sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Psiquiatra: O projeto de educação sexual do Vaticano é a ameça mais perigosa que já vi em 40 anos


Extraído de: https://www.lifesitenews.com/opinion/exclusive-the-new-threat-to-catholic-youth-the-meeting-point



Por: Dr. Rick Fitzgibbons


2 de Setembro de 2016 (LifeSiteNews) – Nos últimos anos, a Igreja tem passado por uma de suas mais graves crises, como resultado do abuso de crianças e jovens por parte de sacerdortes. As principais vítimas são adolescentes do sexo masculino. (1) Esse escândalo de proporções mundiais aconteceu devido ao comportamento permissivo e irresponsável de membros da hierarquia, que cometeram o erro de “flertar” com a homossexualidade, de acordo com a fala de um Bispo, em um programa da EWTN que participei, o qual falava sobre a crise.


Esse escândalo também foi causado por um número não pequeno de diretores espirituais que ignoraram a ciência psicológica, e falaram para os padres os quais dirigiam espiritualmente, e que eram acometidos de atração por pessoa do mesmo sexo, que eles “nasceram daquele jeito”, ao invés de encaminhá-los a profissionais de saúde mental competentes, que teriam evitado o abuso contra muitos jovens.


A fim de restaurar no laicato a confiança e a fé, profundamente abaladas, cabe aos membros da hierarquia e aos padres nunca mais agir como líderes ou pastores permissivos, quando surgirem sérias ameaças ao bem estar moral, intelectual, psicológico e sexual de crianças e adolescentes.


Como psiquiatra, trabalhei extensivamente com crianças e jovens católicos severamente prejudicados psicologicamente pelo divórcio de seus pais (2), muitas vezes possível devido a declarações de nulidade “fáceis” do sacramento matrimonial, em contraponto à justiça, à misericórdia e à ciência psicológica (3), e por epidemias de narcisismo (4), maconha (5), pornografia (6), e comportamento sexual desordenado (7) (usar outras pessoas como objetos pessoais), além da enorme pressão social para ser sexualmente ativo, sofrendo os conflitos psicológicos em seus pais, irmãos, e amigos. (8)


Entretanto, em minha opinião pessoal, a mais grave ameaça à juventude católica que já vi nos últimos 40 anos é o novo programa de educação sexual do Vaticano, “O Ponto de Encontro – Projeto de Educação Afetivo Sexual”.





“O Ponto de Encontro” foi lançado na Jornada Mundial da Juventude, na Polônia, pelo Pontifício Conselho da Família, então sob a direção do Arcebispo Paglia, e que agora está disponível online, gratuitamente, em cinco diferentes linguagens.


A primeira reação ao “Ponto de Encontro” foi forte e altamente crítica. Três líderes internacionais pró-vida e pró-família, que há décadas defendem o ensinamento católico sobre matrimônio, sexualidade e vida, revisaram o programa e o descreveram como “absolutamente imoral”, “inteiramente inapropriado”, e “bastante trágico”. (9)


“O Ponto de Encontro” também tem sido criticado por se desviar de 2 mil anos de ensinamento da Igreja Católica no assunto de moralidade sexual e de formação moral da juventude nessa área tão claramente elucidada e descrita por São João Paulo II na “Carta Magna” da família católica, a encíclica “Familiaris Consortio – A Função da Família Cristã no Mundo de Hoje”.


Consequentemente, criou-se uma petição online para requerer ao Papa Francisco e ao novo diretor do Pontifício Conselho da Família, Bispo Kevin Farrell, no sentido de retirar o mais rápido possível esse programa de “educação sexual”, o qual foi definido como “um pesadelo”. (10)


Em uma cultura onde a juventude é bombardeada por pornografia, fiquei particularmente chocado pelas imagens contidas neste novo programa de educação sexual, algumas das quais são claramente pornográficas. Minha reação profissional imediata é a de que essa abordagem obscena e pornográfica abusa psicologicamente e espiritualmente da juventude.


Foto do Programa "Ponto de Encontro": Um jovem casal posa para foto em frente a um estátua mostrando duas pessoas em atividade sexual, onde a estátua funciona como chave de interpretação para o que está na mente dos jovens

Foto do Programa "Ponto de Encontro": imagem de frutas retratadas como se fossem seios femininos em uma campanha de publicidade. Será que os jovens precisam mesmo desses exemplos explícitos para mostrar que os propagandistas usam material sexual para vender produtos?

Foto do programa "Ponto de Encontro": outro exemplo de propaganda usando imagens sexuais explícitas. Mas por que os adolescentes precisam ser expostos a isso?

Foto do programa "Ponto de Encontro": uma garota (à direita) vestida imodestamente, dançando de maneira provocativa com um homem.

Foto do programa "Ponto de Encontro": o Presidente Obama olhando para as nádegas de uma mulher. Por que os adolescentes precisam ser expostos a isso?


Foto do programa "Ponto de Encontro": uma prostituta

Mais fotos sensuais presentes no programa "Ponto de Encontro"

Foto do programa "Ponto de Encontro": mais um exemplo de propaganda usando imagens sensuais para vender produtos. Esse tipo de material explícito não deveria estar em um programa que alega querer ensinar aos jovens a valorizar as virtudes.
  


Mais uma foto do programa "Ponto de Encontro" com conteúdo sexualmente explícito. Os jovens são indagados nessa atividade: "Qual dos dois casais está tendo uma relação sexual?"


Os jovens também são prejudicados pela ausência de avisos sobre os duradouros perigos de comportamentos promíscuos e do uso de contraceptivos. (11) Enquanto profissional que já tratou tanto de padres abusadores quanto de vítimas da crise de abusos sexuais de padres na Igreja, o que eu achei particularmente perturbador foi o fato de que as imagens pornográficas nesse programa são similares àquelas usadas por predadores sexuais de adolescentes.


A principal pessoa responsável pelo desenvolvimento e lançamento desse programa, Arcebispo Paglia, o antigo chefe do Pontifício Conselho para a Família, deveria ser judicialmente obrigado a passar por uma avaliação de uma junta de profissionais, como descrito no manual de normas “Dallas Charter” (11) referente a situações que colocam jovens em risco. Tal avaliação é particularmente importante, tendo em vista que agora ele foi colocado no cargo de chanceler do Instituto João Paulo II de Estudos sobre a Família, continuando no papel de ensinar sobre sexualidade e matrimônio.


Arcebispo Vincenzo Paglia



O programa “Ponto de Encontro” constitui-se em um abuso sexual de adolescentes católicos a nível mundial, e revela uma ignorância acerca da enorme pressão sexual que recai sobre os jovens hoje em dia, e irá resultar em uma subsequente confusão acerca da aceitação do ensinamento da Igreja por parte dos jovens. O programa representa uma grave crise futura na Igreja, e particularmente para a juventude católica e para as famílias, em proporções muito maiores do que a escandalosa crise de abuso sexual de menores, recentemente reportada pela imprensa de forma tão ampla.

