Do site do Theology of the Body Institute (http://www.tobinstitute.org/page.asp?ContentID=141)
Todo pai deve considerar seu filho um dom e um milagre, porque toda vida humana é irrepetível, absolutamente incrível, a manifestação física da imagem de Deus e do Seu amor neste mundo. Nossa filha Clare (nt: Clara, em português) é um milagre por causa dessa verdade; mas há algo ainda mais miraculoso em sua história, que merece ser repetido. Nesse mês de janeiro, quando centenas de milhares de pessoas viajam a Washington capital dos Estados Unidos para lamentar 39 anos de legalização do aborto no país, precisamos ainda mais da claridade e da luz que Clare nos traz. Clare é uma sobrevivente do holocausto do aborto.
Antes mesmo de sabermos de sua existência, nossa futura filha adotada estava no útero de sua mãe, em uma clínica da Planned Parenthood (nt: a maior rede de clínicas de aborto dos EUA), com sua vida marcada para ser extinta. Através de um milagre da graça, um técnico permitiu que o som da batida do coração da pequena bebê Clare ecoasse naquela sala clínica de tortura (Essa não é a prática comum da Planned Parenthood, mas parece que existe alguma legislação recente tornando lei o monitoramento pré-natal). Ao ouvir o som rápido daquele pequeno coração, a mãe biológica de Clare mudou de idéia sobre o aborto, se levantou, e deixou a sala.
Caminhando pela rua, ela encontrou um lugar, um centro de acolhimento que oferecia apoio e ajuda a mulheres em crise na gravidez. Ao invés de ser um lugar de sacrilégio contra uma nova vida, este era um santuário em prol da vida. Uma tapeçaria de Nossa Senhora de Guadalupe, Mãe dos Nascituros, acolhia a mulher enquanto ela entrava.
Tendo já adotado nosso lindo filho com uma história ligeiramente parecida de sobrevivência, minha esposa e eu recebemos uma ligação e uma pergunta dos nossos amigos do centro de acolhimento: "Tem um outro bebê aqui, a mãe quer um meio de adoção. A história é complicada. Vocês estão abertos a isso?" Levamos apenas 4 segundos para decidir. Nosso pensamento foi rápido: "Você disse bebê. Nós estamos abertos".
A gravidez foi um período tenso. Rezamos pela saúde e estabilidade da mãe biológica, sabendo que ela era uma alma em dificuldades. Em certo ponto na gravidez, houve uma ameaça de romper a bolsa amniótica. Ela estava exausta de ansiedade e da tentativa de esconder de todo mundo uma gravidez. Sentimos profundamente a vulnerabilidade e a fragilidade da vida de nossa futura filha. Como disse uma vez o Papa Bento XVI: "Como pode o lugar humano mais sagrado - o útero - ter se tornado um lugar de violência indizível?" E enquanto isso a pequena Clara estava se formando na aquecida escuridão do útero, ignorando o quão perto esteve de nunca ver a luz do dia.
E então chegou o grande dia.
Nossa amiga do centro de apoio à gravidez, que cuidou de Clare e de sua mãe biológica, estava ao lado da cama da mãe no hospital. Houve complicações; o parto não estava progredindo, e a mãe rejeitava uma cesariana, chateada e ansiosa que estava para sair dali rapidamente após o nascimento da bebê. Nesse momento nosso amigo, rezando o Terço da Misericórdia justamente na hora da misericórdia, viu as coisas mudarem. Clare nasceu de parto normal, nasceu saudável e forte. Talvez temerosa pelo poder que essa nova vida teria sobre seu coração, ou simplesmente em uma tentativa angustiada de retornar à vida que conhecia antes, a mãe biológica se recusou a saber o sexo da bebê que tinha acabado de trazer à luz. Seu desejo manifesto foi atendido, e ela nunca segurou ou mesmo olhou para Clare. Foi nosso amigo quem a segurou nos braços, cantando Ave Marias para ela, e falando como ela já era muito amada, cuidada e querida por Jesus e por uma mamãe e um papai que estavam ali bem perto. Ela não cansava de repetir para a pequena Clare: "Você é cheia de graça".
