Mostrando postagens com marcador Pedagogia da Castidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pedagogia da Castidade. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 16 de março de 2017

Teologia do Corpo 001 - Criados para o Amor

Leandro (nome fictício) me chamou no canto, depois de uma palestra, e pediu para conversar um pouco. Jovem, de cabelos negros, devia ter uns 16 ou 17 anos. Soube depois que uma pessoa exemplar no grupo de oração. Não tinha namorada, e estava discernindo uma possível vocação sacerdotal.

"Sabe qual o problema?", perguntou ele. "Eu não consigo entender como é que Deus pode ter colocado na gente tantos... tantos... impulsos sexuais... se é que você me entende... se no final das contas não podemos fazer nada, que tudo é pecado..."



Depois que ele falou, percebi em seu olhar um misto de dúvida, perplexidade, e um início de desesperança. Pensei que talvez esse conflito já fizesse parte de sua vida há algum tempo. Não pude deixar de sentir compaixão pelas suas dúvidas, mas também senti tristeza pelas pessoas que poderiam tê-lo orientado ao longo da vida, mas não o fizeram: pais, professores, figuras religiosas.

Talvez você já tenha passado pelo que nosso personagem fictício passou. Talvez você não esteja sozinho. O que vou escrever aqui não é exatamente o desenrolar daquela conversa. Deixo as particularidades para a intimidade do coração de nosso personagem. O que desejo é trazer alguma luz para a situação.

Sim, é verdade que Deus nos fez seres sexuados. Temos um sexo. Masculino ou feminino. Sim, é verdade que Deus colocou em nós os desejos e impulsos sexuais. Na verdade essa foi minha primeira grande descoberta quando comecei a estudar a Teologia do Corpo. 

Nela, São João Paulo II começa nos levando de volta para o início, para o Gênesis. Quando Deus criou o ser humano, Ele tinha um plano em mente. Nesse plano, estava incluído o ser homem e o ser mulher. Não é mesmo extraordinário pensar que existem essas duas "formas" (digamos assim) de ser humano, e que elas sejam complementares? Que o corpo do homem e da mulher foram feitos um para o outro? 

Na minha opinião, o fato mais importante do relato da Criação é o chamado que Deus faz ao ser humano para que viva em unidade: "O homem deixa o seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher, e os dois se tornam uma só carne" (Gn 2, 24). É uma ordem expressa de Deus, e um convite à união. Homem unido com mulher, casal que se une e se torna uma só carne. Tudo isso já estava no projeto original de Deus.

Nada mais justo que esperar a presença da atração do ser humano pelo outro sexo: atração do homem pela mulher, e da mulher pelo homem. Atração sexual, porque é uma atração entre os sexos.

Mas, voltando à pergunta do nosso amigo: porque ter essa atração se tudo relacionado a sexualidade é pecado?

Para responder, primeiro é preciso reconhecer que nem tudo é pecado. Infelizmente vivemos numa sociedade com tantos problemas morais, tanta pornografia, sensualização banal, que temos a tentação de rejeitar tudo como sendo pecado. Mas é preciso discernir que o pecado não está no corpo do ser humano, nem na atração, mas sim está na distorção e no mau uso que fazemos da sexualidade.

O plano de Deus é que homem e mulher se unam em uma só carne. A isso damos o nome de matrimônio, uma realidade tão sagrada que foi elevada à categoria de sacramento. Quando um homem deixa seu pai e sua mãe e se une à mulher escolhida, temos um matrimônio, inicia-se uma nova família. Isso não é pecado. A vivência da relação conjugal entre cônjuges não é pecado. É plano de Deus. As distorções, como pornografia, sexo desenfreado antes e fora do casamento, tudo isso é pecado, justamente por serem distorções do plano de Deus.

Não é verdade que Deus proíbe a sexualidade. Não é verdade que a Igreja só vê pecado na sexualidade. Pelo contrário, Deus (e a Igreja) consideram a sexualidade humana algo muito sagrado e querido por Deus desde o plano original da criação do ser humano, e por isso tanta proteção para com o matrimônio. Proteção, sim. Daí vem a denúncia das distorções que nos afastam desse projeto de Deus.

Infelizmente, cada vez que imoralidades e contatos sexuais fora ou antes do casamento acontecem entre jovens, é mais um pouco da sacralidade do matrimônio que é vilipendiada, é mais um pouco da beleza do casamento sendo desprezada e aviltada. 

Mas, então, enquanto jovem que ainda não se casou, como nosso amigo Leandro pode aprender a viver esse momento de espera antes do casamento? Ou ainda, se por acaso ele tem vocação sacerdotal, como viver essa atração natural que Deus nos dotou em uma vida inteira de celibato pela causa do Reino dos Céus? Para tudo isso São João Paulo II dedicou muitas linhas de sua Teologia do Corpo, que poderemos discutir mais na frente. Por agora, basta saber que não só é possível, como é o único caminho realmente dignificante e feliz para o ser humano. Esse caminho é o caminho do amor verdadeiro. Aprender a viver o amor é o único caminho realmente digno para o ser humano. 

E, na verdade, é o caminho que nosso coração deseja ardentemente. É o que nosso coração tão calorosamente procura nos momentos mais pessoais de nossa vida, nos momentos que nos definem.

Então, concluindo, Deus, em seu plano original, não nos criou para a solidão. Ele nos criou para a união, para a comum-união, para o amor. E colocou em nosso coração esse desejo.

Vamos ter oportunidade de aprofundar mais esse assunto nos próximos artigos. Até lá!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

As passagens bíblicas mais importantes para a Teologia do Corpo

Um bom passo para começar a conhecer e estudar a Teologia do Corpo é pelas passagens bíblicas mais importantes, que são ponto de partida para as reflexões que estão contidas nesses ensinamentos.



A Teologia do Corpo pode ser compreendida como um grande estudo bíblico. São João Paulo II reuniu em 133 catequeses seu ensinamento sobre o corpo, o amor verdadeiro, e a afetividade humana. Esse conteúdo foi dividido pelo próprio João Paulo II em grandes seções. Na maioria das vezes elas iniciam com uma passagem bíblica, e a partir daí seguem as reflexões e análises.

O objetivo dessa metodologia de S. João Paulo II é cobrir toda a história de nossa salvação, desde a criação do ser humano (Gênesis), até a consumação dos tempos (Apocalipse), esclarecendo o projeto de Deus para nossa sexualidade e para o todo de nossa salvação.

A primeira grande seção, ou o primeiro grande tema, é justamente a criação do ser humano, enquanto homem e mulher. Nesse ponto, S. João Paulo II comenta sobre praticamente todo o capítulo 2 de Gênesis, mas o versículo chave é Gênesis 2,24: "Por isso o homem deixa o seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só carne". Aqui se mostra em plenitude o plano original de Deus para o ser humano: existindo em sexos distintos (homem, mulher) o ser humano é chamado desde o princípio a uma união de amor, união em "uma só carne". Mas São João Paulo II traz à tona essa passagem do Gênesis através das palavras do próprio Jesus em Mateus 19, 3-9:

"Após esses discursos, Jesus deixou a Galiléia e veio para a Judéia, além do Jordão. Uma grande multidão o seguiu e ele curou seus doentes. Os fariseus vieram perguntar-lhe para pô-lo à prova: É permitido a um homem rejeitar sua mulher por um motivo qualquer? Respondeu-lhes Jesus: Não lestes que o Criador, no começo, fez o homem e a mulher e disse: Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher; e os dois formarão uma só carne? Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu. Disseram-lhe eles: Por que, então, Moisés ordenou dar um documento de divórcio à mulher, ao rejeitá-la? Jesus respondeu-lhes: É por causa da dureza de vosso coração que Moisés havia tolerado o repúdio das mulheres; mas no começo não foi assim. Ora, eu vos declaro que todo aquele que rejeita sua mulher, exceto no caso de matrimônio falso, e desposa uma outra, comete adultério. E aquele que desposa uma mulher rejeitada, comete também adultério."

Aqui Jesus, no diálogo com os fariseus, chama a atenção dos seus ouvintes para a importância de relembrar o plano original de Deus para o amor entre homem e mulher, e esse plano é que está no centro das reflexões da Teologia do Corpo.

Na segunda seção, o tema passa a ser a queda de Adão e Eva e a consequente expulsão do Paraíso, e a análise de toda a condição humana após o pecado original. Nessa seção, que é a mais longa de toda a Teologia do Corpo, o foco se volta para o interior do ser humano. É no "coração" do ser humano (entendido aqui como o centro interior de nossa alma, de nossas decisões) que vai se mostrar presente o pecado, alterando o plano original de Deus. Após discutir sobre o pecado original e suas consequências, São João Paulo II reflete sobre a graça santificante de Cristo, e a proposta que Ele faz ao coração humano de viver a pureza. Por isso a passagem "chave" para toda essa seção vem do Sermão da Montanha, em Mateus 5, 27-28: 

"Ouvistes o que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério. Eu, porém, vos digo: todo aquele que lançar um olhar de cobiça para uma mulher, já adulterou com ela em seu coração". 

A esse chamado de Jesus em direção à pureza de coração, o ser humano deve responder vivendo uma vida renovada, "no Espírito", abandonando o pecado em seu coração e vivendo a graça de Deus. Essa seção é fundamental para a compreensão do estado atual do ser humano, pois todos nós vivemos nessa condição: herdamos as consequências do pecado original, mas nos abrimos para a graça santificante de Cristo. Nessa seção também é onde se podem traçar mais paralelos com os acontecimentos cotidianos que exigem nosso discernimento segundo uma correta moralidade.