O programa de “educação sexual” do Vaticano deveria ser retirado do ar pelo novo diretor do Pontifício Conselho para a Família, Bispo Kevin Farrell, tão rápido quanto possível, a fim de proteger a saúde dos jovens católicos, e ser substituída por um novo programa seguindo o excepcional ensinamento de São João Paulo II sobre matrimônio, juventude, família, e sexualidade, presente na “Familiaris Consortio – A Função da Família Cristã no Mundo de Hoje”. A Igreja ainda não assimilou completamente a riqueza de insights contida no ensinamento de São João Paulo II. Esse deveria ser o direcionamento do novo Pontifício Conselho para a Família, os Leigos, e a Vida.


As palavras de São João Paulo II pronunciadas no seu encontro com bispos e cardeais norte-americanos sobre a crise na Igreja, em 23 de abril de 2002, são tão atuais hoje quanto foram para os membros da hierarquia, e particularmente verdadeiras para o Vaticano. Ele afirmou: “[As pessoas] devem saber que os Bispos e os Sacerdotes estão completamente comprometidos na plenitude da verdade católica acerca das problemáticas da moral sexual, uma verdade que é tão essencial para a renovação do sacerdócio e do episcopado, como para a renovação do matrimônio e da vida familiar em geral”.


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Dr. Rick Fitzgibbons, MD é o diretor do Institute for Marital Healing (Instituto para a Cura no Matrimônio), perto de Philadelphia, e já atendeu milhares de casais nos últimos 40 anos, incluindo centenas de casais católicos e de jovens. Ele é também Professor Adjunto do Instituto João Paulo II para Estudos sobre o Matrimônio e a Família na Universidade Católica, além de ser membro do International Institute for Forgiveness (Instituto Internacional para o Perdão).


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Notas de Rodapé


(1) Fitzgibbons, R. & O’Leary, D. (2011) Sexual Abuse of Minors by Catholic Clergy, The Linacre Quarterly 78(3) (August 2011): 252–273. [Abuso sexual de menores pelo clero católico].


(2) Fitzgibbons, R. (2016) Forthcoming: “Children of Divorce: Conflicts and Healing” in Margaret McCarthy (ed.), Torn Asunder: Children, the Myth of the Good Divorce and the Recovery of Origins, Grand Rapids: Eerdmans, pp. 51-65. [Crianças do divórcio: conflitos e cura. Em: Crianças, o Mito do Bom Divórcio e a Recuperação das Origens].


(3) Fitzgibbons R.  (2015).  Quick and Easy Annulments Pose Grave Risks to the Family.  Retrieved from https://www.lifesitenews.com/opinion/dr.-rick-fitzgibbons-quick-and-easy-annulme...; Adkins, J. et al. (2015).  Remember our Children.  America, November 12, 2015. [Nulidades matrimoniais fáceis e rápidas colocam em grave risco as famílias]


(4) Twenge, J., & Campbell, W. K. (2009). The narcissism epidemic: Living in the age of entitlement. New York, NY: Aria Books. [A Epidemia Narcisita: vivendo na era dos direitos.]


(5) Fitzgibbons, R. (2016). Retrieved from www.childhealing.com/The Addicted Spouse and Child Healing [O cônjuge com vício e a cura da criança].


(6) Kleponis, P. (2014) Integrity Restored: A Catholic Guide to Pornography.  Steubenville: Emmaus Road, p. 19. [Integridade restaurada: um guia católico com relação à pornografia]


(7) Grossman, M. (2007). Unprotected: A Campus Psychiatrist Reveals How Political Correctness in Her Profession Endangers Every Student. St. Cloud, MN: Sentinel. [Desprotegidos: um psiquiatra da universidade revela como o politicamente correto em sua profissão coloca em perigo todos os estudantes]


(8) Enright, R., & Fitzgibbons, R. (2014). Forgiveness therapy: An empirical guide for resolving anger and restoring hope. Washington, DC: American Psychological Association Books, pp. 171-202. [A terapia do perdão: um guia empírico para aplacar a ira e restaurar a esperança]


(9) Extraído de https://www.lifesitenews.com/news/vatican-surrenders-to-sexual-revolution-with-release-of-sex-ed-program-life.


(10) Petition urges Pope Francis to withdraw ‘nightmare’ Vatican sex-ed program


(11) Fitzgibbons, R. (2015).  Extraído de www.thecatholicthing.org/2015/01/29/contraceptions-cascading-rampage.


(12) O “Dallas Charter” é um conjunto de procedimentos estabelecidos pela Conferência dos Bispos dos Estados Unidos (USCCB) em junho de 2002 a fim de lidar com alegações e casos de abusos sexuais perpetrados por clérigos católicos. Mais informações em: http://www.usccb.org/issues-and-action/child-and-youth-protection/charter.cfm

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Enquanto vocês dormem

Por Lindsay Murray

Traduzido de: http://www.onepeterfive.com/while-you-lay-sleeping/



Enquanto vocês dormem, sentei no corredor e dobrei as roupas lavadas. Enquanto eu tirava as roupas da trouxa e as dobrava, me encantei com pequenas camisetas estampadas com personagens de história em quadrinhos. Eu me maravilhei com pequeninas roupinhas de banho, e sorri abertamente com minúsculos pares de meia. Dobrei as camisetas brancas de seu pai e notei as manchas de sujeira na parte da frente. Pensei na caixa que ele montou para nossa horta caseira e em como ele quer fazer mais caixas. Olhei para minha pilha de velhas roupas pretas, surradas e baratas. Será que um dia vocês vão se lembrar de mim em meu “uniforme” de calça e camiseta preta?

Enquanto vocês dormem, eu recolhi seus brinquedos. Peguei seus desenhos e juntei à pilha de aquarelas que vocês todos pintaram hoje. Eu sei o quanto vocês ficariam chateados se eu jogasse fora todos os seus trabalhos de arte. Podem parecer apenas uns rabiscos para mim, mas para vocês, para todos vocês, era um mapa do seu clubinho e as regras para seus membros. Recolhi seus livros e me certifiquei que vocês tinham marcado as páginas onde tinham parado de ler. Encontrei seus pares de sapato, um na cozinha, outro debaixo do sofá, e os guardei de volta no guarda-roupas. Enxaguei a louça e limpei a mesa.

Enquanto vocês dormem, liguei para minha mãe e compartilhei com ela todas as coisas engraçadas e marcantes que vocês fizeram naquele dia. Nunca me canso de falar de vocês. Nunca fico entediada de contar seus progressos. Se alguém ouvisse, com certeza pensaria que nada daquilo era novidade, mas para mim, é tudo extraordinário. O orgulho que sinto por todos vocês aumenta na medida que relembro o modo como vocês ajudaram sua irmã a aprender algumas novas palavras, e a distância que vocês conseguiram rebater aquela bola.

Você contou até cinco.
Você conseguiu andar de bicicleta sem as rodinhas.
Você dormiu sem fralda.
Você limpou o banheiro sem ninguém pedir.

