Sábado, 4 de Julho de 2009

Tem problema ficar alimentando fantasias sexuais?

O que tem de errado em alimentar fantasias sexuais, desde que não se faça mesmo sexo?

Por Jason Evert

Ter desejos sexuais não é mau. Pelo contrário, é saudável e natural. Infelizmente, muitos rapazes pensam que a pureza é inatingível porque não compreendem a diferença entre o desejo sexual normal e a luxúria. Já que eles não conseguem ficar sem sentir atração sexual, eles pensam que estão todo tempo falhando com a castidade. Então vem o desespero, eles desistem, e assumem que é impossível para um jovem ser puro.

Mas a pureza de coração não elimina a atração sexual. O homem puro experimenta os mesmos desejos que qualquer outro rapaz, mas ele se recusa a deixar que a beleza do corpo de uma mulher o distraia da dignidade que ela merece. Um homem que age com luxúria, por outro lado, pega a beleza do corpo feminino e coloca essa beleza acima do valor da própria pessoa.

Quando ocorre a tentação, uma decisão tem que ser tomada. Quando você começa a alimentar pensamentos de usar uma garota e de vê-la como objeto, você já se entregou à luxúria. Pense desse modo: a atração sexual é o convite. A luxúria é quando aceitamos esse convite de forma errônea em nossos pensamentos ou ações, ao invés de amar a pessoa.

Se você começar a aceitar esses convites, descobrirá que entrar na luxúria cria um hábito, e deixar de resistir faz com que você passe a acreditar que aquilo é uma necessidade. Nossas mentes não ficam contentes simplesmente em fantasiar sobre sexo, assim como nossos olhos não se satisfazem só em olhar. Nossos desejos sexuais consomem; se alimentamos nossos desejos, vamos querer levá-los à prática. É fácil parar um trem quando as rodas mal começaram a girar, mas leva muito tempo para parar um trem que já está em alta velocidade. Do mesmo modo, a batalha mais crucial pela pureza ocorre no primeiro momento em que a tentação aparece. Quanto mais cedemos à tentação, mais fraca fica nossa força de vontade.

Se você consegue controlar seus pensamentos com relação às mulheres, você poderá controlar suas palavras, seus olhos, e suas ações. As intenções do seu coração são muito importantes, porque aquilo que está em nosso coração - pureza ou luxúria - vai dominar a pessoa toda: pensamentos, palavras, e corpo.
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Trecho do livro de Jason Evert, "Pure Manhood", San Diego, Ed. Catholic Answers, 2008.

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  • Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

    Coragem! Não siga os "ventos da moda"

    Bento XVI pede fé adulta

    do Blog "Cooperador da Verdade"

    Na Homilia durante as primeira Vésperas da Festa de São Pedro e São Paulo. Eis um trecho dessa homilia (tradução minha):

    “Nas últimas décadas a expressão “fé adulta” se tornou um slogan difundido. Na maioria é usado em relação à atitude daqueles que não prestam mais atenção ao que a Igreja e seus Pastores dizem, em outras palavras, aqueles que escolhem por si mesmos em que crer e deixar de crer, numa espécie de “self-service da fé”. Expressar-se contra o Magistério da Igreja é mostrado como uma espécie de ‘coragem’, quando na verdade não é preciso muita coragem, porque quem faz isso pode estar certo que receberá apoio público.

    Ao contrário, é preciso coragem para aderir à fé da Igreja mesmo se ela contradiz a ‘ordem’ do mundo contemporâneo. Paulo chama esse não-conformismo de ‘fé adulta’. Para ele, seguir os ventos do momento e as correntes do tempo é um comportamento infantil.

    Por isso, faz parte de uma fé adulta se dedicar à defesa da inviolabilidade da vida desde o seu início, consequentemente se opondo ao princípio da violência, principalmente na defesa dos mais indefesos. Faz parte de uma fé adulta reconhecer a indissolubilidade do casamento entre um homem e uma mulher, de acordo com o que foi ordenado pelo Criador e reestabelecido por Cristo. Uma fé adulta não segue qualquer corrente aqui e ali. Ela permanece firme contra os ventos da moda“.

    Sábado, 27 de Junho de 2009

    Por que não usar anticoncepcionais

    1. O uso de anticoncepcionais está ligado ao câncer de mama

    Em um estudo do Instituto Nacional do Câncer dos EUA (em inglês: National Cancer Institute - NCI), publicado em 2003, os pesquisadores examinaram os fatores de risco para câncer de mama entre mulheres de 20 a 34 anos comparado com mulheres de 35 a 54 anos. Os pesquisadores analisaram dados de 2.202 mulheres que foram diagnosticadas com câncer de mama entre 1990 e 1992, e 2.209 mulheres que não tinham câncer de mama. Os resultados indicaram que o risco de contrair câncer de mama era significativamente elevado entre mulheres de 20 a 34 anos que tinham usado pílulas anticoncepcionais por pelo menos 6 meses. O risco associado com o uso da pílula anticoncepcional foi mais forte para as mulheres que tinham usado as pílulas nos últimos 5 anos antes do diagnóstico de câncer de mama. Embora também elevado, o risco foi menor para mulheres acima de 35 anos e aquelas que usaram a pílula por longos períodos de tempo (Fonte: NCI). Para ler mais sobre a ligação entre câncer de mama e uso de anticoncepcionais, clique aqui.


