Mostrando postagens com marcador Pornografia nunca mais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pornografia nunca mais. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 22 de março de 2017

Estatísticas sobre pornografia e jovens, casamento, atores / atrizes pornô, religião

Abaixo apresento algumas estatísticas sobre pornografia, tendo como fonte dois sites: um de uma ex-atriz pornô que deixou a vida antiga para hoje liderar um movimento que busca resgatar os atores/atriz desse meio; e outro do site de um software de bloqueio de conteúdo inapropriado. 

Só avisando, nosso blog não faz publicidade de nenhuma empresa ou pessoa, nem recebemos doações. Nosso interesse é divulgar informações importantes para jovens, pais, e para o público em geral, sobre a castidade e a defesa da vida, contra o aborto.

Na minha opinião, poderia ressaltar três conclusões importantes das estatísticas abaixo. Em primeiro lugar, a pornografia se tornou difundida amplamente, principalmente entre os jovens. Se você imagina que seu filho ou sua filha nunca seria capaz de ver pornografia, pense mais uma vez. A maioria dos jovens hoje tem contato fácil com esse material, com o advento da internet. O que acontece é que ninguém fala no assunto, mas ele está ali.




Em segundo lugar, os atores e atrizes que fazem sua performance nesses filmes e vídeos são, em sua maioria, pessoas que vem de famílias desestruturadas ou de uma realidade difícil, e a atuação nesses vídeos é altamente impactante psicologicamente, isso no aspecto negativo, claro, além da série de doenças e abusos físicos a que eles se expõem, principalmente as mulheres. Cada vez que você visualiza um site ou vídeo desses, você está contribuindo para a degradação física e emocional de um irmão ou uma irmã que compartilha a mesma humanidade que você.

Em terceiro lugar, é preciso criar uma cultura e um movimento que faça as pessoas ficarem alertas para essas realidades, para quem sabe no futuro criarmos condições para algum tipo de atividade de resistência a esse material. Não saberia dizer exatamente como, mas quem sabe campanhas de conscientização dos prejuízos, ou até mesmo o boicote ou a proibição desse tipo de conteúdo, visandoreduzir e desencoraja seu consumo e sua visualização.

Estatísticas sobre a indústria pornografia

  • 1 em cada 5 pesquisas em celular são por pornografia
  • 24% dos donos de smartphone admitem possuir material pornográfico no celular
  • O lucro da indústria pornográfica nos Estados Unidos em 2006 foi de $13 bilhões de dólares
  • 69% do conteúdo pay-per-view da internet é pornografia
  • Existem cerca de 420 milhões de webpages pornográficas, e 68 milhões de pesquisas diárias sobre o assunto em mecanismos de pesquisa
Estatísticas sobre visualização de pornografia por jovens
  •  9 em cada 10 rapazes são expostos a pornografia antes dos 18 anos
  • Em média, a primeira exposição dos homens a pornografia acontece aos 12 anos de idade
  • 28% dos jovens de 16 a 17 anos foram expostos à pornografia na internet de maneira não intencional
  • 6 de cada 10 meninas são expostas à pornografia antes dos 18 anos de idade
  • Em média, os homens são 543% mais propensos a ver pornografia do que as mulheres
  • 83% dos rapazes e 57% das garotas já viram sexo grupal online
  • 67% de jovens rapazes adultos e 49% de jovens mulheres adultas dizem que ver pornografia é uma maneira aceitável de expressar a sexualidade
  • A faixa etária que mais vê pornografia é composta pelos jovens entre 12 a 17 anos 
Estatísticas sobre a relação entre pornografia e casamento
  •  Homens felizes no casamento tem 61% menos chance de ver pornografia
  • 68% dos casos de divórcio involvem um dos cônjuges encontrando um amante pela internet
  • 56% dos casos de divórcio involvem um dos cônjuges tendo interesse obssessivo por sites pornográficos
  • 70% das esposas de maridos viciados em sexo pode ser diagnosticada com Transtorno de Stress Pós-Traumático
Estatísticas sobre os efeitos negativos na vida dos atores/atrizes pornô
  •  Análise de conteúdo dos 50 vídeos pornô de maior sucesso revela que 88% das cenas continham atos de agressão física, e 49% continham atos de agressão verbal 
  • Análise dos mesmos 50 vídeos revelou que 94% das agressões verbais e físicas contidas nas cenas dos filmes foi realizada contra mulheres
  • 79% dos atores/atrizes já usou maconha, e 50% já usou ecstasy
  • 70 atores/atrizes pornográficos cometeram suicídio
  • O principal método de suicídio nesses casos foi enforcamento
  • 228 atores/atrizes pornô morreram prematuramente devido a AIDS, drogas, suicídio, e homicídio, desde 2003
  • No total, 514 atores/atrizes pornô morreram precocemente de AIDS, suicídio, drogas, ou homicídio
  • A expectativa média de vida de uma estrela pornô é 36,2 anos
 Estatísticas sobre visualização de pornografia em relação a religião
  •  64% de homens cristãos e 15% de mulheres cristãs dizem assistir a pornografia ao menos uma vez por mês
  •  De 1351 pastores pesquisados, 54% tinham visto pornografia no último ano

Fonte:

https://www.shelleylubben.com/stats

http://www.covenanteyes.com/pornstats/

sábado, 3 de março de 2012

Posso comungar tendo o vício da masturbação e da pornografia?

Convido a assistir o excelente (como sempre) vídeo do Pe. Paulo Ricardo, que pode ajudar muitas e muitas pessoas que estão passando por dificuldades.



Do site do Pe. Paulo Ricardo: http://padrepauloricardo.org/audio/73-a-resposta-catolica-posso-comungar-tendo-o-vicio-da-masturbacao-e-da-pornografia/

_

domingo, 29 de janeiro de 2012

Dica de Vídeo - Testemunho de Shelley Lubben

Já temos em nosso blog uma outra tradução onde Shelley Lubben, ex-atriz de filmes pornográficos mostra os perigos e as desilusões dessa grande indústria que espalha a mentira.

Hoje encontrei esse vídeo, onde ela dá seu testemunho de como vivenciou um período amargo de prostituição e encenação de filmes explícitos, e como isso lhe fez mal, física, psicológica e espiritualmente. Mas o vídeo mostra também como ela foi resgatada pela fé em Deus, e pela ação mesmo de Deus.

Atenção apenas para o fato de que a tradução é do português de Portugal. Lá, "rapariga" significa simplesmente o feminino de rapaz, e não tem nenhuma conotação pejorativa.





_

domingo, 31 de julho de 2011

A pornografia não é inofensiva

Por Danielle Tiano e Karen Child

Quando Missy descobriu pornografia no laptop de seu marido, não sabia bem o que fazer. Ao invés de confrontá-lo, revelou sua descoberta a algumas de suas melhores amigas. Disse-lhes que a busca de um documento em seu HD levou a um arquivo chamado "trabalho" que continha centenas de fotos de mulheres e homens em atos sexuais. Ela sentiu-se traída, magoada e com raiva. Suas amigas estavam chocadas e consternadas, porque acreditavam que Missy e seu marido eram o casal perfeito. Elas também começaram ase perguntar se isso não poderia acontecer a elas.

Há algum tempo atrás era necessário descobrir onde estavam as revistas do tio ou do irmão para ser exposta à pornografia. Mas agora, a pornografia e sua cultura têm se tornado uma coisa comum, aceita, e sua acessibilidade aumenta em um nível global. De acordo com um estudo realizado pela “Internet Filter Review”, em 2006, 70 por cento dos adultos admitem que veem pornografia regularmente, geralmente sem seus cônjuges ou sem conhecimento de ninguém. Em todo o mundo, a pornografia é uma indústria de 97 bilhões de dólares, com os Estados Unidos consumindo 13 bilhões desse total. Esse nível de exposição tem permeado a sociedade, independentemente da condição social, da raça ou do gênero.

Um estudo recente realizado pelo Brigham Young University descobriu que os estudantes universitários do sexo feminino nos Estados Unidos aceitam mais a pornografia hoje em dia. Passaram a tratar a pornografia como um lugar-comum, um rito de passagem, uma “apimentada” no casamento, uma forma inofensiva de entretenimento e expressão sexual. Mas, na verdade, os efeitos de longo alcance, similares aos das drogas, são prejudiciais a saúde econômica, social e espiritual da nossa sociedade.

Exames de um cérebro de viciado em crack e um cérebro viciado em pornografia parecem assustadoramente semelhantes. Mas enquanto um viciado em cocaína necessidades de cocaína para conseguir o efeito desejado, um viciado em pornografia só precisa imaginar a sua última experiência erótica para liberar os mesmos neuro-químicos que ele ou ela experimenta quando vê pornografia. Um fato verdadeiro, e ainda mais surpreendente, é que viciados em pornografia podem conseguir os efeitos da “droga”, mesmo sem sua droga. O fenômeno, chamado de “recall eufórico”, pod efazer da pornografia o vício mais poderoso dos tempos modernos.

E, assim como acontece em qualquer vício, o usuário necessita de “doses” mais intensas e práticas sexuais mais incomuns para atingir o mesmo efeito de excitação. Muitas vezes, passam a se aventurar em tipos de pornografia e em práticas que não teriam nunca considerado antes. Este é o caminho que leva a práticas imorais e ilegais, como prostituição e pornografia infantil, e pode até causar uma devastação financeira. Vinte por cento dos homens e 13 por cento das mulheres admitem que visualizam pornografia no trabalho, e os empregadores estão começando a reprimir esta onda, demitindo mais e mais adultos, devido à produtividade perdida.

Casais podem querer introduzir pornografia depois de anos de casamento, com a idéia de “apimentar” uma vida sexual monótona. A novidade pode excitar no início, mas ao longo do tempo, pode diminuir a conexão emocional, a excitação e a intimidade sexual compartilhada. Muitos casais cometem o erro de pensar que a pornografia vai ajudar um relacionamento conturbado, quando na realidade ela apenas mascara temporariamente o problema mais profundo de desconexão e falta de intimidade real.

Uma pesquisa de 2002, feita por membros da Academia Americana de Advogados Matrimoniais, descobriu que a internet desempenhou um papel em 62 por cento dos casos de divórcio no ano anterior, e 56 por cento disseram que um interesse obsessivo por pornografia na Internet foi um dos problemas.