Enquanto vocês dormem, seu pai e eu rimos um para o outro enquanto limpávamos tudo. Ele me contou sobre seu dia, e eu compartilhei sobre o meu. Nós dançamos a dança que fazemos todo dia, e giramos um em torno do outro com os braços cheios de coisas para jogar no saco de reciclagem. Eu passei o aspirador de pó ao redor de seus pés enquanto ele limpava uma vidraça cheia de marcas de mãos nas portas deslizantes, e nós rimos. Vocês ouviram nossa risada quando estavam deitados na cama? Vocês pegaram no sono enquanto ouviam nossas vozes no andar de baixo? Eu me lembro de ouvir meus pais quando tinha a sua idade, e como isso me preenchia com um sentimento profundo de segurança e conforto. Será que vocês ouviam a emoção em nossas vozes quando finalmente pudemos ficar juntos sem ser interrompidos por vocês? Espero que vocês saibam que seu pai é meu melhor amigo. Eu queria que vocês pudessem ver o quanto adoramos um ao outro quando finalmente temos a chance de olhar nos olhos um do outro sem alguém gritando por nossa atenção.

Enquanto vocês dormem, pegamos nossos telefones e olhamos fotos de vocês quatro. Estudamos fotos que já tínhamos visto centenas de vezes e mostramos a tela para o outro dizendo, “Veja! Lembra quando eles eram pequenos assim!”. Preciso que vocês saibam que embora muitos dias se passem em que eu pareço contar as horas pra vocês dormirem, não passa cinco minutos depois e eu já sinto uma saudade tão profunda de vocês que meu estômago realmente dói com a saudade. Eu não sou eu mesma sem vocês. Seu pai e eu mostramos um ao outro vídeos de vocês todos brincando e sendo sapecas, e rimos até chorar porque o silêncio é muito vazio sem vocês.

Enquanto vocês dormem, seu pai pagou as contas que nos mantêm aquecidos e alimentados. Planejei seu próximo dia de lições e fizemos listas de compras e consertos de casa. Falamos sobre o galpão que precisamos para o inverno, e sobre como nossa grama cresceu pouco no verão. Ficamos preocupados com um de vocês que parecia triste hoje, e sobre os esportes que poderiam tentar. Falamos sobre como aquelas meninas eram legais, e como esse era exatamente o tipo de amizade que gostaríamos que vocês tivessem. Ficamos pensando em quanto tempo mais nosso carro duraria. Sentimo-nos culpados por achar que passaram um verão entediante. Prometemos um ao outro planejar um programa familiar durante o outono. Prometemos um ao outro que iríamos finalmente contratar uma babá, e conhecer aquele novo restaurante da cidade, aquele que acabou de ganhar um prêmio. Dizemos essas coisas todas as noites, de um jeito ou de outro. Há tanto contentamento na familiaridade dessas palavras, no jeito com que os casais se falam depois de anos de casamento.

Enquanto vocês dormem, rezamos por vocês. Rezamos para que vocês continem seguros, saudáveis, e santos. Agradecemos a Deus por todos vocês e pedimos a Ele para ser os melhores pais que possamos ser. Pedimos a Deus perdão porque gritamos de novo, fomos impacientes, e não um modelo de virtude. Ficamos um tempo ouvindo palestras dadas por homens e mulheres fiéis, santos de tempos passados, e santos em formação, para crescer em santidade e levá-los no mesmo caminho. Lemos os artigos que tínhamos salvo durante o dia, pois agora tínhamos tempo para ler com cuidado. Comentamos como o mundo anda preocupante hoje em dia, e rezamos de novo. Perguntamos um ao outro “e se...”, e ficamos ansiosos, e especulando sobre como será o mundo quando vocês forem da nossa idade, e de novo rezamos.

Enquanto vocês dormem, assistimos um episódio de um de “nossos shows”, e me recostei no colo do seu pai enquanto ele brincava com meu cabelo. Eu sei que vocês raramente nos veem assim, e isso é uma pena. Não devíamos esperar até tudo ficar calmo para nos abraçar no sofá. Vocês precisam ver mais disso. Acreditem em mim, nos abraçamos enquanto assistimos alguma coisa que gostamos, e vou contar uma verdade: por mais que gostemos de vocês, esse momento é a parte favorita de nosso dia.

Enquanto vocês dormem, checamos as portas e as janelas e trancamos a casa. Certificamos que todos estavam sãos e seguros. Ficamos em frente da janela principal da casa, e olhamos para a rua escura e seu pai colocou o braço ao meu redor. E assim como em outras noites, agradecemos a Deus por nossa casa, por mais um dia vivido na paz. Subimos as escadas, exaustos e agradecidos, e colocamos a cerquinha de bebê, porque um de vocês caminha durante o sono. Nós nos alternamos abrindo as portas dos seus quartos, indo silenciosamente para suas camas. Eu sempre tento ver o peito subindo e descendo com a respiração, e só pra ter certeza, coloco minha mão embaixo do corpo para sentir o coração batendo, e mais uma vez, agradeço a Deus.

Enquanto vocês dormem, ainda parecem os bebês que trouxemos para casa alguns anos atrás.

Nove anos atrás,
Sete anos atrás,
Quatro anos atrás,
Dois anos atrás...

Cada um de vocês está tranquilo no escuro, meio suados de sonhar, agarrados a lençóis especiais e ursinhos de pelúcia rasgados. Vocês não mudaram muito, e isso toca meu coração profundamente, toda noite. Isso nunca passa, assim como vocês nunca crescem, na hora do sono. Vocês podem me achar boba e super emocional, mas saberão o que é esse amor um dia, quando estiverem diante dos próprios filhos dormindo, extasiados e chorando porque nada se compara a isso. Tracei uma cruz com meu polegar nas suas testas, e sussurrei “Deus abençoe” enquanto beijava cada bochecha.

Enquanto vocês dormem, seu pai e eu nos aconchegamos em nossa cama de casal. Aquela que esperamos mais de uma década para comprar. Voltamo-nos um para o outro, e de novo e de novo, nosso amor transborda. Esse dom do matrimônio é vivido ao redor do mundo enquanto vocês dormem, e, com ele, milhares de preces são enviadas aos céus pedindo mais filhos, e que o amor se multiplique.

Enquanto vocês dormem, tentamos finalmente pegar no sono. Nunca é um sono totalmente restaurador, pois um pai sempre fica alerta. Enquanto vocês dormem, levantamos com cada som e escutamos cada choro para saber se vocês precisam de nós.

Enquanto vocês dormem, vocês podem sonhar livremente e respirar facilmente porque estamos logo aqui no final do corredor, sempre prontos caso vocês precisem, mesmo quando estamos na cama, pois enquanto vocês dormem, vocês nunca estão sozinhos.

E mesmo se dormimos,
sonhamos com vocês
porque levamos vocês sempre conosco,
mesmo quando estão dormindo.

domingo, 31 de agosto de 2014

É possível viver a castidade na faculdade?



Em uma sociedade que iguala a masculinidade ao número de parceiros sexuais, eu sentia que seria rotulado como algo menos que um homem se admitisse que era virgem. Apesar da minha ansiedade, ainda sentia que a coisa certa a se fazer era esperar para ter sexo depois do casamento. Eu tinha aprendido sobre a virtude da castidade ao longo dos anos, mas dentro de mim ainda sentia a pressão da sociedade no sentido de ceder ao sexo antes do casamento, e esse conflito atingiu o ápice durante o meu tempo na faculdade.