    2. As pílulas anticoncepcionais (hormônios) têm várias outras consequências para a saúde

    Anticoncepcionais hormonais, além de serem abortifacientes (causam aborto), apresentam efeitos colaterais horríveis para as mulheres que os usam. Desde pressão sanguínea elevada e coágulos nas veias (trombose) [Demulen, 1993 Physicians Desk Reference, 2254], até ataques cardíacos [Thorogood M, Mann J, Murphy M, Vessey M (1991)]. O uso de pílulas anticoncepcionais está associado com um aumento no risco de infarto do miocárdio. Segundo o relato de um caso [Br J Ob Gyn 98, 1245-1253] envolvendo enxaquecas e problemas menstruais no período após depois de deixar de tomar a pílula, os anticoncepcionais hormonais (pílula, Norplant, Depo-Provera etc.) podem causar estragos no corpo de uma mulher. Não é coincidência que tenha havido um aumento substancial no risco de câncer de mama de dez a quinze anos após o início da disponibilização de anticoncepcionais no mercado. [RCGP Breast Cancer and oral contraceptives: Findings in Royal College of General Practitioners' study.' BMJ 1981; 282:2089-93] Também não é coincidência que muitas mulheres que usaram a pílula durante anos e agora querem ter uma criança tenham descoberto que ficaram inférteis. [Rowland, R. Living Laboratories. Lime Tree, London 1992] A infertilidade se tornou uma epidemia nacional, com casais gastando centenas de milhares de dólares tentando desesperadamente conceber um filho. Médicos com postura não ética continuam prescrevendo normalmente anticoncepcionais, e depois tratando eles também os efeitos colaterais. [Fonte: http://www.omsoul.com/contraception-problems.php]

    Para maiores leituras sobre os problemas de saúde, clique nos links abaixo:

    -- Vasectomia e as suas consequências
    -- Efeitos colaterais da vasectomia, e da ligação de trompas. Ver também o debate acerca da possível ligação entre vasectomia e câncer de próstata.
    -- Alguns homem estão quebrando o silêncio sobre o que a vasectomia fez com eles.
    -- Problema cerebral (afasia) pode estar ligada à vasectomia, sugere um estudo (ver também aqui).
    -- Pílulas anticoncepcionais diminuem a densidade óssea.
    -- Estudo liga o uso de pílula anticoncepcional com obstrução arterial.
    -- Morte, ações judiciais e a pílula: O caso contra o controle de natalidade hormonal.
    -- Novo estudo mostra que o risco de câncer cervical é o dobro entre usuárias de pílulas anticoncepcionais.
    -- A pílula anticoncepcional já é uma pílula abortiva (para cada mulher que realiza um aborto normal nos EUA, outras duas causam aborto através dos anticoncepcionais, devido ao afinamento da parede uterina que impede a implantação do zigoto )


    3. O anticoncepcional leva à aceitação da pornografia

    De acordo com a reportagem de capa do New York Times de 18 de Maio, chamada “Capitalistas nus: não há negócio como a indústria pornográfica”, a pornografia está “nadando em dinheiro” – com vendas anuais entre 10 e 14 bilhões de dólares. O autor do artigo, Frank Rich, sugere que a pornografia é maior que os campeonatos de qualquer esporte popular, talvez maior até que Hollywood. A pornografia “não é mais uma atração secundária... é a atração principal”, ele disse. É por isso que, deixando de levar em conta por hora os bilhões de dólares que as indústrias farmacêuticas faturam em cima dos anticoncepcionais, a indústria pornográfica tem muito a perder se os anticoncepcionais passarem a ter uma imagem negativa na opinião pública. Os efeitos da pornografia, claro, são bastante conhecidos, sendo uma causa primária de destruição de casamentos e famílias, e de crianças, entre muitas outras consequências sociais trágicas e adversas. Sem os anticoncepcionais, não haveria pornografia nem indústria pornográfica multi-bilionária. As leis reconheceram a ligação entre as duas coisas. Os “atores” da indústria pornográfica não poderiam atuar sem os dispositivos anticoncepcionais para garantir – ou pelo menos reduzir consideravelmente – as chances de uma gravidez. Esse fato revela muito sobre as relações entre contracepção e pornografia. O fato de que tal indústria depende tanto desses dispositivos anticoncepcionais para sua própria sobrevivência diz mais sobre como nós ocidentais vemos o sexo do que sobre a própria indústria pornográfica em si. Em outras palavras, a contracepção é o sacramento da pornografia. Em outras palavras, a pornografia nunca poderia existir sem o recurso à contracepção.


    4. Degradação do ato sexual e do respeito mútuo

    Com a introdução de elementos estranhos ao ato conjugal, os esposos frustram o plano de Deus alterando o significado pleno unitivo e procriativo do ato sexual. Ao continuar se engajando em tais atos desordenados, o homem começa a tratar sua esposa como um meio de auto-gratificação que, com o tempo, faz com que ele a perceba como um objeto. Ela se torna um objeto ao invés de um sujeito de sua devoção. Sem conseguir enxergar nela uma pessoa humana, ele portanto se torna cada vez menos paciente com suas falhas e se recusa a perdoá-las. Ele faz isso porque todo seu relacionamento sexual com ela se tornou uma relação de utilitarismo e de função. Ele se recusa a respeitar sua imagem natural, que também é criada na imagem e semelhança de Deus. Ele vê um dos aspectos fundamentais da pessoa de sua mulher, a fertilidade, como algo a ser dominado e rendido sem causar danos a ele, a fim de abandonar seu dever de sacrificar-se por ela e pela prole. Ele se torna um agente de masturbação, e sua mulher seu instrumento para concretizar essa masturbação. Seu relacionamento com sua esposa, assim como seu relacionamento com Deus, se torna estéril e finalmente morre. Com o componente de sacrifício do ato sexual, onde ambos, homem e mulher, se doam um para o outro, verdadeiramente se abandonando completamente na pessoa do outro da maneira como o outro foi criado, o ato sexual se torna vazio do significado que era para ter. E o fruto desse sexo vazio é o divórcio, vidas destruídas, e famílias arruinadas.

    Portanto, se a mulher fica grávida, o próprio ato que dizia “não” está agora frente a frente com a realidade biológica do “sim”. E, portanto, há desunião e conflito entre o ato e a vontade do casal durante o sexo por um lado, e o resultado do ato por outro. Não há unidade entre o ato (contra a vida) e o fruto do ato (a vida). A criação é suplantada, e os resultados são normalmente desastrosos. Embora nem sempre seja verdade, o aborto é a resposta lógica que se segue à falha na contracepção. O “não” no sexo na maioria das vezes não dá lugar ao “sim” do nascimento, nove meses depois.

