Por Danielle Tiano e Karen Child
Quando Missy descobriu pornografia no laptop de seu marido, não sabia bem o que fazer. Ao invés de confrontá-lo, revelou sua descoberta a algumas de suas melhores amigas. Disse-lhes que a busca de um documento em seu HD levou a um arquivo chamado "trabalho" que continha centenas de fotos de mulheres e homens em atos sexuais. Ela sentiu-se traída, magoada e com raiva. Suas amigas estavam chocadas e consternadas, porque acreditavam que Missy e seu marido eram o casal perfeito. Elas também começaram ase perguntar se isso não poderia acontecer a elas.
Há algum tempo atrás era necessário descobrir onde estavam as revistas do tio ou do irmão para ser exposta à pornografia. Mas agora, a pornografia e sua cultura têm se tornado uma coisa comum, aceita, e sua acessibilidade aumenta em um nível global. De acordo com um estudo realizado pela “Internet Filter Review”, em 2006, 70 por cento dos adultos admitem que veem pornografia regularmente, geralmente sem seus cônjuges ou sem conhecimento de ninguém. Em todo o mundo, a pornografia é uma indústria de 97 bilhões de dólares, com os Estados Unidos consumindo 13 bilhões desse total. Esse nível de exposição tem permeado a sociedade, independentemente da condição social, da raça ou do gênero.
Um estudo recente realizado pelo Brigham Young University descobriu que os estudantes universitários do sexo feminino nos Estados Unidos aceitam mais a pornografia hoje em dia. Passaram a tratar a pornografia como um lugar-comum, um rito de passagem, uma “apimentada” no casamento, uma forma inofensiva de entretenimento e expressão sexual. Mas, na verdade, os efeitos de longo alcance, similares aos das drogas, são prejudiciais a saúde econômica, social e espiritual da nossa sociedade.
Exames de um cérebro de viciado em crack e um cérebro viciado em pornografia parecem assustadoramente semelhantes. Mas enquanto um viciado em cocaína necessidades de cocaína para conseguir o efeito desejado, um viciado em pornografia só precisa imaginar a sua última experiência erótica para liberar os mesmos neuro-químicos que ele ou ela experimenta quando vê pornografia. Um fato verdadeiro, e ainda mais surpreendente, é que viciados em pornografia podem conseguir os efeitos da “droga”, mesmo sem sua droga. O fenômeno, chamado de “recall eufórico”, pod efazer da pornografia o vício mais poderoso dos tempos modernos.
E, assim como acontece em qualquer vício, o usuário necessita de “doses” mais intensas e práticas sexuais mais incomuns para atingir o mesmo efeito de excitação. Muitas vezes, passam a se aventurar em tipos de pornografia e em práticas que não teriam nunca considerado antes. Este é o caminho que leva a práticas imorais e ilegais, como prostituição e pornografia infantil, e pode até causar uma devastação financeira. Vinte por cento dos homens e 13 por cento das mulheres admitem que visualizam pornografia no trabalho, e os empregadores estão começando a reprimir esta onda, demitindo mais e mais adultos, devido à produtividade perdida.
Casais podem querer introduzir pornografia depois de anos de casamento, com a idéia de “apimentar” uma vida sexual monótona. A novidade pode excitar no início, mas ao longo do tempo, pode diminuir a conexão emocional, a excitação e a intimidade sexual compartilhada. Muitos casais cometem o erro de pensar que a pornografia vai ajudar um relacionamento conturbado, quando na realidade ela apenas mascara temporariamente o problema mais profundo de desconexão e falta de intimidade real.
Uma pesquisa de 2002, feita por membros da Academia Americana de Advogados Matrimoniais, descobriu que a internet desempenhou um papel em 62 por cento dos casos de divórcio no ano anterior, e 56 por cento disseram que um interesse obsessivo por pornografia na Internet foi um dos problemas.
O aspecto mais perturbador da aceitação da pornografia na nossa cultura é o seu efeito sobre as crianças. A organização “Family Safe Media” informa que a idade média da primeira exposição de uma criança à pornografia é de oito anos, e a “Internet Filter Review” comenta que 90 por cento das crianças com idades entre entre oito e quinze anos já viram pornografia em seus computadores domésticos, a maioria ao fazer lição de casa.
A pornografia é particularmente prejudicial para um cérebro jovem, que não completou o seu desenvolvimento. Ela pode realmente modificar as conexões neurais no cérebro, afetando as áreas da toxicodependência e excitação.
Pesquisasa tem mostrado que crianças expostas à pornografia apresentam respostas emocionais traumáticas, relações sexuais em idade precoce, um aumento do risco de doenças sexualmente transmissíveis, e um desenvolvimento de compulsões sexuais. Elas também podem vir a objetificar os seres humanos, acreditando que a satisfação sexual é alcançada sem afeição pelo parceio(a).
Muitos pais não falam com os filhos, porque eles mesmo não têm atitudes saudáveis na área sexual, ou podem estar envolvidos em pornografia ou outros comportamentos sexuais de risco.
Então, qualquer que seja sua opinião sobre a pornografia, estaja ciente de que o que poderia ser usado para acender uma faísca no quarto pode de fato provocar uma explosão de vício em seu relacionamento, e entre seus filhos. Se a pornografia tem sido descrita como o novo "crack", em termos de seu poder viciante, não podemos deixar de ter essa conversa de importância crítica, com nosso cônjuge e com nossos filhos.
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Juntas Danielle Tiano e Karen Child escreveram um livro infantil para ajudar os pais a conversar com seus filhos sobre pornografia e seus perigos. Danielle Tiano tem escrito vários livros sobre assuntos difíceis para as crianças, Karen é uma terapeuta familiar e de casal, atuando no tratamento de adultos e jovens que lutam contra o vício sexual.
Traduzido de: http://www.elizamagazine.com/article.php?ID=20
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"Quando se decidir firmemente a viver uma vida pura, a castidade não será um peso para você. Será uma coroa de triunfo”. São Josemaria Escrivá
domingo, 31 de julho de 2011
A pornografia não é inofensiva
sábado, 23 de julho de 2011
Deixar-se amar
"Em um sentido mais profundo, o homem chega a si mesmo não através do que faz, mas através do que recebe. Ele deve esperar pelo dom do amor, e o amor somente pode ser recebido como um dom, como dádiva. Ninguém está em condições de “produzir” o amor por si, sem o outro; deve-se esperar por ele, deixá-lo ser entregue a alguém. Não é possível se tornar plenamente humano de nenhum outro modo, a não ser deixando-se amar. Se o homem não se permite ser presenteado com o dom do amor, ele se destrói."
Introdução ao Cristianismo, Ed. Herder, São Paulo, 1970. p.219-220.
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segunda-feira, 11 de julho de 2011
“Eu vejo você”: de Santo Agostinho até Avatar
Por Christopher West
Quando Avatar se tornou o filme de maior bilheteria da história do cinema, pensei que poderia ir lá e conferir o que o filme tinha de especial.
De fato, há várias coisas a se admirar nesse filme. Além do visual de tirar o fôlego e dos efeitos especiais surpreendentes, eu fiquei especialmente fascinado pelas três palavras simples com que o povo Na'vi se cumprimentava: “eu vejo você”. Como explicado no filme, significa mais do que ver o outro fisicamente, com os olhos. Significa ver dentro do outro, compreender o outro, acolher o outro. Significa ver o coração da outra pessoa, a pessoa da outra pessoa.