No terceiro dia de sua vida, ela veio a nós. Era domingo, 15 de Agosto, Festa de Nossa Senhora da Assunção. Uma garoa suave e incomum caía naquele dia (apenas mais um sinal de graça), e se misturou com nossas lágrimas de felicidade. Segurar a pequena era inacreditável. Milagre dos milagres! Escolhemos o nome Clare, que significa luz ou clareza, e pelo ano e meio que ela tem estado conosco, ela tem sido exatamente isso. Rápida em sorrir, rir, e deixar as pequenas coisas a encherem de espanto e admiração. Ela tem conquistado corações como os nossos por onde anda com seus charmes - na igreja, no supermercado, no shopping. Em cada elogio à sua beleza, sentimo-nos compelidos a contar sua história. Ainda agradecemos a Deus pela sua mãe biológica, e continuamos a rezar por ela - ela escolheu a Vida, e seremos sempre abençoados por essa escolha. E quanto a Clare, ela é a prova viva de que a Vida é boa, e de que a Vida vai vencer. A clareza e a luz se abrem para nós neste mundo toda vez que ela sorri, e cada vez que bate seu precioso coração. O coração que, na verdade, a salvou.
O vídeo que conta sua história está aqui:
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Vida e Castidade
"Deus vos chama a respeitar-vos também no namoro e no noivado, pois a vida conjugal que, por disposição divina, está destinada aos casados é somente fonte de felicidade e de paz na medida em que souberdes fazer da castidade, dentro e fora do matrimônio, um baluarte das vossas esperanças futuras" (Bento XVI)
sábado, 25 de fevereiro de 2012
domingo, 19 de fevereiro de 2012
180 - o filme
Por favor, mas por favor mesmo, assistam esse vídeo até o final. E que a mudança de 180 graus possa acontecer na sua vida, se ainda não aconteceu.
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Assinar petição on-line contra o aborto
Prezados amigos
Envio-lhes em anexo o boletim "Aborto. Faça alguma coisa pela vida!", edição n. 152, com a matéria "Pode o juiz autorizar um aborto?"
Tenham a bondade de assinar uma petição "on line" solicitando ao Deputado Salvador Zimbaldi (SP), presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Vida, que assine e protocole junto ao Procurador Geral de Justiça de Goiás uma representação criminal contra juízes que vem autorizando ilegalmente a prática do aborto de crianças deficientes.
A meta a atingir é de 1000 assinaturas.
http://www.peticoesonline.com/peticao/representacao-criminal-contra-juizes-que-autorizam-aborto/371
Excelentíssimo presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Vida
Deputado Federal Salvador Zimbaldi (SP)
Solicito que Vossa Excelência protocole uma representação junto ao Procurador Geral de Justiça do Estado de Goiás solicitando oferta de denúncia contra os juízes de direito que vêm autorizando ilegalmente a prática do aborto de crianças deficientes.
Deus lhes pague. As criancinhas agradecem.
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Envio-lhes em anexo o boletim "Aborto. Faça alguma coisa pela vida!", edição n. 152, com a matéria "Pode o juiz autorizar um aborto?"
Tenham a bondade de assinar uma petição "on line" solicitando ao Deputado Salvador Zimbaldi (SP), presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Vida, que assine e protocole junto ao Procurador Geral de Justiça de Goiás uma representação criminal contra juízes que vem autorizando ilegalmente a prática do aborto de crianças deficientes.
A meta a atingir é de 1000 assinaturas.
http://www.peticoesonline.com/peticao/representacao-criminal-contra-juizes-que-autorizam-aborto/371
Excelentíssimo presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Vida
Deputado Federal Salvador Zimbaldi (SP)
Solicito que Vossa Excelência protocole uma representação junto ao Procurador Geral de Justiça do Estado de Goiás solicitando oferta de denúncia contra os juízes de direito que vêm autorizando ilegalmente a prática do aborto de crianças deficientes.
