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domingo, 19 de fevereiro de 2017

O desafio da castidade - Criando uma cultura da castidade

Vivemos em um mundo que absolutamente não acredita que é possível viver a castidade. O mundo nem sequer entende direito o que é castidade. A maioria das pessoas, durante o percurso de toda uma vida, normalmente não entra em contato com nenhuma explicação séria sobre o assunto. Nenhum artigo sensato sob o ponto de vista da moral e dos bons costumes. Nenhum vídeo ou programa de televisão explicando o real sentido do amor e da castidade. Nenhuma pessoa próxima disposta a dar um bom conselho.

Ao contrário, a sensação que se tem, de modo geral, é que a castidade é impossível. Só o que se escuta são aquelas risadas de quem faz pouco caso do assunto. Se a gente experimenta falar sobre castidade para uma pessoa aleatória com quem temos que conviver na vida, damos de cara com aqueles olhares que parecem nos perguntar se a gente é de outro mundo.

Também não é para menos. Pare um pouco para pensar. Independente do nível de engajamento na Igreja que você tenha, a probabilidade é que você tenha ouvido falar muito pouco, ou quase nada, sobre castidade. Se você participa de grupos de oração para jovens, eu pergunto: quantas formações seu grupo já lhe proporcionou sobre o assunto? Se você vai para a Igreja no Domingo, quantas vezes você já ouviu o Padre falar sobre castidade no sermão? Se você tem uma família católica, quantas vezes seu pai ou sua mãe já conversou com você para lhe orientar sobre o que é, e qual a importância da castidade?

E mesmo que você já tenha ouvido palestras, sermões, ou conversado com alguém sobre o assunto, provavelmente (pare pra refletir) você já ouviu, leu, viu, entrou em contato com muito material que leva você para longe, bem longe da castidade, com uma frequência muito, mas muito maior mesmo.  Não estou falando só de pornografia. Estou falando de programas de televisão no domingo de tarde. Estou falando de artigos de revistas para adolescentes. Estou falando de conversas no corredor do colégio ou da faculdade.

É uma luta desigual. Você pode até dizer que não é influenciável, mas todos nós, uns mais outros menos, sofremos a influência do que vemos, ouvimos, lemos, discutimos. É uma luta desigual comparar uns poucos minutos de pregação sobre castidade que você já teve em sua vida, com uma infinidade de artigos de revista, de programas de televisão, de conversas com amigos, e tantas outras coisas que levam para longe, muito longe da castidade.

É de admirar que mesmo com a balança pesando tanto a favor do lado ruim, ainda exista gente que vive a castidade nesse mundo. Mas existe. E não são poucos. Cito o exemplo de uma pesquisa americana. Muitos esperariam um crescimento na atividade sexual na adolescência nos últimos anos, a julgar pela difusão da pornografia e da "sexualização" da sociedade. Mas, na verdade, essa pesquisa revelou que, de 1991 a 2007, não existiu crescimento acelerado na atividade sexual dos jovens. Pelo contrário, a tendência é de estagnação, ou mesmo de queda (1). E, dos que já tiveram experiência sexual, aproximadamente dois terços (dois de cada três) disse se arrepender de ter não ter esperado mais. (2)

Isso, para mim, só pode significar uma coisa: a consciência pessoal continua viva. Continua firme e forte. Para aqueles que não cedem às pressões da sociedade, e seguem sua consciência, é possível viver a castidade.

Significa também que o terreno está aí, pronto para receber a semente. Muitos jovens estão sedentos de alguém que lhes explique o que é castidade. Uma voz que lhes convide a ser mais gente, mais humano, mais razoável. Alguém que lhes desafie a ser o melhor que podem ser e fazer de si mesmos. Os jovens querem ser dignos, eles querem ser castos. Só precisam de ajuda para isso.

Precisamos criar uma cultura da castidade. Precisamos de textos, de vídeos, de artigos, de pessoas que falem de castidade, que expliquem o que é, que falem de sua beleza, que falem de tudo que podemos ganhar com ela. Precisamos criar material e influenciar a cultura. Precisamos virar o jogo. É possível. E o primeiro passo é tirar da cabeça das pessoas essa idéia de que castidade é uma coisa do outro mundo. 

A princípio as pessoas podem até ficar chocadas com o que vão ouvir. Mas precisamos estar preparados para isso. Precisamos ser agentes de mudança. Primeiramente, precisamos acreditar nós mesmos na beleza e na possibilidade da castidade. Vivê-la e acreditar em seu poder de nos fazer mais felizes.

Você topa o desafio?

Aqui no blog vamos continuar tentando ajudar a criar essa cultura da castidade. Reze por nós.



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Notas:

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Porque estou esperando pelo casamento para ter sexo

Por Maura Byrne | Fundadora de "Made in his image"



Minha caixa de e-mails é inundada diariamente com perguntas de jovens mulheres, dizendo: Meu namorado diz que, se eu realmente o amo, deveria fazer sexo com ele. Se eu não tiver relações sexuais com ele, eu tenho medo que ele vá me deixar. Se eu não der o que ele quer, tenho medo que ele vá me trair. Meu namorado vê pornografia e isso me faz sentir como se eu não fosse o suficiente. Meus amigos me dizem que, se eu realmente o amo, então deveria dormir com ele. Eu só quero me sentir amada e desejada. Estas são apenas algumas das coisas que eu leio diariamente.

A minha esperança é que Deus Pai venha lhe inspirar através deste post para que você possa ver seu enorme valor e a dignidade que você possui como Sua filha, bem como o caráter sagrado do sexo criado para um marido e uma mulher, e que você não se contente com um homem que não lhe conquiste, honre e proteja.

Por que eu estou esperando pelo casamento para viver o sexo:

É uma história verídica. Uma vez um homem me disse que eu era uma puritana porque eu disse que não ia fazer sexo enquanto não me casasse. Adivinha o que eu disse a ele: Até logo. Afinal de contas, ninguém tem tempo para esse tipo de desrespeito. Eu valho mais do que isso. Meu valor é algo que me levou muito tempo para descobrir e eu ainda estou descobrindo. Ninguém aprende tudo na vida, há sempre mais para aprender.

Quer ouvir algo que poderia chocá-la? Deus criou o sexo. Sim, você me ouviu direito. Deus criou o sexo para um marido e uma esposa trazer novas vidas ao mundo e encontrarem prazer no corpo um do outro. Com isto dito, o sexo não deve ser visto de forma superficial. Tem sido fácil ter 27 anos e não ter tido relações sexuais? Não. Eu fui tentada a fazer sexo? Sim. Mas o próprio Cristo foi tentado, mas não pecou. E este é o exemplo que somos chamados a imitar. Claro que somos humanos e vamos cair, mas devemos buscar o perdão de Deus e começar de novo quando isso acontece.

Quando eu ouvi pela primeira vez sobre o plano de Deus para nossa sexualidade fiquei fascinada e procurei saber mais sobre Sua Verdade. Foi então que aprendi sobre o meu valor e como eu mereço um homem que seja digno e que proteja heroicamente a minha pureza (e, claro, vice-versa). Então, só porque eu estou esperando para ter relações sexuais no casamento, não significa que eu não tenha sido tentada. Mas essa é a beleza da castidade, pois a castidade é simplesmente um caminho ordenado para o amor. Deus colocou esse desejo em meu coração para que eu me entregue ao meu futuro marido e eu confio que Ele vai cumprir esse desejo, mas com um homem que faça um compromisso de sua vida toda para mim. Minha sexualidade é um dos maiores dons que eu estou guardando para ele e só ele.

Só vou me entregar ao meu futuro marido, a um homem que possa dizer o seguinte para mim: "Tomei-te em meus braços, e eu te amo, e eu prefiro você à minha própria vida. Porque a vida presente não é nada, e o meu sonho mais ardente é vivê-la com você de tal forma que possamos ter a certeza de não estar separados na vida eterna reservada para nós. Eu coloco o seu amor acima de todas as coisas, e nada seria mais amargo e doloroso para mim do que pensar diferente de você." - São João Crisóstomo, sobre o que um marido deveria dizer à sua noiva

A ferida:

A ferida mais epidêmica do nosso mundo é a orfandade. Toda menina pequena anseia por ser querida pelo seu pai. Ela quer ser desejada. Ela faz as perguntas: Eu te agrado? Tenho valor a ponto de merecer que você lute por mim? Você me quer? Você me vê? Você me valoriza? Eu sou bonita? Eu sou o suficiente? Quando essas perguntas são respondidas através de um pai adequadamente amoroso, que toca, beija e afirma a sua filha, ela não precisa fugir com o primeiro menino que a acha atraente.

Mas quando essas perguntas não são respondidas de forma adequada, ela procura encontrar as respostas por si própria. Quando um pai não dá à sua filha a atenção e o amor que ela almeja, sua necessidade de aceitação masculina é sem fim. Muitas vezes essas questões não respondidas conduzem a distúrbios alimentares, depressão e promiscuidade, para citar alguns problemas.

Meu conselho para você: não procure o amor de seu pai em todos os lugares. Encontre esse amor no Pai do céu.

Nossa Cultura Sexualizada:

Tomemos por exemplo uma modelo da Victoria Secret (n. do t.: famosa marca de lingerie): Sim, as modelos Victoria Secret são fisicamente atraentes e não há nada de errado com a beleza física. Deus criou as mulheres para serem desse jeito, mas a beleza física por si mesma carece de profundidade. Deus criou as mulheres para inspirarem um sentimento de encanto e admiração em um homem. E isso é muito bom, pois este é o desígnio de Deus.

Toda mulher anseia ser vista por mais do que sua beleza física. Porque, vamos ser sinceros, existe mais coisa em uma mulher do que sua aparência. Mas como os homens podem ver nossos corações, se desnudamos primeiro a nossa carne? O corpo da mulher não foi criado para ser ostentado em uma passarela vestindo lingerie. Lingerie é para o marido de uma mulher, não para uma passarela.

Da mesma forma, a revista People pode colocar uma mulher semi-nua na capa de suas revistas e afirmar que ela ganhou o título de mulher mais bonita do ano. Isso não é verdade. A modéstia revela a beleza interior de uma mulher para o mundo ver, preservando o corpo para seu marido no santo sacramento do matrimônio. Nossa cultura perdeu esse sentido do sagrado do corpo humano  e do vínculo conjugal. Normalmente, a noiva e o noivo não veem um ao outro no dia do casamento, então por que eles olhariam para os corpos uns dos outros antes de fazer seus votos?

A ciência por trás do sexo:

A ciência prova que a quebra de um relacionamento sexual é mais difícil do que um relacionamento não-sexual. Quando um homem e uma mulher têm relações sexuais há muitos processos químicos que ocorrem, por exemplo, o cérebro produz dopamina durante o sexo, que é um produto químico extremamente poderoso. A dopamina é responsável pelo prazer interior, e quando um homem e uma mulher têm relações sexuais produzem um vínculo que não é facilmente esquecido.