E aqui, James Cameron, o escritor e diretor do filme, pode muito bem ter se servido diretamente de Santo Agostinho. Foi o "Doutor da Graça" quem disse que o desejo mais profundo do coração humano é ver o outro e ser visto pelo olhar amoroso do outro (ver Sermão 69, c. 2, 3).
Esse anseio de ver e ser visto, assim como a própria beleza do distante planeta Pandora, remonta ao Éden, à forma original de "ver", sobre a qual João Paulo II reflete em sua Teologia do Corpo. Como o último Papa expressou, o primeiro homem e a primeira mulher “viam o outro mais plena e claramente do que através do próprio sentido da visão.” Eles viam um ao outro com um "olhar interior" (ver catequese de 02/01/1980) - um olhar que vê “dentro” do outro, criando um vínculo profundo de paz e intimidade.
Um "olhar interior" é precisamente o que o povo Na’vi expressa quando diz “eu vejo você”. E isso, creio eu, é um dos atrativos de Avatar: o filme nos convida para uma maneira diferente de ver um ao outro, e o mundo ao nosso redor.
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Tradução de trechos do artigo “’I See You’: From Augustine to Avatar”, de Christopher West. Veja o artigo original em: http://www.christopherwest.com/page.asp?contentID=137
Quando Avatar se tornou o filme de maior bilheteria da história do cinema, pensei que poderia ir lá e conferir o que o filme tinha de especial.
De fato, há várias coisas a se admirar nesse filme. Além do visual de tirar o fôlego e dos efeitos especiais surpreendentes, eu fiquei especialmente fascinado pelas três palavras simples com que o povo Na'vi se cumprimentava: “eu vejo você”. Como explicado no filme, significa mais do que ver o outro fisicamente, com os olhos. Significa ver dentro do outro, compreender o outro, acolher o outro. Significa ver o coração da outra pessoa, a pessoa da outra pessoa.
E aqui, James Cameron, o escritor e diretor do filme, pode muito bem ter se servido diretamente de Santo Agostinho. Foi o "Doutor da Graça" quem disse que o desejo mais profundo do coração humano é ver o outro e ser visto pelo olhar amoroso do outro (ver Sermão 69, c. 2, 3).
Esse anseio de ver e ser visto, assim como a própria beleza do distante planeta Pandora, remonta ao Éden, à forma original de "ver", sobre a qual João Paulo II reflete em sua Teologia do Corpo. Como o último Papa expressou, o primeiro homem e a primeira mulher “viam o outro mais plena e claramente do que através do próprio sentido da visão.” Eles viam um ao outro com um "olhar interior" (ver catequese de 02/01/1980) - um olhar que vê “dentro” do outro, criando um vínculo profundo de paz e intimidade.
Um "olhar interior" é precisamente o que o povo Na’vi expressa quando diz “eu vejo você”. E isso, creio eu, é um dos atrativos de Avatar: o filme nos convida para uma maneira diferente de ver um ao outro, e o mundo ao nosso redor.
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Tradução de trechos do artigo “’I See You’: From Augustine to Avatar”, de Christopher West. Veja o artigo original em: http://www.christopherwest.com/page.asp?contentID=137
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Sede fecundos e multiplicai-vos. Agora.
Por Barbara Kay
Acabei de comemorar um aniversário significativo. Quão significativo? Dica: eu agora posso ter gratuidade no transporte público, em vez de pagar. Eu sou o que sou, e o que eu sou não é jovem.
Decidi que eu sou uma "idosa", termo que tem uma aceitação cultural mais agradável e – ao contrário da palavra "velho", que traz consigo um sentido de desgaste – deixa a pessoa com algumas “cartas” ainda na manga, e neurônios suficientes para distinguir um falcão de um serrote.
Para minha alegria, uma expectativa crucial se materializou: eu também estou mais sábia. Isso é porque eu realmente aprendi com a experiência – a minha própria e a experiência de outras pessoas intelectualmente dignas de confiança. Eu posso distinguir o que é transitório do que perdura. Eu não me deixo enganar ou me levar por projetos duvidosos. Eu sei escolher as pessoas, idéias e instituições nas quais vale a pena gastar o meu tempo cada vez mais precioso.
Você não pode imaginar que conveniência é ter sabedoria, e como ela nos faz ganhar tempo. Eu recomendo. Quando você é sábio, a cada minuto do seu dia é produtivo, de uma forma ou de outra. Suas prioridades instintivamente se ajustam no lugar.
Falando de prioridades, uma poetisa de Montreal uma vez escreveu: "Eu não venderia o meu filho por um milhão de dólares, e eu não lhe daria sequer dois centavos pelo seu." O que ela queria dizer, claro, era que apenas uma coisa na vida é realmente preciosa.
O que me leva ao meu argumento: Alguma sabedoria pode ser adquirida através da própria experiência; mas outros tipos de sabedoria, como a decisão de quando ter filhos, dependem de tempo de experiência, e devem ser tomadas a partir dos conselhos dos sábios mais velhos, como eu.
Então, deixe-me dizer – bem, na verdade acredito que a Constituição permite que as pessoas da minha idade possam dar conselhos não solicitados – que no caso improvável de que você, leitora deste artigo, seja uma mulher de vinte e poucos anos, aqui vai um pouco de sabedoria adquirida com a experiência que você nunca vai obter hoje em dia de figuras de autoridade masculina (eles não ousariam!) ou mesmo da maioria das outras mulheres: Nada do que você possa alcançar naquela sua preciosa carreira vai chegar aos pés da realização que é criar filhos decentes e construtivos.
Não espere muito tempo. A infertilidade desejada voluntariamente pode se tornar um pesadelo de arrependimento. Repita comigo: Meu pico de fertilidade ocorre por volta dos 25 anos. Aos 35, já estou arriscando. Aos 40, estou jogando na loteria.
Não existe um príncipe encantado. Quando você decidir que é a hora certa, você vai encontrar o homem certo. Se você começar a olhar para os homens como potenciais pais, ao invés de potenciais amantes, você vai acabar vivendo harmoniosamente de acordo com a natureza, e não com o plano de feministas.
Minhas amigas se tornaram altamente bem sucedidas nos negócios, na vida profissional e cultural. Mas quando nos encontrarmos socialmente, elas não querem me contar sobre a mais recente realização profissional. Já estão acostumados a quem – e o que – são (ou fizeram as pazes com quem – e o que – não são). O que as estimula agora são os desdobramentos e os dramas das vidas de seus filhos e – se tiveram a sorte de tê-los – dos seus netos.
Você vai estar onde estou mais cedo do que você pensa. Você pode mudar sua opinião em qualquer idade, mas em matéria de biologia, o tempo é um árbitro implacável. O mais pungente dos lamentos de Shakespeare é "Oh, tempo, volte para trás em seu vôo." Aqui termina a sabedoria por hoje.
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Tradução adaptada de trechos do artigo "Be fruitful and multiply. Now.", de Barbara Kay, Jornal National Post (Canada), 12 de dezembro de 2007.
http://www.catholiceducation.org/articles/feminism/fe0044.htm
domingo, 19 de junho de 2011
A Beleza do Amor: Chave para a Educação em Pureza Sexual
Como os ensinamentos da Teologia do Corpo sobre a castidade afetam a prática pastoral, e como podemos ensinar e viver a castidade a partir disso?
Por Michael Waldstein, Ph.D.

A beleza é um dos dois fundamentos sobre os quais o método pastoral de João Paulo II se sustenta na área do casamento e vida familiar. Eu devo mencionar imediatamente o segundo para que o método pastoral não parecem estar pulando numa perna só: é a experiência. João Paulo II é um observador sagaz e disciplinado da experiência humana, particularmente da experiência do amor entre homem e mulher. Seu encontro precoce com a poesia esponsal-experiencial e com a teologia de São João da Cruz deu um forte impulso para o que parece ter sido um aguçado talento natural do jovem Karol Wojtyla.
