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quinta-feira, 18 de julho de 2013

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Curso de Teologia do Corpo
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segunda-feira, 9 de abril de 2012

NUNCA O PERIGO ABORTISTA ESTEVE TÃO PRÓXIMO

Conscientes de que seria quase impossível obter a legalização do aborto pelo Poder Legislativo, os defensores do aborto resolveram usar como "atalho fácil" (nas palavras de Ellen Gracie em 27/04/2005) o Supremo Tribunal Federal.

Composto de onze ministros, nenhum deles eleito pelo povo, todos nomeados pelo Presidente da República, o STF deverá julgar no dia 11 de abril, quarta-feira de oitava da páscoa, a ADPF 54 (Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental n. 54).
A ação, que usa como testa de ferro a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde, pretende que a Suprema Corte "reinterpretando" o Código Penal, declare que a "antecipação terapêutica de parto" (para não dizer "aborto") de uma criança anencéfala não se enquadra nas condutas descritas para o crime de aborto.

O argumento usado nessa ação é o de que impedir a mãe de abortar seu bebê em tal caso seria violar a "dignidade humana" dela, seu direito à "liberdade" e seu direito à "saúde". Preservar a vida do deficiente seria, na opinião dos que defendem a ADPF 54, descumprir todos esses preceitos fundamentais da Constituição: dignidade humana, liberdade, saúde. A criança (que nunca é chamada "criança", mas "feto") é sempre desqualificada: é um "monstro", um "peso inútil", sua mãe é um "caixão ambulante" etc.

Embora a anencefalia admita vários graus (de modo que é praticamente impossível uma definição exata da anomalia) e embora os anencéfalos reajam a estímulos nervosos, respirem com os próprios pulmões e tenham uma sobrevida variável (de alguns minutos até um ano e oito meses, como no caso de Marcela de Jesus Ferreira), os defensores de tal aborto frequentemente mentem dizendo: que o bebê tem a vida de um vegetal, que não tem capacidade de sentir nem de ter consciência, e que sua sobrevida além de alguns minutos é totalmente impossível.

Em 27/04/2005, quatro Ministros perceberam a má-fé da ADPF 54 e resolveram não conhecê-la, mas foram vencidos: foram eles Ellen Gracie, Eros Grau, Cezar Peluso e Carlos Veloso. Desses, somente Cezar Peluso pertence atualmente ao Tribunal. Agora, no julgamento do mérito, os defensores do aborto precisam de seis votos.

A situação é particularmente grave. Nunca o perigo abortista esteve tão próximo. Note-se: não é um anteprojeto de reforma do Código Penal (que nem sequer foi ainda encaminhado ao Congresso), não é um projeto de lei (que precisaria ser aprovado pela Câmara e pelo Senado e depois ser sancionado pelo Presidente da República). É uma ação judicial à espera de uma decisão que terá efeito vinculante, como se fosse uma lei, e sem qualquer possibilidade de recurso.

A nação brasileira corre o perigo iminente de sofrer um golpe via STF.

É por esse motivo que recomendamos a presença de todos os que puderem à Vigília pela Vida, cuja programação está abaixo.

Repito: é a última chance que temos de impedir um desastre comparável ao da decisão Roe versus Wade, que em 1973 declarou "legal" o aborto nos Estados Unidos, a revelia do Poder Legislativo.

"Coração Imaculado de Maria, livrai-nos da maldição do aborto"

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis
www.providaanapolis.org.br
naomatar.blogspot.com.br

quarta-feira, 7 de março de 2012

Apoio ao Pe. Paulo Ricardo

Caros leitores(as),

Hoje vou fugir um pouco dos temas de castidade para defender um sacerdote pelo qual tenho a maior consideração, e que nos ajuda muito por aqui, basta ver o vídeo dele no último post. Trata-se do Pe. Paulo Ricardo.



Jamais li ou ouvi nada do Pe. Paulo Ricardo que fosse errado ou fora da doutrina da Igreja. Pois bem, eis que tomo conhecimento de uma carta aberta lançando denúncias graves e infundadas contra ele. Se for mesmo verdade, é lamentável. Em todo caso, deixo aqui registrado meu apoio ao Pe. Paulo Ricardo. Que Deus continue abençoando seu edificante testemunho e sua missão.