Eu comecei a faculdade em 2008. Foi a primeira vez em que tive que me confrontar diariamente com comportamentos de promiscuidade. No meu primeiro final de semana na faculdade percebi que a principal razão pela qual muitos rapazes iam para festas era simplesmente para “ficar” com alguma garota. Uma vez eu estava em uma festa na casa de um colega, e posso me lembrar de um amigo me induzindo: “vai falar com ela”, apontando para uma garota, “provavelmente você não vai ter muito trabalho para levá-la para a cama hoje à noite”. Eu ri, e tentei agir de maneira natural, mas em minha cabeça estava pensando: “Eu sequer sei o seu nome! Eu não vou beijá-la, muito menos tentar levá-la para a cama”. E esse não foi um incidente isolado... Essa rotina se repetiu freqüentemente durante os meus primeiros anos de faculdade. A verdade era que, não importa com quantas garotas eu tinha falado ou com quem tinha dançado naquela noite, eu simplesmente não conseguir ir além quando pensava em “avançar os sinais”. Então eu ia para uma festa, saía com meus amigos, talvez dançava com uma garota, e depois eu ia para casa. Sozinho.

Meus amigos provavelmente pensavam que eu era “devagar”, mas muito cedo eu percebi que o que eu estava procurando não podia ser encontrado em uma festa. Eu queria encontrar uma mulher com quem pudesse compartilhar toda a minha vida, não apenas o meu corpo. Eu não queria viver a versão “hollywoodiana” da fantasia masculina de “sexo-sem-fim-sem-compromisso”; eu queria ser um verdadeiro cavalheiro.

Então eu lutava nessa dicotomia entre cultura e consciência. Eu procurei por mulheres que fossem capazes de viver para além da mentira dos “ficas” e dos programas de uma noite - mas era difícil de encontrar alguém assim, e era tentador ignorar os apelos da consciência. Eu estava começando a me questionar se eu estava errado, se por acaso os ideais em que eu tinha acreditado em minha mente não eram sequer possíveis no mundo de hoje. Será que eu era tão inocente como a sociedade imagina que são aqueles que procuram viver a castidade?

Finalmente, no último ano de faculdade, eu encontrei Jennifer, a mulher que iria se tornar minha esposa. Desde o momento em que a encontrei sabia que tinha algo de diferente nela. Nós realmente estávamos comprometidos com a castidade, e estávamos vivendo aquilo juntos. Assim como acontece com a maioria das coisas na vida, foi muito mais fácil para nós viver esse desafio com uma pessoa que tem o mesmo pensamento e o mesmo objetivo.

Muitos de meus amigos ainda acham estranho o fato de Jennifer e eu não termos mantido relação sexual depois de 3 anos de namoro. Nós aprendemos a expressar nosso amor de outras formas. Eu enviava para ela cartas escritas, trazia flores para ela sem ter nenhuma ocasião especial, e planejava encontros que não necessariamente tinham uma expectativa por trás deles. Ela sabia que quando eu dava demonstrações espontâneas de gentileza eu não estava fazendo isso porque queria levá-la para a cama, mas porque eu a amava e simplesmente queria fazê-la feliz.

A tentação física sempre vai existir, quer você seja solteiro ou casado, mas para preservar o sexo só para o casamento você precisa ser um homem corajoso. Ceder a todas as tentações sexuais vai deixá-lo sedento por algo mais profundo e mais substancial. Eu ouvi isso de amigos. Um de meus melhores amigos uma vez me disse: “Depois que tenho relação sexual com uma garota, me sinto sujo quando vou para casa naquela determinada noite. Sinto alguma coisa no meu coração que me diz que há algo mais do que aquilo”. Se você aprende a controlar os seus desejos e aprende a canalizá-los, vai acabar em algo bonito, algo pelo qual os humanos anseiam - o verdadeiro amor.

Jennifer e eu nos casamos no final de junho de 2014. Eu estava feliz por poder me entregar livremente, abertamente, e sem vergonhas ou memórias de experiências passadas, e feliz por termos esperamos pelo sacramento do matrimônio para nos tornar um só. Quando estávamos adormecendo, em nossa noite de núpcias, Jennifer sussurrou no meu ouvido: “Obrigado por esperado por mim”. Ouvir essas seis palavras valeram mais a pena do que qualquer prazer que o mundo pudesse oferecer.

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Jeff Swierzbinski se graduou em Ciência Política e Sociologia na Universidade de Delaware. Ele é militar sevindo em Ft. Bragg, Carolina do Norte, Estados Unidos, onde vive com sua esposa, Jennifer.








Traduzido de: http://chastityproject.com/2014/08/chastity-college-possible/

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Dizer sim ao sexo


Em seu contexto apropriado, Deus ama o sexo. Ele poderia ter escolhido a cegonha como meio de procriação, mas Deus tinha outros planos. Muitas vezes pode parecer que o assunto da castidade se resume a um grande "não". Mas na verdade a castidade em um sentido mais profundo é um grande "sim". Quando confiamos em Cristo e seguimos seus planos descobrimos o que o demônio tenta nos esconder.

Considere esse exemplo:

Muitos secadores de cabelo vêm com uma etiqueta que explica: "não usar perto da água". Porque? - você pode se perguntar. Aparentemente muitas pessoas por aí pensavam que podiam se lavar e secar ao mesmo tempo. Os fabricantes se sentiram então obrigados a informar a todas as pessoas que essa não era uma boa idéia. Será que alguém ficou com raiva dos fabricantes de secador de cabelo? Claro que não! Eles apenas forneceram esta instrução porque eles fabricaram o secador, e sabem como ele funciona. Com certeza você é livre para usar no chuveiro se quiser, mas os criadores quiseram avisá-lo de que isso não teria um final feliz (Você pode até morrer de choque elétrico). Talvez o seu Criador esteja avisando de que maneira se deve praticar sua obra prima. Isso não apenas para prevenir um desastre, mas também de modo que você possa viver para glorificá-lo.

Isso tudo porque o sexo conjugal é sacramental

É isso mesmo: eu acabei de usar as palavras "sexo" e "sacramento" na mesma frase. Uma maneira de compreender um sacramento é pensar nele como um sinal exterior de uma graça interior. Deus nos concedeu os sacramentos para que não perdêssemos as coisas extraordinárias que ele quer fazer em nossas vidas! É uma maneira que temos de ver, ouvir, sentir e experimentar uma realidade sobrenatural que está acontecendo no interior das nossas almas. Nos sacramentos nos é dada a chance de testemunhar fisicamente uma realidade espiritual superior. O ato sexual dentro do contexto do matrimônio também pode ser pensado como um sinal visível de uma realidade invisível. Foi feito para nos fazer mais santos, para que possamos glorificar a Deus com nossos corpos. Isso significa que a relação sexual é um momento onde o casal recebe graças! No casamento podemos ser santificados através da união sexual.