Na terceira seção, São João Paulo II passa a falar de nosso futuro escatológico, ou seja, da Ressurreição e do "mundo que há de vir". A Igreja ensina que Jesus virá novamente para reunir todos os eleitos consigo no céu, e que ressuscitaremos assim como Ele ressuscitou. A passagem "chave" aqui vem de Marcos 12, 18-27:

"Ora, vieram ter com ele os saduceus, que afirmam não haver ressurreição, e perguntaram-lhe: Mestre, Moisés prescreveu-nos: Se morrer o irmão de alguém, e deixar mulher sem filhos, seu irmão despo-se a viúva e suscite posteridade a seu irmão. Ora, havia sete irmãos; o primeiro casou e morreu sem deixar descendência. Então o segundo desposou a viúva, e morreu sem deixar posteridade. Do mesmo modo o terceiro. E assim tomaram-na os sete, e não deixaram filhos. Por último, morreu também a mulher. Na ressurreição, a quem destes pertencerá a mulher? Pois os sete a tiveram por mulher. Jesus respondeu-lhes: Errais, não compreendendo as Escrituras nem o poder de Deus. Na ressurreição dos mortos, os homens não tomarão mulheres, nem as mulheres, maridos, mas serão como os anjos nos céus. Mas quanto à ressurreição dos mortos, não lestes no livro de Moisés como Deus lhe falou da sarça, dizendo: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó (Êx 3, 6)? Ele não é Deus de mortos, senão de vivos. Portanto, estais muito errados."

Nesse trecho do Evangelho, Jesus explica como o período "futuro", do "mundo que há de vir", o novo paraíso após a Ressurreição, será uma experiência diferente da que temos aqui na terra, e onde não caberá mais a realidade do matrimônio como o entendemos aqui (eles não tomarão mulheres nem maridos), mas essa realidade temporal será suplantada por uma nova realidade onde estaremos junto a Deus, contemplando-o "face a face", e vivendo em seu amor, ou usando a expressão do Apocalipse, nas "núpcias do Cordeiro".

Também nessa seção sobre a ressurreição está incluída uma série de catequeses sobre o celibato como vocação e maneira de viver o chamado a uma vida plena de entrega de sua própria vida aos irmãos. Vale a pena ler a passagem que referencia essas reflexões, em Mateus 19, 10-12:

"Seus discípulos disseram-lhe: Se tal é a condição do homem a respeito da mulher, é melhor não se casar! Respondeu ele: Nem todos são capazes de compreender o sentido desta palavra, mas somente aqueles a quem foi dado. Porque há eunucos que o são desde o ventre de suas mães, há eunucos tornados tais pelas mãos dos homens e há eunucos que a si mesmos se fizeram eunucos por amor do Reino dos céus. Quem puder compreender, compreenda."

Na quarta seção, São João Paulo II volta-se para o tema do matrimônio, e passa a explicar e analisar esse sacramento, primeiramente em sua dimensão teológica. É uma reflexão que busca explicar a razão pela qual esse sacramento é tão importante. Busca analisar o seu significado mais profundo. Poderíamos até dizer, em sua dimensão mais "conceitual". Para isso, São João Paulo II chamou essa dimensão de "Dimensão da Aliança e da Graça". A passagem "chave" nesta seção vem de Efésios 5, 21-32:

"Sujeitai-vos uns aos outros no temor de Cristo. As mulheres sejam submissas a seus maridos, como ao Senhor, pois o marido é o chefe da mulher, como Cristo é o chefe da Igreja, seu corpo, da qual ele é o Salvador. Ora, assim como a Igreja é submissa a Cristo, assim também o sejam em tudo as mulheres a seus maridos. Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, para santificá-la, purificando-a pela água do batismo com a palavra, para apresentá-la a si mesmo toda gloriosa, sem mácula, sem ruga, sem qualquer outro defeito semelhante, mas santa e irrepreensível. Assim os maridos devem amar as suas mulheres, como a seu próprio corpo. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo. Certamente, ninguém jamais aborreceu a sua própria carne; ao contrário, cada qual a alimenta e a trata, como Cristo faz à sua Igreja - porque somos membros de seu corpo. Por isso, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois constituirão uma só carne (Gn 2, 24). Este mistério é grande, quero dizer, com referência a Cristo e à Igreja."

Essa passagem é muito importante para entender o sentido mais profundo do matrimônio: o sentido esponsal. Ter um sentido ou significado esponsal quer dizer tomar como modelo a relação de amor entre Cristo e a Igreja, e fazer da relação matrimonial uma relação de doação: ser esponsal é ser capaz de dar amor, de entregar a si mesmo e a própria vida por amor.

Na quinta seção, São João Paulo II fala da dimensão dos sinais sacramentais que fazem o matrimônio. Essa "Dimensão do Sinal" é explicada a partir dos próprios ritos previstos para a cerimônia do matrimônio, mas também na percepção mais atenta de que também a união conjugal em si é também um sinal visível que compõe esse sacramento. Nessa seção se encontra também um comentário sobre o livro "Cântico dos Cânticos", da Bíblia, e uma reflexão sobre a história de Tobias, presente nos capítulos 6 a 8 do livro de Tobias. Destaca aqui apenas a oração com que Tobias e Sara iniciam sua vida conjugal, presente em Tobias 8, 4-10:

"Então Tobias encorajou a jovem com estas palavras: Levanta-te, Sara, e roguemos a Deus, hoje, amanhã e depois de amanhã. Estaremos unidos a Deus durante essas três noites. Depois da terceira noite consumaremos nossa união; porque somos filhos dos santos (patriarcas), e não nos devemos casar como os pagãos que não conhecem a Deus. Levantaram-se, pois, ambos, e oraram juntos fervorosamente para que lhes fosse conservada a vida. Tobias disse: Senhor Deus de nossos pais, bendigam-vos os céus, a terra, o mar, as fontes e os rios, com todas as criaturas que neles existem. Vós fizestes Adão do limo da terra, e destes-lhe Eva por companheira. Ora, vós sabeis, ó Senhor, que não é para satisfazer a minha paixão que recebo a minha prima como esposa, mas unicamente com o desejo de suscitar uma posteridade, pela qual o vosso nome seja eternamente bendito. E Sara acrescentou: Tende piedade de nós, Senhor; tende piedade de nós, e fazei que cheguemos juntos a uma ditosa velhice!"

Finalmente, a sexta e última seção da Teologia do Corpo é um comentário sobre a Encíclica Humanae Vitae, que versa sobre a vida humana e o relacionamento de homem e mulher no casamento. Essa Encíclica foi escrita pelo Papa Paulo VI em 1968, e ficou mais conhecida por reafirmar a perene doutrina da Igreja Católica de que meios de contracepção artificial não são moralmente corretos, por retirar do ato conjugal a dimensão procriativa. Para ser moralmente correto, todo ato conjugal deve preservar as suas duas dimensões: a dimensão unitiva e a dimensão procriativa. Nessa seção não há uma passagem bíblica específica, mas aqui São João Paulo II afirma que chegou ao ponto culminante, por assim dizer, de suas reflexões, e que todos os ensinamentos das seções anteriores são importantes para compreender uma posição moral que a Igreja continua sustentando, e que pela qual sofre muitas críticas, justamente por não ser bem compreendida. Minha opinião pessoal é que esse é um dos assuntos mais importantes para o mundo atual, podendo ser um ponto de partida para uma verdadeira renovação do panorama da vivência da sacramentalidade do matrimônio.

Se você tem dúvida sobre algumas dessas passagens, ou ficou querendo saber quais os comentários de São João Paulo II sobre elas, eu incentivo você a conhecer melhor a Teologia do Corpo. Esses ensinamentos estão mudando vidas ao redor do mundo. Fica então o convite para que você, ao ler e refletir sobre essas passagens bíblicas, possa se sentir motivado para iniciar seus estudos da Teologia do Corpo de uma forma mais profunda. Que Deus abençoe!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Divulgando a Teologia do Corpo

Não é fácil resumir o que seja a Teologia do Corpo em uns poucos parágrafos. Creio que um dos problemas que criam dificuldades para uma disseminação mais ampla de seus ensinamentos é o fato de que ela é extensa, e muitas vezes um pouco complexa.



São 133 catequeses no total. Cada catequese explica com mais detalhes um determinado ponto. A sucessão das catequeses é que vai criando um sentido geral, delineando os caminhos do pensamento de São João Paulo II. Às vezes é preciso ler tudo para ter uma visão geral. Às vezes é preciso descer em detalhes específicos, para evitar mal-entendidos.

Para conhecer pelo menos superficialmente a Teologia do Corpo eu diria que uma pessoa precisa ao menos ler todas as 133 catequeses. É óbvio, mas às vezes é preciso dizer o básico. Uma pessoa não pode sair por aí ensinando Teologia do Corpo se nem sequer leu odas as catequeses. E isso já não é pouca coisa. São muitas páginas, e às vezes a compreensão não é total, é difícil, para a maioria de nós, que não tem bagagem acadêmica na área da filosofia ou teologia. Sem falar que muitas vezes certos assuntos, por si só, dariam material para muito tempo de reflexão. Como atrair as pessoas para uma tarefa que, apesar de recompensadora, é árdua?

