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quarta-feira, 22 de março de 2017

Estatísticas sobre pornografia e jovens, casamento, atores / atrizes pornô, religião

Abaixo apresento algumas estatísticas sobre pornografia, tendo como fonte dois sites: um de uma ex-atriz pornô que deixou a vida antiga para hoje liderar um movimento que busca resgatar os atores/atriz desse meio; e outro do site de um software de bloqueio de conteúdo inapropriado. 

Só avisando, nosso blog não faz publicidade de nenhuma empresa ou pessoa, nem recebemos doações. Nosso interesse é divulgar informações importantes para jovens, pais, e para o público em geral, sobre a castidade e a defesa da vida, contra o aborto.

Na minha opinião, poderia ressaltar três conclusões importantes das estatísticas abaixo. Em primeiro lugar, a pornografia se tornou difundida amplamente, principalmente entre os jovens. Se você imagina que seu filho ou sua filha nunca seria capaz de ver pornografia, pense mais uma vez. A maioria dos jovens hoje tem contato fácil com esse material, com o advento da internet. O que acontece é que ninguém fala no assunto, mas ele está ali.




Em segundo lugar, os atores e atrizes que fazem sua performance nesses filmes e vídeos são, em sua maioria, pessoas que vem de famílias desestruturadas ou de uma realidade difícil, e a atuação nesses vídeos é altamente impactante psicologicamente, isso no aspecto negativo, claro, além da série de doenças e abusos físicos a que eles se expõem, principalmente as mulheres. Cada vez que você visualiza um site ou vídeo desses, você está contribuindo para a degradação física e emocional de um irmão ou uma irmã que compartilha a mesma humanidade que você.

Em terceiro lugar, é preciso criar uma cultura e um movimento que faça as pessoas ficarem alertas para essas realidades, para quem sabe no futuro criarmos condições para algum tipo de atividade de resistência a esse material. Não saberia dizer exatamente como, mas quem sabe campanhas de conscientização dos prejuízos, ou até mesmo o boicote ou a proibição desse tipo de conteúdo, visandoreduzir e desencoraja seu consumo e sua visualização.

Estatísticas sobre a indústria pornografia

  • 1 em cada 5 pesquisas em celular são por pornografia
  • 24% dos donos de smartphone admitem possuir material pornográfico no celular
  • O lucro da indústria pornográfica nos Estados Unidos em 2006 foi de $13 bilhões de dólares
  • 69% do conteúdo pay-per-view da internet é pornografia
  • Existem cerca de 420 milhões de webpages pornográficas, e 68 milhões de pesquisas diárias sobre o assunto em mecanismos de pesquisa
Estatísticas sobre visualização de pornografia por jovens
  •  9 em cada 10 rapazes são expostos a pornografia antes dos 18 anos
  • Em média, a primeira exposição dos homens a pornografia acontece aos 12 anos de idade
  • 28% dos jovens de 16 a 17 anos foram expostos à pornografia na internet de maneira não intencional
  • 6 de cada 10 meninas são expostas à pornografia antes dos 18 anos de idade
  • Em média, os homens são 543% mais propensos a ver pornografia do que as mulheres
  • 83% dos rapazes e 57% das garotas já viram sexo grupal online
  • 67% de jovens rapazes adultos e 49% de jovens mulheres adultas dizem que ver pornografia é uma maneira aceitável de expressar a sexualidade
  • A faixa etária que mais vê pornografia é composta pelos jovens entre 12 a 17 anos 
Estatísticas sobre a relação entre pornografia e casamento
  •  Homens felizes no casamento tem 61% menos chance de ver pornografia
  • 68% dos casos de divórcio involvem um dos cônjuges encontrando um amante pela internet
  • 56% dos casos de divórcio involvem um dos cônjuges tendo interesse obssessivo por sites pornográficos
  • 70% das esposas de maridos viciados em sexo pode ser diagnosticada com Transtorno de Stress Pós-Traumático
Estatísticas sobre os efeitos negativos na vida dos atores/atrizes pornô
  •  Análise de conteúdo dos 50 vídeos pornô de maior sucesso revela que 88% das cenas continham atos de agressão física, e 49% continham atos de agressão verbal 
  • Análise dos mesmos 50 vídeos revelou que 94% das agressões verbais e físicas contidas nas cenas dos filmes foi realizada contra mulheres
  • 79% dos atores/atrizes já usou maconha, e 50% já usou ecstasy
  • 70 atores/atrizes pornográficos cometeram suicídio
  • O principal método de suicídio nesses casos foi enforcamento
  • 228 atores/atrizes pornô morreram prematuramente devido a AIDS, drogas, suicídio, e homicídio, desde 2003
  • No total, 514 atores/atrizes pornô morreram precocemente de AIDS, suicídio, drogas, ou homicídio
  • A expectativa média de vida de uma estrela pornô é 36,2 anos
 Estatísticas sobre visualização de pornografia em relação a religião
  •  64% de homens cristãos e 15% de mulheres cristãs dizem assistir a pornografia ao menos uma vez por mês
  •  De 1351 pastores pesquisados, 54% tinham visto pornografia no último ano

Fonte:

https://www.shelleylubben.com/stats

http://www.covenanteyes.com/pornstats/

segunda-feira, 20 de março de 2017

Disney apresenta momento gay em "A Bela e a Fera"

Com lançamento recheado de expectativa, e com grandes bilheterias no mundo todo, neste mês de março de 2017, o novo filme da Disney, um remake de "A Bela e a Fera" com atores reais, apresenta um enredo secundário gay.

Pela primeira vez nos filmes da Disney, um diretor abertamente explica, em entrevista, a clara intenção de mostrar uma história gay. Ainda que não tenha cenas explícitas, a intenção é clara.

Bill Condon, o diretor de "A Bela e a Fera", disse em entrevista à publicação gay britânica Attitude Magazine que: "LeFou (um serviçal do personagem Gaston) é alguém que um dia que ser Gaston, e no outro dia quer beijar Gaston". Ele continuou dizendo que: "Ele está confuso sobre o que quer... É alguém que está percebendo que tem esses sentimentos... Mas é um momento gay muito legal, exclusivo, em um filme Disney".

O diretor Bill Condon continuou esclarecendo abertamente que: "é um momento divisor de águas para a Disney... O estúdio está mandando a mensagem de que isso é normal e natural, e essa é uma mensagem que será escutada em todos os países do mundo, mesmo em países onde ainda é socialmente inaceitável ou mesmo ilegal ser gay."

Ao mesmo tempo em que o diretor desse remake de "A Bela e a Fera" fez declarações abertas em prol do movimento gay, surgem notícias de que desenhos produzidos e transmitidos pelo canal Disney XD apresentam beijos entre personagens do mesmo sexo. O desenho "Star vs the Forces of the Evil", voltado para crianças e adolescentes, reportadamente apresentou cenas onde casais gays se beijam enquanto uma banda toca a música "Best Friends".





Ainda sobre "A Bela e a Fera": por causa dessa sub-história gay, o filme foi proibido na Rússia para menores de 16 anos. Alguns cinemas se recusaram a exibir o filme, como o Henagar Drive-In Theater, em Alabama, Estados Unidos. Na Malásia, o filme foi permitido, mas censurado: a cena gay tinha que ser cortada. Então a Disney decidiu bloquear a distribuição  no país. Ou seja, na Malásia, nada de "A Bela e a Fera". Já na Itália dois críticos ligados à Conferência dos Bispos do país não opuseram restrições ao filme. Nos Estados Unidos, o site "Life Site News" está propondo uma campanha de boicote ao filme, que já alcançou 128 mil assinaturas, e também divulgando uma pesquisa do grupo "Faith-Driven Consumer" (Consumidores guiados pela fé) no qual 95% dos 6.700 entrevistados revelaram estar menos dispostos a ver o filme "A Bela e a Fera" nos cinemas por causa do conteúdo gay, e boicotar produtos Disney.

Fontes:





P.S.: Estou pensando em criar um espaço aqui no blog para críticas de filmes a partir de uma visão cristã. O objetivo seria ter uma equipe de pessoas, maduras na fé, dispostas a assistir os filmes que entram em cartaz nos cinemas, e comentar para o público alertando para certos pontos inadequados relacionados, entre outros, à linguagem obscena, cenas explícitas de sexo etc. Isso serviria primeiro para os pais estarem cientes do que estão mostrando a suas crianças. E também para os adultos, para criar um senso crítico com relação aos conteúdos dos filmes. Em última instância, caso a pessoa considere que aquele conteúdo ofensivo demais, pode evitar o filme. Se alguém estiver interessado no projeto, mande um e-mail para vidaecastidade [arroba] gmail [ponto] com

domingo, 19 de fevereiro de 2017

O desafio da castidade - Criando uma cultura da castidade

Vivemos em um mundo que absolutamente não acredita que é possível viver a castidade. O mundo nem sequer entende direito o que é castidade. A maioria das pessoas, durante o percurso de toda uma vida, normalmente não entra em contato com nenhuma explicação séria sobre o assunto. Nenhum artigo sensato sob o ponto de vista da moral e dos bons costumes. Nenhum vídeo ou programa de televisão explicando o real sentido do amor e da castidade. Nenhuma pessoa próxima disposta a dar um bom conselho.

Ao contrário, a sensação que se tem, de modo geral, é que a castidade é impossível. Só o que se escuta são aquelas risadas de quem faz pouco caso do assunto. Se a gente experimenta falar sobre castidade para uma pessoa aleatória com quem temos que conviver na vida, damos de cara com aqueles olhares que parecem nos perguntar se a gente é de outro mundo.

Também não é para menos. Pare um pouco para pensar. Independente do nível de engajamento na Igreja que você tenha, a probabilidade é que você tenha ouvido falar muito pouco, ou quase nada, sobre castidade. Se você participa de grupos de oração para jovens, eu pergunto: quantas formações seu grupo já lhe proporcionou sobre o assunto? Se você vai para a Igreja no Domingo, quantas vezes você já ouviu o Padre falar sobre castidade no sermão? Se você tem uma família católica, quantas vezes seu pai ou sua mãe já conversou com você para lhe orientar sobre o que é, e qual a importância da castidade?

E mesmo que você já tenha ouvido palestras, sermões, ou conversado com alguém sobre o assunto, provavelmente (pare pra refletir) você já ouviu, leu, viu, entrou em contato com muito material que leva você para longe, bem longe da castidade, com uma frequência muito, mas muito maior mesmo.  Não estou falando só de pornografia. Estou falando de programas de televisão no domingo de tarde. Estou falando de artigos de revistas para adolescentes. Estou falando de conversas no corredor do colégio ou da faculdade.

É uma luta desigual. Você pode até dizer que não é influenciável, mas todos nós, uns mais outros menos, sofremos a influência do que vemos, ouvimos, lemos, discutimos. É uma luta desigual comparar uns poucos minutos de pregação sobre castidade que você já teve em sua vida, com uma infinidade de artigos de revista, de programas de televisão, de conversas com amigos, e tantas outras coisas que levam para longe, muito longe da castidade.

É de admirar que mesmo com a balança pesando tanto a favor do lado ruim, ainda exista gente que vive a castidade nesse mundo. Mas existe. E não são poucos. Cito o exemplo de uma pesquisa americana. Muitos esperariam um crescimento na atividade sexual na adolescência nos últimos anos, a julgar pela difusão da pornografia e da "sexualização" da sociedade. Mas, na verdade, essa pesquisa revelou que, de 1991 a 2007, não existiu crescimento acelerado na atividade sexual dos jovens. Pelo contrário, a tendência é de estagnação, ou mesmo de queda (1). E, dos que já tiveram experiência sexual, aproximadamente dois terços (dois de cada três) disse se arrepender de ter não ter esperado mais. (2)

Isso, para mim, só pode significar uma coisa: a consciência pessoal continua viva. Continua firme e forte. Para aqueles que não cedem às pressões da sociedade, e seguem sua consciência, é possível viver a castidade.

Significa também que o terreno está aí, pronto para receber a semente. Muitos jovens estão sedentos de alguém que lhes explique o que é castidade. Uma voz que lhes convide a ser mais gente, mais humano, mais razoável. Alguém que lhes desafie a ser o melhor que podem ser e fazer de si mesmos. Os jovens querem ser dignos, eles querem ser castos. Só precisam de ajuda para isso.