O aspecto mais perturbador da aceitação da pornografia na nossa cultura é o seu efeito sobre as crianças. A organização “Family Safe Media” informa que a idade média da primeira exposição de uma criança à pornografia é de oito anos, e a “Internet Filter Review” comenta que 90 por cento das crianças com idades entre entre oito e quinze anos já viram pornografia em seus computadores domésticos, a maioria ao fazer lição de casa.

A pornografia é particularmente prejudicial para um cérebro jovem, que não completou o seu desenvolvimento. Ela pode realmente modificar as conexões neurais no cérebro, afetando as áreas da toxicodependência e excitação.

Pesquisasa tem mostrado que crianças expostas à pornografia apresentam respostas emocionais traumáticas, relações sexuais em idade precoce, um aumento do risco de doenças sexualmente transmissíveis, e um desenvolvimento de compulsões sexuais. Elas também podem vir a objetificar os seres humanos, acreditando que a satisfação sexual é alcançada sem afeição pelo parceio(a).

Muitos pais não falam com os filhos, porque eles mesmo não têm atitudes saudáveis na área sexual, ou podem estar envolvidos em pornografia ou outros comportamentos sexuais de risco.

Então, qualquer que seja sua opinião sobre a pornografia, estaja ciente de que o que poderia ser usado para acender uma faísca no quarto pode de fato provocar uma explosão de vício em seu relacionamento, e entre seus filhos. Se a pornografia tem sido descrita como o novo "crack", em termos de seu poder viciante, não podemos deixar de ter essa conversa de importância crítica, com nosso cônjuge e com nossos filhos.
__________

Juntas Danielle Tiano e Karen Child escreveram um livro infantil para ajudar os pais a conversar com seus filhos sobre pornografia e seus perigos. Danielle Tiano tem escrito vários livros sobre assuntos difíceis para as crianças, Karen é uma terapeuta familiar e de casal, atuando no tratamento de adultos e jovens que lutam contra o vício sexual.
Traduzido de: http://www.elizamagazine.com/article.php?ID=20
_

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Entrevista com Jennifer Case, ex-atriz de filmes pornográficos

Por April Garris

A seguir apresento uma entrevista que fiz com uma grande amiga minha, Jennifer Case. Ela deixou a indústria pornográfico faz apenas poucos anos, e embora ainda esteja em recuperação, e trabalhando para reconstruir sua vida, ela gentilmente permitiu que eu a entrevistasse.

Jenni, muito obrigado por permitir essa entrevista.


Você é muito bem vinda, tudo que puder fazer para ajudar, é uma alegria.



Jennifer Case


Faz quanto tempo que você deixou a indústria pornográfica?


Eu oficialmente deixei há três anos, depois de me converter a Cristo. Antes, eu usava minha experiência com pornografia para promover minha carreira de dançarina e minhas atividades como prostituta etc.


Quantos anos você tinha quando começou pela primeira vez na indústria pornográfica, e por quanto tempo ficou nela?


Eu era muito jovem, tinha pouco mais de 18 anos quando comecei a fazer pornografia, e eu diria que estive nisso por cerca de dez anos. Eu realmente não sabia como cuidar de mim mesma, e parecia ser uma maneira fácil de sobreviver. Eu fiz cerca de 20 filmes.


Você se importaria em descrever como chegou a entrar na pornografia?


Eu comecei fazendo outras coisas primeiro, como dançar em um bar de strip. Eu era contratada para festas, e como acompanhante. Eu precisava do dinheiro, não tinha terminado os estudos, e já vivia por minha própria conta naquele ponto. Eu não tinha idéia no que estava me metendo naquela época.


De que você se lembra mais de sua primeira experiência? Foi muito traumática para você?


Essa primeira vez não foi como esperava. Estava chateada pelo fato do meu agente usar documentos falsos mostrando que tinha sido testada para AIDS e outras DST’s. Eu nunca fui testada. Eu pensava que seria eu e uma mulher – menos amedrontador, certo? Mas apareceram dois homens. Já muitas coisas me alertavam que tudo seria ruim.


E sobre a sua infância? Eu conheço muitas mulheres na indústria pornográfica com passado de abuso sexual, estupro, negligência e outros tipos de traumas. Você acha que algum evento de sua infância fez com que você ficasse mais suscetível à idéia de entrar no mundo da pornografia?


Definitivamente eu acho que a minha infância teve grande influência na minha entrada na pornografia. Meu pai era totalmente ausente, e meus pais se divorciaram quando eu tinha oito anos. Aos catorze anos fugi de casa, e passei por abrigos, orfanatos, instituições, e outros lugares, até que cheguei aos 17 anos. Eu penso que muitas coisas da minha infância me induziram a uma carreira na indústria do sexo.




Você mencionou que seu pai era ausente. Eu sei que esse é o caso para a maioria das atrizes pornográficas. Comigo também foi assim. Como você definiria seu estado emocional durante sua carreira na pornografia?

Na verdade é muito difícil de lembrar muitas coisas, porque eu bloqueei a maior parte. Eu penso que emocionalmente eu basicamente “não estava ali”, e eu me drogava com maconha e álcool e outras coisas, para que não tivesse que lidar com meus sentimentos, que eram tão fortes. Eu me vi depressiva e solitária, e meu comportamento era errático e de muita autodestruição. Eu olho para o passado agora e vejo que havia muita mágoa e amargura também. Minha vida era um verdadeiro caos.


Jenni, muitas pessoas que vêem pornografia acreditam que as mulheres adoram o que estão fazendo, e que estão simplesmente encenando suas fantasias. Essa é REALMENTE a verdade?

Essa NÃO é a verdade sobre a pornografia, é uma mentira. As mulheres que vivem essa mentira não gostam de fazer pornografia, e se dizem que gostam, é uma maneira de mentir para si mesmas para fazer parecer melhor. Quando eu fazia pornografia, eu queria que terminasse o mais rápido possível, e minha única motivação era o dinheiro. Eu pensava que estava fazendo o que era necessário para sobreviver naquele momento. Minhas fantasias consistiam normalmente em viver uma vida normal, eu fantasiava sobre como seria a vida se eu não estivesse naquele pesadelo. Quando você assiste pornografia, você está vendo uma mentira, feita para destruir você.


Quando você estava na pornografia, qual era sua opinião sobre os homens que viam pornografia – ou sobre os homens em geral?

Eu cresci aprendendo a odiar os homens de um modo geral, e não tinha nenhum respeito pelos homens que viam pornografia. Eu achava que os homens eram somente pervertidos, e só queriam a mesma coisa das mulheres. Ponto. E que eles tratavam as mulheres de uma forma horrível. Eu tenho uma idéia diferente dos homens agora. Eu os vejo como vítimas da pornografia, também. Eu sei que os homens querem o mesmo que as mulheres, muito mais do que só sexo, querem amor. Nós todos queremos amor. Nós todos temos um vazio a preencher, e algumas pessoas tentam preencher com pornografia. Alguns homens pagam por causa do vício em pornografia em preço muito alto, de perder as suas famílias e os empregos. Para mim, é muito trágico, e triste, que a pornografia destrói as pessoas que a fazem, e destrói as pessoas que a vêem. Isso é claro para mim agora.


Nós duas sabemos que muitas mulheres na indústria pornográfica sofrem doenças mentais. Eu sei que eu mesma sofri depressão grave, mesmo depois de deixar a indústria. Como você definiria sua condição mental quando deixou a indústria pornográfica?

Agora eu sei que, depois de anos vivendo aquela vida, eu fui traumatizada por ela. Era como suportar anos e anos de opressão e abusos de todos os tipos. Quando eu deixei a pornografia, e me livrei das drogas, etc., minhas emoções vieram à tona. Ao longo dos anos, sofri depressão, ansiedade, e muitos outros problemas, e tive que fazer terapia e tomar medicação. Qualquer pessoa que entra naquele meio já com uma doença mental só faz piorar.


E com relação a problemas físicos?

O principal problema que enfrentei ao longo dos anos foram as DST’s. Estava o tempo todo com infecções, muitas infecções diferentes. Eu deixei Hollywood por estar muito doente com clamídia. Meu abdômen às vezes doía tanto que eu tinha que voltar para casa. Meus órgãos genitais foram tão abusados que, em determinado ponto, um doutor que me examinou chamou um grupo de estudantes de medicina para olhar os meus órgãos danificados. Eu sabia o quanto aquele “negócio” deixa você mais velha antes do tempo e prejudica seu corpo.


Como você se recuperou pessoalmente do tempo que passou na pornografia? Foi muito difícil?

Eu sinto que o que me permitiu a recuperação foi Deus na minha vida. Deus me dá uma esperança que eu não tinha antes. Os últimos anos foram muito difíceis, mas tem valido a pena. O que tem me ajudado é o constante apoio de outras pessoas, a oração, a palavra de Deus, e muito amor. O que tem sido mais difícil é abandonar velhos hábitos, e tentar conseguir um “emprego de verdade”. Tudo é como tentar viver uma vida nova, de um modo melhor. Eu acho que minha recuperação é um processo que continua, e vai levar tempo. Eu estive no meio por muito tempo, e sofri muitos danos. Eu sei muito mais sobre pornografia agora do que jamais soube no tempo que estava atuando.


Se você pudesse dizer uma coisa para os homens que estão lendo isso agora, o que diria?

Homens, DEUS AMA VOCÊS! Eu também amo, e sempre vou rezar por todos vocês, para que as cadeias que aprisionam sejam quebradas. Vocês são escravos da pornografia, tanto quanto uma atriz. Se vocês estão vendo pornografia, ou são viciados, vocês estão tentando preencher um vazio dentro de vocês, que somente Deus pode preencher. Toda vez que vocês olham para pornografia, estão fazendo o vazio ficar maior, e isso vai destruir sua vida. Sua maldade é um veneno, uma mentira, e uma droga. Se vocês pensam que podem manter as coisas escondidas, saibam que Deus vai trazer tudo para a luz, para dar um basta em tudo, e curar vocês. Essas mulheres são preciosas, e merecem ser amadas, tanto quanto vocês. Há uma pessoa real do outro lado das imagens que vocês estão assistindo, e vocês estão destruindo sua vida e a vida de seus filhos. Em todo material pornográfico está uma mulher que é uma filha, filha de uma outra mulher. E se fosse a sua própria filhinha? Você pode, na verdade, estar contribuindo para a morte de alguém! Atrizes e atores pornográficos morrem frequentemente de AIDS, overdose de drogas, suicídios, etc. Por favor, parem de ver pornografia.