A combinação desses dois fundamentos, beleza e experiência, é poderoso. Uma beleza dissociada, vista de longe como um objeto de admiração, fora do alcance da experiência real de homens e mulheres comuns, pode despertar nostalgia, mas não pode causar uma mudança real ou fornecer orientação efetiva. A beleza entendida como realizável e em conexão com a experiência diária do amor - essa tem um grande poder para mover e sustentar a vida real. Não é preciso receber o ensinamento de João Paulo II só por causa da mera autoridade. Pode-se verificar sua veracidade ou não na própria experiência.
Não é segredo que muitos católicos, particularmente na academia, discordam sobre a ética do casamento, sexo e família. O método pastoral de João Paulo II é um avanço positivo nesta situação de, por vezes, linhas de batalha entrincheiradas. Ele parece dizer-nos: "Seu desejo pela beleza do amor vai levar você ao lugar certo. Tente esta beleza; teste-a em sua própria experiência ".
Em um estudo teológico sobre o corpo, a questão da finalidade do corpo é central. Por que Deus criou a matéria? Por que criou o corpo humano? Ele o criou como um sinal sacramental, a fim de expressar sua própria vida enquanto Trindade – e a fim de transferir para o mundo visível uma participação nessa vida. O propósito da matéria e do corpo humano em particular é permitir que o esplendor da vida divina penetre no mundo visível e se expresse em uma forma corpórea harmoniosa no amor entre homem e mulher.
Como podemos crescer na visão e no conhecimento dessa beleza? Como essa beleza pode realmente entrar em nossa experiência diária de modo a desabrochar o seu poder de transformar nossas vidas? A vida sobrenatural, que podemos ver apenas com os olhos da fé, atinge nossa experiência através dos dons do Espírito Santo. Qual dos dons do Espírito Santo é particularmente importante para que a beleza do atinja nossa experiência? O ensinamento de João Paulo II é muito claro sobre este ponto. O dom do Espírito Santo que está no centro da espiritualidade conjugal é o dom da piedade ou reverência, isto é, uma sensibilidade viva para o que é sagrado e divino nas relações entre homem e mulher.
Na "Carta às Famílias", João Paulo ilustra isso ao olhar para a feiúra do seu oposto: "Um amor que não é mais belo, mas reduzido apenas à satisfação da concupiscência (1 João 2:16) ou a um “uso” mútuo entre um homem e uma mulher, faz das pessoas escravas das suas fraquezas. Não é verdade que certas "agendas culturais" modernas levam a essa escravidão?"
Pode-se compreender a beleza do amor contrastando-o com esse mútuo "usar." O mero “uso” de pessoas, mesmo por consentimento mútuo, por mero prazer ou episódio erótico, é feio, porque é uma ofensa à dignidade humana. A beleza primeira e mais fundamental do amor está ligada com o respeito ou mesmo reverência pela dignidade racional das outras pessoas. É somente no espaço livre aberto por este respeito e reverência que o homem e a mulher podem se mover livremente e com alegria juntos no amor, sem o medo de “asfixia” no “uso”, ou o “jogar a pessoa fora” depois que termina a excitação erótica.
Na Teologia do Corpo, João Paulo II nos mostra a beleza do corpo, acima de tudo, como dom de si no amor. Nesse dom (dádiva, presente), surge uma grande profundidade no corpo: não apenas a vontade e o sentimento e do homem e da mulher em ser uma só carne, oferecendo-se um ao outro, mas ainda mais profundamente, uma participação na comunhão divina de pessoas. É no poder do corpo enquanto um sinal sacramental no casamento que sua maior beleza pode ser vista.
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Michael Waldstein, Ph.D., é professor de teologia na Universidade Ave Maria. Ele traduziu as catequeses do Papa para o inglês, no livro: “Man and Woman He Created Them: A Theology of the Body”.
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Trechos traduzidos de: http://www.ncregister.com/daily-news/the-beauty-of-love-key-for-education-in-sexual-purity/
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Por Michael Waldstein, Ph.D.

A beleza é um dos dois fundamentos sobre os quais o método pastoral de João Paulo II se sustenta na área do casamento e vida familiar. Eu devo mencionar imediatamente o segundo para que o método pastoral não parecem estar pulando numa perna só: é a experiência. João Paulo II é um observador sagaz e disciplinado da experiência humana, particularmente da experiência do amor entre homem e mulher. Seu encontro precoce com a poesia esponsal-experiencial e com a teologia de São João da Cruz deu um forte impulso para o que parece ter sido um aguçado talento natural do jovem Karol Wojtyla.
A combinação desses dois fundamentos, beleza e experiência, é poderoso. Uma beleza dissociada, vista de longe como um objeto de admiração, fora do alcance da experiência real de homens e mulheres comuns, pode despertar nostalgia, mas não pode causar uma mudança real ou fornecer orientação efetiva. A beleza entendida como realizável e em conexão com a experiência diária do amor - essa tem um grande poder para mover e sustentar a vida real. Não é preciso receber o ensinamento de João Paulo II só por causa da mera autoridade. Pode-se verificar sua veracidade ou não na própria experiência.
Não é segredo que muitos católicos, particularmente na academia, discordam sobre a ética do casamento, sexo e família. O método pastoral de João Paulo II é um avanço positivo nesta situação de, por vezes, linhas de batalha entrincheiradas. Ele parece dizer-nos: "Seu desejo pela beleza do amor vai levar você ao lugar certo. Tente esta beleza; teste-a em sua própria experiência ".
Em um estudo teológico sobre o corpo, a questão da finalidade do corpo é central. Por que Deus criou a matéria? Por que criou o corpo humano? Ele o criou como um sinal sacramental, a fim de expressar sua própria vida enquanto Trindade – e a fim de transferir para o mundo visível uma participação nessa vida. O propósito da matéria e do corpo humano em particular é permitir que o esplendor da vida divina penetre no mundo visível e se expresse em uma forma corpórea harmoniosa no amor entre homem e mulher.
Como podemos crescer na visão e no conhecimento dessa beleza? Como essa beleza pode realmente entrar em nossa experiência diária de modo a desabrochar o seu poder de transformar nossas vidas? A vida sobrenatural, que podemos ver apenas com os olhos da fé, atinge nossa experiência através dos dons do Espírito Santo. Qual dos dons do Espírito Santo é particularmente importante para que a beleza do atinja nossa experiência? O ensinamento de João Paulo II é muito claro sobre este ponto. O dom do Espírito Santo que está no centro da espiritualidade conjugal é o dom da piedade ou reverência, isto é, uma sensibilidade viva para o que é sagrado e divino nas relações entre homem e mulher.
Na "Carta às Famílias", João Paulo ilustra isso ao olhar para a feiúra do seu oposto: "Um amor que não é mais belo, mas reduzido apenas à satisfação da concupiscência (1 João 2:16) ou a um “uso” mútuo entre um homem e uma mulher, faz das pessoas escravas das suas fraquezas. Não é verdade que certas "agendas culturais" modernas levam a essa escravidão?"