Precisamos criar uma cultura da castidade. Precisamos de textos, de vídeos, de artigos, de pessoas que falem de castidade, que expliquem o que é, que falem de sua beleza, que falem de tudo que podemos ganhar com ela. Precisamos criar material e influenciar a cultura. Precisamos virar o jogo. É possível. E o primeiro passo é tirar da cabeça das pessoas essa idéia de que castidade é uma coisa do outro mundo. 

A princípio as pessoas podem até ficar chocadas com o que vão ouvir. Mas precisamos estar preparados para isso. Precisamos ser agentes de mudança. Primeiramente, precisamos acreditar nós mesmos na beleza e na possibilidade da castidade. Vivê-la e acreditar em seu poder de nos fazer mais felizes.

Você topa o desafio?

Aqui no blog vamos continuar tentando ajudar a criar essa cultura da castidade. Reze por nós.



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Notas:

domingo, 3 de novembro de 2013

BloodMoney - Aborto Legalizado

*Bloody Money – O Aborto Legalizado*. Este filme vai estrear nos cinemas dia 15 de novembro, e a grande imprensa vem boicotando sua divulgação, já que ele critica o aborto. Está fora do Estadão, da Folha, Globo… parece que só a Band vai abrir um espaço! Ajude a divulgar esse filme, assista, indique a amigos. É muito importante que todos conheçam a verdade sobre o aborto!



sexta-feira, 19 de julho de 2013

"Não podemos nos calar"

Pessoal, o assunto é sério, e o mal está se espalhando. Não podemos nos calar. Se nos calarmos, o mal vai se espalhar mais ainda. Vejam o vídeo do Pe. Paulo Ricardo abaixo. Gostaria de pedir principalmente a oração, mas não só ela, a ação também. Divulgue entre seus conhecidos o assunto da legalização camuflada do aborto no Brasil.

A prática do aborto é algo distante no Brasil? Não haverá realmente o risco de ser posto em ação com o veto parcial do projeto? Será que Padre Paulo Ricardo está errado ao pedir o veto total do PLC 03/2013? Estes e outros esclarecimentos neste Parresía.

A Norma Técnica denominada “Prevenção e Tratamentos dos Agravos Resultantes da Violência Sexual contra Mulheres e Adolescentes”, a partir do número 10 (pg. 68) as orientações sobre como proceder em caso de gravidez decorrente de violência sexual. Consulte aqui: Prevenção e Tratamentos dos Agravos Resultantes da Violência Sexual contra Mulheres e Adolescentes

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Bispos da Inglaterra lamentam aprovação do "casamento gay"

A Rainha Elizabeth II, monarca do Reino Unido (e também chefe da Igreja Anglicana), sancionou a lei aprovada pelo Parlamento britânico, que legaliza uniões com pessoas do mesmo sexo. A Conferência Católica dos Bispos da Inglaterra e País de Gales protestou ao afirmar que se trata de uma "profunda mudança social" que negligencia a centralidade dos filhos e coloca em risco a liberdade religiosa.

"Ao longo dos séculos, o casamento sempre foi publicamente reconhecido como uma instituição estável, a qual gerou um reconhecimento legal para o relacionamento fiel entre um homem e uma mulher para a geração e criação de seus filhos", disse a Conferência dos Bispos da Inglaterra e País de Gales em 17 de julho de 2013. "Por essa razão, a união entre homem e mulher foi corretamente reconhecida como especial e digna de proteção legal".

Os bispos católicos pediram tolerância para com aqueles que não aceitam uniões com pessoas do mesmo sexo equiparadas a um casamento. "As tradições políticas e legais deste país estão fundamentadas em uma firme convicção acerca dos direitos dos cidadãos de manter e expressar suas crenças e seus pontos de vista, ao mesmo tempo em que respeitam os que pensam diferente", eles disseram. "É importante, neste momento em que se confrontam visões irreconciliáveis e ardorosamente defendidas acerca do matrimônio, afirmar e fortalecer essa tradição".

Veja o original no "Catholic News Agency:
http://www.catholicnewsagency.com/news/uk-bishops-lament-gay-marriage-approval/

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Discurso de João Paulo II aos Sacerdotes Participantes de um Seminário de Estudo sobre a “Procriação Responsável”.

Discurso proferido por S.S. João Paulo II, em 17 de setembro de 1983 Caríssimos

1. Com um espírito alegre vos recebo no final desse importante seminário. Ao direcionar-me a vós com as minhas cordiais saudações, desejo exprimir aos organizadores do "Seminário de Estudo" meu profundo contentamento pela oportuna iniciativa, que buscou refletir sobre um dos pontos essenciais da doutrina cristã sobre o casamento. Durante estes dias, na verdade, estais tentando redescobrir as razões de tudo que Paulo VI ensinou na Encíclica Humanae Vitae, e que eu mesmo reafirmei na exortação apostólica Familiaris Consortio.

O aprofundamento das razões para este ensino é uma das tarefas mais urgentes para qualquer pessoa envolvida no ensino da ética, ou no ministério da família. Não é, de fato, suficiente que esse seja fiel e plenamente proposto, mas cumpre a nós também o compromisso em mostrar quais são as suas razões mais profundas.

Elas são, em primeiro lugar, de natureza ideológica. Na origem de toda a pessoa humana está um ato criativo de Deus: ninguém vem à existência por acaso; todo ser humano é sempre fruto do amor criador de Deus. Dessa verdade fundamental da fé e da razão, segue-se que a capacidade procriativa, inscrita na sexualidade humana, é - na sua verdade mais profunda - a cooperação com o poder criativo de Deus. Daí deriva também que o homem e a mulher não são os árbitros desta mesma capacidade, não são seus donos, chamados como são, nela e através dela, a participar da decisão criadora de Deus. Quando, portanto, através da contracepção, os esposos retiram do exercício de sua sexualidade conjugal sua potencial capacidade procriativa, eles atribuem a si um poder que pertence somente a Deus: o poder de decidir, em última instância, sobre a vinda à existência de uma pessoa humana. Atribuem a si o status de serem não os cooperadores do poder criador de Deus, mas os depositários últimos da origem da vida humana. Nessa perspectiva, deve-se julgar a contracepção, objetivamente, tão profundamente ilícita, que ela não pode nunca, sob nenhuma circunstância, ser justificada. Pensar ou dizer o contrário é acreditar que na vida humana podem ocorrer situações em que seja lícito não reconhecer a Deus como Deus.

2. Há, então, razões de ordem antropológica. O ensinamento da Humanae Vitae e Familiaris Consortio se justifica no contexto da verdade da pessoa humana: é esta verdade que lhe está subjacente.

A conexão inseparável, de que fala a Encíclica, entre o significado unitivo e o significado procriativo, inscrita no ato conjugal, faz-nos compreender que o corpo é uma parte constitutiva do homem, que pertence ao ser da pessoa e não ao que ela tem. No ato que exprime seu amor conjugal, os esposos são chamados a fazer de si mesmos um dom um ao outro (uma doação de si para o outro): nada do que constitui seu ser pessoa pode ser excluído desta doação.

Ouvimos um texto de rara profundidade do Concílio Vaticano II: "Ille autem amor, utpote eminenter humanus, cum a persona in personam voluntatis affectu dirigatur, totius personae bonum complectitur. . . Talis amor, humana simul et divina consorcians, coniuges ad liberum et mutuum sui ipsius donum. . . conducit "(Gaudium et Spes, 49). "A persona in personam": estas palavras tão simples expressam toda a verdade do amor conjugal, o amor inter-pessoal. Um amor todo concentrado sobre a pessoa, centrado no bem da pessoa ("totius personae bonum complectitur"): sobre o bem que é o “ser pessoa”. É esse bem que os cônjuges se doam reciprocamente ("liberum et mutuum sui ipsius donum"). O ato contraceptivo introduz uma limitação substancial dentro deste dom recíproco e exprime uma recusa objetiva de doar ao outro, respectivamente, todo o bem da feminilidade ou da masculinidade. Em uma palavra: a contracepção contradiz a verdade do amor conjugal.

3. Não podemos ignorar as dificuldades que o casal encontra para ser fiel à lei de Deus, e essas dificuldades foram o assunto de vossa reflexão. É necessário que façamos o que é possível, para que os cônjuges sejam ajudados de forma adequada.

É necessário, antes de tudo, evitar a "gradualidade" da lei de Deus, “adequando-a” à medida das várias várias situações em que os cônjuges se encontram. A lei moral nos revela o plano de Deus para o casamento, o bem inteiro do amor conjugal: querer reduzir esse projeto é uma falta de respeito pela dignidade humana. A lei de Deus expressa as exigências da verdade da pessoa humana; aquela ordem da divina sabedoria "quem si tenuerimus in hac vita", como diz Santo Agostinho, "perducet ad Deum, et quem nisi tenuerimus in vita, non perveniemus ad Deum" (Santo Agostinho, De Ordine 1, 9, 27: CSEL 63, 139).

Pode-se, com efeito, perguntar-se se a confusão entre "gradualidade da lei" e a "lei da gradualidade" não tem sua explicação em uma baixa estima pela lei de Deus. Acredita-se que essa lei não seria adequada para todas as pessoas, para todas as situações, e, portanto, deseja-se substituí-la por uma ordem diferente da divina.

4. Há uma verdade central na ética cristã, que neste momento deve ser resgatada. Nós lemos há poucos dias na Liturgia das Horas da festa da Natividade de Maria: "A lei foi vivificada pela graça e foi posta a seu serviço em uma composição harmônica e fecunda. Cada um dos dois elementos, a lei e a graça, preservou suas características, sem alteração ou confusão. No entanto, a lei, que antes constituía um pesado fardo e uma tirania, tornou-se, pelo poder de Deus, peso leve e uma fonte de liberdade." (Santo André de Creta, Sermo I: PG 97, 806).

O Espírito Santo, dado aos fiéis, escreve em nossos corações a lei de Deus, de modo que ela não é apenas expressa para o exterior, mas também e acima de tudo é doada para o interior. Persistir em crer que haveria situações em que seria de fato impossível para os cônjuges ser fiéis a todas as exigências da verdade do amor conjugal equivale a esquecer aquele acontecimento de graça que caracteriza a nova aliança: a graça do Espírito Santo torna possível tudo aquilo que não é possível aos seres humanos quando estes restam abandonados às suas próprias forças. É necessário, portanto, sustentar o casal em sua vida espiritual, convidá-los a um recurso frequente aos sacramentos da Confissão e da Eucaristia, para um retorno contínuo, uma conversão permanente para a verdade do seu amor conjugal.

Todos os batizados, por isso mesmo também os esposos, são chamados à santidade, como ensinado pelo Concílio Vaticano II (cf. Lumen Gentium, 39): "In variis vitae generibus et officiis una sanctitas excolitur ab omnibus, qui a Spiritu Sancto aguntur, atque voci Patris oboedientes Deumque Patrem in spiritu et veritate adorantes, Christum pauperem, humilem, et crucem baiulantem sequuntur, ut gloriae eius mereantur esse consortes" (ibid., 41). Todos, incluindo os cônjuges, são chamados à santidade, e é uma vocação, isto, que também pode exigir heroísmo. Isso não deve ser esquecido.

Caríssimos, a reflexão que concluís neste dia deve ser continuada e continuamente aprofundada, para se ter uma visão sempre mais adequada da verdade do amor conjugal, que constitui o patrimônio mais valioso do matrimônio. Empenhai-vos generosamente nesse esforço. Acompanhe-vos em vosso trabalho a bênção apostólica, que vos concedo de coração.

© Copyright 1983 - Libreria Editrice Vaticana

http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/speeches/1983/september/documents/hf_jp-ii_spe_19830917_procreazione-responsabile_it.html

sábado, 28 de abril de 2012

Vídeo do Pe. Paulo Ricardo sobre o Feminismo

Os vídeos do Pe. Paulo Ricardo são sempre importantes, corretos, urgentes. Por favor, assista a mais esse vídeo, e que Deus abençoe a vocação do Pe. Paulo.



Fonte: http://padrepauloricardo.org/audio/47-parresia-feminismo-o-maior-inimigo-das-mulheres/
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sábado, 7 de abril de 2012

As profecias da Humanae Vitae, de Paulo VI

do blog Ecclesia Una (http://beinbetter.wordpress.com/2012/02/18/as-profecias-da-humanae-vitae-de-paulo-vi/)

Gostaria de aproveitar este tempo de Carnaval para escrever alguma coisa sobre as profecias feitas pelo Papa Paulo VI na encíclica Humanae Vitae, de 1968.