A oxitocina também é produzida em grandes quantidades, o que é um forte hormônio produzido principalmente em mulheres quando têm relações sexuais, no parto do seu bebê, e quando ela está amamentando. É por isso que o sexo é para a ligação entre marido e mulher, e é por isso que as mães têm uma ligação tão profunda com seu bebê. A oxitocina é também uma das razões pelas quais uma mulher muitas vezes decide ficar com um homem que está abusando dela: porque ela está literalmente ligada a ele.

A substância química que une um homem a uma mulher é a vasopressina, e tem o mesmo efeito que a oxitocina. É por isso que Deus criou o sexo para o casamento, porque literalmente ele une marido e mulher juntos. Pode-se colocar a questão: Bem, eu acho que eu vou me casar com ele ou ela de qualquer modo, então podemos ter sexo, certo? Errado. Quando você tem relações sexuais, está se ligando a seu parceiro(a), e portanto, está interrompendo o processo de discernimento. O sexo vai unir vocês juntos independentemente de qualquer problema, e é por isso que há tantas feridas em nossa sociedade hoje, e uma das razões por que encontros de uma só noite nunca duram. Porque existe uma ligação emocional, mas não existe nenhum compromisso ao longo da vida.

Cura:

Um dos maiores tesouros que o Beato João Paulo II deixou para o mundo são as catequeses da Teologia do Corpo (www.teologiadocorpo.com.br). Nelas, ele fala sobre a pessoa humana, e explica como Deus se manifesta através da humanidade. A Teologia do Corpo investiga o que realmente significa ser um homem e uma mulher, a nossa sexualidade e como devemos viver a nossa masculinidade e feminilidade de acordo com a forma como Deus nos criou. Se ansiamos ser a melhor versão de nós mesmos, então devemos abraçar as qualidades únicas de nosso gênero. Para isso, é preciso voltar ao princípio, quando Deus nos criou. Gênesis 1,27 nos diz que Deus criou o homem à Sua imagem, à imagem de Deus o criou, homem e mulher os criou.

Deus nos criou por amor, para que possamos amar e ser amados. A maneira com que esse amor se expressa e se revela é diferente para homens e mulheres, pois foi assim que Deus, em Sua infinita sabedoria, dispôs que fosse. E são as características exclusivas de homens e mulheres que permitem que este amor venha a ser concretizado. Nós existimos para complementar um ao outro, o homem como o que ama e conquista, e a mulher como a que recebe o amor. Na Teologia do Corpo, o Beato João Paulo II nos diz que somos chamados a existir como um dom, um presente para o outro. Ele descreve esse dom como um dom sincero de si mesmo, e é só quando nós entregamos a nossa vida para outra pessoa dessa forma que vamos experimentar a plenitude genuína.

A fim de entender o plano de Deus para a humanidade em nosso mundo decaído, devemos voltar ao princípio e ver o que Deus planejou para nós. É somente quando nós fazemos isto que ficamos cheios de esperança e de paz. No início dos tempos, depois que Deus criou o mundo, viu que não era bom que o homem estivesse só, assim, Ele criou a mulher. Eva foi criada como um dom sincero para Adão, e Adão como um dom para ela. Eles foram criados para complementar um ao outro em sua união, cada um a oferecer-se para o outro como um presente.

Nossa sociedade de hoje perdeu de vista esse ideal por excelência, devido ao egoísmo. Nossa cultura está infestada de distorções e inquietações devido a uma mentalidade de "utilitarismo" representado pelos "ficas", "rolos" e encontros íntimos sem compromissos. Nossa cultura vive distorcida, pela falta de castidade, de auto-controle, pela pornografia e uma verdadeira falta de respeito pela dignidade da pessoa humana.

O que fazer:

Deus criou uma mulher para ser de grande encanto e mistério. E quando uma mulher preza sua sexualidade, ela reflete essa beleza e apelo de uma forma única. Meninas, guardem o belo mistério de seus corpos, pois o seu valor é indescritível. Quero carinhosamente incentivá-la a esperar pelo sexo até que você esteja casada, e, se você tiver feito um erro, então vá para a confissão e comece de novo. Deus Pai enviou o seu Filho ao mundo para morrer por você e Ele anseia lavá-la com o Seu amor e misericórdia. O mesmo se aplica para os homens. Não há pecado grande demais que Ele não perdoe. Ele está esperando que você se aproxime dele. Ele se deleita em você.

Nunca caia na imoralidade para atrair um homem. Você vale mais do que isso. De fato, seu valor está além da compreensão humana. Deus criou o universo, e com certeza Ele não se esqueceu do seu futuro. Toda mulher anseia por um homem que vai proteger e cuidar dela. Minha pergunta para você é: você está se conduzindo de tal maneira que atraia um homem virtuoso?

E lembre-se, você vale a pena, vale a pena que esperem por você. Você merece um homem que vai lutar por você. Um homem que vai proteger e cuidar de você. Um homem que realmente vai mantê-la segura, em todos os sentidos da palavra. Espere que um homem lhe honre pelo belo dom que você é. O homem que Deus tem para você não vai pressioná-la a fazer sexo, ele vai esperar pacientemente até sua noite de núpcias, assim vocês poderão se entregar um ao outro como um dom sincero de si.

Se você estiver namorando alguém agora que não se encaixa nessa descrição e que pressiona você - DÊ UM FORA NELE! VOCÊ MERECE ALGUÉM QUE SABE ESPERAR POR VOCÊ E TE HONRAR!

A mulher virtuosa quem a achará? Ela vale muito mais do que rubis. Enganosa é a beleza e passageira a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada. - Provérbios 31

P.S. Você é o suficiente.

(C) "Made in his image" - link original do artigo

sábado, 16 de outubro de 2010

Vale a pena esperar pelo casamento e guardar abstinência

Meu marido e eu frequentamos o mesmo colégio, mas nessa época havia pouco interesse entre nós. Foi na universidade, quando compartilhamos a mesma residência de estudantes, que começamos a nos ver com maior freqüência; foi então que tudo começou.

Nós participávamos regularmente de reuniões na capelania da universidade. Martin não esconde o fato de que ia às reuniões principalmente por causa de mim, embora ele seja um homem de uma fé excepcional.Quanto a mim, fui participante do Movimento Jovem Católico desde o colégio, e costumava ir a retiro espirituais no verão.

Depois de quatro anos de universidade, nós decidimos participar de uma peregrinação a Czestochowa. A idéia era atraente para nós. Em nossa peregrinação seguinte decidimos nos casar; na verdade, sentíamos muito forte que nosso casamento deveria ocorrer durante essa mesma peregrinação. Decidimos fazer nossos votos matrimoniais no santuário diocesano, o qual nosso grupo estava planejando visitar no segundo dia de peregrinação. Informamos nossos pais sobre a nossa decisão. Eles foram contra a idéia, mas isso não era surpresa, devido às circunstâncias. Apesar disso, eles não tinham escolha, a não ser aceitar nossos planos. Já tínhamos terminado nossos estudos, tínhamos bons trabalhos, e éramos financeiramente independentes. O ônibus que trazia os convidados do casamento chegou no santuário. Depois da cerimônia tivemos uma recepção, para a qual convidamos não apenas nossos familiares, mas a peregrinação inteira.

Eu agradeço a Deus porque desde o princípio do nosso relacionamento tínhamos um forte desejo de permanecer castos para o matrimônio. Depois de nosso primeiro beijo, fui consultar o padre da minha paróquia, pois tinha convicção de ter cometido um pecado. Para minha surpresa, o padre tranqüilizou minha mente. Eu aprendi sobre o Método Natural (de paternidade responsável) durante um retiro de verão quando ainda estava na universidade. Eu aprendi a medir minha temperatura e anotar meu ciclo menstrual. Eu também me consultei com uma mulher no centro de aconselhamento. Eu sabia que isso era uma parte importante da preparação para o matrimônio. Quando nossa ligação emocional tinha se aprofundado o bastante, informei ao Martind o meu desejo de permanecer virgem até o dia do nosso casamento, e então conduzir nossas relações sexuais de acordo com a doutrina da Igreja. Felizmente, tínhamos o mesmo pensamento no assunto. Graças à minha formação religiosa (adquirida através do Movimento Jovem Católico e de vários retiros e peregrinações espirituais) eu tinha desenvolvido um profundo senso de confiança na Mãe Igreja, e uma convicção de que, se você acredita em Jesus, você não pode fazer outra coisa senão escolher pensar e agir de acordo com a doutrina da Igreja, a qual Ele fundou sob a liderança visível de Pedro (Mt 16, 14-19). Meu marido, do mesmo modo, era guiado por um forte desejo de obedecer aos Dez Mandamentos e à vontade do Criador. Intuitivamente, ele sentia que a castidade dentro e fora do casamento valia o sacrifício; de fato, ele via isso como um valor em si. E então estabelecemos nosso objetivo: guardar nossa virgindade para o dia do nosso casamento, e portanto oferecer um ao outro o mais belo presente de casamento de todos. Não era fácil, de modo algum, pois nosso namoro durou quatro anos e meio; mas ainda assim, conseguimos.



Depois de muitos anos de casamento (já tínhamos dois filhos na época), começamos a notar que alguma coisa não estava certa com nossa vida sexual. Frequentemente eu tinha a sensação de estar sendo violada. Eu me fechei em mim mesma. Meu marido se tornava irritado, e eu cedia a ele. Começamos a dormir em camas separadas. Muitas vezes eu ia dormir com as crianças. Alguma coisa estava definitivamente errada. E assim continuou até o dia em que uma cópia da revista “Love One Another” caiu em nossas mãos. A revista tinha um testemunho escrito por um casal. Martin viu o artigo primeiro. Eu não me lembro dos autores, mas o texto tinha a ver com a castidade conjugal. Depois de ler o artigo, Martin leu em voz alta para mim. De repente compreendemos a causa de nossas tensões e incompreensões. Nossos problemas se deviam à falta de consistência. Sim estávamos usando o Método Natural, mas também estávamos nos permitindo certas liberdades – nos arriscando em dias férteis; na verdade, fazíamos sexo sempre que queríamos, e então aplacávamos nossa consciência com o pensamento de que, afinal de contas, não estávamos usando anticoncepcionais artificiais. No dia seguinte mesmo já estabelecemos um princípio de não ceder: as relações sexuais seriam somente nos dias inférteis, ou nos dias férteis quando decidíssemos ter outro bebê – e nada mais, sem trapaças! Levou cerca de três semanas para que víssemos os “resultados”. Um indescritível frescor começou a se fazer sentir em nossa relação. Todos os nossos medos e dúvidas acerca de sermos capazes de nos abster de sexo por uma quinzena, mais ou menos, provaram-se sem fundamento. Pode-se medir a melhora na qualidade da nossa intimidade sexual pelo fato de que agora sou eu que “violo” meu marido, enquanto ele tenta fugir, totalmente exausto! Quando chega perto do final de cada período fértil, olhamos um para o outro com renovado frescor. Desejamos um ao outro tanto quanto no tempo no namoro. O ciclo de uma mulher é idealmente “projetado”. Justamente quando o casal parece estar saciado de intimidade física, o início de um novo período fértil oferece-lhes um descanso de uma quinzena.