No ato sexual dentro do matrimônio, Deus contribui com sua criação a fim de criar

É no ato sexual que nos tornamos co-criadores com Deus. Pare e pense sobre isso por um momento. É impressionante. Podemos ter uma noção do mistério da Trindade olhando para a estrutura da família. Na Trindade, Deus se revela como uma eterna comunhão de amor-doação. No matrimônio esse dom de si é expresso em um nível humano na união do casal. O sexo foi criado como uma manifestação exterior de uma realidade interior: o amor. O potencial desse intercâmbio é tão poderoso que nove meses depois você dá a ele um nome. Não, Deus não escolheu a cegonha; ele decidiu ao contrário nos envolver em seu poder criador.

Então, se você fosse o demônio, onde colocaria seu ataque mais estratégico sobre a humanidade?

O demônio tem conseguido sucesso em fazer o sexo parecer tão casual, e ao mesmo tempo nos fazer acreditar que é algo sujo. A pessoa comum provavelmente não tem idéia de que existe algo de santo no sexo. Se a sexualidade foi pensada para nos unir a Deus através da família, então satanás certamente acredita que deve fazer um grande esforço para distorcer essa realidade. Imagine que o plano de Deus para o amor e o matrimônio é como uma maravilhosa festa. O Senhor está diligentemente preparando este banquete para você, e mal pode esperar para recebê-lo assim que ele estiver pronto. Por outro lado, o demônio tenta nos dissuadir de esperar, nos tentando a se banquetear com carne crua. Nós temos a liberdade de esperar por aquilo que está por vir, ou ceder para o que é fácil e rápido. Deus tem planos incríveis para você. A questão é: você vai dizer sim?



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Katie Hartfiel é uma autora e palestrante dedicada a compartilhar o intenso amor de Deus. Ela se formou na Universidade Franciscana de Steubenville, onde recebeu diploma de Teologia. Serviu em grupos de jovens por sete anos em Houston, onde hoje reside com seu marido, Mark, e suas duas filhas. Em 2012, Katie lançou seu primeiro livro, Woman in Love (Mulheres apaixonadas) disponivel em womaninlove.org.




Traduzido de: chastityproject.com/2014/08/say-yes-sex/

domingo, 27 de julho de 2014

5 mitos sobre masturbação


Tenho lido alguns livros, e até mesmo feito cursos sobre o assunto, mas nada poderia ter me preparado completamente para dar um curso de Teologia do Corpo para 150 adolescentes, por um ano.

Palavras não podem descrever como é uma sala cheia de garotos de 14 anos tentando discutir com maturidade a mecânica do sistema reprodutivo masculino.

Um dia, quando a aula estava terminando, um dos estudantes me perguntou uma questão que eu pensei que fosse uma piada. Ele queria saber se era verdade que a pessoa explode caso não se masturbe regularmente.

Custou um pouco para que eu percebesse que ele estava sendo completamente sério, e foi então que eu percebi que nosso mundo se tornou um mundo muito confuso.

Aqui estão cinco mitos sobre masturbação que eu acredito terem infectado nossa cultura:

Mito nº 1: Só homens se masturbam

Muito embora sejam os rapazes a fazer piadinhas sobre masturbação, a verdade é que esse é um assunto que também afeta muitas mulheres. Assim como acontece em outros assuntos ligados à sexualidade, o que é assunto de piadas para os homens é fonte de vergonha para as mulheres que sofrem com isso.

Até mesmo nos grupos de jovens, as palestras sobre castidade para os rapazes geralmente incluem o tema da masturbação, enquanto para as mulheres infelizmente esse assunto não é abordado com a mesma frequência.

Mito nº 2: Isso não pode ser pecado, é "natural"

A existência de algo na natureza nunca é um bom argumento para assuntos morais. Já ouvi gente usando esse argumento depois de descobrir que certos animais se masturbam.

Qualquer pessoa que tenha andado por aí pode confirmar que os animais fazem um monte de coisas estranhas. Já vi cachorros comendo o próprio vômito e macacos que brincam com seus excrementos, mas nenhuma dessas coisas "naturais" deve ser um exemplo a inspirar imitação.

Mito nº 3: Não faz mal a ninguém

Tudo que fazemos nessa vida serve como treinamento, seja para a virtude ou para o vício. Cada atleta, músico, ator ou atirador poderá lhe confirmar como a prática é importante. A masturbação nos treina a pensar que o desejo sexual é algo que deve ser satisfeito imediatamente, e reforça a idéia de que o sexo não passa de gratificação egoísta e instantânea.

Amar significa se doar e sacrificar os próprios desejos em prol de outra pessoa, e a masturbação nos treina para o contrário: fazer o que quer que seja, contanto que nos sintamos bem. A masturbação destrói lentamente, porém com eficácia, nossa habilidade em dar e receber amor verdadeiro.

Mito nº 4: É apenas uma maneira de aliviar as tensões sexuais

Você já leu nos jornais aquela história sobre o adolescente que entrou em combustão por causa da tensão sexual acumulada? Não? Eu também não. Simplesmente porque isso não existe. De acordo com essa lógica, as pessoas que se masturbam seriam as pessoas mais sexualmente puras e em paz que existe.

Isso seria mais ou menos como falar para alguém controlar a raiva esmurrando outra pessoa, porque seria uma boa maneira de "aliviar as tensões". Não vale a pena sentir a culpa, a vergonha e a solidão que estão ligada ao pecado apenas por uma sensação momentânea de alívio.

Mito nº 5: É só uma fase que você está passando

Assim como acontece com todos os pecados, a masturbação não vai simplesmente embora com o tempo. Na verdade ocorre o oposto: quanto mais fazemos, mas nos tornamos escravos do hábito. Não é um problema que desaparece magicamente com o casamento.

Há tantos casamentos que foram arruinados por causa do vício da masturbação de um dos cônjuges... Quando um marido ou uma mulher se volta a si mesmo para gratificação sexual, o outro cônjuge vai naturalmente se sentir inadequado(a).

Mas saiba que há esperança, independente de seu passado, de seus hábitos, ou de sua falta de força de vontade.

Deus não está torcendo por você à distância; Ele vive em você para lhe dar força onde você é fraco. Corra para o Sacramento da Reconciliação (confissão) e você encontrará cura e liberdade.

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Brian Kissinger vive em Fairfax, Virginia, Estados Unidos, onde serve como coordenador de grupo de jovens e ensina Teologia do Corpo nas escolas.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Quatro dicas para encontrar o verdadeiro amor (para homens)



Embora eu seja um homem, acho muito mais difícil ajudar os homens do que as mulheres quando se trata de amor e relacionamentos. Aprender lições sobre amor e masculinidade reque um certo grau de reflexão pessoal. Aprender a ser um homem que ama requer ficar aos pés da cruz e aprender do Rei, que nos criou como homens e que assumiu a masculinidade em sua própria carne.

Há muito dias atrás escrevi um post chamado "Quatro dicas para encontrar o verdadeiro amor (para mulheres)". Estou casado há 8 anos, além dos mais de 4 anos de namoro. As lições que aprendi sobre as mulheres e sobre o amor eu devo inteiramente às lições que aprendi tentando amar minha esposa.