Deus lhes pague. As criancinhas agradecem.
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
sábado, 18 de fevereiro de 2012
ARTIGOS DO BLOG VIDA E CASTIDADE
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Siga o Vida e Castidade no Twitter: @vidaecastidade
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Curso de Teologia do Corpo

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Curso de Teologia do Corpo
Já se encontra disponível on line, em caráter permanente e gratuito, o conteúdo do Curso Virtual de Teologia do Corpo, organizado pela equipe do site www.teologiadocorpo.com.br
O Curso apresenta arquivos de áudio, slides, e textos complementares distribuídos em 8 temas, percorrendo o conteúdo das catequeses do Papa João Paulo II que formam a Teologia do Corpo.
Visite o site, e aprenda mais sobre a Teologia do Corpo dentro de sua própria programação e disponibilidade de tempo. Para saber mais detalhes, clique aqui.
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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
domingo, 29 de janeiro de 2012
Dica de Vídeo - Testemunho de Shelley Lubben
Já temos em nosso blog uma outra tradução onde Shelley Lubben, ex-atriz de filmes pornográficos mostra os perigos e as desilusões dessa grande indústria que espalha a mentira.
Hoje encontrei esse vídeo, onde ela dá seu testemunho de como vivenciou um período amargo de prostituição e encenação de filmes explícitos, e como isso lhe fez mal, física, psicológica e espiritualmente. Mas o vídeo mostra também como ela foi resgatada pela fé em Deus, e pela ação mesmo de Deus.
Atenção apenas para o fato de que a tradução é do português de Portugal. Lá, "rapariga" significa simplesmente o feminino de rapaz, e não tem nenhuma conotação pejorativa.
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Hoje encontrei esse vídeo, onde ela dá seu testemunho de como vivenciou um período amargo de prostituição e encenação de filmes explícitos, e como isso lhe fez mal, física, psicológica e espiritualmente. Mas o vídeo mostra também como ela foi resgatada pela fé em Deus, e pela ação mesmo de Deus.
Atenção apenas para o fato de que a tradução é do português de Portugal. Lá, "rapariga" significa simplesmente o feminino de rapaz, e não tem nenhuma conotação pejorativa.
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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
"O amor vive de gratuidade, de sacrifício de si, de perdão e de respeito pelo outro."
"O amor vive de gratuidade, de sacrifício de si, de perdão e de respeito pelo outro."
"... cada amor humano é sinal do Amor eterno que nos criou, e cuja graça santifica a escolha de um homem e de uma mulher em dar-se reciprocamente a vida no matrimônio. Vivais esse tempo do namoro na expectativa confiante de tal dom, que é acolhido percorrendo uma estrada de consciência, de respeito, de atenções que não deveis nunca ferir: somente nessa condição a linguagem do amor permanecerá significativa também ao passar dos anos. Educai-vos, pois, desde agora à liberdade da fidelidade, que leva a se proteger reciprocamente, até viver um pelo outro. Preparai-vos para escolher com convicção o "para sempre" que conota o amor: a indissolubilidade, antes que condição, é dom a ser desejado, pedido e vivido, para além de todas as mutáveis situações humanas. E não pensais, segundo uma mentalidade difusa, que a convivência seja garantia para o futuro. Queimar as etapas leva a "queimar" o amor, que, ao contrário, tem necessidade de respeitar os tempos e a gradualidade nas expressões; tem necessidade de dar espaço a Cristo, que é capaz de tornar um amor humano fiel, feliz e indissolúvel. A fidelidade e a continuidade do vosso querer-vos bem vos tornarão capazes também de ser abertos à vida, de serem pais: a estabilidade da vossa união no Sacramento do Matrimônio permitirá aos filhos que Deus desejar vos dar crescer confiantes na bondade da vida. Fidelidade, indissolubilidade e transmissão da vida são os pilares de cada família, verdadeiro bem comum, patrimônio precioso para toda a sociedade. Desde agora, fundai sobre tudo isso o vosso caminho rumo ao matrimônio e testemunhai-o também aos vossos coetâneos: é um serviço precioso! Sejais gratos a quantos, com compromisso, competência e disponibilidade vos acompanham na formação: são sinal da atenção e do cuidado que a comunidade cristã vos reserva. Não sejais sós: busqueis e acolheis por primeiro a companhia da Igreja."