__________


April Garris esteve envolvida na indústria pornográfica em 2001, por aproximadamente 6 meses, e fez algo em torno de 15 a 20 filmes. Ela deixou a indústria no final de 2001, mas continuou a lutar contra o vício de drogas, doenças mentais e depressão grave. Ela começou a experimentar a cura verdadeira quando se converteu em 2005, e desde então tem vivido uma vida de autêntica liberdade.


__________

Trechos da entrevista traduzidos e adaptados.
Para ver a entrevista completa, acesse o site “Who Does it Hurt”:
http://www.whodoesithurt.com/april-garris/314-april-garris-a-jennifer-case

__________

Para mais artigos sobre Pornografia, visite:
http://vidaecastidade.blogspot.com/2009/05/artigos-sobre-pornografia.html
_

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Vídeo - A verdade por trás da fantasia

A pornografia é um mal enorme, e a ex-atriz pornográfica Shelley Lubben nos prova a degradação que envolve essa indústria doentia... Sem falar no mal físico, emocional e espiritual que faz a milhões de pessoas no mundo todo. Temos que fazer algo para deter isso.

______

Em seu livro, “A verdade por trás da fantasia da pornografia: a maior ilusão da terra” (“Truth Behind the Fantasy of Porn: The Greatest Illusion on Earth”), a ex-atriz pornográfica Shelley Lubben rasga a sedutora máscara da pornografia e expõe a verdade por trás da “maior ilusão da face da terra”.

Shelley é brutalmente honesta ao falar de seu passado, de uma infância de abusos sexuais, à prostituição, ao ambiente nada glamoroso dos filmes pornográficos. Mas isso não é tudo. Ela escapou da “indústria” pornográfica aos 26 anos de idade. Agora, ela partilha sua poderosa história de recuperação e redenção, oferecendo uma mensagem de esperança para o mundo inteiro.

No primeiro livro a expor o lado “secreto” da ponografia, Shelley quer lhe mostrar a dura verdade. A pornografia é uma escravidão nos tempos modernos para milhares de mulheres, e para milhões de viciados em pornografia, que simplesmente não conseguem parar de clicar.




Mas você conhecerá a verdade, e a verdade lhe libertará!


“Os filmes pornográficos são a maior ilusão da face da terra. Acredite em mim, eu conheço. É isso mesmo: nenhuma de nós, mulheres, gosta de fazer pornografia. Na verdade, nós odiamos. Odiamos ter que nos entregar para homens doentios. Detestamos ser degradadas por eles. Algumas mulheres odeiam tanto, que as podia ouvir vomitando no banheiro no intervalo entre as cenas. Encontrava outras do lado de fora, fumando um maço de cigarro atrás do outro...” (S. Lubben)


“Nossos corpos, infectados por doenças sexualmente transmissíveis (DST’s), viviam cobertos de infecções, hematomas e feridas, escondidas por trás de nossa imagem ousada e provocante.” (S. Lubben)
__________
Fonte: http://www.shelleylubben.com/shelleys-blog/shelleylubben/10/1/2010/lubben-rips-mask-pornography-new-book

sábado, 9 de outubro de 2010

Crise da masculinidade, impacto da pornografia, conselhos para os homens

Trecho da entrevista que a repórter Christine B. Whelan, do site Busted Halo (revista eletrônica dos padres paulinos dos EUA) fez com Damian Wargo (foto), co-fundador e diretor do The King's Men (www.thekingsmen.us), um ministério católico masculino com sede na Filadélfia, nos EUA, que é especialista nessas questões. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
____________________________


Conte-me um pouco sobre o The King's Men: por que ele começou? Quantos homens estão envolvidos? Qual é a sua missão e o seu objetivo?

O The King's Men teve início em resposta à crise da masculinidade. Infelizmente, muitos homens não são ativos na Igreja de forma nenhuma. Alguns homens até veem as iniciativas de fé como exclusivamente para mulheres. Além disso, muitos homens estão confusos sobre seu papel natural como líderes, protetores e sustentadores. Meu colega Mark Houck (foto) e eu começamos o The King's Men para enfrentar essa crise e para convocar os homens a agir, especialmente lutando nobres batalhas.

A missão do The King's Men é: "Sob o chamado universal de Cristo Rei a servir, nós, como homens, comprometemo-nos a unir-nos e a fortalecer outros homens nos moldes do líder, do protetor e do sustentador, por meio da educação, da formação e da ação". Existem cerca de 200 homens que são King's Men muito ativos, e nossas iniciativas chegam a milhares de homens por ano.


Você fala de ajudar a edificar a fé em uma "modalidade masculina". O que isso significa?

Todos os homens são chamados a ser líderes, protetores e sustentadores. São Tomás de Aquino ensina que "a graça supõe a natureza". Assim, para que um homem suba na vida espiritual, ele precisa de uma boa formação em um nível natural, tornando-se finalmente muito animado pela graça de Deus. Os homens gostam de construir estruturas que sustentam as necessidades dos outros. Essa é a base do amor autosacrificial, da liderança e da sustentação.

O homem, pela sua natureza física, é chamado a proteger as mulheres e as crianças. Não podemos ignorar esse fato ou fugir dessa realidade, ou a vida de fé de um homem não possuirá um componente para a sua missão dada por Deus. A fé apresentada em uma modalidade masculina sempre vai chamar os homens a agir pelo amor e pelo bem de sua família e do bem comum.


Qual é o impacto que a pornografia tem nos homens jovens, e o que os grupos King's Men sugere como soluções para o amplo consumo de pornografia online entre os jovens?

A indústria da pornografia é uma indústria de 13 bilhões de dólares por ano nos EUA. Os homens são os consumidores primários. A única solução para esse problema é que os homens vejam esse flagelo na nossa cultura como uma batalha que precisa ser vencida, de forma a proteger o bem comum. A maioria dos homens cresceu em uma cultura completamente sexualizada, que ensina os homens, desde seus primeiros anos, que usar as mulheres para a luxúria e o sexo não é algo errado. Na verdade, equivocadamente, eles são ensinados que isso deve ser admirado.

Isso teve um impacto devastador sobre a nossa cultura, já que ensina os homens a desenvolver vícios nessa área em vez de virtudes. Os resultados são doenças, divórcio, violência, vícios e dor incalculáveis. A solução é que os homens se convençam que a pornografia é gravemente maligna, e que um homem pode, com a graça de Deus, levar uma vida virtuosa de castidade. Uma vez que um homem comece a desenvolver seu autodomínio, ele também pode começar a ajudar a guiar os outros nessa área e formar alianças que não irão tolerar a pornografia em suas comunidades ou por meio da Internet e de outras mídias.


Se você pudesse dar três pequenos conselhos para os homens solteiros e jovens que estão interessados em namorar e em ter um relacionamento, quais seriam?

Um: quando o Senhor coloca uma forte atração por uma mulher em seu coração, e o seu intelecto concorda, busque essa mulher com propósito e paixão. Não tenha medo de pedir o telefone para uma menina ou para sair com ela. Simplesmente por mostrar um forte e genuíno interesse de uma maneira saudável, você irá se separar da grande maioria dos homens que falha nessa área. Dois: ser muito claro com suas intenções. Deixe que a mulher saiba que você não está interessado em um relacionamento casual, mas tem o desejo em seu coração de, algum dia, ser um marido e pai. Três: se você estiver desanimado com a garota que você está namorando, não continue buscando-a. Uma mulher merece um homem que queira estar com ela e só com ela. Assim que você souber que ela não é a mulher que Deus lhe reservou, avise-a que você discerniu isso, mesmo que você só tenha saído com ela uma ou duas vezes.


E três conselhos para os homens que estão namorando ou são casados?

Um: seja um homem em busca do coração da sua esposa! Dois: sempre coloque as necessidades da sua esposa acima das suas próprias. Três: nunca fale negativamente sobre a sua esposa aos seus amigos.


Eu escrevi um artigo sobre a misandria – o ódio pelos homens. Como as mulheres podem apoiar os homens e encorajá-los a ser tudo o que podem ser?


Para os homens, ser respeitados pode ser uma necessidade tão forte assim como a necessidade de uma mulher de ser amada. Eu já encontrei algumas mulheres que eram excessivamente críticas com relação aos homens e rápidas em apontar as falhas de um homem aos outros. Isso é terrível para um homem. Além disso, por mais difícil que seja, tente confiar em um homem até que se prove o contrário. Infelizmente, muitos homens já deixaram algumas mulheres em situações muito trágicas. Isso levou a uma forte desconfiança nos homens, em geral. No entanto, existem homens bons por aí, em quem se pode confiar, e que têm o desejo de fazer a coisa certa. E isso pode prosperar quando ele sabe que as mulheres ao seu redor confiam e admiram-no.
_________________________________

Leia a entrevista completa em: http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=36231

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Como parar de ver pornografia


Se você ou alguém que você ama está viciado em pornografia ou sexo, é uma esperança saber que existem saídas para esse ciclo compulsivo. Mas, como acontece em qualquer vício, quebrá-lo é um grande desafio.

O processo de superar a pornografia deve incluir ações que lidam com os efeitos do vício na pessoa e nos outros, bem como ações que tornam o viciado mais forte e resistente, de modo que não se torne de novo uma vítima das tentações.

Os componentes a seguir formam um plano de ação para superar o vício em pornografia ou sexo.


Admita que há um problema

Muitas vezes temos dificuldade de reconhecer que há algo de errado conosco ou com nosso comportamento. Mas esse primeiro passo é vital. Se você não está disposto a admitir que perdeu o controle de si mesmo, e que ver pornografia ou se masturbar é um problema, então nenhuma outra dica vai funcionar direito.


Livre-se do material pornográfico

Se você quiser ter sucesso em superar o vício deve eliminar a pornografia de sua vida. Isso significa deletar ou jogar fora arquivos de computador, jogos, figuras, filmes, revistas e livros. Significa se livrar de e-mails antigos, transcrições de chat. Livrar-se disso tudo de uma vez, definitivamente, não apenas guardar em um local onde possa pegar depois. Dependendo do caso, talvez seja necessário cancelar inscrições em programas de mensagens instantânea (messengers), mudar o e-mail, ou mesmo o número de seu celular. E não se deve ter pena de fazer isso.


