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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Nota da Congregação para a Doutrina da Fé

Sobre a banalização da sexualidade
A propósito de algumas leituras de «Luz do mundo»

Por ocasião da publicação do livro-entrevista de Bento XVI, «Luz do Mundo», foram difundidas diversas interpretações não correctas, que geraram confusão sobre a posição da Igreja Católica quanto a algumas questões de moral sexual. Não raro, o pensamento do Papa foi instrumentalizado para fins e interesses alheios ao sentido das suas palavras, que aparece evidente se se lerem inteiramente os capítulos onde se alude à sexualidade humana. O interesse do Santo Padre é claro: reencontrar a grandeza do projecto de Deus sobre a sexualidade, evitando a banalização hoje generalizada da mesma.

Algumas interpretações apresentaram as palavras do Papa como afirmações em contraste com a tradição moral da Igreja; hipótese esta, que alguns saudaram como uma viragem positiva, e outros receberam com preocupação, como se se tratasse de uma ruptura com a doutrina sobre a contracepção e com a atitude eclesial na luta contra o HIV-SIDA. Na realidade, as palavras do Papa, que aludem de modo particular a um comportamento gravemente desordenado como é a prostituição (cf. «Luce del mondo», 1.ª reimpressão, Novembro de 2010, p. 170-171), não constituem uma alteração da doutrina moral nem da praxis pastoral da Igreja.

Como resulta da leitura da página em questão, o Santo Padre não fala da moral conjugal, nem sequer da norma moral sobre a contracepção. Esta norma, tradicional na Igreja, foi retomada em termos bem precisos por Paulo VI no n.º 14 da Encíclica Humanae vitae, quando escreveu que «se exclui qualquer acção que, quer em previsão do acto conjugal, quer durante a sua realização, quer no desenrolar das suas consequências naturais, se proponha, como fim ou como meio, tornar impossível a procriação». A ideia de que se possa deduzir das palavras de Bento XVI que seja lícito, em alguns casos, recorrer ao uso do preservativo para evitar uma gravidez não desejada é totalmente arbitrária e não corresponde às suas palavras nem ao seu pensamento. Pelo contrário, a este respeito, o Papa propõe caminhos que se podem, humana e eticamente, percorrer e em favor dos quais os pastores são chamados a fazer «mais e melhor» («Luce del mondo», p. 206), ou seja, aqueles que respeitam integralmente o nexo indivisível dos dois significados – união e procriação – inerentes a cada acto conjugal, por meio do eventual recurso aos métodos de regulação natural da fecundidade tendo em vista uma procriação responsável.

Passando à página em questão, nela o Santo Padre refere-se ao caso completamente diverso da prostituição, comportamento que a moral cristã desde sempre considerou gravemente imoral (cf. Concílio Vaticano II, Constituição pastoral Gaudium et spes, n.º 27; Catecismo da Igreja Católica, n.º 2355). A recomendação de toda a tradição cristã – e não só dela – relativamente à prostituição pode resumir-se nas palavras de São Paulo: «Fugi da imoralidade» (1 Cor 6, 18). Por isso a prostituição há-de ser combatida, e os entes assistenciais da Igreja, da sociedade civil e do Estado devem trabalhar por libertar as pessoas envolvidas.

A este respeito, é preciso assinalar que a situação que se criou por causa da actual difusão do HIV-SIDA em muitas áreas do mundo tornou o problema da prostituição ainda mais dramático. Quem sabe que está infectado pelo HIV e, por conseguinte, pode transmitir a infecção, para além do pecado grave contra o sexto mandamento comete um também contra o quinto, porque conscientemente põe em sério risco a vida de outra pessoa, com repercussões ainda na saúde pública. A propósito, o Santo Padre afirma claramente que os preservativos não constituem «a solução autêntica e moral» do problema do HIV-SIDA e afirma também que «concentrar-se só no preservativo significa banalizar a sexualidade», porque não se quer enfrentar o desregramento humano que está na base da transmissão da pandemia. Além disso é inegável que quem recorre ao preservativo para diminuir o risco na vida de outra pessoa pretende reduzir o mal inerente ao seu agir errado. Neste sentido, o Santo Padre assinala que o recurso ao preservativo, «com a intenção de diminuir o perigo de contágio, pode entretanto representar um primeiro passo na estrada que leva a uma sexualidade vivida diversamente, uma sexualidade mais humana». Trata-se de uma observação totalmente compatível com a outra afirmação do Papa: «Este não é o modo verdadeiro e próprio de enfrentar o mal do HIV».

Alguns interpretaram as palavras de Bento XVI, recorrendo à teoria do chamado «mal menor». Todavia esta teoria é susceptível de interpretações desorientadoras de matriz proporcionalista (cf. João Paulo II, Encíclica Veritatis splendor, nn.os 75-77). Toda a acção que pelo seu objecto seja um mal, ainda que um mal menor, não pode ser licitamente querida. O Santo Padre não disse que a prostituição valendo-se do preservativo pode ser licitamente escolhida como mal menor, como alguém sustentou. A Igreja ensina que a prostituição é imoral e deve ser combatida. Se alguém, apesar disso, pratica a prostituição mas, porque se encontra também infectado pelo HIV, esforça-se por diminuir o perigo de contágio inclusive mediante o recurso ao preservativo, isto pode constituir um primeiro passo no respeito pela vida dos outros, embora a malícia da prostituição permaneça em toda a sua gravidade. Estas ponderações estão na linha de quanto a tradição teológico-moral da Igreja defendeu mesmo no passado.

Em conclusão, na luta contra o HIV-SIDA, os membros e as instituições da Igreja Católica saibam que é preciso acompanhar as pessoas, curando os doentes e formando a todos para que possam viver a abstinência antes do matrimónio e a fidelidade dentro do pacto conjugal. A este respeito, é preciso também denunciar os comportamentos que banalizam a sexualidade, porque – como diz o Papa – são eles precisamente que representam a perigosa razão pela qual muitas pessoas deixaram de ver na sexualidade a expressão do seu amor. «Por isso, também a luta contra a banalização da sexualidade é parte do grande esforço a fazer para que a sexualidade seja avaliada positivamente e possa exercer o seu efeito positivo sobre o ser humano na sua totalidade» («Luce del mondo», p. 170).

Fonte: Bollettino

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Explicando o que o Papa quis dizer sobre camisinha

Traduzo abaixo artigo do Pe. Joseph Fessio, S.J., disponível em: http://blogs.reuters.com/faithworld/2010/11/23/guestview-did-the-pope-%E2%80%9Cjustify%E2%80%9D-condom-use-in-some-circumstances/


O referido Padre é fundador e editor da Ignatius Press, editora americana do livro "Luz do Mundo", que está causando essa polêmica. A leitura do artigo abaixo é bastante esclarecedora, por isso peço sua atenção.


Obs.: Nos trechos da entrevista do Papa, preferi seguir a minha tradução a partir do inglês, ao invés de copiar a tradução que vem sendo divulgada (feita a partir do italiano, provavelmente), a fim de evidenciar exatamente os problemas dessa mesma tradução.

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O Papa "justifica" o uso de preservativos em algumas circustâncias? A resposta é "não". E também não há, absolutamente, nenhuma mudança na doutrina da Igreja. Não apenas porque uma entrevista do Papa não constitui doutrina da Igreja, mas porque nada do que ele disse difere da perene doutrina da Igreja.

Então porque todas as manchetes dizendo que ele "aprova", ou "permite", ou "justifica" o uso de camisinhas em certos casos?

Essa é uma boa questão. Tão boa que o próprio entrevistador perguntou praticamente a mesma coisa durante a entrevista.

O Papa fez uma afirmação na entrevista, e tal afirmação agora vem sendo largamente citada na imprensa mundial. Imediatamente, o entrevistador, Peter Seewald, colocou essa questão: "Você está dizendo, então, que a Igreja Católica em princípio não está, de fato, se opondo ao uso de camisinhas?

O Papa esclareceu e expandiu seu raciocínio da afirmação anterior.

Então vejamos as duas declarações.

Depois de dizer que: "não podemos resolver o problema [da Aids] com a distribuição de preservativos..." e que: "a fixação exclusiva no preservativo implica uma banalização da sexualidade..." o Papa diz: "Pode haver um fundamento (*) no caso de alguns indivíduos, como talvez quando um "prostituto" [homem] usa um preservativo, onde isso pode ser um primeiro passo na direção de uma moralização, uma primeira assunção [assumir] de responsabilidade, no caminho da recuperação de uma consciência de que nem tudo é permitido e que não se pode fazer o que se quer. Mas não é realmente [de fato] o caminho para lidar com o mal da infecção por HIV. O caminho só pode realmente [de fato] residir tão somente na humanização da sexualidade"
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(* Nota: Na tradução que vem sendo divulgada, lê-se nesse trecho: "Pode haver casos pontuais, justificados, como por exemplo a utilização do preservativo por um prostituto,...")
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Essa é uma declaração altamente qualificada, e muito condicional. Não obstante, ela causou a pergunta de Seewald, acima mencionada. Mas vamos primeiramente olhar com mais atenção para essa declaração. O termo original em alemão para: "Pode haver um fundamento no caso de alguns indivíduos..." é: "Es mag begründete Einzelfälle geben…" A tradução para o inglês, aqui, é fiel e acurada. "Begründete" vem de "Grund" = "ground" (terra, solo, base, terreno), e significa tanto o solo onde nos pomos de pé, quanto um fundamento lógico. Há alguma ambiguidade porque esse termo poderia ter um sentido fraco de "alguma base para", ou um sentido forte de "um fundamento lógico e ético para". É por isso, talvez, que Seewald fez a pergunta seguite, então nos voltaremos para ela daqui a um momento.

É importante notar que há dois erros sérios de tradução na versão italiana das opiniões do Papa, versão a partir da qual muitas reportagens prévias foram baseadas, já que o embargo foi quebrado pelo jornal vaticano L'Osservatores Romano (Essa é outra questão). Em primeiro lugar, o termo alemão "ein Prostituierter", que só pode ser um "prostituto" homem. A palavra normal do alemão para prostituta é "[eine] Prostituierte", que é feminina, e se refere somente a uma mulher. A tradução italiana "uma prostituta" simplesmente inverteu o que o Papa disse.

Igualmente problemático, "giustificati" = justificado, foi usado na tradução italiana de "begründete", arbitrariamente resolvendo a ambiguidade unilateralmente.

O Papa responde: "Ela [a Igreja] não a considera [a camisinha] como uma solução real ou moral, mas, nesse ou naquele caso, pode haver, não obstante, na intenção de reduzir o risco de infecção, um primeiro passo em um movimento direcionado a um caminho diferente, um caminho mais humano de viver a sexualidade".

Em primeiro lugar, uma solução que não é "moral" não pode ser "justificada". Isso é uma contradição, e significaria que algo em si mesmo [intrinsecamente] mau poderia ser "justificado" para se atingir uma finalidade boa. Note: o conceito de "mau menor" é inaplicável aqui. Pode-se tolerar um mau menor; não se pode fazer algo que seja um mal menor.