    Dentro da realidade do ato contraceptivo (ato sexual deliberadamente e artificialmente esterilizado) o casal está mentindo um ao outro sobre quem eles são. Ao invés de se comunicarem um ao outro do modo como foram criados, eles estão se comunicando de um modo como NÃO foram criados. Em outras palavras, o homem não está se entregando à sua esposa da maneira que Deus queria. Ele está se dando da maneira que ele quer, isto é, sem fertilidade. E do mesmo jeito que poucos casamentos podem sobreviver com um cônjuge continuamente falando mentiras para o outro, tampouco pode um homem mentir continuamente sobre quem ele é no ato sexual sem com isso haver consequências adversas na relação com sua esposa. Será que tem alguma surpresa no fato de que as taxas de divórcio no Canadá explodiram logo após a legalização dos anticoncepcionais? Não há mera coincidência, mas sim, o reconhecimento de que poucos relacionamentos podem sobreviver sem respeitar a verdade do corpo humano como Deus o criou.

    Contrária a isso, a Igreja ensina que devemos respeitar a ordem sexual natural da fertilidade, porque Ela acredita que Deus nos criou à sua imagem, e isso inclui o poder para pro-criar; ou seja, participar na criação de Deus. Ao se respeitar o corpo humano e sua fertilidade como foi criada por Deus, pode-se escolher ter relação sexual quando e como se quiser, desde que, é claro, uma abertura à vida humana esteja presente. Pelo fato de que a contracepção atinge o coração do ato conjugal como Deus o criou e porque atinge a concepção Trinitária de quem é Deus, o recurso à contracepção, de fato, é um ataque à própria imagem de Deus, e portanto tem sido corretamente condenada como grave pecado desde o princípio da própria Criação.


    5. Aumento do sexo antes do casamento e destruição do matrimônio

    Nos anos 50, menos de 25% dos americanos pensava ser aceitável o ato sexual antes do casamento; já nos anos 70 mais de 75% achava aceitável. Entre 1960 e 1980 a taxa de matrimônios caiu cerca de 25%; a média de idade com que se casa aumentou muito, tanto para homens quanto para mulheres; e o número de homens e mulheres divorciados pulou cerca de 200% para cima. Com tudo isso, de acordo com um estudo da revista Adweek, a percentagem de pessoas solteiras frente ao total da população adulta americana subiu de 28% em 1970 para 41% em 1993. (Fonte: http://www.fathersforlife.org/sexual_counter_revolution.htm )

    Alex McKay, pesquisador coordenador no Conselho de Educação e Informação em Sexo do Canadá, diz que: “A tendência a longo prazo, desde a década de 70, é um gradual aumento no número de adolescentes se engajando em atividades sexuais”. E ainda mais, uma pesquisa internacional feita em 1999 pelo fabricante de preservativos Durex revelou que a idade com que os jovens canadenses se tornam sexualmente ativos está entre as mais baixas do mundo: uma média de 15 anos, em 1998. Por volta do final do [correspondente ao] ensino fundamental, cerca de metade de todos os adolescentes já tiveram relação sexual pelo menos uma vez, diz Ruth Miller, uma educadora sexual do departamento de saúde pública de Toronto. (Fonte: http://www.readersdigest.ca/debate.html?a=v&di=111 )

    Passados apenas 4 anos dos primeiros testes com anticoncepcionais, os pesquisadores descobriram que os casamentos nos quais os anticoncepcionais eram usados tinham duas vezes mais chance de terminar em divórcio do que os casamentos em que não havia uso de anticoncepcionais. [Grant, Ellen MD, "Sexual Chemistry: Understanding Our Hormones, The Pill, and HRT" Mandarin Paperbacks, London, 1994]

    Em sua carta às famílias, chamada “Familiaris Consortio”, o Papa João Paulo II explica a razão para essa ruptura matrimonial:
    “Quando os casais, através do recurso à contracepção, separam [o sentido unitivo e o sentido procriativo] o que Deus Criador inscreveu no ser de homem e mulher e no dinamismo de sua comunhão sexual, eles agem como “árbitros” dos planos divinos e “manipulam” e degradam a sexualidade humana – e com isso eles próprios e seus cônjuges – alterando seu valor de “total” doação de si. Portanto, a linguagem inata que expressa o doar-se recíproco total de marido e mulher é sobreposta, através da contracepção, por uma linguagem objetivamente contraditória, que é aquela de não se doar inteiramente ao outro” (32)


    6. Anticoncepcionais favorecem o aborto

    Apesar do que dizem os defensores do aborto no Fundo das Nações Unidas para População e na Planned Parenthood, a farta disponibilidade de anticoncepcionais leva a mais abortos e não menos. As estatísticas não mentem, embora elas venham sendo ignoradas e ocultadas pelos meios liberais de comunicação de massa. A razão para essa conexão entre anticoncepcionais e aborto é muito simples.

    - Mesma mentalidade: Quando um casal inicia um ato sexual e usa meios artificiais para evitar a gravidez, os dois conscientemente decidem agir fora da natureza, e portanto fora da ordem criadora de Deus e de sua vontade para eles. De fato, eles se arrogam a si próprios a transmissão última da vida. Ao fazerem isso, eles alimentam uma mentalidade de “não” à vida humana. Essa mentalidade, uma vez estando enraizada em seu agir e em sua psique através do ato sexual, permanece com eles mesmo quando descobrem que, apesar do uso de anticoncepcionais, aconteceu a gravidez. Quando um casal conscientemente decide rejeitar a vida no ato sexual, torna-se mais fácil para que a mentalidade do “não” continue depois. Em casos mais extremos, essa mentalidade destrutiva segue sua conclusão lógica, culminando na destruição da criança através do aborto. Em outras palavras, a mentalidade do “não” é consumada através do aborto.

    - Similaridade sociológica: O Instituto Alan Guttmacher, uma divisão de pesquisa da Planned Parenthood, indica o seguinte como as principais razões que as mulheres dão para seus abortos. “Na média, a mulher dá pelo menos 3 razões para escolher o aborto: 3/4 dizem que ter um bebê acabaria interferindo com o trabalho, a escola ou outras responsabilidades; cerca de 2/3 dizem que não podem sustentar uma criança; e 1/2 dizem que não querem ser mãe solteira ou ter problemas com o marido ou parceiro”. (Fonte: http://therosarium.ca/indextemps/www.agi-usa.org ). Essas são as mesmas razões dadas para o uso dos anticoncepcionais.