As relações maritais castas sempre demandam um elemento de serviço e uma boa dose de sacrifício mútuo. À primeira vista isso deve vir do lado da mulher. Sobre ela recai a responsabilidade de aprender métodos naturais de controle da procriação, consultar especialistas, e anotar seu ciclo. Eu aceitei isso como minha parte de responsabilidade em prol do nosso matrimônio. Agora que corrigimos a inconsistência descrita acima, e que nossas relações estão novamente em um equilíbrio, a necessidade de se abster de intimidade física por duas semanas em cada ciclo requer outro sacrifício (dessa vez a responsabilidade recai sobre o marido). Mas eu acho que estou sendo honesta em dizer que nenhum de nós vê mais isso como um sacrifício, mas sim como a expressão natural do amor que nos une – um amor que cresce sempre mais puro e sem mancha. É verdade que os tempos de grande sacrifício existiram. Depois do nascimento de cada um de nossos filhos, nos abstínhamos da intimidade sexual até o início do meu primeiro período (no caso do nosso último filho, nos abstivemos por oito meses). Essa foi uma grande privação, mas nos ofereceu uma oportunidade para um sacrifício maior, e portanto, para fortalecermos nossa união ainda mais. Rezamos muito pela graça da perseverança. Aceitando esse sacrifício, fizemos nossa intenção crescer em afeição um pelo outro e perseverar no amor. Nós também rezamos pelos nossos filhos, especialmente nosso recém-nascido.

Nós temos três filhos, e estamos prestes a ter outro. Com exceção de nosso pároco (que é também nosso diretor espiritual), ninguém sabe disso ainda.

Barbara e Martin
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Traduzido de: http://www.loveoneanothermagazine.org/nr/true_love_waits_pure/premarital_abstinence_is_worth.html

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Dez mil jovens no Equador abraçam a castidade

Quito, Equador, 5 de abril de 2010 / 01:54 (CNA) .- Dez mil jovens se encontraram na Arquidiocese de Quito, no Equador, no mês passado, e prometeram manter-se castos até o casamento e defender a vida desde a concepção até a morte natural.

De acordo com Amparo Medina, da organização Prolife Action, que organizou o evento, os milhares de jovens assistiram a um concerto e ouviram testemunhos "sobre a verdade com relação aos negócios da morte, da contracepção e do aborto."

"Os jovens ouviram depoimentos de mulheres que estavam às portas de clínicas de aborto, mas que, com a ajuda de voluntários da Prolife Action, vieram a entender o que realmente é um aborto, receberam ajuda e disseram sim à vida. Os gritos de entusiasmo dos jovens, ao ver esses bebês e suas mães, foi um sim à vida", disse Medina.

Após os vários eventos, os jovens fizeram uma promessa de viver a castidade até o casamento e viver em união fiel até a morte. "Vamos organizar esses eventos novamente em apoio às vidas dos nossos filhos e por nossas famílias, para um Equador livre do império da morte, da contracepção e do aborto", afirmou Medina.
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Traduzido de: http://www.catholicnewsagency.com/news/ten_thousand_young_people_in_ecuador_promise_to_embrace_chastity/

quinta-feira, 25 de março de 2010

Como lidar com o desejo sexual

Por Christopher West

Minhas colunas recentes sobre a "redenção sexual" continuam a despertar interesse. Um católico consciencioso escreveu para mim depois da minha última coluna pedindo algumas sugestões práticas para se viver a redenção da sexualidade. O que segue é adaptado de uma entrevista recente sobre o mesmo assunto.

João Paulo II escreveu que, para se experimentar a vitória sobre a luxúria, devemos nos dedicar a "uma educação progressiva do auto-controle da vontade, dos sentimentos, das emoções, que deve ser desenvolvida desde os mais simples gestos, nos quais é relativamente fácil colocar a decisão interior em prática" (TC 24/10/1984)*. Por exemplo, podemos analisar os nossos hábitos alimentares. Se uma pessoa não consegue dizer não a um pedaço de bolo, como poderá dizer não para um e-mail pedindo para olhar pornografia na Internet? O jejum é uma forma maravilhosa de crescer no domínio de nossas paixões. Se isso ainda não é parte da vida de uma pessoa, ela deve começar com um simples sacrifício que seja relativamente fácil de pôr em prática. À medida que se continua exercitando esse “músculo”, ela continuará vendo sua força aumentar. O que antes era "impossível" gradualmente se torna possível.

A analogia do músculo, porém, é apenas parcialmente correta. Crescer na pureza certamente exige esforço humano, mas também somos ajudados pela graça sobrenatural. Aqui, como eu disse em um artigo anterior, é fundamental distinguir entre a repressão e a entrada na redenção. Quando o desejo "se acende", em vez de reprimi-lo, empurrando-o para o subconsciente, tentando ignorá-lo, ou ainda procurando aniquilá-lo, podemos ao invés entregar as nossas paixões a Cristo e permitir que ele as "crucifique" (cf. Gal 5, 24). Ao fazermos isso, "o Espírito do Senhor dá forma nova aos nossos desejos" (Catecismo da Igreja Católica, 2764).

Em outras palavras, ao permitir que a luxúria seja "crucificada", chegamos também a experimentar a "ressurreição" do desejo sexual como Deus o quer. Não imediatamente, não facilmente, mas gradualmente, progressivamente, à medida que tomamos a nossa cruz de cada dia. Só assim poderemos vir a experimentar o desejo sexual como o poder de amar à imagem de Deus.

Quando as tentações sexuais nos assaltam, como normalmente acontece, podemos dizer uma oração como esta: “Senhor, eu vos agradeço pelo dom de meus desejos sexuais. Eu entrego meus desejos desordenados ao Senhor, e peço, por favor, pelo poder de vossa morte e ressurreição, que corrijais em mim as distorções que o pecado produziu, para que eu possa vir a sentir desejo sexual do modo como desejais – como o desejo de amar como vós amais, à vossa imagem”.

Como João Paulo II escreveu na sua Teologia do Corpo, "perseverança e coerência" são necessárias para aprender "o que é o significado do corpo, o significado da feminilidade e da masculinidade... Isso é uma ciência que não pode realmente ser aprendida apenas de livros, porque consiste primariamente em um profundo conhecimento ‘da interioridade humana’", isto é, do coração humano. No fundo do coração aprendemos a distinguir os tesouros místicos da sexualidade daquilo que traz apenas a marca da luxúria. "Deve-se acrescentar," diz João Paulo, "que essa tarefa pode ser realizada e que é verdadeiramente digna do homem" (TC 12/11/1980).



Certamente é verdade que às vezes o amor e a luxúria são difíceis de distinguir. Um homem, por exemplo, ao reconhecer a beleza de uma mulher, deve estar se perguntando onde está o limite entre vê-la como um objeto para sua própria gratificação e admirar ternamente sua beleza. Como escreve João Paulo II, a luxúria ou concupiscência “nem sempre é sempre simples e óbvia; às vezes está escondida, de modo que se faz passar por ‘amor’... Isso significa que devemos desconfiar do coração humano? Não!", o Papa insiste. "É só para dizer que temos de permanecer no controle dele" (TC 23/07/1980).

"Controle" aqui não significa apenas dominar os desejos desordenados a fim de mantê-los "sob vigilância". À medida que amadurecemos no auto-controle, passamos a experimentá-lo como "a capacidade de orientar as reações [sexuais], tanto com relação ao seu conteúdo quanto ao seu caráter" (TC 31/10/1984). A pessoa que é verdadeiramente senhora de si mesmo é capaz de dirigir o desejo erótico "para o que é verdadeiro, bom e belo" (TC 12/11/1980). Quando isso acontece passamos a compreender e experimentar o mistério da sexualidade "em uma profundidade, simplicidade e beleza até então completamente desconhecidas" (TC 04/07/1984). Por sua vez, passamos a perceber que a versão da sexualidade promovida pela cultura é como “lixo” em comparação com o banquete do amor revelado no plano divino.
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* A sigla TC refere-se à “Teologia do Corpo”, e a data ao lado da sigla diz respeito ao dia da audiência em que o trecho foi retirado. A Teologia do Corpo constitui-se na coletânea de 129 catequeses proferidas por João Paulo II durante as audiências gerais de quarta-feira no Vaticano.

Traduzido de: http://www.christopherwest.com/page.asp?ContentID=136
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sábado, 20 de março de 2010

Remédio Irresistível

Estamos chegando ao final da Quaresma, período de penitência, de jejum, oração e esmola. Estamos também no Ano Sacerdotal, lembrando-nos da figura de São João Maria Vianney.

São João Vianney foi o pároco mais famoso do século 19. Seu confessionário, na sua paróquia de Ars (França) tinha, noite e dia, filas longuíssimas de penitentes aguardando para se confessar com ele. Uma vez um jovem sacerdote lhe disse: "Padre, ensina-me um remédio bem efetivo para conservar a própria castidade e conseguir que os outros se conservem castos". E o santo sacerdote lhe disse: "Veja: o demônio se ri de outros que fazem muitos propósitos e empregam muitas técnicas. Mas o que derrota os planos impuros do diabo e os faz fracassar completamente é mortificar-se no comer, no beber, no olhar e no dormir. Nada destrói tanto os planos impuros do inimigo da alma como isso, e poucas coisas são tão agradáveis a Deus como fazer sacrifícios no comer, no beber, no dormir e no olhar. Oh, sim, eu pude experimentar isso em meus 40 anos de sacerdócio: quando conseguia fazer bastante sacrifícios, conseguia de Deus tudo que de bom desejava para mim e para os outros.

Com razão São Vicente respondeu quando lhe perguntaram por que tantas pessoas não conseguiam a castidade apesar de fazer propósitos muito bons: "Não conseguem a castidade porque não se negam a si mesmos, e não fazem sacrifícios". Ainda que alguém seja tão puro quanto um anjo, se deixa de fazer sacrifícios e de negar a si mesmo, poderá chegar a ser tão impuro quanto um demônio.
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Retirado do livro: "Pureza o castidad", do Pe. Eliécer Sálesman (Apostolado Bíblico Católico de Bogotá, Colômbia)

sábado, 13 de março de 2010

Longe de saber o que é o amor

12 de março de 2010 por Steve Pokorny

Aparentemente, a luxúria não está fora de moda. Claro, ela tem se mostrado presente desde a época da ação duvidosa de Adão e Eva. Mas eu sempre me fascino pela forma com que ela é reapresentada.

Vejamos os últimos Jogos Olímpicos de Inverno. Para grande parte do público desavisado, os acontecimentos pareciam ser muito familiares, um divertimento bom e limpo. O que a maioria das pessoas não sabe é que há um lado muito mais sombrio no interior da verdadeira fortaleza chamada de “Vila Olímpica”, dentro das quais os atletas são basicamente prisioneiros em seu próprio castelo.

Os atletas treinam e se sacrificam por anos em busca de sua chance de tentar a glória, e depois de competir em sua modalidade, eles podem enfim relaxar. Mas, aparentemente, eles aproveitam esse relaxamento para algo mais.