Mas a distinção crucial aqui é entre a "intenção" do "prostituto" [homem] (qual seja: evitar infectar seu cliente), e o ato em si (qual seja: usar uma camisinha). Já que na quase totalidade das reportagens que eu li essa distinção não foi apresentada, ela pede uma alguma elaboração.

Essa distinção, na filosofia moral, ocorre entre o objeto de um ato e a intenção de um ato. Se um homem rouba a fim de fornicar, a intenção é fornicar, mas o objeto é o ato de roubar. Não há uma conexão obrigatória entre roubar e fornicar.

No caso das opiniões do Papa, a intenção é prevenir a infecção, e o objeto é o uso da camisinha.

Aqui está um exemplo dessa distinção, análogo ao que o Papa disse. Ladrões estão usando canos de ferro para atacar pessoas, e os ferimentos são graves. Alguns ladrões usam canos acolchoados para reduzir os ferimentos, enquanto ao mesmo tempo ainda conseguem debilitar as vítimas o suficiente para o assalto. O Papa diz que a intenção de reduzir os ferimentos (no ato de roubar) pode ser um primeiro passo na direção de uma maior responsabilidade moral. Isso não justifica as seguintes manchetes: "Papa aprova canos acolchoados para o assalto"; "Papa diz que o uso de canos acolchoados é justificado em algumas circunstâncias"; "Papa permite o uso de canos acolchoados em alguns casos".

É claro, poder-se-ia usar moralmente canos acolchoados em algumas circunstâncias, por exemplo como canos revestidos para que a água quente que corre neles não esfrie tão rápido. E poder-se-ia usar camisinhas moralmente em alguns casos, por exemplo, como balões de água. Mas isso também não justifica a manchete "Papa aprova o uso de camisinha", embora no caso dos balões d'água isso pudesse ser verdade. Mas seria uma tentativa intencional de enganar.

Em resumo, o Papa não "justificou" o uso de camisinhas em nenhuma circunstância. E a doutrina da Igreja permanece a mesma que sempre foi - tanto antes quanto depois das declarações do Papa.

sábado, 20 de novembro de 2010

O que o Papa realmente disse

Créditos ao blog "Frates in unum", que por sua vez puxou do blog "A Saúde da Alma", que por sua vez tirou do blog "Spe Deus"...

O que o Papa realmente disse sobre preservativos, comentários iniciais do "Fratres in Unum"...

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Tendo em conta a habitual ignorância e má-fé da imprensa secular ao noticiar fatos relevantes da vida da Igreja, apresentamos abaixo a íntegra da resposta do Papa Bento XVI sobre o uso de preservativos, em outro livro-entrevista de Peter Seewald.


Veremos, neste episódio, se a costumeira rapidez da Sala de Imprensa da Santa Sé em lançar esclarecimentos sobre todo tipo de assunto também será verificada ao ter de ser politicamente incorreta ao contrariar a imprensa do mundo todo, que alardeia a plenos pulmões a “liberação” da camisinha pelo Papa.


* * *

“Na África, Vossa Santidade afirmou que a doutrina tradicional da Igreja tinha revelado ser o caminho mais seguro para conter a propagação da SIDA/AIDS. Os críticos, provenientes também da Igreja, dizem, pelo contrário, que é uma loucura proibir a utilização de preservativos a uma população ameaçada pela SIDA/AIDS.”


«Em termos jornalísticos, a viagem à África foi totalmente ofuscada por uma única frase. Perguntaram-me porque é que, no domínio da SIDA/AIDS, a Igreja Católica assume uma posição irrealista e sem efeito – uma pergunta que considerei realmente provocatória, porque ela faz mais do que todos os outros. E mantenho o que disse. Faz mais porque é a única instituição que está muito próxima e muito concretamente junto das pessoas, agindo preventivamente, educando, ajudando, aconselhando, acompanhando. Faz mais porque trata como mais ninguém tantos doentes com sida e, em especial, crianças doentes com sida. Pude visitar uma dessas unidades hospitalares e falar com os doentes.

Essa foi a verdadeira resposta: a Igreja faz mais do que os outros porque não se limita a falar da tribuna que é o jornal, mas ajuda as irmãs e os irmãos no terreno. Não tinha, nesse contexto, dado a minha opinião em geral quanto à questão dos preservativos, mas apenas dito – e foi isso que provocou um grande escândalo – que não se pode resolver o problema com a distribuição de preservativos. É preciso fazer muito mais. Temos de estar próximos das pessoas, orientá-las, ajudá-las; e isso quer antes, quer depois de uma doença.

Efectivamente, acontece que, onde quer que alguém queira obter preservativos, eles existem. Só que isso, por si só, não resolve o assunto. Tem de se fazer mais. Desenvolveu-se entretanto, precisamente no domínio secular, a chamada teoria ABC, que defende “Abstinence – Be faithful – Condom” (“Abstinência – Fidelidade – Preservativo”), sendo que o preservativo só deve ser entendido como uma alternativa quando os outros dois não resultam. Ou seja, a mera fixação no preservativo significa uma banalização da sexualidade, e é precisamente esse o motivo perigoso pelo qual tantas pessoas já não encontram na sexualidade a expressão do seu amor, mas antes e apenas uma espécie de droga que administram a si próprias. É por isso que o combate contra a banalização da sexualidade também faz parte da luta para que ela seja valorizada positivamente e o seu efeito positivo se possa desenvolver no todo do ser pessoa.

Pode haver casos pontuais, justificados, como por exemplo a utilização do preservativo por um prostituto, em que a utilização do preservativo possa ser um primeiro passo para a moralização, uma primeira parcela de responsabilidade para voltar a desenvolver a consciência de que nem tudo é permitido e que não se pode fazer tudo o que se quer. Não é, contudo, a forma apropriada para controlar o mal causado pela infecção por VIH/HIV. Essa tem, realmente, de residir na humanização da sexualidade.»

“Quer isso dizer que, em princípio, a Igreja Católica não é contra a utilização de preservativos?”

«É evidente que ela não a considera uma solução verdadeira e moral. Num ou noutro caso, embora seja utilizado para diminuir o risco de contágio, o preservativo pode ser um primeiro passo na direcção de uma sexualidade vivida de outro modo, mais humana.»

In Bento XVI, Luz do Mundo – O Papa, a Igreja e os Sinais dos Tempos – Uma conversa com Peter Seewald, Lucerna, 2010

sábado, 13 de março de 2010

Longe de saber o que é o amor

12 de março de 2010 por Steve Pokorny

Aparentemente, a luxúria não está fora de moda. Claro, ela tem se mostrado presente desde a época da ação duvidosa de Adão e Eva. Mas eu sempre me fascino pela forma com que ela é reapresentada.

Vejamos os últimos Jogos Olímpicos de Inverno. Para grande parte do público desavisado, os acontecimentos pareciam ser muito familiares, um divertimento bom e limpo. O que a maioria das pessoas não sabe é que há um lado muito mais sombrio no interior da verdadeira fortaleza chamada de “Vila Olímpica”, dentro das quais os atletas são basicamente prisioneiros em seu próprio castelo.

Os atletas treinam e se sacrificam por anos em busca de sua chance de tentar a glória, e depois de competir em sua modalidade, eles podem enfim relaxar. Mas, aparentemente, eles aproveitam esse relaxamento para algo mais.

Um número de 100.000 preservativos foi distribuído gratuitamente por entre os cerca de 7.000 atletas e oficiais. Isso significa cerca de 14 preservativos por pessoa. No entanto, o que é mais notável é que a Fundação Canadense para a AIDS (CanfAR) teve que trazer “emergencialmente” um fornecimento extra de 8.500 preservativos, isso "para o alívio da libido dos atletas".

Aparentemente, eles vêm entregando preservativos como se fosse doce, desde os Jogos de Barcelona em 1992. Mas esta é a primeira vez que eles quase esgotaram.

Voltemos a 2008, onde os chineses também forneceram 100.000 preservativos nos Jogos Olímpicos de Pequim. Seu raciocínio? "Há muitas pessoas jovens, fortes, solteiras na vila dos atletas e, como em toda parte, alguns vão se apaixonar ou outras coisas, por isso nós precisamos disponibilizar preservativos."


Certamente, talvez algumas pessoas vão ter a experiência do que eles acham que é o amor. Mas na verdade eu acho que os preservativos são necessários por conta dessas "outras coisas". Nas palavras de Matt Syed, comentando sobre sua experiência da “festa de sexo” chamada de Olimpíadas:

“Lá estavam as lindas voluntárias – para ajudar os atletas – em suas brilhantes camisas amarelas e saias pretas; havia as adoráveis indígenas que vieram para assistir as competições. E depois havia as atletas – literalmente milhares delas – se exibindo, dançando, passeando e correndo ao redor da vila, vestidas em Lycra e expondo centímetro após centímetro de carne brilhante, forte, ondulada e inimaginavelmente exótica. Mulheres de todos os países do mundo: musculosas, viris, atléticas e transbordando estrogênio. Passei tanto tempo em um estado de luxúria que poderia ter desmaiado.”

Ah, então aqui está a verdade. Para começo de história a distribuição de milhares de preservativos nunca teve nada a ver com amor. Ela sempre esteve ligada com a satisfação da luxúria desenfreada.

Grande parte do mundo moderno nem sequer se preocupou com essa situação. Eles acham que isso é normal. Eles pensam que é "normal" distribuir preservativos "extra-pequenos" para que os garotos de 12 a 14 anos possam saciar seus desejos. Eles acham "normal" que na Copa do Mundo este ano na África do Sul vai haver uma distribuição de um bilhão de preservativos, com 42 milhões deles sendo enviados da Grã-Bretanha, de modo que os 45.000 visitantes de países estrangeiros possam entreter-se com as 42.000 prostitutas que estarão sendo esperadas.

Não deve causar surpresa em ninguém que quando João Paulo II, o Grande, declarou que os maridos não tem permissão para ter luxúria (concupiscência ou desejo desordenado) com relação a suas esposas, a mídia ficou furiosa com ele. A seus olhos, ele é o único anormal (como um comentarista disse, "Eu não tenho certeza o que vocês italianos fazem com suas esposas, mas nós, americanos, temos luxúria com relação às nossas mulheres".)

Para a grande maioria do mundo moderno, eles não vêem diferença entre amor e luxúria. Basta ver as últimas revistas Cosmo (tipo “Capricho”, “TodaTeen” etc.) e você nunca verá a palavra "amor" na capa. Porque eles realmente acreditam, com toda a sua libido, que esta é a maneira como o mundo é, que esta é a maneira como deve ser, que se você ama alguém, você trocar fluidos corporais com essa pessoa, ter uma relação íntima de 30 minutos e então seguir adiante.

O problema é o seguinte: isso não é normal. As coisas do jeito que estão não é a maneira como deveria ser.

Porque o problema com todo esse uso de látex não é que os preservativos quebram, escorregam, ficam velhos e se deterioram mesmo nas melhores condições, podem ser quebrados ou rasgados em seus pacotes, têm taxas admissíveis de defeitos de fabricação, ou que o processo de 10 a 16 etapas para o uso seguro muitas vezes não é seguido, ou que secreções corporais podem extravasar ou escapar de um preservativo, mesmo que ele esteja funcionando perfeitamente.

