quarta-feira, 28 de abril de 2010

Santa Gianna - 28 de abril

Neste dia 28 de abril a Igreja celebra a memória de Santa Gianna. Para conhecer mais sobre a vida dela, veja outros posts:
- Santa Gianna
- Cartas de amor de uma Santa
- Pietro, marido de Santa Gianna
- Santa Gianna e o matrimônio
- Segundo milagre pela intercessão de Sta. Gianna

Santa Gianna, rogai por nós!

terça-feira, 20 de abril de 2010

A prevalência da pornografia faz as garotas e o Governo Britânico procurar proteção

A noção absurda de que a pornografia é apenas "uma diversão inofensiva" tem sofrido algumas derrotas nas últimas semanas. Segundo a imprensa do Reino Unido, a total rejeição desta crença tem que acontecer o mais rápido possível.

O jornal britânico Daily Mail, na sua página digital “Mail Online”, informou, em seu recente artigo "Adolescentes assistindo horas de pornografia na Internet todas as semanas estão tratando suas namoradas como objetos sexuais" * (3/8/10), que as próprias garotas adolescentes em Londres estão reavivando o conceito de uma “dama de companhia” (uma mulher normalmente mais velha ou casada, que acompanha em público uma mulher solteira) para se proteger das demandas sexuais de namorados que estão crescendo imersos na pornografia.

De acordo com os adolescentes e os peritos, a onipresença da pornografia online está literalmente transformando os jovens homens em predadores sexuais, fazendo com que as mulheres jovens busquem refúgio – em lágrimas, em alguns casos –, desejando desesperadamente a orientação dos pais.

“Eu desejo que os meus pais me digam que eu não estou autorizada a ficar em casa sozinha com um garoto”, disse ao Daily Mail uma garota de dezesseis anos. “Eu desejo que eles digam que os rapazes não são permitidos no meu quarto. Eles têm toda essa idéia de ‘confiar em nós’, mas isso não está me ajudando. Eles não têm idéia do que se passa, e eu tenho vergonha demais para lhes contar”. O artigo também relata que apenas 37% dos pais no Reino Unido têm ativado os controles parentais nos dispositivos eletrônicos dos adolescentes.

Na mesma semana veio uma cobertura da BBC sobre um relatório do governo britânico que recomenda novos regulamentos para tentar conter a onda de imagens sexualizadas acessíveis às crianças. O relatório reconhece que a sexualização da adolescência está tendo um efeito devastador sobre os jovens, e propõe normas mais rigorosas em matéria de publicidade e vendas de revistas, bem como exigir que os celulares e sistemas de jogos passem a ter, por padrão, controles parentais.

A lição clara dessas reportagens é que os pais precisam se envolver com seus filhos, conversar com eles sobre sexo e sobre as mensagens sexualizadas de nossa cultura de consumo, e demonstrar seu amor através do estabelecimento de limites adequados e ativando os controles parentais em computadores, telefones e vídeos-game. Além disso, os pais devem considerar a instalação de software de filtragem para proteger ainda mais os seus filhos e famílias.
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Traduzido de: National Coalition for the Protection of Children and the Family http://www.nationalcoalition.org/thenewchaperones.asp

* Um link direto para este artigo (“Teen boys watching hours of internet pornography every week are treating their girlfriends like sex objects”) não é fornecido porque ele contém uma imagem de nudez.

sábado, 17 de abril de 2010

Cartas de amor de uma Santa (2)

Santa Gianna e seu esposo Pietro, que faleceu no último Sábado Santo

11 de março de 1955

Querido Pietro,

Não tenho palavras para agradecer-lhe todos os cuidados e delicadezas que você tem para comigo. Obrigada pelas rosas e pelos momentos passados ontem à noite em sua companhia. (...) Pietro, como gostaria de dizer-lhe tudo quanto sinto por você! Mas não consigo; ajude-me. O Senhor me ama muito mesmo. Você é o homem que eu queria encontrar, mas não nego que muitas vezes me pergunto: "Serei digna dele?" Sim, digo-lhe, Pietro, porque me sinto como se não fosse ninguém, incapaz para nada, embora deseje fazer que você seja feliz, receio não consegui-lo. (...)

Com muito e muito amor, saudações, sua
Gianna

Santa Gianna e Pietro


13 de setembro de 1955


Meu querido Pietro,

Não tenho palavras para agradecer-lhe as suas cartas magníficas e muito carinhosas, que, uma após a outra, me são enviadas nesses dias (1). Toda carta, toda palavra sua é para mim motivo de imensa alegria. (...) Queridíssimo Pietro, estou certa de que sempre me fará feliz como hoje o sou e que o Senhor escutará as suas preces, porque feitas por um coração que sempre o amou e serviu santamente.