(Papa Bento XVI)
"... cada amor humano é sinal do Amor eterno que nos criou, e cuja graça santifica a escolha de um homem e de uma mulher em dar-se reciprocamente a vida no matrimônio. Vivais esse tempo do namoro na expectativa confiante de tal dom, que é acolhido percorrendo uma estrada de consciência, de respeito, de atenções que não deveis nunca ferir: somente nessa condição a linguagem do amor permanecerá significativa também ao passar dos anos. Educai-vos, pois, desde agora à liberdade da fidelidade, que leva a se proteger reciprocamente, até viver um pelo outro. Preparai-vos para escolher com convicção o "para sempre" que conota o amor: a indissolubilidade, antes que condição, é dom a ser desejado, pedido e vivido, para além de todas as mutáveis situações humanas. E não pensais, segundo uma mentalidade difusa, que a convivência seja garantia para o futuro. Queimar as etapas leva a "queimar" o amor, que, ao contrário, tem necessidade de respeitar os tempos e a gradualidade nas expressões; tem necessidade de dar espaço a Cristo, que é capaz de tornar um amor humano fiel, feliz e indissolúvel. A fidelidade e a continuidade do vosso querer-vos bem vos tornarão capazes também de ser abertos à vida, de serem pais: a estabilidade da vossa união no Sacramento do Matrimônio permitirá aos filhos que Deus desejar vos dar crescer confiantes na bondade da vida. Fidelidade, indissolubilidade e transmissão da vida são os pilares de cada família, verdadeiro bem comum, patrimônio precioso para toda a sociedade. Desde agora, fundai sobre tudo isso o vosso caminho rumo ao matrimônio e testemunhai-o também aos vossos coetâneos: é um serviço precioso! Sejais gratos a quantos, com compromisso, competência e disponibilidade vos acompanham na formação: são sinal da atenção e do cuidado que a comunidade cristã vos reserva. Não sejais sós: busqueis e acolheis por primeiro a companhia da Igreja."
(Papa Bento XVI)
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
"Treinando" para o casamento
Por Crystalina Evert
Quando eu era do colegio, me lembro que um dia fui para a casa de uma colega, e vi sua mãe e seu pai. Eu me lembro de perguntar para ela: "Você não acha estranho ter seu pai sempre em casa?" Ela simplesmente me olhou meio confusa e falou: "Hm... não, não acho".
Meus pais se separaram quando eu tinha dois anos. Dos meus seis tios e tias, cinco eram divorciados, e a maioria das minhas amigas viviam em lares onde só havia a mãe, algumas vezes só o pai. Aos meus olhos, não acreditava que as relações pudessem durar. Então, quando comecei a namorar, não tinha a menor idéia do que seria um relacionamento saudável.
O drama dos meus relacionamentos geralmente seguiam um roteiro: eu paquerava, me "apaixonava", e depois as coisas ficavam muito "quentes" fisicamente. Seguia-se o desrespeito, abuso, infidelidade, sarcasmo, e desonestidade. Daí então a gente terminava (geralmente várias vezes), e depois repetia o processo todo com outra pessoa. Eu sei que parece meio depressivo, mas era minha realidade, já que todas as minhas amigas estavam na mesma situação.