    - Mesmo fundamento legal: Tanto nos Estados Unidos quanto no Canadá a contracepção foi legalizada antes ou ao mesmo tempo que o aborto. Em outras palavras, eles são ideologicamente inseparáveis e essa ligação aparece na lei e na jurisprudência. Nos Estados Unidos, o assim chamado “direito à teoria privada”, que ajudou a formar a base do caso “Roe vs. Wade”, que, na Suprema Corte, decidiu legalizar o aborto, foi em si mesmo estabelecido pela revogação da lei Comstock, que, entre outras coisas, proibia a contracepção. Embora as opiniões das cortes tenham começado a minar esse aspecto do Ato Comstock nos anos 30, o Congresso não apagaria as referências à contracepção até 1971, dois anos antes da decisão do caso Roe vs. Wade legalizar o aborto. Em 1992, a Suprema Corte reafirmou Roe na decisão do caso “Planned Parenthood vs. Casey”, e explicou que eles não podiam remover o “direito” ao aborto do “povo que, por duas décadas de desenvolvimento social e econômico havia organizado relações íntimas e feito escolhas que definem suas visões de si próprios e seus lugares na sociedade, baseadas na disponibilidade do aborto no caso de uma falha no anticoncepcional” (505 U.S. 833, 835). No Canadá, a associação entre contracepção e aborto não poderia ter sido mais visível. Em 14 de maio de 1969, a legislação Omnibus Bill C-150, que descriminalizava a contracepção, o aborto e a homossexualidade, passou no Parlamento Canadense e virou lei (Votos: 149 – 55).

    - Resultados idênticos (em alguns casos): Em alguns casos, a pílula anticoncepcional age como abortifaciente. Inúmeros outros anticoncepcionais, na verdade, são abortifacientes (causam aborto).

    Veja links sobre a pílula anticoncepcional como abortifaciente:

    http://www.pfli.org/faq_oc.html
    http://www.spuc.org.uk/documents/papers/contraceptive-abortifacient.pdf
    http://www.quiverfull.com/birth_control/pill_abortifacient.html
    http://www.prolifephysicians.org/abortifacient.htm
    http://www.pregnantpause.org/abort/untold.htm
    http://www.freepregnancyhelp.com/ecp.html

    Todos os anticoncepcionais orais (pílulas), Norplant, Depo-provera, e os DIU’s (Dispositivos Intra-Uterinos) podem causar abortos antes que a mulher sequer saiba que está grávida.

    Estima-se que os anticoncepcionais orais (pílulas) podem estar causando mais morte por aborto (impede implantação do zigoto no útero porque torna fina a camada uterina) do que o DIU, DepoProvera, Norplant, o próprio aborto cirúrgico, ou outros tipos de aborto. Enquanto o aborto cirúrgico, por exemplo, mata 1 milhão e 500 mil crianças por ano, os anticoncepcionais orais (pílulas), com mais de 13 milhões de usuárias nos Estados Unidos, podem estar matando mais de 4 milhões de seres humanos. (Fonte: Dr. Bogomir Kuhar, Presidente de “Farmacêuticos para a Vida, "Homicídos Infantis através de contraceptivos," publicada por Eternal Life of Bardstown, KY., 1995)


    7. Os anticoncepcionais levam à legitimação de atos homossexuais e do “casamento” de pessoas do mesmo sexo

    O anticoncepcional é o fundamento de todos os problemas sociais que nossa cultura está experimentando, pois ele acaba por prover as condições para a guerra contra a família. Juntamente com o aborto e a pornografia, o “casamento” de pessoas do mesmo sexo não apareceu misteriosamente. Ele encontra suas raízes nos anticoncepcionais, já que atos homossexuais são também contraceptivos por si. Uma vez que a cultura aceitou o princípio de que a contracepção heterossexual era permitida, foi apenas uma questão de tempo antes que os atos homossexuais – que são a extensão lógica da contracepção heterossexual – fossem igualmente aceitos. O homem não pode viver em contradição por muito tempo. Ou ele aceita um outros males para permanecer consistente com o primeiro mal ou ele retorna para sua visão original. Mas não podem existir duas leis opostas por muito tempo.

    Se um heterossexual pode ter sexo esterilizado por anticoncepcionais, bem, então, os homossexuais também podem. Ambos os atos não são naturais, e ambos estão fechados para a vida. Levou quase 40 anos para que o “casamento” de pessoas do mesmo sexo entrasse na sociedade canadense depois que os anticoncepcionais foram liberados, mas aconteceu. De fato, se há uma explicação direta e coerente para explicar como o “casamento” de pessoas do mesmo sexo surgiu da noite para o dia, aqueles que acreditam que a contracepção é benigna
    ainda não explicaram muito bem – ou ainda não de forma convincente – para o público canadense.

    Como podemos dizer que os anticoncepcionais levaram ao reconhecimento do sexo homo-erótico? A contracepção remove aquilo que faz de uma mulher uma mulher – sua fertilidade. E quando se remove a fertilidade de uma mulher durante o sexo, se faz dela – em certo sentido – um outro homem. É assim – psicologicamente e moralmente falando – que nossa cultura foi capaz de cair na aceitação do “casamento” de pessoas do mesmo sexo, pois sua atitude e consciência coletiva com relação à homossexualidade foi enfraquecida por sua aceitação da contracepção.

    Um parceiro sexual masculino é basicamente uma mulher esterilizada. A contracepção e a sodomia são essencialmente a mesma coisa, já que ambas envolvem ejaculação em um ambiente que é FECHADO PARA A VIDA.

    E essa é a razão porque Deus condena ambos os atos. A grande maioria dos casais que usam anticoncepcionais, é claro, não consideram que seu ato é uma sodomia. Mas isso não muda o fato de que é sodomia. Um homem tendo sexo anal com uma mulher não é tão diferente de um homem tendo sexo anal com outro homem. O receptáculo é o mesmo. Ambos são atos de sodomia. E se a vagina se torna de fato um lugar que não é tão diferente de um ânus? O que acontece? Não é sodomia o que acontece, só que com um outro nome? Um homem tendo sexo com uma mulher esterilizada artificialmente, na verdade, não é ter sexo com uma mulher como Deus a criou. Ele está tendo sexo com uma mulher que teve sua fertilidade manipulada, ou, para ser mais exato, teve sua fertilidade manipulada por um homem – e daí surge outra coisa. Portanto, assim como o demônio falsifica os milagres de Deus, igualmente o sexo com anticoncepcional é uma falsificação do sexo real. Parece sexo real, mas não é real. É uma mentira falada com nossos corpos, assim como a pornografia também parece real mas também é uma mentira.