Para saber mais, acompanhe o blog Dominus Vobiscum:
http://domvob.wordpress.com

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

"O amor vive de gratuidade, de sacrifício de si, de perdão e de respeito pelo outro."

"O amor vive de gratuidade, de sacrifício de si, de perdão e de respeito pelo outro."

"... cada amor humano é sinal do Amor eterno que nos criou, e cuja graça santifica a escolha de um homem e de uma mulher em dar-se reciprocamente a vida no matrimônio. Vivais esse tempo do namoro na expectativa confiante de tal dom, que é acolhido percorrendo uma estrada de consciência, de respeito, de atenções que não deveis nunca ferir: somente nessa condição a linguagem do amor permanecerá significativa também ao passar dos anos. Educai-vos, pois, desde agora à liberdade da fidelidade, que leva a se proteger reciprocamente, até viver um pelo outro. Preparai-vos para escolher com convicção o "para sempre" que conota o amor: a indissolubilidade, antes que condição, é dom a ser desejado, pedido e vivido, para além de todas as mutáveis situações humanas. E não pensais, segundo uma mentalidade difusa, que a convivência seja garantia para o futuro. Queimar as etapas leva a "queimar" o amor, que, ao contrário, tem necessidade de respeitar os tempos e a gradualidade nas expressões; tem necessidade de dar espaço a Cristo, que é capaz de tornar um amor humano fiel, feliz e indissolúvel. A fidelidade e a continuidade do vosso querer-vos bem vos tornarão capazes também de ser abertos à vida, de serem pais: a estabilidade da vossa união no Sacramento do Matrimônio permitirá aos filhos que Deus desejar vos dar crescer confiantes na bondade da vida. Fidelidade, indissolubilidade e transmissão da vida são os pilares de cada família, verdadeiro bem comum, patrimônio precioso para toda a sociedade. Desde agora, fundai sobre tudo isso o vosso caminho rumo ao matrimônio e testemunhai-o também aos vossos coetâneos: é um serviço precioso! Sejais gratos a quantos, com compromisso, competência e disponibilidade vos acompanham na formação: são sinal da atenção e do cuidado que a comunidade cristã vos reserva. Não sejais sós: busqueis e acolheis por primeiro a companhia da Igreja."

(Papa Bento XVI)

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Mais uma oportunidade de conhecer a Teologia do Corpo

Já temos no site http://www.teologiadocorpo.com.br/ um curso virtual gratuito.

Agora, a TV Século 21 proporciona, através de seu projeto EAD (Ensino à Distância) um curso de ensino à distância. Mais uma oportunidade de conhecer a Teologia do Corpo.

http://www.eadseculo21.org.br/ead/?opcao=visualizarCurso&ID=288

domingo, 21 de agosto de 2011

JMJ 2013 no Rio


Hoje, 21 de agosto de 2011, em Madrid, o Papa Bento XVI anunciou que a próxima Jornada Mundial da Juventude será no Rio de Janeiro. Estaremos todos lá, se Deus quiser!!!
Deus abençoe o Papa!

sábado, 12 de março de 2011

Link - As conseqüências negativas do aborto

Para quem deseja se aprofundar no estudo das conseqüências negativas do aborto, seu custo no campo financeiro, problemas de saúde relacionados, estatísticas, problemas mentais associados, etc, pode consultar o site (em inglês):
http://www.thecostofabortion.com/

E também ver o vídeo (em inglês):

http://www.youtube.com/watch?v=KyvgIM7E9Do

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Entrevista sobre Teologia do Corpo

Acompanhe amanhã, dia 28/jan, uma entrevista que vou dar sobre Teologia do Corpo, para a Rádio Mãe de Deus, da Comunidade Oásis, do Rio Grande do Sul.

A entrevista vai ser às 10h (hora de Brasília), e você poderá ouvir tudo on-line, através do site da Rádio:

http://comunidadeoasis.org.br

Daniel Pinheiro

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Feliz Natal!!!


Nesta noite de Natal, em que nos reunimos para celebrar a vinda de Deus entre nós, precisamos parar um pouco para contemplar esse maravilhoso mistério.

Muitas vezes a verdade e a beleza de Deus são tão estupendas que desistimos de entender. É nesse momento que nos voltamos para coisas que estão mais ao nosso alcance... ceia... presentes... e tudo mais...