Depois de alguns anos vivendo assim, você pode imaginar que eu não tinha lá muita vontade de me casar. Na verdade, eu debochava das pessoas que viam o casamento como um objetivo na vida. Eu pensava: "Meu Deus, como são ingênuas essas pessoas! Elas estão apenas caminhando para a frustração!" Eu nunca desejei passar por um divórcio, e eu sabia exatamente como evitá-lo: não me casando nunca.
Mas, finalmente, me veio um pensamento. Se ninguém quer um divórcio, porque todo mundo vive como se estivesse treinando para ter um? Ao invés de treinarmos para a fidelidade, tínhamos essa mentalidade: "Se te dá vontade, vai lá e faz!" Ao invés de ensinar as outras pessoas a nos respeitar, deixávamos as pessoas nos usarem. Mas será que esses hábitos vão levar um casamento a ser duradouro? Com certeza não, pois tudo depende de mim.
Eu não mudei meu jeito de ser da noite para o dia, porque eu não sabia sequer como deveria ser tratada. Eu tinha recaídas de tempos em tempos, mas sempre pensava comigo mesma: "Se eu quero dar aos meus filhos a família que eu nunca tive, então tenho que parar de agir como vítima". É muito fácil desistir, entrar em desespero, e admitir a derrota, do mesmo jeito que é fácil se divorciar.
O que não é fácil é se fazer vulnerável, praticar o auto-controle, ficar longe de relacionamentos sem futuro, e ter a coragem de manter firme a esperança de que o verdadeiro amor existe. Mas parece que as únicas pessoas que encontram o verdadeiro amor são exatamente as pessoas que fazem isso. A idéia de se tornar um marido ou uma esposa pode parecer algo distante para você, mas as virtudes ou vícios que você pratica hoje irão moldar quem você irá se tornar, e a maneira com que você vai se permitir ser tratada no futuro.
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Trecho do livro "Theology of the body for teens", p. 129
Quando eu era do colegio, me lembro que um dia fui para a casa de uma colega, e vi sua mãe e seu pai. Eu me lembro de perguntar para ela: "Você não acha estranho ter seu pai sempre em casa?" Ela simplesmente me olhou meio confusa e falou: "Hm... não, não acho".
Meus pais se separaram quando eu tinha dois anos. Dos meus seis tios e tias, cinco eram divorciados, e a maioria das minhas amigas viviam em lares onde só havia a mãe, algumas vezes só o pai. Aos meus olhos, não acreditava que as relações pudessem durar. Então, quando comecei a namorar, não tinha a menor idéia do que seria um relacionamento saudável.
O drama dos meus relacionamentos geralmente seguiam um roteiro: eu paquerava, me "apaixonava", e depois as coisas ficavam muito "quentes" fisicamente. Seguia-se o desrespeito, abuso, infidelidade, sarcasmo, e desonestidade. Daí então a gente terminava (geralmente várias vezes), e depois repetia o processo todo com outra pessoa. Eu sei que parece meio depressivo, mas era minha realidade, já que todas as minhas amigas estavam na mesma situação.
Depois de alguns anos vivendo assim, você pode imaginar que eu não tinha lá muita vontade de me casar. Na verdade, eu debochava das pessoas que viam o casamento como um objetivo na vida. Eu pensava: "Meu Deus, como são ingênuas essas pessoas! Elas estão apenas caminhando para a frustração!" Eu nunca desejei passar por um divórcio, e eu sabia exatamente como evitá-lo: não me casando nunca.
Mas, finalmente, me veio um pensamento. Se ninguém quer um divórcio, porque todo mundo vive como se estivesse treinando para ter um? Ao invés de treinarmos para a fidelidade, tínhamos essa mentalidade: "Se te dá vontade, vai lá e faz!" Ao invés de ensinar as outras pessoas a nos respeitar, deixávamos as pessoas nos usarem. Mas será que esses hábitos vão levar um casamento a ser duradouro? Com certeza não, pois tudo depende de mim.