Pietro, quanto tenho a aprender com você! Você é mesmo um exemplo e lhe agradeço. Assim, com a ajuda e a bênção de Deus, faremos tudo para que nossa nova família seja um pequeno cenáculo em que Jesus reine sobre todos os nossos afetos, desejos e ações.

Meu querido Pietro, faltam poucos dias e sinto-me comovida por aproximar-me de receber o Sacramento do Amor. Tornamo-nos colaboradores de Deus na criação; assim podemos dar-lhe filhos que o amem e o sirvam.

Pietro, conseguirei ser a esposa e a mãe que sempre desejou? É isso mesmo o que quero, porque você o merece e porque lhe devoto muito amor. Beijos e abraços com todo o amor. Sua
Gianna

Santa Gianna, Pietro, e o filho Pierluigi

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(1) Temos a carta de 10 de setembro que entre outras coisas dizia: "Gianna, quero ser o marido que você queria nos seus mais belos sonhos e desejava nos seus desejos mais alegres e santos, o marido digno de suas virtudes, de sua bondade e de seu imenso amor".

Trechos do livro: "Cartas de Amor de Uma Santa", de Santa Gianna Beretta Molla. Aparecida: Editora Santuário, 2008.

O segundo milagre operado por Deus através de Santa Gianna

Por Pe. John Zuhlsdorf


Em meados de novembro de 1999, uma mulher brasileira chamada Elisabete Comparini Arcolino descobriu que estava grávida pela quarta vez. Um exame de ultrassom em 30 de novembro mostrou que a criança em desenvolvimento estava dentro de um saco pequeno de apenas 0,8 centímetros de comprimento e 2,3 cm de diâmetro. O médico disse que era improvável a criança nascesse com uma gestação começando assim. Em 9 de dezembro, um ultrassom mostrou o embrião com 1,0 cm de comprimento, mas também um grande aumento em uma massa de sangue coagulado (perda de sangue), medindo 5,2 × 3,5 cm. Em 19 de dezembro eles encontraram o coração da criança batendo, mas também uma deterioração da placenta na região inferior do útero. Foi dado um prognóstico pessimista. A médica que acompanhava o caso, Dra. Nadia Bicego Vieitez de Almeida, que já tinha cuidado de Elisabete nas gestações anteriores, disse que com a grande perda de sangue Elisebete provavelmente iria abortar espontaneamente, ou eles teriam que fazer o procedimento, mais cedo ou mais tarde.

Contrariamente às expectativas, o coração da criança continuava batendo, e a gravidez continuou.

Em 11 de fevereiro de 2000 Elisabete percebeu que havia um problema sério, e foi para o hospital. O ultrassom mostrou que a membrana do saco gestacional tinha quebrado com 16 semanas de gestação e, apesar do feto estar vivo, havia agora uma total ausência de líquido amniótico. O radiologista testificou que não havia líquido amniótico para proteger a criança contra a exposição ao mundo exterior e contra a pressão externa do próprio útero. Isto significava que tanto a criança quanto a mãe estavam em grave perigo de infecção, etc. A Dra. Nadia recomendou o término da gravidez. Elisabete foi colocada em um regime de super-hidratação – 4 litros de venóclise (injeção intravenosa de uma solução isotônica de glicose ou outras substâncias) por dia. Em 15 de fevereiro um novo ultrassom mostrou que não houve aumento significativo do volume de líquido amniótico, e que o volume era insuficiente para levar a gravidez a termo.

Neste ponto, 15 de fevereiro, o prognóstico para a criança era exatamente zero. Dois estudos, um em São Paulo e um em San Francisco, tinham estudado a viabilidade da gravidez com uma membrana rompida entre 22-26 semanas – um número de semanas muito maior do que no caso de Elisabete e seu bebê. Nos estudos, em todos os casos examinados, todos os fetos foram abortados espontaneamente no prazo máximo de 60 dias após a ruptura. Em praticamente todos os casos, um feto de 16 semanas iria ser abortado espontaneamente em poucos dias.

Dra. Nadia e outros médicos disseram a Elisabete que ela tinha que fazer um aborto para salvar a vida dela, e deram-lhe algum tempo para tomar a decisão. Mas Elisabete, sabia em seu coração – assim ela declarou – que não podia fazer isso e que devia tentar levar a gestação até o fim. Quando a médica veio para a decisão, o marido de Elisabete, Carlos César, solicitou a presença de um padre. Ele chamou o padre da paróquia de São Sebastião, Pe. Ovídio José Alves di Andrade. A Dra. Nadia disse que voltaria em 15 minutos com os documentos de sua assinatura para aprovação do aborto.