Um número de 100.000 preservativos foi distribuído gratuitamente por entre os cerca de 7.000 atletas e oficiais. Isso significa cerca de 14 preservativos por pessoa. No entanto, o que é mais notável é que a Fundação Canadense para a AIDS (CanfAR) teve que trazer “emergencialmente” um fornecimento extra de 8.500 preservativos, isso "para o alívio da libido dos atletas".

Aparentemente, eles vêm entregando preservativos como se fosse doce, desde os Jogos de Barcelona em 1992. Mas esta é a primeira vez que eles quase esgotaram.

Voltemos a 2008, onde os chineses também forneceram 100.000 preservativos nos Jogos Olímpicos de Pequim. Seu raciocínio? "Há muitas pessoas jovens, fortes, solteiras na vila dos atletas e, como em toda parte, alguns vão se apaixonar ou outras coisas, por isso nós precisamos disponibilizar preservativos."


Certamente, talvez algumas pessoas vão ter a experiência do que eles acham que é o amor. Mas na verdade eu acho que os preservativos são necessários por conta dessas "outras coisas". Nas palavras de Matt Syed, comentando sobre sua experiência da “festa de sexo” chamada de Olimpíadas:

“Lá estavam as lindas voluntárias – para ajudar os atletas – em suas brilhantes camisas amarelas e saias pretas; havia as adoráveis indígenas que vieram para assistir as competições. E depois havia as atletas – literalmente milhares delas – se exibindo, dançando, passeando e correndo ao redor da vila, vestidas em Lycra e expondo centímetro após centímetro de carne brilhante, forte, ondulada e inimaginavelmente exótica. Mulheres de todos os países do mundo: musculosas, viris, atléticas e transbordando estrogênio. Passei tanto tempo em um estado de luxúria que poderia ter desmaiado.”

Ah, então aqui está a verdade. Para começo de história a distribuição de milhares de preservativos nunca teve nada a ver com amor. Ela sempre esteve ligada com a satisfação da luxúria desenfreada.

Grande parte do mundo moderno nem sequer se preocupou com essa situação. Eles acham que isso é normal. Eles pensam que é "normal" distribuir preservativos "extra-pequenos" para que os garotos de 12 a 14 anos possam saciar seus desejos. Eles acham "normal" que na Copa do Mundo este ano na África do Sul vai haver uma distribuição de um bilhão de preservativos, com 42 milhões deles sendo enviados da Grã-Bretanha, de modo que os 45.000 visitantes de países estrangeiros possam entreter-se com as 42.000 prostitutas que estarão sendo esperadas.

Não deve causar surpresa em ninguém que quando João Paulo II, o Grande, declarou que os maridos não tem permissão para ter luxúria (concupiscência ou desejo desordenado) com relação a suas esposas, a mídia ficou furiosa com ele. A seus olhos, ele é o único anormal (como um comentarista disse, "Eu não tenho certeza o que vocês italianos fazem com suas esposas, mas nós, americanos, temos luxúria com relação às nossas mulheres".)

Para a grande maioria do mundo moderno, eles não vêem diferença entre amor e luxúria. Basta ver as últimas revistas Cosmo (tipo “Capricho”, “TodaTeen” etc.) e você nunca verá a palavra "amor" na capa. Porque eles realmente acreditam, com toda a sua libido, que esta é a maneira como o mundo é, que esta é a maneira como deve ser, que se você ama alguém, você trocar fluidos corporais com essa pessoa, ter uma relação íntima de 30 minutos e então seguir adiante.

O problema é o seguinte: isso não é normal. As coisas do jeito que estão não é a maneira como deveria ser.

Porque o problema com todo esse uso de látex não é que os preservativos quebram, escorregam, ficam velhos e se deterioram mesmo nas melhores condições, podem ser quebrados ou rasgados em seus pacotes, têm taxas admissíveis de defeitos de fabricação, ou que o processo de 10 a 16 etapas para o uso seguro muitas vezes não é seguido, ou que secreções corporais podem extravasar ou escapar de um preservativo, mesmo que ele esteja funcionando perfeitamente.

O principal problema é que não há camisinha para o coração. Pois a pessoa humana foi criada para fazer de si um dom sincero para outra pessoa (cf. Gaudium et Spes 24), algo também conhecido como amar. Para ser pleno, completo, o ser humano tem de entregar a totalidade de si mesmo, não guardando nada para si. A pessoa humana é feita para o amor, e nós temos o dever de sempre ver cada pessoa como alguém para amar, e não como um objeto para usar. A luxúria sempre reduz a uma pessoa a um nível quase de um objeto (dizemos quase porque uma pessoa nunca pode perder a sua dignidade enquanto filho ou filha de Deus). Um ato de luxúria jamais pode ser um ato de amor, porque os dois são opostos, pois quando uma pessoa se torna um objeto de uso, é certo que o amor atrofia.

O ato sexual fala a linguagem em que eu me entrego, me dôo totalmente à outra pessoa. No fundo do nosso coração, queremos dar-nos totalmente e plenamente receber outra pessoa. Nós não queremos construir uma parede entre nós e o outro, especialmente neste ato mais íntimo. E quando alguém guardando algo para si, mesmo que um acordo verbal seja feito, de alguma forma, de alguma maneira, isso vai afetar o relacionamento de uma forma muito negativa. As gerações daqueles que usaram de contracepção deixaram para trás um legado de divórcio que testemunha os efeitos nocivos que isso teve sobre a relação fundamental do casamento.

Se o desejo sexual torna-se apenas a expressão da vontade de contato físico, então o dom total de si se transforma em um ato de usar outra pessoa para a própria gratificação egoísta. Em outras palavras, o amor é substituído pela luxúria. E se o que estamos fazendo não é amor, então nunca vamos ficar satisfeitos. E é exatamente por isso que o mundo moderno, nas palavras de Mick Jagger, “não consegue satisfação” (“can’t get no satisfaction”).

Quando Jesus falou sobre a luxúria, ele não estava sendo um estraga-prazeres. Ele não estava tentando tirar a nossa alegria, nosso prazer. Ele estava tentando chamar atenção para o fato de que essas fantasias eróticas nunca vão saciar os nossos desejos de amor eterno. O mais importante, Ele estava tentando nos mostrar que existe uma maneira diferente de sentir, pensar e agir que está em conformidade com a nossa dignidade e com o que realmente vai nos satisfazer, por muito mais tempo do que simplesmente por um momento em uma noite só.

Talvez depois de todos esses preservativos terem sido distribuídos, e todos os corações terem sido quebrados, as pessoas comecem a acordar para o fato de que o estilo “sexo casual” não está funcionando. Talvez eles venham tentar de outra maneira. Talvez, apenas talvez, venham a ter uma pista sobre o que é o amor.
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Steve Pokorny, Diretor do TOB Ministries (tobministries.com), especializado em falar para jovens e adultos sobre o dom da sexualidade. Steve tem um mestrado em Teologia e Catequese na Universidade Franciscana de Steubenville, um Mestrado no Instituto João Paulo II de Estudos para o Matrimônio e a Família, e recebeu treinamento no Instituto de Teologia do Corpo americano. Ele atualmente é Diretor da Pastoral para o Casamento e a Família na Arquidiocese de San Antonio. Ele é editor associado do canal Teologia do Corpo da Catholic Exchange (tob.catholicexchange.com), e seu blog é truesexualrevolution.blogspot.com. Ele é casado e vive em San Antonio.

Artigo traduzido de: http://tob.catholicexchange.com/2010/03/12/1772/

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Presente aberto cedo demais

Por Phil Ware

Eu não podia mais esperar. Aquela caixa estranha estava lá, embaixo da árvore de Natal. Eu não tinha idéia do que era. Não tinha pedido nada com aquele formato. Eu sacudi a caixa, e fez barulho! Não tinha a menor idéia do que fosse.

“O que é isso, pelo amor de Deus?” Eu me perguntava. “Porque você mesmo não descobre?” – foi o que sugeri a mim mesmo. E eu fui descobrir!

Quando todo mundo foi dormir, eu levei a caixa silenciosamente para um lugar escondido, e com muito cuidado retirei as fitas adesivas puxando pela ponta. Levou uma eternidade para mim. Pacientemente tirei todas as fitas adesivas sem danificar o embrulho. Meu coração batia forte. Seis pedaços de fita adesiva gentilmente retirados daquele papel. Meus dedos estavam suados e tremendo. “Finalmente!”. Tirei o último pedaço. Quando eu iluminei o interior do pacote com minha pequena lanterna o segredo foi revelado. Estava lá, escrito com letras brancas grandes em um fundo verde: “Baseball Eletrônico”.

“Hhmmm? E agora, o que eu devo fazer?”. Veja, eu não podia brincar com aquilo. Não podia falar daquilo. Não podia nem mesmo agir como se já soubesse o que era. “Como eu vou evitar que todos os outros percebam que abri meu presente antes da hora?”.

O que eu pensava que seria uma agradável revelação foi uma grande decepção depois que passou a excitação do momento. Eu estava aprendendo a lição de abrir o presente cedo demais. A necessidade de esconder sua pressa supera a alegria de descobrir muito cedo! O presente perde sua atratividade e se torna apenas uma lembrança de sua decepção.

Meu presente foi roubado de sua alegria. Na manhã do natal ninguém sabia que eu já tinha aberto meu presente. Eu fingi surpresa e alegria. Mas me senti estúpido e envergonhado o tempo todo. Na verdade, bem no fundo, aquilo nunca foi um presente. Foi algo que eu roubei. Nunca mais peguei antes outro presente de Natal. A alegria de saber cedo demais não valia a pena em troca da perda da alegria de receber um presente especial na hora certa.

No meu trabalho aconselhando casais que se preparam para o matrimônio, fico feliz em ver que mais e mais pessoas estão comprometidas em não abrir seus presentes cedo demais. Mesmo que já tenham “aberto o presente” antes em seu passado, eles aprenderam a lição em um nível bem profundo. Abrir esse presente antes do casamento tira dele toda alegria da descoberta, que só encontramos quando o presente é recebido no tempo certo. Aqueles que esperam encontram essa alegria especial que vem do dar e receber esse dom precioso no seu devido lugar e tempo.

Aqueles que abriram o presente cedo demais em relacionamentos anteriores, mas fizeram um novo compromisso para esperar no relacionamento atual, normalmente voltam para falar comigo e me dizem mais tarde como esse tempo de espera teve poder em seus relacionamentos. Há muita coisa que precisa ser discutida e compartilhada, e que fica em segundo plano diante das paixões poderosas e da pressa da luxúria. Essa alegria especial da antecipação e da plenitude se perde quando as coisas são pressionadas e acontecem fora do tempo certo.