Tive que parar e refletir um pouco sobre o tema na perspectiva dos homens. O que poderia lhes dizer sobre encontrar o verdadeiro amor? Aqui estão minhas conclusões:

Sua força não está no que você faz, mas em quem você é

Os homens entendem a força como algo que é desejável possuir - e com razão. Deus fez os homens para que eles tivessem força. Nossos corpos são geralmente fisicamente mais fortes do que os das mulheres. E por encontrarmos força em nosso corpo, podemos nos sentir tentados a medir nosso valor apenas no que conseguimos conquistar com o trabalho de nossos corpos. Mas força e valor não dependem do que fazemos - não podemos ganhar nosso valor e nossa força. A força é encontrada em se tornar um homem de virtude e de integridade. É o sucesso em se tornar um grande homem.

As mulheres devem ser amadas por quem são, e não pelo que podem fazer por você

Nossa cultura ensina aos homens que as mulheres são algo a ser conquistado. Um verdadeiro homem não conquista a beleza de uma mulher - ele a cuida e a protege. As mulheres são pessoas com esperanças, sonhos e a habilidade de amar e ser amadas. Quando a tratamos como objetos para o prazer - seja em um relacionamento ou através da fantasia e da pornografia - nós destruímos nossa capacidade de amar, porque fazemos da pessoa um meio para um fim, ao invés de uma pessoa a ser valorizada e amada.

Fique longe de mulheres que colocam apenas nos seus ombros todos os desejos de felicidade que ela tem

Há uma enorme diferença entre esperar que seu futuro marido vá lhe levar à felicidade e estar convencida de que seu futuro marido vai lhe trazer felicidade. Muitas mulheres caíram na mentira do "príncipe encantado". Elas estão por aí esperando que um rapaz venha e case com elas para que possam viver felizes para sempre. Mulheres que caem nessa mentira se tornam emocionalmente dependentes do homem, e sua integridade fica facilmente prejudicada. Uma mulher que pode te levar para o altar é uma mulher que já esteve lá inúmeras vezes antes (em oração), porque ela compreende que a futura felicidade está em Cristo na eternidade, e ela está disposta a colocar sua confiança em você, para que você a leve até Ele.

Uma relação com Deus vai lhe ensinar a amar. É a conquista mais importante que você jamais terá na vida

São Paulo ordenou que os homens amassem suas esposas como Cristo amou a Igreja (Efésios 5). Jesus lavou os pés da Igreja. Ele se sacrificou e morreu pela Igreja. Quando passamos nossa vida aos pés da cruz em oração aprendemos a fazer o mesmo pela mulher que amamos.

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Everett Fritz trabalha em um ministério jovem, possui formação em Teologia Pastoral com concentração em Catequese e Evangelização. É formado em Teologia pela Universidade Franciscana de Steubenville. Everett reside em Denver com sua mulher Katrina e seus três filhos. Seu site é http://everettfritz.com/

* Traduzido de: http://chastityproject.com/2014/07/four-keys-finding-love-men/
(C) Chastity Project

sábado, 19 de julho de 2014

A coisa mais importante que podemos fazer juntos


Coloque-se no lugar de Teresa. Em sua frente está esse jovem rapaz que finalmente criou coragem para pedir para sair com ela, o que obviamente custou até a última gota de sua coragem. Porém, mas começaram a sair juntos, ele claramente se prepara para pedir algo mais.

O que será?

Finalmente, ele diz: "Podemos rezar juntos?"

Ela, na verdade, riu na cara dele. Mas foi uma coisa natural. Ele é tão fofo! Claro que ela vai rezar com ele. E então, sua voz falhando, ele começa a rezar a Ave Maria com ela.

No meio da oração, ele esquece as palavras. Não seria grande problema, a não ser pelo fato de que ele é um ex-seminarista, e agora estava dando palestras sobre a fé católica. Ele fala para grupos numerosos de paróquias por todo o país, mas agora se apresenta tão nervoso ali rezando com ela, tanto que esquece a segunda oração católica mais conhecida do mundo depois do Pai Nosso.

Bem... sim... claro que esse rapaz desastrado era eu. E... sim... Teresa se casou comigo, apesar de meus esquecimentos.

Mas por que foi tão difícil pensar em rezar juntos como um casal? Talvez não seja surpreendente porque. Rezar juntos pode, na verdade, ser uma coisa mais íntima do que sexo. Você tem que compartilhar sua alma. Não é fácil de fazer isso. É muito mais fácil não dizer nada.

Mas você tem que superar esse sentimento de estranheza. A fé sem a oração é apenas um hobby. E a oração, na verdade, é a coisa mais importante que vocês jamais vão fazer juntos enquanto casal.

Como eu sei disso? É científico. E é teológico.

Hoje em dia se vê muitas estatísticas furadas na internet. Mas pesquisas confiáveis mostram que os casais que rezam juntos têm 35% a menos de chance de acabar em divórcio. E isso é uma diferença maior do que você pode pensar ou conseguir com qualquer outro fator em suas vidas.

Mas embora manter seu casamento estável seja muito importante, eu não acho que essa seja a razão principal para vocês rezarem juntos. Lembrem-se disso: o destino de vocês é o céu, e você quer viver a eternidade ali. E a eternidade é muito tempo!

Seu casamento é a escola onde você vai aprender a viver no céu. Você aprende a colocar Deus no centro, e seu relacionamento floresce. O amor domina você. Isso é o céu. Isso faz a oração ser tão importante, não é mesmo? Então, pense nisso. Pense em todos os aspectos. Veja como é importante rezar juntos. Porque enquanto vocês não perceberem que é a coisa mais importante que vocês jamais farão juntos, não vai acontecer. Eu conheço a natureza humana. Vocês estarão muito ocupados. Não vão querer começar um diálogo constrangedor.

Comecem com sete minutos por dia. É um número legal, fácil de lembrar, e dificilmente vai tirar o tempo de fazer todas as coisas que vocês precisam fazer. Mas rezar por mais tempo é bom. Menos tempo também está legal. Apenas comecem. Passar por esse primeiro passo de começar é que é o mais importante.

"Não vai ser estranho?" alguém me perguntou uma vez. "Estamos casados há 13 anos, e agora... isso...". Sim, vai ser estranho. Vocês estão falando com Nosso Senhor juntos, a fonte de todo amor. Vocês vão ter tanta vergonha quanto no primeiro encontro. Mas esse encontro valeu a pena, não é mesmo?

Quando vocês devem rezar? Logo antes de dormir pode ser uma boa hora, mas se vocês estiverem realmente cansados, pode ser muito fácil de esquecer ou desistir. Tentem encontrar uma hora em que ambos se sintam bem despertos.

Como devemos rezar? São João Paulo II tinha uma resposta bem fácil para essa pergunta: "Eu devo dizer: reze da maneira que quiser, contanto que reze". Talvez, comecem com o Pai Nosso. Então peçam a Deus que os ajude a amá-lo mais amanhã do que amaram hoje. Eu sempre digo às pessoas que terminem com a Ave Maria. (Se você lembrar das palavras...)

E quando começar? Essa é fácil: comecem agora!

Sem desculpas. Se você atrasa um dia, pode atrasar um ano.

Comecem a rezar juntos agora - não importa se estão namorando, noivos, ou casados. Não importa se é pelo telefone ou pessoalmente. Vocês estarão fazendo a melhor coisa para vocês dois. Você vai estar fazendo a melhor coisa para seu casamento. E você vai estar pronto para o céu quando Deus o chamar e você tiver que responder.