O principal problema é que não há camisinha para o coração. Pois a pessoa humana foi criada para fazer de si um dom sincero para outra pessoa (cf. Gaudium et Spes 24), algo também conhecido como amar. Para ser pleno, completo, o ser humano tem de entregar a totalidade de si mesmo, não guardando nada para si. A pessoa humana é feita para o amor, e nós temos o dever de sempre ver cada pessoa como alguém para amar, e não como um objeto para usar. A luxúria sempre reduz a uma pessoa a um nível quase de um objeto (dizemos quase porque uma pessoa nunca pode perder a sua dignidade enquanto filho ou filha de Deus). Um ato de luxúria jamais pode ser um ato de amor, porque os dois são opostos, pois quando uma pessoa se torna um objeto de uso, é certo que o amor atrofia.

O ato sexual fala a linguagem em que eu me entrego, me dôo totalmente à outra pessoa. No fundo do nosso coração, queremos dar-nos totalmente e plenamente receber outra pessoa. Nós não queremos construir uma parede entre nós e o outro, especialmente neste ato mais íntimo. E quando alguém guardando algo para si, mesmo que um acordo verbal seja feito, de alguma forma, de alguma maneira, isso vai afetar o relacionamento de uma forma muito negativa. As gerações daqueles que usaram de contracepção deixaram para trás um legado de divórcio que testemunha os efeitos nocivos que isso teve sobre a relação fundamental do casamento.

Se o desejo sexual torna-se apenas a expressão da vontade de contato físico, então o dom total de si se transforma em um ato de usar outra pessoa para a própria gratificação egoísta. Em outras palavras, o amor é substituído pela luxúria. E se o que estamos fazendo não é amor, então nunca vamos ficar satisfeitos. E é exatamente por isso que o mundo moderno, nas palavras de Mick Jagger, “não consegue satisfação” (“can’t get no satisfaction”).

Quando Jesus falou sobre a luxúria, ele não estava sendo um estraga-prazeres. Ele não estava tentando tirar a nossa alegria, nosso prazer. Ele estava tentando chamar atenção para o fato de que essas fantasias eróticas nunca vão saciar os nossos desejos de amor eterno. O mais importante, Ele estava tentando nos mostrar que existe uma maneira diferente de sentir, pensar e agir que está em conformidade com a nossa dignidade e com o que realmente vai nos satisfazer, por muito mais tempo do que simplesmente por um momento em uma noite só.

Talvez depois de todos esses preservativos terem sido distribuídos, e todos os corações terem sido quebrados, as pessoas comecem a acordar para o fato de que o estilo “sexo casual” não está funcionando. Talvez eles venham tentar de outra maneira. Talvez, apenas talvez, venham a ter uma pista sobre o que é o amor.
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Steve Pokorny, Diretor do TOB Ministries (tobministries.com), especializado em falar para jovens e adultos sobre o dom da sexualidade. Steve tem um mestrado em Teologia e Catequese na Universidade Franciscana de Steubenville, um Mestrado no Instituto João Paulo II de Estudos para o Matrimônio e a Família, e recebeu treinamento no Instituto de Teologia do Corpo americano. Ele atualmente é Diretor da Pastoral para o Casamento e a Família na Arquidiocese de San Antonio. Ele é editor associado do canal Teologia do Corpo da Catholic Exchange (tob.catholicexchange.com), e seu blog é truesexualrevolution.blogspot.com. Ele é casado e vive em San Antonio.

Artigo traduzido de: http://tob.catholicexchange.com/2010/03/12/1772/

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

O que você está ensinando para meu filho?

Este comentário contém material que pode não ser adequado para crianças

A Dra. Miriam Grossman estava fazendo uma palestra em um colégio da Filadélfia sobre saúde sexual. Os estudantes a haviam convidado para falar sobre algo que nunca encontraram em nenhuma aula de educação sexual – os perigos do sexo fora do casamento.

A Dra. Grossman nunca vai esquecer a garota que lhe falou que tudo que ouviu na palestra sobre doenças sexualmente transmissíveis estava certo. “Eu sempre usei preservativos, mas contraí HPV, e um tipo de alto risco”, disse a garota. Se a infecção não tivesse melhorado, ela teria 40% de chance de contrair câncer cervical.

Em seu novo livro, “Você está ensinando o quê para meu filho?”, Grossman diz que sente “uma onde de sofrimento” nas palavras das garotas – mas ela não estava surpresa. A garota era mais uma vítima de uma filosofia destrutiva que está sendo implantada sob o nome “educação sexual”.

O “lobby” da educação sexual sempre alegou que buscava apenas proteger a saúde – ensinar os adolescentes a continuarem saudáveis. Mas, na realidade, o objetivo não é prevenir doenças, gravidez ou prejuízos emocionais. É incutir neles uma ideologia radical – o liberalismo sexual. Os adolescentes são incentivados a consultar sites que convidam a “explorar” sua sexualidade desde a idade mais tenra, insistindo que o sexo em qualquer idade é uma coisa correta, e encorajando-os a se engajar em atividades bizarras e perigosas.

Não se permite nem que os achados científicos interfiram com essas lições radicais. Se novas pesquisas provam os perigos dos comportamentos que eles advogam, os assim chamados “sexperts” simplesmente ignoram tudo.

Por exemplo, os “educadores sexuais” ensinam os adolescentes a fazer sexo oral para evitar a gravidez. Mas dois anos atrás, especialistas em câncer descobriram que a incidência de câncer na boca estava crescendo entre jovens, que anteriormente não corriam risco, a não ser os que fumavam ou bebiam. Se o adolescente interage com cinco ou mais parceiros, o risco aumenta 250%. E ainda assim os “educadores sexuais”, segundo Grossman, continuam apresentando essa atividade como segura e normal.

Qual o resultado dessas “lições”? Uma em cada quatro garotas nos Estados Unidos hoje tem uma doença sexualmente transmissível (DST). O que dizem os “educadores sexuais” sobre isso? Eles desdenham, dizendo aos adolescentes que “a maioria” das pessoas contrai alguma DST durante a vida – como se tal coisa fosse normal e inevitável.

Isso deveria nos deixar muito zangados. Os “educadores sexuais compreensivos” têm feito um enorme mal aos nossos adolescentes. Eles teimam em ensinar aos adolescentes que a vida é algo de “transe-com-quem-quiser” sem consequências, bastando usar “proteção”.

Os jovens precisam saber a verdade sobre DST’s – elas não são mais normais que a gripoe suína, por mais comuns que estejam se tornando.

Mais uma vez, a ciência está comprovando a verdade da visão de mundo judaico-cristã. Ou seja, o sexo deve ocorrer exclusivamente no contexto do matrimônio. Qualquer pessoa que fale o contrário está sacrificando a verdade, a ciência, e a saúde de nossos jovens.
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Traduzido e adaptado do Blog “The New Sexual Revolution”: http://thenewsexualrevolution.blogspot.com/2009/11/youre-teaching-my-kid-what-exposing-sex.html

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Dúvidas comuns sobre anticoncepcionais

Embora seja de um determinado site, traduzo aqui essa seção de “Perguntas Frequentes” porque apresenta respostas a perguntas muito comuns hoje em dia sobre anticoncepcionais e seu uso. Espero que todos leiam e divulguem, não pelo site, mas pelas respostas.
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1. Qual o objetivo de “No Room for Contraception” (Sem espaço para contracepção)? Por que e como você decidiu começá-lo?

O objetivo de “Sem espaço para contracepção” é expor os prejuízos da contracepção no casamento, na sociedade e na saúde da mulher. Muitos pensam que deveríamos nos voltar para os anticoncepcionais para diminuir a necessidade de abortos; entretanto, é justamente a disponibilidade e o uso generalizado de anticoncepcionais que provocou, em primeiro lugar, a necessidade de abortos.

2. Que diferentes métodos de controle artificial de natalidade existem?

Os três tipos de controle artificial de natalidade são o anticoncepcional químico, a barreira anticoncepcional e a esterilização cirúrgica. A contracepção de emergência (também conhecida como “plano B” ou “pílula do dia seguinte”) é um tipo de contracepção química.

3. “Sem espaço para contracepção” se opõe a todos os métodos de controle de natalidade, incluindo os preservativos (“camisinhas”)?

“Sem espaço para Contracepção” se opõe a todos os métodos artificiais de controle de natalidade. Nós apioamos o uso do “Planejamento Familiar Natural” para se evitar a gravidez. Os preservativos (camisinhas) se provaram ineficazes na maior parte das vezes tanto em prevenir a transmissão de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST’s) quanto em evitar a gravidez. Com a promoção do uso de camisinhas, as pessoas recebem apenas uma falsa esperança e são apenas encorajadas a se engajar em atividades sexuais de risco e extra-matrimoniais. Esse crescimento na atividade sexual aumenta os casos de doenças. No final da década de 50 só havia dois tipos conhecidos de DST; agora há mais de 50! Se as camisinhas realmente cumprissem com o que prometem os defensores do controle de natalidade artificial, teríamos menos doenças, não mais.

4. O que é o Planejamento Familiar Natural?

O Planejamento Familiar Natural (PFN) é um método científico de determinação do período de ovulação da mulher. O período de ovulação é o único período do ciclo menstrual no qual a mulher pode ficar grávida, e é chamado de período fértil. Usar o método do PFN requer que o casal tenha auto-controle para evitar as relações sexuais durante o período fértil da mulher, a fim de evitar a gravidez.

5. “Sem Espaço para Contracepção” é uma organização católica?

Os fundadores de “Sem Espaço para Contracepção” são católicos, entretanto essa organização não é católica. O propósito, o objetivo de “Sem Espaço para Contracepção” é expor os danos que a contracepção artificial traz para o casamento e para a sociedade, e esse objetivo não requer crença em nenhuma tradição religiosa. A Igreja Católica tem sido a única grande religião Cristã a se opor firmemente à contracepção artificial. Seus muitos documento claramente e profeticamente explicam esse ensinamento. Por causa de sua firme liderança contra o uso da contracepção química, “Sem Espaço para Contracepção” concorda com os principais documentos da Igreja Católica nessa matéria, e deriva muitos de seus trabalhos dos teólogos e acadêmicos católicos.

6. Contracepção e controle de natalidade significam a mesma coisa?

Essencialmente, sim, essas duas palavras possuem o mesmo significado. Ambas são usadas para designar a mesma coisa nesse site, nas conversações do dia-a-dia e em linguagem médica.

7. O que “Sem Espaço para Contracepção” tem a dizer sobre o sexo antes do casamento, e fora do casamento?

O lugar apropriado para o sexo é dentro do compromisso do casamento. Somente então a intimidade sexual pode atingir seu pleno objetivo e potencial. O sexo pressupõe vínculo e bebês, como observa Dra. Janet E. Smith. Sem o casamento, tanto a ligação quanto os bebês são colocados de lado em prol do prazer passageiro e da recreação.