Traga as coisas para a luz

Como em muitos vícios, a fixação por sexo e pornografia cresce na escuridão. Traga as coisas para a luz. Isso significa confessar a alguém o que você fez. Pode ser para um líder religioso, mas pode ser também para pessoas de sua extrema confiança. Coloque seu computador em um lugar da casa onde qualquer pessoa que passe por ali possa ver o que você está fazendo e o que está no monitor.


Coloque limites em si próprio

Por exemplo, se o problema está na internet, instale um filtro, e peça para alguém colocar senha, de modo que você não saiba. Se você se sente tentado a passar em alguma locadora, banca de revistas ou clube “para maiores”, procure mudar sua rota, para evitar passar em frente desses lugares. Coloque limites significativos em si próprio.


Descubra seus "gatilhos" e planeje alternativas

Todo viciado tem alguns sentimentos, pensamentos ou experiências que precedem e levam à ação. Identifique os seus gatilhos e tente minimizá-los ou reagir de forma diferente a eles. Por exemplo, se o seu gatilho é ficar sem fazer nada, prometa a si mesmo que, quando isso acontecer, você vai caminhar por dez minutos, ou fazer um exercício. Se o seu gatilho é se sentir rejeitado, tente reafirmar seu valor pessoal. O importante é planejar previamente atividades diferentes para fazer na hora que sentir vontade de ver pornografia, como por exemplo: rezar, ligar para um amigo, fazer um exercício, ir para o cinema, conversar com um grupo de amigos, cantar músicas cristãs etc. É bom quando criamos um estilo de vida que substitua o comportamento de vício.

É importante também ir com o tempo refletindo em suas motivações mais profundas. As raízes de seu comportamento de vício em sexo e pornografia podem ter se plantado em tempos passados, com experiências que dificultaram o desenvolvimento físico, emocional ou espiritual. Exemplo disso pode ser: traumas, violências, abusos, rejeições, falta de perdão, orgulho, entre outras raízes. Conhecendo as raízes do problema, você terá mais conhecimento de si e mais ferramentas para mudar o cenário de seu hábito, permitindo uma cura de feridas mais profundas.


Partilhe com alguém de confiança

Uma das coisas importantes é ter um amigo ou amiga, pai, mãe, irmão, ou um líder religioso, enfim, uma pessoa a quem possa relatar com certa periodicidade sobre seus sucessos e falhas. Essa pessoa vai ajudar a colocar limites e controle em você mesmo, pois você sabe que já não é capaz por si mesmo de se segurar.

("O Filho Pródigo", quadro de Rembrandt)



Tenha uma vida de oração

O papel da oração é fundamental, e por oração entenda também arrependimento, confiança em Deus, entrega. Isso é difícil. Não gostamos de nos arrepender, porque não gostamos de admitir para nós mesmos que estamos errados. Não gostamos de entregar nossa vida a Deus, porque fomos ensinados a ter controle total sobre ela. Não gostamos de confiar em Deus, porque não acreditamos ou porque há um mau exemplo de alguém que você amava e que lhe traiu.
Muitas pessoas acham muito poderosa a oração do Rosário (o terço). E você não deve rezar só por você mesmo. Reze pelas pessoas que seu vício já prejudicou. E embora possa parecer estranho, reze também pelas mulheres e homens que você viu tendo seus corpos e imagem explorados no material pornográfico. Muitas dessas pessoas não estão ali porque querem, e não gostam daquilo, pelo contrário, sofrem muito com aquilo. Isso vai fazer com que você deixe de ver as pessoas como objeto, e passe a vê-las como pessoas que precisam de respeito e de amor verdadeiro, tanto quanto você.

Não se torne escrupuloso

Uma armadilha em que muitas pessoas caem é se tornar escrupuloso, examinando constantemente a si mesmo para ver se pecou ou não. Um jovem uma vez perguntou se estava pecando ou não, só porque tinha visto uma mulher bonita. É normal que homens se sintam atraídos por mulheres. Isso não é pecado, na verdade está no plano de Deus. Mas a diferença é quando, depois de olhar para a mulher, você passa a imaginar tudo que podia fazer com ela sexualmente. Isso é diferente...

Não se desespere

Jesus não veio ao mundo e morreu numa cruz para nos condenar justamente quando mais precisamos de ajuda. Ele veio para nos levantar e para salvar. O Senhor corrige, o demônio acusa. Você não é inimigo de Deus, você é seu filho(a) muito amado(a). Ele conhece tudo, mesmo as coisas que lhe envergonham. E Ele lhe ama com um amor que liberta, que aquece e conforta. Deus tem mais desejo de resgatar você do que uma mãe tem desejo de resgatar o filho de uma casa em chamas. Sair desse vício é possível. Só porque nunca nos livraremos das tentações não caia no erro de acreditar que todos os homens do mundo vêem pornografia e se masturbam. Não é assim. Jesus veio nos transformar, redimir nossa mentalidade, nos fazer livres. É possível ficar livre de pornografia e masturbação, não importa quantas vezes já tenha tentado. O processo pode ser longo. Você pode ter muitas recaídas. Mas a misericórdia de Deus é infinita e Ele estará sempre esperando por você.
____________________________

domingo, 29 de agosto de 2010

Masturbação e pornografia: como parar de se masturbar

Por Raymond Lloyd Richmond, Ph.D.

Perguntas e Respostas

Há cerca de um ano atrás eu fui para a confissão, e disse ao Padre que me masturbava e que via pornografia. Disse também o número de vezes, e também que já tinha ido comungar antes de confessar esses pecados. O padre então me disse que nada daquilo era pecado mortal no meu caso, porque aquilo estava me levando para o amor, e que eu devia continuar a comungar. O que dizer disso? Essa resposta me confundiu. De qualquer modo, continuo a ter problemas com esses vícios, e não sou capaz de resistir às tentações. Ainda vejo pornografia e ainda me masturbo. O que é que não consigo compreender, ou qual minha motivação por trás desse desejo, e por que não consigo parar?


Você já ouviu o ditado: “Com um amigo desses, você não precisa de inimigos”. Olha, com um padre como esse que você encontrou, você não precisa de demônios que tentam perder a sua alma. Jesus Cristo disse a Pedro: “Alimentai minhas ovelhas” (João 21, 15-19). No entanto, padres como esse estão alimentando suas ovelhas entregar para os lobos!

Ponto de vista teológico

Esse padre está errado teologicamente porque (a) o próprio Jesus Cristo nos disse que a luxúria – mesmo a luxúria apenas no coração – é um pecado mortal (1), segundo Mateus 5, 28. Ele também está errado porque (b) a Tradição da Igreja Católica preservou o ensinamento de Cristo através das gerações, e porque (c) o Catecismo da Igreja Católica (parágrafos 2351 a 2354) continua confirmando esse ensinamento.

Ponto de vista psicológico

Além disso, esse padre está errado psicologicamente, porque ele não entende o que é, realmente, o amor.

Auto-estimulação autística (ou seja, masturbação), não é uma questão de amor, é uma degradação do amor. O verdadeiro amor não busca nada para si próprio; ao invés, o verdadeiro amor é um ato de auto-sacrifício em prol da salvação das outras almas. A masturbação quer tudo para si; é uma forma sutil de vingança por não ter recebido o amor dos seus pais – especialmente o amor do pai.

Quando era criança, você se sentiu sozinho e abandonado, e teve que resolver as coisas com as próprias mãos. Você, basicamente, teve que crescer por si mesmo, sem a orientação dos pais. Então agora, já adulto, quando você se sente incapaz, sozinho, e abandonado, o que você faz? Você resolve as coisas com as próprias mãos – literalmente.


A pornografia surge da necessidade de depreciar uma “outra” pessoa. Na superfície, parece que a pornografia é apenas uma questão de prazer erótico. Mas quando o corpo humano se torna um brinquedo biológico, ele perde toda a dignidade humana, e sua degradação é um ato de agressão. A hostilidade pode ser inconsciente, ou pode ser abertamente violenta, mas, seja qual for o caso, tem sua raiz no ressentimento. E a quem esse ressentimento é dirigido? Como em todas as coisas psicológicas, o ressentimento se volta contra os pais. Lá no fundo, debaixo de toda aquela aparente excitação, e apesar da atração pelo que está sendo visto, existe escondida no escuro uma necessidade de machucar e insultar – “voltar a” – o que está por trás das cenas: uma mãe que devorou, rejeitou, ou abandonou, ao invés de cuidar; ou um pai que deixou de ensinar, guiar e proteger.

O erro nos fatos

Finalmente, esse padre está errado na própria realidade dos fatos, porque seu conselho não lhe ajudou em nada, além de confundir você.

Então, por que você se masturba?

O desejo de se masturbar

A ânsia em se masturbar começa porque, de algum modo, você tem se sentido incapaz, sem esperança, ou desfavorecido. Ela cresce em você por causa da (a) raiva inconsciente dos pais por eles não terem cuidado de você com amor verdadeiro, e (b) raiva inconsciente de si mesmo por se sentir tão incompetente devido à falta de amor verdadeiro. Esses sentimentos de desesperança e vazio variam em seus detalhes, de pessoa para pessoa e de situação para situação. Mas a questão é que, ao invés de se voltar para Deus na hora da sua dor emocional, você se deixa levar pelo desejo de resolver as coisas com as próprias mãos e se aliviar você mesmo do próprio desespero. Literalmente.

Onde está o amor nisso tudo? Esse tipo de comportamento não leva você ao amor, ele arrasta você direto para o hedonismo sado-masoquista do inferno.

O processo de cura

Para ficar curado dessa escravidão, primeiro aprenda a reconhecer esses sentimentos de desesperança e vazio, logo quando começam a aparecer. Perceba como eles se manifestam nas suas circunstâncias particulares. Será que eles surgem porque você está sobrecarregado de obrigações, sem assistência e orientação adequada, de modo que você se sente fatigado e solitário? Será que eles são uma questão de se sentir ofuscado pelos outros, de se sentir insultado e esquecido? Será que eles surgem a partir da sua própria confusão interior e da sua falta de confiança, de modo que você se sente preso e frustrado? Ou será que o problema está em outra questão?

Daí, então, transforme os sentimentos em linguagem; ou seja, explique conscientemente para si mesmo como esses sentimentos se conectam a sentimentos similares da sua infância. Lembre-se dos verdadeiros eventos da sua infância que fizeram surgir esses sentimentos, e descreva-os em detalhe.