Mas, apesar de serem mais fáceis de entender e estarem mais ao nosso alcance, no final do dia as caixas de presente e os pratos da ceia estarão vazios... A única coisa que vai permanecer no final de tudo é o mistério do Natal. O que vai permanecer no final é um Deus que se fez carne, e se revelou em um bebê envolto em panos. O Senhor do Universo poderia ter vindo a nós da maneira que quisesse. Ele escolheu essa maneira. Ele escolheu ser vulnerável. Afinal de contas, em última instância, isso é o amor: tornarmo-nos vulneráveis pelo bem do outro.

Então, que presentes devemos trazer para o aniversário do Rei dos Reis? Nós podemos cooperar com a graça naquilo que Ele mesmo deseja ardentemente para nós: que estejamos um dia unidos em sua pátria celeste.

Nesta noite de silêncio não encontramos um Deus zangado e vingativo. Encontramos, ao invés, um bebê, que deseja ser tomado nos nossos braços, para que possamos enchê-lo de beijos e carinhos.

E lá no fundo do nosso coração, invisível aos olhos, está o segredo mais feliz do Natal: que essa criança nos procurou e nos encontrou. Que um dia estávamos perdidos, e fomos achados.

Este é o grande presente que colocamos hoje aos pés da nossa árvore de Natal: voltar para a fonte da graça, o menino Jesus, e trazer alguém conosco.

De todo coração desejamos um Feliz Natal!
Deus os abençoe!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Nota da Congregação para a Doutrina da Fé

Sobre a banalização da sexualidade
A propósito de algumas leituras de «Luz do mundo»

Por ocasião da publicação do livro-entrevista de Bento XVI, «Luz do Mundo», foram difundidas diversas interpretações não correctas, que geraram confusão sobre a posição da Igreja Católica quanto a algumas questões de moral sexual. Não raro, o pensamento do Papa foi instrumentalizado para fins e interesses alheios ao sentido das suas palavras, que aparece evidente se se lerem inteiramente os capítulos onde se alude à sexualidade humana. O interesse do Santo Padre é claro: reencontrar a grandeza do projecto de Deus sobre a sexualidade, evitando a banalização hoje generalizada da mesma.

Algumas interpretações apresentaram as palavras do Papa como afirmações em contraste com a tradição moral da Igreja; hipótese esta, que alguns saudaram como uma viragem positiva, e outros receberam com preocupação, como se se tratasse de uma ruptura com a doutrina sobre a contracepção e com a atitude eclesial na luta contra o HIV-SIDA. Na realidade, as palavras do Papa, que aludem de modo particular a um comportamento gravemente desordenado como é a prostituição (cf. «Luce del mondo», 1.ª reimpressão, Novembro de 2010, p. 170-171), não constituem uma alteração da doutrina moral nem da praxis pastoral da Igreja.

Como resulta da leitura da página em questão, o Santo Padre não fala da moral conjugal, nem sequer da norma moral sobre a contracepção. Esta norma, tradicional na Igreja, foi retomada em termos bem precisos por Paulo VI no n.º 14 da Encíclica Humanae vitae, quando escreveu que «se exclui qualquer acção que, quer em previsão do acto conjugal, quer durante a sua realização, quer no desenrolar das suas consequências naturais, se proponha, como fim ou como meio, tornar impossível a procriação». A ideia de que se possa deduzir das palavras de Bento XVI que seja lícito, em alguns casos, recorrer ao uso do preservativo para evitar uma gravidez não desejada é totalmente arbitrária e não corresponde às suas palavras nem ao seu pensamento. Pelo contrário, a este respeito, o Papa propõe caminhos que se podem, humana e eticamente, percorrer e em favor dos quais os pastores são chamados a fazer «mais e melhor» («Luce del mondo», p. 206), ou seja, aqueles que respeitam integralmente o nexo indivisível dos dois significados – união e procriação – inerentes a cada acto conjugal, por meio do eventual recurso aos métodos de regulação natural da fecundidade tendo em vista uma procriação responsável.

Passando à página em questão, nela o Santo Padre refere-se ao caso completamente diverso da prostituição, comportamento que a moral cristã desde sempre considerou gravemente imoral (cf. Concílio Vaticano II, Constituição pastoral Gaudium et spes, n.º 27; Catecismo da Igreja Católica, n.º 2355). A recomendação de toda a tradição cristã – e não só dela – relativamente à prostituição pode resumir-se nas palavras de São Paulo: «Fugi da imoralidade» (1 Cor 6, 18). Por isso a prostituição há-de ser combatida, e os entes assistenciais da Igreja, da sociedade civil e do Estado devem trabalhar por libertar as pessoas envolvidas.