Hoje em dia se mistura intimidade com sexo, e o amor tem se tornado sinônimo de luxúria. Em tempos como esse, que possamos ser apropriadamente rotulados como “ingênuos” e “antiquados”. Presentes são melhor usufruídos quando são recebidos com alegria e abertos na hora certa. Há grande alegria e júbilo em descobrir as bênçãos dos presente e dons de Deus juntos, no tempo certo, e sob a proteção de um compromisso para a vida toda. Fazer menos que isso é ser roubado de tudo que o presente representa, de todo seu propósito. Ensinar nossos jovens a fazer menos que isso é retirar deles a alegria que se encontra na espera, e que é posteriormente encontrada na recepção desse precioso dom no tempo de Deus, não no nosso tempo.
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Traduzido e adaptado de:
http://www.heartlight.org/two_minute/2m_981209_unwrap.html

sábado, 10 de outubro de 2009

Lidando com pensamentos impuros

Por Mary Beth Bonacci

Atingir a castidade no interior de nossas mentes não é uma tarefa fácil. É uma luta para a vida toda, e deve ser lutada dia após dia.
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Aparentemente, estou me tornando a rainha dos “artigos em duas partes”. Uma vez que inicio um assunto, geralmente há muito mais a se dizer, e às vezes um artigo só não basta.

Meu último artigo não é exceção. Nele eu falava sobre uma edição de revista com mulheres de biquíni. Quando Cristo disse: “qualquer homem que olhe para uma mulher com luxúria no coração já cometeu adultério com ela em seu coração”, Ele deixou claro que a castidade – e a falta dela – não começam com o que fazemos, mas sim com o que pensamos. O fato de buscar de livre e espontânea vontade uma estimulação sexual desordenada, mesmo que seja através da imaginação, já constitui um pecado contra a castidade.

Mas há um outro lado, que também merece atenção. No último artigo, falava de pessoas que, de livre e espontânea vontade, procuravam pensamentos sexuais desordenados. Mas o que dizer sobre todos aqueles pensamentos sexuais que surgem em nossa mente – dia após dia – sem desejarmos? Eles também são pecaminosos? E, se são, como alguém pode ser santo?

Primeiramente, é importante compreender que é impossível pecar “acidentalmente”. O pecado tem que ser o resultado de uma livre escolha. O pecado acontece na vontade, não no subconsciente, nem nos hormônios, nem em outro lugar.

Deus nos criou homem e mulher. E Ele nos criou para sermos sexualmente atraentes um para o outro, homem sexualmente atraente para a mulher, e a mulher sexualmente atraente para o homem. Isso é uma coisa boa no casamento, onde a atração deve, supostamente, ser levada às últimas conseqüências. O problema é que nossos hormônios não parecem discernir quem é “esposo(a)” de quem é “não-esposo(a)”. E portanto, de tempos em tempos, respondemos sexualmente a uma pessoa “não-esposo(a)”. Começamos a pensar que nos daria muito prazer usar o corpo dessa pessoa. Então é aí que reside o desafio.

Os cristãos são chamados a permanecer acima dos instintos básicos. Isso significa que, quando esses pensamentos aparecem no cérebro, devemos deixá-los ir. Olhamos para além da atratividade sexual dessa pessoa, para vê-lo(a) como uma imagem e semelhança muito amada de Deus. O pecado da luxúria ocorre quando, ao invés de fazer isso, de livre e espontânea vontade nos apegamos a esses pensamentos, e dizemos: “Eu quero pensar um pouco mais sobre usar essa pessoa para meu prazer pessoal”. Nesse ponto, já estamos realmente usando a outra pessoa para conseguir prazer sexual para nós mesmos. Quando deliberadamente consentimos com esses pensamentos, quando começamos a nos apegar à fantasia, então pecamos contra a castidade. É como disse um estudante meu: “Não é o primeiro olhar que te coloca em perigo, é o segundo”.

Nossa vida emocional, infelizmente, também pode contribuir para as fantasias sexuais não-desejadas. O Pe. Benedict Groeschel, em seu excelente livro “A coragem de ser casto”, diz que essas fantasias muitas vezes refletem a nossa necessidade de carinho, reforço, intimidade e amor espiritual. Quando não temos esse carinho e amor espiritual, tendemos a ficar mais vulneráveis às fantasias sexuais desordenadas.

Isso faz com as pessoas mais sensíveis lutarem contra o sentimento de culpa, muitas vezes desnecessariamente. Essas pessoas pensam que são más só porque esses pensamentos aparecem em suas mentes. Elas acham que a castidade significa que seus impulsos sexuais deviam desaparecer. Nada poderia estar mais longe da verdade. Esses pensamentos involuntários não são pecaminosos em si. Sim, eles são um convite ao pecado (essa é a definição de tentação). Mas não pecamos, a não ser que aceitemos o convite. Podemos ser invadidos por pensamentos sexuais o dia todo, mas enquanto não consentirmos voluntariamente neles, não há pecado. (Consentimento, de acordo com o Pe. Groeschel, significa ter a consciência mental de dizer, “Isso é pecado, mas eu vou fazer mesmo assim”).

É claro, esses pensamentos nem sempre vão embora assim facilmente. Eles ficam grudados na mente, atormentando-nos. Tentar forçar-los a sumir da mente é inútil. (Você já tentou não pensar em algo? O próprio ato de tentar parar de pensar naquilo faz você pensar mais ainda). E mesmo que conseguíssemos expulsar da mente os pensamentos sexuais, isso não seria lá muito saudável. É uma forma de repressão à sexualidade. Enterrar pensamentos assim ajuda a mantê-los vivos no subconsciente, onde eles podem causar todo tipo de problema.

Então, o que fazer? Nós não cedemos e damos atenção a esses pensamentos, mas também não ficamos com medo, tentando afastá-los. Nós simplesmente reconhecemos esses pensamentos como parte do que é ser humano, e então levamos nossa atenção para outra coisa. Podemos nos distrair com outra coisa. (Pe. Groeschel observa que poucas pessoas se sentiriam tentadas durante um alarme de incêndio). Nós ignoramos os pensamentos, mesmo que eles clamem por nossa atenção. No final das contas, eles se vão.

Também é importante manter nossas vidas em ordem. Se a solidão ou a necessidade de intimidade está servindo de combustível para nossa imaginação, precisamos mudar de vida, satisfazer essas necessidades – do modo correto.

Em resumo, não é fácil lidar com pensamentos que nos prometem tanto prazer. Precisamos da ajuda de Deus. A castidade sem oração é impossível. Toda virtude moral diz respeito a recusar certo prazer momentâneo em troca de uma felicidade duradoura. E isso requer uma força maior do que a possuímos.

Atingir a castidade no interior de nossas mentes não é uma tarefa fácil. É uma luta para a vida toda, e deve ser lutada dia após dia. O Pe. Groeschel nos encoraja, dizendo que “toda tentação resistida é um grande ato de louvor a Deus. Resistir à tentação e não buscar o caminho mais fácil é um reconhecimento poderoso da soberania de Deus... Mesmo se a pessoa cair depois, ela terá cumprido um ato de louvor obediente que não será esquecido” (A coragem de ser casto, p. 90).

Resista à tentação. Não é fácil, mas as recompensas são enormes.
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Traduzido de Catholic Education Resource Center: http://catholiceducation.org/articles/sexuality/se0051.html

sexta-feira, 20 de março de 2009

A abstinência salva vidas

A Igreja Católica é freqüentemente ridicularizada – ou pior – por se opor aos preservativos

Pelos Editores do National Catholic Register

A Igreja Católica é freqüentemente ridicularizada por se opor aos preservativos. Sempre nos falam que a Igreja irracionalmente se apega a dogmas, enquanto pessoas reais perdem suas vidas por conta da AIDS.

É hora de entrar na ofensiva. A Igreja possui uma resposta para a epidemia de AIDS que pode salvar vidas. Os promotores dos preservativos é que, na verdade, estão se apegando a um dogma ridículo e desacreditado, à custa de vidas inocentes.

Olhe para a África. Quase todo país nesse continente promoveu vigorosamente os preservativos para tentar conter a epidemia de AIDS. Em nenhum deles a epidemia parou – nem sequer diminui, ao menos.

Uma nação africana – Uganda – por outro lado, experimentou o maior declínio dos casos de HIV entre todos os países do mundo, segundo mostra a Heritage Foundation. Estudos mostram que, entre 1991 a 2001, os níveis de infecção por HIV em Uganda caíram de cerca de 15% para 5%.

“O modelo de Uganda tem muito a ensinar ao resto do mundo”, diz Edward Green, um pesquisador sênior em Harvard, e autor de “Rethinking AIDS Prevention “ (Repensando a prevenção da AIDS). “Essa política deveria guiar os programas de desenvolvimento na África e no Caribe”.

O modelo de Uganda enfatiza que a abstenção de sexo fora do casamento foi a única maneira efetiva para a maioria das pessoas a fim de reduzir os riscos de exposição ao vírus da AIDS. O cientista social Joe Loconte diz que Uganda tem quatro lições para ensinar ao mundo, se ete estiver disposto a aprender:

1. Comportamentos sexuais de alto risco podem ser desencorajados e substituídos por estilos de vida mais saudáveis.
2. A fidelidade e a abstinência marital parecem ser os fatores mais importantes na prevenção da AIDS.
3. Os preservativos não são o fator principal na redução da transmissão do HIV. O programa de Uganda oferecia preservativos como uma última opção, principalmente para grupos de alto risco. A abstinência foi exclusivamente promovida para o público jovem – e funcionou.
4. As organizações religiosas são a chave na luta contra a AIDS.

E, ainda assim, a opinião da maioria das elites culturais é que os preservativos são a solução.

Deveria ser óbvio que eles estão errados.

Imagine que os operadores de montanha-russa decidiram remover todas as barras de segurança de seus carrinhos. Ao invés das barras, decidiram colocar simplesmente um aviso dizendo, “Faça uma viagem segura na montanha-russa! Traga um cinto e se amarre à sua cadeira. Aviso: Se você não conseguir fazer isso, poderá se machucar, ou mesmo morrer!”.

O que aconteceria? Crianças morreriam. Pais ficariam indignados. Ninguém espera que todos os adolescentes que saem por aí no parque de diversões tenham maturidade suficiente e auto-controle para se prevenir e ir procurar um cinto de segurança antes de entrar na montanha-russa. Se os governos respondem distribuindo cintos de segurança nas escolas, mesmo assim os pais não ficariam satisfeitos.

Porém, no que se refere ao chamado “sexo seguro”, muitos estão contentes com a abordagem do “aviso”.

Os adolescentes vivem em um mundo em que o sexo é propagado e promovido na televisão, em filmes e na música. E, na verdade, há uma epidemia mundial de doenças sexualmente transmissíveis, deixando claro que as pessoas podem ficar doentes, ou, no caso da AIDS, podem morrer.

Não faz sentido simplesmente dizer aos adolescentes que se lembrem de usar um preservativo. Os adolescentes raramente são responsáveis o suficiente para fazer suas camas toda manhã. Por que esperamos que, no calor da paixão, depois de dar nossa aprovação tácita do sexo pré-marital, eles usem um preservativo? O método mais efetivo, para começo de conversa, é começar a dizer para as pessoas que o sexo fora do casamento não é – e não é mesmo – saudável, nem física, nem moral nem emocionalmente.