Primeiro, o que uma coisa tem a ver com a outra? Simplesmente tudo, caro leitor. No tempo do Carnaval parece que os hormônios da galera vêm à tona com muito mais força. Sim, há muita gente juntando as ferramentas de pesca e indo ao rancho para aproveitar o sossego da natureza; tem muita gente indo a um bom retiro espiritual para rezar e desagravar o Coração de Jesus; mas, ao mesmo tempo, há muitos – muitos mesmo! – aproveitando a festa para cair na gandaia, “encher a cara” e virar a noite sem pensar em nada, mais ou menos no estilo de “Comamos e bebamos, porque amanhã morreremos!” (Is 22, 13; 1 Cor 15, 32).

Danças imorais, roupas extravagantes, sexo sem compromisso, bebedeira liberalizada… Todos estes retratos integram um álbum sujo que contam a história da modernidade. Mas um senhor velho, sentado numa cátedra bimilenar, já anunciava a vinda de todos os males que hoje contemplamos com tristeza no olhar. Queremos falar, aqui, de um modo mais específico, dos alertas de Paulo VI sobre os problemas que uma mentalidade contraceptiva traria à sociedade – problemas que já estamos experimentando. Todas as previsões acertadas deste Pontífice estão compendiadas no número 17 da encíclica Humanae Vitae. Destacamos:

“Os homens retos poderão convencer-se ainda mais da fundamentação da doutrina da Igreja neste campo, se quiserem refletir nas consequências dos métodos da regulação artificial da natalidade. Considerem, antes de mais, o caminho amplo e fácil que tais métodos abririam à infidelidade conjugal e à degradação da moralidade. Não é preciso ter muita experiência para conhecer a fraqueza humana e para compreender que os homens – os jovens especialmente, tão vulneráveis neste ponto – precisam de estímulo para serem féis à lei moral e não se lhes deve proporcionar qualquer meio fácil para eles eludirem a sua observância. É ainda de recear que o homem, habituando-se ao uso das práticas anticoncepcionais, acabe por perder o respeito pela mulher e, sem se preocupar mais com o equilíbrio físico e psicológico dela, chegue a considerá-la como simples instrumento de prazer egoísta e não mais como a sua companheira, respeitada e amada.”

“Pense-se ainda seriamente na arma perigosa que se viria a pôr nas mãos de autoridades públicas, pouco preocupadas com exigências morais. Quem poderia reprovar a um governo o fato de ele aplicar à solução dos problemas da coletividade aquilo que viesse a ser reconhecido como lícito aos cônjuges para a solução de um problema familiar? Quem impediria os governantes de favorecerem e até mesmo de imporem às suas populações, se o julgassem necessário, o método de contracepção que eles reputassem mais eficaz? Deste modo, os homens, querendo evitar dificuldades individuais, familiares, ou sociais, que se verificam na observância da lei divina, acabariam por deixar à mercê da intervenção das autoridades públicas o setor mais pessoal e mais reservado da intimidade conjugal.”

O Papa Montini expõe quatro consequências principais advindas da adoção generalizada dos métodos contraceptivos: (1) queda generalizada dos padrões morais; (2) um aumento na infidelidade e ilegitimidade; (3) a redução das mulheres a objetos utilizados para satisfação dos homens; e (4) coerção governamental em matérias envolvendo reprodução. Aparentemente, nenhum destes pontos é-nos estranho. Examinemo-los:

- Queda generalizada dos padrões morais. Mais do que padrões morais sendo derrubados, a própria existência de verdades morais objetivas vem sendo seriamente questionada nestes tempos de “ditadura do relativismo” em que vivemos. Os princípios de bem e mal são lentamente abolidos; ao invés, adota-se cada vez mais um princípio pragmático de pensamento: as ações do homem deveriam ser pautadas não pelo que é certo ou errado, mas pelo que é útil e vantajoso para o momento. As consequências passam até mesmo dos limites toleráveis, a ponto de lermos na Internet verdadeiras “apologias” de práticas vergonhosas, como a pedofilia. Contra estes, levanta-se o profeta Isaías: “Ai daqueles que ao mal chamam bem, e ao bem, mal, que mudam as trevas em luz e a luz em trevas, que tornam doce o que é amargo, e amargo o que é doce!” (Is 5, 20).

Amargam o que é doce, também, aqueles que desnaturam o ato conjugal, doação íntima dos esposos, vivendo a sexualidade como uma mera busca de prazer. Ainda na Humanae Vitae Paulo VI explica que esta condenação da contracepção artificial “está fundada sobre a conexão inseparável que Deus quis e que o homem não pode alterar por sua iniciativa, entre os dois significados do ato conjugal: o significado unitivo e o significado procriador” (n. 12). Em nosso tempo, porém, estes dois significados parecem ter se divorciado. Mais: para muitos, nem mesmo o aspecto unitivo do ato conjugal é levado em conta, sendo substituído por uma “pseudounião”, uma doação momentânea, limitada à esfera da libido. Estes relacionamentos mais efêmeros – que podem durar uma só noite até – são cultuados, também por nosso governo. Basta assistir as propagandas confeccionadas para o tempo do Carnaval.

- Um aumento na infidelidade e ilegitimidade. Bom, falar de infidelidade no mundo contemporâneo é praticamente proibido, já que a noção de compromisso vem praticamente caindo em ostracismo. Mas, nos casos em que este ainda existe, está fragilizado por um generalizado desprezo pela virtude da castidade. Assim, se ainda não ocorreu por parte de um dos cônjuges uma traição de fato, certamente algum “já adulterou com ela [outra] em seu coração” (Mt 5, 28). Há casais que ainda vivem o amor entre si e lutam para viver a fidelidade, mas infelizmente o quadro geral é bem outro. A cultura pornográfica e hedonista de nosso século estimula a poligamia e incentiva os homens a evitarem o casamento, fazendo com que a própria instituição familiar entre em crise.

- A redução das mulheres a objetos utilizados para satisfação dos homens. Basta ouvir um pouquinho as músicas que fazem sucesso nas danceterias e nos bailes ultimamente… O funk é, por excelência, a música de coisificação da mulher – como também várias letras do axé. Em uma, ela é cachorra e “fica de quatro na mesa”; noutra, canta que está a disposição do homem com um “quero te dar”; nalgumas, não é tratada nem mesmo como mulher (só se ouve a referência ao seu órgão sexual, nada mais).

Essas músicas não são ouvidas por todos, é verdade. Mas são retratos de uma dura realidade: as mulheres não estão sendo devidamente respeitadas. Muitas mesmo não se dão ao devido respeito, se vestindo vulgarmente, se comportando indecentemente… No Carnaval esta sentença encontra seu ápice. Os desfiles das escolas de samba estão repletos de mulheres seminuas, dançando tanto para quem está na Sapucaí quanto para quem está em casa.

- Coerção governamental em matérias envolvendo reprodução. A China é o melhor exemplo do que um Estado totalitário, aliado a um neomalthusianismo sem escrúpulos, pode fazer. No país, prevalece, desde os anos 70, a Política do Filho Único. Os casais que ousam ter mais de um filho são punidos com multas altíssimas (isto quando o governo não obriga que a criança seja cruelmente privada de seu direito de viver).

Em nosso país, já começou a iniciativa de distribuir camisinhas nas escolas, iniciando as nossas crianças e adolescentes precocemente no mundo do sexo – isto sem falar das cartilhas vergonhosas que são distribuídas com o financiamento das autoridades públicas. Ora, então você sugere que evitemos a educação sexual em sala de aula? Sugiro que o tema seja abordado, mas de forma a se manter o pudor, pois sabemos muito bem que nem todos os pais concordam com esta política contraceptiva agressiva de nosso governo. O alerta do Papa Pio XII soa bastante conveniente neste momento de nossa história:

“O pudor sugere ainda aos pais e educadores os termos apropriados para formar, na castidade, a consciência dos jovens. Evidentemente, como lembrávamos há pouco numa alocução, ‘este pudor não se deve confundir com o silêncio perpétuo que vá até excluir, na formação moral, que se fale com sobriedade e prudência dessas matérias’. Contudo, com freqüência demasiada nos nossos dias, certos professores e educadores julgam-se obrigados a iniciar as crianças inocentes nos segredos da geração duma maneira que lhes ofende o pudor. Ora, nesse assunto tem de se observar a justa moderação que exige o pudor.”

- Sacra Virginitas, n. 57


Justa moderação! É por nos furtamos de observar esta justa moderação da qual fala o Venerável Pio XII que experimentamos hoje os frutos amargos de uma educação permissiva e irresponsável. É por desprezarmos os conselhos de Paulo VI que hoje observamos uma generalizada “degradação da moralidade” e dos bons costumes… É, é forçoso para muitos reconhecer, mas “é hora de admitir que a Igreja sempre esteve certa sobre a contracepção”.

Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!

sábado, 25 de fevereiro de 2012

A Clareza de Clara

Do site do Theology of the Body Institute (http://www.tobinstitute.org/page.asp?ContentID=141)

Todo pai deve considerar seu filho um dom e um milagre, porque toda vida humana é irrepetível, absolutamente incrível, a manifestação física da imagem de Deus e do Seu amor neste mundo. Nossa filha Clare (nt: Clara, em português) é um milagre por causa dessa verdade; mas há algo ainda mais miraculoso em sua história, que merece ser repetido. Nesse mês de janeiro, quando centenas de milhares de pessoas viajam a Washington capital dos Estados Unidos para lamentar 39 anos de legalização do aborto no país, precisamos ainda mais da claridade e da luz que Clare nos traz. Clare é uma sobrevivente do holocausto do aborto.

Antes mesmo de sabermos de sua existência, nossa futura filha adotada estava no útero de sua mãe, em uma clínica da Planned Parenthood (nt: a maior rede de clínicas de aborto dos EUA), com sua vida marcada para ser extinta. Através de um milagre da graça, um técnico permitiu que o som da batida do coração da pequena bebê Clare ecoasse naquela sala clínica de tortura (Essa não é a prática comum da Planned Parenthood, mas parece que existe alguma legislação recente tornando lei o monitoramento pré-natal). Ao ouvir o som rápido daquele pequeno coração, a mãe biológica de Clare mudou de idéia sobre o aborto, se levantou, e deixou a sala.



Caminhando pela rua, ela encontrou um lugar, um centro de acolhimento que oferecia apoio e ajuda a mulheres em crise na gravidez. Ao invés de ser um lugar de sacrilégio contra uma nova vida, este era um santuário em prol da vida. Uma tapeçaria de Nossa Senhora de Guadalupe, Mãe dos Nascituros, acolhia a mulher enquanto ela entrava.

Tendo já adotado nosso lindo filho com uma história ligeiramente parecida de sobrevivência, minha esposa e eu recebemos uma ligação e uma pergunta dos nossos amigos do centro de acolhimento: "Tem um outro bebê aqui, a mãe quer um meio de adoção. A história é complicada. Vocês estão abertos a isso?" Levamos apenas 4 segundos para decidir. Nosso pensamento foi rápido: "Você disse bebê. Nós estamos abertos".

A gravidez foi um período tenso. Rezamos pela saúde e estabilidade da mãe biológica, sabendo que ela era uma alma em dificuldades. Em certo ponto na gravidez, houve uma ameaça de romper a bolsa amniótica. Ela estava exausta de ansiedade e da tentativa de esconder de todo mundo uma gravidez. Sentimos profundamente a vulnerabilidade e a fragilidade da vida de nossa futura filha. Como disse uma vez o Papa Bento XVI: "Como pode o lugar humano mais sagrado - o útero - ter se tornado um lugar de violência indizível?" E enquanto isso a pequena Clara estava se formando na aquecida escuridão do útero, ignorando o quão perto esteve de nunca ver a luz do dia.

E então chegou o grande dia.