Penso que um dos caminhos é trazer para a atenção das pessoas as idéias de São João Paulo II a partir do comentário de fatos, acontecimentos e costumes do cotidiano. Por exemplo, a maneira com que as pessoas se vestem. Vez ou outra isso é assunto de polêmica, envolvendo um ou outro artigo de jornal sobre alguma personalidade famosa, ou sobre algum acontecimento que chama a atenção. Isso pode iniciar um debate sobre a modéstia no vestir. Por sua vez, a modéstia no vestir pode trazer a discussão do que a Igreja tem a falar sobre isso. O que poderia trazer, por exemplo, a passagem da Bíblia sobre o momento em que Adão e Eva se cobrem ao sentir vergonha, um episódio discutido em algumas catequeses. Isso pode levar a discutir e explicar essas catequeses, o que São João Paulo II nos esclarece com elas.

Esse é um caminho que pode aproveitar o "gancho" de assuntos que estão em discussão no momento, e trazer o foco para a  Teologia do Corpo, incentivando seu estudo. O importante é que o conhecimento da Teologia do Corpo sejam cada vez mais incentivado, e seu conteúdo cada vez mais estudado e assimilado na cultura atual, no comportamento das pessoas, e na formação das consciências.

Um segundo caminho que também considero fundamental é a existência de um estudo mais extenso, complexo e sistemático da Teologia do Corpo. É claro que nesse ponto somente algumas pessoas estariam interessadas. Mas não seriam somente professores e alunos de teologia ou filosofia. Qualquer pessoa com interesse e motivação pode perfeitamente estudar de modo mais profundo, e ganhar muito com isso. 

Um leigo católico não necessariamente precisa ter formação acadêmica para ter uma compreensão profunda, de qualidade, dos ensinamentos da Igreja. Os ganhos são vários: uma pessoa com esse estudo mais aprofundado terá mais subsídio para sua própria santificação pessoal e de seus próximos (familiares, amigos), bem como estará mais preparado para liderar instâncias de divulgação da Teologia do Corpo, como grupos de estudo, cursos, palestras etc. 

Precisamos dessas pessoas que se disponham a um estudo mais aprofundado por dois motivos. Primeiro para garantir a fidelidade à letra das catequeses, evitando e corrigindo distorções que a superficialidade de abordagens mais simples pode trazer. Em segundo lugar, para produzir material (escrito, audio-visual) que possa ajudar a transformar a cultura, expondo cada vez mais pessoas à esses ensinamentos.

Espero que possa escrever no futuro alguns artigos que possam seguir os dois caminhos: alguns artigos comentando aspectos do cotidiano a partir do ponto de vista da Teologia do Corpo, e outros artigos com uma característica de mais profundidade e com um conteúdo mais sistematizado

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Psiquiatra: O projeto de educação sexual do Vaticano é a ameça mais perigosa que já vi em 40 anos


Extraído de: https://www.lifesitenews.com/opinion/exclusive-the-new-threat-to-catholic-youth-the-meeting-point



Por: Dr. Rick Fitzgibbons


2 de Setembro de 2016 (LifeSiteNews) – Nos últimos anos, a Igreja tem passado por uma de suas mais graves crises, como resultado do abuso de crianças e jovens por parte de sacerdortes. As principais vítimas são adolescentes do sexo masculino. (1) Esse escândalo de proporções mundiais aconteceu devido ao comportamento permissivo e irresponsável de membros da hierarquia, que cometeram o erro de “flertar” com a homossexualidade, de acordo com a fala de um Bispo, em um programa da EWTN que participei, o qual falava sobre a crise.


Esse escândalo também foi causado por um número não pequeno de diretores espirituais que ignoraram a ciência psicológica, e falaram para os padres os quais dirigiam espiritualmente, e que eram acometidos de atração por pessoa do mesmo sexo, que eles “nasceram daquele jeito”, ao invés de encaminhá-los a profissionais de saúde mental competentes, que teriam evitado o abuso contra muitos jovens.


A fim de restaurar no laicato a confiança e a fé, profundamente abaladas, cabe aos membros da hierarquia e aos padres nunca mais agir como líderes ou pastores permissivos, quando surgirem sérias ameaças ao bem estar moral, intelectual, psicológico e sexual de crianças e adolescentes.


Como psiquiatra, trabalhei extensivamente com crianças e jovens católicos severamente prejudicados psicologicamente pelo divórcio de seus pais (2), muitas vezes possível devido a declarações de nulidade “fáceis” do sacramento matrimonial, em contraponto à justiça, à misericórdia e à ciência psicológica (3), e por epidemias de narcisismo (4), maconha (5), pornografia (6), e comportamento sexual desordenado (7) (usar outras pessoas como objetos pessoais), além da enorme pressão social para ser sexualmente ativo, sofrendo os conflitos psicológicos em seus pais, irmãos, e amigos. (8)


Entretanto, em minha opinião pessoal, a mais grave ameaça à juventude católica que já vi nos últimos 40 anos é o novo programa de educação sexual do Vaticano, “O Ponto de Encontro – Projeto de Educação Afetivo Sexual”.





“O Ponto de Encontro” foi lançado na Jornada Mundial da Juventude, na Polônia, pelo Pontifício Conselho da Família, então sob a direção do Arcebispo Paglia, e que agora está disponível online, gratuitamente, em cinco diferentes linguagens.


A primeira reação ao “Ponto de Encontro” foi forte e altamente crítica. Três líderes internacionais pró-vida e pró-família, que há décadas defendem o ensinamento católico sobre matrimônio, sexualidade e vida, revisaram o programa e o descreveram como “absolutamente imoral”, “inteiramente inapropriado”, e “bastante trágico”. (9)


“O Ponto de Encontro” também tem sido criticado por se desviar de 2 mil anos de ensinamento da Igreja Católica no assunto de moralidade sexual e de formação moral da juventude nessa área tão claramente elucidada e descrita por São João Paulo II na “Carta Magna” da família católica, a encíclica “Familiaris Consortio – A Função da Família Cristã no Mundo de Hoje”.


Consequentemente, criou-se uma petição online para requerer ao Papa Francisco e ao novo diretor do Pontifício Conselho da Família, Bispo Kevin Farrell, no sentido de retirar o mais rápido possível esse programa de “educação sexual”, o qual foi definido como “um pesadelo”. (10)


Em uma cultura onde a juventude é bombardeada por pornografia, fiquei particularmente chocado pelas imagens contidas neste novo programa de educação sexual, algumas das quais são claramente pornográficas. Minha reação profissional imediata é a de que essa abordagem obscena e pornográfica abusa psicologicamente e espiritualmente da juventude.


Foto do Programa "Ponto de Encontro": Um jovem casal posa para foto em frente a um estátua mostrando duas pessoas em atividade sexual, onde a estátua funciona como chave de interpretação para o que está na mente dos jovens

Foto do Programa "Ponto de Encontro": imagem de frutas retratadas como se fossem seios femininos em uma campanha de publicidade. Será que os jovens precisam mesmo desses exemplos explícitos para mostrar que os propagandistas usam material sexual para vender produtos?

Foto do programa "Ponto de Encontro": outro exemplo de propaganda usando imagens sexuais explícitas. Mas por que os adolescentes precisam ser expostos a isso?

Foto do programa "Ponto de Encontro": uma garota (à direita) vestida imodestamente, dançando de maneira provocativa com um homem.

Foto do programa "Ponto de Encontro": o Presidente Obama olhando para as nádegas de uma mulher. Por que os adolescentes precisam ser expostos a isso?


Foto do programa "Ponto de Encontro": uma prostituta

Mais fotos sensuais presentes no programa "Ponto de Encontro"

Foto do programa "Ponto de Encontro": mais um exemplo de propaganda usando imagens sensuais para vender produtos. Esse tipo de material explícito não deveria estar em um programa que alega querer ensinar aos jovens a valorizar as virtudes.
  


Mais uma foto do programa "Ponto de Encontro" com conteúdo sexualmente explícito. Os jovens são indagados nessa atividade: "Qual dos dois casais está tendo uma relação sexual?"


Os jovens também são prejudicados pela ausência de avisos sobre os duradouros perigos de comportamentos promíscuos e do uso de contraceptivos. (11) Enquanto profissional que já tratou tanto de padres abusadores quanto de vítimas da crise de abusos sexuais de padres na Igreja, o que eu achei particularmente perturbador foi o fato de que as imagens pornográficas nesse programa são similares àquelas usadas por predadores sexuais de adolescentes.


A principal pessoa responsável pelo desenvolvimento e lançamento desse programa, Arcebispo Paglia, o antigo chefe do Pontifício Conselho para a Família, deveria ser judicialmente obrigado a passar por uma avaliação de uma junta de profissionais, como descrito no manual de normas “Dallas Charter” (11) referente a situações que colocam jovens em risco. Tal avaliação é particularmente importante, tendo em vista que agora ele foi colocado no cargo de chanceler do Instituto João Paulo II de Estudos sobre a Família, continuando no papel de ensinar sobre sexualidade e matrimônio.


Arcebispo Vincenzo Paglia



O programa “Ponto de Encontro” constitui-se em um abuso sexual de adolescentes católicos a nível mundial, e revela uma ignorância acerca da enorme pressão sexual que recai sobre os jovens hoje em dia, e irá resultar em uma subsequente confusão acerca da aceitação do ensinamento da Igreja por parte dos jovens. O programa representa uma grave crise futura na Igreja, e particularmente para a juventude católica e para as famílias, em proporções muito maiores do que a escandalosa crise de abuso sexual de menores, recentemente reportada pela imprensa de forma tão ampla.