Pode-se compreender a beleza do amor contrastando-o com esse mútuo "usar." O mero “uso” de pessoas, mesmo por consentimento mútuo, por mero prazer ou episódio erótico, é feio, porque é uma ofensa à dignidade humana. A beleza primeira e mais fundamental do amor está ligada com o respeito ou mesmo reverência pela dignidade racional das outras pessoas. É somente no espaço livre aberto por este respeito e reverência que o homem e a mulher podem se mover livremente e com alegria juntos no amor, sem o medo de “asfixia” no “uso”, ou o “jogar a pessoa fora” depois que termina a excitação erótica.
Na Teologia do Corpo, João Paulo II nos mostra a beleza do corpo, acima de tudo, como dom de si no amor. Nesse dom (dádiva, presente), surge uma grande profundidade no corpo: não apenas a vontade e o sentimento e do homem e da mulher em ser uma só carne, oferecendo-se um ao outro, mas ainda mais profundamente, uma participação na comunhão divina de pessoas. É no poder do corpo enquanto um sinal sacramental no casamento que sua maior beleza pode ser vista.
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Michael Waldstein, Ph.D., é professor de teologia na Universidade Ave Maria. Ele traduziu as catequeses do Papa para o inglês, no livro: “Man and Woman He Created Them: A Theology of the Body”.
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Trechos traduzidos de: http://www.ncregister.com/daily-news/the-beauty-of-love-key-for-education-in-sexual-purity/
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domingo, 12 de junho de 2011
Como eu posso começar a me vestir modestamente de uma hora para outra? Tenho um pouco de medo do que as pessoas vão pensar de mim.
Por Jason Evert
Não tenha medo de ser pura. Acredite em mim, se você soubesse o que passa na cabeça de muitos rapazes do colégio, você teria medo de não ser modesta. Portanto, procure uma amiga que também queira se vestir com modéstia, e vá com ela para um shopping. Se você for para uma festa ou formatura, dê uma olhada nos vestidos em www.beautifullymodest.com.
Eu acho que você vai descobrir que, junto com a modéstia, vem uma paz serena que é muito melhor de sentir do que os olhares passageiros dos rapazes. Simplesmente tente. Deixe que o seu desejo pelo verdadeiro amor a motive a escolher a modéstia. Além do mais, o tipo de rapaz que você deseja encontrar não é o tipo de rapaz que fica olhando para meninas com blusinhas muito curtas ou jeans apertado de cintura baixa. É preferível que você encontre um rapaz que acha você linda com uma roupa mais modesta. Agora, vestir com modéstia não significa se vestir de modo desajeitado ou sem ser atraente. Significa apenas que você prefere chamar a atenção dele para o que interessa mais: sua dignidade. Portanto, vista algo que revela mais de você: vista-se com modéstia.
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Traduzido de: http://www.chastity.com/chastity-qa/how-far-too-far/modesty/how-do-you-suddenly-star
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Não tenha medo de ser pura. Acredite em mim, se você soubesse o que passa na cabeça de muitos rapazes do colégio, você teria medo de não ser modesta. Portanto, procure uma amiga que também queira se vestir com modéstia, e vá com ela para um shopping. Se você for para uma festa ou formatura, dê uma olhada nos vestidos em www.beautifullymodest.com.
Eu acho que você vai descobrir que, junto com a modéstia, vem uma paz serena que é muito melhor de sentir do que os olhares passageiros dos rapazes. Simplesmente tente. Deixe que o seu desejo pelo verdadeiro amor a motive a escolher a modéstia. Além do mais, o tipo de rapaz que você deseja encontrar não é o tipo de rapaz que fica olhando para meninas com blusinhas muito curtas ou jeans apertado de cintura baixa. É preferível que você encontre um rapaz que acha você linda com uma roupa mais modesta. Agora, vestir com modéstia não significa se vestir de modo desajeitado ou sem ser atraente. Significa apenas que você prefere chamar a atenção dele para o que interessa mais: sua dignidade. Portanto, vista algo que revela mais de você: vista-se com modéstia.
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Traduzido de: http://www.chastity.com/chastity-qa/how-far-too-far/modesty/how-do-you-suddenly-star
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Como a Teologia do Corpo se encaixa na Tradição da Igreja
Por Colin Donovan
Um autêntico desenvolvimento da teologia é uma das características da fé católica. Tendo como ponto de partida a revelação divina (Escritura e Tradição), e sob a orientação do magistério, encontram-se novos insights acerca do significado e das implicações da fé.
A Teologia é a “fé em busca de entendimento” (Santo Anselmo), por isso, apesar da fé ser imutável, o entendimento que a Igreja tem sobre ela se aprofunda.
À primeira vista, a Teologia do Corpo parece ser algo completamente novo. Em vez de estudar a natureza objetiva das coisas, como os filósofos católicos têm feito tradicionalmente, ela reflete sobre a experiência humana, a fim de descobrir os elementos essenciais da experiência como eles aparecem na consciência da pessoa humana.
Uma vez que se trata de “experiência” humana, e não da natureza humana, os críticos da Teologia do Corpo muitas vezes a vêem como um método puramente subjetivo, incapaz de produzir resultados universalmente válidos.
Como se vê, o filósofo Karol Wojtyla (mais tarde Papa João Paulo II) concorda com algumas dessas críticas. Estudando o uso do “método fenomenológico” no começo dos anos 50, o então padre Wojtyla imediatamente viu a sua utilidade como um meio de compreensão (insight) da apreciação do valor moral por parte da pessoa humana e sobre a formação da consciência. Isso, na verdade, já havia sido demonstrado nos anos 20 pelo grande filósofo alemão Dietrich von Hildebrand e por sua colega no estudo do método, Santa Edith Stein.
Decidindo ele mesmo adotá-lo, o futuro Papa reconhecia que, a fim de ser útil, os resultados do método tinham de ser julgados por uma filosofia e teologia objetivas, tais como a de São Tomás de Aquino. Caso contrário, havia o perigo da própria experiência se tornar o referencial último, e de o usuário cair no subjetivismo ou no emocionalismo.
Foi esse estudo inicial do valor do método, assim como o seu reconhecimento de suas deficiências, que levaram o Papa a desenvolver uma abordagem freqüentemente chamada de “personalismo tomista”.
Para o Papa João Paulo II, o estudo da experiência da pessoa do mundo é extremamente importante para a formação moral e espiritual, mas só é teológica e pastoralmente válido quando compreendida dentro âmbito da teologia católica e da filosofia objetiva.
Fora deste âmbito, o mesmo método não é confiável. De fato, os resultados muitas vezes falhos de tais métodos em círculos seculares, onde a filosofia, as ciências humanas e a cultura são guiadas pela experiência subjetiva, tem demonstrado amplamente que isso é verdade.
O uso deste método por parte do Papa, portanto, acrescenta uma visão complementar – e não contraditória – à síntese tomista da teologia e da filosofia. Para a objetividade da revelação e da filosofia objetiva, o Santo Padre acrescentou uma terceira dimensão: a compreensão de como a pessoa humana percebe o mundo.
Nas últimas décadas, o seu valor pastoral, quando usado da forma cautelosa proposta pelo Papa, já foi amplamente demonstrado. No entanto, como George Weigel, o biógrafo do Papa afirmou, vai demorar séculos para a Igreja compreender plenamente a nova luz que o ensino e o método do Papa lançaram sobre verdades imutáveis.
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Colin Donovan é vice-presidente de teologia na EWTN. Ele obteve a sua licenciatura na Pontifícia Angelicum, escrevendo sobre o desenvolvimento da teologia da auto-doação no matrimônio, do Papa João Paulo II.
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Traduzido de: http://www.ncregister.com/daily-news/how-does-theology-of-the-body-fit-into-church-tradition/
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Um autêntico desenvolvimento da teologia é uma das características da fé católica. Tendo como ponto de partida a revelação divina (Escritura e Tradição), e sob a orientação do magistério, encontram-se novos insights acerca do significado e das implicações da fé.