Nossa amiga do centro de apoio à gravidez, que cuidou de Clare e de sua mãe biológica, estava ao lado da cama da mãe no hospital. Houve complicações; o parto não estava progredindo, e a mãe rejeitava uma cesariana, chateada e ansiosa que estava para sair dali rapidamente após o nascimento da bebê. Nesse momento nosso amigo, rezando o Terço da Misericórdia justamente na hora da misericórdia, viu as coisas mudarem. Clare nasceu de parto normal, nasceu saudável e forte. Talvez temerosa pelo poder que essa nova vida teria sobre seu coração, ou simplesmente em uma tentativa angustiada de retornar à vida que conhecia antes, a mãe biológica se recusou a saber o sexo da bebê que tinha acabado de trazer à luz. Seu desejo manifesto foi atendido, e ela nunca segurou ou mesmo olhou para Clare. Foi nosso amigo quem a segurou nos braços, cantando Ave Marias para ela, e falando como ela já era muito amada, cuidada e querida por Jesus e por uma mamãe e um papai que estavam ali bem perto. Ela não cansava de repetir para a pequena Clare: "Você é cheia de graça".



No terceiro dia de sua vida, ela veio a nós. Era domingo, 15 de Agosto, Festa de Nossa Senhora da Assunção. Uma garoa suave e incomum caía naquele dia (apenas mais um sinal de graça), e se misturou com nossas lágrimas de felicidade. Segurar a pequena era inacreditável. Milagre dos milagres! Escolhemos o nome Clare, que significa luz ou clareza, e pelo ano e meio que ela tem estado conosco, ela tem sido exatamente isso. Rápida em sorrir, rir, e deixar as pequenas coisas a encherem de espanto e admiração. Ela tem conquistado corações como os nossos por onde anda com seus charmes - na igreja, no supermercado, no shopping. Em cada elogio à sua beleza, sentimo-nos compelidos a contar sua história. Ainda agradecemos a Deus pela sua mãe biológica, e continuamos a rezar por ela - ela escolheu a Vida, e seremos sempre abençoados por essa escolha. E quanto a Clare, ela é a prova viva de que a Vida é boa, e de que a Vida vai vencer. A clareza e a luz se abrem para nós neste mundo toda vez que ela sorri, e cada vez que bate seu precioso coração. O coração que, na verdade, a salvou.

O vídeo que conta sua história está aqui:



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domingo, 9 de janeiro de 2011

A emoção de ser casto



No livro “The Thrill of the Chaste”, e escritora e editora nova iorquina Dawn Eden escreveu a história de sua luta pela pureza e pelos benefícios da castidade, depois de sua conversão, depois de ter se desiludido com o estilo de vida “sex-in-the-city” [nota do tradutor:“sexo na cidade”, uma alusão a um famoso seriado de televisão que apresenta mulheres em aventuras sexuais].

Depois de passar vários anos no estilo nova iorquino de namoro – um estilo que segue aquilo que Dawn Eden chama de “regra do Cosmos”: que o sexo deve orientar o relacionamento – ela decidiu começar uma experiência com a castidade. Qual é, exatamente, a “emoção de ser casto”? Para Eden, é uma vida que é mais real, mais vibrante, mais intensa e cheia de sentido do que tudo que a antiga vida de encontros sexuais casuais tinha a oferecer.

Dawn Eden mostra o círculo vicioso do cenário amoroso baseado em sexo, aquele ciclo repetitivo sem fim, de “solidão – encontro intenso – separação – solidão”. Eden explica como ela veio a perceber que nunca encontraria o amor e o casamento que ela desejava sem trilhar uma nova direção. A falta de sentido do cenário amoroso atual se tornou clara quando algumas das conhecidas de Eden sinceramente perguntaram como ela poderia conhecer um possível futuro marido fora desse cenário, como se não houvesse outro tipo de homem a se encontrar no mundo, a não ser desses que se encontram nos bares freqüentados por solteiros.

O efeito geral da maior parte do livro é revelar as profundas diferenças que existem entre a vida de castidade e a vida de prazeres passageiros. O objetivo pode até ser o mesmo, mas os meios empregados se revelam como visões completamente contrárias do que seja o amor humano e a felicidade.

A perspectiva de Dawn Eden pressupõe que a maioria das mulheres está saindo por aí em busca de algo mais do que somente um “caso” ou “fica” sem sentido. Pressupõe que as mulheres esperam um dia, jogando esse “jogo amoroso”, encontrar um marido de verdade. A história de Eden quer mostrar porque as probabilidades disso acontecer são pequenas.

Eden explica que tanto a experiência de sexo antes do casamento como a experiência da castidade estão centradas do mesmo tipo de crença. “Uma delas”, explica Eden, “se baseia em acreditar que um homem que não tenha apostado em você... vai se voltar e se interessar por você por causa da força de sua atratividade física”. “A outra experiência”, ela diz, “se baseia em acreditar que Deus, à medida que você fica mais perto dEle, vai lhe levar a ter um marido amoroso. A castidade ‘abre’ seu mundo, possibilitando que você alcance seu potencial criativo e espiritual sem a pressão de ter que jogar o ‘jogo da sedução’ da atualidade”.

Eden conclui que “quando estou diante de uma escolha entre duas atitudes – nas quais ambas requerem olhar para além da realidade atual – eu escolho a que tem um melhor fundamento”.

Eden se recusa a separar a castidade da graça. Ela não tenta criar uma espécie de “versão secular” da castidade, independente da fé. Ela não tem medo de mostrar sua descoberta, de que a castidade não é apenas um fundamento sólido, mas um fundamento que se baseia em Deus.

As observações de Eden sobre suas experiências, tanto de sexo antes do casamento, quanto de castidade, são muito sábias e nos fazem refletir. Ela não tem vergonha de revelar seus erros e fraquezas – na verdade alguns leitores poderão achar suas confissões inconfortavelmente minuciosas.

Mas ela faz uma grande contribuição ao analisar essas experiências. Uma das grandes descobertas de Eden foi perceber a influência que o divórcio de seus pais teve em seu comportamento. Ela encontra conexões entre a sua promiscuidade, o medo da rejeição, e sua falta de segurança, que foi fruto da saída de seu pai de casa, e de ver sua mãe entrando na onda de encontros casuais. É uma história triste, e trágica, mas é também uma história que efetivamente mostra o dano que um divórcio causa.

Outro ponto positivo é quando relembra como ela foi, pouco a pouco, perdendo a sua pureza, de modo que na época em que perdeu sua virgindade fisicamente, ela já a tinha, na verdade, perdido moralmente e espiritualmente muito tempo antes. Ela observa como, em atividades aparentemente inofensivas como beijar, ela já foi aprendendo a se separar a si mesma, emocionalmente e espiritualmente, do aspecto físico. Pode-se dizer que ela já estava aprendendo uma mentalidade contraceptiva muito antes de perder a virgindade.

Esse livro não é para os facilmente impressionáveis, mas é um contra-ataque muito bem vindo com relação à absurda filosofia sexual ensinada por nossa cultura. Eden mostra como a promessa de felicidade da revolução sexual é uma ilusão, e propõe uma revolução mais autêntica. Para as pessoas que ainda vivem no jogo “fica– termina – fica” esse livro pode ser de grande ajuda. E para aqueles que já estão comprometidos com a castidade, ela oferece reflexões que são oportunas e originais, confirmando a passagem que diz que, onde o pecado abundou, a graça superabundou.

Traduzido e adaptado de: http://nuptialmystery.com/confessions-of-dawn-eden/#more-268

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Nota da Congregação para a Doutrina da Fé

Sobre a banalização da sexualidade
A propósito de algumas leituras de «Luz do mundo»

Por ocasião da publicação do livro-entrevista de Bento XVI, «Luz do Mundo», foram difundidas diversas interpretações não correctas, que geraram confusão sobre a posição da Igreja Católica quanto a algumas questões de moral sexual. Não raro, o pensamento do Papa foi instrumentalizado para fins e interesses alheios ao sentido das suas palavras, que aparece evidente se se lerem inteiramente os capítulos onde se alude à sexualidade humana. O interesse do Santo Padre é claro: reencontrar a grandeza do projecto de Deus sobre a sexualidade, evitando a banalização hoje generalizada da mesma.

Algumas interpretações apresentaram as palavras do Papa como afirmações em contraste com a tradição moral da Igreja; hipótese esta, que alguns saudaram como uma viragem positiva, e outros receberam com preocupação, como se se tratasse de uma ruptura com a doutrina sobre a contracepção e com a atitude eclesial na luta contra o HIV-SIDA. Na realidade, as palavras do Papa, que aludem de modo particular a um comportamento gravemente desordenado como é a prostituição (cf. «Luce del mondo», 1.ª reimpressão, Novembro de 2010, p. 170-171), não constituem uma alteração da doutrina moral nem da praxis pastoral da Igreja.

Como resulta da leitura da página em questão, o Santo Padre não fala da moral conjugal, nem sequer da norma moral sobre a contracepção. Esta norma, tradicional na Igreja, foi retomada em termos bem precisos por Paulo VI no n.º 14 da Encíclica Humanae vitae, quando escreveu que «se exclui qualquer acção que, quer em previsão do acto conjugal, quer durante a sua realização, quer no desenrolar das suas consequências naturais, se proponha, como fim ou como meio, tornar impossível a procriação». A ideia de que se possa deduzir das palavras de Bento XVI que seja lícito, em alguns casos, recorrer ao uso do preservativo para evitar uma gravidez não desejada é totalmente arbitrária e não corresponde às suas palavras nem ao seu pensamento. Pelo contrário, a este respeito, o Papa propõe caminhos que se podem, humana e eticamente, percorrer e em favor dos quais os pastores são chamados a fazer «mais e melhor» («Luce del mondo», p. 206), ou seja, aqueles que respeitam integralmente o nexo indivisível dos dois significados – união e procriação – inerentes a cada acto conjugal, por meio do eventual recurso aos métodos de regulação natural da fecundidade tendo em vista uma procriação responsável.

Passando à página em questão, nela o Santo Padre refere-se ao caso completamente diverso da prostituição, comportamento que a moral cristã desde sempre considerou gravemente imoral (cf. Concílio Vaticano II, Constituição pastoral Gaudium et spes, n.º 27; Catecismo da Igreja Católica, n.º 2355). A recomendação de toda a tradição cristã – e não só dela – relativamente à prostituição pode resumir-se nas palavras de São Paulo: «Fugi da imoralidade» (1 Cor 6, 18). Por isso a prostituição há-de ser combatida, e os entes assistenciais da Igreja, da sociedade civil e do Estado devem trabalhar por libertar as pessoas envolvidas.

A este respeito, é preciso assinalar que a situação que se criou por causa da actual difusão do HIV-SIDA em muitas áreas do mundo tornou o problema da prostituição ainda mais dramático. Quem sabe que está infectado pelo HIV e, por conseguinte, pode transmitir a infecção, para além do pecado grave contra o sexto mandamento comete um também contra o quinto, porque conscientemente põe em sério risco a vida de outra pessoa, com repercussões ainda na saúde pública. A propósito, o Santo Padre afirma claramente que os preservativos não constituem «a solução autêntica e moral» do problema do HIV-SIDA e afirma também que «concentrar-se só no preservativo significa banalizar a sexualidade», porque não se quer enfrentar o desregramento humano que está na base da transmissão da pandemia. Além disso é inegável que quem recorre ao preservativo para diminuir o risco na vida de outra pessoa pretende reduzir o mal inerente ao seu agir errado. Neste sentido, o Santo Padre assinala que o recurso ao preservativo, «com a intenção de diminuir o perigo de contágio, pode entretanto representar um primeiro passo na estrada que leva a uma sexualidade vivida diversamente, uma sexualidade mais humana». Trata-se de uma observação totalmente compatível com a outra afirmação do Papa: «Este não é o modo verdadeiro e próprio de enfrentar o mal do HIV».

Alguns interpretaram as palavras de Bento XVI, recorrendo à teoria do chamado «mal menor». Todavia esta teoria é susceptível de interpretações desorientadoras de matriz proporcionalista (cf. João Paulo II, Encíclica Veritatis splendor, nn.os 75-77). Toda a acção que pelo seu objecto seja um mal, ainda que um mal menor, não pode ser licitamente querida. O Santo Padre não disse que a prostituição valendo-se do preservativo pode ser licitamente escolhida como mal menor, como alguém sustentou. A Igreja ensina que a prostituição é imoral e deve ser combatida. Se alguém, apesar disso, pratica a prostituição mas, porque se encontra também infectado pelo HIV, esforça-se por diminuir o perigo de contágio inclusive mediante o recurso ao preservativo, isto pode constituir um primeiro passo no respeito pela vida dos outros, embora a malícia da prostituição permaneça em toda a sua gravidade. Estas ponderações estão na linha de quanto a tradição teológico-moral da Igreja defendeu mesmo no passado.