Por fim, junte tudo isso e leve para a presença de Jesus Cristo, em oração. Peça que Ele lhe dê coragem e força para seguir em frente no meio desses sentimentos dolorosos, até alcançar a confiança na proteção divina. Procure a humildade da confiança, e não a satisfação de competir com os outros para fazer você se sentir mais forte. Admita sua miséria, e peça a graça para amar e para rezar por todos – mesmo seus inimigos – apesar do tratamento errado que você recebeu dos seus pais na infância, e que continua a receber, mesmo agora, de outras pessoas. E peça a Deus que o desejo de ter e sentir o verdadeiro amor cresça em você, e se sobreponha a todos os outros desejos.
Faça isso e você não apenas vai compreender o amor, você vai começar a vivê-lo.

_________________________________________
(1) Imagens eróticas passageiras que surgem espontaneamente em sua mente, entretanto, não necessariamente são pecados mortais, a não ser que você insista neles para obter prazer. Todas as fantasias passageiras são produtos intelectuais, e não atos da vontade; ou seja, eles são produtos da psicologia defensiva do inconsciente. Através de um cuidadoso exame (como descrevi no resto de minha resposta) você pode usar a ocorrência de tais fantasias para ajudá-lo a compreender suas dificuldades emocionais atuais.
_________________________________________

Traduzido de: http://www.chastitysf.com/q_masturbation.htm

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

O impacto da pornografia no casamento e na família

Por Jill Manning

Discurso ante a Subcomissão de Direitos Constitucionais, Civis e de Propriedade do Senado americano 9 de novembro de 2005
_______________________

Obrigado, distintos membros da Subcomissão. Agradeço a oportunidade de falar aqui aos Senhores.

Desde o advento da Internet, a indústria pornográfica tem se beneficiado de uma proximidade sem precedentes com os ambientes do lar, do trabalho e da escola. Como conseqüência, casais, famílias e indivíduos de todas as idades vêm sendo impactados pela pornografia de maneiras novas e frequentemente devastadoras.

Embora muitos pais trabalhem diligentemente para proteger sua família de materiais sexualmente explícitos, uma pesquisa patrocinada pelo Congresso mostrou que a pornografia pela Internet tem sido “muito intrusiva” [1]. Além disso, sabemos que uma variedade de práticas ilegais, fraudulentas e anti-éticas vem sendo usadas a fim de atrair novos clientes e erotizar atitudes que minam a saúde pública e a segurança. Esta investida em busca do lucro compromete o bem-estar de nossa juventude, e viola a privacidade daqueles que não desejam ficar expostos.

Alguns importantes especialistas no campo das adições (vícios) sexuais declaram que a atividade sexual on-line “está explodindo, e é um veneno para a saúde pública, em parte porque bem poucos a reconhecem como tal ou a levam a sério” [2].

As pesquisas mostram muitos efeitos sistemáticos da pornografia pela Internet, e que estão minando uma já vulnerável cultura do casamento e da família. Ainda mais perturbador é perceber que as primeiras gerações que cresceram usando a Internet ainda não atingiram a plena maturidade, portanto o alcance desses impactos ainda está por ser constatado. Adicionalmente, as numerosas pesquisas sobre os efeitos negativos apontam que é extremamente difícil, se não impossível, cidadãos comuns ou famílias combaterem sozinhas.

Este discurso não está fundamentado em relatos casuais baseados em pontos de vista pessoais, mas sim em achados de estudos publicados em revistas científicas reconhecidas. Eu entreguei à comissão um resumo dessa pesquisa, e peço que seja incluído nos autos.

A relação conjugal é um ponto lógico a ser examinado, pois consiste no fundamento da unidade familiar, e a união sexual é facilmente desestabilizada por influências externas à aliança marital. Além do mais, a pesquisa mostra que a maioria dos usuários de internet é casado, e a maioria das pessoas que procura ajuda para comportamentos sexuais problemáticos são homens heterossexuais casados. A pesquisa indica que a visualização e o consumo de pornografia pela internet está ligado aos seis tópicos seguintes, entre outros:

1. Aumento dos conflitos conjugais, com risco de separação ou divórcio;
2. Diminuição da intimidade conjugal e da satisfação sexual;
3. Infidelidade;
4. Desejo crescente por tipos mais explícitos de pornografia e atividade sexual associados com práticas abusivas, ilegais ou perigosas;
5. Desvalorização da monogamia, do casamento e da criação dos filhos;
6. Aumento no número de pessoas que lutam contra comportamentos sexuais compulsivos e aditivos (viciantes).

Estas tendências refletem um grupo de sintomas que prejudicam o fundamento sobre o qual os casamentos e as famílias bem sucedidas estão estabelecidas.

Enquanto a união matrimonial é a relação mais vulnerável à pornografia pela Internet, as crianças e adolescentes são o público mais vulnerável.

Quando uma criança vive em um lar onde um adulto está consumindo pornografia, ele ou ela encontra os seguintes riscos:

1. Diminuição da atenção e do tempo gasto pelos pais para com ele;
2. Aumento no risco de encontrar material pornográfico;
3. Aumento no risco de separação ou divórcio dos pais;
4. Aumento no risco de perda de emprego dos pais ou problemas financeiros.

Quando uma criança ou adolescente fica diretamente exposto à pornografia, os seguintes efeitos foram documentados:

1. Respostas emocionais traumáticas ou permanentemente negativas;
2. Precocidade maior da primeira relação sexual, aumentando portanto o risco de contrair DST’s ao longo da vida;
3. A crença de que a satisfação sexual plena é conseguida sem ter afeição pelo parceiro, reforçando, portanto, a comercialização do sexo e a objetificação de seres humanos;
4. A crença de que estar casado ou ter uma família são prospectos negativos;
5. Aumento no risco de desenvolvimento de compulsões sexuais e de comportamento aditivo (de vício);
6. Aumento no risco de exposição a informações incorretas acerca da sexualidade humana, muito antes que um menor seja capaz de contextualizar essas informações do modo que um cérebro adulto é capaz;
7. Aumento na ocorrência de práticas menos comuns (por ex.: sexo em grupo, bestialidade, ou atividade sado-masoquista).

Os Estados Unidos estão colocados entre os maiores produtores e consumidores de pornografia no mundo, e por isso o governo federal tem uma oportunidade única no sentido de ser o pioneiro em lidar com esse problema e seus danos.

Isso poderia incluir uma variedade de ações, por exemplo:

- Educar o público sobre os riscos do consumo de pornografia;
- Apoiar pesquisas que examinem os aspectos atualmente conhecidos da pornografia pela Internet;
- Alocar recursos para dar suporte a leis já em vigor, e por fim
- Implementar legalmente soluções técnicas que possam separar o conteúdo da Internet, permitindo aos consumidores escolher o tipo de conteúdo legal a que desejam ter acesso.

Concluindo, estou convencido de que a pornografia pela Internet está prejudicando as novas gerações de tal modo que suas chances de usufruir e manter relacionamentos duradouros estão sendo destruídas. Espero que este comitê venha a ponderar cuidadosamente medidas para reduzir os danos associados com a pornografia pela Internet. Agradeço ao comitê pela oportunidade de falar, e estou à disposição para suas perguntas.
________________________

[1] Mitchell, K. J., Finkelhor, D., Wolak, J. (2003). The Exposure of Youth to Unwanted Sexual Material on the Internet: A national survey of risk, impact, and prevention. Youth Society, 34(3), pp. 330-358.

[2]Cooper, A., Delmonico, D. L., Burg, R. (2000). Cybersex users, abusers, and compulsives: New findings and implications. Sexual Addictions Compulsivities, 7, 5-29.
________________

A Dra. Jill Manning é uma terapeuta de família que atende pessoas, casais e famílias que possuem uma variedade de dificuldades de relacionamento, questões d emudança de vida e crises pessoais. Suas áreas de especialidade incluem: comportamentos sexuais problemáticos, pornografia pela Internet, esposas de viciados em pornografia, ansiedade, depressão, distúrbios alimentares, luto e saúde mental feminina.
_________________

Traduzido de: http://www.heritage.org/Research/Testimony/Pornographys-Impact-on-Marriage-amp-The-Family

sexta-feira, 7 de maio de 2010

A epidemia de pornografia: pesquisas científicas


Por Kerby Anderson

A pornografia está deteriorando o tecido de nossa sociedade. No entanto, os cristãos na maioria desconhecem seu impacto, tornando-se apáticos com relação à necessidade de controlar esta ameaça.

A pornografia é um negócio de oito bilhões de dólares por ano [Nota: este artigo é de 1997, para dados mais atuais, clique aqui], e possui laços estreitos com o crime organizado. (1) Os lucros financeiros do pecado são enormes quando se trata de pornografia. Fornecedores de pornografia colhem enormes lucros com as vendas nas chamadas livrarias "adultas" e com a audiência de filmes e atuações ao vivo em teatros.

A pornografia envolve livros, revistas, vídeos e dispositivos. Ela migrou da periferia da sociedade para o consumo de massa através do aluguel de fitas de vídeo [Nota: artigo escrito em 1997, atualmente seriam DVD’s], televisão e vendas de revistas do chamado "soft-porn", bem como veiculação de filmes sexualmente explícitos na TV a cabo. Para alguns, a pornografia não passa de algumas fotos de mulheres com pouca roupa em poses sedutoras. Mas a pornografia se tornou muito mais do que apenas fotografias de mulheres nuas.

Cerca de 900 cinemas [Nota: dados dos Estados Unidos em 1997] exibem filmes pornográficos e mais de 15.000 livrarias e locadoras de vídeo “adultas” oferecem material pornográfico. Tais livrarias “adultas” superam o número de restaurantes McDonald's nos Estados Unidos por uma margem mínima de 3 para 1 (2). Em 1985, cerca de 100 filmes pornográficos de longa metragem foram distribuídos aos cinemas “adultos”, resultando em estimativas de vendas anuais de 50 milhões de dólares. (3) [Para dados mais atualizados clique aqui]

Definições

A Comissão da Procuradoria-Geral que lidou com o assunto pornografia em 1986 a definiu como material que “é predominantemente de sexo explícito e destina-se principalmente ao propósito de excitação sexual.” A pornografia Hardcore “é sexualmente explícita ao extremo, e desprovida de qualquer outro conteúdo ou propósito aparente.” (4)

Outro termo importante é a definição de obscenidade. A definição legal atual de obscenidade [nos Estados Unidos] se encontra no caso de 1973 de Miller vs. California. De acordo com o caso de Miller, o material é obsceno se forem cumpridas as três seguintes condições:
1. A pessoa normal, aplicando padrões contemporâneos da comunidade, acha que o trabalho, tomado como um todo, apela para interesses lascivos.
2. O trabalho mostra ou descreve, de modo claramente ofensivo, conduta especificamente definida como sexual pela lei aplicável do Estado correspondente, e
3. O trabalho considerado como um todo carece de valor sério, artístico, político ou científico (5).

