Já falei aqui sobre a história de Santa Maria Goretti.
Ainda muito jovem, foi esfaqueada por um rapaz, seu vizinho, de nome Alessandro Serenelli. Ele estava influenciado pela pornografia quando, movido pela paixão cega, desejou a tal ponto a pequena Goretti que a ameaçou de morte. A pequena Santa pensou, acima de tudo, em seu algoz. Lutou para não ser subjugada, não por si, pois não estaria pecando caso cedesse, mas por Serenelli. Ela expressou seu perdão a Serenelli várias vezes antes de falecer.
Posteriormente, na prisão, Serenelli teve uma visão de Santa Maria Goretti lhe entregando um lírio (símbolo de castidade) para cada golpe que levou. Provavelmente Serenelli foi o único algoz de uma mártir a estar presente na cerimônia de Canonização de sua vítima, no Vaticano. Ele estava sentado atrás da mãe de Goretti, que também o havia perdoado.
Tomando como inspiração a história de Goretti e de Serenelli, o site www.pornnomore.com tem a finalidade de combater o vício da pornografia, e ajudar a quem quer sair desse vício. O nome do Apostolado que toma conta desse site é: “The Serenellians”.
Antes de falecer, em 1970, como irmão Capuchinho, Serenelli deixou o depoimento abaixo como legado espiritual e pedido aos jovens para que fujam dos maus caminhos:
“Estou perto dos 80 anos. Estou prestes a partir. Olhando para meu passado, vejo que em minha juventude escolhi um caminho ruim, que me levou à ruína.
Meu comportamento foi influenciado pela mídia impressa, e por maus exemplos que são seguidos pela maioria dos jovens, sem nem perceber. Eu fiz o mesmo. Eu não estava preocupado.
Muitas pessoas generosas e devotadas me ajudaram, mas não prestei atenção a elas porque uma força violenta me cegou e me levou a um caminho errado de vida.
Quando tinha 20 anos de idade, cometi um crime passional. Agora, essa memória representa algo de horrível para mim. Maria Goretti, agora uma Santa, foi meu bom Anjo, mandada pela Providência, para me guiar e salvar.
Ainda tenho impressas em meu coração suas palavras de perdão. Ela rezou por mim, intercedeu pelo seu assassino. Seguiram-se trinta anos de prisão. Se já fosse de idade, teria gasto toda minha vida na prisão. Eu aceitei ser condenado porque foi culpa minha.
A pequena Maria foi minha luz, minha protetora; com sua ajuda, comportei-me bem durante os 27 anos de prisão e tentei viver honestamente quando voltei para a sociedade.
Os Irmãos de São Francisco, Capuchinhos de Marche, me receberam com angélica caridade em seu monastério como Irmão, não como servo. Tenho vivido com essa comunidade por 24 anos, e agora espero serenamente a hora de vislumbrar a visão de Deus, abraçar novamente meus amados, e estar perto de minha Anja da Guarda e sua querida mãe, Assunta.
Espero que essa carta que escrevi possa ensinar outros a feliz lição de evitar o mal e de sempre seguir o caminho correto, como pequenas crianças. Sinto que a religião com seus preceitos não é algo que possamos viver sem, mas é o real conforto, a verdadeira força na vida, e o único caminho seguro para todas as circunstâncias da vida, mesmo aquelas mais dolorosas.
Assina, Alessandro Serenelli”
Fonte: Porn No more
"Quando se decidir firmemente a viver uma vida pura, a castidade não será um peso para você. Será uma coroa de triunfo”. São Josemaria Escrivá
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Serenelli
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segunda-feira, 27 de outubro de 2008
A castidade não acaba com a "emoção" do namoro?
PERGUNTA: A castidade não acaba com a excitação, com a emoção do namoro?
RESPOSTA: A mídia nos diz que o sexo mais excitante é aquele fora do casamento, mas na realidade a verdade é justamente o contrário. Em 1999, o jornal USA Today publicou um artigo nomeado “Aha! Chame isso de ‘A vingança das Senhoras de Igreja’ (Aha! Call It the Revenge of the Church Ladies)". (1) Essa reportagem resume os achados da pesquisa “mais compreensível e metodologicamente importante” sobre sexo já realizada. As primeiras três sentenças da reportagem dizem tudo:
“Sigmund Freud disse que elas sofriam de uma ‘neurose obssessiva’ acompanhada de culpa, emoções suprimidas e sexualidade reprimida. O comediante Dana Carvey, do Saturday Night Live, as satirizou como puritanas que acreditam que o sexo é certamente sujo. Mas grandes estudos e pesquisas mostram que as senhoras de Igreja (e os homens que dormem com elas) estão entre as pessoas mais sexualmente satisfeitas da face da Terra”.
Então, isso não é especial?
O artigo concluiu que o ensinamento bíblico sobre o sexo poderia ser "como um choque para aqueles que acreditam que Deus é um estraga-prazeres cósmico no que diz respeito à sexualidade”. O mundo constantemente nos diz que, com relação a sexo, todo mundo está fazendo, e as pessoas que estão achando melhor, que estão se divertindo mais são aqueles casais solteiros sem muitos pudores mostrados nos seriados televisivos, enquanto a vida matrimonial é chata e sem romantismo. Entretanto, de acordo com a pesquisa largamente aceita sobre o assunto, “A imagem pública do sexo nos EUA não corresponde quase nada com a verdade”. (2).
Daqueles sexualmente ativos, os pesquisadores encontraram que os menos satisfeitos eram as pessoas não casadas. (3) Aqueles que tinham sexo fora do casamento estavam conscientes de que, apesar de se sentirem bem durante o ato, isso não significava que eles se sentiam bem a respeito de si mesmos depois. A culpa aliada ao medo ansioso de estar sendo usado(a), de ter ficado grávida, ou de ter contraído uma doença diminuía a satisfação sexual daqueles que eram promíscuos.
Por outro lado, a pesquisa mostrou que aqueles que eram casados com um parceiro fiel tinham as melhores respostas de prazer sexual tanto no nível físico quanto no emocional, e eles tinham mais chance de se sentirem “satisfeitos”, “amados”, “extasiados”, e “cuidados” (4). Ao contrário do que o mundo constantemente nos diz, a pesquisa mostra que o casamento beneficia-se da ausência de experiência sexual anterior a ele (5). Em outras palavras, sexo bom não é o resultado de experiência sexual prévia ou de técnica sexual. Se é alguma coisa, o sexo prazeroso é o fruto de um casamento feliz, e não sua causa.
Pesquisas fisiológicas também mostraram que o corpo humano não foi feito para a promiscuidade. A Dra. Winnifred Cutler é uma grande autoridade na biologia humana da reprodução e da sexualidade. Ela demonstrou que em um relacionamento sexual monogâmico (casamento) os dois corpos se adaptam um ao outro. O nível de testosterona no homem tende a atingir seu ponto mais alto no mesmo dia do pico de estrogênio em sua esposa, criando ainda mais prazer. Isso cria uma espécie de “sinfonia hormonal”, que é impossível em relacionamentos promíscuos passageiros (6).