    8. Prejudica o meio ambiente através da sobrecarga de estrogênio

    Milhões de mulheres nos Estados Unidos ingerem estrogênio em excesso todo dia na forma de pílulas de controle de natalidade. Dentro de 24 horas, efluentes dessas 12 milhões de doses terminam nos nossos sistemas de esgoto. E então? A revista “Scientific American” de 17 de abril mostrou resultados de um estudo alertando que “muitos riachos, rios e lagos já mostram sinais alarmantes de que os peixes neles capturados podem estar também carregando uma quantidade tal de químicos que mimetizam o hormônio feminino estrogênio que seria suficiente para causar o crescimento de células de câncer de mama”. “Os peixes são sentinelas, assim como os canários nas minas de carvão há 100 anos atrás”. Diz Conrad Volz, co-diretor de análise de exposição no Centro para Ecologia Ambiental do Instituto do Câncer da Universidade de Pittsburgh. “Precisamos prestar atenção para os químicos que são naturalmente “tipo estrogênio”, pois eles estão na água que todos usamos”. De acordo com a seção de Pesca e Oceano do Instituto Freshwater, “os estrogênios sintéticos potenciais que a mulher excreta ao estar em terapia de reposição hormonal ou em uso de pílulas anticoncepcionais não são inteiramente decompostos no processo de tratamento de esgoto, e são descartados nos cursos de água”.

    O artigo da Scientific American, embora cauteloso em dizer que o processo exato dessa confusão hormonal ainda não está claro, continua dizendo que “os efeitos do estrogênio nos próprios peixes era claro: o gênero de nove dos peixes testados não pôde ser determinado”. “Substâncias ativas do tipo estrogênio presentes na água estão modificando os machos, tornando-os indiferenciados das fêmeas”, descobriu Volz. “Há óvulos nas gônadas dos machos, e há também machos secretando uma proteína de placenta. Os machos não deveriam estar produzindo substâncias relacionadas a óvulos”. (Fonte)

    Quando os cientistas da Universidade do Colorado, patrocinados pela Agência Americana de Proteção Ambiental (em inglês: EPA), estudaram peixes em uma montanha intocada conhecida como “Boulder Creek”, há dois anos, eles ficaram chocados. Pescando aleatoriamente 123 trutas e outros peixes na correnteza localizada após a planta de esgoto da cidade, encontraram que 101 eram fêmeas, 12 eram machos, e 10 eram estranhos peixes “intersexuados”, com características tanto masculinas quanto femininas. “Foi a primeira coisa que vi como cientista que realmente me assustou”, disse John Woodling, de 59 anos, biólogo da Universidade do Colorado, falando para o jornal “Denver Post” em 2005. Eles estudaram os peixes e decidiram que os principais culpados eram os estrogênios e outros hormônios esteróides advindos de pílulas e adesivos anticoncepcionais, excretados pela urina no sistema de esgoto da cidade e derramados então nos rios... Desde essas descobertas, surgiram histórias em toda parte. Cientistas no oeste de Washington descobriram que o estrogênio sintético – um ingrediente comum em pílulas anticoncepcionais – reduzia drasticamente a fertilidade dos machos de uma espécie de trutas... “Vai começar a ficar engraçado”, disse Harden. “Os ambientalistas radicais seriam incapazes de comer um grão de milho caso esse grão tenha entrado em contato com pesticidas. Mas acham ser um direito sagrado e uma obrigação consumir químicos sintéticos que alteram as funções biológicas naturais da mulher, mesmo se essa prática ameaça a inocente vida aquática correnteza abaixo”. (Fonte)


    9. Os anticoncepcionais estão sendo responsáveis pelo colapso populacional do ocidente

    Como é largamente noticiado na mídia internacional, e mesmo admitido por certos órgãos daquela organização liberal conhecida como Nações Unidas, a maior parte do mundo está passando por um choque demográfico. Com exceção dos Estados Unidos, a maior parte das nações ocidentais – exceto Malta – e boa parte do resto do mundo está optando pela senilidade ao invés da fertilidade.

    “E o dado importante sobre os bebês no mundo ocidental é que eles estão se esgotando mais rápido que o petróleo. A taxa de fertilidade de reposição – isto é, o número de filhos que você precisa ter para manter uma população simplesmente estável, sem crescimento nem diminuição – é de 2,1 bebês por mulher. Alguns países estão bem acima disso: a líder mundial em fertilidade, a Somália, tem taxa de 6,91 filhos por mulher; a Nigéria de 6,83; Afeganistão 6,78; Yemen 6,75. Notou o que essas nações têm em comum? Desça para o final da lista dos cem países com maior fertilidade e finalmente você encontrará os Estados Unidos, ficando perto da taxa de reposição com 2,07 nascimentos por mulher. A Irlanda tem 1,87; Nova Zelândia 1,79; Austrália 1,76. Mas a taxa de fertilidade no Canadá desce para 1,5; bem abaixo da taxa de reposição; Alemanha e Áustria têm 1,3, na beira da espiral da morte; Rússia e Itália têm 1,2; a Espanha tem 1,1, cerca de metade da taxa de reposição. Isso quer dizer que a população da Espanha está diminuindo pela metade a cada geração. Em 2050, a população italiana terá diminuído 22%, a da Bulgária 36%, a da Estônia 52%.