Tipos de Pornografia

O primeiro tipo de pornografia é constituído pelas revistas para adultos. Estas são principalmente voltadas para um público adulto do sexo masculino (mas não exclusivamente). As revistas que têm a mais ampla distribuição (por exemplo, Playboy, Penthouse) não violam a norma da obscenidade de Miller e, portanto, podem ser distribuídas legalmente. Mas outras revistas que violam estas normas ainda estão disponíveis em muitas livrarias “adultas”.

O segundo tipo de pornografia são as fitas de vídeo-cassete [artigo escrito em 1997]. Estas são alugadas ou vendidas em livrarias “adultas”, e se tornaram uma indústria crescente para a pornografia. Pessoas que nunca iriam entrar em uma livraria para adultos ou em um cinema para assistir a um filme pornográfico irão obter estas fitas de vídeo através de livrarias ou pelo correio, podendo vê-las na privacidade de suas casas. Geralmente estes vídeos apresentam um elevado grau de pornografia “hardcore” e de atos ilegais.

O terceiro tipo de pornografia é o cinema. As normas de recomendação de idade mínima estão sendo relaxadas e muitos filmes com conteúdo pornográfico estão sendo apresentados e distribuídos para menores de 18 anos. Muitos filmes liberados hoje em dia contêm cenas que teriam sido consideradas obscenas apenas uma década atrás.

Um quarto tipo de material pornográfico é a televisão. Como no cinema, as normas para a televisão comercial têm sido continuamente relaxadas. Mas a televisão a cabo representa uma ameaça ainda maior. A lei não regula a TV a cabo da mesma maneira que faz com as estações de acesso público, assim, muitos filmes pornográficos são mostrados nela. Como acontece com as fitas de vídeo, a TV a cabo fornece à pessoa comum acesso fácil a material pornográfico. Pessoas que nunca iriam a uma livraria para adultos podem agora ver o mesmo material sexualmente explícito na privacidade de suas casas, através da TV a cabo.

Um quinto tipo de pornografia é a ciberpornografia. Fotos e filmes “hardcore”, bate-papo online, e até mesmo atos sexuais ao vivo pode ser baixados e vistos por praticamente qualquer pessoa através da Internet. Imagens sexualmente explícitas podem ser encontradas nas páginas web e em grupos de notícias, sendo de acesso muito fácil para qualquer pessoa de qualquer idade. O que estava disponível apenas para um pequeno número de pessoas dispostas a ir para o lado “underground” da cidade, agora pode ser visto em qualquer momento na privacidade do lar.

Um último tipo de pornografia é o áudio. Este inclui serviços de conversa pornográfica pelo telefone mediante pagamento de uma taxa, e representam o segundo mais rápido crescimento do mercado de pornografia. Embora a maioria das mensagens se encontre dentro da definição de Miller de obscenidade, essas empresas continuam a prosperar e esses serviços muitas vezes são mais utilizados por crianças.

De acordo com Henry Boatwright (presidente do Conselho Consultivo de Preocupações Sociais dos Estados Unidos), aproximadamente 70 por cento das revistas pornográficas vendidas acabam nas mãos de menores. A organização “Mulheres Contra a Pornografia” estima que cerca de 1,2 milhões de crianças são anualmente exploradas no comércio sexual (prostituição e pornografia infantil).

Efeitos Psicológicos

O psicólogo Edward Donnerstein (University of Wisconsin) descobriu que uma breve exposição a formas violentas de pornografia pode levar a atitudes e comportamentos anti-sociais. Espectadores do sexo masculino tendem a ser mais agressivos em relação às mulheres, menos sensíveis à dor e ao sofrimento das vítimas de estupro, e mais dispostos a aceitar vários mitos sobre o estupro (6).

Pesquisadores descobriram que a pornografia (especialmente pornografia envolvendo violência), pode produzir uma variedade de efeitos indesejáveis, tais como estupro e coerção sexual. Especificamente, eles descobriram que essa exposição pode levar ao aumento do uso de coerção ou de estupro, (7) ao aumento de fantasias de estupro, (8) e dessensibilização à violência sexual e banalização do estupro (9).

Em uma tentativa de isolar o papel da violência separadamente do papel do sexo em situações induzidas por pornografia, James Check (York University in Canada) conduziu um experimento onde homens eram expostos a diferentes graus de pornografia, algumas violentas, outras não. Todos os grupos apresentaram a mesma mudança de atitude, ou seja, uma maior inclinação a usar a força como parte do sexo (10).

Em um estudo, os pesquisadores Dolf Zillman e Jennings Bryant investigaram os efeitos da pornografia não violenta na insensibilidade sexual e na banalização do estupro. Eles mostraram que a exposição continuada à pornografia teve sérios efeitos adversos nas crenças sobre a sexualidade em geral e sobre as atitudes em relação às mulheres em particular. Eles também descobriram que a pornografia insensibiliza as pessoas para o estupro enquanto crime (11). Estes pesquisadores também descobriram que a exposição maciça à pornografia estimula o desejo por materiais cada vez mais desviantes que envolvam violência (estupro e sadomasoquismo) (12).

Dolf Zillman mediu o impacto que o fato de ver pornografia tem no ponto de vista do sujeito quanto ao que constitui para ele uma prática sexual normal. O grupo que viu a maior quantidade de pornografia apresentou índices muito maiores de incidência de sexo oral, sexo anal, sexo grupal, sadomasoquismo e bestialidade em sua classificação de prática sexual normal do que outros dois grupos (13).

Um estudo mostrou que a pornografia pode diminuir a satisfação sexual da pessoa (14). Os pesquisadores descobriram que pessoas expostas à pornografia não violenta relataram diminuição da satisfação com a aparência física, o afeto, a curiosidade e o desempenho sexual do parceiro sexual. Eles também eram mais inclinados a dar mais importância ao sexo sem envolvimento emocional.

Em um estudo de âmbito nacional, os pesquisadores Larry Baron e Murray Strauss, da Universidade de New Hampshire, encontraram uma forte correlação estatística entre as taxas de circulação de revistas pornográficas e as taxas de estupro (15). Eles descobriram que em estados com taxas de grande circulação, as taxas de estupro também eram elevadas. E em estados com taxas baixas de circulação, as taxas de estupro também tendiam a ser baixas.

Evidentemente, uma correlação estatística não prova que a pornografia causa estupros. Certamente, nem todas as pessoas que vêem pornografia tornam-se estupradores. E é possível que o estupro e o consumo de pornografia estejam apenas indiretamente relacionados com outros fatores, como a permissividade social e atitudes “tipo macho” entre os homens. De fato, o Baron e Strauss realmente examinaram alguns desses fatores em seu estudo, mas não encontraram qualquer correlação significativa.

Estudos posteriores mostraram resultados semelhantes. Os pesquisadores Joseph Scott (um homem que testemunha com freqüência a favor dos editores de pornografia nos tribunais) e Loretta Schwalm, da Ohio State University, examinaram ainda mais fatores do que Baron e Strauss (incluindo a circulação de revistas não-sexuais), e ainda assim não puderam eliminar a correlação entre pornografia e estupro. (16)

Darrell Papa, detetive de polícia do estado de Michigan, constatou que em 41 por cento dos 38.000 casos de agressão sexual em Michigan (1956 a 1979) o criminoso viu material pornográfico pouco antes ou durante o crime. Isto corrobora a pesquisa feita pelo psicoterapeuta David Scott, que descobriu que "metade dos estupradores estudados na pesquisa viam pornografia para se excitar, imediatamente antes de sair à procura de uma vítima." (17)

Efeitos Sociais

Definir os efeitos sociais da pornografia tem sido difícil por causa de algumas teorias dominantes sobre seu impacto. Certo ponto de vista chega a dizer que a pornografia exerce uma função positiva na sociedade, agindo como um "fator de segurança" ou “válvula de escape” para os potenciais agressores sexuais.

O mais famoso proponente desta visão foi Berl Kutchinsky, criminologista da Universidade de Copenhagen. Seu famoso estudo sobre a pornografia descobriu que, quando o governo dinamarquês retirou restrições à pornografia, o número de crimes sexuais diminuiu. (18) Sua teoria era que a disponibilidade de pornografia “canalizava” impulsos sexuais perigosos. Mas quando os dados de sua teoria de “válvula de escape” foram posteriormente avaliados, começaram a aparecer muitas falhas de sua pesquisa.

Por exemplo, Kutchinsky falhou em não distinguir entre diferentes tipos de crimes sexuais (por exemplo, estupro, atentado ao pudor, etc) e, em vez disso, simplesmente os considerou juntos. Isso efetivamente mascarou um aumento nas estatísticas de estupro. Ele também falhou ao não levar em conta que a tolerância crescente para com certos crimes (por exemplo, nudez em público, sexo com menor de idade) pode ter contribuído para uma queda nos crimes relatados.

Provar relações de causa e efeito na pornografia é praticamente impossível, porque eticamente os pesquisadores não podem fazer determinados tipos de investigação. O pesquisador Dolf Zillman diz: "Os homens não podem ser colocados em risco de desenvolver inclinações sexualmente violentas através da ampla exposição à pornografia violenta ou não-violenta, e as mulheres não podem ser colocados em risco de serem vítimas de tais inclinações." (19)

Deborah Baker, assistente jurídica e diretora executiva de um grupo anti-obscenidade, concorda que seria muito difícil conseguir uma prova conclusiva de uma ligação entre pornografia e crime:

“O argumento de que não existem estudos reconhecidos mostrando uma ligação entre pornografia e crimes violentos é apenas uma cortina de fumaça. Aqueles que promovem essa postura bem sabem que essa pesquisa nunca será feita. Seria necessária uma amostragem de mais de mil homens, expostos à pornografia na puberdade e adolescência, enquanto outro grupo permaneceria totalmente isolado de sua influência em todas as suas formas e graus diferentes. Cada grupo então teria de ser acompanhado através da prática de crimes violentos ou não. Apesar da falta de investigação formal, porém, as estatísticas do próprio FBI mostram que a pornografia é encontrada em 80 por cento das cenas de crimes sexuais violentos, ou nas casas dos agressores” (20).