Também foi descoberto que “pessoas casadas que rezam juntos têm probabilidade 90% maior de relatar maior satisfação com sua vida sexual do que casais que não rezam junto” (7). Então, se estivermos apenas interessados em fazer o que dá mais prazer (o que não devíamos estar), os fatos apontam de volta para o plano original de Deus: “Um homem deixa seu pai e sua mãe e se junta à sua esposa, e eles se tornam uma só carne” (Gen 2, 24).
A conclusão é que existe algo de excitante na moderação, no controle, na reserva. Algo que faz com que um casal que vive a castidade se sinta mais ligado em seus planos de casamento. Uma mulher por volta dos 20 anos observou que a castidade “talvez seja a provação de Deus, porque significa que fomos feitos de tal maneira que, quando agimos como animais, sem qualquer restrição ou qualquer regra, não temos assim tanta diversão” (8). As pessoas que abusaram de sua sexualidade estão, na verdade, procurando por esse tipo de amor duradouro. No final das contas, ser amado é muito mais excitante do que ser usado.
Quando um casal é puro, eles exercitam o auto-controle não por causa da falta de paixão, mas por causa da presença do amor.
____________________
1. William Mattox Jr., "Aha! Call It the Revenge of the Church Ladies," USA Today, 11 February, 1999 (www.usatoday.com).
2. Edward O. Laumann, John H. Gagnon, Robert T. Michael, and Stuart Michaels, The Social Organization of Sexuality: Sexual Practices in the United States (Chicago: University of Chicago Press, 1994), 1. As quoted by Glenn T. Stanton, Why Marriage Matters (Colorado Springs, Colorado: Piñon Press, 1997), 41.
3. Laumann and others, The Social Organization of Sexuality, table 10.5, 364. As quoted by Stanton, Why Marriage Matters, 41.
4. Laumann and others, The Social Organization of Sexuality, table 10.7, 368. As quoted by Stanton, Why Marriage Matters, 41.
5. W. R. Mattox, "What's Marriage Got to Do with It? Good Sex Comes to Those Who Wait," Family Policy 6:6 (1994): 1–8. As quoted by Wetzel, Sexual Wisdom, 23.
6. Winnifred B. Cutler, Love Cycles: The Science of Intimacy (New York: Villard Books, 1991), 108–109, 244. As quoted by Stanton, Why Marriage Matters, 46.
7. Les Parrott III and Leslie Parrott, Saving Your Marriage Before It Starts (Grand Rapids, Michigan: Zondervan Publishing House, 1995), 145.
8. Wendy Shalit, A Return to Modesty (New York: Touchstone, 1999), 193.
Fonte: Pure Love Club (Jason & Crystalina Evert)
RESPOSTA: A mídia nos diz que o sexo mais excitante é aquele fora do casamento, mas na realidade a verdade é justamente o contrário. Em 1999, o jornal USA Today publicou um artigo nomeado “Aha! Chame isso de ‘A vingança das Senhoras de Igreja’ (Aha! Call It the Revenge of the Church Ladies)". (1) Essa reportagem resume os achados da pesquisa “mais compreensível e metodologicamente importante” sobre sexo já realizada. As primeiras três sentenças da reportagem dizem tudo:
“Sigmund Freud disse que elas sofriam de uma ‘neurose obssessiva’ acompanhada de culpa, emoções suprimidas e sexualidade reprimida. O comediante Dana Carvey, do Saturday Night Live, as satirizou como puritanas que acreditam que o sexo é certamente sujo. Mas grandes estudos e pesquisas mostram que as senhoras de Igreja (e os homens que dormem com elas) estão entre as pessoas mais sexualmente satisfeitas da face da Terra”.
Então, isso não é especial?
O artigo concluiu que o ensinamento bíblico sobre o sexo poderia ser "como um choque para aqueles que acreditam que Deus é um estraga-prazeres cósmico no que diz respeito à sexualidade”. O mundo constantemente nos diz que, com relação a sexo, todo mundo está fazendo, e as pessoas que estão achando melhor, que estão se divertindo mais são aqueles casais solteiros sem muitos pudores mostrados nos seriados televisivos, enquanto a vida matrimonial é chata e sem romantismo. Entretanto, de acordo com a pesquisa largamente aceita sobre o assunto, “A imagem pública do sexo nos EUA não corresponde quase nada com a verdade”. (2).
Daqueles sexualmente ativos, os pesquisadores encontraram que os menos satisfeitos eram as pessoas não casadas. (3) Aqueles que tinham sexo fora do casamento estavam conscientes de que, apesar de se sentirem bem durante o ato, isso não significava que eles se sentiam bem a respeito de si mesmos depois. A culpa aliada ao medo ansioso de estar sendo usado(a), de ter ficado grávida, ou de ter contraído uma doença diminuía a satisfação sexual daqueles que eram promíscuos.
Por outro lado, a pesquisa mostrou que aqueles que eram casados com um parceiro fiel tinham as melhores respostas de prazer sexual tanto no nível físico quanto no emocional, e eles tinham mais chance de se sentirem “satisfeitos”, “amados”, “extasiados”, e “cuidados” (4). Ao contrário do que o mundo constantemente nos diz, a pesquisa mostra que o casamento beneficia-se da ausência de experiência sexual anterior a ele (5). Em outras palavras, sexo bom não é o resultado de experiência sexual prévia ou de técnica sexual. Se é alguma coisa, o sexo prazeroso é o fruto de um casamento feliz, e não sua causa.
Pesquisas fisiológicas também mostraram que o corpo humano não foi feito para a promiscuidade. A Dra. Winnifred Cutler é uma grande autoridade na biologia humana da reprodução e da sexualidade. Ela demonstrou que em um relacionamento sexual monogâmico (casamento) os dois corpos se adaptam um ao outro. O nível de testosterona no homem tende a atingir seu ponto mais alto no mesmo dia do pico de estrogênio em sua esposa, criando ainda mais prazer. Isso cria uma espécie de “sinfonia hormonal”, que é impossível em relacionamentos promíscuos passageiros (6).
Também foi descoberto que “pessoas casadas que rezam juntos têm probabilidade 90% maior de relatar maior satisfação com sua vida sexual do que casais que não rezam junto” (7). Então, se estivermos apenas interessados em fazer o que dá mais prazer (o que não devíamos estar), os fatos apontam de volta para o plano original de Deus: “Um homem deixa seu pai e sua mãe e se junta à sua esposa, e eles se tornam uma só carne” (Gen 2, 24).
A conclusão é que existe algo de excitante na moderação, no controle, na reserva. Algo que faz com que um casal que vive a castidade se sinta mais ligado em seus planos de casamento. Uma mulher por volta dos 20 anos observou que a castidade “talvez seja a provação de Deus, porque significa que fomos feitos de tal maneira que, quando agimos como animais, sem qualquer restrição ou qualquer regra, não temos assim tanta diversão” (8). As pessoas que abusaram de sua sexualidade estão, na verdade, procurando por esse tipo de amor duradouro. No final das contas, ser amado é muito mais excitante do que ser usado.
Quando um casal é puro, eles exercitam o auto-controle não por causa da falta de paixão, mas por causa da presença do amor.
