que defenda e regulamente os direitos das vítimas de violência sexual seja, em tese, algo meritório, recordamos o abuso legal instaurado nesta matéria pelas normas técnicas do Ministério da Saúde publicadas em 1998 e 2005.
Recordamos a Vossa Excelência o conteúdo abusivo destas Normas. Conforme a mais recente, de 2005, "a palavra da mulher que busca os serviços de saúde afirmando ter sofrido violência, [...] deverá ter credibilidade, ética e legalmente, devendo ser recebida com presunção de veracidade".
Por outro lado, a mesma Norma afirma que os médicos são obrigados a praticar o aborto se a mulher declarar ter sido estuprada, a menos que o médico possa provar que a gestante esteja mentindo. Caso contrário, continua a Norma, "a recusa infundada e injustificada de atendimento pode ser caracterizada, ética e legalmente, como omissão. Nesse caso, segundo o art. 13, § 2º do Código Penal, o(a) médico(a) pode ser responsabilizado(a) civil e criminalmente pelos danos físicos e mentais que [a gestante] venha a sofrer".
Considerando o exposto acima, o Artigo 1o do PLC 3/2013, que poderia ser interpretado serenamente como sendo uma objetiva defesa de pessoas violentadas, torna-se, à luz do conteúdo e do espírito destas Normas nefastas, um eufemismo para o aborto. Do contrário, de que outra maneira poderia este serviço ser "integral"? Imagine-se então o que significaria, nesta mentalidade contorcida do executivo normatizador, um "encaminhamento [...] aos serviços de assistência social".
Atualmente esta Norma está sendo colocada em prática em ao menos 64 unidades hospitalares de nosso país. O PLC 3/2013 torna obrigatório este tipo de procedimento abusivo e ilegal para toda a rede hospitalar da nação, quando determina que este serviço seja "obrigatório em todos os hospitais integrantes da rede do SUS".
Com um passe de mágica, a rede de aborto "legal" não somente aumentará de forma desmesurada, como também se tornará compulsória, forçando hospitais e médicos a realizarem ou encaminharem inúmeros abortos sem que para isso haja o mínimo fundamento legal.
As consequências do PLC 3/2013 chegará à militância pro-vida causando grande atrito e desgaste para Vossa Excelência, senhora Presidente, que prometeu em sua campanha eleitoral nada fazer para instaurar o aborto em nosso país.
Recorde-se, Excelência, que este projeto de lei, que jazia esquecido nos arquivos da Câmara Federal, foi trazido à luz, conforme noticiado pelo próprio Jornal da Câmara, por um membro de seu governo, o Ministro da Saúde Alexandre Padilha.
Por esta razão, senhora Presidente, pedimos veementemente o VETO TOTAL do PLC 3/2013 e aguardamos, outrossim, que Vossa Excelência dê ordem para a reelaboração das Normas Técnicas que alargam de forma despudorada as disposições do atual Código Penal a respeito do aborto em caso de estupro.
PADRE BERARDO GRAZ
Coordenador da Comissão em Defesa da Vida
Regional Sul 1 da CNBB
PADRE PAULO RICARDO DE AZEVEDO JÚNIOR
Instituto Padre Pio
PAULO FERNANDO MELO DA COSTA
Associação Nacional Pro-Vida e Pro-Família