No entanto, há uma série de estatísticas convincentes que sugerem que a pornografia de fato tem profundas consequências sociais. Por exemplo, dos 1.400 casos de abuso sexual infantil em Louisville, Kentucky, entre julho de 1980 e fevereiro de 1984, a pornografia adulta esteve presente em cada um dos incidentes, e a pornografia infantil estava ligada com a maioria deles (21). Extensas entrevistas com agressores sexuais (estupradores, culpados de incesto, e molestadores de crianças) trouxeram à tona uma grande porcentagem de criminosos que utilizavam a pornografia para se excitar antes e durante seus ataques. (22) Agentes policiais viram o impacto que a pornografia teve sobre os assassinatos em série. De fato, o consumo de pornografia é uma das características mais comuns do perfil de assassinatos em série e estupradores (23).

O professor Cass Sunstein, escrevendo no Duke Law Journal, diz que algumas violências sexuais contra as mulheres "não teriam ocorrido, se não fosse a circulação massiva de pornografia." Citando dados interculturais, ele conclui:

“A liberalização das leis sobre pornografia nos Estados Unidos, Grã-Bretanha, Austrália e nos países escandinavos, tem sido acompanhada por um aumento nas taxas de estupro relatados. Nos países onde as leis de pornografia não foram liberalizadas tem havido um aumento menos acentuado no número de estupros. E nos países em que as restrições foram adotadas, os estupros diminuíram” (24).

Em sua introdução para uma reimpressão do Relatório Final da Comissão da Procuradoria Geral da República sobre a pornografia, o colunista Michael McManus observou que:

“O FBI entrevistou duas dúzias de assassinos sexuais na prisão, que haviam matado múltiplas vítimas. Cerca de oitenta e um por cento disseram que seu maior interesse sexual era ver pornografia. Eles colocaram suas fantasias sexuais em prática com pessoas reais. Por exemplo, Gary Arthur, acusado de abusar sexualmente e matar cinco meninos, disse: ‘Se o material pornográfico não me tivesse sido disponibilizado, o mais provável é que minhas atividades sexuais não teriam chegado ao grau que chegaram’. Ele disse que o impacto da pornografia nele foi ‘devastador.... Eu sou um pedófilo homossexual condenado por assassinato, e a pornografia e foi um fator determinante na minha queda’.” (25)

O Dr. James Dobson entrevistou Ted Bundy, um dos serial killers mais conhecidos nacionalmente. No dia anterior à sua execução, Ted Bundy disse que "a maioria dos tipos nocivos de pornografia são aqueles que envolvem violência e violência sexual. Porque o casamento dessas duas forças, que eu conheço muito bem, traz um comportamento que é simplesmente, simplesmente terrível demais para descrever. "(26)

Passos para combater a pornografia

Primeiramente os pais devem ensinar aos seus filhos uma visão integral e cristã da sexualidade.

Em segundo lugar, devemos avaliar nossa exposição à mídia (revistas, TV, música) que contenha temas sexuais inapropriados. Os pais devem dar um exemplo positivo para os filhos, e discutir com eles acerca desses programas e músicas etc.

Em terceiro lugar, líderes religiosos devem advertir seus fiéis sobre os perigos da pornografia, e instruí-los em uma visão sadia da sexualidade.

Em quarto lugar, os pais devem bloquear o acesso a sites pornográficos através de softwares apropriados para bloquear esses conteúdos. Eles devem também procurar estar perto dos filhos quando eles estão na internet, conversando com eles sobre o tempo de acesso. Entrar pela madrugada na internet pode ser um mal sinal.

Em quinto lugar, cada cristão deve se envolver em um grupo e se organizar para lutar socialmente contra a pornografia. Em muitas localidades esse tipo de grupo encontrou sucesso.

Em sexto lugar, devemos expressar nossa preocupação às autoridades (através de cartas e petições) sobre os perigos da pornografia e a presença de casas de “diversão”, livrarias ou locadoras pornográficas.

Em sétimo lugar, ao receber material pornográfico por e-mail, cabe relatar o spam ao serviço responsável na internet, para que providências possam ser tomadas.
_______________________

Notas

1. Report of the Attorney General's Task Force on Family Violence, U.S. Department of Justice, Washington, D.C., 112.

2. "Effect of Pornography on Women and Children," U.S. Senate Judiciary Committee, Subcommittee on Juvenile Justice, 98th Congress, 2nd Session, 1984, 227.

3. "The War Against Pornography," Newsweek, 18 March 1985, 60.

4. Final Report of the Attorney General's Commission on Pornography, ed. Michael McManus (Nashville, Tenn.: Rutledge Hill Press, 1986), 8.

5. Ibid.

6. Edward Donnerstein, "Pornography and Violence Against Women," Annals of the New York Academy of Science, 347 (1980), 277-88.

7. Edward Donnerstein, "Pornography: Its Effects on Violence Against Women," in Malamuth and Donnerstein, eds., Pornography and Sexual Aggression (New York: Academic Press, 1984).

8. Neil Malamuth, "Rape Fantasies as a Function of Repeated Exposure to Sexual Violence," Archives of Sexual Behavior, 10 (1981): 33-47.

9. Linz, Donnerstein, and Penrod, "The Effects of Multiple Exposures to Filmed Violence Against Women," Journal of Communication, 34 (1984): 130-47.

10. James Check, "The Effects of Violent and Nonviolent Pornography," Department of Justice, Ottawa, Canada, submitted June 1984.

11. Dolf Zillman and Jennings Bryant, "Pornography, Sexual Callousness, and the Trivialization of Rape," Journal of Communication, 32 (1982): 10 21.

12. Zillman, Bryant, Carveth, "The Effect of Erotica Featuring Sadomasochism and Beastiality of Motivated Inter-Male Aggression," Personality and Social Psychology Bulletin, 7 (1981): 153-59.

13. Dolf Zillman, "Effects of Prolonged Consumption of Pornography," a paper prepared for the Surgeon General's Workshop on Pornography and Public Health, Arlington, Va., 22-24 June 1986.

14. Dolf Zillman and Jennings Bryant, "Pornography, Sexual Callousness, and the Trivialization of Rape," Journal of Communications 32(1982): 15.

15. Larry Baron and Murray Strauss, "Legitimate Violence and Rape: A Test of the Cultural Spillover Theory," Social Problems 34 (December 1985).

16. Joseph Scott and Loretta Schwalm, "Rape Rates and the Circulation Rates of Adult Magazines," Journal of Sex Research, 24 (1988): 240-50.

17. David Alexander Scott, "How Pornography Changes Attitudes," in Pornography: The Human Tragedy, ed. Tom Minnery (Wheaton, Ill.: Tyndale House Publishers).

18. Berl Kutchinsky, "The Effect of Easy Availability of Pornography on the Incidence of Sex Crimes: The Danish Experience," Journal of Social Issues, 29 (1973): 163-81.

19. Dolf Zillman, "Pornography Research and Public Policy," in Dolf Zillman and Jennings Bryant, eds., Pornography: Research Advances and Policy Considerations (New York: Academic Press, 1989), 387-88.

20. Deborah Baker, "Pornography Isn't Free Speech," Dallas Morning News, 17 March 1989, Op. Ed. Page.

21. Testimony by John B. Rabun, deputy director, National Center for Missing and Exploited Children, before the Subcommittee on Juvenile Justice of the Senate Judiciary Committee, 12 September 1984.

22. W. Marshall, "Pornography and Sex Offenders," in Dolf Zillman and Jennings Bryant, eds.,Pornography: Research Advances and Policy Considerations (New York: Academic Press, 1989).

23. "The Men Who Murdered," FBI Law Enforcement Bulletin, August 1985.

24. Cass R. Sunstein, "Pornography and the First Amendment," Duke Law Journal, September 1986, 595ff.

25. Final Report, ed. McManus, xvii.

26. Interview with Dr. James Dobson with Ted Bundy in Starke, Florida, on 23 January 1989.

© 1997 Probe Ministries International
_______________________________

Trecho traduzido de:
http://leaderu.com/orgs/probe/docs/pornplag.html

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Masturbação, pornografia e o sentido esponsal do corpo


Por Anthony Percy

A revolução sexual tem sido comparada a um esgoto com muitos bueiros. A pornografia e a masturbação são dois “bueiros” desse “esgoto”. A sexualidade pode se tornar perversa. Ao invés de tornar as pessoas livres, como deve acontecer com marido e mulher, o sexo se torna uma forma de escravidão.

A pornografia e a masturbação representam a destruição do sentido esponsal e simbólico do corpo humano. Na pornografia se apresenta uma imagem. O foco está tão somente no visível e no erótico. A pessoa humana é reduzida ao que pode ser visto. Não há nenhum traço da dimensão invisível – da intimidade e sacralidade da pessoa humana. Note-se, também, que na pornografia não há ninguém ali. É um mundo de fantasia. Ninguém está realmente presente.

Portanto, quando um homem olha repetidamente para pornografia, ele encontrará dificuldade em se relacionar com mulheres na vida real. Ele se acostuma a ver as mulheres como objetos a serem usados. Ele se contenta com uma visão apenas erótica da mulher, e por isso destrói o sentido esponsal e simbólico do corpo humano. A luxúria toma o lugar do amor, e a fantasia substitui a realidade.

Muito disso tudo pode ser dito também da masturbação. Ela é um mundo irreal de fantasia. Note-se, entretanto, o modo como a masturbação destrói o sentido esponsal do corpo. Deus dotou todos os homens e mulheres de energia sexual. Chamamos talvez de desejo sexual. Isso é bom, e faz parte da atração entre homem e mulher, que é parte constituinte do sentido esponsal do corpo. A energia sexual, portanto, precisa encontrar sua expressão no amor, não na luxúria.

A energia erótica foi feita para ser direcionada a outra pessoa, no amor. Se você é homem, então ela se direciona para a mulher, e vice versa. Na masturbação a energia sexual se volta para si mesmo. A pessoa se torna sexualmente “vesga”. O que foi feito para uma outra pessoa se volta para a gratificação de si mesmo. A masturbação, portanto, é um símbolo não do amor, mas do egoísmo.
_________________________

Trecho do Livro: “Theology of the Body Made Simple”, de Anthony Percy, p. 63.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Pornografia e relações sexuais distorcidas

Recente artigo do Pe. John Flynn, L. C., que saiu na revista eletrônica ZENIT, é muito interessante. Veja o artigo completo... Abaixo, alguns trechos do artigo:

"
ROMA, quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010 (ZENIT.org). – A pornografia é uma distorção visual da sexualidade que supõe uma grande ameaça ao matrimônio, afirma um estudo publicado em dezembro pela Family Research Council.