____________________
1. William Mattox Jr., "Aha! Call It the Revenge of the Church Ladies," USA Today, 11 February, 1999 (www.usatoday.com).
2. Edward O. Laumann, John H. Gagnon, Robert T. Michael, and Stuart Michaels, The Social Organization of Sexuality: Sexual Practices in the United States (Chicago: University of Chicago Press, 1994), 1. As quoted by Glenn T. Stanton, Why Marriage Matters (Colorado Springs, Colorado: Piñon Press, 1997), 41.
3. Laumann and others, The Social Organization of Sexuality, table 10.5, 364. As quoted by Stanton, Why Marriage Matters, 41.
4. Laumann and others, The Social Organization of Sexuality, table 10.7, 368. As quoted by Stanton, Why Marriage Matters, 41.
5. W. R. Mattox, "What's Marriage Got to Do with It? Good Sex Comes to Those Who Wait," Family Policy 6:6 (1994): 1–8. As quoted by Wetzel, Sexual Wisdom, 23.
6. Winnifred B. Cutler, Love Cycles: The Science of Intimacy (New York: Villard Books, 1991), 108–109, 244. As quoted by Stanton, Why Marriage Matters, 46.
7. Les Parrott III and Leslie Parrott, Saving Your Marriage Before It Starts (Grand Rapids, Michigan: Zondervan Publishing House, 1995), 145.
8. Wendy Shalit, A Return to Modesty (New York: Touchstone, 1999), 193.
Fonte: Pure Love Club (Jason & Crystalina Evert)
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Orações para a Castidade
Oração para obter a Pureza de Coração
Senhor, ajudai-me a aceitar e receber minha sexualidade como um dom divino. Dai-me a graça para resistir a tantas mentiras que distorcem esse dom divino e ajudai-me a viver minha sexualidade de acordo com a verdade do amor que é entrega de si mesmo. Dai-me pureza de coração para que possa ver a imagem de vossa glória na beleza dos outros, e um dia vê-Lo face a face. Amen.
Oração para a Redenção do Desejo Sexual
Senhor, eu Vos louvo e agradeço pelo dom de meus impulsos sexuais. Pelo poder de Vossa morte e ressurreição, consertai em mim o que o pecado confundiu, de modo que possa conhecer e experimentar o desejo sexual como Vós desejastes – como o desejo de amar livremente, totalmente, fielmente, e frutuosamente. Amen.
Oração para o Momento da Tentação da Luxúria
Senhor, obrigado pela beleza dessa pessoa que Vós criastes para ser amada – jamais para ser tratada como um objeto para minha gratificação. Eu renuncio a qualquer tendência interior de usar essa pessoa para meu próprio prazer, e peço que orienteis meus desejos. Amen.
© Christopher West. Site: Theology of the Body.
www.ChristopherWest.com
Senhor, ajudai-me a aceitar e receber minha sexualidade como um dom divino. Dai-me a graça para resistir a tantas mentiras que distorcem esse dom divino e ajudai-me a viver minha sexualidade de acordo com a verdade do amor que é entrega de si mesmo. Dai-me pureza de coração para que possa ver a imagem de vossa glória na beleza dos outros, e um dia vê-Lo face a face. Amen.
Oração para a Redenção do Desejo Sexual
Senhor, eu Vos louvo e agradeço pelo dom de meus impulsos sexuais. Pelo poder de Vossa morte e ressurreição, consertai em mim o que o pecado confundiu, de modo que possa conhecer e experimentar o desejo sexual como Vós desejastes – como o desejo de amar livremente, totalmente, fielmente, e frutuosamente. Amen.
Oração para o Momento da Tentação da Luxúria
Senhor, obrigado pela beleza dessa pessoa que Vós criastes para ser amada – jamais para ser tratada como um objeto para minha gratificação. Eu renuncio a qualquer tendência interior de usar essa pessoa para meu próprio prazer, e peço que orienteis meus desejos. Amen.
© Christopher West. Site: Theology of the Body.
www.ChristopherWest.com
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
O que é a Teologia do Corpo - parte 7 (final)
A autêntica libertação sexual
Por que toda essa propaganda? Se há um inimigo que quer nos afastar do céu, e se o corpo e o sexo devem nos levar para lá, o que você acha que ele vai atacar? A tática do pecado é “confundir” e “desorientar” nosso desejo de união eterna. É tudo que pode fazer. Quando compreendemos isso, percebemos que a confusão sexual tão presente em nosso mundo e em nossos corações nada mais é do que o desejo que o homem tem pelo céu perdendo o rumo certo.
Mas a maré está mudando. As pessoas só se contentam com coisas falsas por pouco tempo. Essas coisas não apenas falham em satisfazer, elas nos machucam terrivelmente. Infelizmente, a doutrina e os ensinamentos da Igreja sobre o sexo são confirmados pelas feridas daqueles que não os vivem. Nossos desejos de amor, intimidade e liberdade são bons. Mas a revolução sexual nos vendeu mentiras. Nós não fomos “libertos”. Temos sido enganados, traídos, e abandonados de mãos vazias.
É por isso que o mundo é um campo de missões pronto a absorver a Teologia do Corpo de João Paulo II. E é por isso que ela já está mudando tantas vidas ao redor do mundo. O ensinamento do Papa nos ajuda a distinguir entre a nota verdadeira de um milhão de dólares e a falsa. Ela nos ajuda a “desconfundir” nossos desejos desordenados e nos orienta para o amor que realmente satisfaz.
Quando isso acontece, experimentamos o ensinamento da Igreja não como um peso imposto de “fora”, mas como uma mensagem de salvação que pulsa “de dentro”. Experimentamos a verdade que nos liberta de verdade. Em outras palavras, experimentamos o que a revolução sexual nos prometeu mas não pôde nos oferecer – a autêntica libertação sexual.
© Christopher West. Site: Theology of the Body
www.ChristopherWest.com
Por que toda essa propaganda? Se há um inimigo que quer nos afastar do céu, e se o corpo e o sexo devem nos levar para lá, o que você acha que ele vai atacar? A tática do pecado é “confundir” e “desorientar” nosso desejo de união eterna. É tudo que pode fazer. Quando compreendemos isso, percebemos que a confusão sexual tão presente em nosso mundo e em nossos corações nada mais é do que o desejo que o homem tem pelo céu perdendo o rumo certo.
Mas a maré está mudando. As pessoas só se contentam com coisas falsas por pouco tempo. Essas coisas não apenas falham em satisfazer, elas nos machucam terrivelmente. Infelizmente, a doutrina e os ensinamentos da Igreja sobre o sexo são confirmados pelas feridas daqueles que não os vivem. Nossos desejos de amor, intimidade e liberdade são bons. Mas a revolução sexual nos vendeu mentiras. Nós não fomos “libertos”. Temos sido enganados, traídos, e abandonados de mãos vazias.
É por isso que o mundo é um campo de missões pronto a absorver a Teologia do Corpo de João Paulo II. E é por isso que ela já está mudando tantas vidas ao redor do mundo. O ensinamento do Papa nos ajuda a distinguir entre a nota verdadeira de um milhão de dólares e a falsa. Ela nos ajuda a “desconfundir” nossos desejos desordenados e nos orienta para o amor que realmente satisfaz.
Quando isso acontece, experimentamos o ensinamento da Igreja não como um peso imposto de “fora”, mas como uma mensagem de salvação que pulsa “de dentro”. Experimentamos a verdade que nos liberta de verdade. Em outras palavras, experimentamos o que a revolução sexual nos prometeu mas não pôde nos oferecer – a autêntica libertação sexual.