A este respeito, é preciso assinalar que a situação que se criou por causa da actual difusão do HIV-SIDA em muitas áreas do mundo tornou o problema da prostituição ainda mais dramático. Quem sabe que está infectado pelo HIV e, por conseguinte, pode transmitir a infecção, para além do pecado grave contra o sexto mandamento comete um também contra o quinto, porque conscientemente põe em sério risco a vida de outra pessoa, com repercussões ainda na saúde pública. A propósito, o Santo Padre afirma claramente que os preservativos não constituem «a solução autêntica e moral» do problema do HIV-SIDA e afirma também que «concentrar-se só no preservativo significa banalizar a sexualidade», porque não se quer enfrentar o desregramento humano que está na base da transmissão da pandemia. Além disso é inegável que quem recorre ao preservativo para diminuir o risco na vida de outra pessoa pretende reduzir o mal inerente ao seu agir errado. Neste sentido, o Santo Padre assinala que o recurso ao preservativo, «com a intenção de diminuir o perigo de contágio, pode entretanto representar um primeiro passo na estrada que leva a uma sexualidade vivida diversamente, uma sexualidade mais humana». Trata-se de uma observação totalmente compatível com a outra afirmação do Papa: «Este não é o modo verdadeiro e próprio de enfrentar o mal do HIV».

Alguns interpretaram as palavras de Bento XVI, recorrendo à teoria do chamado «mal menor». Todavia esta teoria é susceptível de interpretações desorientadoras de matriz proporcionalista (cf. João Paulo II, Encíclica Veritatis splendor, nn.os 75-77). Toda a acção que pelo seu objecto seja um mal, ainda que um mal menor, não pode ser licitamente querida. O Santo Padre não disse que a prostituição valendo-se do preservativo pode ser licitamente escolhida como mal menor, como alguém sustentou. A Igreja ensina que a prostituição é imoral e deve ser combatida. Se alguém, apesar disso, pratica a prostituição mas, porque se encontra também infectado pelo HIV, esforça-se por diminuir o perigo de contágio inclusive mediante o recurso ao preservativo, isto pode constituir um primeiro passo no respeito pela vida dos outros, embora a malícia da prostituição permaneça em toda a sua gravidade. Estas ponderações estão na linha de quanto a tradição teológico-moral da Igreja defendeu mesmo no passado.

Em conclusão, na luta contra o HIV-SIDA, os membros e as instituições da Igreja Católica saibam que é preciso acompanhar as pessoas, curando os doentes e formando a todos para que possam viver a abstinência antes do matrimónio e a fidelidade dentro do pacto conjugal. A este respeito, é preciso também denunciar os comportamentos que banalizam a sexualidade, porque – como diz o Papa – são eles precisamente que representam a perigosa razão pela qual muitas pessoas deixaram de ver na sexualidade a expressão do seu amor. «Por isso, também a luta contra a banalização da sexualidade é parte do grande esforço a fazer para que a sexualidade seja avaliada positivamente e possa exercer o seu efeito positivo sobre o ser humano na sua totalidade» («Luce del mondo», p. 170).

Fonte: Bollettino

sábado, 20 de novembro de 2010

O que o Papa realmente disse

Créditos ao blog "Frates in unum", que por sua vez puxou do blog "A Saúde da Alma", que por sua vez tirou do blog "Spe Deus"...

O que o Papa realmente disse sobre preservativos, comentários iniciais do "Fratres in Unum"...

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Tendo em conta a habitual ignorância e má-fé da imprensa secular ao noticiar fatos relevantes da vida da Igreja, apresentamos abaixo a íntegra da resposta do Papa Bento XVI sobre o uso de preservativos, em outro livro-entrevista de Peter Seewald.


Veremos, neste episódio, se a costumeira rapidez da Sala de Imprensa da Santa Sé em lançar esclarecimentos sobre todo tipo de assunto também será verificada ao ter de ser politicamente incorreta ao contrariar a imprensa do mundo todo, que alardeia a plenos pulmões a “liberação” da camisinha pelo Papa.