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Jon Leonetti é um palestrante católico conhecido internacionamente, autor de livros e apresentador de programas de rádio. Traduzido de Chastity Project: http://chastityproject.com/2014/07/single-important-thing-youll-ever-together/

domingo, 6 de julho de 2014

Por que no pedido de casamento o homem deve estar de joelhos?


Há cerca de um ano atrás estava viajando com um grupo de amigos. Eu me lembro que uma amiga me cutucou e chamou minha atenção para um jovem casal que estava a uma certa distância.

A jovem mulher estava olhando para ele, com suas mãos cobrindo sua boca em uma expressão de surpresa. O jovem rapaz tinha um lindo anel de diamante em suas mãos, e estava com um joelho apoiado no chão, olhando para ela. Na mesma hora já sabíamos o que estava acontecendo, por causa daquele gesto característico.  Ele estava pedindo a ela para passar o resto de sua vida com ele no matrimônio.

Fazemos genuflexão na Igreja, e em frente de reis e rainhas, mas por que um homem faz o mesmo gesto diante da mulher a quem ama?  E por que devemos manter essa conhecida tradição?

A origem dessa tradição é incerta, mas já se faz presente há séculos. Os católicos fazem a genuflexão antes de sentar em seu lugar na Igreja, colocando um joelho no chão, como sinal de respeito pelo tabernáculo onde está a Eucaristia. Os cavaleiros se ajoelham diante do rei quando vão receber alguma homenagem, e quando se apresentam demonstrando respeito e honra à realeza. Na guerra, o exército vencido se ajoelha diante do exército vencedor da batalha em sinal de rendição.

Respeito. Honra. Rendição. Submissão. Essas são as razões pelas quais o homem se ajoelha ao pedir em casamento. Em sinal de respeito, o homem se curva em um ato de humildade diante da mulher com quem deseja passar a vida toda.

Há ainda outro significado. Quando está ajoelhado, o homem está na altura do ventre da mulher, onde está o santuário da vida. Ele está honrando o corpo dela, e honrando a criação de Deus, que merece ser venerada. O homem está se rendendo e comprometendo o resto de sua vida a amar sua esposa. Ele está entregando sua solteirice e entrando na paternidade ao se comprometer na criação dos filhos com ela, e em permanecer fiel a ela em todas as coisas.

Eu não sei onde aquele casal está agora. Da última vez que os vi, estavam nos degraus de uma escadaria discutindo como contar para suas famílias a boa notícia. Eu não sei se eles tinham consciência da beleza e do significado desse gesto de colocar um joelho no chão, mas eu rezo para que ela tenha compreendido o dom de si que ele fez para ela.

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Hannah Crites é estudante de Teologia e Comunicação Social na Universidade Franciscana de Steubenville (EUA). Conheça mais artigos dela em:  http://youngcatholiccentral.wordpress.com/

Traduzido de: http://chastityproject.com/2014/07/men-purpose-one-knee/

domingo, 3 de novembro de 2013

BloodMoney - Aborto Legalizado

*Bloody Money – O Aborto Legalizado*. Este filme vai estrear nos cinemas dia 15 de novembro, e a grande imprensa vem boicotando sua divulgação, já que ele critica o aborto. Está fora do Estadão, da Folha, Globo… parece que só a Band vai abrir um espaço! Ajude a divulgar esse filme, assista, indique a amigos. É muito importante que todos conheçam a verdade sobre o aborto!