© Christopher West. Site: Theology of the Body
www.ChristopherWest.com
O que é a Teologia do Corpo - parte 6
As vocações cristãs
Quando olhamos para “quem somos” em nossa origem, história e destino, abrimos as portas para uma compreensão adequada das vocações cristãs do celibato e do matrimônio. Ambas as vocações são uma autêntica maneira de “colocar em prática, viver” a mais profunda verdade de quem somos enquanto homem e mulher.
Quando vivido autenticamente, o celibato cristão não é uma rejeição da sexualidade e do nosso chamado à união. Na verdade, ele aponta para sua plenitude última. Aqueles que renunciam ao casamento “pelo Reino de Deus” (Mt 19, 12) o fazem a fim de devotar todas as suas energias e desejos para o casamento que pode satisfazer por si só – o casamento de Cristo e da Igreja. Em certo sentido, eles estão “deixando” o sacramento (o sinal terreno) em uma antecipação da realidade última. Ao fazê-lo, os homem e mulheres celibatários declaram ao mundo que “o Reino de Deus está aqui” (ver Mt 12, 28).
De modo diferente, o matrimônio também antecipa o céu. “Nas alegrias do seu amor [Deus dá aos esposos] aqui na terra um prenúncio da festa nupcial do Cordeiro” (Catec. Ig. Catól. N. 1642). Por que, então, tantos casais acham o matrimônio um “inferno na terra”? Para que o casamento traga a felicidade que deve trazer, os esposos devem vivê-lo do modo que Deus planejou “desde o princípio”. Isso significa que eles devem lutar diligentemente contra os efeitos do pecado.
O casamento não justifica a luxúria. Sendo um sacramento, o matrimônio deve simbolizar a união de Cristo e da Igreja (ver Ef 5, 31-32). O corpo tem uma “linguagem”, que deve expressar o amor livre, total, fiel e frutuoso de Deus. Isso é exatamente o que os esposos se comprometem a fazer no altar. “É de livre e espontânea vontade que o desejais?” o sacerdote pergunta, “para se darem um ao outro sem reservar? Vocês prometem ser fiéis até a morte? Prometem receber os filhos que o Senhor conceder?” Noivo e noiva dizem “sim”.
Por sua vez, os esposos devem expressar esse mesmo “sim” com seus corpos, sempre que se tornam uma só carne. “De fato, as mesmas palavras ‘eu te recebo como minha esposa – meu marido’”, diz o Papa, “só podem atingir a completude através do intercurso conjugal” (5 de janeiro de 1983). A união sexual deve ser a renovação dos votos do casamento!
Um novo contexto para a compreensão da moralidade sexual
A ética sexual da Igreja começa a fazer sentido quando vista através dessas lentes. Não é uma lista puritana de proibições. É um chamado para tomar posse de nossa própria “grandeza”, nossa dignidade de ser imagem de Deus. É uma chamado para viver o amor para o qual fomos criados.
João Paulo II descreve a união de sexo e de corpo como “profética”, já que um profeta é aquele que proclama o amor de Deus. Mas ele acrescenta que devemos ser cuidadosos para distinguir entre profetas falsos e verdadeiros. Se podemos falar a verdade com nossos corpos, também podemos falar mentiras. Em última instância, todas as questões sobre moralidade sexual podem ser simplificadas em uma única questão: Isso reflete verdadeiramente o amor livre, total, fiel e frutuoso de Deus ou não?
Em termos práticos, como poderia uma casamento ser saudável se os esposos fossem regularmente infiéis aos seus votos nupciais? Por outro lado, quão saudável seria um casamento no qual os esposos renovassem regularmente seus votos, expressando um comprometimento crescente a eles? Isso é o que está em jogo na doutrina da Igreja sobre moralidade sexual.
A masturbação, a fornicação, o adultério, o sexo intencionalmente estéril, os atos homossexuais etc. – nada disso espelha o amor livre, total, fiel e frutuoso de Deus. Nenhum desses comportamentos expressam e renovam os votos nupciais. Eles não são maritais. Isso significa que as pessoas que se comportam dessas maneiras são “inerentemente más”? Não. Eles estão apenas confusos, não sabem como satisfazer seus desejos genuínos de amor.
Se eu lhe oferecesse uma nota de um milhão de dólares, e uma nota falsa de um milhão de dólares, qual você preferiria? Pergunta boba, eu sei. Mas, e se você foi criado e cresceu em uma cultura que incessantemente lhe bombardeou com propaganda para lhe convencer que a nota falsa era a coisa real, e que a coisa real era falsa? Você não ficaria um pouco confuso?
© Christopher West. Site: Theology of the Body
www.ChristopherWest.com
Quando olhamos para “quem somos” em nossa origem, história e destino, abrimos as portas para uma compreensão adequada das vocações cristãs do celibato e do matrimônio. Ambas as vocações são uma autêntica maneira de “colocar em prática, viver” a mais profunda verdade de quem somos enquanto homem e mulher.
Quando vivido autenticamente, o celibato cristão não é uma rejeição da sexualidade e do nosso chamado à união. Na verdade, ele aponta para sua plenitude última. Aqueles que renunciam ao casamento “pelo Reino de Deus” (Mt 19, 12) o fazem a fim de devotar todas as suas energias e desejos para o casamento que pode satisfazer por si só – o casamento de Cristo e da Igreja. Em certo sentido, eles estão “deixando” o sacramento (o sinal terreno) em uma antecipação da realidade última. Ao fazê-lo, os homem e mulheres celibatários declaram ao mundo que “o Reino de Deus está aqui” (ver Mt 12, 28).
De modo diferente, o matrimônio também antecipa o céu. “Nas alegrias do seu amor [Deus dá aos esposos] aqui na terra um prenúncio da festa nupcial do Cordeiro” (Catec. Ig. Catól. N. 1642). Por que, então, tantos casais acham o matrimônio um “inferno na terra”? Para que o casamento traga a felicidade que deve trazer, os esposos devem vivê-lo do modo que Deus planejou “desde o princípio”. Isso significa que eles devem lutar diligentemente contra os efeitos do pecado.
O casamento não justifica a luxúria. Sendo um sacramento, o matrimônio deve simbolizar a união de Cristo e da Igreja (ver Ef 5, 31-32). O corpo tem uma “linguagem”, que deve expressar o amor livre, total, fiel e frutuoso de Deus. Isso é exatamente o que os esposos se comprometem a fazer no altar. “É de livre e espontânea vontade que o desejais?” o sacerdote pergunta, “para se darem um ao outro sem reservar? Vocês prometem ser fiéis até a morte? Prometem receber os filhos que o Senhor conceder?” Noivo e noiva dizem “sim”.
Por sua vez, os esposos devem expressar esse mesmo “sim” com seus corpos, sempre que se tornam uma só carne. “De fato, as mesmas palavras ‘eu te recebo como minha esposa – meu marido’”, diz o Papa, “só podem atingir a completude através do intercurso conjugal” (5 de janeiro de 1983). A união sexual deve ser a renovação dos votos do casamento!