* * *

“Na África, Vossa Santidade afirmou que a doutrina tradicional da Igreja tinha revelado ser o caminho mais seguro para conter a propagação da SIDA/AIDS. Os críticos, provenientes também da Igreja, dizem, pelo contrário, que é uma loucura proibir a utilização de preservativos a uma população ameaçada pela SIDA/AIDS.”


«Em termos jornalísticos, a viagem à África foi totalmente ofuscada por uma única frase. Perguntaram-me porque é que, no domínio da SIDA/AIDS, a Igreja Católica assume uma posição irrealista e sem efeito – uma pergunta que considerei realmente provocatória, porque ela faz mais do que todos os outros. E mantenho o que disse. Faz mais porque é a única instituição que está muito próxima e muito concretamente junto das pessoas, agindo preventivamente, educando, ajudando, aconselhando, acompanhando. Faz mais porque trata como mais ninguém tantos doentes com sida e, em especial, crianças doentes com sida. Pude visitar uma dessas unidades hospitalares e falar com os doentes.

Essa foi a verdadeira resposta: a Igreja faz mais do que os outros porque não se limita a falar da tribuna que é o jornal, mas ajuda as irmãs e os irmãos no terreno. Não tinha, nesse contexto, dado a minha opinião em geral quanto à questão dos preservativos, mas apenas dito – e foi isso que provocou um grande escândalo – que não se pode resolver o problema com a distribuição de preservativos. É preciso fazer muito mais. Temos de estar próximos das pessoas, orientá-las, ajudá-las; e isso quer antes, quer depois de uma doença.

Efectivamente, acontece que, onde quer que alguém queira obter preservativos, eles existem. Só que isso, por si só, não resolve o assunto. Tem de se fazer mais. Desenvolveu-se entretanto, precisamente no domínio secular, a chamada teoria ABC, que defende “Abstinence – Be faithful – Condom” (“Abstinência – Fidelidade – Preservativo”), sendo que o preservativo só deve ser entendido como uma alternativa quando os outros dois não resultam. Ou seja, a mera fixação no preservativo significa uma banalização da sexualidade, e é precisamente esse o motivo perigoso pelo qual tantas pessoas já não encontram na sexualidade a expressão do seu amor, mas antes e apenas uma espécie de droga que administram a si próprias. É por isso que o combate contra a banalização da sexualidade também faz parte da luta para que ela seja valorizada positivamente e o seu efeito positivo se possa desenvolver no todo do ser pessoa.

Pode haver casos pontuais, justificados, como por exemplo a utilização do preservativo por um prostituto, em que a utilização do preservativo possa ser um primeiro passo para a moralização, uma primeira parcela de responsabilidade para voltar a desenvolver a consciência de que nem tudo é permitido e que não se pode fazer tudo o que se quer. Não é, contudo, a forma apropriada para controlar o mal causado pela infecção por VIH/HIV. Essa tem, realmente, de residir na humanização da sexualidade.»

“Quer isso dizer que, em princípio, a Igreja Católica não é contra a utilização de preservativos?”

«É evidente que ela não a considera uma solução verdadeira e moral. Num ou noutro caso, embora seja utilizado para diminuir o risco de contágio, o preservativo pode ser um primeiro passo na direcção de uma sexualidade vivida de outro modo, mais humana.»

In Bento XVI, Luz do Mundo – O Papa, a Igreja e os Sinais dos Tempos – Uma conversa com Peter Seewald, Lucerna, 2010

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Vigília mundial pela vida nascente

Vigília mundial pela vida nascente
No dia 27 de novembro, a Igreja universal rezará pela defesa da vida

ROMA, quinta-feira, 18 de novembro de 2010 (ZENIT.org) - O apelo foi lançado no último mês de junho. Em algumas igrejas, a mobilização foi um pouco lenta, mas a verdade é que, no dia 27 de novembro, na Basílica de São Pedro, assim como nas dioceses e igrejas católicas do mundo inteiro, serão realizadas vigílias de oração, adorações ao Santíssimo Sacramento e terços em defesa da vida nascente.

No último dia 14 de junho, o cardeal Antonio Cañizares, prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, e o cardeal Ennio Antonelli, presidente do Conselho Pontifício para a Família, enviaram uma carta a todos os presidentes das conferências episcopais para convidá-los a organizar uma solene "vigília pela vida nascente".

Na carta, informa-se aos bispos que foi o próprio Pontífice quem havia tomado a iniciativa de realizar a vigília na Basílica de São Pedro, coincidindo com as Primeiras Vésperas do 1º domingo do Advento e perto do Natal de nosso Senhor Jesus Cristo.