O programa de “educação sexual” do Vaticano deveria ser retirado do ar pelo novo diretor do Pontifício Conselho para a Família, Bispo Kevin Farrell, tão rápido quanto possível, a fim de proteger a saúde dos jovens católicos, e ser substituída por um novo programa seguindo o excepcional ensinamento de São João Paulo II sobre matrimônio, juventude, família, e sexualidade, presente na “Familiaris Consortio – A Função da Família Cristã no Mundo de Hoje”. A Igreja ainda não assimilou completamente a riqueza de insights contida no ensinamento de São João Paulo II. Esse deveria ser o direcionamento do novo Pontifício Conselho para a Família, os Leigos, e a Vida.


As palavras de São João Paulo II pronunciadas no seu encontro com bispos e cardeais norte-americanos sobre a crise na Igreja, em 23 de abril de 2002, são tão atuais hoje quanto foram para os membros da hierarquia, e particularmente verdadeiras para o Vaticano. Ele afirmou: “[As pessoas] devem saber que os Bispos e os Sacerdotes estão completamente comprometidos na plenitude da verdade católica acerca das problemáticas da moral sexual, uma verdade que é tão essencial para a renovação do sacerdócio e do episcopado, como para a renovação do matrimônio e da vida familiar em geral”.


__________
Dr. Rick Fitzgibbons, MD é o diretor do Institute for Marital Healing (Instituto para a Cura no Matrimônio), perto de Philadelphia, e já atendeu milhares de casais nos últimos 40 anos, incluindo centenas de casais católicos e de jovens. Ele é também Professor Adjunto do Instituto João Paulo II para Estudos sobre o Matrimônio e a Família na Universidade Católica, além de ser membro do International Institute for Forgiveness (Instituto Internacional para o Perdão).


__________
Notas de Rodapé


(1) Fitzgibbons, R. & O’Leary, D. (2011) Sexual Abuse of Minors by Catholic Clergy, The Linacre Quarterly 78(3) (August 2011): 252–273. [Abuso sexual de menores pelo clero católico].


(2) Fitzgibbons, R. (2016) Forthcoming: “Children of Divorce: Conflicts and Healing” in Margaret McCarthy (ed.), Torn Asunder: Children, the Myth of the Good Divorce and the Recovery of Origins, Grand Rapids: Eerdmans, pp. 51-65. [Crianças do divórcio: conflitos e cura. Em: Crianças, o Mito do Bom Divórcio e a Recuperação das Origens].


(3) Fitzgibbons R.  (2015).  Quick and Easy Annulments Pose Grave Risks to the Family.  Retrieved from https://www.lifesitenews.com/opinion/dr.-rick-fitzgibbons-quick-and-easy-annulme...; Adkins, J. et al. (2015).  Remember our Children.  America, November 12, 2015. [Nulidades matrimoniais fáceis e rápidas colocam em grave risco as famílias]


(4) Twenge, J., & Campbell, W. K. (2009). The narcissism epidemic: Living in the age of entitlement. New York, NY: Aria Books. [A Epidemia Narcisita: vivendo na era dos direitos.]


(5) Fitzgibbons, R. (2016). Retrieved from www.childhealing.com/The Addicted Spouse and Child Healing [O cônjuge com vício e a cura da criança].


(6) Kleponis, P. (2014) Integrity Restored: A Catholic Guide to Pornography.  Steubenville: Emmaus Road, p. 19. [Integridade restaurada: um guia católico com relação à pornografia]


(7) Grossman, M. (2007). Unprotected: A Campus Psychiatrist Reveals How Political Correctness in Her Profession Endangers Every Student. St. Cloud, MN: Sentinel. [Desprotegidos: um psiquiatra da universidade revela como o politicamente correto em sua profissão coloca em perigo todos os estudantes]


(8) Enright, R., & Fitzgibbons, R. (2014). Forgiveness therapy: An empirical guide for resolving anger and restoring hope. Washington, DC: American Psychological Association Books, pp. 171-202. [A terapia do perdão: um guia empírico para aplacar a ira e restaurar a esperança]


(9) Extraído de https://www.lifesitenews.com/news/vatican-surrenders-to-sexual-revolution-with-release-of-sex-ed-program-life.


(10) Petition urges Pope Francis to withdraw ‘nightmare’ Vatican sex-ed program


(11) Fitzgibbons, R. (2015).  Extraído de www.thecatholicthing.org/2015/01/29/contraceptions-cascading-rampage.


(12) O “Dallas Charter” é um conjunto de procedimentos estabelecidos pela Conferência dos Bispos dos Estados Unidos (USCCB) em junho de 2002 a fim de lidar com alegações e casos de abusos sexuais perpetrados por clérigos católicos. Mais informações em: http://www.usccb.org/issues-and-action/child-and-youth-protection/charter.cfm

terça-feira, 20 de abril de 2010

A prevalência da pornografia faz as garotas e o Governo Britânico procurar proteção

A noção absurda de que a pornografia é apenas "uma diversão inofensiva" tem sofrido algumas derrotas nas últimas semanas. Segundo a imprensa do Reino Unido, a total rejeição desta crença tem que acontecer o mais rápido possível.

O jornal britânico Daily Mail, na sua página digital “Mail Online”, informou, em seu recente artigo "Adolescentes assistindo horas de pornografia na Internet todas as semanas estão tratando suas namoradas como objetos sexuais" * (3/8/10), que as próprias garotas adolescentes em Londres estão reavivando o conceito de uma “dama de companhia” (uma mulher normalmente mais velha ou casada, que acompanha em público uma mulher solteira) para se proteger das demandas sexuais de namorados que estão crescendo imersos na pornografia.

De acordo com os adolescentes e os peritos, a onipresença da pornografia online está literalmente transformando os jovens homens em predadores sexuais, fazendo com que as mulheres jovens busquem refúgio – em lágrimas, em alguns casos –, desejando desesperadamente a orientação dos pais.

“Eu desejo que os meus pais me digam que eu não estou autorizada a ficar em casa sozinha com um garoto”, disse ao Daily Mail uma garota de dezesseis anos. “Eu desejo que eles digam que os rapazes não são permitidos no meu quarto. Eles têm toda essa idéia de ‘confiar em nós’, mas isso não está me ajudando. Eles não têm idéia do que se passa, e eu tenho vergonha demais para lhes contar”. O artigo também relata que apenas 37% dos pais no Reino Unido têm ativado os controles parentais nos dispositivos eletrônicos dos adolescentes.

Na mesma semana veio uma cobertura da BBC sobre um relatório do governo britânico que recomenda novos regulamentos para tentar conter a onda de imagens sexualizadas acessíveis às crianças. O relatório reconhece que a sexualização da adolescência está tendo um efeito devastador sobre os jovens, e propõe normas mais rigorosas em matéria de publicidade e vendas de revistas, bem como exigir que os celulares e sistemas de jogos passem a ter, por padrão, controles parentais.

A lição clara dessas reportagens é que os pais precisam se envolver com seus filhos, conversar com eles sobre sexo e sobre as mensagens sexualizadas de nossa cultura de consumo, e demonstrar seu amor através do estabelecimento de limites adequados e ativando os controles parentais em computadores, telefones e vídeos-game. Além disso, os pais devem considerar a instalação de software de filtragem para proteger ainda mais os seus filhos e famílias.
_________________________________
Traduzido de: National Coalition for the Protection of Children and the Family http://www.nationalcoalition.org/thenewchaperones.asp

* Um link direto para este artigo (“Teen boys watching hours of internet pornography every week are treating their girlfriends like sex objects”) não é fornecido porque ele contém uma imagem de nudez.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

O que você está ensinando para meu filho?

Este comentário contém material que pode não ser adequado para crianças

A Dra. Miriam Grossman estava fazendo uma palestra em um colégio da Filadélfia sobre saúde sexual. Os estudantes a haviam convidado para falar sobre algo que nunca encontraram em nenhuma aula de educação sexual – os perigos do sexo fora do casamento.

A Dra. Grossman nunca vai esquecer a garota que lhe falou que tudo que ouviu na palestra sobre doenças sexualmente transmissíveis estava certo. “Eu sempre usei preservativos, mas contraí HPV, e um tipo de alto risco”, disse a garota. Se a infecção não tivesse melhorado, ela teria 40% de chance de contrair câncer cervical.

Em seu novo livro, “Você está ensinando o quê para meu filho?”, Grossman diz que sente “uma onde de sofrimento” nas palavras das garotas – mas ela não estava surpresa. A garota era mais uma vítima de uma filosofia destrutiva que está sendo implantada sob o nome “educação sexual”.

O “lobby” da educação sexual sempre alegou que buscava apenas proteger a saúde – ensinar os adolescentes a continuarem saudáveis. Mas, na realidade, o objetivo não é prevenir doenças, gravidez ou prejuízos emocionais. É incutir neles uma ideologia radical – o liberalismo sexual. Os adolescentes são incentivados a consultar sites que convidam a “explorar” sua sexualidade desde a idade mais tenra, insistindo que o sexo em qualquer idade é uma coisa correta, e encorajando-os a se engajar em atividades bizarras e perigosas.

Não se permite nem que os achados científicos interfiram com essas lições radicais. Se novas pesquisas provam os perigos dos comportamentos que eles advogam, os assim chamados “sexperts” simplesmente ignoram tudo.

Por exemplo, os “educadores sexuais” ensinam os adolescentes a fazer sexo oral para evitar a gravidez. Mas dois anos atrás, especialistas em câncer descobriram que a incidência de câncer na boca estava crescendo entre jovens, que anteriormente não corriam risco, a não ser os que fumavam ou bebiam. Se o adolescente interage com cinco ou mais parceiros, o risco aumenta 250%. E ainda assim os “educadores sexuais”, segundo Grossman, continuam apresentando essa atividade como segura e normal.