No momento em que Dra. Nadia voltou estava presente uma amiga de Elisabete, chamada Isabel, que ouviu a discussão sobre o aborto. Isabel foi à capela do hospital para rezar a Maria a fim de ajudar a trazer alguma luz para a situação. Lá Isabel passou algum tempo em oração. Quando ela terminou e se levantou para sair, ela viu passar pela porta o Bispo diocesano D. Diógenes Silva Matthes, que havia ido ao hospital para visitar uma outra pessoa. O Bispo D. Diógenes tinha sido o celebrante do casamento de Elisabete e de Carlos César em São Sebastião, onde eles trabalhavam como catequistas. Isabel contou ao bispo o que estava acontecendo, e ele foi para o quarto de Elisabete, e lá ouviu a história toda. O bispo disse: "Betinha, vamos orar e Deus vai nos ajudar" e ele pediu à Dra. Nadia que esperasse um pouco mais. Em seguida, o bispo saiu.

Pouco depois de o bispo ter saído, chegou o Pe. Ovídio. Ele começou a dar Elisabete o sacramento da extrema-unção. Nesse ponto, o bispo retornou. Ele tinha trazido consigo uma biografia da beata Gianna Beretta Molla. Ele disse a Elisabete: "Faça o que a Bem-aventurada Gianna fez, e, se necessário, dê a sua vida pela criança. Eu estava rezando em casa, e disse para a Bem-Aventurada Gianna em oração: "Agora chegou a oportunidade para que você possa ser canonizada. Interceda diante do Senhor pela graça de um milagre, e salve a vida dessa pequena criança".

Elisabete já conhecia a Beata Gianna, sobre como ela morreu, e como o primeiro milagre de sua causa aconteceu com uma mulher que teve complicações terríveis após uma cesariana. Depois de saber sobre a Beata Gianna, a própria Elisabete, em sua terceira gravidez, e após duas cesáreas anteriores, tinha decidido dar à luz normalmente, apesar dos problemas decorrentes. Nessa altura, o mesmo Bispo D. Diógenes tinha dado a ela um “santinho” com a foto da Beata Gianna. Elisabete estava terrivelmente atemorizada, mas ela pediu ajuda à Bem-Aventurada Gianna, e deu à luz uma criança com peso superior a 5kg.

Portanto, desta vez, reforçada pela experiência do passado e com a ajuda da Beata Gianna e do mesmo bispo, Elisabete disse à Dra. Nadia que ela tentaria continuar a gestação, enquanto o coração dela continuasse a bater. Vários médicos no hospital expressaram sua opinião, de que isso era uma loucura. Entretanto, a Dra. Nadia testemunhou mais tarde sobre esse tempo: "Mas eu, eu não sei se foi por intuição, por causa da minha própria falta de coragem, ou se fui tocada pela fé de Elisabete, que parecia não ter limites, decidi esperar e ver o que acontecia". Elisabete viria a testemunhar depois que, para ela: "O maior milagre de Jesus foi mudança de coração da médica. Ela tinha sido até então inabalável em sua determinação de realizar abortos, mas um dia ela me disse: 'A sua fé me fez pensar muito. Mesmo eu tenho fé agora, então vamos aguardar a morte do feto".

Elisabete deixou o hospital e foi para a casa da tia de Carlos César, Janete Arcolino, que era uma enfermeira. A Dra. Nadia lhes emprestou o aparelho de ultrassom para que eles pudessem monitorar o batimento cardíaco da criança, e disse-lhes para verificar temperatura e pressão arterial a cada seis horas. Eles continuaram os tratamentos de super hidratação, e depois iniciaram um tratamento com cortisona, para evitar problemas com os pulmões da criança.

Nesse meio tempo, o Padre. Ovídio testemunhou mais tarde, toda a comunidade continuava a invocar a Bem-Aventurada Gianna, continuamente pedindo por um milagre. A paróquia era muito pró-vida, e todos os meses havia uma bênção especial para as mulheres que iam com os filhos. Também envolvida na oração à Beata Gianna estava uma comunidade de irmãs carmelitas que, por sua vez, tinham comunicado a solicitação de oração para outros conventos no Brasil. De sua parte, Elisabete passou um momento muito difícil. Apesar de sua fé em Deus e de sua experiência passada, houve momentos em que ela estava com muito medo de morrer junto com o bebê. Ela sentiu-se por vezes bastante abandonada por Deus, e sozinha. Ela estava preocupada com o que iria acontecer com seus três outros filhos, se ela morresse.