Junto às vésperas, a carta propõe a adoração eucarística para "dar graças ao Senhor que, com a doação total de si mesmo, deu sentido e valor a toda a vida humana, e para invocar a proteção de todo ser humano chamado à existência".

À vigília e à adoração, a Conferência Episcopal Espanhola propôs acrescentar também a oração do terço.

"É desejo do Santo Padre - lê-se na carta - que os bispos presidam em suas igrejas celebrações similares que envolvam paróquias, comunidades religiosas, associações e movimentos."

A carta também explica: "Todos nós somos conscientes dos perigos que ameaçam a vida humana hoje devido à cultura relativista e utilitarista que escurece a percepção da dignidade de toda pessoa humana, seja qual for sua fase de desenvolvimento".

Por isso, acrescenta, citando a encíclica Evangelium vitae, de João Paulo II, "estamos chamados mais que nunca a ser 'povo da vida' com a oração e com o compromisso".

A missiva convida todos os presidentes das conferências episcopais a "envolver rapidamente e da maneira mais apropriada" todos os bispos de cada país, de forma que "se possa inserir esta iniciativa nos diversos programas diocesanos".

A carta termina com o desejo de que "todas as igrejas particulares, em união com o Santo Padre, Pastor universal", possam "obter a graça e a luz do Senhor para a conversão dos corações e dar um testemunho comum da Igreja para uma cultura da vida e do amor".

(Antonio Gaspari)

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Voto Católico: quatro organismos vinculados à CNBB defendem a aplicação "integral" do PNDH-3

(ACI/Digital) Recentemente o site “Votocatolico” denunciou que “a Comissão Pastoral da Terra, o Conselho Indigenista Missionário, o Movimento de Educação de Base e a Comissão Justiça e Paz de São Paulo, organismos vinculados à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), integram junto com entidades pró-aborto e pró-cultura homossexual, uma campanha pela integralidade e implementação do Plano Nacional de Direitos Humanos 3 (PNDH-3)”. (...)

Os editores do “Votocatólico” recordam que o Plano Nacional, entre outras coisas que pretendem a desconstrução social, prevê:
- Apoiar projetos de lei que possibilitem a união civil, equiparada ao matrimônio, entre pessoas do mesmo sexo;
- Incluir nos sistemas de educação do serviço público “todas as configurações familiares” com base na “desconstrução da heteronormatividade”;
- Respaldar a adoção de menores por casais homossexuais;
- Oferecer programas de Saúde diferenciados e prioritários a homossexuais, transexuais e prostitutas;
- Considerar o aborto como tema de saúde pública, com garantia de aceso aos serviços públicos de saúde;
- Apoiar o reconhecimento da prostituição como profissão;
- Propor a criação de organismos públicos para o "controle social" da mídia;
- Originariamente previa a retirada de símbolos religiosos em repartições públicas; e
- A educação religiosa estatal, como instrução de todas as religiões, com ênfase nos cultos afro-brasileiros. (...)

Em declaração da Assembléia Geral, a CNBB disse, em 12 de maio passado, que "nas ações programáticas do PNDH-3 [...] encontramos elementos de consenso que podem e devem ser implementados imediatamente, entretanto, identificamos também determinadas ações programáticas que não podem ser aceitas. Reafirmamos nossa posição, já muitas vezes manifestada, em defesa da vida e da família, da dignidade da mulher, do direito dos pais à educação religiosa e ética de seus filhos, do respeito aos símbolos religiosos, e contrária à prática e à descriminalização do aborto, ao 'casamento' entre pessoas do mesmo sexo, à adoção de crianças por casais homoafetivos e à profissionalização da prostituição". (...)

Assim, o site questiona: “O que fazem quatro organismos vinculados à Conferência Episcopal como organizadores de uma campanha que defende a aplicação integral dos aspectos que a Igreja já rejeitou publicamente, por serem contrários à ordem natural e à Lei Divina? A Presidência da CNBB sabe que esses quatro organismos assinam a campanha? Se sabe, porque não fez nada a respeito ainda?”. (...)