Qual o resultado dessas “lições”? Uma em cada quatro garotas nos Estados Unidos hoje tem uma doença sexualmente transmissível (DST). O que dizem os “educadores sexuais” sobre isso? Eles desdenham, dizendo aos adolescentes que “a maioria” das pessoas contrai alguma DST durante a vida – como se tal coisa fosse normal e inevitável.

Isso deveria nos deixar muito zangados. Os “educadores sexuais compreensivos” têm feito um enorme mal aos nossos adolescentes. Eles teimam em ensinar aos adolescentes que a vida é algo de “transe-com-quem-quiser” sem consequências, bastando usar “proteção”.

Os jovens precisam saber a verdade sobre DST’s – elas não são mais normais que a gripoe suína, por mais comuns que estejam se tornando.

Mais uma vez, a ciência está comprovando a verdade da visão de mundo judaico-cristã. Ou seja, o sexo deve ocorrer exclusivamente no contexto do matrimônio. Qualquer pessoa que fale o contrário está sacrificando a verdade, a ciência, e a saúde de nossos jovens.
____________________________________

Traduzido e adaptado do Blog “The New Sexual Revolution”: http://thenewsexualrevolution.blogspot.com/2009/11/youre-teaching-my-kid-what-exposing-sex.html

domingo, 22 de março de 2009

Você não tem que aprender com os próprios erros para se tornar quem você é?

Pergunta: Você não tem que aprender com os próprios erros para se tornar quem você é? Assim, se você experimenta por si próprio, pode decidir o que é certo ou errado para você. Imagino que você já cometeu alguns erros, e no final das contas, acho que isso te fez uma pessoa mais estável. Eu sei o que é considerado “certo” ou “errado”, mas não deve haver um tempo em que a gente não se conforma, e decide fazer nós mesmos a própria cabeça em certos assuntos?

Resposta: Imagine que você foi ao Departamento de Trânsito fazer o teste para tirar sua carteira de motorista. Imagine que quando o instrutor lhe pediu certas coisas, você respondeu: “Ao invés de seguir todos os seus pequenos sinais e avisos, eu acho que preciso aprender com meus próprios erros como motorista. Porque eu deveria obedecer ao lado “certo” da rua que você quer que eu ande, se eu posso fazer minha própria cabeça?”.

Não precisa nem dizer que você vai voltar pra casa de ônibus.

Da mesma maneira que não podemos criar nossas próprias leis nas avenidas, também não podemos fazer nossos próprios sistemas particulares de valores morais. Deus criou a lei moral, e a fez para seu bem, assim como os construtores de rodovias colocam “guard-rails” para nos proteger dos penhascos e abismos. Confie no Seu plano para você, ao invés de pensar que precisa desobedecê-lo para poder encontrar sua identidade ou experimentar a verdadeira liberdade.

Como Davi disse a Deus no livro dos Salmos, “Melhor um dia nos seus átrios, do que mil em outro lugar”. Um momento vivendo na vontade de Deus é maior do que todas as experiências que você poderia ganhar vivendo anos a fio em oposição ao plano de Deus para você.

A cada minuto de cada dia você e eu temos a chance de cometer vários erros, e Deus não tira essa possibilidade de nós. Mas não devemos confiar em nossos erros para ganhar sabedoria. Por exemplo, eu poderia trair minha esposa, e aprender com isso. Eu poderia ficar viciado em cocaína, e aprender com isso. Eu poderia deixar de treinar meu cachorro, e aprender com isso. Só porque você pode aprender com algo não significa que deve fazer esse algo.

Uma pessoa sábia pode examinar as possíveis consequências de um comportamento, e usar essa informação para tomar a melhor decisão. Por exemplo, eu recebi uma carta de uma garota que era uma grande atleta de vôlei em sua escola. Ela começou a dormir com seu namorado e ficou grávida. Ela contou aos pais e eles ficaram furiosos. Sua mãe queria que ela abortasse, então ela fugiu com o namorado, eles ficaram vivendo nas ruas, dormindo em um cemitério. Ela podia tomar banho uma vez por semana, e quase não tinha comida para comer. No final das contas ela desistiu e voltou para casa de sua mãe, que a forçou a ter um aborto. Então, seu namorado a deixou e ela reconheceu que nunca o tinha amado.

Ela aprendeu muito com esses problemas? Com certeza. Mas ela queria que nunca tivesse acontecido? Ela daria um milhão de dólares para isso. Ela sabe, de primeira mão, as consequências de seus atos. Mas você pode prever as consequências de seus atos antes de fazê-los. Essa é a diferença entre sabedoria e insensatez. Uma pessoa confiável diz a duas pessoas que o forno está quente. A pessoa sábia confia na informação. A pessoa insensata termina com queimaduras nas mãos.

O pecado vai lhe oferecer uma quantidade enorme de experiências, mas evitar o pecado também. Na verdade, penso que aprendi mais em não cometer certos pecados. Aprendi que Deus é confiável, e que Ele honra quem O honra. A pessoa que sou hoje foi modelada por milhões de coisas. Mas quando eu morrer, a coisa que quero que tenha me modelado mais é a vontade de Deus. Portanto, se você deseja sabedoria, vá para Deus. Se você quer se conhecer, venha a Ele. Ele lhe conhece melhor que você mesmo.

Então confie em mim, eu sou uma pessoa estável, e não é por causa de meus pecados. É porque parei com eles, nunca voltei a eles, ou nunca os comecei. Veja, por exemplo, Madre Teresa. Para mim, ela foi estável e enxergava a vida com grande perspectiva. Isso era porque ela sabia que a vida não valia a pena ser vivida se não fosse vivida para os outros. Ela não aprendeu isso se afastando de Deus, mas voltando-se para Ele, e olhando para todas as Suas realidades na Sua luz.

Quem você é, isso é modelado por suas escolhas, e quem você se torna revela as escolhas que você tomou. Portanto, escolha com sabedoria.
__________________________________________

Traduzido do site: Pure Love Club

sexta-feira, 6 de março de 2009

A falta de paternidade e a crise na Igreja e no mundo

Uma das causas da crise por que passa o mundo moderno e a Igreja é a quase total ausência de paternidade espiritual que nos assola. Por exemplo, qual foi a última vez que você viu um padre, onde quer que tenha sido, advertir os fiéis de sua paróquia que eles corriam o risco de ir para o inferno caso não confessassem todos e cada um de seus pecados mortais? Sim, pecados mortais como: faltar a Missa aos domingos sem justa causa, usar anticoncepcionais, apoiar políticos que defendem o aborto, usar drogas, ficar bêbado, ver pornografia, nutrir ódio por alguém em seu coração... Enfim... Onde está a paternidade espiritual?

E dado que os abusos litúrgicos figuram entre os piores pecados que se pode cometer, qual foi a última vez que alguém porventura já ouvir falar de algum bispo, em qualquer lugar que seja, punir qualquer padre, por qualquer abuso litúrgico? Então... Onde está a paternidade espiritual???

Nós precisamos de paternidade espiritual! Se os homens que deveriam praticar a paternidade espiritual estão gastando seu tempo praticando “contracepção espiritual”, por assim dizer, eles não poderão e não serão espiritualmente frutuosos. Padres espiritualmente estéreis não podem produzir vocações. Deus nunca muda. Nunca! A tão propagada crise de vocações é uma crise de paternidade!

Vamos agora voltar nossa atenção para considerar o correlato da falta de paternidade na nossa sociedade. Vejamos algumas estatísticas. Crianças que crescem sem pai possuem:

- 8 vezes mais chance de ir para a prisão;
- 5 vezes mais chance de cometer suicídio;
- 20 vezes mais chance de ter problemas comportamentais;
- 20 vezes mais chances de se tornarem estupradores;
- 32 vezes mais chance de se tornarem fugitivos;
- 10 vezes mais chance de abusar de substâncias químicas;
- 9 vezes mais chance de largar os estudos;
- 10 vezes mais chance de contrair AIDS na escola.

Abaixo temos mais algumas estatísticas, obtidas pelo “National Fatherhood Initiative” em uma pesquisa de âmbito nacional nos Estados Unidos (http://www.fatherhood.org/father_factor.asp):

Crianças sem pai representam:

- 72% de todos os adolescentes que cometeram assassinatos;
- 60 % de todos os estupradores;
- 70% de todas as crianças e adolescentes encarcerados;
- possuem 2 vezes mais chance de largar a escola
- são 11 vezes mais propensas a serem violentas;
- representam 3 em cada 4 suicídios ocorridos na adolescência;
- 80% dos adolescentes em hospitais psiquiátricos;
- 90% dos fugitivos.

Ainda uma última estatística. Um estudo da Universidade Duke mostra que, comparadas com as filhas que cresceram em uma casa com pai e mãe, uma garota que cresceu sem pai tem 5 vezes mais chance de perder a virgindade por volta dos 16 anos, se ela passou a viver sem o pai antes de completar 6 anos, e tem 2 vezes mais chance se tiver deixado de viver com ele aos 6 anos.

Portanto, a questão é que estamos vivendo uma crise de proporções bíblicas no que se refere à paternidade espiritual e natural.