Em conclusão, na luta contra o HIV-SIDA, os membros e as instituições da Igreja Católica saibam que é preciso acompanhar as pessoas, curando os doentes e formando a todos para que possam viver a abstinência antes do matrimónio e a fidelidade dentro do pacto conjugal. A este respeito, é preciso também denunciar os comportamentos que banalizam a sexualidade, porque – como diz o Papa – são eles precisamente que representam a perigosa razão pela qual muitas pessoas deixaram de ver na sexualidade a expressão do seu amor. «Por isso, também a luta contra a banalização da sexualidade é parte do grande esforço a fazer para que a sexualidade seja avaliada positivamente e possa exercer o seu efeito positivo sobre o ser humano na sua totalidade» («Luce del mondo», p. 170).

Fonte: Bollettino

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Explicando o que o Papa quis dizer sobre camisinha

Traduzo abaixo artigo do Pe. Joseph Fessio, S.J., disponível em: http://blogs.reuters.com/faithworld/2010/11/23/guestview-did-the-pope-%E2%80%9Cjustify%E2%80%9D-condom-use-in-some-circumstances/


O referido Padre é fundador e editor da Ignatius Press, editora americana do livro "Luz do Mundo", que está causando essa polêmica. A leitura do artigo abaixo é bastante esclarecedora, por isso peço sua atenção.


Obs.: Nos trechos da entrevista do Papa, preferi seguir a minha tradução a partir do inglês, ao invés de copiar a tradução que vem sendo divulgada (feita a partir do italiano, provavelmente), a fim de evidenciar exatamente os problemas dessa mesma tradução.

* * *

O Papa "justifica" o uso de preservativos em algumas circustâncias? A resposta é "não". E também não há, absolutamente, nenhuma mudança na doutrina da Igreja. Não apenas porque uma entrevista do Papa não constitui doutrina da Igreja, mas porque nada do que ele disse difere da perene doutrina da Igreja.

Então porque todas as manchetes dizendo que ele "aprova", ou "permite", ou "justifica" o uso de camisinhas em certos casos?

Essa é uma boa questão. Tão boa que o próprio entrevistador perguntou praticamente a mesma coisa durante a entrevista.

O Papa fez uma afirmação na entrevista, e tal afirmação agora vem sendo largamente citada na imprensa mundial. Imediatamente, o entrevistador, Peter Seewald, colocou essa questão: "Você está dizendo, então, que a Igreja Católica em princípio não está, de fato, se opondo ao uso de camisinhas?

O Papa esclareceu e expandiu seu raciocínio da afirmação anterior.

Então vejamos as duas declarações.

Depois de dizer que: "não podemos resolver o problema [da Aids] com a distribuição de preservativos..." e que: "a fixação exclusiva no preservativo implica uma banalização da sexualidade..." o Papa diz: "Pode haver um fundamento (*) no caso de alguns indivíduos, como talvez quando um "prostituto" [homem] usa um preservativo, onde isso pode ser um primeiro passo na direção de uma moralização, uma primeira assunção [assumir] de responsabilidade, no caminho da recuperação de uma consciência de que nem tudo é permitido e que não se pode fazer o que se quer. Mas não é realmente [de fato] o caminho para lidar com o mal da infecção por HIV. O caminho só pode realmente [de fato] residir tão somente na humanização da sexualidade"
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(* Nota: Na tradução que vem sendo divulgada, lê-se nesse trecho: "Pode haver casos pontuais, justificados, como por exemplo a utilização do preservativo por um prostituto,...")
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Essa é uma declaração altamente qualificada, e muito condicional. Não obstante, ela causou a pergunta de Seewald, acima mencionada. Mas vamos primeiramente olhar com mais atenção para essa declaração. O termo original em alemão para: "Pode haver um fundamento no caso de alguns indivíduos..." é: "Es mag begründete Einzelfälle geben…" A tradução para o inglês, aqui, é fiel e acurada. "Begründete" vem de "Grund" = "ground" (terra, solo, base, terreno), e significa tanto o solo onde nos pomos de pé, quanto um fundamento lógico. Há alguma ambiguidade porque esse termo poderia ter um sentido fraco de "alguma base para", ou um sentido forte de "um fundamento lógico e ético para". É por isso, talvez, que Seewald fez a pergunta seguite, então nos voltaremos para ela daqui a um momento.

É importante notar que há dois erros sérios de tradução na versão italiana das opiniões do Papa, versão a partir da qual muitas reportagens prévias foram baseadas, já que o embargo foi quebrado pelo jornal vaticano L'Osservatores Romano (Essa é outra questão). Em primeiro lugar, o termo alemão "ein Prostituierter", que só pode ser um "prostituto" homem. A palavra normal do alemão para prostituta é "[eine] Prostituierte", que é feminina, e se refere somente a uma mulher. A tradução italiana "uma prostituta" simplesmente inverteu o que o Papa disse.

Igualmente problemático, "giustificati" = justificado, foi usado na tradução italiana de "begründete", arbitrariamente resolvendo a ambiguidade unilateralmente.

O Papa responde: "Ela [a Igreja] não a considera [a camisinha] como uma solução real ou moral, mas, nesse ou naquele caso, pode haver, não obstante, na intenção de reduzir o risco de infecção, um primeiro passo em um movimento direcionado a um caminho diferente, um caminho mais humano de viver a sexualidade".

Em primeiro lugar, uma solução que não é "moral" não pode ser "justificada". Isso é uma contradição, e significaria que algo em si mesmo [intrinsecamente] mau poderia ser "justificado" para se atingir uma finalidade boa. Note: o conceito de "mau menor" é inaplicável aqui. Pode-se tolerar um mau menor; não se pode fazer algo que seja um mal menor.

Mas a distinção crucial aqui é entre a "intenção" do "prostituto" [homem] (qual seja: evitar infectar seu cliente), e o ato em si (qual seja: usar uma camisinha). Já que na quase totalidade das reportagens que eu li essa distinção não foi apresentada, ela pede uma alguma elaboração.

Essa distinção, na filosofia moral, ocorre entre o objeto de um ato e a intenção de um ato. Se um homem rouba a fim de fornicar, a intenção é fornicar, mas o objeto é o ato de roubar. Não há uma conexão obrigatória entre roubar e fornicar.

No caso das opiniões do Papa, a intenção é prevenir a infecção, e o objeto é o uso da camisinha.

Aqui está um exemplo dessa distinção, análogo ao que o Papa disse. Ladrões estão usando canos de ferro para atacar pessoas, e os ferimentos são graves. Alguns ladrões usam canos acolchoados para reduzir os ferimentos, enquanto ao mesmo tempo ainda conseguem debilitar as vítimas o suficiente para o assalto. O Papa diz que a intenção de reduzir os ferimentos (no ato de roubar) pode ser um primeiro passo na direção de uma maior responsabilidade moral. Isso não justifica as seguintes manchetes: "Papa aprova canos acolchoados para o assalto"; "Papa diz que o uso de canos acolchoados é justificado em algumas circunstâncias"; "Papa permite o uso de canos acolchoados em alguns casos".

É claro, poder-se-ia usar moralmente canos acolchoados em algumas circunstâncias, por exemplo como canos revestidos para que a água quente que corre neles não esfrie tão rápido. E poder-se-ia usar camisinhas moralmente em alguns casos, por exemplo, como balões de água. Mas isso também não justifica a manchete "Papa aprova o uso de camisinha", embora no caso dos balões d'água isso pudesse ser verdade. Mas seria uma tentativa intencional de enganar.

Em resumo, o Papa não "justificou" o uso de camisinhas em nenhuma circunstância. E a doutrina da Igreja permanece a mesma que sempre foi - tanto antes quanto depois das declarações do Papa.

sábado, 20 de novembro de 2010

O que o Papa realmente disse

Créditos ao blog "Frates in unum", que por sua vez puxou do blog "A Saúde da Alma", que por sua vez tirou do blog "Spe Deus"...

O que o Papa realmente disse sobre preservativos, comentários iniciais do "Fratres in Unum"...

* * *


Tendo em conta a habitual ignorância e má-fé da imprensa secular ao noticiar fatos relevantes da vida da Igreja, apresentamos abaixo a íntegra da resposta do Papa Bento XVI sobre o uso de preservativos, em outro livro-entrevista de Peter Seewald.


Veremos, neste episódio, se a costumeira rapidez da Sala de Imprensa da Santa Sé em lançar esclarecimentos sobre todo tipo de assunto também será verificada ao ter de ser politicamente incorreta ao contrariar a imprensa do mundo todo, que alardeia a plenos pulmões a “liberação” da camisinha pelo Papa.


* * *

“Na África, Vossa Santidade afirmou que a doutrina tradicional da Igreja tinha revelado ser o caminho mais seguro para conter a propagação da SIDA/AIDS. Os críticos, provenientes também da Igreja, dizem, pelo contrário, que é uma loucura proibir a utilização de preservativos a uma população ameaçada pela SIDA/AIDS.”


«Em termos jornalísticos, a viagem à África foi totalmente ofuscada por uma única frase. Perguntaram-me porque é que, no domínio da SIDA/AIDS, a Igreja Católica assume uma posição irrealista e sem efeito – uma pergunta que considerei realmente provocatória, porque ela faz mais do que todos os outros. E mantenho o que disse. Faz mais porque é a única instituição que está muito próxima e muito concretamente junto das pessoas, agindo preventivamente, educando, ajudando, aconselhando, acompanhando. Faz mais porque trata como mais ninguém tantos doentes com sida e, em especial, crianças doentes com sida. Pude visitar uma dessas unidades hospitalares e falar com os doentes.

Essa foi a verdadeira resposta: a Igreja faz mais do que os outros porque não se limita a falar da tribuna que é o jornal, mas ajuda as irmãs e os irmãos no terreno. Não tinha, nesse contexto, dado a minha opinião em geral quanto à questão dos preservativos, mas apenas dito – e foi isso que provocou um grande escândalo – que não se pode resolver o problema com a distribuição de preservativos. É preciso fazer muito mais. Temos de estar próximos das pessoas, orientá-las, ajudá-las; e isso quer antes, quer depois de uma doença.

Efectivamente, acontece que, onde quer que alguém queira obter preservativos, eles existem. Só que isso, por si só, não resolve o assunto. Tem de se fazer mais. Desenvolveu-se entretanto, precisamente no domínio secular, a chamada teoria ABC, que defende “Abstinence – Be faithful – Condom” (“Abstinência – Fidelidade – Preservativo”), sendo que o preservativo só deve ser entendido como uma alternativa quando os outros dois não resultam. Ou seja, a mera fixação no preservativo significa uma banalização da sexualidade, e é precisamente esse o motivo perigoso pelo qual tantas pessoas já não encontram na sexualidade a expressão do seu amor, mas antes e apenas uma espécie de droga que administram a si próprias. É por isso que o combate contra a banalização da sexualidade também faz parte da luta para que ela seja valorizada positivamente e o seu efeito positivo se possa desenvolver no todo do ser pessoa.

Pode haver casos pontuais, justificados, como por exemplo a utilização do preservativo por um prostituto, em que a utilização do preservativo possa ser um primeiro passo para a moralização, uma primeira parcela de responsabilidade para voltar a desenvolver a consciência de que nem tudo é permitido e que não se pode fazer tudo o que se quer. Não é, contudo, a forma apropriada para controlar o mal causado pela infecção por VIH/HIV. Essa tem, realmente, de residir na humanização da sexualidade.»

“Quer isso dizer que, em princípio, a Igreja Católica não é contra a utilização de preservativos?”

«É evidente que ela não a considera uma solução verdadeira e moral. Num ou noutro caso, embora seja utilizado para diminuir o risco de contágio, o preservativo pode ser um primeiro passo na direcção de uma sexualidade vivida de outro modo, mais humana.»

In Bento XVI, Luz do Mundo – O Papa, a Igreja e os Sinais dos Tempos – Uma conversa com Peter Seewald, Lucerna, 2010

terça-feira, 8 de junho de 2010

“A indústria do sexo é a força mais destrutiva contra as mulheres”

Organização católica ACRATH combate este flagelo na Austrália

SYDNEY, terça-feira, 8 de junho de 2010 (ZENIT.org). – A Austrália é uma das conexões centrais do tráfico de seres humanos, que envolve milhões de mulheres provenientes da Ásia, Europa e América do Sul, e movimenta cerca de 9 bilhões de dólares ao ano. No país, a ACRATH (Australian Catholic Religious Against Trafficking in Humans) é um dos principais atores na luta para libertar as mulheres da indústria do sexo.