    Na medida em a fertilidade encolhe, as sociedades vão ficando velhas – o Japão e a maior parte da Europa estão prontos para se tornar mais velhos do que qualquer sociedade que já existiu. E nós sabemos o que vem depois da velhice. Esses países estão sumindo do mapa – a não ser que encontrem a vontade para mudar seus caminhos. Isso é provável? Eu acho que não. (Fonte: “É a demografia, estúpido, a verdadeira razão pela qual o Ocidente está em perigo de extinção” do Wall Street Journal de 4 de janeiro de 2006). Outras reportagens sobre o colapso demográfico estão listadas abaixo. Note as fontes das reportagens do LifeSite. Elas não podem ser consideradas “suspeitas” nem por imaginação.

    http://www.lifesite.net/ldn/2005/apr/05041209.html
    http://www.lifesite.net/ldn/2006/jan/06013103.html
    http://www.lifesite.net/ldn/2006/sep/06092706.html
    http://www.lifesite.net/ldn/2006/nov/06110903.html
    http://www.lifesite.net/ldn/2005/oct/05102501.html
    http://www.lifesite.net/ldn/2006/jul/06070503.html

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    Traduzido de: "The Rosarium" (movimento católico canadense)
    http://therosarium.ca/indextemps/reasons.html


    *** Nos próximos artigos gostaria de trazer explicações sobre a alternativa do "Planejamento Familiar Natural" ou "Regulação Natural da Procriação", que não tem esses efeitos colaterais, além de ser aprovada pela Igreja Católica, e trazer aos casais que a utilizam uma taxa de divórcio menor do que 3% (a taxa normal nos países ocidentais hoje gira em torno de 50%).

    Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

    “Ele não vai fazer isso de novo”

    Por Crystalina Evert

    “Desculpa, amor. É só você que eu amo de verdade. Eu não sei o que estava pensando”. Ele sabia tudo o que dizer para tê-la de volta: Ele transmitiu um sentimento de culpa, ficou lhe lembrando dos bons tempos do passado, e agiu todo triste. E funcionou. Minha amiga Alicia pegou seu namorado na traição, e na mesma noite já estava dormindo com ele de novo. Do mesmo modo que ele usou seu charme para manipular as inseguranças dela a fim de tê-la de volta, ela usou o poder do sexo como maneira de readquirir seu lugar. Não precisa nem dizer, no final das contas ele a deixou.

    E que grande preço ela pagou. Em troca de quê? Sua imagem? “Segurança” emocional? Em troca de nada. Apegar-se a ele foi como se apegar a areia escorrendo entre os dedos. Ela bolou para si milhares de desculpas em sua mente para explicar porque ele não atendia o celular ou porque suas histórias sobre o que fez com os amigos no último sábado à noite não ficavam bem explicadas. Quando ela lhe perguntava sobre isso, ele a fazia pensar que ela estava louca, e então mudava o assunto, questionando a fidelidade dela.

    Muitas garotas namoram rapazes que não querem nada sério, e tentam agradá-los para ganhar seu respeito. Mas as garotas nunca ganham esse respeito. Os homens respeitam as mulheres que não têm medo de ter padrões morais. Quando uma garota não tem padrões, ela se apega a um rapaz infiel, e justifica tudo dizendo, “Eu realmente sou uma pessoa que sabe perdoar”, ou “Eu simplesmente gosto de fazê-lo feliz”. O que ela está fazendo, na verdade, é dar ao rapaz algo de sexual para que ela não fique sozinha no Dia dos Namorados.

    Quando uma garota está desesperada, ela assume que ter um namorado traidor é melhor do que não ter nenhum. É tão triste, porque Deus quer que as mulheres tenham algo muito melhor. Se não confiarmos em Deus, podemos perder esse melhor.

    Todas já ouvimos nossas amigas dizendo, “Fique longe dele. Ele não quer nada de sério, ele só quer uma coisa de você”. A garota responde com: “Você só está com ciúmes, porque ele gosta de mim e não de você”. Ela pensa: “Elas vão ver. Eu sou diferente das outras garotas”.

    Nós precisamos deixar nossas inseguranças, nossa estupidez, e nosso orgulho, e rezar pedindo sabedoria.

    É fácil saber quando uma amiga deve terminar um relacionamento. Mas é difícil quando é você essa garota que precisa terminar um relacionamento. Como você sabe que está na hora de terminar o relacionamento com o seu namorado? Aqui está uma lista confiável, se ele faz essas coisas, está na hora de dizer adeus:

    - Por mais de uma oportunidade você teve que pedir para ele parar.
    - Você sente que precisa “consertá-lo”.
    - Ele vê pornografia.
    - Ele bate em você, empurra, ou faz qualquer coisa para lhe assustar.
    - Ele fica bêbado ou se droga.
    - Ele não liga se você mente para sua família.
    - Ele lhe leva para longe de Deus.
    - Ele lhe deixa “pra baixo” (mesmo que diga que “está só brincando”).
    - Ele lhe trai.
    - Ele mente para você.
    - Ele fica paquerando outras garotas.
    - Ele usa o sentimento de culpa para fazer com que você faça o que ele quer.
    - Ele sempre reclama quando você passa tempo com suas amigas ou sua família.
    - Ele se comporta mal, e depois culpa outras pessoas ou coisas que acontecem com ele.
    - Ele não consegue andar com os próprios pés se não estiver com você.
    - Você não consegue andar com os próprios pés nem permanecer pura com ele.

    Essas falhas não são pequenas. São sinais de grandes questões que podem ser desastrosas em um futuro casamento. Se qualquer uma delas se aplica a ele, termine o relacionamento agora.

    Uma maneira é ligar para ele quando você tem uma amiga ao seu lado para lhe dar suporte. Outro modo é escrever uma longa carta. Uma carta permite que você tenha certeza que ele vai saber das suas razões. Se ele esquecer de alguma, ele terá a carta para ler de novo. Ele pode tentar manipular suas emoções para voltar, mas você deve ser firme. Pense em todas as vezes que você devia ter sido firme com ele, e seja firme por todas elas em uma só carta.

    Enquanto isso, permaneça firme. Não faça nada de físico com ele. Sem beijos. Sem segurar as mãos. Sem nada. Esse homem não é seu marido, e suas emoções não pertencem a ele. Qualquer afeto que você mostrar vai atraí-lo. Apegue-se em Deus, em bons amigos e na sua família nesse período em que se distancia dele. Você tem valor.

    Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

    Susan Boyle e a Comunhão dos Santos

    Por Christopher West

    Se você ainda não sabe quem é Susan Boyle, digite seu nome no You Tube e veja sua apresentação no dia 11 de abril on programa de TV (Britain’s Got Talent). Até hoje acredita-se que é o vídeo mais visto. Uns poucos dias depois do show, sua performance já tinha sido vista mais de 3 milhões de vezes. Menos de duas semanas depois, estava perto dos 50 milhões.