Foi isso que fez Uganda. A epidemia de AIDS nesse país foi contida quando sua cultura começou a propagar a mesma mensagem, de classes colegiais, a igrejas e palestras em comunidades, chegando ao rádio, mídia impressão e programas de televisão. Essa mensagem: Guardem o sexo para o casamento, que é o lugar dele. É loucura pretender que haja sexo seguro que não seja desse modo, nos dias de hoje. “Criaram o que os pesquisadores chamam de ‘vacina social’ contra o HIV”, escreveu Joe Loconte, “um esquema de valores culturais que incentivavam atitudes e comportamentos sexuais responsáveis”.

Como resultado, a Pesquisa Demográfica e de Saúde de Uganda, em 200-2001 mostrou que 93% dos habitantes mudaram seus comportamentos sexuais para evitar a AIDS.

Os Católicos não devem ter medo de insistir que a abstinência é a resposta correta para a epidemia de doenças venéreas que se espalha pelo mundo. A nossa é a única resposta que salva vidas.
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Artigo disponível em inglês no site: National Catholic Register

quinta-feira, 19 de março de 2009

A camisinha não é a solução para a AIDS

O Papa Bento XVI encontra-se em viagem à África. Hoje ele está em Camarões. Durante o vôo, Sua Santidade respondeu a perguntas de jornalistas sobre vários assuntos. Entre eles, a questão da AIDS. Corretamente, o Papa lembrou que a solução para o problema da AIDS não está na distribuição de preservativos (camisinhas), mas na promoção de uma cultura de castidade - abstinência antes, e fidelidade durante o casamento. Como era de se prever, alguns personagens da cena política internacional estão dizendo que o Papa está "se tornando um problema", ou que "está sozinho". Nada mais irreal. Quem está certo é o Papa, é a Igreja. Na verdade, em muitos países africanos onde houve uma distribuição maciça de preservativos, o nível de infecção do HIV, ao contrário do esperado, só aumentou. Veja o artigo abaixo, sobre o caso de Uganda, um país africano que decidiu investir na promoção de uma cultura de castidade, e viu seus índices de infecção despencarem em uma década.
Daniel Pinheiro

Uganda vencendo a batalha contra a AIDS – usando a abstinência

Por Sarah Trafford

Uganda pode estar a caminho de vencer a AIDS usando os valores bíblicos da castidade e da fidelidade, é o que mostra um estudo da Universidade de Harvard. De acordo com o estudo, a educação para a abstinência mostrou efeitos significativos na redução da AIDS no país, com o nível de infecção por HIV caindo 50% entre os anos de 1992 e 2000.

A nação do leste africano está causando um grande impacto com a revelação de que a epidemia de AIDS pode ser revertida. Assolada por infecções de AIDS desde os anos 70, Uganda alcançou um miraculoso sucesso através de uma estratégia de prevenção que faz uso da abstinência. A promoção da abstinência através da mídia, programas de rádio e educação sexual nas escolas resultou em uma queda gradual e contínua dos níveis de infectados com HIV.

“Uganda é um dos países que atribuem grande importância à promoção da abstinência entre jovens” disse Ahmed Ssenyomo, ministro conselheiro da Embaixada de Uganda, em um discurso para a Conferência Africana para os Jovens, sobre abstinência.

Quando o programa começou, no final dos anos 80, o número de mulheres grávidas infectadas com o HIV era de 21,2%. Em 2001, o número era de 6,2%. O estudo da Universidade de Harvard também mostrou que os adultos estão diminuindo as relações de risco: entre as mulheres com mais de 15 anos, as que reportaram possuir muitos parceiros sexuais caiu de 18,4% em 1989 para 2,5% em 2000.

Essa ênfase em abstinência no programa governamental de Uganda é única. Em outras nações com alto grau de infecção em AIDS, tais como Zimbábue e Botswana, os preservativos (camisinhas) têm sido promovidos como a solução para a crise de infecções. Em Botswana, 38% das mulheres grávidas eram soropositivas no ano passado, contrastando com apenas 6,2% das mulheres em Uganda.

Muitos responsáveis por programas de combate à AIDS rejeitam a abstinência como potencial estratégia de prevenção, apesar de todas as evidências de que a promoção da abstinência e da fidelidade reduziram os casos de AIDS em Uganda na última década.

“Milhões e milhões de jovens estão tendo relações sexuais”, disse Paulo Teixeira, diretor do programa de combate à AIDS do Brasil, na 14ª Conferência Internacional de AIDS. “Não podemos falar sobre abstinência. Não é real”.

A abstinência é geralmente negligenciada enquanto potencial método de prevenção. Há muito tempo se pensa que a promoção dos preservativos e de iniciativas de “sexo seguro” seria a resposta para a escalada da AIDS. Ao invés de encorajar as pessoas a controlar seus impulsos, essas iniciativas tentaram oferecer maneiras mais “seguras” de exercitar sua libido. Entretanto, em muitos países africanos os preservativos não são vistos com simpatia. Há uma variedade de lendas urbanas que circulam em algumas regiões, dizendo que os preservativos seriam ferramentas de “limpeza étnica”, ou que na verdade eles é que transmitem o vírus HIV (Durante a Guerra Fria, a KGB soviética espalhou a “desinformação” de que os estados Unidos teriam “criado” o vírus da AIDS para matar os africanos).

A iniciativa da abstinência em Uganda vai muito além daqueles que já estão mantendo relações sexuais – ela começa com a educação e a promoção de um programa de abstinência para jovens chamado “True Love Waits” (O verdadeiro amor espera). Trinta mil jovens ugandenses estão atualmente envolvidos no programa. Lançada em Uganda em 1994, True Love Waits foca na abstinência até o casamento como maneira de prevenir todas as consequências adversas associadas com as atividades sexuais extra-maritais.

“Incentivar o casamento, a monogamia e a abstinência, atrasando o início da atividade sexual, desencorajando a promiscuidade e o sexo casual, reduzindo o fornecimento e a demanda de drogas ilegais ou oferecendo tratamento para viciados em droga... essas são as abordagens absolutamente mais efetivas para reduzir o risco do HIV” disseram o deputado republicano Mark Souder, de Indiana, e seis outros membros do Comitê Americano da Reforma Governamental, em uma carta às Nações Unidas.

Os Estados Unidos e outros países começaram a acolher a promoção da abstinência como modo de prevenção contra a AIDS. As Nações Unidas recentemente divulgaram que a AIDS exterminará metade da população em alguns países africanos. Em Uganda, o sol está começando a brilhar por entre as nuvens das mortes por AIDS – e está brilhando cada vez mais forte.
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Sarah Trafford. "Uganda Winning the Battle Against AIDS — Using Abstinence." Culture and Family Institute (July, 2002).
Este artigo foi reproduzido de “Culture and Family Institute”. Culture and Family Institute é afiliado de “Concerned Women for America” E-mail: mail@cultureandfamily.org

A autora
Sarah Trafford trabalha no “Culture & Family Institute”; é formada em Ciências Políticas pela Universidade de Wooster, Ohio, EUA.
Copyright © 2002 Culture and Family Institute

Disponível em inglês no site Catholic Education Resource Center

segunda-feira, 16 de março de 2009

Não consigo me segurar... o que fazer???

Pergunta: Às vezes, quando estou com uma garota, eu sei que devo “esfriar” as coisas, mas me parece impossível. Eu honestamente não sei o que fazer. Alguma dica?

Se você estivesse indo longe demais com uma garota, e o pai dela entrasse no quarto, o que você me diria, você seria capaz de parar? Provavelmente, na presença do pai dela, você encontraria rapidamente um poder de auto-controle.

Então, agora que concordamos que você tem a capacidade de parar, e que seu corpo fará o que você disser a ele para fazer, vamos ver como você pode “esfriar” as coisas. Recentemente ouvi algumas idéias úteis sobre o que fazer: basta lembrar das iniciais RRA – (R) Reconhecer que você tem diante de si uma decisão entre pecar ou buscar a pureza. (R) Rezar pedindo a graça e a força de vontade, e (A) Agir.

Tudo começa com a percepção de que você tem o poder de escolher entre a virtude e o pecado. Depois disso, volte-se para Deus, porque você precisa de sua força. Se você tem problemas para se motivar a conter o prazer, faça uma oração rápida ao seu anjo da guarda pedindo ajuda.

Então, aja. Pare o que estiver fazendo, e diga para ela toda importância e tudo que ela significa para você. Explique que você não está parando porque não gosta dela, mas porque a respeita muito. Você não quer usá-la. Você quer amar pelos motivos corretos.

Confie em mim, nenhum garota vai ficar chateada ou com raiva ao ouvir isso. É compreensível que muitos rapazes têm medo de dizer isso. As numerosas histórias de conquistas sociais ouvidas nas rodas de amigos podem fazer os bons rapazes pensarem que serão menos homens se não tentarem ir tão longe com uma mulher quanto os colegas de sala. Eles também podem ter medo do que a garota vai ficar pensando sobre ele.

Pessoalmente, em casos em que disse não para garotas quando as coisas estavam indo longe demais, elas me explicaram que isso as fez sentir-se mais especiais. Foi um alívio perceber que era diferente dos outros rapazes, que só estavam interessados em uma coisa. Tira um monte de pressão de cima dela, e dá a você a liberdade de se apaixonar pelos motivos corretos.

Uma garota disse para mim, “Eu conheço um monte de rapazes que agem como se quisessem sexo, só porque pensam que têm que pensar isso. Mas realmente, por dentro eles não são assim”.

Então, evite essas situações no futuro, e não faça nada com uma garota que você não faria se o pai dela estivesse prestes a entrar pela porta. Isso honra ela, seu pai, Deus e sua futura esposa.

Por Jason Evert

Traduzido do site: Pure Love Club

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

O que fazer se o namorado pressiona por relações sexuais



O que devo fazer se meu namorado(a) está me pressionando a ter relações sexuais, mas eu não quero?


Uma das maiores dicas que damos para estudantes é estabelecer padrões logo no começo do namoro, para que possam tentar evitar situações como essa antes de qualquer coisa. Mas, se alguém se encontra nessa situação, a primeira coisa que precisam fazer é deixar claro seus padrões e limites (ex.: “Não quero entrar em nenhuma atividade sexual, nem mesmo tocar em partes íntimas, nem com relações sexuais), e falar para ele ou ela que você quer continuar vivendo a castidade. Mesmo se seu namorado ou namorada já passou dos limites uma vez, mesmo assim sempre se pode escolher parar e voltar aos limites de agora em diante.

Para ajudar a tornar as coisas claras, pergunte a ele ou ela porque quer ter relações sexuais com você. Muitas vezes, as pessoas dizem que é porque querem “fazer amor”, ou “expressar o amor através do sexo”. Aqui esta o ponto... Sexo NÃO é igual a amor. Nós amamos muitas pessoas na nossa vida, muitas pessoas com quem NUNCA vamos ter relações sexuais. Na verdade, o verdadeiro amor diz respeito ao quanto posso SER UM DOM DE MIM MESMO para essa pessoa. O verdadeiro amor diz respeito a como posso levar essa pessoa para o céu. O verdadeiro amor nunca vai colocar a pessoa em risco de sofrer consequências emocionais, culpa, depressão, de ter uma gravidez indesejada, ou DST’s, nem vai colocar a alma de quem ama em um estado de pecado mortal.