Segundo estatísticas citadas pela organização, o tráfico de seres humanos constitui a terceira maior indústria criminosa do mundo, após o tráfico de armas e o narcotráfico.

Leia o artigo inteiro em: http://www.zenit.org/article-25162?l=portuguese

sábado, 29 de maio de 2010

O poder da oração

(Pedimos desculpas pelas imagens com frases ofensivas.)

O número de abortos decresce em Rockford, e a clínica de aborto parece estar (corretamente) culpando o poder espiritual dos Padres.

*****

Em setembro de 2008 um grupo de Padres Católicos começou a rezar toda semana, em frente a uma clínica de aborto, orações especiais da Igreja para que a clínica fosse liberta da presença do mal. Imediatamente, as mulheres pró-vida que monitoram as atividades da clínica puderam perceber um dramático declínio no número de mães que procuravam o aborto, e um número sensivelmente crescente de mães que escolhiam a vida, mesmo à caminho da clínica.
Uma contagem não oficial mostra que o número total de abortos diminui por mais da metade. Foi então quando começaram a surgir cartazes nas janelas da clínica, atacando os Padres Católicos.
Em 29 de maio, uma sexta-feira, a clínica de aborto piorou os ataques. Enquanto um Padre pacificamente rezava as orações da Igreja, acompanhado de um seminarista, alguém dentro da clínica colocou um sinal que dizia claramente: “f... seus padres pervertidos” (“f... your perverted priests”).


Os Padres Católicos também tiveram que suportar insultos pessoais dos seguranças da clínica. O carro de um dos padres foi atingido com ovos por um ativista pró-aborto. Outro padre teve um cartaz escrito à mão pregado em seu carro, o cartaz dizia: “Eu violento crianças” (“I rape children”).

Uma coisa é certa. A clínica de aborto e seus apoiadores sabem que uma das principais razões da diminuição do número de bebês mortos ali foi pelo fato das orações constantes, comprometidas, e cheias de fé dos Padres Católicos, pedindo que o mal que envolve e sustenta a indústria do aborto fosse substituída pela graça de Jesus Cristo. Em Rockford esses padres e suas orações já salvaram incontáveis vidas e almas. É por isso que essa clínica odeia e ataca os padres dessa maneira desrespeitosa.

É como disse um ativista pró-vida de Rockford: “Esse grupo de padres rezou em frente a essa clínica independente do clima, da intimidação, e das ameaças que enfrentaram. No espírito de Jesus Cristo, eles responderam a esses ataques com oração, humildade e amor”.

Um homem afirmou acerca de um dos padres: “No último inverno, em um dia onde o vento gelado estava bem abaixo de zero grau, o Padre estava em oração na calçada com seu casaco aberto. Todos lhe disseram para se proteger melhor do frio, mas ele sabia que as pessoas que entravam na clínica precisavam saber eu um Padre estava ali. Uma jovem mulher hispânica olhou para o Padre, viu sua roupa, seu colarinho eclesiástico, viu que ele rezava por ela. Ela imediatamente deixou a clínica e nunca mais retornou”.


A comunidade cristã de Rockford espera que as autoridades da cidade olhem para a história longa e cheia de ódio da clínica de aborto, e venham a decidir que esse tipo de coisa não é aceitável na cidade.

E quanto a esses santos homens que rezam e trabalham pela vida e pelo fim da demoniacamente inspirada cultura da morte, devemos a eles nosso apoio, nossas orações, e nossa gratidão por nos liderar nessa batalha contra o pecado, satanás e a morte.

1548 No serviço eclesial do ministro ordenado, é o próprio Cristo que está presente à sua Igreja, como Cabeça do seu corpo, Pastor do seu rebanho, Sumo-Sacerdote do sacrifício redentor, mestre da verdade. É o que a Igreja exprime quando diz que o padre, em virtude do sacramento da Ordem, age in persona Christi Capitis – na pessoa de Cristo Cabeça. «É o mesmo Sacerdote, Jesus Cristo, de quem realmente o ministro faz as vezes. Se realmente o ministro é assimilado ao Sumo-Sacerdote, em virtude da consagração sacerdotal que recebeu, goza do direito de agir pelo poder do próprio Cristo que representa 'virtute ac persona ipsius Christi'». «Cristo é a fonte de todo o sacerdócio: pois o sacerdócio da [antiga] lei era figura d'Ele, ao passo que o sacerdote da nova lei age na pessoa d'Ele».

1549 Pelo ministério ordenado, especialmente dos bispos e padres, a presença de Cristo como cabeça da Igreja torna-se visível no meio da comunidade dos crentes. Segundo a bela expressão de Santo Inácio de Antioquia, o bispo é týpos toû Patrós, como que a imagem viva de Deus Pai.
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Traduzido de:
http://www.prolifecorner.com/node/333

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Depoimento da Deputada Fátima Pelaes

Convido os leitores a verem o seguinte vídeo, um depoimento da Deputada Fátima Pelaes (PMDB/AP), ocorrido durante a discussão do Estatudo do Nascituro - PL 478/07, em 19 de maio de 2010.



Para ver o vídeo no You Tube:
http://www.youtube.com/watch?v=ewVuBQeAagM

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Como o aborto é promovido na América Latina?

Muito importante artigo publicado na ZENIT, aqui só trechos, veja ele na íntegra.

LIMA, quarta-feira, 19 de maio de 2010 (ZENIT.org).- Primeiro se cria uma polêmica sobre um caso humano dramático de uma criança estuprada; depois se propõe uma lei geral de legalização do aborto. Este processo, adotado em outros continentes, está sendo aplicado na América Latina, como explica a ZENIT nesta entrevista Carlos Polo Samaniego, peruano, antropólogo e diretor do escritório para a América Latina do Population Research Institute desde 2001.

(...)

- Em que se baseia para afirmar que os casos são "fabricados"?

Carlos Polo: Temos que dizer que o drama das meninas grávidas é real e sumamente doloroso. O que se fabrica e manipula é a repercussão midiática e a insistência de que o aborto é a única solução. Sobre esta realidade, são montadas campanhas que apresentam o aborto para aqueles que procuram outras saídas fora do aborto como um povo sensível, desumano e incompreensível. Os bispos, sacerdotes e leigos comprometidos, usualmente os primeiros defensores da vida dessas criaturas que estão por nascer, são muitas vezes alvos de ataque. A pressão chega a ser muito forte, como se a tensão estivesse situada no nosso senso de humanidade ao extremo. Mas é tudo parte de uma falácia, de uma grande mentira baseada num drama humano: muitas vezes essas meninas nem correm perigo nem querem abortar. E o pior, depois sofrem as consequências de fazê-lo.

- Esta acusação é muito grave. O senhor está em condições de mantê-la?

Carlos Polo: Cada vez temos mais evidências. Durante muito tempo, suspeitamos que isso acontecia mais ou menos da forma como agora conhecemos bem. Mas foi necessário um grande número de leigos, profissionais em diferentes áreas; nós nos organizamos e trocamos eficientes informações e experiências para que pudéssemos descrever todo o circuito, encontrando os padrões de "fabricação" de casos dos quais se falava antes. Agora, cada vez que é gerado um destes "casos", surgem voluntários para socorrer as meninas e seus pais. Por exemplo, graças a Deus, em Quintana Roo se pôde resgatar a menina e salvar seu bebê.

(...)

- Qual é a origem desta estratégia abortista?

Carlos Polo: De fato, há muitas pistas. Uma delas nos coloca em um documento que, em janeiro de 2003, o Center for Reproductive Rights publicou com o título What Role Can International Litigation Play in the Promotion and Advancement of Reproductive Rights in Latin America? (Qual o papel dos conflitos internacionais na promoção e desenvolvimento dos direitos reprodutivos na América Latina?). Suas autoras, Mônica Roa, Luisa Cabal e Lilian Sepúlveda, são membros destacados desta organização de Nova York que promove o aborto legal e o manifesta abertamente.

Nesse documento, dizem claramente: "Os tribunais podem ser um fórum excelente para produzir a mudança". Também afirmam que, nesta estratégia de litígios, sua última oponente é a Igreja Católica. E afirmam que tudo isso se inicia por "examinar o processo de identificação de temas e casos". Abertamente, o Center for Reproductive Rights expõe como sua própria equipe de advogados e suas organizações associadas apresentaram os quatro "casos" citados no documento. Um deles, o da peruana Karen Llantoy, foi utilizado anos depois como argumento por Mônica Roa na sentença que legalizou o aborto na Colômbia.

(...)

- Finalmente, que recomendação o senhor daria para evitar que haja mais danos com esta estratégia?

Carlos Polo: Que sejamos Igreja. Que nos unamos para pensar, orar, entender e agir pro-ativamente a favor da vida. Que nossos pastores não se sintam sós, porque cada vez somos mais leigos e colocamos nossos talentos profissionais ao seu serviço. Que nossos irmãos se animem a aprofundar neste trabalho e a entrar em contato, como uma grande rede. Só assim podemos enfrentar à altura os desafios do mundo de hoje.

terça-feira, 11 de maio de 2010

40 anos depois, as palavras do Papa sobre controle de natalidade resistem ao teste do tempo

Por Douglas Farrow

Quarenta anos atrás, em 25 de Julho de 1968, o Papa Paulo VI emitiu a sua sétima e última carta encíclica, que não era dirigida apenas aos bispos, clero e fiéis da Igreja Católica, mas a todas as pessoas de boa vontade. A carta era sobre a "regulação dos nascimentos", e sua promulgação foi aguardada com grande expectativa.

Um método novo e imediatamente popular de contracepção tinha aparecido dez anos antes - a pílula foi introduzida em 1958 - e muitos esperavam ardentemente que o Papa que supervisionou o Concílio Vaticano II, no qual a Igreja tinha “aberto suas janelas” para o mundo moderno, fosse sinalizar agora a aprovação de seu uso.


Essas esperanças foram frustradas. A Humanae vitae reafirmou a doutrina tradicional da Igreja: os atos de contracepção artificial são "intrinsecamente desordenados e, portanto, indignos da pessoa humana, mesmo quando a intenção é salvaguardar ou promover bens individuais, familiares ou o bem-estar social".

A “choradeira” foi enorme, e diz-se que isso partiu o coração do Papa. Entre os líderes cristãos de prestígio internacional, somente o Patriarca Ecumênico se levantou em sua defesa. A maioria das denominações protestantes - a começar com os anglicanos na sua Conferência de Lambeth de 1930 - tinha começado a fazer as pazes com a contracepção artificial alguns anos antes.

Então é claro que havia muitos católicos do Canadá que já estavam apreciando sua “Revolução Silenciosa” (entre 1959 e 1971, a taxa de natalidade em Quebec caiu do maior para o menor patamar entre as regiões do Canadá). A consternação foi sentida em todo o país. Em 27 de setembro, quase dois meses após a promulgação da encíclica, os bispos canadenses lançaram a Declaração de Winnipeg, como um ato de “controle de danos”.

A Declaração de Winnipeg fez uma grande concessão, que contrariou a solidariedade que os bispos professam ter para com o Papa. As pessoas, eles disseram, "que têm tentado, sem sucesso, mas sinceramente, perseguir uma linha de conduta em conformidade com as diretivas dadas... pode estar seguramente certas de que quem escolhe honestamente esse caminho que parece certo para ele o faz em boa consciência." É seguro dizer que a grande maioria dos católicos levou em conta essas palavras dos bispos e continuou suas viagens à farmácia.

Quarenta anos depois, no entanto, é a Humanae vitae – e não a Declaração de Winnipeg – que tem resistido ao teste do tempo. Estudo após estudo tem documentado a precisão fantástica das previsões, na época ridicularizadas, do Papa, previsões que se destacam fortemente contra as falhas dos “queridos” profetas contemporâneos, como Paul Erhlich, que no mesmo ano, publicou seu livro famoso e equivocado, “The Population Bomb”.

Entre essas previsões estavam o aumento acentuado nos casos de adultério e de fornicação (o que nós aprendemos a chamar de "sexo casual"), o aumento correspondente na alienação entre homens e mulheres (que nós chamamos agora de “guerra de gênero”), o enfraquecimento da família (pois agora não temos sequer uma definição dela), e especialmente a intrusão do Estado "no setor mais pessoal e mais reservado da intimidade conjugal" - isto é, nos próprios processos de reprodução humana.