A Dra. Nadia seguia de perto a gestação, e observou que, durante o tempo todo, não houve acúmulo de líquido amniótico. Se Elisabete ganhava algum, logo que ela ia se mover para se levantar e ir ao banheiro, ela voltava a perder tudo.

Quando eles chegaram à 32ª semana e quando o bebê pesava 1,8 quilos, eles decidiram por um parto cesáreo, realizado em 31 de maio de 2000. A filha recém-nascida, de nome Gianna, estava em boa forma, com exceção do pé esquerdo, que estava torto, provavelmente por causa da compressão do útero.

Os problemas não acabaram aí. Eles descobriram que Elisabete tinha uma ferida dentro de um músculo uterino no qual a placenta tinha aderido, permanecendo portanto no lugar. Ela teve uma hemorragia grave e seus pulmões entraram em colapso, e ela acabou na UTI por três dias. Como parte de seu tratamento a Dra. Nadia queria interromper o seu ciclo com uma espécie de falsa menopausa, o que resultaria também em Elisabete não ser capaz de dar de mamar, mas Elisabete disse que queria fazer isso.

A casa recém-nascida recebeu alta do hospital e foi para casa em 17 de junho, pesando 1,960 kg. Mais tarde, uma operação cirúrgica e uma terapia corrigiram o pé torcido. Em julho de 2001, uma pediatra, a Dra. Maria Engracia Ribeiro, examinou a criança completamente e atestou que ela era perfeitamente normal e saudável, inteligente e alegre, com personalidade forte. Outro exame em 17 de janeiro de 2002 não encontrou problemas em nenhum aspecto do desenvolvimento da criança, nenhum problema imunológico ou respiratório, e atestou que ela estava, para sua idade, em perfeita saúde.

O caso do pretenso milagre foi estudado pela "Consulta Médica" da Congregação para as Causas dos Santos em 10 de abril de 2003. Esta afirmou que, com a total perda de líquido amniótico na 16ª semana resultando no prognóstico grave para o feto e para a mãe, e com o tratamento médico inadequado para tão grave situação, o resultado positivo da gravidez e a saúde da mãe e da criança eram inexplicáveis em termos médicos. O decreto foi promulgado “super miraculo” pela Congregação, na presença do Papa João Paulo II, em 20 de dezembro de 2003. Gianna Beretta Molla tinha sido beatificada em 24 de abril de 1994, e sua canonização foi celebrada em 16 de maio de 2004.

Gostaria de lhes propor vários pontos para reflexão:

1. Os Santos nos são apresentadas pela Santa Madre Igreja para "os dois I's": imitação e intercessão.
2. Como todos os cristãos são chamados a imitar a Cristo, nós também devemos experimentar o auto-esvaziamento e a Cruz, o abandono à Providência e a doação de si mesmo. Devemos estar dispostos a perder tudo.
3. Nós não estamos sozinhos: a Igreja Militante e a Igreja Triunfante estão intimamente unidas, entrelaçadas na caridade. Nós na terra devemos interceder uns pelos outros, e acreditar e pedir a intercessão dos santos.
4. Deus faz uso dos fracos para demonstrar Seu poder e amor.
5. Se não crermos em milagres, não pediremos a Deus milagres. Se nós não pedirmos milagres, eles não serão concedidos.
6. Nossa vida de fé é percebida pelos não-crentes e eles são afetados por ela.
7. Que diferença um bispo pode fazer.
8. Quantas vezes você invocar a ajuda dos santos e anjos?
9. Os caminhos de Deus não são os nossos caminhos.
10. Ninguém é demasiado pequeno para não ser uma ocasião de graça para os outros.
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Traduzido de: http://wdtprs.com/blog/2008/04/prepare-to-be-amazed-the-2nd-miracle-of-st-gianna-molla/

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Masturbação, pornografia e o sentido esponsal do corpo


Por Anthony Percy

A revolução sexual tem sido comparada a um esgoto com muitos bueiros. A pornografia e a masturbação são dois “bueiros” desse “esgoto”. A sexualidade pode se tornar perversa. Ao invés de tornar as pessoas livres, como deve acontecer com marido e mulher, o sexo se torna uma forma de escravidão.

A pornografia e a masturbação representam a destruição do sentido esponsal e simbólico do corpo humano. Na pornografia se apresenta uma imagem. O foco está tão somente no visível e no erótico. A pessoa humana é reduzida ao que pode ser visto. Não há nenhum traço da dimensão invisível – da intimidade e sacralidade da pessoa humana. Note-se, também, que na pornografia não há ninguém ali. É um mundo de fantasia. Ninguém está realmente presente.