Um novo contexto para a compreensão da moralidade sexual
A ética sexual da Igreja começa a fazer sentido quando vista através dessas lentes. Não é uma lista puritana de proibições. É um chamado para tomar posse de nossa própria “grandeza”, nossa dignidade de ser imagem de Deus. É uma chamado para viver o amor para o qual fomos criados.
João Paulo II descreve a união de sexo e de corpo como “profética”, já que um profeta é aquele que proclama o amor de Deus. Mas ele acrescenta que devemos ser cuidadosos para distinguir entre profetas falsos e verdadeiros. Se podemos falar a verdade com nossos corpos, também podemos falar mentiras. Em última instância, todas as questões sobre moralidade sexual podem ser simplificadas em uma única questão: Isso reflete verdadeiramente o amor livre, total, fiel e frutuoso de Deus ou não?
Em termos práticos, como poderia uma casamento ser saudável se os esposos fossem regularmente infiéis aos seus votos nupciais? Por outro lado, quão saudável seria um casamento no qual os esposos renovassem regularmente seus votos, expressando um comprometimento crescente a eles? Isso é o que está em jogo na doutrina da Igreja sobre moralidade sexual.
A masturbação, a fornicação, o adultério, o sexo intencionalmente estéril, os atos homossexuais etc. – nada disso espelha o amor livre, total, fiel e frutuoso de Deus. Nenhum desses comportamentos expressam e renovam os votos nupciais. Eles não são maritais. Isso significa que as pessoas que se comportam dessas maneiras são “inerentemente más”? Não. Eles estão apenas confusos, não sabem como satisfazer seus desejos genuínos de amor.
Se eu lhe oferecesse uma nota de um milhão de dólares, e uma nota falsa de um milhão de dólares, qual você preferiria? Pergunta boba, eu sei. Mas, e se você foi criado e cresceu em uma cultura que incessantemente lhe bombardeou com propaganda para lhe convencer que a nota falsa era a coisa real, e que a coisa real era falsa? Você não ficaria um pouco confuso?
© Christopher West. Site: Theology of the Body
www.ChristopherWest.com
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
O que é a Teologia do Corpo - parte 5
Experiência do corpo e do sexo na história
O pecado original causou a “morte” do amor divino no coração humano. A entrada da vergonha indica o nascer da lxúria, do desejo erótico fora do amor de Deus. O homem e a mulher da história agora tendem a procurar a “sensação da sexualidade”, separada do dom verdadeiro de si mesmos, e longe do autêntico amor.
Nós cobrimos nossos corpos não porque eles sejam maus, mas para proteger sua bondade da degradação da luxúria. Ao percebermos que fomos criados para o amor, sentimo-nos instintivamente “ameaçados” não apenas pelo comportamento licencioso, mas até por um “olhar cheio de luxúria”.
As palavras de Cristo são severas a esse respeito. Ele insiste que, se olharmos para as pessoas desejando-as com luxúria, já cometemos adultério em nosso coração (ver Mt 5, 28). João Paulo coloca a pergunta: “Devemos temer a severidade dessas palavras, ou ter confiança no seu... poder salvífico?” (8 de outubro de 1980). Essas palavras têm poder para nos salvar porque o homem que as pronunciou é “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1, 29).
Cristo não morreu e ressurgiu dos mortos tão somente para nos dar mecanismos para enfrentar o pecado. “Jesus veio restaurar a criação para a pureza de suas origens” (Catec. Ig. Cat. N. 2336). À medida em que nos abrimos para a obra de redenção, a morte e ressurreição de Cristo efetivamente “liberta nossa liberdade da dominação da luxúria”, como falou João Paulo II (1 de março de 1984).
Neste lado da vida sempre estaremos aptos a reconhecer uma batalha em nossos corações entre o amor e a luxúria. Apesar disso, João Paulo insiste que a “redenção do corpo” (ver Rom 8, 23) já está em curso nos homens e mulheres da história. Isso significa que à medida em que permitimos que nossa luxúria seja “crucificada com Cristo” (ver Gal 5, 24), nós podemos progressivamente redescobrir naquilo que é erótico aquele “significado nupcial do corpo”, e podemos vivê-lo. Essa “libertação das amarras da luxúria” e a liberdade que ela garante são, na verdade, “a condição de toda convivência na verdade” (8 de outubro de 1980).
A experiência última do corpo e do sexo
O que dizer sobre nossa experiência do corpo na ressurreição? Cristo não nos disse que ninguém mais será tomado em casamento quando ressurgirmos dos mortos? (ver Mt 22, 30); Sim, mas isso não significa que nossa sede de união vai acabar. Significa que será satisfeita, plenificada. Enquanto sacramento, o matrimônio é apenas um sinal terreno de uma realidade celestial. Quando estivermos no céu, não necessitaremos mais de sinais que nos apontem ao céu. As “núpcias do Cordeiro” (Apo 19, 7) – a união de amor que todos desejamos – estará eternamente consumada.
“Para o homem, essa consumação será a realização final da unidade da raça humana, que Deus desejou desde a criação... Aqueles que estão unidos com Cristo formarão a comunidade dos redimidos, a ‘cidade santa’ de Deus, ‘a Noiva, a esposa do Cordeiro’” (Catec. Ig. Cat. n. 1045). Essa realidade eterna é o que a união “em uma só carne” antecipa desde o princípio (ver Ef 5, 31-32).
Portanto, na ressurreição do corpo nos descobrimos – em uma dimensão eterna - o mesmo significado nupcial do corpo no encontro face a face com o mistério do Deus vivo. “Essa será uma experiência completamente nova”, diz o Papa – além de qualquer coisa que possamos imaginar. Além do mais, “não será alienada de modo algum daquilo que o homem participa desde o ‘princípio’, nem do [que se refere ao] sentido procriativo do corpo e do sexo” (13 de janeiro de 1982).
© Christopher West. Site: Theology of the Body
www.ChristopherWest.com
O pecado original causou a “morte” do amor divino no coração humano. A entrada da vergonha indica o nascer da lxúria, do desejo erótico fora do amor de Deus. O homem e a mulher da história agora tendem a procurar a “sensação da sexualidade”, separada do dom verdadeiro de si mesmos, e longe do autêntico amor.
Nós cobrimos nossos corpos não porque eles sejam maus, mas para proteger sua bondade da degradação da luxúria. Ao percebermos que fomos criados para o amor, sentimo-nos instintivamente “ameaçados” não apenas pelo comportamento licencioso, mas até por um “olhar cheio de luxúria”.
As palavras de Cristo são severas a esse respeito. Ele insiste que, se olharmos para as pessoas desejando-as com luxúria, já cometemos adultério em nosso coração (ver Mt 5, 28). João Paulo coloca a pergunta: “Devemos temer a severidade dessas palavras, ou ter confiança no seu... poder salvífico?” (8 de outubro de 1980). Essas palavras têm poder para nos salvar porque o homem que as pronunciou é “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1, 29).
Cristo não morreu e ressurgiu dos mortos tão somente para nos dar mecanismos para enfrentar o pecado. “Jesus veio restaurar a criação para a pureza de suas origens” (Catec. Ig. Cat. N. 2336). À medida em que nos abrimos para a obra de redenção, a morte e ressurreição de Cristo efetivamente “liberta nossa liberdade da dominação da luxúria”, como falou João Paulo II (1 de março de 1984).