5. O que fazer

O PLC 03/2013, que tomou impulso inesperado por uma intervenção intencional do Poder Executivo através do Ministro da Saúde do governo Dilma Roussef e dos parlamentares do Partido dos Trabalhadores, é um modelo da habilidade que este partido possui para enganar o povo brasileiro, que é totalmente contrário ao aborto, e para enganar os próprios parlamentares, cuja maioria também tem votado contrariamente ao aborto.
Os mesmos parlamentares que em maio de 2008 votaram por 33 votos a zero contra o substitutivo do PL 1135/91, apresentado ao Congresso pelo presidente Lula para legalizar o aborto no Brasil, e que em seguida votaram novamente, em julho de 2008, por 57 votos a quatro, contra o mesmo projeto, agora votaram quatro vezes, em um espaço de três meses, por unanimidade, a favor de um projeto apresentado para legalizar o aborto no Brasil.
Agora, para aumentar a confusão do povo brasileiro, o PLC 3-2013 está sendo no mínimo ingenuamente apoiado pela presidência da CNBB, que tão sabiamente soube opor-se, em 1998, através de Dom Lucas Moreira Neves, então presidente da entidade, ao PL 20/1991, seu projeto de conteúdo equivalente. Em um movimento precisamente inverso ao de 1988, a presidência da CNBB está contatando bispos e sacerdotes, em todo o Brasil, para que orientem movimentos católicos e fiéis a se calarem e não se manifestarem sobre a questão.
Peço encarecidamente a todos os que receberem esta mensagem que se manifestem junto à Presidência de República para que a Presidente Dilma Roussef VETE O PROJETO EM SUA INTEGRALIDADE.
NÃO SE PODE E NÃO SE DEVE ENGANAR O POVO, O CONGRESSO E O EPISCOPADO DESTA MANEIRA VERGONHOSA.
Examine todos os links para saber exatamente o que está acontecendo.
Em seguida faça o seguinte:
A. Contate com a sua rede
Envie esta mensagem a todas os seus contatos. Faça uma introdução, de sua própria iniciativa, explicando a gravidade do problema e por que devem ler a mensagem em sua integridade.
B. Contate com o seu bispo ou pastor
Se você pertence a alguma igreja ou congregação religiosa, imprima a mensagem anterior e entregue-a pessoalmente a seu bispo ou pastor. Comunique-lhe o que está acontecendo e encorage-o a tomar uma posição firme e pública a respeito.
C. Contate com a Presidência da República e o Ministério da Saúde
Escreva, envie faxes e telefone para os contatos abaixo do governo federal. Explique-lhes:
  • (A) COMO NOSSO GOVERNO NÃO ESTÁ CUMPRINDO AS PROMESSAS ELEITORAIS E CONTINUA SISTEMATICAMENTE PREPARANDO A IMPLANTAÇÃO DO ABORTO NO BRASIL.
  • (B) EXIJA QUE A PRESIDENTE DA REPÚBLICA, EM VISTA DO QUE FOI EXPOSTO NESTA MENSAGEM, VETE COMPLETAMENTE TODO O PLC 3/2013.
Telefone, envie faxes e mensagens ao Ministério da Saúde e à Casa Civil da Presidência, mostrando, com educação mas com clareza, que o povo brasileiro compreende exatamente o que nosso governo está fazendo: o governo está violando sistematicamente o direito à vida e quebrando as promessas que havia feito ao eleger-se em outubro de 2010. O povo brasileiro entende que o aborto é o homicídio de um inocente, e não está de acordo com a implantação desta prática no país.
Não tenha receio de pedir, com firmeza e educação, a veto de todo o PLC 03/2013.
Se não podemos pedir o veto de um projeto tão vergonhosamente tramitado, simplesmente o Brasil não é mais uma democracia.
NÃO SE LIMITE A APENAS ESCREVER UM E-MAIL, QUE PODE SER FACILMENTE APAGADO. ENVIE UM FAX E FAÇA UM TELEFONEMA. EXPLIQUE COM AS SUAS PRÓPRIAS PALAVRAS O QUE ENTENDE SOBRE O QUE ESTÁ ACONTECENDO.