sábado, 5 de outubro de 2013

Relação sexual e contracepção: perguntas e respostas à luz da fé católica



casal

1. Para que serve a união sexual?
Para exprimir o amor entre os cônjuges e para transmitir a vida humana.
2. Toda relação sexual tem que gerar filhos?
Não necessariamente. Mas ela deve estar sempre aberta à procriação. Senão ela deixa de ser um ato de amor para ser um ato de egoísmo a dois.
3. Uma mulher depois da menopausa não pode mais ter filhos. Ela pode continuar a ter relações sexuais com seu marido?
Pode. Pois não foi ela quem pôs obstáculos à procriação. Foi a própria natureza que a tornou infecunda.
4. Um homem que tenha o sêmen estéril não pode ter filhos. Mesmo assim ele pode ter relação sexual com sua esposa?
Pode. Pois não foi ele quem pôs obstáculos à procriação. Foi a própria natureza que o tornou infecundo.
5. E se o homem ou a mulher decidem por vontade própria impedir que a relação sexual produza filhos?
Neste caso eles estarão pecando contra a natureza. Pois é antinatural separar a união da procriação.
6. Quais são os meios usados para separar a união da procriação?
Há vários meios, todos eles pecaminosos:
a) o onanismo ou coito interrompido: consiste em interromper a relação sexual antes da ejaculação (ver Gn 38,6-10)
b) os métodos de barreira, como o preservativo masculino (condom ou “camisinha de vênus”), o diafragma e o preservativo feminino.
c) as pílulas e injeções anticoncepcionais, que são substâncias tomadas pela mulher para impedir a ovulação.
7. Como é que a pílula anticoncepcional funciona?
A pílula anticoncepcional é um conjunto de dois hormônios – o estrógeno e a progesterona – que a mulher toma para enganar a hipófise (uma glândula situada dentro do crânio) e impedir que ela produza o hormônio FSH, que faz amadurecer um óvulo. A mulher que toma pílula deixa de ovular, pois a hipófise está sempre recebendo a mensagem falsa de que ela está grávida.
8. A pílula é um remédio para não ter filhos?
Você não chamaria de remédio a um comprimido que alguém tomasse para fazer o coração parar de bater ou para fazer o pulmão deixar de respirar. O que a pílula faz é que o ovário (que está funcionando bem) deixe de funcionar. Logo ela não é um remédio, mas um veneno.
9. Quais são os efeitos desse veneno?
Além de fechar o ato sexual a uma nova vida, a pílula – conforme estudos realizados – expõe a mulher a graves conseqüências para a sua saúde. Eis algumas delas:
  • doenças circulatórias: varizes, tromboses cerebrais e pulmonares, tromboflebites, trombose da veia hepática, enfarto do miocárdio;
  • aumento da pressão arterial;
  • tumores no fígado;
  • câncer de mama;
  • problemas psicológicos, como depressão e frigidez;
  • obesidade;
  • manchas de pele;
  • cefaléias (dores de cabeça);
  • certos distúrbios de visão;
  • aparecimento de caracteres secundários masculinos;
  • envelhecimento precoce.
(Cf. GASPAR, Maria do Carmo; GÓES, Arion Manente. Amor conjugal e paternidade responsável. 2. ed. Vargem Grande Paulista: Cidade Nova, 1984, p. 50-51.)
10. É verdade que as pílulas de hoje têm menos efeitos colaterais do que as de antigamente?
É verdade. Para reduzir os efeitos colaterais, os fabricantes diminuíram a dose de estrógeno e progesterona presentes na pílula. Isto significa que cada vez menos a pílula é capaz de impedir a ovulação.
11. Assim as mulheres de hoje que usam pílula podem ovular?
Podem. E, caso tenham relação sexual, podem conceber. Mas quando a criança concebida na trompa chegar ao útero, não encontrará um revestimento preparado para acolhê-la. O resultado será um aborto.
12. Então a pílula anticoncepcional é também abortiva?
Sim. Este é um dos seus mecanismos de ação: impedir a implantação da criança no útero. Isto está escrito, por exemplo, na bula de anticoncepcionais como Evanor e Nordette: “mudanças no endométrio (revestimento do útero) que reduzem a probabilidade de implantação (da criança)”. A bula de Microvlar diz: “Além disso, a membrana uterina não está preparada para a nidação do ovo(a criança)”.
13. Em resumo, quais são os mecanismos de ação das pílulas ou injeções anticoncepcionais?
a) inibir a ovulação;
b) aumentar a viscosidade do muco cervical, dificultando a penetração dos espermatozóides;
c) impedir a implantação da criança concebida (aborto).
14. Existem dias em que a mulher não é fértil. Nesses dias o casal pode ter relação sexual?
Pode. Pois ao fazer isso eles não colocam nenhum obstáculo à procriação. A própria natureza é que não é fértil naqueles dias.
15. O casal pode procurar voluntariamente ter relações sexuais somente nos dias que não são férteis, a fim de impedir uma nova gravidez?
Pode, mas deve ter razões sérias para isso. Pois em princípio um filho não deve ser “evitado”, mas desejado e recebido com amor. Uma família numerosa sempre foi considerada uma bênção de Deus (Cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 2373).
16. Como se chama a abstinência de atos conjugais nos dias férteis?
Chama-se continência periódica. É popularmente conhecida como “método natural” de regulação da procriação. Não se deve falar em “planejamento familiar”, pois esse termo foi criado pelos defensores do aborto, da esterilização e da anticoncepção. Os documentos oficiais da Igreja nunca usam a expressão “planejamento familiar”. Ao contrário, usam paternidade responsável ou procriação responsável.
17. Que diz a Igreja sobre a paternidade responsável?
“Em relação às condições físicas, econômicas, psicológicas e sociais, a paternidade responsável exerce-se tanto com a deliberação ponderada e generosa de fazer crescer uma família numerosa, como com a decisão, tomada por motivos graves e com respeito à lei moral, de evitar temporariamente, ou mesmo por tempo indeterminado, um novo nascimento” (Paulo VI, Encíclica Humanae Vitae, n.º 10).
18. Dê exemplos de motivos graves que seriam válidos para se limitar ou espaçar os nascimentos através da continência periódica.
Nas palavras de Dom Rafael Llano Cifuentes, “já que o matrimônio se ordena, por sua própria natureza, aos filhos, esta decisão [de praticar a continência periódica] só se justifica em circunstâncias graves, de ordem médica, psicológica, econômica ou social”.
As razões médicas “poderiam reduzir-se a duas:
1º) perigo real e certo de que uma nova gravidez poria em risco a saúde da mãe;
2º) perigo real e certo de transmitir aos filhos doenças hereditárias”.
“As razões psicológicas estão constituídas por determinados estados de angústia ou ansiedade anômalas ou patológicas da mãe diante da possibilidade de uma nova gravidez”.
“As razões econômicas e sociais são aquelas situações problemáticas nas quais os cônjuges não podem suportar a carga econômica de um novo filho; a falta de moradia adequada ou a sua reduzida dimensão, etc.
Estas razões são difíceis de avaliar, porque o padrão mental é muito variado e porque se introduzem também no julgamento outros motivos como o comodismo, a mentalidade consumista, a visão hipertrofiada dos próprios problemas, o egoísmo, etc.” (CIFUENTES, Rafael Llano. 274 perguntas e respostas sobre sexo e amor. 2. ed. Rio de Janeiro: Marques Saraiva, 1993. p. 141.)
19. Um casal poderia utilizar a continência periódica sem ter nenhum motivo sério para espaçar ou limitar o número de filhos?
Não. Se fizesse isso estaria frustrando o plano de Deus, que disse: “Crescei e multiplicai-vos” (Gn 1,22). Para evitar que o casal decida valer-se da continência periódica por motivos egoísticos, a Igreja dá aos confessores a seguinte orientação: “… será conveniente [para o confessor] averiguar a solidez dos motivos que se têm para a limitação da paternidade ou maternidade e a liceidade dos métodos escolhidos para distanciar e evitar uma nova concepção” (PONTIFÍCIO CONSELHO PARA A FAMÍLIA, Vade-mécum para os confessores sobre alguns temas de moral relacionados com a vida conjugal, 1997, n.º 12).
20. É mais fácil educar um só filho do que muitos?
O Papa João Paulo II, quando ainda era cardeal de Cracóvia, escreveu: “A família é na realidade uma instituição educadora, portanto é necessário que ela conte, se for possível, vários filhos, porque para que o novo homem forme sua personalidade é muito importante que não seja único, mas que esteja inserido numa sociedade natural. Às vezes fala-se que é ‘mais fácil educar muitos filhos do que um filho único’. Também diz-se que ‘dois não são ainda uma sociedade; eles são dois filhos únicos’”(WOJTYLA, Karol. Amor e responsabilidade: estudo ético. São Paulo: Loyola, 1982. p. 216.)
De fato, o filho único está arriscado a ser uma criança problema. Recebe toda a atenção dos pais e não está acostumado a dividir. Poderá ter dificuldade no futuro ao ingressar na sociedade civil. Já um filho com muitos irmãos acostuma-se desde pequeno às regras do convívio social. Os irmãos maiores ajudam a cuidar dos menores, e todos crescem juntos.
21. Quantos métodos naturais existem para regulação da procriação?
Existem vários métodos usados para se identificar os dias férteis da mulher, a fim de que o casal possa praticar a continência periódica.
a) o método Ogino-Knauss, ou método da tabela. É o mais antigo de todos e tem pouca eficácia. Hoje seu uso está abandonado.
b) o método da temperatura. Baseia-se na observação da temperatura da mulher, que varia quando ocorre ovulação. O aparelho Mini-Sophia é uma versão eletrônica e computadorizada do uso deste método.
c) o método Billings, que se baseia na observação do muco cervical, que se torna fluido e úmido nos dias férteis, e seco nos dias inférteis. Não exige que o ciclo menstrual seja regular. Pode ser usado pelos casais mais pobres e mais incultos.
22. É verdade que o método Billings “não funciona”?
“Não funciona” para os fabricantes de anticoncepcionais, que não querem perder seus lucros. Mas a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou que a eficiência do método é de 98,5 %. Ele foi testado em diversos países como Filipinas, Índia, Nova Zelândia, Irlanda e El Salvador.
23. Mas não é muito mais cômodo tomar a pílula anticoncepcional do que abster-se de relações sexuais em certos dias?
Sem dúvida é mais cômodo. Mas o verdadeiro amor se prova pelo sacrifício.
24. E se a mulher engravidar apesar de praticar a continência periódica?
O filho deve ser recebido com amor e alegria. Aliás, o casal já deveria estar contando com esta possibilidade. A atitude de abertura à vida é fundamental para o verdadeiro amor.

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis



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