Sobre este último ponto, Paulo VI advertiu que os governantes poderiam até começar a impor ao seu povo "o método de contracepção que eles julgassem ser mais eficaz". Esta previsão, bastante ridicularizada na época, encontrou sua realização na China, que não só permite a contracepção, a esterilização e o aborto como meio legítimo de regulação de nascimentos, mas impõe-lhes sistematicamente.

A adoção da mentalidade contraceptiva por parte do Canadá (não pensamos muito no "grave dever de transmitir a vida humana"), produziu o problema da exacerbada redução populacional. Ainda assim, através do Fundo das Nações Unidas para População o Canadá participa de uma grande variedade de políticas de “planejamento familiar” manipulativas, para não dizer assassinas, incluindo as da China. E as suas políticas em casa, especialmente na área da educação sexual, sobre o que a Declaração de Winnipeg foi tão absurdamente esperançosa, são apenas marginalmente menos manipuladoras. Os bispos canadenses nunca imaginaram programas obrigatórios ensinando as crianças católicas como experimentar todo tipo de sexo “estéril”, incluindo a sodomia, ou como apreciar o fato de que "famílias" vem em todos os tamanhos e formas. Nem os políticos católicos previram as taxas astronômicas de divórcio e de aborto, ou seu multi-bilionário custo anual, quando em 1968 eles decidiram adaptar nosso sistema jurídico à era dos anticoncepcionais.

A Humanae vitae, no entanto, não se contentou apenas com a previsão da dissolução da vida familiar nas águas rasas da mentalidade contraceptiva. Ela efetivamente condenou a contracepção como uma violação da lei natural que, separando as dimensões unitiva e procriativa da sexualidade humana, também separou os próprios laços sociais que ela deveria proteger. Mas ela também reconheceu que a aceitação da contracepção artificial dissolveria laços eclesiais, rasgando um grande buraco na visão sacramental da Igreja sobre o casamento. Para provar isso não precisamos ir mais longe do que a Comunhão Anglicana, reunida este mês para a sua Conferência de Lambeth 2008, na vã esperança de salvar seu navio afundando.

Paulo VI não ignorava que os católicos, para não mencionar os outros "homens de boa vontade", a quem ele dirigiu a sua carta, teriam grande dificuldade em aceitar o ensinamento da Humanae vitae. Ele sabia, no entanto, que a forma adequada da Igreja chegar ao mundo moderno não era diferente do que a maneira com que tinha abordado o mundo antigo. Tinha que falar a verdade no amor, custe o que custar. "A Igreja", disse ele, "não se surpreende em se tornar, como seu divino Fundador, um ‘sinal de contradição'”. Isso é como a própria Igreja sobrevive ao teste do tempo.

A Humanae vitae foi sinal de contradição não tanto por causa da sua condenação da contracepção, mas por causa da sua visão construtiva para o casamento. Aquele que se importar hoje em ler esse “infame” documento, nesse seu quadragésimo aniversário, vai descobrir, para sua surpresa, que ele traz uma visão atraente do amor esponsal e da paternidade responsável. Integrando os princípios da caridade, da castidade e "a intervenção da inteligência" na vida conjugal, ele estabelece a base sobre a qual João Paulo II viria a construir com habilidade pastoral suprema. Como consequência de sua intervenção corajosa existe hoje uma nova geração de fiéis católicos que estão aprendendo a lidar com seu próprio chamado a ser sinal de contradição na cultura canadense. Que seu número aumente, e sem dúvida aumentará.
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Douglas Farrow é professor adjunto de pensamento cristão na McGill University e autor do livro “Nation of Bastards”.

Traduzido de: http://network.nationalpost.com/np/blogs/fullcomment/archive/2008/07/31/douglas-farrow-40-years-later-the-pope-s-words-on-birth-control-have-stood-the-test-of-time.aspx

sexta-feira, 7 de maio de 2010

A epidemia de pornografia: pesquisas científicas


Por Kerby Anderson

A pornografia está deteriorando o tecido de nossa sociedade. No entanto, os cristãos na maioria desconhecem seu impacto, tornando-se apáticos com relação à necessidade de controlar esta ameaça.

A pornografia é um negócio de oito bilhões de dólares por ano [Nota: este artigo é de 1997, para dados mais atuais, clique aqui], e possui laços estreitos com o crime organizado. (1) Os lucros financeiros do pecado são enormes quando se trata de pornografia. Fornecedores de pornografia colhem enormes lucros com as vendas nas chamadas livrarias "adultas" e com a audiência de filmes e atuações ao vivo em teatros.

A pornografia envolve livros, revistas, vídeos e dispositivos. Ela migrou da periferia da sociedade para o consumo de massa através do aluguel de fitas de vídeo [Nota: artigo escrito em 1997, atualmente seriam DVD’s], televisão e vendas de revistas do chamado "soft-porn", bem como veiculação de filmes sexualmente explícitos na TV a cabo. Para alguns, a pornografia não passa de algumas fotos de mulheres com pouca roupa em poses sedutoras. Mas a pornografia se tornou muito mais do que apenas fotografias de mulheres nuas.

Cerca de 900 cinemas [Nota: dados dos Estados Unidos em 1997] exibem filmes pornográficos e mais de 15.000 livrarias e locadoras de vídeo “adultas” oferecem material pornográfico. Tais livrarias “adultas” superam o número de restaurantes McDonald's nos Estados Unidos por uma margem mínima de 3 para 1 (2). Em 1985, cerca de 100 filmes pornográficos de longa metragem foram distribuídos aos cinemas “adultos”, resultando em estimativas de vendas anuais de 50 milhões de dólares. (3) [Para dados mais atualizados clique aqui]

Definições

A Comissão da Procuradoria-Geral que lidou com o assunto pornografia em 1986 a definiu como material que “é predominantemente de sexo explícito e destina-se principalmente ao propósito de excitação sexual.” A pornografia Hardcore “é sexualmente explícita ao extremo, e desprovida de qualquer outro conteúdo ou propósito aparente.” (4)

Outro termo importante é a definição de obscenidade. A definição legal atual de obscenidade [nos Estados Unidos] se encontra no caso de 1973 de Miller vs. California. De acordo com o caso de Miller, o material é obsceno se forem cumpridas as três seguintes condições:
1. A pessoa normal, aplicando padrões contemporâneos da comunidade, acha que o trabalho, tomado como um todo, apela para interesses lascivos.
2. O trabalho mostra ou descreve, de modo claramente ofensivo, conduta especificamente definida como sexual pela lei aplicável do Estado correspondente, e
3. O trabalho considerado como um todo carece de valor sério, artístico, político ou científico (5).

Tipos de Pornografia

O primeiro tipo de pornografia é constituído pelas revistas para adultos. Estas são principalmente voltadas para um público adulto do sexo masculino (mas não exclusivamente). As revistas que têm a mais ampla distribuição (por exemplo, Playboy, Penthouse) não violam a norma da obscenidade de Miller e, portanto, podem ser distribuídas legalmente. Mas outras revistas que violam estas normas ainda estão disponíveis em muitas livrarias “adultas”.

O segundo tipo de pornografia são as fitas de vídeo-cassete [artigo escrito em 1997]. Estas são alugadas ou vendidas em livrarias “adultas”, e se tornaram uma indústria crescente para a pornografia. Pessoas que nunca iriam entrar em uma livraria para adultos ou em um cinema para assistir a um filme pornográfico irão obter estas fitas de vídeo através de livrarias ou pelo correio, podendo vê-las na privacidade de suas casas. Geralmente estes vídeos apresentam um elevado grau de pornografia “hardcore” e de atos ilegais.

O terceiro tipo de pornografia é o cinema. As normas de recomendação de idade mínima estão sendo relaxadas e muitos filmes com conteúdo pornográfico estão sendo apresentados e distribuídos para menores de 18 anos. Muitos filmes liberados hoje em dia contêm cenas que teriam sido consideradas obscenas apenas uma década atrás.

Um quarto tipo de material pornográfico é a televisão. Como no cinema, as normas para a televisão comercial têm sido continuamente relaxadas. Mas a televisão a cabo representa uma ameaça ainda maior. A lei não regula a TV a cabo da mesma maneira que faz com as estações de acesso público, assim, muitos filmes pornográficos são mostrados nela. Como acontece com as fitas de vídeo, a TV a cabo fornece à pessoa comum acesso fácil a material pornográfico. Pessoas que nunca iriam a uma livraria para adultos podem agora ver o mesmo material sexualmente explícito na privacidade de suas casas, através da TV a cabo.

Um quinto tipo de pornografia é a ciberpornografia. Fotos e filmes “hardcore”, bate-papo online, e até mesmo atos sexuais ao vivo pode ser baixados e vistos por praticamente qualquer pessoa através da Internet. Imagens sexualmente explícitas podem ser encontradas nas páginas web e em grupos de notícias, sendo de acesso muito fácil para qualquer pessoa de qualquer idade. O que estava disponível apenas para um pequeno número de pessoas dispostas a ir para o lado “underground” da cidade, agora pode ser visto em qualquer momento na privacidade do lar.

Um último tipo de pornografia é o áudio. Este inclui serviços de conversa pornográfica pelo telefone mediante pagamento de uma taxa, e representam o segundo mais rápido crescimento do mercado de pornografia. Embora a maioria das mensagens se encontre dentro da definição de Miller de obscenidade, essas empresas continuam a prosperar e esses serviços muitas vezes são mais utilizados por crianças.

De acordo com Henry Boatwright (presidente do Conselho Consultivo de Preocupações Sociais dos Estados Unidos), aproximadamente 70 por cento das revistas pornográficas vendidas acabam nas mãos de menores. A organização “Mulheres Contra a Pornografia” estima que cerca de 1,2 milhões de crianças são anualmente exploradas no comércio sexual (prostituição e pornografia infantil).

Efeitos Psicológicos

O psicólogo Edward Donnerstein (University of Wisconsin) descobriu que uma breve exposição a formas violentas de pornografia pode levar a atitudes e comportamentos anti-sociais. Espectadores do sexo masculino tendem a ser mais agressivos em relação às mulheres, menos sensíveis à dor e ao sofrimento das vítimas de estupro, e mais dispostos a aceitar vários mitos sobre o estupro (6).

Pesquisadores descobriram que a pornografia (especialmente pornografia envolvendo violência), pode produzir uma variedade de efeitos indesejáveis, tais como estupro e coerção sexual. Especificamente, eles descobriram que essa exposição pode levar ao aumento do uso de coerção ou de estupro, (7) ao aumento de fantasias de estupro, (8) e dessensibilização à violência sexual e banalização do estupro (9).

Em uma tentativa de isolar o papel da violência separadamente do papel do sexo em situações induzidas por pornografia, James Check (York University in Canada) conduziu um experimento onde homens eram expostos a diferentes graus de pornografia, algumas violentas, outras não. Todos os grupos apresentaram a mesma mudança de atitude, ou seja, uma maior inclinação a usar a força como parte do sexo (10).

Em um estudo, os pesquisadores Dolf Zillman e Jennings Bryant investigaram os efeitos da pornografia não violenta na insensibilidade sexual e na banalização do estupro. Eles mostraram que a exposição continuada à pornografia teve sérios efeitos adversos nas crenças sobre a sexualidade em geral e sobre as atitudes em relação às mulheres em particular. Eles também descobriram que a pornografia insensibiliza as pessoas para o estupro enquanto crime (11). Estes pesquisadores também descobriram que a exposição maciça à pornografia estimula o desejo por materiais cada vez mais desviantes que envolvam violência (estupro e sadomasoquismo) (12).

Dolf Zillman mediu o impacto que o fato de ver pornografia tem no ponto de vista do sujeito quanto ao que constitui para ele uma prática sexual normal. O grupo que viu a maior quantidade de pornografia apresentou índices muito maiores de incidência de sexo oral, sexo anal, sexo grupal, sadomasoquismo e bestialidade em sua classificação de prática sexual normal do que outros dois grupos (13).

Um estudo mostrou que a pornografia pode diminuir a satisfação sexual da pessoa (14). Os pesquisadores descobriram que pessoas expostas à pornografia não violenta relataram diminuição da satisfação com a aparência física, o afeto, a curiosidade e o desempenho sexual do parceiro sexual. Eles também eram mais inclinados a dar mais importância ao sexo sem envolvimento emocional.