A Teologia é a “fé em busca de entendimento” (Santo Anselmo), por isso, apesar da fé ser imutável, o entendimento que a Igreja tem sobre ela se aprofunda.
À primeira vista, a Teologia do Corpo parece ser algo completamente novo. Em vez de estudar a natureza objetiva das coisas, como os filósofos católicos têm feito tradicionalmente, ela reflete sobre a experiência humana, a fim de descobrir os elementos essenciais da experiência como eles aparecem na consciência da pessoa humana.
Uma vez que se trata de “experiência” humana, e não da natureza humana, os críticos da Teologia do Corpo muitas vezes a vêem como um método puramente subjetivo, incapaz de produzir resultados universalmente válidos.
Como se vê, o filósofo Karol Wojtyla (mais tarde Papa João Paulo II) concorda com algumas dessas críticas. Estudando o uso do “método fenomenológico” no começo dos anos 50, o então padre Wojtyla imediatamente viu a sua utilidade como um meio de compreensão (insight) da apreciação do valor moral por parte da pessoa humana e sobre a formação da consciência. Isso, na verdade, já havia sido demonstrado nos anos 20 pelo grande filósofo alemão Dietrich von Hildebrand e por sua colega no estudo do método, Santa Edith Stein.
Decidindo ele mesmo adotá-lo, o futuro Papa reconhecia que, a fim de ser útil, os resultados do método tinham de ser julgados por uma filosofia e teologia objetivas, tais como a de São Tomás de Aquino. Caso contrário, havia o perigo da própria experiência se tornar o referencial último, e de o usuário cair no subjetivismo ou no emocionalismo.
Foi esse estudo inicial do valor do método, assim como o seu reconhecimento de suas deficiências, que levaram o Papa a desenvolver uma abordagem freqüentemente chamada de “personalismo tomista”.
Para o Papa João Paulo II, o estudo da experiência da pessoa do mundo é extremamente importante para a formação moral e espiritual, mas só é teológica e pastoralmente válido quando compreendida dentro âmbito da teologia católica e da filosofia objetiva.
Fora deste âmbito, o mesmo método não é confiável. De fato, os resultados muitas vezes falhos de tais métodos em círculos seculares, onde a filosofia, as ciências humanas e a cultura são guiadas pela experiência subjetiva, tem demonstrado amplamente que isso é verdade.
O uso deste método por parte do Papa, portanto, acrescenta uma visão complementar – e não contraditória – à síntese tomista da teologia e da filosofia. Para a objetividade da revelação e da filosofia objetiva, o Santo Padre acrescentou uma terceira dimensão: a compreensão de como a pessoa humana percebe o mundo.
Nas últimas décadas, o seu valor pastoral, quando usado da forma cautelosa proposta pelo Papa, já foi amplamente demonstrado. No entanto, como George Weigel, o biógrafo do Papa afirmou, vai demorar séculos para a Igreja compreender plenamente a nova luz que o ensino e o método do Papa lançaram sobre verdades imutáveis.
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Colin Donovan é vice-presidente de teologia na EWTN. Ele obteve a sua licenciatura na Pontifícia Angelicum, escrevendo sobre o desenvolvimento da teologia da auto-doação no matrimônio, do Papa João Paulo II.
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Traduzido de: http://www.ncregister.com/daily-news/how-does-theology-of-the-body-fit-into-church-tradition/
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domingo, 8 de maio de 2011
“Jesus, o que foi que eu fiz?” a experiência traumática da estrela do rock Steve Tyler com o aborto
Por Kevin Burke
4 de maio de 2011 (Notícias Pró-Família) — Muito antes de receber elogios como juiz do programa de televisão American Idol [um caçador de estrelas], Steven Tyler era uma genuína estrela do rock, com tudo o que isso implicava. Em 1975, quando ele estava com quase 30 anos de idade e era o vocalista da banda Aerosmith, Tyler persuadiu os pais de sua namorada de 14 anos, Julia Holcomb, a fazer dele o guardião legal dela a fim de que eles pudessem viver juntos em Boston.
Quando a senhorita Holcomb e Tyler conceberam um bebê, o amigo dele de longa data Ray Tabano convenceu Tyler de que o aborto era a única solução. Na “autobiografia” da banda Aerosmith Walk This Way (em que recordações de todos os membros da banda e seus amigos e amantes, foram coletadas pelo autor Stephen Davis), Tabano diz: “Então eles fizeram o aborto, e realmente atrapalhou a vida de Steven porque o bebê era menino. Ele… assistiu ao procedimento de aborto, que atrapalhou muito a vida dele”.
Tyler também reflete em sua experiência de aborto na autobiografia. “Foi uma grande crise. É uma grande coisa quando estamos criando algo com uma mulher, mas nos convenceram de que nunca daria certo e arruinaria nossas vidas… Fomos ao médico, onde enfiaram uma agulha na barriga dela, e injetam o conteúdo na barriga dela, enquanto eu estava lá assistindo. E o bebê saiu morto. Senti-me devastado. Na minha mente, eu estava dizendo: ‘Jesus, o que foi que eu fiz?’”
O Manual Diagnóstico e Estatístico de Desordens Mentais define um acontecimento traumático como: “1. A pessoa experimentou, testemunhou ou se defrontou com um acontecimento ou acontecimentos que envolveram real ou ameaçada morte ou sérios danos físicos, ou uma ameaça à própria integridade física ou de outros. 2. A resposta da pessoa envolveu intenso medo, impotência ou terror”.
Aqueles que apoiam o direito de fazer aborto nos garantem que complicações depois do aborto são um mito. Mas Steven Tyler penetra essa espessa névoa de negação e fala sem rodeios: Jesus, o que foi que eu fiz?
Esse é o grito de um pai depois da experiência do aborto, um pai cuja íntima exposição à realidade do aborto se encaixa na definição clássica de trauma — conforme definida pela mesma Associação Americana de Psiquiatria que nos garante que o aborto é um procedimento seguro sem nenhum efeito negativo na saúde mental de um homem ou de uma mulher.
Anestesie seus sentimentos e fuja
O que ocorre com alguém que se expõe a um acontecimento traumático e não consegue processar as imagens e memórias dessa experiência e curar as feridas psíquicas? Provavelmente, essa pessoa anestesiará seus sentimentos, fugirá e manifestará questões não resolvidas do trauma.
Não há ocupação mais fácil em que reagir desse jeito ao trauma pós-aborto do que a de uma estrela do rock nas décadas de 1970 e 1980.
Depois do aborto, Tyler iniciou um caso ardente com Bebe Buell, modelo da revista Playboy, enquanto ainda visitava Julia, a mãe de seu filho abortado. Se você estava tentando imaginar o que aconteceu com Julia (que é mencionada como Diana Hall no livro) depois desse procedimento que pela aparência é psicologicamente seguro, Bebe nos diz: “No período em que eles estavam se separando, a pobre Diana fazia muitas ligações telefônicas ameaçando se suicidar. Foi realmente um tempo muito triste”.
E como Steven estava lidando com isso? Ele viajou numa turnê de concertos na Europa, acompanhado por Bebe, que nos diz: “Ele estava louco… totalmente bêbado, realmente fora de si… Steven destruiu seu camarim em Hammersmith… quando voltamos da Europa… Certa noite eu o encontrei no chão de seu banheiro tendo um ataque de drogas. Ele estava se contorcendo de dor”.