Eu não mudei meu jeito de ser da noite para o dia, porque eu não sabia sequer como deveria ser tratada. Eu tinha recaídas de tempos em tempos, mas sempre pensava comigo mesma: "Se eu quero dar aos meus filhos a família que eu nunca tive, então tenho que parar de agir como vítima". É muito fácil desistir, entrar em desespero, e admitir a derrota, do mesmo jeito que é fácil se divorciar.
O que não é fácil é se fazer vulnerável, praticar o auto-controle, ficar longe de relacionamentos sem futuro, e ter a coragem de manter firme a esperança de que o verdadeiro amor existe. Mas parece que as únicas pessoas que encontram o verdadeiro amor são exatamente as pessoas que fazem isso. A idéia de se tornar um marido ou uma esposa pode parecer algo distante para você, mas as virtudes ou vícios que você pratica hoje irão moldar quem você irá se tornar, e a maneira com que você vai se permitir ser tratada no futuro.
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Trecho do livro "Theology of the body for teens", p. 129
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Mais uma oportunidade de conhecer a Teologia do Corpo
Já temos no site http://www.teologiadocorpo.com.br/ um curso virtual gratuito.
Agora, a TV Século 21 proporciona, através de seu projeto EAD (Ensino à Distância) um curso de ensino à distância. Mais uma oportunidade de conhecer a Teologia do Corpo.
http://www.eadseculo21.org.br/ead/?opcao=visualizarCurso&ID=288
Agora, a TV Século 21 proporciona, através de seu projeto EAD (Ensino à Distância) um curso de ensino à distância. Mais uma oportunidade de conhecer a Teologia do Corpo.
http://www.eadseculo21.org.br/ead/?opcao=visualizarCurso&ID=288
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
“Não caiam no mesmo erro que eu”
(a história de alguém que se deixou seduzir pela falácia abortista)
[Este depoimento foi recebido por correio eletrônico em 29/09/2011
A autora deu permissão para sua publicação]
Meu nome é Gabriela, tenho 32 anos, nasci no RJ, cresci em uma família cercada de amor e cuidados e atenção. Apesar de ter crescido em uma família católica ouvindo sempre os ensinamentos de Deus, achava tudo isto uma grande besteira, meu discurso era de que o ser humano é o único responsável por sua própria existência.
Em minhas preleções cheias de propriedade eu defendia a liberdade da mulher, o aborto e a não existência de Deus.
Em uma vida atribulada e com valores invertidos, fui construindo uma personalidade vaidosa, fútil e egoísta. Com objetivos traçados, eu lutava para conseguir atingi-los na ilusão que minha beleza era eterna e que a minha inteligência era acima do comum. Como estudante e depois como jornalista, trabalhei com artistas famosos e intelectuais, para a maioria das pessoas o aborto era considerado algo normal. Então quando me vi grávida não cheguei sequer a cogitar a opção de ser mãe. Sem nenhum remorso fui a uma clínica para a consulta pela manhã e marquei o procedimento para o mesmo dia à tarde.
Minha única preocupação foi perguntar ao médico se estaria boa para trabalhar no dia seguinte, pois havia o lançamento de um livro e eu precisava estar lá para mostrar o quanto eu era competente.
Acompanhada do meu namorado, que ainda tentou me demover da idéia, alegando que financeiramente um filho seria viável e que gostava de mim, me dirigi para cometer o maior erro da minha vida. Para ele apenas afirmei que era eu quem tinha o direito de decisão, pois para mim a mulher é quem podia decidir ter ou não um filho. Fiz o aborto sem nenhuma dor de consciência e fui tocando minha vida sem Deus.
Ignorante, eu imaginava que éramos os seres humanos, os únicos responsáveis por nossos destinos e que Deus não passava de uma figura inventada para acalentar os fracos.
Um tempo após ter feito o aborto, fui convidada para ir ao MT para um trabalho, já restava com 26 anos, peguei um avião e parti ao que seria minha maior escola.