Portanto, quando um homem olha repetidamente para pornografia, ele encontrará dificuldade em se relacionar com mulheres na vida real. Ele se acostuma a ver as mulheres como objetos a serem usados. Ele se contenta com uma visão apenas erótica da mulher, e por isso destrói o sentido esponsal e simbólico do corpo humano. A luxúria toma o lugar do amor, e a fantasia substitui a realidade.

Muito disso tudo pode ser dito também da masturbação. Ela é um mundo irreal de fantasia. Note-se, entretanto, o modo como a masturbação destrói o sentido esponsal do corpo. Deus dotou todos os homens e mulheres de energia sexual. Chamamos talvez de desejo sexual. Isso é bom, e faz parte da atração entre homem e mulher, que é parte constituinte do sentido esponsal do corpo. A energia sexual, portanto, precisa encontrar sua expressão no amor, não na luxúria.

A energia erótica foi feita para ser direcionada a outra pessoa, no amor. Se você é homem, então ela se direciona para a mulher, e vice versa. Na masturbação a energia sexual se volta para si mesmo. A pessoa se torna sexualmente “vesga”. O que foi feito para uma outra pessoa se volta para a gratificação de si mesmo. A masturbação, portanto, é um símbolo não do amor, mas do egoísmo.
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Trecho do Livro: “Theology of the Body Made Simple”, de Anthony Percy, p. 63.

domingo, 11 de abril de 2010

Santa Gianna e o matrimônio


O casal Beretta Molla por ocasião de seu matrimônio

Por Roberto Bertogna
25/7/2004


Viveu alguns anos na incerteza da escolha de um estado de vida. Para bem decidir, rezava muito, pedia orações e conselhos, sofria. Na busca de discernir a vontade de Deus para sua vida, passou mesmo por uma grande perturbação interior; não no plano da fé, mas na elaboração do projeto de vida.

Parecia que o próprio Deus desarranjava e confundia projetos, desejos e sonhos. Sentia-se chamada por Deus, mas no momento da realização, parecia que tudo saltava pelos ares. Um modo misterioso de agir d’Aquele que traça “vias diferentes das nossas”.

Gianna, em suas anotações, indicava três meios para descobrir a própria vocação:

- interrogar o Céu com a oração;

- interrogar o diretor espiritual;

- interrogar a nós mesmos, conhecendo nossas inclinações.

Foi o que fez. Ao invés de acabrunhar-se, intensificou as orações para que pudesse conhecer melhor a vontade de Deus. Para isso foi a Lourdes em peregrinação, e lá rezou bastante.

Quando compreendeu que a vontade de Deus era a de que constituísse uma família, orientou-se decidida para o matrimônio, consciente de que era o caminho que Deus desejava para ela.

Escreveu em seu diário: “O problema do nosso porvir, não devemos solucioná-lo quando temos apenas 15 anos, mas é melhor orientar toda a vida para aquela via na qual o Senhor nos quer, porque nossa felicidade terrena e a eterna dependem de viver bem a nossa vocação”.

Encontro não casual, abençoado por Deus

Na festa da Imaculada Conceição, 8 de dezembro de 1954, celebrava-se na cidade de Mesero a festa da ordenação sacerdotal de Frei Lino Garavaglia, hoje Bispo das dioceses de Cesena e Sarsina (Itália).

Tanto Pedro, o futuro noivo, como Gianna foram convidados para a Missa e para o almoço. Assim Pedro Molla escreveu a Gianna no dia seguinte:

“Recordo-me de ti quando, com teu sorriso largo e gentil, saudavas o Frei Lino e os seus parentes; recordo-me quando fazias devotamente o Sinal da Cruz antes do café; recordo-me ainda quando estavas em oração durante a bênção do Santíssimo Sacramento”.

Aos pés de Nossa Senhora de Lourdes, em junho de 1954, Gianna tinha compreendido qual era a sua vocação, e naquela festa da Virgem Imaculada Pedro compreendia qual era o projeto de Deus. No dia seguinte, ele registrou em seu diário: “Sinto a serena tranqüilidade que me dá a certeza de ter tido ontem um ótimo encontro. A Imaculada Conceição me abençoou”.

Durante o noivado, Pedro observou: “Quanto mais conheço Gianna, mais tenho a certeza de que melhor encontro Deus não podia oferecer-me”.

Gianna respondeu: “Desejo fazer-te feliz e ser a boa esposa que tu desejas: compreensiva e pronta para os sacrifícios que a vida nos pedirá. Penso em doar-me totalmente para formar uma família verdadeiramente cristã. É verdade que teremos que enfrentar dores e sacrifícios, mas se desejarmos sempre um o bem do outro, com a ajuda de Deus venceremos todos os obstáculos”.