Neste lado da vida sempre estaremos aptos a reconhecer uma batalha em nossos corações entre o amor e a luxúria. Apesar disso, João Paulo insiste que a “redenção do corpo” (ver Rom 8, 23) já está em curso nos homens e mulheres da história. Isso significa que à medida em que permitimos que nossa luxúria seja “crucificada com Cristo” (ver Gal 5, 24), nós podemos progressivamente redescobrir naquilo que é erótico aquele “significado nupcial do corpo”, e podemos vivê-lo. Essa “libertação das amarras da luxúria” e a liberdade que ela garante são, na verdade, “a condição de toda convivência na verdade” (8 de outubro de 1980).
A experiência última do corpo e do sexo
O que dizer sobre nossa experiência do corpo na ressurreição? Cristo não nos disse que ninguém mais será tomado em casamento quando ressurgirmos dos mortos? (ver Mt 22, 30); Sim, mas isso não significa que nossa sede de união vai acabar. Significa que será satisfeita, plenificada. Enquanto sacramento, o matrimônio é apenas um sinal terreno de uma realidade celestial. Quando estivermos no céu, não necessitaremos mais de sinais que nos apontem ao céu. As “núpcias do Cordeiro” (Apo 19, 7) – a união de amor que todos desejamos – estará eternamente consumada.
“Para o homem, essa consumação será a realização final da unidade da raça humana, que Deus desejou desde a criação... Aqueles que estão unidos com Cristo formarão a comunidade dos redimidos, a ‘cidade santa’ de Deus, ‘a Noiva, a esposa do Cordeiro’” (Catec. Ig. Cat. n. 1045). Essa realidade eterna é o que a união “em uma só carne” antecipa desde o princípio (ver Ef 5, 31-32).
Portanto, na ressurreição do corpo nos descobrimos – em uma dimensão eterna - o mesmo significado nupcial do corpo no encontro face a face com o mistério do Deus vivo. “Essa será uma experiência completamente nova”, diz o Papa – além de qualquer coisa que possamos imaginar. Além do mais, “não será alienada de modo algum daquilo que o homem participa desde o ‘princípio’, nem do [que se refere ao] sentido procriativo do corpo e do sexo” (13 de janeiro de 1982).
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terça-feira, 21 de outubro de 2008
O que é a Teologia do Corpo - parte 4
A experiência original do corpo e do sexo
Nós temos a tendência a pensar que a “guerra” entre os sexos é normal. Em sua discussão com os fariseus, Jesus observa que “no início não era assim” (Mt 19, 8). Antes do pecado, o homem e a mulher experimentavam sua união como uma participação no amor eterno de Deus. Este é o modelo para todos nós, e embora tenhamos decaído desse estado, Cristo nos dá poder suficiente para retornar a ele.
As histórias bíblias da criação usam linguagem simbólica para nos ajudar a compreender verdades profundas sobre nós mesmos. Por exemplo, o Papa observa que a união original decorre da experiência humana da solidão. Primeiramente o homem estava “sozinho” (ver Gên 2, 18). Entre os animais não havia “ajuda que lhe fosse adequada” (Gên 2, 20). É na base dessa “solidão” – uma experiência comum a homens e mulheres – que experimentamos nosso desejo por união.
A questão é que a união sexual humana difere radicalmente da ligação com os animais. Se elas fossem a mesma coisa, Adão teria encontrado muita “ajuda” nos animais. Mas, ao nomear os animais, ele percebeu que ele era diferente; ele próprio era uma pessoa chamada a amar, com o seu corpo, à semelhança de Deus. Ao ver a mulher, o homem imediatamente declara: “Finalmente, esta é osso dos meus ossos e carne da minha carne” (Gên 2, 23). Isso quer dizer, “Finalmente, uma pessoa a quem posso amar”.
Como ele pôde saber que ela era também uma pessoa chamada ao amor? Seu corpo desnudo revelou o mistério! Para os puros de coração, a nudez revela o que João Paulo chamou de “significado nupcial do corpo”. Isso é a “capacidade que o corpo tem de expressar amor: precisamente aquele amor no qual a pessoa se tornar um presente, um dom, e – através desse dom – chega à plenitude do significado de sua existência” (16 de janeiro de 1980).
Sim, o Papa diz que, se vivermos de acordo com a verdade de nossa sexualidade, nós alcançaremos o verdadeiro sentido da vida. Qual é ele? Jesus o revelou quando disse, “Esse é o meu Mandamento, que ameis uns aos outros como eu vos tenho amado” (Jo 15, 12). E como Jesus nos amou? “Este é o meu corpo que será entregue por vós” (Lc 22, 19). Deus criou o desejo sexual para que fosse o poder de amar como ele amou. E foi assim que o primeiro casal o experimentou. Portanto, “eles estavam ambos nus, e não tinham vergonha” (Gên 2, 25).
Não há vergonha no amor; “o perfeito amor lança fora o temor” (1 Jo 4, 18). Ao viverem completamente de acordo com o significado nupcial de seus corpos, eles viam e conheciam um ao outro “com toda a paz do júbilo interior, que cria a plenitude da intimidade entre as pessoas” (2 de janeiro de 1980).
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Nós temos a tendência a pensar que a “guerra” entre os sexos é normal. Em sua discussão com os fariseus, Jesus observa que “no início não era assim” (Mt 19, 8). Antes do pecado, o homem e a mulher experimentavam sua união como uma participação no amor eterno de Deus. Este é o modelo para todos nós, e embora tenhamos decaído desse estado, Cristo nos dá poder suficiente para retornar a ele.
As histórias bíblias da criação usam linguagem simbólica para nos ajudar a compreender verdades profundas sobre nós mesmos. Por exemplo, o Papa observa que a união original decorre da experiência humana da solidão. Primeiramente o homem estava “sozinho” (ver Gên 2, 18). Entre os animais não havia “ajuda que lhe fosse adequada” (Gên 2, 20). É na base dessa “solidão” – uma experiência comum a homens e mulheres – que experimentamos nosso desejo por união.
A questão é que a união sexual humana difere radicalmente da ligação com os animais. Se elas fossem a mesma coisa, Adão teria encontrado muita “ajuda” nos animais. Mas, ao nomear os animais, ele percebeu que ele era diferente; ele próprio era uma pessoa chamada a amar, com o seu corpo, à semelhança de Deus. Ao ver a mulher, o homem imediatamente declara: “Finalmente, esta é osso dos meus ossos e carne da minha carne” (Gên 2, 23). Isso quer dizer, “Finalmente, uma pessoa a quem posso amar”.
Como ele pôde saber que ela era também uma pessoa chamada ao amor? Seu corpo desnudo revelou o mistério! Para os puros de coração, a nudez revela o que João Paulo chamou de “significado nupcial do corpo”. Isso é a “capacidade que o corpo tem de expressar amor: precisamente aquele amor no qual a pessoa se tornar um presente, um dom, e – através desse dom – chega à plenitude do significado de sua existência” (16 de janeiro de 1980).
