sábado, 13 de fevereiro de 2010

O mal que a pornografia faz

Por Pe. Thomas Loya

1º de fevereiro de 2010

Mulheres, da próxima vez que forem à Igreja, olhem por um momento para todos os homens presentes ali, mesmo os melhores deles. Por favor, recite uma oração por eles, pois ao olhar ao seu redor, é seguro dizer que a maioria dos homens que você está vendo são viciados em pornografia, ou ao menos possuem algum contato com ela, ou têm algum problema com pornografia. Sim, mulheres, acreditem em mim, é sério assim mesmo. Eu me dirijo às mulheres porque elas sempre têm mais a perder quando as coisas não andam de acordo com a ordem da Teologia do Corpo. Os homens também têm muito a perder através desse vício da pornografia, mas o custo para as mulheres geralmente não é compreendido totalmente.

A pornografia, de certo modo, é pior que o adultério. Pelo menos no caso do adultério a esposa tem pessoas tangíveis para lidar, duas pessoas que pode confrontar. Mas a pornografia subsiste no mundo secreto e inalcançável das fantasias de um homem. O vício em pornografia tira o que pertence merecidamente à esposa e enterra isso em um abismo egoísta feito de fantasias. A sexualidade humana, e em particular a união em uma só carne entre marido e mulher fala a linguagem, a teologia, de um total dom de si mesmo, um para o outro. Um homem e uma mulher se doam completamente, um para o outro, precisamente através de seus corpos, que possuem um sexo masculino ou feminino. Mas com o vício da pornografia o homem se dá a si mesmo, ou se entrega a uma fantasia. Isso deixa sua mulher emocionalmente distante e debilitada. Ela não consegue alcançar nele o que lhe pertence de direito. Ela fica sozinha, fora do campo onde o marido se auto-absorve.

Ao contrário da alegação daqueles que usam a pornografia a fim de “melhorar” suas experiências de intimidade sexual, o que a pornografia faz é deixar o casal mais longe um do outro. Com o tempo o marido vai achando sua mulher cada vez menos atrativa, pois ela não consegue “concorrer” com as “fantásticas” imagens que a pornografia proporciona. Para compensar, o marido muitas vezes cria expectativas sobre suas relações conjugais que a mulher acha sem sentido. Ou simplesmente o marido inicia relacionamentos extra-conjugais.

Existem dimensões bioquímicas no vício em pornografia. Os cérebros dos homens são diferentes dos cérebros das mulheres em vários aspectos. Para os homens as imagens visuais têm o poder de se fixarem de modo definitivo no cérebro. Isso coloca a mulher ainda em pior posição. Durante a intimidade conjugal, as imagens presentes na mente do marido não são aquelas da sua esposa, que está logo ali em contato físico com ele, mas sim as imagens das estrelas pornográficas e das ações que viu nos filmes e que ficaram marcadas em seu cérebro. Os fatores bioquímicos ajudam a explicar porque o vício em pornografia é tão difícil de vencer. Ações e imagens repetidas ficam marcadas em canais neuronais permanentes no cérebro. E já que a finalidade da pornografia é a auto-estimulação, os novos caminhos neuronais criados pelo hábito da auto-estimulação fazem o desejo (eros) do marido se voltar para si mesmo, tornando-o incapaz de realizar um dom de si para sua mulher. Isso também torna os homens menos capazes de serem bons maridos.

Mulheres, antes de pensar em se casar com um rapaz, certifiquem-se de perguntar sobre seu histórico com pornografia. Tomara que ele não tenha nenhum.

Espero que esse artigo tenha servido como um alarme, a fim de motivar um compromisso de para com o que chamo de “assassino silencioso” de nossa cultura – a pornografia. No próximo artigo veremos como podemos matar esse “assassino silencioso” através da linguagem da Teologia do Corpo.
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Traduzido de: http://tob.catholicexchange.com/2010/02/01/1571/

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