Mãe exemplar, dedicada esposa

Gianna e Pedro receberam o sacramento do matrimônio no dia 24 de setembro de 1955. Prepararam-se espiritualmente para esse momento com um tríduo, que consistia em assistir à Missa e receber a Santa Comunhão.

O amor recíproco, baseado na fé e não no sentimentalismo, proporcionou aos jovens esposos coragem para enfrentar tudo serenamente. Gianna não renunciou à sua profissão de médica, cuidava muito eximiamente dos afazeres da casa, mostrando-se excelente cozinheira, e continuava a assistir seus pacientes; prestava-lhes assistência médica gratuita no jardim da infância e na escola primária.

Sentia profundamente o amor à maternidade. “Com o auxílio e a bênção de Deus, faremos de tudo para que nossa família seja um pequeno Cenáculo, onde Jesus reine sobre todos os nossos afetos, desejos e ações”.

Aceitou os inevitáveis sacrifícios da vida familiar sem nunca apagar o seu sorriso de bondade, paciência e generosidade. Todos que a conheceram são testemunhas de que coerência, consciência dos seus deveres e equilíbrio eram os dotes típicos de Gianna, os quais fazia frutificar ao máximo em todo seu âmbito doméstico, profissional e paroquial, com muita harmonia e simplicidade.

Para ela, a finalidade primeira do matrimônio era a formação de uma família numerosa e santa. Em uma carta à sua irmã, dizia: “Peça ao Senhor que me mande logo tantos filhos bons e santos”.

Nasce em 19 novembro de 1956, 14 meses depois do matrimônio, Pierluigi, o primeiro filho. Depois nascem Maria Zita, em 11 novembro de 1957, e Laura Maria, a 15 de julho de 1959. Em menos de quatro anos de matrimônio, teve três filhos, todos com gravidez muito difícil.

Gianna concebia a mulher como mãe católica, e viveu sua maternidade como uma oblação: ser mãe é ser “sacrifício”, eram duas realidades inseparáveis. Mas, note-se bem, tudo vivido com alegria, mesmo se o preço a ser pago fosse muito alto.

Nesse sentido, ainda aos 18 anos de idade, escrevera em seu diário: “Toda vocação é vocação à maternidade, espiritual e moral, e preparar-se significa estar pronto para ser doadores de vida, e se na luta pela nossa vocação tivéssemos que morrer, aquele seria o dia mais bonito da nossa vida”.

Heróico amor maternal por amor de Deus

Após três gravidezes dolorosas, no início da quarta tornou-se indispensável uma cirurgia, devido a um fibroma uterino (tumor no útero). Fidelíssima a seus princípios morais e religiosos, decidiu, sem hesitar, que o médico se preocupasse, em primeiro lugar, não com a operação que salvaria sua vida, mas com a salvação da vida da criança.

Escreve então seu marido: “Com incomparável força de vontade e com imutável empenho, continuava a sua missão de mãe até os últimos dias da sua gestação. Rezava ou meditava. O sorriso e a serenidade que infundiam a beleza, a vivacidade e a saúde dos seus três ‘tesouros’ eram quase sempre velados com uma interior inquietude. Temia que a sua criança nascesse com sofrimentos. Rezava para que assim não fosse. Muitas e muitas vezes, pediu-me desculpas se me causava preocupações. Disse-me que nunca havia tido necessidade de tanta amabilidade e compreensão como agora. Aproximando-se o período do parto, afirmou explicitamente, com tom firme e ao mesmo tempo sereno, com um olhar profundo que não esquecerei jamais: ‘Se vocês devem decidir entre mim e a criança, não hesitem: escolham a criança, eu exijo, salvem-na! Eu faço a vontade de Deus, e Deus providenciará o necessário para meus filhos’”.

Era uma Sexta-feira Santa, 20 abril de 1962, quando foi internada para o parto. No Sábado Santo, Gianna e toda a família tiveram a indescritível alegria de um dom divino: a filha que portava em seu seio nascia bela e forte.

O fruto abençoado desse heróico gesto de amor de Deus recebeu no santo Batismo o nome de Gianna Emanuela.

Após vida modelar, santa morte

Durante aquele momento, Pedro não deixou sua esposa um só minuto. Os médicos tentavam salvá-la a todo custo: antibióticos, soro, sondas… tudo em vão.

Sua última confidência ao marido foi: “Pedro! Agora me curei. Estava já do outro lado, e se soubesses o que eu vi... Um dia te direi! Mas, como éramos muito felizes, estávamos tão bem com os nossos maravilhosos filhos, cheios de saúde e graça, com todas as bênçãos do Céu, mandaram-me de volta aqui embaixo, para sofrer um pouco mais, porque não é justo apresentar-se a Deus sem haver sofrido muito”.