Em um estudo de âmbito nacional, os pesquisadores Larry Baron e Murray Strauss, da Universidade de New Hampshire, encontraram uma forte correlação estatística entre as taxas de circulação de revistas pornográficas e as taxas de estupro (15). Eles descobriram que em estados com taxas de grande circulação, as taxas de estupro também eram elevadas. E em estados com taxas baixas de circulação, as taxas de estupro também tendiam a ser baixas.

Evidentemente, uma correlação estatística não prova que a pornografia causa estupros. Certamente, nem todas as pessoas que vêem pornografia tornam-se estupradores. E é possível que o estupro e o consumo de pornografia estejam apenas indiretamente relacionados com outros fatores, como a permissividade social e atitudes “tipo macho” entre os homens. De fato, o Baron e Strauss realmente examinaram alguns desses fatores em seu estudo, mas não encontraram qualquer correlação significativa.

Estudos posteriores mostraram resultados semelhantes. Os pesquisadores Joseph Scott (um homem que testemunha com freqüência a favor dos editores de pornografia nos tribunais) e Loretta Schwalm, da Ohio State University, examinaram ainda mais fatores do que Baron e Strauss (incluindo a circulação de revistas não-sexuais), e ainda assim não puderam eliminar a correlação entre pornografia e estupro. (16)

Darrell Papa, detetive de polícia do estado de Michigan, constatou que em 41 por cento dos 38.000 casos de agressão sexual em Michigan (1956 a 1979) o criminoso viu material pornográfico pouco antes ou durante o crime. Isto corrobora a pesquisa feita pelo psicoterapeuta David Scott, que descobriu que "metade dos estupradores estudados na pesquisa viam pornografia para se excitar, imediatamente antes de sair à procura de uma vítima." (17)

Efeitos Sociais

Definir os efeitos sociais da pornografia tem sido difícil por causa de algumas teorias dominantes sobre seu impacto. Certo ponto de vista chega a dizer que a pornografia exerce uma função positiva na sociedade, agindo como um "fator de segurança" ou “válvula de escape” para os potenciais agressores sexuais.

O mais famoso proponente desta visão foi Berl Kutchinsky, criminologista da Universidade de Copenhagen. Seu famoso estudo sobre a pornografia descobriu que, quando o governo dinamarquês retirou restrições à pornografia, o número de crimes sexuais diminuiu. (18) Sua teoria era que a disponibilidade de pornografia “canalizava” impulsos sexuais perigosos. Mas quando os dados de sua teoria de “válvula de escape” foram posteriormente avaliados, começaram a aparecer muitas falhas de sua pesquisa.

Por exemplo, Kutchinsky falhou em não distinguir entre diferentes tipos de crimes sexuais (por exemplo, estupro, atentado ao pudor, etc) e, em vez disso, simplesmente os considerou juntos. Isso efetivamente mascarou um aumento nas estatísticas de estupro. Ele também falhou ao não levar em conta que a tolerância crescente para com certos crimes (por exemplo, nudez em público, sexo com menor de idade) pode ter contribuído para uma queda nos crimes relatados.

Provar relações de causa e efeito na pornografia é praticamente impossível, porque eticamente os pesquisadores não podem fazer determinados tipos de investigação. O pesquisador Dolf Zillman diz: "Os homens não podem ser colocados em risco de desenvolver inclinações sexualmente violentas através da ampla exposição à pornografia violenta ou não-violenta, e as mulheres não podem ser colocados em risco de serem vítimas de tais inclinações." (19)

Deborah Baker, assistente jurídica e diretora executiva de um grupo anti-obscenidade, concorda que seria muito difícil conseguir uma prova conclusiva de uma ligação entre pornografia e crime:

“O argumento de que não existem estudos reconhecidos mostrando uma ligação entre pornografia e crimes violentos é apenas uma cortina de fumaça. Aqueles que promovem essa postura bem sabem que essa pesquisa nunca será feita. Seria necessária uma amostragem de mais de mil homens, expostos à pornografia na puberdade e adolescência, enquanto outro grupo permaneceria totalmente isolado de sua influência em todas as suas formas e graus diferentes. Cada grupo então teria de ser acompanhado através da prática de crimes violentos ou não. Apesar da falta de investigação formal, porém, as estatísticas do próprio FBI mostram que a pornografia é encontrada em 80 por cento das cenas de crimes sexuais violentos, ou nas casas dos agressores” (20).

No entanto, há uma série de estatísticas convincentes que sugerem que a pornografia de fato tem profundas consequências sociais. Por exemplo, dos 1.400 casos de abuso sexual infantil em Louisville, Kentucky, entre julho de 1980 e fevereiro de 1984, a pornografia adulta esteve presente em cada um dos incidentes, e a pornografia infantil estava ligada com a maioria deles (21). Extensas entrevistas com agressores sexuais (estupradores, culpados de incesto, e molestadores de crianças) trouxeram à tona uma grande porcentagem de criminosos que utilizavam a pornografia para se excitar antes e durante seus ataques. (22) Agentes policiais viram o impacto que a pornografia teve sobre os assassinatos em série. De fato, o consumo de pornografia é uma das características mais comuns do perfil de assassinatos em série e estupradores (23).

O professor Cass Sunstein, escrevendo no Duke Law Journal, diz que algumas violências sexuais contra as mulheres "não teriam ocorrido, se não fosse a circulação massiva de pornografia." Citando dados interculturais, ele conclui:

“A liberalização das leis sobre pornografia nos Estados Unidos, Grã-Bretanha, Austrália e nos países escandinavos, tem sido acompanhada por um aumento nas taxas de estupro relatados. Nos países onde as leis de pornografia não foram liberalizadas tem havido um aumento menos acentuado no número de estupros. E nos países em que as restrições foram adotadas, os estupros diminuíram” (24).

Em sua introdução para uma reimpressão do Relatório Final da Comissão da Procuradoria Geral da República sobre a pornografia, o colunista Michael McManus observou que:

“O FBI entrevistou duas dúzias de assassinos sexuais na prisão, que haviam matado múltiplas vítimas. Cerca de oitenta e um por cento disseram que seu maior interesse sexual era ver pornografia. Eles colocaram suas fantasias sexuais em prática com pessoas reais. Por exemplo, Gary Arthur, acusado de abusar sexualmente e matar cinco meninos, disse: ‘Se o material pornográfico não me tivesse sido disponibilizado, o mais provável é que minhas atividades sexuais não teriam chegado ao grau que chegaram’. Ele disse que o impacto da pornografia nele foi ‘devastador.... Eu sou um pedófilo homossexual condenado por assassinato, e a pornografia e foi um fator determinante na minha queda’.” (25)

O Dr. James Dobson entrevistou Ted Bundy, um dos serial killers mais conhecidos nacionalmente. No dia anterior à sua execução, Ted Bundy disse que "a maioria dos tipos nocivos de pornografia são aqueles que envolvem violência e violência sexual. Porque o casamento dessas duas forças, que eu conheço muito bem, traz um comportamento que é simplesmente, simplesmente terrível demais para descrever. "(26)

Passos para combater a pornografia

Primeiramente os pais devem ensinar aos seus filhos uma visão integral e cristã da sexualidade.

Em segundo lugar, devemos avaliar nossa exposição à mídia (revistas, TV, música) que contenha temas sexuais inapropriados. Os pais devem dar um exemplo positivo para os filhos, e discutir com eles acerca desses programas e músicas etc.

Em terceiro lugar, líderes religiosos devem advertir seus fiéis sobre os perigos da pornografia, e instruí-los em uma visão sadia da sexualidade.

Em quarto lugar, os pais devem bloquear o acesso a sites pornográficos através de softwares apropriados para bloquear esses conteúdos. Eles devem também procurar estar perto dos filhos quando eles estão na internet, conversando com eles sobre o tempo de acesso. Entrar pela madrugada na internet pode ser um mal sinal.

Em quinto lugar, cada cristão deve se envolver em um grupo e se organizar para lutar socialmente contra a pornografia. Em muitas localidades esse tipo de grupo encontrou sucesso.

Em sexto lugar, devemos expressar nossa preocupação às autoridades (através de cartas e petições) sobre os perigos da pornografia e a presença de casas de “diversão”, livrarias ou locadoras pornográficas.

Em sétimo lugar, ao receber material pornográfico por e-mail, cabe relatar o spam ao serviço responsável na internet, para que providências possam ser tomadas.
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Notas

1. Report of the Attorney General's Task Force on Family Violence, U.S. Department of Justice, Washington, D.C., 112.

2. "Effect of Pornography on Women and Children," U.S. Senate Judiciary Committee, Subcommittee on Juvenile Justice, 98th Congress, 2nd Session, 1984, 227.

3. "The War Against Pornography," Newsweek, 18 March 1985, 60.

4. Final Report of the Attorney General's Commission on Pornography, ed. Michael McManus (Nashville, Tenn.: Rutledge Hill Press, 1986), 8.

5. Ibid.

6. Edward Donnerstein, "Pornography and Violence Against Women," Annals of the New York Academy of Science, 347 (1980), 277-88.

7. Edward Donnerstein, "Pornography: Its Effects on Violence Against Women," in Malamuth and Donnerstein, eds., Pornography and Sexual Aggression (New York: Academic Press, 1984).

8. Neil Malamuth, "Rape Fantasies as a Function of Repeated Exposure to Sexual Violence," Archives of Sexual Behavior, 10 (1981): 33-47.

9. Linz, Donnerstein, and Penrod, "The Effects of Multiple Exposures to Filmed Violence Against Women," Journal of Communication, 34 (1984): 130-47.

10. James Check, "The Effects of Violent and Nonviolent Pornography," Department of Justice, Ottawa, Canada, submitted June 1984.

11. Dolf Zillman and Jennings Bryant, "Pornography, Sexual Callousness, and the Trivialization of Rape," Journal of Communication, 32 (1982): 10 21.

12. Zillman, Bryant, Carveth, "The Effect of Erotica Featuring Sadomasochism and Beastiality of Motivated Inter-Male Aggression," Personality and Social Psychology Bulletin, 7 (1981): 153-59.

13. Dolf Zillman, "Effects of Prolonged Consumption of Pornography," a paper prepared for the Surgeon General's Workshop on Pornography and Public Health, Arlington, Va., 22-24 June 1986.

14. Dolf Zillman and Jennings Bryant, "Pornography, Sexual Callousness, and the Trivialization of Rape," Journal of Communications 32(1982): 15.

15. Larry Baron and Murray Strauss, "Legitimate Violence and Rape: A Test of the Cultural Spillover Theory," Social Problems 34 (December 1985).

16. Joseph Scott and Loretta Schwalm, "Rape Rates and the Circulation Rates of Adult Magazines," Journal of Sex Research, 24 (1988): 240-50.

17. David Alexander Scott, "How Pornography Changes Attitudes," in Pornography: The Human Tragedy, ed. Tom Minnery (Wheaton, Ill.: Tyndale House Publishers).

18. Berl Kutchinsky, "The Effect of Easy Availability of Pornography on the Incidence of Sex Crimes: The Danish Experience," Journal of Social Issues, 29 (1973): 163-81.

19. Dolf Zillman, "Pornography Research and Public Policy," in Dolf Zillman and Jennings Bryant, eds., Pornography: Research Advances and Policy Considerations (New York: Academic Press, 1989), 387-88.

20. Deborah Baker, "Pornography Isn't Free Speech," Dallas Morning News, 17 March 1989, Op. Ed. Page.

21. Testimony by John B. Rabun, deputy director, National Center for Missing and Exploited Children, before the Subcommittee on Juvenile Justice of the Senate Judiciary Committee, 12 September 1984.

22. W. Marshall, "Pornography and Sex Offenders," in Dolf Zillman and Jennings Bryant, eds.,Pornography: Research Advances and Policy Considerations (New York: Academic Press, 1989).

23. "The Men Who Murdered," FBI Law Enforcement Bulletin, August 1985.

24. Cass R. Sunstein, "Pornography and the First Amendment," Duke Law Journal, September 1986, 595ff.

25. Final Report, ed. McManus, xvii.

26. Interview with Dr. James Dobson with Ted Bundy in Starke, Florida, on 23 January 1989.

© 1997 Probe Ministries International
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Trecho traduzido de:
http://leaderu.com/orgs/probe/docs/pornplag.html