Para ser francamente honesto, não há nenhuma boa razão para ter relações sexuais antes do casamento. Há milhares de razões para não fazê-lo. Se vocês conseguirem chegar a essa conclusão juntos, então os limites precisam ser respeitados. Mas, se você não conseguir chegar a um acordo comum, e a outra pessoa não quer ou não vai respeitar sua decisão de viver a castidade nem seus limites, então é hora de cair fora desse relacionamento. Encontramos todo dia muitos rapazes e garotas fantásticos, e muitos jovens adultos que estão comprometidos com a castidade. Não se deixe entregar por menos que o melhor.

Lembre-se sempre, vale a pena esperar por você, você vale a pena. E você não vai querer perder sua virgindade em um carro, ou em uma festa, ou na casa de seu namorado ou namorada quando os pais não estão. Não! Você não vai perder sua virgindade, ela será um dom, uma entrega, um presente de infinito valor que você dará para a pessoa que se comprometer com você, para a pessoa que provou que te ama, até que a morte os separe. Você merece isso!

Traduzido do site: Pregnancy Center West

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Mentiras e verdades sobre sexo, masturbação e pornografia – parte 5

MENTIRA: O sexo antes do casamento está OK, contanto que você planeje se casar com a pessoa. Ou: O sexo está OK desde que você esteja comprometido com a pessoa em uma relação estável.

VERDADE: Quer você esteja comprometido a se casar, ou pense que no final das contas vai se casar com aquela pessoa, o fato é que você ainda não está casado. A Bíblia é clara sobre o sexo fora do casamento ser pecado (1 Coríntios 6, 9; 2 Coríntios 12, 21; Gálatas 5, 19; Hebreus 13, 4; Colossenses 3, 5; Deuteronômio 22, 13-28). As consequências do sexo pré-marital incluem prejuízo à intimidade em seu futuro casamento.



MENTIRA: Deus não se importa com o que faço com meu corpo.

VERDADE: Deus está profundamente preocupado com o que fazemos com nossos corpos, porque nossos corpos são, literalmente, templos do seu Espírito. 1 Coríntios 6, 12-20 descreve essa função especial de nossos corpos e como somos chamados a honrar Deus não entregando nossos corpos a nenhum pecado sexual particular. O pecado sexual nos une espiritualmente com o que quer que estejamos nos relacionando nesse sexo (fisicamente ou mentalmente). Já que o Espírito de Deus vive em nós, como cristãos, nós desonramos nossos corpos e profanamos o templo de Deus através do nosso pecado sexual. Manter nossos corpos longe do pecado sexual é um ato espiritual de louvor (Romanos 12, 1-2).



MENTIRA: Meu vício me desqualifica do meu ministério cristão.

VERDADE: Todas as pessoas pecaram e não cumpriram os padrões santos que Deus espera (Romanos 3, 23). Todo ministro do Evangelho pecou de um modo ou de outro. O vício em sexo não o desqualifica enquanto ministro. Mas se o seu serviço na Igreja está fazendo você cair em tentação, largue-o por um tempo até que tenha quebrado o vício com ajuda de Deus. Sua vitória sobre ele abrirá as portas para que você possa ajudar outras pessoas que procuram libertar-se também.



MENTIRA: Cometi um pecado imperdoável.

VERDADE: Todos os pecados de que nos arrependemos pode ser perdoado pela graça de Cristo.



MENTIRA: Seu corpo não é bom o suficiente para obter êxito sexualmente.

VERDADE: Essa mentira é espalhada por vendedores de produtos que tentam aumentar o tamanho do pênis, implantes nos seios, e drogas que melhoram o desempenho sexual. Embora em alguns casos possa haver necessidade legítima de alguma coisa do tipo, a questão é que muito freqüentemente as pessoas se sentem sexualmente inferiores por não ter o tipo físico “perfeito”, como propagado pela TV ou em outros lugares. O objetivo do inimigo é nos fazer duvidar que Deus tenha nos criado com a capacidade e a habilidade de aproveitar naturalmente a união sexual com nosso esposo ou esposa. O inimigo quer sabotar nossa experiência sexual, que devia ser fonte de alegria e prazer, inspirando nela medo de falhar, ou medo de rejeição por parte do sexo oposto. Esse tipo de pensamento orientado para a “performance” é promovida, é claro, por temas tipicamente vindos da pornografia, como “o tamanho importa”, ‘a forma importa” e outras coisas que não fazem sentido. Com relação ao sexo, podemos confiar em Deus, de que Ele nos deu tudo que precisamos para usufruir do sexo com nosso(a) esposo(a). Podemos também pedir a Ele que nos ajude a vencer qualquer medo que possamos ter com relação ao sexo, de modo que possamos vivê-lo como experiência gratificante espiritual, emocional e fisicamente.



MENTIRA: As mulheres exibidas na pornografia estão se divertindo.

VERDADE: Não estão. A maioria delas está sofrendo física e emocionalmente, passaram por abusos na infância, e se envolvem com álcool ou drogas para poder suportar a rotina degradante. Além das DST’s, comuns nesse meio, há as doenças emocionais, depressão etc.


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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Mentiras e verdades sobre sexo, masturbação e pornografia – parte 4

MENTIRA: A pornografia não faz mal a ninguém.

VERDADE: A pornografia prejudica seu expectador. Provérbios 6, 27 diz, “Porventura pode alguém esconder fogo em seu seio sem que suas vestes se inflamem?”. A resposta implícita é “não”. Desejar pecaminosamente outra pessoa com nossos olhos e pensamentos é equivalente a cometer o pecado com essa pessoa (Mateus 5, 28). A pornografia nos treina a praticar a luxúria e a viver um mundo de fantasia formado por pensamentos maus. Como resultado, queimamos com luxúria insaciável, que nos leva a buscar gratificação. As memórias resultantes de atividades pornográficas podem durar toda uma vida e prejudicar nossa habilidade de aproveitar o sexo no nosso casamento. A pornografia também pode nos levar pelo caminho destrutivo da perversão. Pedofilia, homossexualidade, estupro e abuso são apenas algumas das possíveis atividades que a pornografia ajuda a incentivar. A pornografia prejudica a família de quem a consome. Por exemplo, seu filho pode ser atormentado pelo mesmo mal que o atormenta, ou podem simplesmente ver a pornografia armazenada em seus arquivos de computador ou revistas. Sua esposa (o seu esposo) pode ficar devastada(o) se descobrir que você vem cometendo “adultério mental” através da pornografia. Ele ou ela podem ter dificuldade de confiar em você algum dia de novo, quando descobrirem sua vida secreta. Pode levar anos para reaprender a amar sua esposa e eliminar a luxúria armazenada em você. Talvez você tenha que reaprender como ter uma relação sexual de maneira amorosa, já que se tornou viciado na luxúria, por causa da pornografia.



MENTIRA: Com o casamento meu vício em pornografia vai terminar.

VERDADE: O casamento pode tornar o vício de pornografia ainda pior, e o vício da pornografia arruína a vida sexual no casamento! Há muitas razões para isso, mas uma das principais razões é que viciados em pornografia acostumaram o próprio corpo a responder à com figuras pornográficas e masturbação. O sexo no casamento, como feito por Deus, deve ser construído a partir do amor. Luxúria e amor são o completo oposto um do outro! O viciado em pornografia deve vencer seu vício antes de se casar.



MENTIRA: Luxúria é o mesmo que amor.

VERDADE: Luxúria é o exato oposto de amor.



MENTIRA: Não há nada de errado com a luxúria.

VERDADE: A luxúria é pecado (Mateus 5, 28). A luxúria é muito prejudicial e comumente é o início de outros tipos de mal. A passagem 1 João 2, 15-17 nos mostra que a luxúria faz com que o amor de Deus não esteja em nós! Se nos falta o amor de Deus, ficamos vulneráveis a sermos preenchidos com qualquer outra forma de mal. Romanos 1, 20-32 nos dá um exemplo do que aconteceu quando os cristãos romanos seguiram a luxúria. Eles foram abandonados a todo tipo de mal (29-30).



MENTIRA: A masturbação é inofensiva e saudável.

VERDADE: A masturbação é viciante, e dá à luxúria oportunidade de controlar nossas mentes. Ela também destrói a vida sexual no casamento fazendo-nos voltar para nós mesmos. A masturbação não nos ensina nada sobre amar o esposo ou esposa e se doar a ele ou ela durante o sexo. Só nos ensina sobre satisfazer nossos próprios desejos egoístas.



MENTIRA: Deus é injusto e não nos ama, pois restringe o sexo ao casamento.

VERDADE: Deus é santo, o que significa que é perfeito em bondade e em retidão. Deus também nos ama muito. Ele provou seu amor por nós através do sacrifício de Jesus por nossos pecados. Deus restringiu o sexo ao casamento para nos proteger de muitos sofrimentos que vêm com o pecado sexual. O pecado sexual traz confusão espiritual, perversão, vício, destruição das famílias e vários outros possíveis efeitos colaterais. O sexo é tão poderoso que só pode ser seguro quando contido em um casamento amoroso onde há um compromisso de toda a vida, confiança e intimidade. Quando tiramos o sexo desse contexto, ele se torna instável e facilmente se converte em uma aventura na luxúria.



MENTIRA: Muito sexo traz satisfação e plenitude.

VERDADE: A plenitude duradoura vem do conhecimento de Deus. Quando seguimos a Deus, Ele nos satisfaz com coisas boas que trazem plenitude duradoura (ver Salmo 103, 2-5; Salmo 107, 9; Salmo 145, 16; Salmo 36, 7-9; João 4,14). Permitir-se pecados sexuais incentiva a luxúria, que é um contínuo desejo por mais. A luxúria é a total falta de plenitude.


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domingo, 8 de fevereiro de 2009

Mentiras e verdades sobre sexo, masturbação e pornografia – parte 3

MENTIRA: Deus me fez desse jeito.

VERDADE: Deus não comete erros. Ele nos criou bons, mas nós estamos corrompidos desde o nascimento pela natureza pecaminosa que herdamos de Adão (Romanos 5, 12). Podemos nos tornar escravos do pecado quando obedecemos aos desejos do pecado (Romanos 6, 16). Uma vez escravizados, é fácil culparmos Deus. Quando fazemos isso, parece que fugimos da responsabilidade sobre nossos pecados. Mas não é Deus que deve ser acusado – nós é que devemos ser! O primeiro passo para ganhar a liberdade é assumir a responsabilidade pelos nossos pecados confessando-os a Deus.



MENTIRA: O sexo proibido é mais prazeroso.