Inteiramente lúcida, Gianna solicita e recebe a Extrema-Unção e a Santa Comunhão pela última vez. Naquele momento, acabava de chegar da Índia sua irmã Virginia, missionária naquele país. Vendo o Crucifixo que lhe pendia do pescoço, pede para osculá-lo, e diz: “Jesus, Te amo”.

Era o dia 28 de abril de 1962, e seria apropriado colocar em seus lábios as últimas palavras de Santa Teresinha do Menino Jesus: “Eu não morro, mas entro na Vida”.(5)

Notas:

1. Cfr. “Pro-Life”, Annual Report 2004, Washington.

2. Cfr. “Avvenire”, Milão, 16-9-03.

3. Cfr. “Corriere della Sera”, Milão, 8-3-00.

4. Cfr. “Il Giornale”, Milão, 27-3-04.

5. Livros consultados:

Un inno alla Vita: Gianna Beretta Molla, Suor Hildegard Brem Ocist., Voglio Vivere, 2004, Milano; Il cammino di Santità di Gianna Beretta Molla, Comitato per la Beatificazione, ITL s.p.a., 1994, Milano.

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Retirado de: http://www.fundadores.org.br/AbortoNao/principal.asp?categ=1&pag=2&IdTexto=881

sábado, 10 de abril de 2010

Socorro! Queremos um filho!


Por Maria Emmir Nogueira

Por favor, socorra-me! Há algo estranho acontecendo comigo e com meu marido: queremos um filho! Sei que não é nada comum alguém querer um filho hoje em dia, por isso estou pedindo socorro. Ocorre que queremos um filho. Queremos dar a vida, dar à luz, pôr no mundo, como você quiser chamar, mas queremos um filho.
O mais espantoso é que queremos um filho não para nós mesmos, nem para nossa realização nem para nos sentirmos bem ou curtirmos a experiência de sermos pais. Queremos um filho por ele mesmo! Não é incrível?!? Não o queremos para ter uma experiência gratificante. Queremos um filho como uma pessoa única, por quem ele é, seja ele como for.

Veja o artigo todo no site da Comunidade Shalom: http://www.comshalom.org/formacao/exibir.php?form_id=660

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Decisões impopulares


Por Jesse Crowley
15 de janeiro de 2010


Deixe-me falar uma coisa para vocês:

"Lembre-se que até um peixe morto pode flutuar a favor da corrente, mas leva uma vida toda para subir contra a corrente." – W.C. Fields

Como seguidores de Cristo, não podemos fugir do fato de que é uma coisa extremamente contra cultural viver nossa fé ativamente no dia-a-dia. Já falei disso brevemente em um post anterior, mas eu acho que é importante o suficiente para merecer um pouco mais de atenção.

Durante minha vida sempre me perguntei o quanto podia tolerar as coisas e ainda poder ser chamado de cristão. Eu queria definitivamente ser um seguidor de Cristo, mas eu ainda queria ser capaz de viver a minha vida, me “dar bem” com os meus amigos, e, finalmente, ser capaz de fazer as coisas que me faziam feliz. O que poderia estar errado nisso, não é mesmo? Isso não é muito justo? Jesus realmente não queria que as pessoas pensassem que eu era um “estranho”, não é?

Mas a verdade é que, se queremos seguir a Cristo e, portanto, ser completamente livres das coisas que nos oprimem e nos prejudicam, nós precisamos levar as coisas a sério. A única forma de sair da impureza é comprometer-se totalmente na direção oposta, no sentido da pureza. E muitas vezes isso se traduz em dar pequenos passos para evitar pequenas concessões. Pequenas concessões se somam e crescem como bola de neve até chegar a ocasiões de pecado que são tão incrivelmente tentadoras, que é irrealista esperar que sejamos capazes de rejeitá-las facilmente. Com o que essas pequenas concessões se parecem? Bem, por exemplo, algumas das mais conhecidas poderiam ser assim ...

- Assistir a filmes “atrevidos” cujas imagens se “implantam” no cérebro de modo que leva anos para se livrar delas
- Ouvir e / ou dançar música que glorifica certas atitudes com relação ao sexo casual
- Permitir-se conversações com linguagem impura

Eu posso ouvir você me dizendo: "O quê, Jesse? Você quer que eu viva dentro de uma caverna?". Para o que eu iria responder...

Talvez. São Bento viveu...