Há vários fatores que contribuíram para que se chegasse a esse ponto, porém um fator que comumente tem sua importância subestimada é a guerra. Nunca, na história da humanidade, se perderam as vidas de tantos homens de uma só vez, como nas duas grandes Guerras Mundiais do século XX. Foram mais de 42 milhões de militares mortos no século passado. Isso significa que mais de 40 milhões de potenciais pais ou jovens pais foram enterrados nos campos de batalha. Não foi o único fator que levou a essa situação, mas teve um profundo impacto. Uma pequena história basta para ilustrar esse impacto. Na Inglaterra, em uma manhã de 1917, a diretora de um colégio apresentou-se às alunas perfiladas, e anunciou a elas: “Vim lhes dizer sobre um fato terrível. Apenas uma em cada dez de vocês, garotas, pode esperar se casar. Não estou fazendo adivinhações. É um fato estatístico. Quase todos os homens que poderiam se casar com vocês foram mortos. Vocês terão que trilhar seus próprios caminhos no mundo da melhor maneira que puderem”. Sessenta anos depois, uma dessas estudantes escreveu que essa tinha sido uma das coisas mais certas que tinha ouvido na vida. Apenas uma em cada dez de suas amigas tinha se casado, simplesmente porque não havia homens disponíveis. “Nunca teremos um lar alegre como o que fomos criadas, não teremos maridos, nem crianças, nem a ligação natural entre homem e mulher”.

Então, qual a solução? Há um princípio fundamental da vida espiritual que diz que “a graça aperfeiçoa a natureza”. A graça atua naquilo que somos em nossa natureza. Então, se não temos sacerdotes que agem como homens e pais, se os padres não são realmente pais espirituais, uma grande parte do problema reside no nível da natureza, não no nível da graça. O problema está realmente na natureza. Isso significa que, tanto a crise de paternidade espiritual na Igreja quanto a crise de paternidade na sociedade têm suas raízes na família. Delas é que provêm os homens. Colocando sob outra perspectiva: se temos bons padres que agem como pais, e bispos que agem com autoridade, é porque temos bons pais na família. Se temos uma sociedade ordenada, voltada para Deus, um lugar decente para viver, uma esposa relativamente feliz e crianças bem educadas, e um número significativo de pessoas vivendo em estado de graça, é porque temos bons pais. A solução é: bons pais!

A ordem na família depende do pai. Jesus Cristo veio dar aos homens a possibilidade da redenção, de contar com a graça divina para renovar todas as coisas, inclusive a graça sacramental específica para o homem viver no estado do matrimônio. Tudo isso para que cada pai em cada família possa se conformar com a imagem e o exemplo do próprio Cristo.

Então, o remédio é: bons pais! Talvez isso possa soar como um exagero. Bem, vejamos uma citação de um livro de Steve Woods:

“Milhões de crianças católicas crescem e deixam de ir regularmente à Igreja. Nos Estados Unidos, estima-se que apenas 13% dos jovens entre 18 e 29 anos acreditam que devem obedecer aos ensinamentos formais do Papa”. Ele escreveu isso em 2005, pode já ter piorado. “Na Inglaterra, 92 % dos jovens católicos deixam de praticar sua religião quando terminam os estudos na escola. Na Austrália, pesquisas oficiais da Igreja reportam que 95% dos adolescentes que freqüentam escolas católicas abandonam a Igreja. A cura para esse abandono em massa da Igreja é a figura do pai. Estudos mostram que, se um pai freqüenta a Igreja regularmente, ele transmite um legado permanente para seus filhos. Um estudo na Suíça fez uma pergunta: ‘O que leva a fé de uma pessoa crescer da infância até uma prática e fé religiosas adultas?’. O estudo descobriu que o fator que, de muito longe, importava mais, era a prática religiosa do pai. O pai determina os hábitos religiosos de seus filhos em um grau significativo. E as mães, também não podem fazer isso? Surpreendentemente, o estudo mostrou que, se o pai não vai à Igreja, não importa quanta fé a mãe tenha, apenas 1 em cada 50 jovens irá se tornar um fiel regular. Por outro lado, se o pai vai à Igreja, não importa a prática da mãe, cerca de dois terços a três quartos dos filhos se tornarão fiéis devotos” (Do livro: “Legacy: A Father's Handbook for Raising Godly Children”, de Steve Woods).

Mesmo se essas estatísticas não forem conclusivas, ainda assim é um resultado bastante significativo. Alguns conselhos práticos para os pais.

Pais, por favor, começando no nível da natureza, a não ser que seja impossível, tomem ao menos uma refeição em comum com sua família (almoço, janta), todo dia, e sempre que isso for possível. Seja o pai! Imponha disciplina! Abrace suas pequenas filhas, e gaste tempo com seus pequenos filhos, e coloque em sua agenda diária um tempo para fazer algo regularmente com seus filhos, seja fazer uma caminhada, ir pescar, andar de bicicleta, seja o que for. Gaste tempo com a recreação deles. Descubra algum trabalho para fazer com eles aos sábados de tarde (não aos domingos), e se você não consegue pensar em nada, invente alguma coisa, como por exemplo, pintar a cerca de casa, pintar a garagem, cuidar do quintal... Não se preocupe se as coisas não saírem perfeitas, quem se importa? Você pode refazer depois. Você pode pintar por cima. É apenas um meio para um fim. Você está atualmente preocupado em educar crianças virtuosas, e não em cuidados da casa.

Coma com seus filhos, brinque com seus filhos, trabalhe com seus filhos. Todas essas três coisas. Isso é muito importante, pais! Além disso, você tem que levar uma vida católica com seriedade. Isso não significa ser a cópia de um padre, mas significa viver em estado de graça, obedecer aos Mandamentos de Deus, aplicando as leis de Deus em sua própria casa, ir regularmente para a confissão, ou seja, ser um exemplo de bom católico. Você é o homem no qual as pessoas da casa se espelham! Se você não vai regularmente à confissão e não vive uma boa vida católica, não espere que seus filhos façam isso, pelo menos não por um bom tempo. E também não espere que seus filhos venham passar a eternidade no céu também. Isso pode soar duro, mas é assim que é.

Volte-se para a oração, reze o terço todos os dias! Assegure-se que o resto da família reze o terço todos os dias. Nossa Senhora não estava entediada no céu, imaginando o que estavam fazendo em Portugal em 1917. A Bem-Aventurada Mãe de Deus desceu dos céus e veio nos dar uma mensagem. Quem somos nós para ignorar essa mensagem? Assegure-se que sua família não ignora essa mensagem. Inicie você orações, ao menos quando seus filhos forem dormir, e antes das refeições. Abençoe seus filhos toda noite, antes deles dormirem. A mãe também pode fazer isso. Não são bênçãos sacerdotais, mas são bênçãos verdadeiras. Abençoe seus filhos, e se tiver, também seus netos.

Então, seja um exemplo para sua casa, com uma vida católica virtuosa, confissões regulares, a oração do terço, liderando as orações em casa. E finalmente, quando seus filhos forem pequenos, você pode estabelecer algo como “a hora do papai”, não precisa ser necessariamente uma hora completa, mas também não precisa ser só um minuto. Aos domingos, sente com seu filho, e mostre para ele livros ilustrados sobre a vida e a história de São José, de Nossa Senhora, ou a vida de algum santo, seja o que for. Nós temos as melhores histórias! E você precisa ser o pai que vai transmitir isso aos filhos.

Pais! Se vocês não fizerem isso, quem fará? É para isso que Deus confiou a VOCÊ seus filhos. E você espera ver todos e cada um deles no paraíso. Essa é a sua missão, é por isso que Deus fez de você o chefe da família, para que você os leve para o céu. Você tem, literalmente, uma missão dada por Deus, e que só você pode cumprir. Você tem que ser o PAI. Ninguém mais pode ser por você. Então, a quem você vai imitar? A Adão ou a Cristo?

Transcrição de trecho de palestra em áudio com o título: “Spiritual Fatherhood: The Solution to the Modern Crisis”. Originalmente disponível em:
http://www.audiosancto.org/categories/marriage-and-family.php

O Padre que deu a palestra não pode ser identificado pelos seguintes motivos:
http://www.audiosancto.org/pages/about.php

Link também encontrado em:
http://catholic-dads.blogspot.com/2008/06/audio-spiritual-fatherhood-solution-to.html

e em:
http://catholicaudio.blogspot.com/2008/07/calling-all-dads.html

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Restaurando a sacralidade do sexo

Deus nos criou para ficarmos embaraçados quando as pessoas falam abertamente sobre sexo. Mas não pela razão que você está pensando.
10 de abril de 2006

Percebi algo realmente alarmante esta manhã. Passei mais da metade da minha vida dando palestras sobre castidade.

Isso me pareceu um marco, e me fez refletir. Qual é a coisa, o aspecto da mensagem da castidade que mais quero transmitir ao mundo de hoje? É a mesma de quando comecei, há 20 anos atrás?

Não. Há 20 anos atrás o coração da mensagem era “Não faça sexo”. Não é uma mensagem ruim, é claro. Ainda é uma parte do que digo hoje.

Mas eu percebi que há um assunto mais profundo aqui, que a sociedade de fato não se dá conta. Mesmo “bons católicos” que vivem e acreditam na castidade parecem não entender.

É o conceito da “sacralidade” da sexualidade humana.

Antes da revolução sexual, simplesmente não se discutia sexo. Era um assunto tabu na sociedade. Isso muitas vezes era levado a extremos. Os pais não falavam sobre sexo com seus filhos. Tinha até uma discussão sobre se era apropriado usar a palavra “grávida” na TV.

E então vieram os hippies.

Essa geração não gostava de regras, particularmente as que não compreendiam. E já que ninguém estava certo de porque o sexo não era discutido na sociedade, decidiu-se descartar essa “regra”.