Os editores do site, uma iniciativa de leigos católicos, sugerem “enviar à Secretaria Geral da CNBB (secgeral@cnbb.org.br) uma carta respeitosa, solicitando que esta tome medidas urgentes com os quatro organismos, que garanta a retirada do nome da instituição da referida iniciativa e que se tome cuidado a fim de que os recursos materiais dos referidos organismos, vindos das contribuições econômicas dos fiéis, não sejam usados para apoiar a campanha”.

Leia o artigo inteiro em: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=20564

E visite o site Voto Católico: http://www.votocatolico.com.br/

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

3º Curso Virtual de Teologia do Corpo




As vagas já foram todas preenchidas, e por isso as inscrições estão encerradas. Para maiores informações, entrar em contato com: daniel@teologiadocorpo.com.br

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Aprofundamento na Canção Nova

Desde terça (27/07) até hoje (29/07) está havendo um aprofundamento com o Pe. Paulo Ricardo na Canção Nova, sobre Teologia do Corpo. Hoje de tarde, na quinta-feira de Adoração, ele estará fazendo uma palestra na televisão sobre o assunto. Quem puder assistir...
Que bom saber que a Teologia do Corpo está sendo mais divulgada, e mais pessoas estão conhecendo esta graça.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Filme Bloodmoney - "Dinheiro de Sangue"

Recentemente coloquei no You Tube o trailer do filme "Bloodmoney" ("Dinheiro de sangue", em tradução não-oficial). Algumas pessoas têm me perguntado como fazer para adquirir o filme. Entrem no site http://www.bloodmoneyfilm.com
Lá se pode comprar previamente o filme, que será disponibilizado para venda em DVD (em inglês) a partir de 27 de julho. Além disso, a programação por enquanto é para apenas alguns cinemas americanos.

terça-feira, 8 de junho de 2010

"Só os castos são fortes"

CASTIDADE

Do latim "castitas", de "castus", originariamente termo da linguagem religiosa que significava: conforme aos ritos; posterior­mente foi tomado como particípio do verbo "careo" = carecer e passou a significar tam­bém: isento de, puro.

É uma virtude moral que preserva o homem de qualquer complacência indevida com a satisfação sexual.

É a expres­são de uma plena vitória da vontade sobre o instinto.

É uma nota inconfundível das almas nobres e fortes.

O homem casto não é apenas aquele que não tem uma vida desregrada, mas é o que exerce pleno controle não só sobre seus atos e palavras, mas também sobre seus impulsos íntimos e seus desejos.

As reações do animal obedecem, de modo exclusivo e ine­lutável, aos estímulos dos instintos de conser­vação e reprodução. Mas nele esses instintos têm uma regulação automática e um equilíbrio natural. No homem, esse equilíbrio é exercido pela razão consciente e voluntária. E nisso re­side a nobreza do ser humano. O devasso acaba se assemelhando ao animal, escravo dos próprios instintos. O casto controla os seus ins­tintos, segundo as finalidades superiores da razão: não vive para comer, mas come para viver; não vive para o sexo, mas submete a atividade sexual à sua função imanente de transmitir o dom da vida e de permitir entre os esposos a realização da plenitude de amor humano. A castidade é o resultado de uma autodisciplina, permanentemente exercida so­bre os pensamentos, os desejos, os sentidos num ideal de nobre austeridade voluntaria­mente aceito. A impostura dos devassos con­siste em se apresentarem como corajosos, li­bertos de todos os tabus. Na realidade, são covardes que abdicaram da luta interior e se tornaram escravos de suas paixões, porque, de fato, só os castos são fortes.
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Fonte: Pe. Fernando Bastos de Ávila, S.J. - Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo, MEC - Ministério da Educação e Cultura, FENAME - Fundação Nacional do Material Escolar, 2a edição, 1975, verbete Castidade, página. 116.

domingo, 4 de abril de 2010

O Senhor Ressurgiu! Aleluia! Aleluia!


Uma feliz e Santa Páscoa
na alegria do Senhor Jesus Cristo Ressuscitado!!!

sexta-feira, 26 de março de 2010

Palestras

Estou disponível para dar palestras, formações, retiros sobre castidade e sobre Teologia do Corpo em seu grupo de oração, paróquia ou comunidade.
Entre em contato pelo e-mail:
vidaecastidade@gmail.com
Moro em Fortaleza-CE, mas a possibilidade de formações em outras cidades pode ser analisada.
Visite também o canal Vida e Castidade no You Tube:
www.youtube.com.br/vidaecastidade
A paz de Cristo!
Daniel Pinheiro