Sim, o Papa diz que, se vivermos de acordo com a verdade de nossa sexualidade, nós alcançaremos o verdadeiro sentido da vida. Qual é ele? Jesus o revelou quando disse, “Esse é o meu Mandamento, que ameis uns aos outros como eu vos tenho amado” (Jo 15, 12). E como Jesus nos amou? “Este é o meu corpo que será entregue por vós” (Lc 22, 19). Deus criou o desejo sexual para que fosse o poder de amar como ele amou. E foi assim que o primeiro casal o experimentou. Portanto, “eles estavam ambos nus, e não tinham vergonha” (Gên 2, 25).
Não há vergonha no amor; “o perfeito amor lança fora o temor” (1 Jo 4, 18). Ao viverem completamente de acordo com o significado nupcial de seus corpos, eles viam e conheciam um ao outro “com toda a paz do júbilo interior, que cria a plenitude da intimidade entre as pessoas” (2 de janeiro de 1980).
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segunda-feira, 20 de outubro de 2008
O que é a Teologia do Corpo - parte 3
Por que o corpo é uma “Teologia”?
De acordo com João Paulo II, Deus criou o corpo como “sinal” de seu próprio mistério divino. É por isso que ele fala do corpo como uma “teologia”, um estudo de Deus.
Nós não podemos ver Deus. Sendo puramente espiritual, Ele é invisível. Ainda assim, o cristianismo é a religião em que Deus se mostra. Em Cristo, “Deus revelou seu segredo mais profundo: o próprio Deus é uma comunhão de amor, Pai, Filho e Espírito Santo, e Ele nos destinou a fazer parte dessa comunhão” (Catec. Ig. Cat. N. 221.). De algum modo o corpo humano torna visível esse mistério eterno de amor.
Como? Especificamente através da beleza das diferenças sexuais e do nosso chamado à união. Deus concebeu a união dos sexos como uma “versão criada” de sua própria “comunhão eterna de amor”. E desde o princípio, a união de homem e mulher antecipa nosso destino eterno de união com Cristo. Como diz S. Paulo, a união “em uma só carne” é “um grande mistério, e eu o digo com referência a Cristo e sua Igreja”. (Ef 5, 31-32).
A Bíblia usa a imagem do amor esponsal mais do que qualquer outra imagem para nos ajudar a compreender o plano eterno de Deus para a humanidade. Deus quer que nos “casemos” com Ele – para viver conosco em um “eterno intercâmbio de amor”. E ele desejou que esse grande “plano marital” fosse tão claro para nós, tão óbvio para nós que Ele imprimiu uma imagem desse plano no nosso próprio ser, ao nos criar homem e mulher, e ao nos chamar à comunhão “em uma só carne”.
Portanto, marcando um progresso dramático no pensamento Católico, João Paulo concluiu que nós somos a imagem de Deus não apenas enquanto indivíduos, “mas também através da comunhão... que o homem e a mulher formam desde o princípio”. E, continua o Papa, “De tudo isso, desde o princípio, veio a bênção da fertilidade (14 de novembro de 1979). A vocação original para “frutificar e se multiplicar” (Gên 1, 28), então, nada mais é do que um chamado para segundo a imagem do que fomos criados – para amar como Deus ama.
Isso, é claro, não quer dizer que Deus é “sexual”. Usamos o amor esponsal apenas como uma analogia para nos ajudar a compreender algo do divino mistério (ver Catec. Ig. Católica, n. 370). O “mistério de Deus permanece transcendente apesar dessa analogia, e apesar de qualquer outra analogia” (29 de setembro, 1982). Ao mesmo tempo, entretanto, o Papa diz que “não há nenhuma outra realidade humana que corresponda mais, humanamente falando, a esse mistério divino” (30 de dezembro de 1988).
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De acordo com João Paulo II, Deus criou o corpo como “sinal” de seu próprio mistério divino. É por isso que ele fala do corpo como uma “teologia”, um estudo de Deus.
Nós não podemos ver Deus. Sendo puramente espiritual, Ele é invisível. Ainda assim, o cristianismo é a religião em que Deus se mostra. Em Cristo, “Deus revelou seu segredo mais profundo: o próprio Deus é uma comunhão de amor, Pai, Filho e Espírito Santo, e Ele nos destinou a fazer parte dessa comunhão” (Catec. Ig. Cat. N. 221.). De algum modo o corpo humano torna visível esse mistério eterno de amor.
Como? Especificamente através da beleza das diferenças sexuais e do nosso chamado à união. Deus concebeu a união dos sexos como uma “versão criada” de sua própria “comunhão eterna de amor”. E desde o princípio, a união de homem e mulher antecipa nosso destino eterno de união com Cristo. Como diz S. Paulo, a união “em uma só carne” é “um grande mistério, e eu o digo com referência a Cristo e sua Igreja”. (Ef 5, 31-32).
A Bíblia usa a imagem do amor esponsal mais do que qualquer outra imagem para nos ajudar a compreender o plano eterno de Deus para a humanidade. Deus quer que nos “casemos” com Ele – para viver conosco em um “eterno intercâmbio de amor”. E ele desejou que esse grande “plano marital” fosse tão claro para nós, tão óbvio para nós que Ele imprimiu uma imagem desse plano no nosso próprio ser, ao nos criar homem e mulher, e ao nos chamar à comunhão “em uma só carne”.
Portanto, marcando um progresso dramático no pensamento Católico, João Paulo concluiu que nós somos a imagem de Deus não apenas enquanto indivíduos, “mas também através da comunhão... que o homem e a mulher formam desde o princípio”. E, continua o Papa, “De tudo isso, desde o princípio, veio a bênção da fertilidade (14 de novembro de 1979). A vocação original para “frutificar e se multiplicar” (Gên 1, 28), então, nada mais é do que um chamado para segundo a imagem do que fomos criados – para amar como Deus ama.
Isso, é claro, não quer dizer que Deus é “sexual”. Usamos o amor esponsal apenas como uma analogia para nos ajudar a compreender algo do divino mistério (ver Catec. Ig. Católica, n. 370). O “mistério de Deus permanece transcendente apesar dessa analogia, e apesar de qualquer outra analogia” (29 de setembro, 1982). Ao mesmo tempo, entretanto, o Papa diz que “não há nenhuma outra realidade humana que corresponda mais, humanamente falando, a esse mistério divino” (30 de dezembro de 1988).
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quinta-feira, 16 de outubro de 2008
O que é a Teologia do Corpo - parte 2
Uma resposta para nossas questões universais
Ao focar na beleza do plano divino para a união dos sexos, João Paulo muda a discussão do legalismo (“Até onde posso ir sem quebrar a lei?”) para a liberdade (“Qual a verdade que me liberta para amar?”). A verdade que nos liberta é a salvação em Jesus Cristo. Não importa que erros tenhamos feito ou que pecados tenhamos cometido. A Teologia do Corpo, do Papa, não aponta o dedo para nenhuma das duas coisas. É uma mensagem de "salvação sexual" oferecida para todos.
Em resumo, através de uma profunda reflexão das Escrituras, João Paulo busca responder duas das questões mais importantes e universais: (1) “O que significa ser humano?”; e (2) “Como posso viver minha vida de modo que haja verdadeira felicidade e completude?”. As lições do Papa, portanto, não são apenas sobre sexo e casamento. Já que nossa criação enquanto homem e mulher é “o fato fundamental da existência humana” (13 de fevereiro de 1980), a Teologia do Corpo dá conta “da descoberta do significado de toda a existência, do sentido da vida” (29 de outubro de 1980).