6. E-mails e telefones da Presidência da República.

Emails da Presidência
  • casacivil@presidencia.gov.br
  • carlos.carboni@presidencia.gov.br
  • gabinetecasacivil@presidencia.gov.br
  • gabinetesg@presidencia.gov.br
  • gabinetepessoal@presidencia.gov.br
  • tassiana.carvalho@presidencia.gov.br
  • vanessa.faria@presidencia.gov.br
  • beto.vasconcelos@presidencia.gov.br
Emails do Ministério da Saúde
  • eliane.cruz@saude.gov.br
  • gabinete.se@gov.br
  • ministro@saude.gov.br
Gabinete Pessoal da Presidenta da República
  • Fax: (61) 3411.2222
  • Tel: (61) 3411.1200 / (61) 3411.1201
  • E-mail: gabinetepessoal@presidencia.gov.br
Secretaria-Geral da Presidência da República
Ministro-Chefe - Gilberto Carvalho
  • Fax: (61) 3321.1994
  • Tel: (61) 3411.122 / (61) 3411.1226 / (61) 3411.1227
  • E-mail: gabinetesg@presidencia.gov.br
Chefe de Gabinete - Vanessa Dolce de Faria
  • Tel: (61) 3411.1225
  • E-mail: vanessa.faria@presidencia.gov.br
Casa Civil da Presidência
Ministra-Chefe da Casa Civil - Gleisi Helena Hoffmann
  • Tel: (61) 3411.1096 / (61) 3411.1166
  • E-mail: casacivil@presidencia.gov.br
Chefe de Gabinete - Leones Dall'Agnol
  • Fax: (61) 3321.1461
  • Tel: (61) 3411.1573 / (61) 3411.1935
  • E-mail: leones.dallagnol@presidencia.gov.br
Assessora Especial do Gabinete - Dayane Hirt
  • Tel: (61) 3411.1573 / (61) 3411.1935
  • E-mail: dayane.hirt@presidencia.gov.br
Contato
  • E-mail: gabinetecasacivil@presidencia.gov.br
Secretaria-Executiva
Secretário-Executivo Interino - Gilson Alceu Bittencourt
  • Tel: (61) 3411.1034 / (61) 3411.1855
  • E-mail: se.casacivil@presidencia.gov.br
Chefe de Gabinete - Mirian Lima Lipovetsky
  • Tel: (61) 3411.1034 / (61) 3411.1855
  • E-mail: mirian.lipovetsky@presidencia.gov.br
Ministério da Saúde
Ministro de Estado Da Saúde: Alexandre Padilha
  • E-mail: ministro@saude.gov.br
Chefia de Gabinete: Eliane Cruz
  • E-mail: eliane.cruz@saude.gov.br
Contatos:
  • Fax: (61) 3315.2680
  • Telefone: (61) 3315.2788 / (61) 3315.2789 / (61) 3315.2399 / (61) 3315.2392
  • E-mail: chefia.gm@saude.gov.br
Secretaria Executiva
Secretária Executiva: Marcia Aparecida do Amaral
Secretário Adjunto: Adail de Almeida Rollo
Chefe de Gabinete: Iracy de Almeida Gallo
Contatos:
  • Fax: (61) 3315.2816
  • Tel: (61) 3315.9262 / (61) 3315.9263 / (61) 3315.9264
  • E-mail: gabinete.se@saude.gov.br

sexta-feira, 19 de julho de 2013

"Não podemos nos calar"

Pessoal, o assunto é sério, e o mal está se espalhando. Não podemos nos calar. Se nos calarmos, o mal vai se espalhar mais ainda. Vejam o vídeo do Pe. Paulo Ricardo abaixo. Gostaria de pedir principalmente a oração, mas não só ela, a ação também. Divulgue entre seus conhecidos o assunto da legalização camuflada do aborto no Brasil.

A prática do aborto é algo distante no Brasil? Não haverá realmente o risco de ser posto em ação com o veto parcial do projeto? Será que Padre Paulo Ricardo está errado ao pedir o veto total do PLC 03/2013? Estes e outros esclarecimentos neste Parresía.

A Norma Técnica denominada “Prevenção e Tratamentos dos Agravos Resultantes da Violência Sexual contra Mulheres e Adolescentes”, a partir do número 10 (pg. 68) as orientações sobre como proceder em caso de gravidez decorrente de violência sexual. Consulte aqui: Prevenção e Tratamentos dos Agravos Resultantes da Violência Sexual contra Mulheres e Adolescentes