8. Como você se sente indo contra o que se tornou a norma nas últimas décadas?

As mulheres têm sido forçadas a engolir a agenda do movimento pró aborto e pró anticoncepcionais por quase 100 anos. É tempo das mulheres realmente verem os perigos da contracepção para sua saúde e para seu casamento, e como a contracepção tem levado a problemas como o divórcio, abuso sexual, doenças, câncer e mais. Esses problemas somente se multiplicaram desde que o uso dos anticoncepcionais se tornou difundido.

9. Um argumento comum é que, na sociedade atual, o sexo antes do casamento se tornou tão comum que as pessoas vão ter relações sexuais quer os anticoncepcionais estejam disponíveis ou não. Como você se sente acerca do grande número de crianças não desejadas que virão como resultado?

O conceito de “crianças não desejadas” ou de “gravidez não planejada” surgiu da agenda do movimento de controle de natalidade. Esse movimento, que começou no início do século XX com Margaret Sanger, procurava destruir todo sentido de sacralidade acerca da relação sexual. A procriação de crianças foi cuidadosamente removida do conceito de atividade sexual. Essa atitude se tornou um “lugar comum” tão difundido que poucas pessoas sequer param para se questionar sobre os danos dos anticoncepcionais. “Sem Espaço para Contracepção” deseja trazer à luz essa evidência.

10. Mais de metade dos americanos adolescentes estão tendo relações sexuais. Embora isso não seja bom, é inevitável. Seria correto recusar os anticoncepcionais?

O sexo entre adolescentes não é inevitável; ele é esperado. Há uma expectativa de que os adolescentes vão se engajar em atividades sexuais porque é isso que lhes é ensinado na escola, através dos meios de comunicação e dos seus amigos, parentes e colegas. Se houvesse para com os adolescentes uma expectativa de que eles fossem responsáveis, tivessem auto-controle e respeito por si e pelos outros, veríamos uma diminuição na atividade sexual fora do casamento, uma diminuição no número de gravidezes “não-desejadas” e uma diminuição nas doenças. Além disso, bandidos e mafiosos “inevitavelmente” matam-se uns aos outros; por causa disso devemos dar para eles uma faca afiada e um beco escuro e dizer que é “questão de escolha” deles?

11. O Instituto Alan Guttmacher revela que pelo menos 43% da diminuição no número de abortos nos últimos 10 anos pode ser atribuída à contracepção de emergência (pílula do dia seguinte). O que você acha disso? Qual o menor dos dois males?

A promoção do “plano B” (pílula do dia seguinte) apresenta muitos problemas com relação à saúde da mulher com relação a super dosagem e abusos. A pílula do dia seguinte é uma droga forte, cuja dose é de 12 a 15 vezes maior do que aquela de uma pílula anticoncepcional típica. Promover essa alternativa é especialmente perigoso porque as adolescentes são vulneráveis a um grande risco de super dosagem.

12. Você acha que o controle de natalidade é aborto? Você acha que a gravidez ocorre quando o óvulo é fertilizado ou quando o óvulo já fertilizado se implanta no revestimento uterino?

O início da gravidez foi redefinido, na comunidade médica, para o momento da implantação, mas permanece o fato biológico de que uma vida humana começa na fertilização de um óvulo humano com esperma. Muitos métodos anticoncepcionais, incluindo o “plano B” (pílula do dia seguinte) são feitos para evitar a implantação dessa nova vida humana. Quer se chame isso de aborto ou não, de qualquer modo uma vida humana é perdida.
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Traduzido de: http://www.noroomforcontraception.com/content/view/4/9/

Do site: No Room for Contraception

* Para saber mais sobre os efeitos colaterais, riscos à saúde, danos emocionais e outros problemas acarretados pelos anticoncepcionais, bem como conhecer mais sobre a alternativa do “Planejamento Familiar Natural” veja esses outros artigos sobre anticoncepcionais , do blog “Vida e Castidade”.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Danos emocionais causados pelos anticoncepcionais

Por Dr. Gerard van den Aardweg (The Edith Stein Foundation)


A contracepção sistemática – e a esterilização – é parte da vida moderna. Milhões de mulheres por todo o mundo, dentro e fora do casamento, usam anticoncepcionais hormonais (na maioria dos casos, a pílula) e, no que depender da agenda de organizações como a International Planned Parenthood Federation (IPPF) e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), muitos outros milhões usarão. Em países onde existe o hábito intenso de uso da pílula, como na Holanda, ainda há aumentos nas taxas de uso de pílula entre garotas adolescentes (27% entre 1990 e 2000), de modo que metade delas agora estão na pílula. Com poucas exceções, isso não parece ser motivo de alarme para ninguém, porque a contracepção moderna é vista como um progresso maravilhoso e benéfico para as mulheres. Entretanto, no horizonte estão se formando nuvens negras, embora aqueles que as vislumbram preferissem não vê-las: está se tornando cada vez mais claro que compostos hormonais não apresentam a efetividade que se esperava, e ainda pior, que os riscos médicos são mais sérios do que sempre se pensou. A vantagem de menos casos de câncer de ovário é suplantada em muito pelos aumentos nos riscos de câncer de mama e câncer cervical, e devemos acrescentar os riscos de trombo-embolismo e a escalada das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST’s), facilitadas pelas relações esterilizadas artificialmente via anticoncepcionais, e pela crescente promiscuidade.

Esses perigos são suficientemente reais, e certamente serão reconhecidos um dia, assim como as danosas consequências do fumar crônico são hoje admitidas. Mas há outros graves efeitos da contracepção que recebem ainda menor atenção, embora sejam muito comuns: a contracepção causa danos às camadas emocionais mais profundas da psique (alma) da mulher, e sufoca as necessidades femininas básicas. Embora a contracepção seja promovida como liberalizante para as mulheres, na realidade ela é psicologicamente traumatizante; inicialmente talvez de maneira sutil, mas cada vez mais de maneira manifesta no longo prazo. Fundamentalmente, a contracepção frustra a maturação da natureza psicológica da mulher, não apenas a esteriliza biologicamente, mas a prejudica psicologicamente. O resultado é uma crescente tensão e insatisfação interna. A conexão com a relação esterilizada por contraceptivos pode não ser tão óbvia para a mulher, ou pode ser negada (a “negação” é um mecanismo de defesa comum). O dano emocional do uso dos anticoncepcionais pode se apresentar de uma variedade de maneiras, desde humor depressivo e sintomas psicossomáticos até problemas de comportamento e de convivência. Falando de modo simples e generalizado, a contracepção pode ser satisfatória em um nível mais superficial, satisfazendo certas necessidades centradas no “eu”, mas ao mesmo tempo “suga” a felicidade interior e o senso de significado e de plenitude pessoal. Ela oferece algumas recompensas imediatas, porém às custas da perda da alegria interior.

Essas coisas normalmente não são óbvias à primeira vista. Não se pode “medir” os danos psicológicos dos anticoncepcionais com uma simples pesquisa ou questionário. Entretanto, pode se tornar evidente de muitas formas: primeiramente, quando uma mulher expressa seus sentimentos sem justificativas e auto-defesas, “abrindo o coração” sem reservas para uma pessoa de sua confiança, um amigo, talvez um médico, um psicoterapeuta, ou um sacerdote. Pode também se tornar evidente depois que uma mulher interrompe o uso de anticoncepcionais e volta a uma vida sexual mais natural. Normalmente ela experimentará isso como uma libertação e como um florescer de seu relacionamento (claro que muitas outras coisas estarão acontecendo durante tal “conversão”, mas aqui sublinho somente o fator do alívio emocional). Em segundo lugar, pode ser evidente indiretamente, a partir da emocionalidade e às vezes da hostilidade das reações de algumas mulheres quando falam de si com relação aos hábitos contraceptivos. Muitas são excessivamente defensivas, ambivalentes e inquietas. Uma razão pela qual essas coisas são pobremente compreendidas é a muitas vezes superficial e anormal psicologia da mulher prevalente hoje. A importância das conquistas educacionais e profissionais, e a “independência” para a auto-realização feminina são altamente superestimadas. Na verdade, suprir essas necessidades contribui apenas secundariamente para a auto-realização da mulher, considerando-se seus instintos mais essenciais: dar amor e vida. A aspiração mais profunda da psique da mulher é dar amor, de modo duplo: como companheira de um homem e como mãe. Ela não é feliz realmente se não puder fazer isso, seja por resistir ela mesma a esse instinto, ou seja por ser pressionada a frustrá-lo (por exemplo, pelo seu amante ou marido). Portanto, pela natureza a alma de uma mulher inclina-se a se abandonar completamente por amor; mais profundamente, com mais sensibilidade e mais inteiramente do que o homem. Isso implica seu poder especial para se sacrificar por amor e para sofrer pelos outros por amor. É claro que ela deseja amor em troca, e seu poder de amar a torna especialmente vulnerável quando seu amor não recebe resposta. De fato ela pode se sacrificar mesmo nesse caso; ela muitas vezes permanece fiel a um marido difícil ou egoísta ou a crianças ingratas. Ao contrário do que geralmente se afirma, esses “papéis” femininos de companhia e de mãe não são hábitos culturais aprendidos, são dimensões psicológicas distintivas inatas. Estão relacionadas ao senso especial das mulheres para a beleza e a sacralidade de seu poder procriador. Seria um erro ver a percepção da natureza sagrada da sexualidade, do amor íntimo homem-mulher, e uma nova vida, como uma noção tipicamente cristã. Ao contrário, é uma consciência humana universal, que é ainda mais intensamente sentida em muitas culturas não-ocidentais do que na nossa presente sociedade. Na verdade, é nossa insensibilidade com relação a essa experiência natural que é o produto do condicionamento cultural e da repressão.
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Traduzido de: http://www.theedithsteinfoundation.com/page.php?p=The%20Psychology%20of%20Contraception

(c) The Edith Stein Foundation

* Sobre métodos naturais de espaçamento do nascimento dos filhos, de acordo com a doutrina Católica, com eficácia igual ou superior à dos outros métodos, sem necessidade de recorrer a química nem outros artifícios, consulte outros artigos na seção "Anticoncepcionais" desse blog, artigos com referência ao "Planejamento Familiar Natural".
http://vidaecastidade.blogspot.com/2009/05/planejamento-familiar-natural-ou.html

segunda-feira, 18 de maio de 2009

A Igreja Católica não é culpada pela proliferação da Aids

Obs.: Embora algumas partes possam aparentemente estar em dissonância com a reta doutrina moral, coloco esse texto aqui por causa dos valiosos e interessantes insights apresentados. (Daniel)

Por Yasha Jose Rizzante Gallazzi

Quando estava prestes a desembarcar na África para a sua primeira visita oficial, o Papa Bento XVI chocou, uma vez mais, a opinião pública mundial ao declarar que a distribuição de camisinhas não é uma política eficiente no combate à Aids. Correndo o risco de incomodar ainda mais o consenso politicamente correto e progressista que vige no mundo, devo dizer que Sua Santidade acertou em cheio.