Em seguida, veio um período em que ele passou muitos dias doidão em enormes doses de uma droga sedativa e hipnótica a base de barbitúricos. Ele diz: “Eu costumava comer quatro ou cinco vezes por dia… e foi bom por dois meses… essa é a razão por que tenho total perda de consciência desse período”.
Essa é a receita anormal para se lidar com estresse pós-traumático: Tome doses pesadas de drogas para anestesiar as memórias e sentimentos — e jogue uma parte da raiva tóxica nos parceiros de banda ou de quartos de hotel. Raiva, principalmente nos homens, é muitas vezes um sinal não diagnosticado de depressão e tristeza reprimida que precisa de uma expressão saudável e cura. Muitos pais depois de passar pela experiência do aborto nos dizem que o controle da raiva era um grande problema para eles depois de um aborto.
Então Bebe Buell engravidou de Tyler. Ela percebeu que seria impossível criar uma criança com ele, considerando o uso de drogas fora de controle e estilo de vida de rock-and-roll dele. Ela voltou para seu ex-amante, o compositor, produtor e músico Todd Rundgren, que concordou em fazer o papel do pai da criança e manter em segredo a paternidade de Tyler. A filha deles, que veio a se tornar a atriz Liv Tyler, nasceu em 1 de julho de 1977.
Trauma e cura
Para muitos homens e mulheres que passaram pela experiência do aborto, a ansiedade ligada ao aborto pode vir à tona em ocasiões inesperadas, provocadas por acontecimentos tais como uma gravidez subsequente, a morte de um bicho de estimação, ou alguma outra pessoa, lugar, ou coisa que de alguma maneira nos liga à memória traumática.
Anos mais tarde, quando Tyler se casou, e ele e sua esposa estavam esperando seu primeiro filho, ele ainda sofria a perseguição de memórias do passado ligadas ao aborto: “Afetou-me mais tarde… Eu tinha medo. Eu achava que minha esposa daria a luz uma vaca com seis cabeças por causa do que eu havia feito com outras mulheres. A culpa real era muito traumática para mim. Ainda sofro”.
Nos Ministérios Vinha de Raquel, nós muitas vezes vemos homens e mulheres muitos anos depois de um aborto, quando eles estão prontos para dar uma olhada nesse segredo e canto escuro de suas almas. A maioria das pessoas não consegue decifrar as partes fragmentadas e desconjuntadas de suas vidas após um aborto até entrarem num curso de cura. Tragicamente, os que fazem propaganda do aborto em nossa cultura trabalham dia e noite para garantir que nunca se façam essas conexões.
Apesar da oposição, os pais, avós e irmãos que passaram pela experiência de um aborto estão encontrando seu caminho para cursos de cura no mundo inteiro. Ao viajarem juntos no processo de cura, eles aprendem uns com os outros e apoiam-se mutuamente. Eles descobrem que as partes fragmentadas de suas vidas começam a se encaixar e fazer sentido. Isso pode ser um dos motivos por que é tão difícil reagir à propaganda do movimento pró-aborto. Muitas vezes, é só depois da jornada de cura que homens e mulheres conseguem ver a íntima conexão entre seus abortos e seus problemas emocionais, vícios e outros sintomas pós-aborto.
Ainda um fã
Cresci com a música de Aerosmith como adolescente na década de 1970 e continuo a ter um grande respeito pelo talento de composição e desempenho musical de Steven Tyler. Suas ações no aborto de seu filho foram muito erradas, e ele sofreu as consequências, pois sua vida foi caindo num lamaçal de vício e destruição de si mesmo. Felizmente, Tyler foi tratado com sucesso por seu vício de drogas em 1986.
No centro da cura pós-aborto está a purificação de um coração ferido. O pai ou mãe, depois de uma experiência de aborto, precisa se libertar da vergonha, culpa e sofrimento antes que ele ou ela consiga abraçar o bebê em gestação com amor. Vamos esperar e rezar para que esta estrela do rock e juiz do programa American Idol consiga fazer as pazes com sua perda do aborto e encontrar perdão e reconciliação com Deus e seu filho abortado — e que ele usará então seu talento e influência considerável para convidar para a cura outros pais depois de uma experiência de aborto.
__________
Kevin Burke, LSW, é o fundador dos Ministérios Vinha da Raquel e um sócio pastoral da organização Padres pela Vida. Esse artigo foi publicado pela primeira vez na National Review Online.
Traduzido por Julio Severo
Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/news/jesus-what-have-i-done-rock-star-steve-tylers-traumatic-encounter-with-abor
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4 de maio de 2011 (Notícias Pró-Família) — Muito antes de receber elogios como juiz do programa de televisão American Idol [um caçador de estrelas], Steven Tyler era uma genuína estrela do rock, com tudo o que isso implicava. Em 1975, quando ele estava com quase 30 anos de idade e era o vocalista da banda Aerosmith, Tyler persuadiu os pais de sua namorada de 14 anos, Julia Holcomb, a fazer dele o guardião legal dela a fim de que eles pudessem viver juntos em Boston.
Steve Tyler
Tyler também reflete em sua experiência de aborto na autobiografia. “Foi uma grande crise. É uma grande coisa quando estamos criando algo com uma mulher, mas nos convenceram de que nunca daria certo e arruinaria nossas vidas… Fomos ao médico, onde enfiaram uma agulha na barriga dela, e injetam o conteúdo na barriga dela, enquanto eu estava lá assistindo. E o bebê saiu morto. Senti-me devastado. Na minha mente, eu estava dizendo: ‘Jesus, o que foi que eu fiz?’”
O Manual Diagnóstico e Estatístico de Desordens Mentais define um acontecimento traumático como: “1. A pessoa experimentou, testemunhou ou se defrontou com um acontecimento ou acontecimentos que envolveram real ou ameaçada morte ou sérios danos físicos, ou uma ameaça à própria integridade física ou de outros. 2. A resposta da pessoa envolveu intenso medo, impotência ou terror”.
Aqueles que apoiam o direito de fazer aborto nos garantem que complicações depois do aborto são um mito. Mas Steven Tyler penetra essa espessa névoa de negação e fala sem rodeios: Jesus, o que foi que eu fiz?
Esse é o grito de um pai depois da experiência do aborto, um pai cuja íntima exposição à realidade do aborto se encaixa na definição clássica de trauma — conforme definida pela mesma Associação Americana de Psiquiatria que nos garante que o aborto é um procedimento seguro sem nenhum efeito negativo na saúde mental de um homem ou de uma mulher.
Anestesie seus sentimentos e fuja
O que ocorre com alguém que se expõe a um acontecimento traumático e não consegue processar as imagens e memórias dessa experiência e curar as feridas psíquicas? Provavelmente, essa pessoa anestesiará seus sentimentos, fugirá e manifestará questões não resolvidas do trauma.
Não há ocupação mais fácil em que reagir desse jeito ao trauma pós-aborto do que a de uma estrela do rock nas décadas de 1970 e 1980.
Depois do aborto, Tyler iniciou um caso ardente com Bebe Buell, modelo da revista Playboy, enquanto ainda visitava Julia, a mãe de seu filho abortado. Se você estava tentando imaginar o que aconteceu com Julia (que é mencionada como Diana Hall no livro) depois desse procedimento que pela aparência é psicologicamente seguro, Bebe nos diz: “No período em que eles estavam se separando, a pobre Diana fazia muitas ligações telefônicas ameaçando se suicidar. Foi realmente um tempo muito triste”.