Em MT, pela vontade de Deus acabei parando em uma cidade fronteiriça com a Bolívia, marcada pela pobreza em demasia e pela promiscuidade. Nesta cidade, conheci um rapaz por quem me apaixonei (era para eu ficar por 4 meses fazendo um documentário sobre população ribeirinha), joguei tudo para o alto para viver este amor e casei-me em dezembro de 2007.
Mas minha vida não foi fácil, meu marido me traía e fui muito humilhada, com a tristeza acabei engordando 24 kg, perdendo a beleza que tanto eu exaltava, não tinha emprego como jornalista, então fui dar aulas de inglês, meu trabalho não tinha nenhum glamour de outros tempos, meus pais não estavam mais por perto para limpar as besteiras que eu fazia. Eu que adorava festas e passava madrugadas nas altas rodas, sofria pelos sumiços de meu marido, que só retornava bêbado pela manhã. E eu que sempre fui tão dona de meu nariz, andava de cabeça baixa resignada. Em meio a toda esta dor fui apresentada a Jesus, comecei a rezar e de alguma forma Ele me acalentava. Certo dia, fui a Catedral que existe aqui na cidade e ajoelhada em frente à imagem de Nsa. Senhora chorei um choro doído que me fez entender muita coisa e agradeci o sofrimento, pois percebi que Deus me deu a oportunidade de sofrer para pagar um pouco os imensos pecados. Naquele momento tive a consciência que cometi um assassinato. Havia matado meu próprio filho! O sofrimento devastou minha alma como uma grande onda, este sofrimento foi como uma bofetada que me fez despertar.
Hoje meu marido se arrependeu da traição e vivemos melhor, voltei a trabalhar como jornalista em uma universidade, nunca mais tive a beleza de antes. Desejei muito ter um filho, fiz várias tentativas, mas nunca consegui engravidar de novo. Sofro muito até hoje e a culpa me persegue.
Percebi que Deus tinha um propósito para minha vida e hoje converso com muitas jovens sobre a importância da solidez de uma família e sou militante CONTRA o aborto. Quero adotar uma criança e dar amor e valores a ela, mas sei que terei esta marca impressa para toda a eternidade.
Dou meu testemunho porque quero de alguma forma ajudar a quem tem dúvidas. Nos fazem acreditar que para ser feliz basta termos uma boa profissão, ter liberdade de fazer o que quiser e não temer a nada nem a ninguém. Hoje sei que os limites são necessários e que a família é um bem precioso.
Deus é um pai de imensa bondade e sua justiça é infalível, por isto agradeço minhas lágrimas, só através delas pude dissolver a cegueira do egoísmo e da vaidade.
Eu imploro, não cogitem fazer um aborto. A vida é um presente de Deus e filhos bênçãos maravilhosas! Não caiam no mesmo erro que eu, a culpa é um chicote que abre feridas que nunca se cicatrizam.
Gabriela
www.providaanapolis.org.br
[Este depoimento foi recebido por correio eletrônico em 29/09/2011
A autora deu permissão para sua publicação]
Meu nome é Gabriela, tenho 32 anos, nasci no RJ, cresci em uma família cercada de amor e cuidados e atenção. Apesar de ter crescido em uma família católica ouvindo sempre os ensinamentos de Deus, achava tudo isto uma grande besteira, meu discurso era de que o ser humano é o único responsável por sua própria existência.
Em minhas preleções cheias de propriedade eu defendia a liberdade da mulher, o aborto e a não existência de Deus.
Em uma vida atribulada e com valores invertidos, fui construindo uma personalidade vaidosa, fútil e egoísta. Com objetivos traçados, eu lutava para conseguir atingi-los na ilusão que minha beleza era eterna e que a minha inteligência era acima do comum. Como estudante e depois como jornalista, trabalhei com artistas famosos e intelectuais, para a maioria das pessoas o aborto era considerado algo normal. Então quando me vi grávida não cheguei sequer a cogitar a opção de ser mãe. Sem nenhum remorso fui a uma clínica para a consulta pela manhã e marquei o procedimento para o mesmo dia à tarde.