VERDADE: O sexo proibido nos escraviza à luxúria. Por um tempo, nossas incursões no proibido podem trazer prazer, mas logo desejaremos mais riscos, mais exposição, mais excitação etc. e caminharemos ao fundo da depravação. Nossas próprias ações podem trazer uma espécie de maldição para nós mesmos, de modo que passamos a não ser capazes de receber o que Deus tem de bom para nos dar. Romanos 1, 20-32 descreve o que pode acontecer quando seguimos o caminho da depravação. Aqueles que esperam em Deus para administrar seus impulsos sexuais conseguem um prazer que vai durar mais e o contentamento (Salmo 36, 7-9; João 4, 14). A providência de Deus supre nossas necessidades (Filipenses 4, 19).



MENTIRA: Todo tipo de sexo é bom.

VERDADE: Deus nos deu diretrizes específicas sobre que tipo de sexo é aceitável. Deus restringe o sexo ao casamento entre homem e mulher (Marcos 10, 6-9; Gênesis 2, 24). Qualquer atividade sexual fora desse contexto é pecado,que muitas vezes podem trazer consequências para a vida toda. Deus também nos deu diretrizes específicas sobre a nudez, nos dizendo para não revelar nossos órgãos sexuais para nenhuma outra pessoa além do esposo ou esposa (Habacuc 2, 14-16; Isaías 57, 8). A pornografia explora a nudez das pessoas, o que não agrada nada a Deus (Ezequiel 23, 18).



MENTIRA: A Bíblia ensina que o sexo é sujo.
VERDADE: O sexo é bom! A Bíblia ensina que Deus criou o sexo como um dom maravilhoso para ser usufruído pelo homem e pela mulher no casamento. Ele quis que esse momento fosse uma expressão íntima de amor, exclusivamente entre marido e mulher. Considere o que a Bíblia diz sobre esse tipo de sexo: “Seja bendita a tua fonte! Regozija-te com a mulher de tua juventude, corça de amor, serva encantadora. Que sejas sempre embriagado com seus encantos e que seus amores te embriaguem sem cessar! Por que hás de te enamorar de uma alheia e abraçar o seio de uma estranha?” (Provérbios 5, 18-20). Quando o sexo é retirado de seu contexto ou explorado através da pornografia ou outros meios, torna-se uma prática destrutiva e viciante.

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sábado, 7 de fevereiro de 2009

Mentiras e verdades sobre sexo, masturbação e pornografia – parte 2

MENTIRA: Nunca vou me livrar do vício do sexo, pornografia ou masturbação

VERDADE: Jesus morreu na cruz para que nós POSSAMOS vencer qualquer pecado com que tenhamos nos envolvido.O Espírito Santo, que ressuscitou Cristo dos mortos, dá a vida aos nossos corpos mortais, para que sejamos livres (Romanos 8, 11-13). A vida em Jesus Cristo nos renova espiritualmente e os dá uma nova natureza que nos permite andar na pureza, como Jesus andou (2 Coríntios 5, 17)



MENTIRA: A pornografia melhora minha vida sexual no casamento.

VERDADE: A pornografia destrói a vida sexual no casamento através da luxúria. Embora possa trazer um prazer de curta duração, prejudicará seu casamento substituindo a afeição inspirada pelo amor por uma gratificação sensitiva vinda da luxúria. É apenas uma questão de tempo para as coisas de deteriorarem. A luxúria naturalmente pede sempre mais e mais, até que finalmente você se descobrirá procurando coisas ou pessoas mais excitantes quando sua mulher não for mais capaz de lhe satisfazer.



MENTIRA: Não consigo viver sem pornografia, masturbação ou outra atividade sexual pecaminosa.

VERDADE: O inimigo quer nos fazer acreditar que não podemos sobreviver e aproveitar a vida sem uma cota de pecado. A verdade é que o pecado produz a morte espiritual, e em última instância a morte física. A verdadeira vida começa quando vivemos de acordo com o Espírito de Deus, e não damos corda para o pecado (Romanos 13, 14 e João 6, 63). Nós PODEMOS viver sem pecar. Quando obedecemos a Deus em nossa vida sexual, experimentamos paz e nos tornamos mais capazes de obter os frutos de um casamento saudável hoje ou no futuro. O sexo não é um “direito” dado a cada pessoa, mas é um dom de Deus para cada pessoa que se casa. Para aqueles que ainda não se casaram, o desafio é confiar em Deus e esperar em sua providência.



MENTIRA: Deus não vai me aceitar, pois continuo caindo em tentação.

VERDADE: Satanás é especialista em condenação e desespero. Uma vez que ele consegue nos levar a pecar, ele nos condena por ter pecado, nos falando que nunca seremos livres. Ele nos diz que nunca seremos capazes de agradar a Deus. Deus não está zangado conosco por termos pecado, Ele espera que aceitemos o sacrifício de Jesus e que vivamos na realidade da nova vida que Ele preparou para nós. Jesus aplacou a ira de Deus por nossos pecados (Isaías 53, 4-12; 54, 10). Deus NÃO vai nos rejeitar quando nos aproximamos pedindo ajuda.

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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Consequências da atividade sexual precoce – parte 3

Correlação entre atividade sexual e outros comportamentos de risco

Pesquisas de várias fontes indicam uma correlação entre a atividade sexual de adolescentes e jovens e a probabilidade de envolvimento em outros comportamentos de risco, como o fumo, álcool e uso de drogas ilícitas.

Um estudo de uma revista pediátrica descobriu que adolescentes homens de 12 a 16 anos sexualmente ativos são quatro vezes mais propensos a fumar e seis vezes mais propensos a usar álcool do que os que se definem como virgens. Entre as garotas dessa mesma idade, as que são sexualmente ativas são sete vezes mais propensas a fumar e dez vezes mais propensas a usar maconha do que as que são virgens. O estudo descreve a atividade sexual como “um fator significativo associado a outros comportamentos de risco para a saúde”, e observa que cada vez mais se reconhece a ligação entre os comportamentos de risco. Outro estudo do Alan Guttmacher Institute também mostra uma ligação entre comportamentos de risco entre adolescentes e a atividade sexual; por exemplo, adolescentes que usam cigarro, álcool e maconha regularmente têm mais probabilidade estão mais propensos a ser sexualmente ativos.

Gravidez fora do casamento

Nos dias de hoje, nos Estados Unidos, é difundido amplamente que uma em cada três crianças nasce fora do casamento. Apenas 14 por cento desses nascimento ocorre em mulheres com menos de 18 anos. A maioria ocorre com mulheres na casa dos vinte e poucos anos. Portanto, dar métodos anticoncepcionais a adolescentes no colégio com programas governamentais de “sexo seguro” vai ter pouco efeito no nascimento de crianças fora do casamento.

Quase metade das mães que dão à luz fora do casamento estão co-habitando com o pai das crianças na época do nascimento. Esse pais, assim como as mães, estão tipicamente na faixa dos vinte e poucos anos. Nascimentos fora do casamento não são, portanto, o resultado de adolescentes que não conhecem ou não têm acesso a métodos anticoncepcionais. Pelo contrário, é mais parte de uma crise nos relacionamentos entre jovens adultos, homens e mulheres. Nascimento e gravidez fora do casamento, na maioria dos casos, ocorre porque jovens adultos, homens e mulheres, são incapazes de desenvolver relacionamentos conjugais compromissados e amorosos. Os programas de abstinência que focam do desenvolvimento de relacionamentos duradouros e amorosos e de preparação para casamentos estáveis (que aliás não existem no Brasil), são um fator essencial na redução dos níveis futuros de gravidez e nascimento de crianças fora do casamento.

Da Revista Backgrounder, da Heritage Foundation, disponível no site “Project Reality

Link para o artigo: http://www.projectreality.org/pdf/contentmgmt/Effectiveness_of_Abstinence_Education_Programs.pdf

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Perguntas e respostas sobre sexo antes do casamento, anticoncepcionais, gravidez indesejada, controle de natalidade e aborto

PERGUNTA: O que dizer sobre o sexo antes ou fora do casamento?

RESPOSTA: O lugar propício para o sexo é dentro do compromisso do casamento. Só ali a intimidade sexual alcança todo seu propósito e seu objetivo. O sexo traz ligação amorosa e filhos. Sem o casamento, tanto a ligação entre o casal quanto os filhos são colocados em lado em troca de recreação em busca de prazer.


PERGUNTA: Como você se sente sendo contra o que se tornou norma nos últimos tempos?

RESPOSTA: As mulheres têm engolido à força a agenda do movimento abortista/anticoncepcional por quase 100 anos. Chegou a hora das mulheres realmente perceberem os perigos que a contracepção (anticoncepcionais) apresentam para sua saúde e seu casamento, e como os anticoncepcionais levaram ao aumento dos divórcios, a abusos sexuais, doenças, câncer e mais. Esses problemas só fizeram aumentar desde a propagação do uso de anticoncepcionais.

PERGUNTA: Um argumento comumente usado é que, na sociedade atual, o sexo antes do casamento se tornou tão comum que as pessoas terão relações sexuais independente do anticoncepcional estar disponível ou não. Como você se sente com relação ao grande número de crianças indesejadas que virão como consequência disso?

RESPOSTA: O conceito de “criança indesejada” ou “gravidez indesejada” nasceu da propaganda dos movimentos de controle de natalidade. Esse movimento, que começou no início do século vinte com Margaret Sanger, queria destruir todo sentido de sacralidade da atividade sexual. A procriação de crianças foi cuidadosamente removida do conceito de atividade sexual. Essa atitude se tornou tão comum que poucas pessoas hoje sequer param para se questionar sobre os malefícios dos anticoncepcionais.


PERGUNTA: Mais da metade dos adolescentes americanos têm relações sexuais. Em outros países muitos adolescentes começam a ter relações sexuais cada vez mais cedo. Isso não é bom, mas é inevitável. É correto negar a eles os anticoncepcionais?

RESPOSTA: A atividade sexual em adolescentes não é inevitável; é esperada. Os adolescentes são levados a iniciar atividades sexuais porque é isso que lhes é ensinado na escola, através dos meios de comunicação e dos seus amigos, pais e colegas. Se, ao contrário, se esperasse que os adolescentes fossem responsáveis, tivessem auto-controle e respeito por si e pelos outros, então veríamos uma diminuição a atividade sexual fora do casamento, uma diminuição de gravidez indesejada e um diminuição de propagação de doenças (DST’s). Veja, gângsteres e assassinos “inevitavelmente” matam; devemos por isso fornecer-lhes facas afiadas e um beco escuro e dizer que é “escolha” deles?


PERGUNTA: Você acha que o controle de natalidade é um aborto? Você acha que a gravidez ocorre quando o óvulo é fertilizado ou quando o embrião se fixa na parede uterina? Por favor me explique.

RESPOSTA: O início da gravidez foi redefinido pela comunidade médica como sendo o momento em que ocorre a implantação do embrião na parede do útero, mas o fato biológico de que uma vida humana começa na fertilização do óvulo pelo espermatozóide continua. Muitos métodos anticoncepcionais são projetados para evitar que essa nova vida humana se implante no útero. Não importa se isso é chamado de aborto ou não, uma vida humana foi morta.

Traduzido e adaptado do site: “No Room For Contraception”