Em primeiro lugar, cumpre desfazer alguns erros crassos e deixar claro aquilo que o Papa realmente disse - refutando aquilo que lhe foi atribuído pela mídia. Bento XVI não afirmou que a camisinha não serve para evitar a contaminação pelo HIV. O que fez foi criticar as políticas públicas que se baseiam apenas na distribuição agressiva de preservativos sob a justificativa de erradicar um mal que, desafiando a lógica de alguns, insiste em crescer.

Em verdade, a fala do Papa incomoda os progressistas do mundo porque ele foi direto ao ponto, falando daquilo que o consenso mundial insiste em esquecer: os valores morais. De fato, antes de decidir usar camisinha, o ser humano deveria se indagar sobre a conveniência - ou não - do ato sexual propriamente dito. Como não é um mero animal dotado de instinto, mas uma criatura racional, é perfeitamente justo exigir um comportamento condizente com o tamanho do seu cérebro.

Manter uma relação tão íntima com outra pessoa é uma decisão carregada de reflexos sentimentais e morais, apesar do que insistem em pregar os novos iluministas do mundo, para os quais sexo é apenas sexo. Estão errados! Uma relação sexual é possivelmente a forma mais íntima de contato entre dois seres, razão pela qual é justo que surjam indagações acerca da oportunidade, da conveniência e dos reflexos decorrentes. Deixar tudo isso de lado porque se tem uma camisinha para evitar doenças e filhos é, no mínimo, primitivo e obscuro.

Convenhamos: o que fazem as campanhas públicas sobre o uso da camisinha? Incentivam a prática desenfreada e descompromissada do sexo. Sexo seguro, dirão alguns. Sim, pode ser. Mas isso não tira o fato de que o Estado, tal como um moderno alcoviteiro, continua patrocinando o encontro sexual das pessoas sem colocar para a sociedade a questão primordial que deve, sim, ser feita. Em outras palavras, podemos todos concordar que é preciso usar camisinha, mas esse é um segundo momento da coisa toda. Antes de recorrer ao famoso látex, há que se saber se aquele encontro íntimo é bom, conveniente e não deixará sequelas desagradáveis para nenhum dos envolvidos.

O problema é que o pensamento politicamente correto que comanda as mentes do mundo acha que falar de valores morais é coisa de conservadores, caretas e reacionários. Moderno e humanista, para essa gente, é defender a cultura da morte, manifestada diariamente por meio da defesa ostensiva do aborto, por exemplo. Muitas vezes, o objetivo último de certo progressismo nem é prevenir a Aids, mas simplesmente atacar a Igreja Católica, culpada recorrente por todos os males do mundo.

Qualquer deita neopentecostal de esquina pode dizer o que bem entender, sempre em nome da diversidade e da tolerância religiosas. Assim, mesmo quando Edir Macedo usa, de forma estúpida, uma passagem bíblica para defender o aborto, as tolices são lidas como um lampejo de iluminismo religioso, em contraponto ao suposto conservadorismo do Vaticano. A qualquer um é dado opinar sobre temas os mais diversos, exceto à Igreja Católica. Basta que o sucessor de Pedro abra a boca para tratar da pena de morte, da eutanásia, do aborto, ou do combate à Aids e pronto: o mundo se apressa em refutar seus argumentos. A tolerância, como se vê, não se aplica ao catolicismo, réu de impor aos homens o dever de arcar com os reflexos morais de suas escolhas individuais.

Culpar o Papa - e, em última instância, a Igreja - pela proliferação da Aids é, na melhor das hipóteses, coisa de fronteiriços. Ora, basta um pouco da boa e velha lógica cartesiana para derrubar essa tese: se todos seguissem à risca as normas da Igreja, não haveria contaminação nenhuma, não é? Afinal o Vaticano defende a abstinência sexual por meio da qual, admita-se, ninguém contrai uma doença sexualmente transmissível Ou vamos acreditar que alguém primeiro escolhe desobedecer a Igreja - ao praticar sexo irresponsável - e, depois, decide obedecê-la - dispensando o preservativo?

Claro que os modernistas vão dizer que pregar a abstinência é ridículo, mas isso é próprio de quem decidiu que o ser humano precisa se comportar apenas como um animal dotado de instintos. Sabem qual é o país que melhor combate a Aids na África? Uganda. Dos anos 80 até agora, houve uma redução na população contaminada, de 30% para 7%. E qual é a principal política pública adotada? O incentivo à abstinência e ao sexo com compromisso. Sabem por que é tão difícil acreditar em algo assim? Porque o pensamento politicamente correto já obteve considerável sucesso em reduzir o mundo a uma manada de animais desprovidos de vontades individuais.

Torna-se, assim, mais simples atacar a pessoa do Papa e desmerecer seus argumentos, em vez de nos debruçarmos sobre o que ele falou. Ao lembrar que a distribuição maciça de camisinhas não foi suficiente para aplacar a disseminação da Aids, Bento XVI não disse nenhuma mentira, nem errou em sua análise. O que fez foi lembrar que o sexo casual e descompromissado é, sim, uma vertente do sexo irresponsável. A camisinha se torna uma espécie de algoz de sua suposta virtude, pois estimula - e isso é inegável - o sexo ligeiro e sem compromisso.

O curioso é que a pecha de obscurantista recai sobre o Papa- e sobre o catolicismo -, mesmo estando claro que os críticos de Bento XVI são aqueles que pretendem transformar o ser humano em uma espécie de animal que vive num permanente cio, pouco importando como ou com quem mantém relações. É exigida apenas a camisinha. Assim, todo um leque de escolhas morais é relegado ao segundo plano, substituído pela escolha física de responder aos instintos. Quem são, afinal, os obscurantistas?
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http://oglobo.globo.com/opiniao/mat/2009/03/23/a-igreja-catolica-nao-culpada-pela-proliferacao-da-aids-754954176.asp

segunda-feira, 27 de abril de 2009

A camisinha protege contra o quê?

A camisinha ou preservativo é um pedaço de látex que cobre o órgão genital masculino durante a relação sexual e é projetado para reduzir a possibilidade de gravidez e a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis (DST’s). Entretanto, as camisinhas nunca oferecem proteção completa contra DST’s. Como observa o “Medical Institute for Sexual Health” (Instituto Médico para a Saúde Sexual), “na terminologia científica ‘proteger’ pode significar qualquer coisa, variando desde ‘um pouco melhor que nada’ até ‘proteção completa contra um fator de risco’”. Então, um fabricante de camisinha pode dizer que seu produto “protege” alguém da gravidez e das DST’s mesmo que essa proteção seja mínima. Abaixo temos uma lista de DST’s e o nível de proteção oferecido pela camisinha (estatísticas do Medical Institute for Sexual Health).

O uso consistente da camisinha (100% das vezes) durante a relação sexual comum reduz o risco de:

- HIV – cerca de 80% - ou seja, ainda há 20% de chance de o contrair
- Gonorréia – reduz cerca de 50% - ou seja, ainda 50% de chance de infecção
- Clamídia – reduz cerca de 50% - ou seja, 50% de chance de infecção
- Herpes – cerca de 50% - ou seja, 50% de chance de infecção
- Sífilis – cerca de 50% - ou seja, 50% de chance de infecção
- HPV – cerca de 50% ou menos - ou seja, 50% ou mais de chance de infecção

A efetividade contra a infecção de DST’s através de sexo oral ou anal é desconhecida. Para as cerca de 20 outras DST’s não existem dados suficientes para dizer se a camisinha oferece ou não qualquer redução de risco.

Note também que essas estatísticas assumem que o uso da camisinha foi consistente (100% das vezes). Entretanto, o uso da camisinha em 100% dos casos é tão difícil de acontecer, que é considerado um “conceito puramente teórico”, a não ser por alguns indivíduos extremamente meticulosos. Mesmo entre adultos que sabem que o parceiro/a tem HIV, apenas 56% usaram camisinha consistentemente (100% das vezes), segundo o Medical Institute for Sexual Health.

Além do mais, um indivíduo que está pensando que "a camisinha é melhor do que nada" precisa saber que “quanto menos experiências tiverem com o uso da camisinha, maior será a chance de falha”, PORÉM, MAIS IMPORTANTE QUE TUDO, “quanto mais atos de sexo, maior será a chance de haver falha no uso da camisinha, por escorregamento ou rasgos, e portanto maior a chance de exposição a DST’s” (Medical Institute).


As camisinhas são efetivas para evitar a gravidez?

Com o uso perfeito (uso exatamente como é recomendado, sem falhas), as camisinhas têm uma taxa de falha de cerca de 3%. Com o uso típico, ou normal, as camisinhas têm cerca de 14% de falha para cada ano de uso. A taxa de falha para adolescentes é de 22,5%.

Colocando em perspectiva as probabilidades, por exemplo, usando uma taxa de 15% de falha anual, teremos:

- Depois de um ano: 15 % de falha – uma em cada 7 vai ficar grávida
- Depois de dois anos: 28% - uma em cada 4 vai ficar grávida
- Depois de 3 anos: 39% - uma em cada 3 vai ficar grávida
- Depois de 4 anos: 48% - metade vai ficar grávida

Se, depois disso, você está começando a ver que as camisinhas não são uma boa opção para proteger nossos corpos, então pense no seguinte – as camisinhas NÃO oferecem proteção nenhuma contra danos ao seu futuro casamento, danos à sua reputação, danos aos seus namoros, danos à confiança dos seus pais e familiares, danos à sua auto-estima, ou danos ao seu relacionamento com Deus.

Nós sabemos que os seres humanos são muito mais do que somente corpos, e a relação sexual é muito mais que apenas um ato físico de recreação. O plano de Deus é o único que é verdadeiramente libertador, não apenas porque nos liberta de todas as consequências do sexo fora do casamento, mas também porque valoriza a beleza e a dignidade da pessoa humana.
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Traduzido do site “In Control”, da instituição “Pregnancy Center West”
Link: http://www.itspowerful.com/questions.html

sábado, 25 de abril de 2009

Preservativo ou Camisinha protege?

Nos últimos dias uma pessoa me escreveu um comentário a um post recente que falava do Mapa da Exposição Sexual.

Em resumo, o post dizia de uma pesquisa que rastreou a atividade sexual entre alunos de uma escola, e descobriu uma mesma cadeia de relações que envolvia centenas de pessoas. O que quer dizer que basta uma relação com uma pessoa dessa cadeia, que você tem possibilidade de contrair uma doença sexualmente transmissível (DST) de qualquer um da cadeia.

No comentário a pessoa escreveu dizendo que isso provava a necessidade de usar sempre camisinha (preservativo). Isso é um óbvio engano. ISSO PROVA APENAS A NECESSIDADE DE PROMOVER A CASTIDADE. E mostrarei agora as razões.

Estatísticas sobre a camisinha (preservativo)

Os dados abaixo foram retirados da seguinte página:
http://www.chastity.com/seminars/index.php?id=62

Todos os dados foram coletados de pesquisas realizadas por especialistas, e divulgadas em revistas científicas. Todos os links para as fontes originais encontram-se na página referida acima.