E como Steven estava lidando com isso? Ele viajou numa turnê de concertos na Europa, acompanhado por Bebe, que nos diz: “Ele estava louco… totalmente bêbado, realmente fora de si… Steven destruiu seu camarim em Hammersmith… quando voltamos da Europa… Certa noite eu o encontrei no chão de seu banheiro tendo um ataque de drogas. Ele estava se contorcendo de dor”.
Em seguida, veio um período em que ele passou muitos dias doidão em enormes doses de uma droga sedativa e hipnótica a base de barbitúricos. Ele diz: “Eu costumava comer quatro ou cinco vezes por dia… e foi bom por dois meses… essa é a razão por que tenho total perda de consciência desse período”.
Essa é a receita anormal para se lidar com estresse pós-traumático: Tome doses pesadas de drogas para anestesiar as memórias e sentimentos — e jogue uma parte da raiva tóxica nos parceiros de banda ou de quartos de hotel. Raiva, principalmente nos homens, é muitas vezes um sinal não diagnosticado de depressão e tristeza reprimida que precisa de uma expressão saudável e cura. Muitos pais depois de passar pela experiência do aborto nos dizem que o controle da raiva era um grande problema para eles depois de um aborto.
Então Bebe Buell engravidou de Tyler. Ela percebeu que seria impossível criar uma criança com ele, considerando o uso de drogas fora de controle e estilo de vida de rock-and-roll dele. Ela voltou para seu ex-amante, o compositor, produtor e músico Todd Rundgren, que concordou em fazer o papel do pai da criança e manter em segredo a paternidade de Tyler. A filha deles, que veio a se tornar a atriz Liv Tyler, nasceu em 1 de julho de 1977.
Trauma e cura
Para muitos homens e mulheres que passaram pela experiência do aborto, a ansiedade ligada ao aborto pode vir à tona em ocasiões inesperadas, provocadas por acontecimentos tais como uma gravidez subsequente, a morte de um bicho de estimação, ou alguma outra pessoa, lugar, ou coisa que de alguma maneira nos liga à memória traumática.
Anos mais tarde, quando Tyler se casou, e ele e sua esposa estavam esperando seu primeiro filho, ele ainda sofria a perseguição de memórias do passado ligadas ao aborto: “Afetou-me mais tarde… Eu tinha medo. Eu achava que minha esposa daria a luz uma vaca com seis cabeças por causa do que eu havia feito com outras mulheres. A culpa real era muito traumática para mim. Ainda sofro”.
Nos Ministérios Vinha de Raquel, nós muitas vezes vemos homens e mulheres muitos anos depois de um aborto, quando eles estão prontos para dar uma olhada nesse segredo e canto escuro de suas almas. A maioria das pessoas não consegue decifrar as partes fragmentadas e desconjuntadas de suas vidas após um aborto até entrarem num curso de cura. Tragicamente, os que fazem propaganda do aborto em nossa cultura trabalham dia e noite para garantir que nunca se façam essas conexões.
Apesar da oposição, os pais, avós e irmãos que passaram pela experiência de um aborto estão encontrando seu caminho para cursos de cura no mundo inteiro. Ao viajarem juntos no processo de cura, eles aprendem uns com os outros e apoiam-se mutuamente. Eles descobrem que as partes fragmentadas de suas vidas começam a se encaixar e fazer sentido. Isso pode ser um dos motivos por que é tão difícil reagir à propaganda do movimento pró-aborto. Muitas vezes, é só depois da jornada de cura que homens e mulheres conseguem ver a íntima conexão entre seus abortos e seus problemas emocionais, vícios e outros sintomas pós-aborto.
Ainda um fã
Cresci com a música de Aerosmith como adolescente na década de 1970 e continuo a ter um grande respeito pelo talento de composição e desempenho musical de Steven Tyler. Suas ações no aborto de seu filho foram muito erradas, e ele sofreu as consequências, pois sua vida foi caindo num lamaçal de vício e destruição de si mesmo. Felizmente, Tyler foi tratado com sucesso por seu vício de drogas em 1986.
No centro da cura pós-aborto está a purificação de um coração ferido. O pai ou mãe, depois de uma experiência de aborto, precisa se libertar da vergonha, culpa e sofrimento antes que ele ou ela consiga abraçar o bebê em gestação com amor. Vamos esperar e rezar para que esta estrela do rock e juiz do programa American Idol consiga fazer as pazes com sua perda do aborto e encontrar perdão e reconciliação com Deus e seu filho abortado — e que ele usará então seu talento e influência considerável para convidar para a cura outros pais depois de uma experiência de aborto.
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Kevin Burke, LSW, é o fundador dos Ministérios Vinha da Raquel e um sócio pastoral da organização Padres pela Vida. Esse artigo foi publicado pela primeira vez na National Review Online.
Traduzido por Julio Severo
Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/news/jesus-what-have-i-done-rock-star-steve-tylers-traumatic-encounter-with-abor
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quinta-feira, 21 de abril de 2011
O dom esponsal de Cristo na cruz

Por Christopher West
Vou refletir aqui sobre o mistério do Corpo de Cristo “entregue por nós” na cruz. Gostaria de falar a partir de um ponto de vista familiar aos místicos de nossa tradição, mas infelizmente não familiar à maioria dos católicos nos bancos das igrejas. É uma idéia que, se a meditarmos em oração, pode nos ajudar a resgatar a santidade do corpo e da união marital. É a idéia da cruz como o “leito nupcial” de Cristo – o lugar onde ele consuma seu amor pela Sua Esposa, a Igreja.
Essa imagem pode fazer levantar algumas sobrancelhas, mas ela não precisa ser causa de escândalo, basta compreendermos corretamente o simbolismo esponsal da Bíblia. Como observa o Catecismo, “Toda a vida cristã traz a marca do amor esponsal de Cristo e da Igreja. Já o Batismo... é um mistério nupcial; é, por assim dizer, o banho das núpcias que precede o banquete de núpcias, a Eucaristia” (Catec. Ig. Cat. 1617). Podemos também relembrar as últimas palavras de amor de Cristo, proferidas da cruz para a Sua Esposa: “Está consumado” (ver João 19, 30).
Santo Agostinho escreveu: “Como um noivo, Cristo saiu de seus aposentos... Ele veio para o leito nupcial da cruz, e sendo levantado nela, consumou seu matrimônio. E quando Ele percebeu os suspiros de sua criatura, amorosamente Ele se entregou aos tormentos no lugar de sua Esposa e uniu-se a ela para sempre” (Sobre o Casamento). Santa Matilde, uma mística alemã do século XIII, espelhou a mesma idéia quando escreveu que “o nobre leito nupcial [de Cristo] foi a mesma dura madeira da Cruz, a qual Ele aceitou com maior júbilo e ardor do que um noivo cheio de satisfação".