Para responder a primeira questão – “O que significa ser humano?” – o Papa segue o convite de Cristo para refletir nos três diferentes “estágios” da experiência humana do sexo e do corpo: em nossa origem antes do pecado (ver Mt 19, 3-8); em nossa história degenerada pelo pecado, porém redimida em Cristo (ver Mt 5, 27-28); e em nosso destino, quando Deus vai ressuscitar nossos corpos na glória (ver Mt 22, 23-33).
Em resposta à segunda questão – “Como viver minha vida?” – João Paulo aplica seu peculiar “humanismo cristão” às vocações do celibato e do matrimônio. Ele então conclui demonstrando como seu estudo traz uma nova e atrativa visão da moralidade sexual.
Veremos brevemente cada uma dessas diferentes seções do ensinamento do Papa. É claro que, em uma curta introdução como essa, estaremos apenas arranhando a superfície dos profundos pensamentos do Papa. Iniciaremos com a idéia principal.
© Christopher West.
www.ChristopherWest.com
Ao focar na beleza do plano divino para a união dos sexos, João Paulo muda a discussão do legalismo (“Até onde posso ir sem quebrar a lei?”) para a liberdade (“Qual a verdade que me liberta para amar?”). A verdade que nos liberta é a salvação em Jesus Cristo. Não importa que erros tenhamos feito ou que pecados tenhamos cometido. A Teologia do Corpo, do Papa, não aponta o dedo para nenhuma das duas coisas. É uma mensagem de "salvação sexual" oferecida para todos.
Em resumo, através de uma profunda reflexão das Escrituras, João Paulo busca responder duas das questões mais importantes e universais: (1) “O que significa ser humano?”; e (2) “Como posso viver minha vida de modo que haja verdadeira felicidade e completude?”. As lições do Papa, portanto, não são apenas sobre sexo e casamento. Já que nossa criação enquanto homem e mulher é “o fato fundamental da existência humana” (13 de fevereiro de 1980), a Teologia do Corpo dá conta “da descoberta do significado de toda a existência, do sentido da vida” (29 de outubro de 1980).
Para responder a primeira questão – “O que significa ser humano?” – o Papa segue o convite de Cristo para refletir nos três diferentes “estágios” da experiência humana do sexo e do corpo: em nossa origem antes do pecado (ver Mt 19, 3-8); em nossa história degenerada pelo pecado, porém redimida em Cristo (ver Mt 5, 27-28); e em nosso destino, quando Deus vai ressuscitar nossos corpos na glória (ver Mt 22, 23-33).
Em resposta à segunda questão – “Como viver minha vida?” – João Paulo aplica seu peculiar “humanismo cristão” às vocações do celibato e do matrimônio. Ele então conclui demonstrando como seu estudo traz uma nova e atrativa visão da moralidade sexual.
Veremos brevemente cada uma dessas diferentes seções do ensinamento do Papa. É claro que, em uma curta introdução como essa, estaremos apenas arranhando a superfície dos profundos pensamentos do Papa. Iniciaremos com a idéia principal.
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quarta-feira, 15 de outubro de 2008
O que é a Teologia do Corpo - parte 1
“É uma ilusão pensar que podemos construir uma cultura verdadeira da vida humana se não... aceitarmos e experimentarmos a sexualidade e o amor e a plenitude da vida de acordo com seu significado verdadeiro e suas estreitas inter-conexões”.
João Paulo II, O Evangelho da Vida (n. 97)
A relação sexual é a pedra fundante da vida humana. A família – e, por sua vez, a própria sociedade humana – surgem desse enlace. Em resumo, para onde vai o sexo, assim vai o casamento e a família. Para onde vai o casamento e a família, aí vai a civilização.
Tal lógica não condiz bem com nossa cultura. Não é exagero dizer que a tarefa do século vinte foi livrar-se da ética sexual cristã. Se queremos construir uma “cultura da vida”, a tarefa do século vinte e um será retomar essa ética.
Mas a maneira muitas vezes repressiva de lidar com isso, por parte das gerações anteriores de cristãos (normalmente com silêncio, ou, no máximo, com um “não faça isso”) é, em grande parte, responsável pela rejeição do ensinamento da Igreja acerca do sexo. Precisamos de uma “nova linguagem” para quebrar o silêncio e reverter a negatividade. Precisamos de uma nova teologia que explique como a ética sexual cristã – longe da lista puritana de proibições que costumava ser – corresponde perfeitamente com os desejos mais profundos de nossos corações em direção do amor e da união.
Como muitas pessoas estão apenas agora descobrindo, o Papa João Paulo II dedicou seu primeiro grande projeto pedagógico de seu pontificado para desenvolver tal teologia; ele a chamou de “Teologia do Corpo”. Essa coleção de 129 pequenos discursos já iniciou uma “contra-revolução sexual” que está mudando vidas ao redor do mundo. Esse “fogo” está se espalhando e no tempo certo podemos esperar repercussões globais.
George Weigel, o biógrafo do Papa, descreveu melhor do que ninguém a Teologia do Corpo como “uma espécie de bomba teológica de efeito retardado, programada para detonar dramáticas conseqüências... talvez no século vinte e um”. (Testemunho da Esperança, 343).
© Christopher West.
www.ChristopherWest.com
João Paulo II, O Evangelho da Vida (n. 97)
A relação sexual é a pedra fundante da vida humana. A família – e, por sua vez, a própria sociedade humana – surgem desse enlace. Em resumo, para onde vai o sexo, assim vai o casamento e a família. Para onde vai o casamento e a família, aí vai a civilização.
Tal lógica não condiz bem com nossa cultura. Não é exagero dizer que a tarefa do século vinte foi livrar-se da ética sexual cristã. Se queremos construir uma “cultura da vida”, a tarefa do século vinte e um será retomar essa ética.
Mas a maneira muitas vezes repressiva de lidar com isso, por parte das gerações anteriores de cristãos (normalmente com silêncio, ou, no máximo, com um “não faça isso”) é, em grande parte, responsável pela rejeição do ensinamento da Igreja acerca do sexo. Precisamos de uma “nova linguagem” para quebrar o silêncio e reverter a negatividade. Precisamos de uma nova teologia que explique como a ética sexual cristã – longe da lista puritana de proibições que costumava ser – corresponde perfeitamente com os desejos mais profundos de nossos corações em direção do amor e da união.
Como muitas pessoas estão apenas agora descobrindo, o Papa João Paulo II dedicou seu primeiro grande projeto pedagógico de seu pontificado para desenvolver tal teologia; ele a chamou de “Teologia do Corpo”. Essa coleção de 129 pequenos discursos já iniciou uma “contra-revolução sexual” que está mudando vidas ao redor do mundo. Esse “fogo” está se espalhando e no tempo certo podemos esperar repercussões globais.
George Weigel, o biógrafo do Papa, descreveu melhor do que ninguém a Teologia do Corpo como “uma espécie de bomba teológica de efeito retardado, programada para detonar dramáticas conseqüências... talvez no século vinte e um”. (Testemunho da Esperança, 343).
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