Patrick F. Fagan, membro e diretor do Centro de Investigação sobre o Matrimônio e a Religião, descrevia os efeitos sociais e piscológicos da pornografia em seu estudo The Effects of Pornography on Individuals, Marriage, Family and Community.

Contrário ao argumento de que a pornografia é um prazer inofensivo, Fagan fazia referência às evidências clínicas que mostram que a pornografia distorce de modo significativo as atitudes e percepções sobre a natureza da sexualidade.

Se os consumidores regulares de pornografia são homens, tendem a ter uma tolerância maior com o comportamento sexual anormal, observava o estudo. Também é um habito muito viciante, devido à produção de hormônios que estimulam as partes responsáveis pelo prazer no cérebro.
(...)
Ao tratar sobre as consequências para o matrimônio, Fagan faz referência a estudos que demonstram como as mulheres são afetadas pelo consumo de pornografia dos maridos.

Em muitos casos, as esposas desses consumidores de pornografia sofrem danos psicológicos profundos, observava. Entre eles, sensações de traição, perda e desconfiança.
(...)
O distanciamento emocional das esposas e o próprio casamento sofrem as consequências. Fagan dizia que o consumo da pornografia e de outras formas de contato sexual online é considerado por muitas esposas tão prejudicial para a relação como uma infidelidade na vida real.
(...)
A pornografia portanto não só danifica matrimônios, mas também tem um forte impacto nos adolescentes. Um estudo sobre adolescentes mostrava que o consumo habitual de pornografia fazia com que não fossem leais com suas namoradas. De igual forma, o uso de pornografia aumentava depois sua infidelidade matrimonial em mais de 300%.
"

sábado, 13 de fevereiro de 2010

O mal que a pornografia faz

Por Pe. Thomas Loya

1º de fevereiro de 2010

Mulheres, da próxima vez que forem à Igreja, olhem por um momento para todos os homens presentes ali, mesmo os melhores deles. Por favor, recite uma oração por eles, pois ao olhar ao seu redor, é seguro dizer que a maioria dos homens que você está vendo são viciados em pornografia, ou ao menos possuem algum contato com ela, ou têm algum problema com pornografia. Sim, mulheres, acreditem em mim, é sério assim mesmo. Eu me dirijo às mulheres porque elas sempre têm mais a perder quando as coisas não andam de acordo com a ordem da Teologia do Corpo. Os homens também têm muito a perder através desse vício da pornografia, mas o custo para as mulheres geralmente não é compreendido totalmente.

A pornografia, de certo modo, é pior que o adultério. Pelo menos no caso do adultério a esposa tem pessoas tangíveis para lidar, duas pessoas que pode confrontar. Mas a pornografia subsiste no mundo secreto e inalcançável das fantasias de um homem. O vício em pornografia tira o que pertence merecidamente à esposa e enterra isso em um abismo egoísta feito de fantasias. A sexualidade humana, e em particular a união em uma só carne entre marido e mulher fala a linguagem, a teologia, de um total dom de si mesmo, um para o outro. Um homem e uma mulher se doam completamente, um para o outro, precisamente através de seus corpos, que possuem um sexo masculino ou feminino. Mas com o vício da pornografia o homem se dá a si mesmo, ou se entrega a uma fantasia. Isso deixa sua mulher emocionalmente distante e debilitada. Ela não consegue alcançar nele o que lhe pertence de direito. Ela fica sozinha, fora do campo onde o marido se auto-absorve.

Ao contrário da alegação daqueles que usam a pornografia a fim de “melhorar” suas experiências de intimidade sexual, o que a pornografia faz é deixar o casal mais longe um do outro. Com o tempo o marido vai achando sua mulher cada vez menos atrativa, pois ela não consegue “concorrer” com as “fantásticas” imagens que a pornografia proporciona. Para compensar, o marido muitas vezes cria expectativas sobre suas relações conjugais que a mulher acha sem sentido. Ou simplesmente o marido inicia relacionamentos extra-conjugais.

Existem dimensões bioquímicas no vício em pornografia. Os cérebros dos homens são diferentes dos cérebros das mulheres em vários aspectos. Para os homens as imagens visuais têm o poder de se fixarem de modo definitivo no cérebro. Isso coloca a mulher ainda em pior posição. Durante a intimidade conjugal, as imagens presentes na mente do marido não são aquelas da sua esposa, que está logo ali em contato físico com ele, mas sim as imagens das estrelas pornográficas e das ações que viu nos filmes e que ficaram marcadas em seu cérebro. Os fatores bioquímicos ajudam a explicar porque o vício em pornografia é tão difícil de vencer. Ações e imagens repetidas ficam marcadas em canais neuronais permanentes no cérebro. E já que a finalidade da pornografia é a auto-estimulação, os novos caminhos neuronais criados pelo hábito da auto-estimulação fazem o desejo (eros) do marido se voltar para si mesmo, tornando-o incapaz de realizar um dom de si para sua mulher. Isso também torna os homens menos capazes de serem bons maridos.

Mulheres, antes de pensar em se casar com um rapaz, certifiquem-se de perguntar sobre seu histórico com pornografia. Tomara que ele não tenha nenhum.

Espero que esse artigo tenha servido como um alarme, a fim de motivar um compromisso de para com o que chamo de “assassino silencioso” de nossa cultura – a pornografia. No próximo artigo veremos como podemos matar esse “assassino silencioso” através da linguagem da Teologia do Corpo.
_______________________________

Traduzido de: http://tob.catholicexchange.com/2010/02/01/1571/

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

O homem e a pornografia


O que a pornografia faz com um homem? Para iniciantes, ela rouba do homem a capacidade de ser um homem. A essência da masculinidade consiste na prontidão em negar a si mesmo pelo bem da pessoa amada. É por isso que Paulo lembra aos esposos, na Carta aos Efésios, que seu amor deve ser como o de Cristo, que se permitiu ser crucificado pelo bem da sua amada, a Igreja (Efésios 5, 21-33).

A pornografia acaba com este chamado. Pergunte a si mesmo: Não lhe daria muita raiva se um homem olhasse para sua filha ou esposa do mesmo jeito que olha para pornografia? Ao invés de negar a si mesmo pelo bem da esposa, o homem, através do uso da pornografia, nega à mulher sua dignidade a fim de satisfazer os próprios desejos egoístas por prazer. Em essência, a pornografia é uma rejeição de nosso chamado de amar como Deus ama. Não é surpresa que as pessoas que usam pornografia nunca estão satisfeitas. Só o amor pode satisfazer.

A pornografia gradualmente acaba com a capacidade do homem de amar. É impossível amar uma fantasia, mas viver em um mundo de fantasia permite a um rapaz escapar da realidade e fugir das demandas do amor autêntico. De certo modo, o fato de que a pornografia permite ao homem fomentar suas fantasias sem ter que se preocupar com gravidez ou com doenças sexualmente transmissíveis (DST’s) é parte do problema. Isso encoraja o homem a viver em um mundo onde a sexualidade oferece apenas prazer, sem nenhum sentido nem conseqüências, um lugar onde “ninguém engravida, ninguém pega uma doença, ninguém mostra sinais de culpa, medo, remorso, vergonha ou desconfiança. Ninguém sofre por causa das atividades sexuais dos outros, e o homem, no mínimo, são sempre livres de preocupação, irrestritos... A prioridade de proteger amorosamente a parceira é de pouco valor na pornografia porque não parece existir nenhum dano com ela” (1)

Falando de forma simples, a pornografia é renunciar ao amor. Como disse o escritor Christopher West: “[A pornografia] almeja fomentar precisamente aquelas distorções dos nossos desejos sexuais contra as quais devemos lutar se queremos descobrir o verdadeiro amor” (2). Para a pessoa que se permite ver pornografia, o objetivo do sexo se torna a satisfação das “necessidades” eróticas, e não a comunicação de amor e de vida. A pornografia leva o homem a avaliar uma mulher somente pelo que ela pode lhe dar, ao invés de avaliar pela pessoa que ela é.

Alguns rapazes vão menosprezar tudo isso, dizendo: “Homens são homens”, ou “Estou apenas apreciando a beleza das mulheres”, ou “Eu gosto dos artigos e entrevistas das revistas”. Algumas vezes eles vão perceber como esses argumentos não são nada convincentes, e se tornarão ressentidos, dizendo “Você quer reprimir a sexualidade e tirar a liberdade das mulheres. Não é saudável que você tenha um apreço tão pequeno pelas mulheres!”. Esse ressentimento chegou até os letreiros das casas de “strip”, que fazem propaganda do estabelecimento como “clube de cavalheiros”, para “entretenimento adulto”. Ter as palavras “cavalheiro” ou “adulto” associadas com uma boate de “strip” é nada menos que fascinante. Por que um homem sentiria a necessidade de justificar que seu comportamento é maduro e cavalheiresco? Você pode se lembrar de alguma vez em que um adulto tenha precisado lembrar aos outros que é maduro? Ou você pode pensar em alguma atividade na terra onde um cavalheiro precise anunciar que é um? Normalmente as ações falam por si próprias. Além do mais, um cavalheiro não precisa pagar uma mulher para ela fingir que gosta dele.

Portanto, mesmo quando a falta de controle de um homem o faz lembrar um menino, e nada em seu comportamento se concilia com o título de “cavalheiro”, ele ainda sente uma necessidade de se identificar com a masculinidade autêntica. Isso se deve porque, não importa o quanto tenhamos caído, Cristo mesmo assim estampou em nosso ser o chamado para amar como Ele amou. Se pudéssemos ao menos retirar a distorção, desfazer as mentiras e humildemente ir ao encontro do Senhor em toda nossa natureza ferida e machucada, Ele ressuscitaria e nos transformaria em homens verdadeiros.

1. Wetzel, Sexual Wisdom, 72.
2. West, Good News About Sex and Marriage, 84.
Alguns dos conteúdos deste artigo foram adaptados de www.pureloveclub.com, do autor Jason Evert.
________________________________

Traduzido e adaptado de: http://www.whodoesithurt.com/who-does-it-hurt/men