    Deixe-me descrever a situação sucintamente. Uma senhora de meia-idade, desajeitada, caminha para o palco recebendo a obviamente cética recepção da platéia e dos juízes. Simon Cowell, bastante conhecido nos Estados Unidos por tratar impiedosamente os participantes do American Idol, pergunta: “Qual o sonho?”.

    Susan: Estou tentando virar uma cantora profissional.
    Simon (cinicamente): E por que isso ainda não deu certo, Susan?
    Susan: Nunca tive a chance antes. Mas aqui espero que isso mude.
    Simon: Ok, e você gostaria de ter tanto sucesso quanto quem?
    Susan: Elaine Paige, ou alguém parecido.

    Como escreveu em seu blog Robert Canfield, um professor de antropologia na Universidade de Washington: “Facilmente consideramos que essa mulher estava tragicamente inconsciente das próprias limitações, com aspirações que ultrapassavam suas habilidades. E agora ela estava no palco, na televisão. Diante de uma grande audiência. Aquilo seria, desde o início, um desastre. Seria difícil assistir... Mas sua primeira nota mudou tudo. A platéia ficou em êxtase”.

    Então, por que estou escrevendo sobre isso em minha coluna sobre Teologia do Corpo? Primeiramente, lendo sua “linguagem do corpo” – se visual descuidado, seu queixo proeminente, seu cabelo cinza despenteado, seu estranho rebolado em resposta a Simon Cowell – é precisamente o que fez as pessoas ficarem tão céticas. Definitivamente estávamos lendo o livro somente pela sua capa. Mas eu também penso que a Teologia do Corpo, de João Paulo II, coloca uma luz sobre a questão por que milhões de pessoas ao redor do mundo se emocionaram até as lágrimas pela sua performance. Quando esse “livro” aparentemente sem atrativos foi aberto e a platéia viu como a história que havia dentro dele era bonita, todos nós experimentamos um pouco do paraíso.

    Parafraseando algumas noções difíceis contidas em sua Teologia do Corpo, João Paulo II ensinou que na outra vida estaremos todos liberados de tudo que nos pesava nessa vida. Todos os medos e inseguranças, todas as feridas e toda a vergonha que nos mantinha “escondidos” aqui na terra serão completamente retirados. Em total liberdade e confianças, sairemos de nossas conchas, compartilhando o dom único que somos todos e cada um de nós.

    De algum modo, todos teremos nosso “momento no palco”, por assim dizer – assim como Susan Boyle. E todos os que estiverem no banquete celeste nos verão – nos verão verdadeiramente brilhando do modo inteiramente único com que Deus nos fez para brilhar. Então ficaremos maravilhados com a beleza, a singular e irrepetível beleza, de todos e de cada um de nós, por toda eternidade.

    Quando você assistir (ou rever) o clip no You Tube, preste atenção nas expressões faciais dos juízes durante a performance – elas dizem tudo. Perto do final, chegamos até a perceber um pouco da “beleza interior” de Simon Cowell, quando sua face espontaneamente se iluminou e ele ficou olhando em uma espécie de estupor. Sem preço.

    Inumeráveis blogueiros e comentaristas tentaram explicar por que esses sete minutos no You Tube nos movem tão profundamente. De novo, Robert Canfield consegue expressar bem por que: “Enterrado na psique humana estão sentimentos, desejos e ansiedades, normalmente profundos demais para as palavras. Apenas algumas vezes as vemos em nós mesmos. É sempre algo de fora que nos toca, de algum modo, onde sentimos mais profundamente. Em tais momentos nos lembramos que somos humanos – não apenas criaturas vivas, mas seres humanos, profundamente moldados por uma sensibilidade moral tão poderosa que rompe nossas inibições; ela pode explodir para a visão pública, para nosso estupor. E algumas vezes, essa forma objetiva – uma pessoa, um evento, um objeto, uma música – corporifica profundamente as sensibilidades em muitos de nós ao mesmo tempo, de modo que descobrimos o quanto compartilhamos nossos mundos privados, mundos que de outro modo seriam inacessíveis para qualquer outra pessoa. Torna-se um evento social, de modo que podemos todos nos alegrar, e chorar, juntos”.

    Sim, é isso. No linguajar católico isso se chama Comunhão dos Santos. Uma pequena prévia do que será o céu.
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    Traduzido de: Site Christopher West – Theology of the Body

    http://www.christopherwest.com/page.asp?ContentID=114

    Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

    Dúvidas comuns sobre anticoncepcionais

    Embora seja de um determinado site, traduzo aqui essa seção de “Perguntas Frequentes” porque apresenta respostas a perguntas muito comuns hoje em dia sobre anticoncepcionais e seu uso. Espero que todos leiam e divulguem, não pelo site, mas pelas respostas.
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    1. Qual o objetivo de “No Room for Contraception” (Sem espaço para contracepção)? Por que e como você decidiu começá-lo?

    O objetivo de “Sem espaço para contracepção” é expor os prejuízos da contracepção no casamento, na sociedade e na saúde da mulher. Muitos pensam que deveríamos nos voltar para os anticoncepcionais para diminuir a necessidade de abortos; entretanto, é justamente a disponibilidade e o uso generalizado de anticoncepcionais que provocou, em primeiro lugar, a necessidade de abortos.

    2. Que diferentes métodos de controle artificial de natalidade existem?

    Os três tipos de controle artificial de natalidade são o anticoncepcional químico, a barreira anticoncepcional e a esterilização cirúrgica. A contracepção de emergência (também conhecida como “plano B” ou “pílula do dia seguinte”) é um tipo de contracepção química.

    3. “Sem espaço para contracepção” se opõe a todos os métodos de controle de natalidade, incluindo os preservativos (“camisinhas”)?

    “Sem espaço para Contracepção” se opõe a todos os métodos artificiais de controle de natalidade. Nós apioamos o uso do “Planejamento Familiar Natural” para se evitar a gravidez. Os preservativos (camisinhas) se provaram ineficazes na maior parte das vezes tanto em prevenir a transmissão de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST’s) quanto em evitar a gravidez. Com a promoção do uso de camisinhas, as pessoas recebem apenas uma falsa esperança e são apenas encorajadas a se engajar em atividades sexuais de risco e extra-matrimoniais. Esse crescimento na atividade sexual aumenta os casos de doenças. No final da década de 50 só havia dois tipos conhecidos de DST; agora há mais de 50! Se as camisinhas realmente cumprissem com o que prometem os defensores do controle de natalidade artificial, teríamos menos doenças, não mais.