Desde então, o mundo ocidental parece ter passado a acreditar que é saudável “colocar tudo pra fora” e “pôr todas as cartas na mesa”. Parece que temos que falar sobre sexo. E muito. Nossas escolas desenvolveram programas longos e caros, feitos para que nossas crianças se sintam “confortáveis” com a própria sexualidade. E os pais que não se sentem, eles próprios confortáveis, que se virem para acompanhar.

Mas, depois desse tempo todo, ainda não estamos tão confortáveis, estamos?

Aqui está o ponto: os hippies interpretaram o silêncio de seus pais em matérias sexuais como uma indicação de que havia algo de “errado” com o sexo, de que ele era “sujo”. Mas essa não era, de modo algum, a verdadeira razão.

A verdade é exatamente o oposto.

Nós não evitamos falar de sexo porque ele é sujo. Nós evitamos discutir sexo porque ele é sagrado.

Nossa cultura não consegue apreender isso, porque nós não temos o senso do sagrado. Ser sagrado significa ser “colocado “à parte”, em lugar de honra.

Tome a Eucaristia como exemplo. Como Católicos, acreditamos que a Eucaristia é o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Cristo. Isso é muito importante. Então, o que o Padre faz com a Eucaristia? Trata sem cuidado? Deixa por aí? Procura onde esqueceu?

Não. A Hóstia Consagrada reside em um lugar de honra – uma caixa dourada que chamamos Tabernáculo ou Sacrário. Uma luz acesa nos lembra que Cristo está presente, para que possamos honrá-lo e reverenciá-lo.

O sexo é sagrado, também. Ele é muito, muito importante. É um ato íntimo de amor, de doação de si mesmo, entre marido e mulher. É o ato através do qual Deus se utiliza para trazer uma nova vida ao mundo. Deus quer que mantenhamos o sexo em um lugar especial em nossos corações e em nossas vidas. Ele não quer que falemos sobre sexo como se estivéssemos falando sobre o almoço.

Quando eu falo para adolescentes, eu passo uns bons 30 minutos falando sobre amor antes que o assunto sexo seja sequer mencionado. E então, eu faço questão de ressaltar que não vamos discutir os detalhes de como o sexo funciona. O olhar coletivo de alívio sempre fica evidente na sala.

Deus nos criou para ficarmos embaraçados quando os detalhes íntimos do sexo são discutidos em nossa presença. Isso é bom. É um lembrete da sacralidade do sexo. Um senso natural de modéstia é protetor – protege aquilo que é sagrado.

Muitas e muitas pessoas não “entendem” isso. Uma professora católica me contou uma vez que estava ensinando educação sexual a alunos da 4ª série, e estava tendo dificuldades em superar seu embaraço. Falei para ela prestar atenção, ouvir essa “vergonha”. Se uma senhora casada há tanto tempo estava se sentindo embaraçada, imagine como devia estar se sentindo uma sala cheia de garotos e garotas de 10 anos de idade.

Não sou uma grande fã de educação sexual. Não encontro nenhuma razão boa o suficiente para violar o senso de modéstia de uma criança de 10 anos discutindo informações tão íntimas em um lugar público. Também acho que palestrantes e promotores da castidade e abstinência – para audiências de todas as idades, mas especialmente para crianças e adolescentes – precisam exercitar a prudência.

Olhem para o exemplo de João Paulo II. Ele falou e escreveu mais sobre o assunto da sexualidade humana do que todos os outros papas anteriores juntos. E ainda assim, nem de longe ele foi explícito. Ele nunca falou de detalhes da intimidade sexual. Ele manteve aquele senso de estupor, maravilhado com a sacralidade do sexo.

Depois de falar aos adolescentes aliviados de minha platéia que não iríamos discutir sobre detalhes do sexo, falei para eles que, se tivessem questões, deviam se dirigir a seus pais. O sexo é um assunto sagrado. A família é um espaço sagrado. O dever de ensinar às crianças os detalhes íntimos do dom humano da sexualidade é um dever sagrado, e esse dever é dos pais.

Nesse contexto, os pais fazem mais do que em ensinar as crianças sobre sexo, eles infundem valores. E eles reforçam o senso de sacralidade da sexualidade humana.

Talvez a próxima geração possa entender isso direito, se os pais dessa geração puderem se lembrar disso.

Traduzido e adaptado do site: Real Love Inc.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Os pais devem falar sobre sexo com seus filhos?

Com certeza. Inúmeros estudos demonstram que a comunicação pais-adolescente tem um efeito de proteção muito importante no comportamento sexual adolescente. Os pais precisam estar ativamente envolvidos com seus adolescentes e gastarem um tempo para transmitir claramente seus próprios valores e expectativas.

- Adolescentes que se sentem próximos a seus pais têm chance bem menor de apresentar comportamentos sexuais de risco.
- Adolescentes cujos pais expressam desaprovação de sexo fora do casamento e de uso de anticoncepcionais têm menor probabilidade do que seus colegas de ter sexo.
- Adolescentes que falam sobre sexo com um dos pais tendem a esperar mais para ter uma relação sexual, a ter menos parceiros, e ter maior probabilidade de considerar um dos pais melhor fonte de informação sobre sexo do que um colega.

Revista por: Jennifer A. Shuford, MD, MPH
Outubro de 2008


Referências:
1. Karofsky PS, Zeng I., Kosorok MR. Relationship between adolescent-parental communication and initiation of first intercourse by adolescents. J Adolesc Health. 2000;28(1):41-45.
2. Resnick M, Bearman D, Blum R, et al. Protecting adolescents from harm. Findings from the national longitudinal study on adolescent health. JAMA. 1997;278(10):823-832.
3. Dilorio C, Kelley M, Hockenberry-Eaton M. Communications about sexual issues: mothers, fathers, and friends. J Adolesc Health. 1999;24(3):181-189.
4. Jaccard J, Dittus P, Gordon V. Parent-teen communication about premarital sex: factors associated with the extent of communication. J of Adolesc Res. 2000;15(2):187-208.
5. Lederman RP, ChanW. Roberts-Gray C. Sexual risk attitudes and intentions of youth aged 12-14 years; survey comparisons of parent-teen prevention and control groups. Behav Med. Winter 2004;29(4):155-163.
6. Whitaker d, miller K. Parent-adolescent discussions about sex and condoms: impact on peer influences of sexual risk behavior. J Adolesc Res. 2000;15(2):251-273.


Traduzido do site: The Medical Institute for Sexual Health

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Papal Reminder - Castidade

“Peço de modo particular a vós, jovens: defendei a vossa liberdade interior! Uma falsa vergonha não vos impeça de cultivar a castidade!

Papa João Paulo II – 16 de junho de 1999


“A amizade, a alegria, a felicidade e a paz que o matrimônio cristão e a fidelidade proporcionam, bem como a segurança que a castidade oferece, devem ser continuamente apresentados aos fiéis, particularmente aos jovens”.

Papa João Paulo II – Exort. Apostólica Ecclesia in Africa, 1995


Não deixeis que a cultura do ter e do prazer adormeça as vossas consciências! Sede ‘sentinelas’ acordadas e vigilantes, para serdes autênticos protagonistas de uma nova humanidade”.

Papa João Paulo II – 7 de julho de 2002


“Queremos nesta altura chamar a atenção dos educadores e de todos aqueles que desempenham tarefas de responsabilidade em ordem ao bem comum da convivência humana, para a necessidade de criar um clima favorável à educação para a castidade, isto é, ao triunfo da liberdade sã sobre a licenciosidade, mediante o respeito da ordem moral”.
Tudo aquilo que nos modernos meios de comunicação social leva à excitação dos sentidos, ao desregramento dos costumes, bem como todas as formas de pornografia ou de espetáculos licenciosos, devem suscitar a reação franca e unânime de todas as pessoas solícitas pelo progresso da civilização e pela defesa dos bens do espírito humano. Em vão se procurará justificar estas depravações, com pretensas exigências artísticas ou científicas,(25) ou tirar partido, para argumentar, da liberdade deixada neste campo por parte das autoridades públicas.”

Papa Paulo VI - Encíclica Humanae Vitae - 1968


Se a bênção da fé conjugal deve brilhar com sempre renovado esplendor, o intercurso conjugal entre os esposos deve ser reconhecido pela castidade, de modo que marido e mulher vivam segundo a lei de Deus e da natureza, e busquem sempre cumprir a vontade de Deus com a maior reverência para com a criação de Deus”.

Papa Pio XI Enc Casti Connubii - 1930


Não escuteis aqueles que vos dizem que a castidade pertence ao passado. Nos vossos corações, sabeis que o verdadeiro amor constitui um dom de Deus e que respeita o seu plano para a união do homem e da mulher no matrimônio. Não vos deixeis levar por falsos valores e slogans falazes, especialmente acerca da vossa liberdade”.

Papa João Paulo II – 26 de janeiro de 1999

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

É a família que deve educar sexualidade dos filhos, segundo especialista

«A castidade é a energia espiritual que defende o amor do egoísmo»
Por Inma Álvarez

CIDADE DO MÉXICO, quinta-feira, 15 de janeiro de 2009 (ZENIT.org-El Observador).- Educar a sexualidade é educar na castidade, e isso é tarefa fundamentalmente da família, onde se dá um «clima favorável» frente a «uma cultura fortemente condicionada pelos efeitos da onda de longo alcance da revolução sexual».