- A DST mais comum é o HPV (Human Papilloma vírus)

- O HPV causa 99,7 por cento dos casos de câncer cervical. Portanto, para cada parceiro sexual que a mulher tem, seu risco de câncer cervical aumenta.

- Apesar da camisinha (preservativo) poder reduzir o risco de algumas DST's, não oferece proteção contra o HPV, porque o vírus é transmitido com o contato pele a pele através de toda a área genital, incluindo as coxas e o baixo abdômen.

- A maioria das mulheres sexualmente ativas está infectada com um ou mais tipos de HPV genital.

- O risco de uma adolescente contrair HPV na sua primeira relação sexual é de 46%.

- Mesmo mulheres tecnicamente virgens podem contrair DST's, incluindo câncer de boca advindo do HPV.

Além desses dados, há alguns dias publiquei um post (O que toda mulher deve saber sobre anticoncepcionais) que continha uma parte sobre camisinha (preservativo), que reproduzo aqui:

O preservativo possui uma taxa de falha que é estimada entre 10 a 30% (14, 15). (NOTA: Isso significa que, de cada dez relações com o uso da camisinha (preservativo), de 1 a 3 delas não protegerão contra absolutamente nada). Há muitas razões: rompimento ou escorregamento durante o uso, defeitos de fabricação, e defeitos causados pelo armazenamento e transporte em lugares inadequados, quentes ou muito frios.

O preservativo não protege adequadamente contra a transmissão do vírus da AIDS. CM Rowland, PhD, editor da revista “Rubber Chemistry and Technology” (Tecnologia e Química da Borracha) diz que fotografias tiradas com microscópios potentes revelam vácuos ou furos que chegam a ser 50 vezes maiores que a partícula do HIV (16).
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(14) Collart D. Biochemistry & Molecular Biology. Condom failure for protection from sexual transmission of the HIV-a review of the medical literature. 5393 Whitney Ct., Stone Mountain, GA 30088. Back
(15) Rahwan R. Chemical Contraceptives, Interceptives and Abortifacients, 1995. College of Pharmacy, Ohio State University. Back
(16) Rowland CW., The Washington Post (letter) June 25, 1992. Back

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Em outro post, mostro que a camisinha não é a solução para a AIDS a partir da experiência de sucesso de Uganda, que com um programa educacional focado na castidade e abstinência conseguiu reduzir significativamente os níveis de infecção por HIV.

Ainda em outro post, escrevia sobre como o diretor de pesquisa em prevenção de AIDS de Harvard disse que a solução para a AIDS não é distribuir camisinhas:


"A esse respeito, em um artigo disponível no site "National Review", Kathryn Jean Lopez entrevista o diretor do Projeto de Pesquisa em Prevenção da Aids da Universidade de Harvard, Edward C. Green. Segundo esse cientista, de uma das universidades mais prestigiadas e sérias do mundo, o Papa está certo ao afirmar que a distribuição de preservativos aumenta o risco da AIDS.

“Há", segundo Green, " uma associação consistente mostrada por nossos melhores estudos (...), entre uma maior disponibilidade de preservativos e níveis maiores (não menores) de infecção por HIV. Isso se deve em parte devido a um fenômeno conhecido como compensação de risco, significando que quando uma pessoa usa uma 'tecnologia' de redução de risco, como os preservativos, ela frequentemente perde o benefício (redução de risco) 'compensando' ou se arriscando mais do que uma outra pessoa normalmente se arriscaria sem a tecnologia de redução de risco".


Espero que com isso fique completamente explicado que a camisinha não "protege", e que o chamado "sexo seguro" simplesmente não existe, é uma piada. Não bastasse tudo isso, vem ainda a parte mais importante:


Consequências emocionais e espirituais da atividade sexual fora do casamento

Por natureza a relação sexual fora do matrimônio é fonte de insegurança. Não há a proteção do compromisso. Na maioria das vezes, o que há é uma sincronia de libidos, de desejos, que uma vez satisfeitos, tornam sem sentido a continuidade do relacionamento. Há estatísticas que dizem que cerca de 80% dos namorados terminam o namoro em até seis meses depois da primeira relação sexual, o que não se repete, absolutamente, entre os que vivem a castidade.

A chamada "atitude utilitarista" é aquela que homem e mulher se entregam numa relação sexual para usar o corpo do próximo para o prazer. Isso não satisfaz o coração humano, que anseia pelo verdadeiro amor, que não pode existir senão em um relacionamento de compromisso e entrega total, que é a própria definição do casamento.

Fico por aqui, mas podia falar muito mais. Porém já traduzi muitos posts sobre isso. Praticamente metade do conteúdo desse blog é sobre isso. Basta clicar no marcador "Namoro" ou "Espera" no lado direito do blog e ler mais.


O verdadeiro amor, aquele que preenche o coração do homem, é total, livre, fiel e fecundo:

- Total - Jesus entregou todo seu sangue na cruz por nós. Poderia ter se contentado com menos, pois um sacrifício ou uma gota de sangue de Jesus vale por todos os pecados de todo o mundo em todos os tempos. Mas Deus não ama parcialmente. Ele aceitou a morte de cruz e derramou todo o sangue por nós. "O soldado, vendo que estava morto, perfurou o seu lado, e dele saiu sangue e água" (Jo 19, 34).

- Livre - Jesus disse "...dou a minha vida para a retomar. Ninguém a tira de mim, mas eu a dou de mim mesmo e tenho o poder de a dar..." (Jo 10, 18).

- Fiel - Deus jamais nos abandona, jamais se esquece de nós, sua misericórdia é eterna (Salmo 117).

- Fecundo - O amor do Pai e do Filho origina o Espírito Santo. A criação toda de Deus é sempre fruto do amor divino.

Tudo isso é vivido nos votos matrimoniais:

- Total - "Eu te recebo como minha esposa/esposo e te prometo..."

- Livre - "É de livre e espontânea vontade que desejam se casar?" Os noivos respondem "sim".

- Fiel - "...amando-te e respeitando-te por todos os dias da minha vida"... Até qe a morte os separe.

- Fecundo - Os filhos são a prova maior da fecundidade do matrimônio, verdadeira participação na obra de criação de Deus.

Somente no matrimônio o coração humano pode ser realizado. Fomos criados para esse amor. Não para sermos usados pelo outro, ou para buscarmos só o prazer egoísta usando outra pessoa.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Mapa de exposição sexual


A figura acima é uma mapa de exposição sexual. Para criá-lo, cientistas da Universidade de Ohio (EUA) pesquisaram a atividade sexual de uma certa escola pública de Ensino Médio no meio oeste americano. Suas descobertas foram publicadas no exemplar de julho de 2004 da revista “American Journal of Sociology” (Revista Americana de Sociologia).

Dos 1.000 estudantes da escola, 832 foram entrevistados, e pediu-se que identificassem seus parceiros sexuais estáveis dos últimos 18 meses. Um “parceiro sexual estável” foi definido como alguém com uma relação de namoro, e portanto os chamados “ficas” ou relacionamentos casuais não foram incluídos na pesquisa. A pesquisa também não inclui parceiros de outras escolas.

Então, aqui está o que encontraram: 573 estudantes admitiram ter tido pelo menos um parceiro sexual estável nos últimos 18 meses. Desses 573 estudantes, mais da metade pôde ser reunido em uma rede de relações de 288 parceiros! (ver imagem acima) Os pontos rosas representam garotas reais, e os azuis representam os rapazes. As linhas entre eles representam as ligações por atividade sexual. Como se pode ver, um rapaz pode ter tido apenas uma parceira sexual, e apesar disso, teoricamente ele pode estar ligado a outros 286 parceiros sexuais que não ele. Na verdade, as duas pessoas mais distantes no mapa estão separadas por apenas 37 passos. Certamente nenhum estudante desse mapa suspeitava dessa intrincada rede de exposição sexual, ou dos grandes impactos disso na transmissão de doenças sexualmente transmissíveis (DST’s).

A imagem acima não inclui outros 285 estudantes que foram sexualmente ativos nos período. Esses estudantes estavam em outras numerosas redes menores e separadas.

O que se pode aprender com isso é que uma pessoa que tem apenas um parceiro sexual pode às vezes estar em risco maior de adquirir uma DST do que uma pessoa que tem muitos parceiros, mas em uma rede de relacionamentos menor. Isso também explica o crescimento da transmissão de DST’s entre adolescentes, e a urgente necessidade da educação para a castidade.
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Traduzido do site "Pure Love Club"

Link: http://www.chastity.com/chastity/index.php?id=7&entryid=295

segunda-feira, 20 de abril de 2009

O que toda mulher deve saber sobre anticoncepcionais e contracepção

Por Chris Chris Kahlenborn, MD
e Ann Moell, MD

Questões éticas

Todos os métodos de controle de natalidade são esforços para separar a relação sexual da procriação. Essa separação incentiva relações sexuais que são muito mais fracas que o casamento tradicional – “ficas”, co-habitação, adultério e relações com vários parceiros. Essas relações corroem a sociedade levando a divórcios, gravidez inesperada, aborto, crianças com um só dos pais, abusos e pobreza. As consequências do controle de natalidade claramente demonstram um impacto não saudável, anti-cultura e anti-vida, que preocupam por questões éticas. O uso de controle de natalidade é como o comer não saudável intencional, sem valores nutritivos, comer só pelo prazer. Uma dieta não saudável irá causar a morte. De modo similar, uma “dieta” de controle de natalidade mata os relacionamentos.

A “pílula”

A pílula de controle de natalidade é usada por mais de 10 milhões de mulheres nos Estados Unidos, e cerca de 4 milhões delas possuem menos de 25 anos (1). A pílula consiste em uma combinação de dois tipos de hormônios artificiais chamados estrógenos e progesterona. Ela funciona inibindo a ovulação e a movimentação do espermatozóide, e mudando a espessura do interior do útero da mulher (chamado endométrio), de modo que, se a mulher venha a conceber, ela venha a ter um aborto precoce (pois o embrião não consegue se fixar ao endométrio).

Questões éticas: Estima-se que uma mulher sexualmente ativa ira ter ao menos um aborto precoce por ano, se estiver usando a pílula (2). Tanto os grupos pró-aborto quanto os grupos pró-vida sabem que a pílula causa abortos precoces (3).

Efeitos colaterais: A pílula de controle de natalidade aumenta em mais de 40% o risco de câncer de mama, se for tomado por uma mulher antes de ter seu primeiro bebê (4). Esse risco aumenta 70% se a pílula for usada por mais de quatro anos antes do primeiro filho da mulher (5). Outros efeitos colaterais que as mulheres sofrem incluem aumento da pressão sanguínea, formação de coágulos de sangue, acidente vascular cerebral (AVC), infarto, depressão, ganho de peso e enxaquecas. Diabéticas que tomam a pílula podem ter aumento nos níveis de glicose (açúcar). Algumas mulheres que param de tomar a pílula não conseguem voltar a ser férteis (ter ciclos menstruais) por um ano, ou mais. Embora a pílula diminua o risco de câncer no ovário e alguns tipos de câncer no útero, ela aumenta os riscos de câncer de mama, de fígado, e cervical (4). Pelo menos três estudos observaram que o vírus da AIDS é transmitido mais facilmente em mulheres que estão tomando a pílula, se seus parceiros possuem o vírus (6, 7 e 8).