    4. O que é o Planejamento Familiar Natural?

    O Planejamento Familiar Natural (PFN) é um método científico de determinação do período de ovulação da mulher. O período de ovulação é o único período do ciclo menstrual no qual a mulher pode ficar grávida, e é chamado de período fértil. Usar o método do PFN requer que o casal tenha auto-controle para evitar as relações sexuais durante o período fértil da mulher, a fim de evitar a gravidez.

    5. “Sem Espaço para Contracepção” é uma organização católica?

    Os fundadores de “Sem Espaço para Contracepção” são católicos, entretanto essa organização não é católica. O propósito, o objetivo de “Sem Espaço para Contracepção” é expor os danos que a contracepção artificial traz para o casamento e para a sociedade, e esse objetivo não requer crença em nenhuma tradição religiosa. A Igreja Católica tem sido a única grande religião Cristã a se opor firmemente à contracepção artificial. Seus muitos documento claramente e profeticamente explicam esse ensinamento. Por causa de sua firme liderança contra o uso da contracepção química, “Sem Espaço para Contracepção” concorda com os principais documentos da Igreja Católica nessa matéria, e deriva muitos de seus trabalhos dos teólogos e acadêmicos católicos.

    6. Contracepção e controle de natalidade significam a mesma coisa?

    Essencialmente, sim, essas duas palavras possuem o mesmo significado. Ambas são usadas para designar a mesma coisa nesse site, nas conversações do dia-a-dia e em linguagem médica.

    7. O que “Sem Espaço para Contracepção” tem a dizer sobre o sexo antes do casamento, e fora do casamento?

    O lugar apropriado para o sexo é dentro do compromisso do casamento. Somente então a intimidade sexual pode atingir seu pleno objetivo e potencial. O sexo pressupõe vínculo e bebês, como observa Dra. Janet E. Smith. Sem o casamento, tanto a ligação quanto os bebês são colocados de lado em prol do prazer passageiro e da recreação.

    8. Como você se sente indo contra o que se tornou a norma nas últimas décadas?

    As mulheres têm sido forçadas a engolir a agenda do movimento pró aborto e pró anticoncepcionais por quase 100 anos. É tempo das mulheres realmente verem os perigos da contracepção para sua saúde e para seu casamento, e como a contracepção tem levado a problemas como o divórcio, abuso sexual, doenças, câncer e mais. Esses problemas somente se multiplicaram desde que o uso dos anticoncepcionais se tornou difundido.

    9. Um argumento comum é que, na sociedade atual, o sexo antes do casamento se tornou tão comum que as pessoas vão ter relações sexuais quer os anticoncepcionais estejam disponíveis ou não. Como você se sente acerca do grande número de crianças não desejadas que virão como resultado?

    O conceito de “crianças não desejadas” ou de “gravidez não planejada” surgiu da agenda do movimento de controle de natalidade. Esse movimento, que começou no início do século XX com Margaret Sanger, procurava destruir todo sentido de sacralidade acerca da relação sexual. A procriação de crianças foi cuidadosamente removida do conceito de atividade sexual. Essa atitude se tornou um “lugar comum” tão difundido que poucas pessoas sequer param para se questionar sobre os danos dos anticoncepcionais. “Sem Espaço para Contracepção” deseja trazer à luz essa evidência.

    10. Mais de metade dos americanos adolescentes estão tendo relações sexuais. Embora isso não seja bom, é inevitável. Seria correto recusar os anticoncepcionais?

    O sexo entre adolescentes não é inevitável; ele é esperado. Há uma expectativa de que os adolescentes vão se engajar em atividades sexuais porque é isso que lhes é ensinado na escola, através dos meios de comunicação e dos seus amigos, parentes e colegas. Se houvesse para com os adolescentes uma expectativa de que eles fossem responsáveis, tivessem auto-controle e respeito por si e pelos outros, veríamos uma diminuição na atividade sexual fora do casamento, uma diminuição no número de gravidezes “não-desejadas” e uma diminuição nas doenças. Além disso, bandidos e mafiosos “inevitavelmente” matam-se uns aos outros; por causa disso devemos dar para eles uma faca afiada e um beco escuro e dizer que é “questão de escolha” deles?

    11. O Instituto Alan Guttmacher revela que pelo menos 43% da diminuição no número de abortos nos últimos 10 anos pode ser atribuída à contracepção de emergência (pílula do dia seguinte). O que você acha disso? Qual o menor dos dois males?

    A promoção do “plano B” (pílula do dia seguinte) apresenta muitos problemas com relação à saúde da mulher com relação a super dosagem e abusos. A pílula do dia seguinte é uma droga forte, cuja dose é de 12 a 15 vezes maior do que aquela de uma pílula anticoncepcional típica. Promover essa alternativa é especialmente perigoso porque as adolescentes são vulneráveis a um grande risco de super dosagem.

    12. Você acha que o controle de natalidade é aborto? Você acha que a gravidez ocorre quando o óvulo é fertilizado ou quando o óvulo já fertilizado se implanta no revestimento uterino?

    O início da gravidez foi redefinido, na comunidade médica, para o momento da implantação, mas permanece o fato biológico de que uma vida humana começa na fertilização de um óvulo humano com esperma. Muitos métodos anticoncepcionais, incluindo o “plano B” (pílula do dia seguinte) são feitos para evitar a implantação dessa nova vida humana. Quer se chame isso de aborto ou não, de qualquer modo uma vida humana é perdida.
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    Traduzido de: http://www.noroomforcontraception.com/content/view/4/9/

    Do site: No Room for Contraception

    * Para saber mais sobre os efeitos colaterais, riscos à saúde, danos emocionais e outros problemas acarretados pelos anticoncepcionais, bem como conhecer mais sobre a alternativa do “Planejamento Familiar Natural” veja esses outros artigos sobre anticoncepcionais , do blog “Vida e Castidade”.