Assim afirmou a doutora italiana Maria Luisa Di Pietro, professora associada de Bioética na Universidade Católica do Sagrado Coração de Roma e presidente da associação Scienza & Vita (Ciência e Vida), durante sua intervenção desta quinta-feira no Congresso Mundial das Famílias que está acontecendo no México.

Antes de tudo, é necessário, argumentou, «esclarecer o conceito de castidade», que é a «energia espiritual, que sabe defender o amor dos perigos do egoísmo e da agressividade, e sabe promovê-lo à sua plena realização».

«A redução da sexualidade a uma mera dimensão do instinto favoreceu também, em suas manifestações mais extremas e ínfimas, a difusão da pornografia e da violência sexual», acrescentou.

É urgente, portanto – explicou –, que as famílias assumam o papel primordial que têm na formação afetiva e moral de seus filhos.

«A pressa por pular etapas está tornando cada vez mais difícil o amadurecimento afetivo dos jovens e está pondo em risco inclusive sua saúde», afirmou.

Segundo a doutora Di Pietro, a educação da sexualidade «deve ter como principal objetivo indicar e motivar a que se alcancem grandes metas», entre elas «a afirmação do eu, da autoestima, do senso de dignidade própria, da capacidade de autoposse e autodomínio, da abertura de projeto, da coerência e equilíbrio interior; a aquisição de uma grande atenção para os valores da procriação, da vida e da família».

Link: Zenit

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Helen Alvaré: Igreja não se escandaliza com sexualidade

Seu valor é entendido à luz da vida humana
Por Gilberto Hernández

CIDADE DO MÉXICO, quinta-feira, 15 de janeiro de 2009 (ZENIT.org-El Observador).- Ao contrário do que se pensa e diz nos âmbitos seculares, a Igreja não evita falar da dimensão corporal do homem e da mulher, particularmente da sexualidade. Foi assim que se expressou a Dra. Helen Alvaré, catedrática da Universidade George Mason em sua conferência durante a 3ª sessão do Congresso Teológico Pastoral, dentro da VI Encontro Mundial das Famílias.

A principal razão que permite à Igreja valorizar a dimensão corporal radica em que no cristianismo, de uma forma muito rica, «expressa seus mistérios através da corporeidade, como no caso da Encarnação e da Ressurreição», indicou a especialista.

E lembrou que este valor adquire toda a sua profundidade quando «os fiéis têm a consciência de pertencer ao Corpo Místico de Cristo através da sua própria pessoa».

A catedrática, proveniente dos Estados Unidos, afirmou que para entender o valor da vida humana não se deve evadir o tema da sexualidade. Disse também que a Igreja deve aproveitar seu profundo conhecimento sobre a corporeidade humana para falar e manifestar sua posição sobre o tema.

A também assessora do Conselho Episcopal dos Estados Unidos destacou que o exercício e a experiência da própria sexualidade não estão limitados ao âmbito físico, mas encontram sua razão e propósito divino através da vida espiritual e da fé.

E disse que um dos aspectos mais interessantes da Igreja Católica é seu entendimento tão profundo do físico: «não nos dá medo nem vergonha falar sobre a sexualidade humana; isso é, pelo contrário, uma bênção».

Link: Zenit

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Pureza sexual: além do legalismo

Pureza sexual: além do legalismo
Uma estratégia pastoral para pais, professores e líderes de pastoral

Por: Stephen B. Clark

Tradução: William Ibiapina

Como pais professores e líderes de pastoral, não devemos simplesmente dizer o que a lei de Deus proíbe. Devemos ajudar a entender a intenção de Deus em dar mandamentos. Quando as pessoas se agarram às intenções de Deus, elas podem obedecer-Lhe de coração, não se satisfazendo em eliminar violações sérias dos mandamentos, mas dando forma ao caminho que seguem em cada aspecto do modo a chegar às propostas d'Ele.

Por exemplo, em relação ao sexo, é particularmente útil às pessoas ver que o Senhor nos mostra um ideal de uma vida bem ordenada. Quando o sexo está propriamente em ordem no casamento, fortalece a vida familiar, o que, por conseqüência, fortalece a vida da Igreja e da sociedade. Trazer o sexo a uma ordem apropriada envolve autocontrole, domínio sobre os desejos. Por um ponto de vista cristão, é um ideal positivo.

Caminhando em direção a este ideal, estamos indo de encontro à visão moderna de que toda forma de sexo é válida enquanto "realizável", ou seja, enquanto der prazer.

Por uma perspectiva escritural, esta é uma visão degradada do sexo, tratando-o como algo típico de um animal, em vez de um ser humano. Animais seguem seus instintos. Seres humanos usam a mente para entender os propósitos de Deus para a vida e fazer suas decisões de acordo com tais propósitos. O Senhor nos chama a comunicar esta visão àqueles que lideram.

Outro princípio importante a ensinar é o que compartilha a idéia de "o que é proibido é proibido da mesma forma". Não devemos meramente tentar evitar as violações mais brutas da lei de Deus, mas também excluir comportamentos que em parte violam a lei, ainda que não em sua totalidade.

"Ficar" é um exemplo. Muitos cristãos de hoje diriam que, enquanto a fornicação (ou, como eles mesmos diriam, "ir até o fim") não for o objetivo, não há problema em "ficar" por simples diversão, exploração pessoal ou para saciar seus desejos sexuais. A visão cristã tradicional, porém, é que "ficar" constitui um caminho para a fornicação ou adultério.

Por um lado, é apenas senso comum que "ficar" não sacia desejos sexuais. Deus os fez especificamente para serem estimulados, não saciados.

Por outro, há uma integridade ao entendimento escritural da relação sexual, que inclui todas as atividades iniciais que naturalmente fazem parte do percurso. Assim, a Escritura geralmente se refere ao ato sexual simplesmente mencionando o primeiro estágio; por exemplo, "descobrir a nudez" (ver Lv 18). Esta frase não significa simplesmente não haver roupas, mas o tipo de despir que envolve a intenção de haver relação sexual.

A Escritura também usa a expressão "chegar-se a uma mulher" (Lv 18:6,19). Isto implica que há uma distância apropriada entre homens e mulheres, e violá-la já significa entrar no processo de fornicação.

"Tocar uma mulher" é outra expressão bíblica para ilustrar a relação sexual (1 Cor 7:1). Não significa aperto de mão, mas o tipo de toque que inicia o processo de relação sexual.
Por uma perspectiva escritural, adentrar os estágios iniciais pode ser menos sério que fazer algo possível de ser feito no ato da fornicação. Entretanto, uma relação não consumada não significa que não se iniciou o ato da fornicação.

É interessante notar que muitas pessoas que dizem abominar o "legalismo" realmente se refugiam neste tipo de legalismo no que concerne à moralidade sexual. Elas buscam abrir espaço para tudo que não é considerado violação em larga escala pela lei e não consideram o espírito, ou propósito, da lei.

Um dos sinais mais claros deste tipo de coisa é a pergunta: "até onde posso ir sem pecar?" Esta já é a pergunta errada, indicando que a pessoa que a faz não está vivendo como um discípulo que foca a mente, o coração, a alma e a força em amar o Senhor e cumprir os propósitos d'Ele.
A pergunta certa é "o que posso fazer para estar no lugar certo nesta área? Como posso viver em todos os aspectos da forma que melhor corresponda ao propósito de Deus e à ordem d'Ele para esta área da minha vida?".

O terceiro princípio é: o que leva à violação do mandamento deve ser evitado, e o que leva a guardá-lo deve ser seguido, se racionalmente possível.

Por exemplo, devemos evitar indecência, pensamentos descontrolados, ###########, "ficar" com as pessoas erradas, ir aos lugares errados etc. Tais coisas levam a nós e a outros a problemas.
Usar uma roupa indecente, por exemplo. Vestir-se indecentemente pode ou não afetar a pessoa agente, mas certamente atingirá algumas outras pessoas. Devemos levar as pessoas a se conscientizarem não apenas a se resguardarem no lugar certo, mas também a ajudar os outros a permanecerem no lugar certo.

O lado positivo do princípio significa que devemos construir, na nossa vida conjunta à Igreja, coisas que ajudarão os propósitos dos mandamentos divinos. Queremos levar adiante o uso correto da capacidade sexual que Deus nos deu.

Um exemplo de resposta positiva seria desenvolver uma aproximação pastoral maior acerca de namoros e relacionamentos. 1 Tes 4, 3-8 nos instrui a evitar a imoralidade sexual e abraçar o casamento em santidade e honra, não na paixão da luxúria, como pagãos que não conhecem a Deus. Como poderíamos ajudar os membros da Igreja a fazer simplesmente isso?

Um elemento-chave de uma estratégia pastoral seria ensinar a visão cristã do casamento, com suas responsabilidades - um modelo de casamento que muitos cristãos atualmente não entendem. Nesta base, podemos encorajar solteiros a pensar sobre as qualidades de caráter de que ele(a) e seu(sua) esposo(a) precisariam.

Com um cuidado pastoral pessoal, podemos levá-los a evitar fazer uma decisão de casamento com base em atração emocional e ajudá-los a focar a atenção em assuntos objetivos, como leitura pessoal e visão comum, que são cruciais para um casamento bem-sucedido.

Assim, podemos guiá-los durante o processo de relacionamento por caminhos que instiguem a tomada de decisão sóbria e devota e evitem tendência ao afeto emocional ou à tentação sexual.

Fonte: http://www.rc.net/wcc/clark3.htm
(c) 1989, The Alliance for Faith and Renewal.

Agradecimentos ao William pela tradução.