Porém o Senhor pode provavelmente estar chamando você para ser simplesmente uma testemunha para aqueles ao seu redor no dia-a-dia, também. E nada mostra mais aos outros como a fé é importante para você do que quando sua fé lhe faz deixar de rir de uma piada suja, ou quando sua fé faz você se decidir ou não a deixar o filme super-sexualizado da semana que está passando na sala, para ir ter uma conversa com alguém na cozinha em vez disso. Ou quando você interrompe as coisas com sua namorada antes que elas fiquem muito intensas, embora ela possa estar querendo continuar.

Isso terá um efeito sobre os relacionamentos na sua vida? Definitivamente. Se isso tem um bom efeito, então é um sinal de que Deus está abençoando esse relacionamento. Se isso lhe afasta de seus amigos, de sua namorada, ou de qualquer outra pessoa, pode ser um sinal de que essas relações estão fazendo mais dano que benefício. Uma grande ajuda pode ser levar um amigo que compartilha sua fé para qualquer festa ou programação que você for convidado. É uma grande ajuda para não ter de se manter nos seus padrões sozinho.

Nesta vida, sempre vai haver uma luta para se afastar da tentadora, popular, e inicialmente atrativa opção pelo pecado. Mas a liberdade, a paz, e a oportunidade de viver uma vida que seja absolutamente perfeita para quem você é vale a pena muito mais do que as emoções baratas do momento. Este é o preço da pureza. Vamos lá, irmãos, ao trabalho.

" Quem buscar sua vida a perderá, e quem perder sua vida por causa de mim a encontrará." -Mateus 10:39

" Sei muito bem do projeto que tenho em relação a vós — oráculo do Senhor! É um projeto de felicidade, não de sofrimento: dar-vos um futuro, uma esperança!." - Jeremias 29:11
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Traduzido de: http://www.whodoesithurt.com/jesse-crowley/141-jesse-crowley

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Falece Pietro, marido de Santa Gianna

Santa Gianna ao lado de seu querido marido, Pietro Molla


Para quem não conhece muito bem a história de Santa Gianna, pode ler um pouco sobre ela aqui: http://www.acidigital.com/biografias/testigos/gianna.htm
e aqui: http://www.providaanapolis.org.br/gianna5.htm

Ela foi uma médica, católica, esposa e mãe de quatro filhos. Faleceu por complicações decorrentes do seu último parto. Ao saber que sua vida corria risco, afirmou aos médicos que não hesitassem em sacrificar a vida dela, se fosse necessário para salvar a vida do bebê.

Os milagres que possibilitaram a canonização de Santa Gianna ocorreram com mães brasileiras: http://www.diocesefranca.org.br/gianna/gianna5.html

O marido de Gianna, e engenheiro Pietro Molla, criou as filhas do casal, e não se casou de novo. Depois de 48 anos da morte de Gianna, seu querido esposo foi a encontrar no céu. Que eles possam interceder por nossas famílias!

Veja a notícia de seu falecimento aqui: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=18627
Ambos passaram para a outra vida no Sábado Santo.

E veja um exemplo das cartas que eles trocavam quando ainda em vida (Santa Gianna e seu esposo fazem a santidade parecer bem próxima de nós): http://www.comshalom.org/formacao/especial/artigosespeciais/artigos/cartas_fora_moda.html

Santa Gianna e Pietro em visita ao Vaticano

Santa Gianna e seus "bambini"


Casamento de Sta. Gianna e Pietro

Dez mil jovens no Equador abraçam a castidade

Quito, Equador, 5 de abril de 2010 / 01:54 (CNA) .- Dez mil jovens se encontraram na Arquidiocese de Quito, no Equador, no mês passado, e prometeram manter-se castos até o casamento e defender a vida desde a concepção até a morte natural.

De acordo com Amparo Medina, da organização Prolife Action, que organizou o evento, os milhares de jovens assistiram a um concerto e ouviram testemunhos "sobre a verdade com relação aos negócios da morte, da contracepção e do aborto."

"Os jovens ouviram depoimentos de mulheres que estavam às portas de clínicas de aborto, mas que, com a ajuda de voluntários da Prolife Action, vieram a entender o que realmente é um aborto, receberam ajuda e disseram sim à vida. Os gritos de entusiasmo dos jovens, ao ver esses bebês e suas mães, foi um sim à vida", disse Medina.

Após os vários eventos, os jovens fizeram uma promessa de viver a castidade até o casamento e viver em união fiel até a morte. "Vamos organizar esses eventos novamente em apoio às vidas dos nossos filhos e por nossas famílias, para um Equador livre do império da morte, da contracepção e do aborto", afirmou Medina.
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Traduzido de: http://www.catholicnewsagency.com/news/ten_thousand_young_people_in_ecuador_promise_to_embrace_chastity/