Minha única preocupação foi perguntar ao médico se estaria boa para trabalhar no dia seguinte, pois havia o lançamento de um livro e eu precisava estar lá para mostrar o quanto eu era competente.
Acompanhada do meu namorado, que ainda tentou me demover da idéia, alegando que financeiramente um filho seria viável e que gostava de mim, me dirigi para cometer o maior erro da minha vida. Para ele apenas afirmei que era eu quem tinha o direito de decisão, pois para mim a mulher é quem podia decidir ter ou não um filho. Fiz o aborto sem nenhuma dor de consciência e fui tocando minha vida sem Deus.
Ignorante, eu imaginava que éramos os seres humanos, os únicos responsáveis por nossos destinos e que Deus não passava de uma figura inventada para acalentar os fracos.
Um tempo após ter feito o aborto, fui convidada para ir ao MT para um trabalho, já restava com 26 anos, peguei um avião e parti ao que seria minha maior escola.
Em MT, pela vontade de Deus acabei parando em uma cidade fronteiriça com a Bolívia, marcada pela pobreza em demasia e pela promiscuidade. Nesta cidade, conheci um rapaz por quem me apaixonei (era para eu ficar por 4 meses fazendo um documentário sobre população ribeirinha), joguei tudo para o alto para viver este amor e casei-me em dezembro de 2007.
Mas minha vida não foi fácil, meu marido me traía e fui muito humilhada, com a tristeza acabei engordando 24 kg, perdendo a beleza que tanto eu exaltava, não tinha emprego como jornalista, então fui dar aulas de inglês, meu trabalho não tinha nenhum glamour de outros tempos, meus pais não estavam mais por perto para limpar as besteiras que eu fazia. Eu que adorava festas e passava madrugadas nas altas rodas, sofria pelos sumiços de meu marido, que só retornava bêbado pela manhã. E eu que sempre fui tão dona de meu nariz, andava de cabeça baixa resignada. Em meio a toda esta dor fui apresentada a Jesus, comecei a rezar e de alguma forma Ele me acalentava. Certo dia, fui a Catedral que existe aqui na cidade e ajoelhada em frente à imagem de Nsa. Senhora chorei um choro doído que me fez entender muita coisa e agradeci o sofrimento, pois percebi que Deus me deu a oportunidade de sofrer para pagar um pouco os imensos pecados. Naquele momento tive a consciência que cometi um assassinato. Havia matado meu próprio filho! O sofrimento devastou minha alma como uma grande onda, este sofrimento foi como uma bofetada que me fez despertar.
Hoje meu marido se arrependeu da traição e vivemos melhor, voltei a trabalhar como jornalista em uma universidade, nunca mais tive a beleza de antes. Desejei muito ter um filho, fiz várias tentativas, mas nunca consegui engravidar de novo. Sofro muito até hoje e a culpa me persegue.
Percebi que Deus tinha um propósito para minha vida e hoje converso com muitas jovens sobre a importância da solidez de uma família e sou militante CONTRA o aborto. Quero adotar uma criança e dar amor e valores a ela, mas sei que terei esta marca impressa para toda a eternidade.
Dou meu testemunho porque quero de alguma forma ajudar a quem tem dúvidas. Nos fazem acreditar que para ser feliz basta termos uma boa profissão, ter liberdade de fazer o que quiser e não temer a nada nem a ninguém. Hoje sei que os limites são necessários e que a família é um bem precioso.
Deus é um pai de imensa bondade e sua justiça é infalível, por isto agradeço minhas lágrimas, só através delas pude dissolver a cegueira do egoísmo e da vaidade.
Eu imploro, não cogitem fazer um aborto. A vida é um presente de Deus e filhos bênçãos maravilhosas! Não caiam no mesmo erro que eu, a culpa é um chicote que abre feridas que nunca se cicatrizam.
Gabriela
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