A “injeção” e hormônios injetáveis

Comumente conhecido como “injeção”, o Depo-provera, um hormônio de longa ação, é injetado no músculo a cada três meses. Funciona diminuindo a ovulação, inibindo o movimenta do esperma e mudando revestimento do útero. Norplant é outro hormônio em forma de tubos, que é colocado sob a pele, e deixado lá por até cinco anos.

Questões éticas: Ao mudar o revestimento uterino, esses medicamentos podem causar abortos precoces quando ocorre uma concepção. Mulheres que usam Norplant provavelmente irão ter mais de um aborto a cada ano, já que a mulher ovula – na média – em mais de 40% dos ciclos quando está usando Norplant (9). Depo-Provera também pode causar os mesmos problemas, por ser um hormônio do mesmo tipo (que simula a progesterona).

Efeitos colaterais: Os resultados de dois estudos em escala mundial mostraram que as mulheres que tomam Depo-Provera por dois anos ou mais antes dos 25 anos têm uma chance pelo menos 190% maior de desenvolver câncer de mama (10). Além disso, Depo-Provera pode reduzir a densidade óssea, e piorar os níveis de colesterol. Um estudo descobriu que as mulheres que receberam hormônios que simulam a progesterona (normalmente Depo-Provera) por pela menos 5 anos tiveram a chance de contrair câncer cervical aumentada em 430% (11). Inúmeros estudos mostraram que as mulheres que recebera, progestinas injetáveis possuem maior risco de contrair o vírus da AIDS se o parceiro estiver infectado, e em um dos estudos o aumento do risco foi de 240% (12). Norplant, que foi desenvolvido depois do Depo-Provera, teve menos pesquisas, mas pode levar aos mesmos riscos. Mais de 50 mil mulheres entraram com ações judiciais contra o fabricante de Depo-Provera, citando reclamações de homorragias irregulares, cicatrizes, dores musculares e dores de cabeça (13).

Outros hormônios contraceptivos

Os mesmos hormônios artificiais usados na pílula, no Depo-Provera e no Norplant são encontrados em uma variedade de outros sistemas, como o emplastro, a “pílula do dia seguinte”, a injeção mensal “Lunelle”, dispositivos intra-uterinos e outros. Há mais tipos em desenvolvimento. Muitos são tão novos que seus efeitos colaterais ainda não foram estudados. Eles usam a mesma química da pílula, e espera-se que apresentem os mesmos efeitos. Todos os hormônios anticoncepcionais também podem causar períodos não desejados de infertilidade depois de descontinuado seu uso.

Métodos de barreira física
O preservativo e o diafragma

O preservativo possui uma taxa de falha que é estimada entre 10 a 30% (14). Há muitas razões: rompimento ou escorregamento durante o uso, defeitos de fabricação, e defeitos causados pelo armazenamento e transporte em lugares inadequados, quentes ou muito frios.

Efeitos colaterais: O preservativo não protege adequadamente contra a transmissão do vírus da AIDS. CM Rowland, PhD, editor da revista “Rubber Chemistry and Technology” (Tecnologia e Química da Borracha) diz que fotografias tiradas com microscópios potentes revelam vácuos ou furos que chegam a ser 50 vezes maiores que a partícula do HIV (16).

O diafragma

O diafragma é um método de barreira, e portanto, teoricamente não causa aborto precoce. Ao menos um estudo mostrou que as mulheres que usam métodos de barreira como o diafragma ou o preservativo, o a interrupção do ato sexual, têm um aumento de 137% no risco de desenvolver pre-eclampsia (17). Pre-eclampsia é uma complicação que afeta algumas mulheres grávidas, uma síndrome de alta pressão sanguínea, retenção de fluidos e danos aos rins, que pode levar a convulsões ou ao coma. É teorizado que a exposição ao esperma masculino tem um papel de proteção contra a preeclampsia.

Espermicidas

Um espermicida é um agente que é feito para matar os espermatozóides, geralmente vendido como gel. A síndrome do choque tóxico tem sido associada ao espermicida (18). Um pesquisador mostrou que os casais que usam certos espermicidas experimentaram duas vezes mais chance de deficiências no nascimento, e duas vezes mais chance de aborto espontâneo.

Dispositivo intra-uterino (DIU)

É um aparato em forma de T, feito de plástico. Um médico o insere no útero. Funciona irritando o revestimento do útero e obstruindo a passagem dos espermatozóides.

Questões éticas: Quando a concepção ocorre com o DIU colocado, ele pode evitar a implantação, ou destruir o novo embrião, causando aborto precoce (20).

Efeitos colaterais: Incluem perfuração no útero, que pode levar à histerectomia (retirada do útero), e infecções. O uso do DIU está relacionado com maiores incidências de inflamção pélvica de gravidez ectópica (20), que é aquela onde a criança não nascida se implanta em outro local que não o útero, normalmente nas trompas de falópio. De acordo com Rossing e Daling, dois pesquisadores importantes, mulheres que usam o DIU por três anos ou mais têm duas vezes mais chance de ter gravidez ectópica. Esse risco continuou alto por muitos anos depois de retirado o dispositivo. O DIU também pode causar dores, câimbras, dor no ato sexual e nos ciclos menstruais e infertilidade.

Esterilização permanente
Ligação de trompas e vasectomia

A esterilização cirúrgica tenta conseguir a esterilidade permanente fechando as trompas de falópio da mulher ou os vasos deferentes do homem.

Efeitos colaterais: A ligação nem sempre impede a concepção. Quando a concepção ocorre, está associada com incidência muito maior de gravidez ectópica (22), que, como foi falado, é a maior causa de morte em mulheres grávidas. Além do mais, mulheres que se submetem à ligação podem experimentar complicações da anestesia ou da cirurgia, que podem vir dos pontos, de sangramentos ou entrada de dióxido de carbono no abdômen (23). Mulheres que passaram pela ligação experimentam uma síndrome de sangramento vaginal associado com dores no baixo ventre (24). Geralmente há diminuição da libido, e maior risco de histerectomia depois da ligação. É comum haver profundo arrependimento depois da esterilização.

Cerca de 50% dos homens que fazem vasectomia desenvolvem anti-corpos contra o próprio esperma (25). Em essência, seus corpos reconhecem o próprio esperma como “inimigo”. Isso pode levar a maior incidência de doenças auto-imunes. Muitos estudos mostraram que os homens que fazem vasectomia têm maior chance de desenvolver câncer de próstata, especialmente 15 a 20 anos depois da cirurgia (26, 27, 28 e 29), embora outro estudo não tenha achado relações (30).

Opções sábias

A melhor opção para antes do casamento é a abstinência. Os óbvios benefícios incluem maior auto-respeito, liberdade dos riscos de inúmeras doenças, economia monetária, e nenhuma chance de ser surpreendido por uma gravidez.

Dentro do casamento deve-se notar que a abertura a ter crianças traz muitos benefícios médicos. Cada criança que a mulher dá à luz reduz o risco de câncer de mama, alguns cânceres do útero, e câncer do ovário.

Planejamento Familiar Natural ou Regulação Natural da Procriação

A Regulação Natural da Procriação (RNP) é um método totalmente natural através do qual os casais podem controlar sua fertilidade. Nele uma mulher determina quando está fértil ou infértil observando a consistência de seu muco cervical (outras possibilidades incluem o monitoramento da temperatura basal da mulher, que muda no período fértil). A Organização Mundial da Saúde (OMS) fez muitas pesquisas em larga escala que mostraram que nesse caso a gravidez indesejada aconteceu somente em 0,3 a 3% dos casos, o que é uma taxa tão boa quanto qualquer outra forma de contracepção, exceto a esterilização. Um estudo muito grande envolvendo cerca de 20 mil mulheres na Índia mostrou uma taxa de gravidez indesejada de menos de 0,3% (32).

Alguns benefícios óbvios da RNP é que é virtualmente sem custo, e não há aumento no risco de câncer. Casais que usam a RNP possuem uma taxa de divórcio menor que 5% (33) – muito menor que a média nacional, de cerca de 50%.

Para mais informações sobre a Regulação Natural da Procriação, ou “Planejamento Familiar Natural”:

Billings Ovulation Method Assn. - www.Boma-usa.org
The Couple to Couple League - www.ccli.org
Family of the Americas Foundation - www.familyplanning.net
Institute for Natural Family Planning - www.mu.edu/nursing/NFP
Natural Family Planning International - www.nfpandmore.org
Northwest Family Services - www.nwfs.org
One More Soul NFP Center - www.OMSoul.com
Pope Paul VI Institute - www.popepaulvi.com
United States Conference of Catholic Bishops - www.usccb.org/prolife/issues/nfp


REFERÊNCIAS:

(1) Faust JM. Image change for condoms. ABC News Report. [Internet E-mail]. 6/8/97. Back
(2) Kahlenborn C. “How do the pill and other contraceptives work?” Breast Cancer, Its Link to Abortion and the Birth Control Pill. Dayton, OH: One More Soul; 2000; 315-335. Back
(3) Alderson Reporting Company. Transcripts of oral arguments before court on abortion case. New York Times. April 27, 1989; B12. Back
(4) Kahlenborn C, et al. “Oral Contraceptive Use as a Risk Factor for Premenopausal Breast Cancer: A Meta-analysis” Mayo Clinic Proceedings. 2006: 81(10):1290-1302Back
(5) Romieu I, Berlin J, et al. Oral contraceptives and breast cancer. Review and meta-Analysis. Cancer. 1990; 66: 2253-2263. Back
(6) Allen S. et al. Human immunodeficiency virus infection in urban Rwanda. JAMA. 1991; 266: 1657-1663. Back
(7) Simonsen et al. HIV infection among lower socioeconomic strata prostitutes in Nairobi. AIDS. 1990; 139-144. Back
(8) Mati et al. Contraceptive use and the risk of HIV in Nairobi, Kenya. Inter. J. of Gyn. and Ob. 1995; 48: 61-67. Back
(9) Croxatto HB, Diaz S, et al. Plasma progesterone levels during long-term treatment with levonorgestrel silastic implants. Acta Endocrinologica 1982; 101: 307-311. Back
(10) Skegg DCG, Noonan EA, et al. Depot medroxyprogesterone acetate and breast cancer [A pooled analysis of the World Health Organization and New Zealand studies]. 1995; JAMA: 799-804. Back
(11) Herrero et al. Injectable contraceptives and risk of invasive cervical cancer: evidence of an association. Int. J. of Cancer. 1990; 46: 5-7. Back
(12) Ungchusak et al. Determinants of HIV infection among female commercial sex workers in northeastern Thailand: Results from a longitudinal study. J. of Ac. I. Def. Syn. and H. Retro. 1996. 12: 500-507. Back
(13) Taylor D. Spare the Rod. The Guardian ( U.K.) March 12, 1996; 11. Back
(14) Collart D. Biochemistry & Molecular Biology. Condom failure for protection from sexual transmission of the HIV-a review of the medical literature. 5393 Whitney Ct., Stone Mountain, GA 30088. Back
(15) Rahwan R. Chemical Contraceptives, Interceptives and Abortifacients, 1995. College of Pharmacy, Ohio State University. Back
(16) Rowland CW., The Washington Post (letter) June 25, 1992. Back
(17) Klonoff-Cohen HS et al. An epidemiologic study of contraception and preeclampsia. JAMA. 1989; 262: 3143-3147. Back
(18) Faich G et al. Toxic shock syndrome and the contraceptive sponge. JAMA. 1986; 255: 216-218. Back
(19) Jick et al. Vaginal spermicides and congenital disorders. JAMA. 1981; 245:1329-1332. Back
(20) Ortho Pharmaceutical. Description of Paraguard. Physician Desk Reference. 1997: 1936-1939. Back
(21) Ibid. Back
(22) Gaeta TJ et al. Atypical ectopic pregnancy. Am J Emer Med. 1993; 11: 233-234. Back
(23) Dunn HP, Unexpected Sequellae of Sterilization. International Review of Natural Family Planning, 1:4 (Winter, 1977) 318. Back
(24) Townsend DE et al. Post-ablation-tubal sterilization syndrome. Obstet Gynecol. 1993; 82: 422-424. Back
(25) Rosenberg et al. Vasectomy and the risk of prostate cancer. American J. of Epidemiology. 1990; 132: 1051-1055. Back
(26) Giovannucci E et al. A prospective cohort study of vasectomy and prostate cancer in US men. JAMA. 1993; 269: 873-877. Back
(27) Giovannucci E et al. A retrospective cohort study of vasectomy and prostate cancer in US men. JAMA. 1993; 269: 878-882. Back
(28) Hayes RB et al. Vasectomy and prostate cancer in US Blacks and Whites. American J. of Epidemiology. 1993; 137: 263-269. Back
(29) Rosenberg L et al. Vasectomy and the risk of prostate cancer. American J. of Epidemiology. 1990; 132: 1051-1055. Back
(30) John EM et al. Vasectomy and prostate cancer: results from a multiethnic case-control study. JNCI. 1995; 87: 662-669. Back
(32) Ryder RE. “Natural Family Planning”: Effective birth control supported by the Catholic Church. BMJ. 1993; 307: 723-6. Back
(33) Kippley JF, Kippley SK. The Art of Natural Family Planning (Fourth Edition). Couple to Couple League, Cincinnati, USA, p. 245.Back

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Traduzido do site “One More Soul”

http://www.onemoresoul.com/contraception-side-effects.php

sexta-feira, 20 de março de 2009

Papa diz que preservativos aumentam o risco da AIDS - e, ao contrário do que a mídia pensa, Ele está certo!

A mídia e algumas organizações e pessoas influentes estão muito indignados com as declarações do Papa, segundo o qual a distribuição de preservativos aumenta o risco de contrair AIDS, sendo a melhor alternativa para conter a doença a educação da sexualidade, uma cultura de castidade.

A esse respeito, em um artigo disponível no site "National Review", Kathryn Jean Lopez entrevista o diretor do Projeto de Pesquisa em Prevenção da Aids da Universidade de Harvard, Edward C. Green. Segundo esse cientista, de uma das universidades mais prestigiadas e sérias do mundo, o Papa está certo ao afirmar que a distribuição de preservativos aumenta o risco da AIDS.

“Há", segundo Green, " uma associação consistente mostrada por nossos melhores estudos (...), entre uma maior disponibilidade de preservativos e níveis maiores (não menores) de infecção por HIV. Isso se deve em parte devido a um fenômeno conhecido como compensação de risco, significando que quando uma pessoa usa uma 'tecnologia' de redução de risco, como os preservativos, ela frequentemente perde o benefício (redução de risco) 'compensando' ou se arriscando mais do que uma outra pessoa normalmente se arriscaria sem a tecnologia de redução de risco".

Isso é tão óbvio, que os defensores do preservativo deviam se envergonhar! O excelente blog do Pe. John Zhulsdorf (Fr. Z), aponta para um ótimo artigo do site Catholic Culture, que na verdade é uma ironia, mas que exemplifica bem o absurdo de querer distribuir preservativos para conter o avanço da AIDS.

Resumindo é algo mais ou menos assim: "Maridos africanos que praticam violência contra a mulher são levados a usar luvas de proteção. Uma associação criticou severamente a Igreja por ensinar o 'amor' conjugal, e encorajou os maridos que violentam suas esposas a tomar precauções 'práticas' para reduzir o risco de infecção por HIV na hora da violência contra as esposas. Os experts alertam maridos violentos não infectados para usarem luvas de látex e luvas de boxe de couro, que, segundo eles, reduz em 94% a laceração no corpo da esposa e consequentemente o contato com sangue contaminado. Especialistas estão indignados porque os ultra-conservadores do Vaticano continuam ignorando seus achados e insistindo que todas as pessoas - mesmo analfabetos - deixem de agir com violência contra suas esposas. 'Pregar a caridade não vai resolver o problema', diz um deles. 'Precisamos trabalhar com a realidade dessas pessoas. São africanos, meu Deus do céu, não são capazes de entender ou seguir regras morais. É iresponsabilidade do Papa ensinar algo diferente'. Outro disse: 'É por causa das crianças, elas merecem um pai. Quantos pais morreram e deixaram órfãos simplesmente porque a Igreja lhes fez medo e eles deixaram de usar luvas na hora de espancar suas mulheres?'".

Então? Estão vendo como é absurdo tudo isso que a mídia e os "entendidos" querem nos fazer acreditar? Apesar de ser uma ironia, isso não deve ser engraçado, deve chocar e fazer ver o absurdo dos argumentos que defendem que a distribuição dos preservativos vai parar o avanço da AIDS. Simplesmente não vai. Quando anos e quantas mortes ainda serão necessárias para o mundo reconhecer isso?

Por Daniel Pinheiro

A abstinência salva vidas

A Igreja Católica é freqüentemente ridicularizada – ou pior – por se opor aos preservativos

Pelos Editores do National Catholic Register

A Igreja Católica é freqüentemente ridicularizada por se opor aos preservativos. Sempre nos falam que a Igreja irracionalmente se apega a dogmas, enquanto pessoas reais perdem suas vidas por conta da AIDS.

É hora de entrar na ofensiva. A Igreja possui uma resposta para a epidemia de AIDS que pode salvar vidas. Os promotores dos preservativos é que, na verdade, estão se apegando a um dogma ridículo e desacreditado, à custa de vidas inocentes.

Olhe para a África. Quase todo país nesse continente promoveu vigorosamente os preservativos para tentar conter a epidemia de AIDS. Em nenhum deles a epidemia parou – nem sequer diminui, ao menos.

Uma nação africana – Uganda – por outro lado, experimentou o maior declínio dos casos de HIV entre todos os países do mundo, segundo mostra a Heritage Foundation. Estudos mostram que, entre 1991 a 2001, os níveis de infecção por HIV em Uganda caíram de cerca de 15% para 5%.

“O modelo de Uganda tem muito a ensinar ao resto do mundo”, diz Edward Green, um pesquisador sênior em Harvard, e autor de “Rethinking AIDS Prevention “ (Repensando a prevenção da AIDS). “Essa política deveria guiar os programas de desenvolvimento na África e no Caribe”.

O modelo de Uganda enfatiza que a abstenção de sexo fora do casamento foi a única maneira efetiva para a maioria das pessoas a fim de reduzir os riscos de exposição ao vírus da AIDS. O cientista social Joe Loconte diz que Uganda tem quatro lições para ensinar ao mundo, se ete estiver disposto a aprender:

1. Comportamentos sexuais de alto risco podem ser desencorajados e substituídos por estilos de vida mais saudáveis.
2. A fidelidade e a abstinência marital parecem ser os fatores mais importantes na prevenção da AIDS.
3. Os preservativos não são o fator principal na redução da transmissão do HIV. O programa de Uganda oferecia preservativos como uma última opção, principalmente para grupos de alto risco. A abstinência foi exclusivamente promovida para o público jovem – e funcionou.
4. As organizações religiosas são a chave na luta contra a AIDS.

E, ainda assim, a opinião da maioria das elites culturais é que os preservativos são a solução.

Deveria ser óbvio que eles estão errados.

Imagine que os operadores de montanha-russa decidiram remover todas as barras de segurança de seus carrinhos. Ao invés das barras, decidiram colocar simplesmente um aviso dizendo, “Faça uma viagem segura na montanha-russa! Traga um cinto e se amarre à sua cadeira. Aviso: Se você não conseguir fazer isso, poderá se machucar, ou mesmo morrer!”.

O que aconteceria? Crianças morreriam. Pais ficariam indignados. Ninguém espera que todos os adolescentes que saem por aí no parque de diversões tenham maturidade suficiente e auto-controle para se prevenir e ir procurar um cinto de segurança antes de entrar na montanha-russa. Se os governos respondem distribuindo cintos de segurança nas escolas, mesmo assim os pais não ficariam satisfeitos.

Porém, no que se refere ao chamado “sexo seguro”, muitos estão contentes com a abordagem do “aviso”.

Os adolescentes vivem em um mundo em que o sexo é propagado e promovido na televisão, em filmes e na música. E, na verdade, há uma epidemia mundial de doenças sexualmente transmissíveis, deixando claro que as pessoas podem ficar doentes, ou, no caso da AIDS, podem morrer.

Não faz sentido simplesmente dizer aos adolescentes que se lembrem de usar um preservativo. Os adolescentes raramente são responsáveis o suficiente para fazer suas camas toda manhã. Por que esperamos que, no calor da paixão, depois de dar nossa aprovação tácita do sexo pré-marital, eles usem um preservativo? O método mais efetivo, para começo de conversa, é começar a dizer para as pessoas que o sexo fora do casamento não é – e não é mesmo – saudável, nem física, nem moral nem emocionalmente.

Foi isso que fez Uganda. A epidemia de AIDS nesse país foi contida quando sua cultura começou a propagar a mesma mensagem, de classes colegiais, a igrejas e palestras em comunidades, chegando ao rádio, mídia impressão e programas de televisão. Essa mensagem: Guardem o sexo para o casamento, que é o lugar dele. É loucura pretender que haja sexo seguro que não seja desse modo, nos dias de hoje. “Criaram o que os pesquisadores chamam de ‘vacina social’ contra o HIV”, escreveu Joe Loconte, “um esquema de valores culturais que incentivavam atitudes e comportamentos sexuais responsáveis”.

Como resultado, a Pesquisa Demográfica e de Saúde de Uganda, em 200-2001 mostrou que 93% dos habitantes mudaram seus comportamentos sexuais para evitar a AIDS.

Os Católicos não devem ter medo de insistir que a abstinência é a resposta correta para a epidemia de doenças venéreas que se espalha pelo mundo. A nossa é a única resposta que salva vidas.
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Artigo disponível em inglês no site: National Catholic Register