A primeira vez que ouvi essa idéia da cruz como “leito nupcial” foi através do Bispo Fulton Sheen, em uma palestra gravada que ouvi alguns anos atrás. A voz forte de Sheen ainda ecoa em minha mente: “Vocês sabem o que está acontecendo aos pés da cruz?”, ele perguntou. “Núpcias, é o que está havendo! Núpcias!”. Assim como Agostinho, ele então descreveu a cruz como o “leito nupcial” que Ele aceitou não no prazer, mas na dor, a fim de unir-se para sempre com sua Esposa. O bom bispo continuou explicando que sempre que Jesus chama Maria de “mulher” (tal como ocorreu nas Bodas de Caná e na cruz), Ele está falando como o novo Adão para a nova Eva, o Esposo para a Esposa. Aqui, é claro, as relações estão fora da esfera do sangue. O fato de que a mãe de Cristo é a “mulher”, simbolizando sua Esposa, não precisa nos preocupar. O matrimônio do novo Adão e da nova Eva, consumado na cruz, é místico e virginal. O próprio Catecismo refere-se à essa “mulher” (Maria) como a “Esposa do Cordeiro” (Catec. Ig. Cat. 1138). Contemplar esse simbolismo esponsal nos abre verdadeiros tesouros. Assim como o primeiro Adão foi colocado em um sono profundo e Eva veio de seu lado, assim o novo Adão aceitou o sono da morte e a nova Eva nasceu de seu lado (ver Catec. Ig. Cat. 766). Normalmente isso é figurado artisticamente como uma imagem da “mulher” (Maria) segurando um cálice – ou algumas vezes um largo jarro, reminiscência de Caná – aos pés da cruz, recebendo o fluxo de sangue e água que saíam do lado de Cristo. O sangue e a água, é claro, simbolizam o “banho de núpcias” do Batismo e a “festa nupcial” da Eucaristia.
E ainda há mais coisas aqui! A união mística do novo Adão e da nova Eva já rende frutos sobrenaturais. “Mulher, eis aí teu filho!”. Então, Ele disse para seu discípulo, “Eis aí tua mãe!” (João 19, 26-27). Pode-se escrever essas palavras de Cristo de outro modo: “Mulher, eis que dás à luz um novo filho”. O sofrimento de Maria aos pés da cruz são suas dores de parto ao dar à luz todos os filhos da Igreja. Aqui o discípulo amado (João) representa toda a descendência “nascida de novo, não de uma semente corruptível, mas incorruptível” (1 Pedro 1, 23), “não do sangue,... mas de Deus” (João 1, 13).
São Paulo não estava brincando quando descreveu a união dos esposos como um “grande mistério”, que se refere a Cristo e a Igreja (ver Efésios 5, 31-32). Jesus, abri nossos corações novamente para esse “grande mistério”, revelado através do vosso corpo entregue por nós no “leito nupcial” da cruz. Amem.
Traduzido do site de Christopher West
http://christopherwest.com/page.asp?ContentID=52
domingo, 10 de abril de 2011
Testemunho: não é bom “morar junto”
Cara Dra. ___,
Sinta-se à vontade para compartilhar minha história com outros casais que estejam vivendo juntos, de modo que possam também ver como pode ajudar seu amor a crescer, se passarem a morar separados. Por favor, nunca pare com o trabalho na “Sex Respect”!
Meus próprios pais se divorciaram há 15 anos, por isso eu estava determinada a não me entregar de cara em um casamento. Foi por isso que eu me mudei para uma casa para morar com o Jim, para que pudéssemos desenvolver nosso relacionamento, e conhecer melhor um ao outro primeiro... assim eu pensava.
A coisa foi de maravilhosa a terrível em apenas quatro meses. Eu estava me anulando para fazê-lo feliz. Eu me sentia insegura sempre que havia o menor problema no relacionamento. E eu estava usando o sexo de uma maneira que era falsa para mim. A relação sexual era minha maneira de afirmar, para mim mesma, que “o relacionamento ainda está firme”. Era o meu modo de dizer: “fique comigo, eu sou boa para você!” (mesmo quando o sexo não era assim tão bom), e de tentar me convencer de que “ele ainda me ama”.
As perguntas importantes nunca foram respondidas, coisas como: “E se aparecesse um bom emprego em outro estado?”, ou: “E se ele decidir voltar a estudar?”, ou: “A pílula está me deixando depressiva – eu devo parar de tomar?”. Nós dois sempre acabávamos voltando para a cama de novo, sem resolver as coisas. Eu cheguei ao ponto de ter vontade de gritar: “Pare com o sexo, eu só quero que você converse comigo!”.
Depois de ouvir suas palestras sobre castidade, eu pensei que a castidade poderia ser melhor do que a insegurança, baixa-estima e vazio que eu estava sentindo por conta desse relacionamento. Então eu falei para o Jim que gostaria de sair, me mudar, e repensar as coisas. Eu queria que ele realmente me enxergasse, e me ouvisse como pessoa, algo que o nosso envolvimento sexual tinha dificultado muito a ele. Eu queria amizade e perspectivas.
Devo dizer que depois do “choque inicial”, Jim aceitou o desafio. Nós passamos um ano inteiro nos conhecendo melhor, de todos os modos possíveis (menos na cama). Devemos ter gasto mais de mil horas só conversando! E eu sabia que não estava entrando em alguma coisa só por querer ser como todo mundo, por necessidade ou carência afetiva: eu estava exercitando a verdadeira inteligência sexual. Isso me deu um novo respeito para comigo mesma, e para com Jim.
Nós vamos nos casar. Levou um tempo, mas agora sabemos que nosso amor é real, e estamos comprometidos um com o outro para a vida toda.
___________
Traduzido de: http://www.sexrespect.com/doneletters.html
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Sinta-se à vontade para compartilhar minha história com outros casais que estejam vivendo juntos, de modo que possam também ver como pode ajudar seu amor a crescer, se passarem a morar separados. Por favor, nunca pare com o trabalho na “Sex Respect”!
Meus próprios pais se divorciaram há 15 anos, por isso eu estava determinada a não me entregar de cara em um casamento. Foi por isso que eu me mudei para uma casa para morar com o Jim, para que pudéssemos desenvolver nosso relacionamento, e conhecer melhor um ao outro primeiro... assim eu pensava.
A coisa foi de maravilhosa a terrível em apenas quatro meses. Eu estava me anulando para fazê-lo feliz. Eu me sentia insegura sempre que havia o menor problema no relacionamento. E eu estava usando o sexo de uma maneira que era falsa para mim. A relação sexual era minha maneira de afirmar, para mim mesma, que “o relacionamento ainda está firme”. Era o meu modo de dizer: “fique comigo, eu sou boa para você!” (mesmo quando o sexo não era assim tão bom), e de tentar me convencer de que “ele ainda me ama”.
As perguntas importantes nunca foram respondidas, coisas como: “E se aparecesse um bom emprego em outro estado?”, ou: “E se ele decidir voltar a estudar?”, ou: “A pílula está me deixando depressiva – eu devo parar de tomar?”. Nós dois sempre acabávamos voltando para a cama de novo, sem resolver as coisas. Eu cheguei ao ponto de ter vontade de gritar: “Pare com o sexo, eu só quero que você converse comigo!”.
Depois de ouvir suas palestras sobre castidade, eu pensei que a castidade poderia ser melhor do que a insegurança, baixa-estima e vazio que eu estava sentindo por conta desse relacionamento. Então eu falei para o Jim que gostaria de sair, me mudar, e repensar as coisas. Eu queria que ele realmente me enxergasse, e me ouvisse como pessoa, algo que o nosso envolvimento sexual tinha dificultado muito a ele. Eu queria amizade e perspectivas.
Devo dizer que depois do “choque inicial”, Jim aceitou o desafio. Nós passamos um ano inteiro nos conhecendo melhor, de todos os modos possíveis (menos na cama). Devemos ter gasto mais de mil horas só conversando! E eu sabia que não estava entrando em alguma coisa só por querer ser como todo mundo, por necessidade ou carência afetiva: eu estava exercitando a verdadeira inteligência sexual. Isso me deu um novo respeito para comigo mesma, e para com Jim.
Nós vamos nos casar. Levou um tempo, mas agora sabemos que nosso amor é real, e estamos comprometidos um com o outro para a vida toda.
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Traduzido de: http://www.sexrespect.com/doneletters.html
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