terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Meu marido não quer parar

P.: Meu marido e eu somos casados há 14 anos, e temos 3 filhos. Raramente discutimos, há uma atmosfera de amor entre nós. O único problema que temos é que ele pede sexo sem parar.

R.: O problema parece ser que seu marido está fazendo muitas exigências com relação ao ato sexual ("Ele pede sexo sem parar").

Como podemos explicar que tudo em excesso acaba virando abuso? Penso que qualquer marido amoroso deve levar em consideração as necessidades legítimas de sua esposa. Ela é sua esposa e “alma gêmea” para toda a vida. Mas ela também é uma pessoa que tem suas próprias e únicas necessidades pessoais, e suas características psicológicas.

Talvez a melhor maneira de explicar esse problema é fazer referência ao princípio de que uma pessoa é sempre um sujeito, e nunca deve ser reduzido ao status de um objeto (de prazer). Uma pessoa é sempre um fim em si mesma, e nunca deve ser “usada como um meio" (para obter prazer). Uma mulher sabe imediatamente a diferença entre ser amada e ser usada. Se um marido verdadeiramente ama sua esposa, então ele quer fazer o que é melhor para ela. Ele não vai forçar a sua vontade sobre a dela só para satisfazer seus desejos pessoais. Ele respeita suas disposições, suas necessidades emocionais e seus humores.

O ato conjugal foi feito para ser um ato totalmente livre de egoísmos, onde cada cônjuge faz o dom total de si para o outro. Mas se a mulher não está preparada, ou está indisposta, a praticar sexo em um dado momento, então as investidas do marido se tornam não um ato de amor, mas um ato de egoísmo, uma busca da própria satisfação sexual, impondo seus desejos e suas vontades sobre a esposa.

Eu acho que vocês dois precisam refletir sobre as exigências da virtude da castidade, enquanto parte de seu casamento. Castidade significa que devemos dar uma orientação boa, consciente e razoável, às nossas paixões. Nós nos recusamos a ser escravos dos nossos impulsos sexuais. Fazemos nossos impulsos sexuais servirem o propósito para o qual Deus os criou. Para os solteiros e celibatários, isso significa a abstinência total do ato sexual. Para a pessoa casada, significa a abstinência periódica durante aqueles momentos em que este não seria um ato de amor, ou não seria responsável.
Se uma mulher está disposta a ter o ato conjugal com o marido várias vezes por semana, o que acontece com muitos casais, então ela certamente não pode ser acusado de negar-se a seu marido. Você pode conversar com seus amigos casados e perguntar como acontece com eles.

Uma das vantagens do Planejamento Familiar Natural (ou regulação natural da procriação, ou “método natural”) é que ele requer abstinência periódica durante os períodos férteis da mulher. Isso então força o casal a encontrar outras formas de exprimir a sua afeição e fomentar o relacionamento. Significa voltar aos tempos de namoro: conversar juntos, ter uma refeição especial, partilhar de um evento especial juntos, rezar juntos, conhecer melhor o mistério profundo que é o outro. O ato sexual genital não conseguirá nunca substituir todas essas dimensões de um relacionamento conjugal. Este é também um tempo para pensar sobre a possibilidade de ter outro filho, ou para discutir as razões pelas quais esta não é uma boa hora para ter outro filho.


Eu sugiro que você leia dois grandes documentos: 1) Humane Vitae (Papa Paulo VI, 1968), e 2) A Carta às Famílias (Papa João Paulo II, 1994), e refleta sobre eles. Você pode encontrá-los no Google.

Aqui estão duas boas passagens destes documentos:

De Humanae Vitae: 9. Características do Amor no Matrimônio

Este amor é, acima de tudo, plenamente humano, um composto sensorial e espiritual. Não é, então, apenas uma questão de instinto natural ou impulso emocional. É também, e acima de tudo, um ato de livre arbítrio, cuja confiança é tal que se destina não só a sobreviver às alegrias e tristezas da vida cotidiana, mas também a crescer, para que o marido e a esposa se tornem em certo sentido um só coração e uma só alma e, juntos, possam atingir sua realização humana.

É um amor que é total – uma forma muito especial de amizade pessoal, em que marido e mulher partilham tudo com generosidade, sem permitir exceções injustificadas e sem pensar exclusivamente em sua própria conveniência. Quem ama realmente seu cônjuge, ama-o não só por aquilo que recebe, mas ama-o por causa de quem ele é, contente em poder enriquecer o outro com o dom de si mesmo.


De Carta de João Paulo II às Famílias: 12. Paternidade e maternidade responsáveis:

Há, no entanto, a necessidade de um estudo mais aprofundado, analisando o significado do ato conjugal em vista dos valores da pessoa e do "dom" mencionado acima. Isto é o que a Igreja tem feito na sua doutrina perene, e de modo particular no Concílio Vaticano II.

No ato conjugal, marido e mulher são chamados a confirmar de forma responsável a doação recíproca de si mesmo que fizeram um ao outro no compromisso do casamento. A lógica do dom total de si para o outro envolve uma potencial abertura à procriação: desta forma, o casamento é chamado a uma plenitude ainda maior, enquanto família. Certamente, o dom mútuo de marido e mulher não tem a geração de filhos como seu único fim, mas é em si uma comunhão mútua de amor e de vida. A verdade íntima deste dom deve ser sempre salvaguardada. "Íntimo" não é aqui sinônimo de "subjetivo". Pelo contrário, significa, essencialmente, em conformidade com a verdade objetiva do homem e da mulher que se dão. A pessoa nunca pode ser considerada um meio para um fim; acima de tudo, nunca pode ser considerada um meio de "prazer". A pessoa é e deve ser nada mais do que o fim de cada ato (não um meio). Só então a ação corresponde à verdadeira dignidade da pessoa.

Cordialmente,

Fr. Matthew Habiger OSB
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Traduzido de: http://www.nfpoutreach.org/Q%26A/non-stop_sex_125.htm

sábado, 13 de fevereiro de 2010

O mal que a pornografia faz

Por Pe. Thomas Loya

1º de fevereiro de 2010

Mulheres, da próxima vez que forem à Igreja, olhem por um momento para todos os homens presentes ali, mesmo os melhores deles. Por favor, recite uma oração por eles, pois ao olhar ao seu redor, é seguro dizer que a maioria dos homens que você está vendo são viciados em pornografia, ou ao menos possuem algum contato com ela, ou têm algum problema com pornografia. Sim, mulheres, acreditem em mim, é sério assim mesmo. Eu me dirijo às mulheres porque elas sempre têm mais a perder quando as coisas não andam de acordo com a ordem da Teologia do Corpo. Os homens também têm muito a perder através desse vício da pornografia, mas o custo para as mulheres geralmente não é compreendido totalmente.

A pornografia, de certo modo, é pior que o adultério. Pelo menos no caso do adultério a esposa tem pessoas tangíveis para lidar, duas pessoas que pode confrontar. Mas a pornografia subsiste no mundo secreto e inalcançável das fantasias de um homem. O vício em pornografia tira o que pertence merecidamente à esposa e enterra isso em um abismo egoísta feito de fantasias. A sexualidade humana, e em particular a união em uma só carne entre marido e mulher fala a linguagem, a teologia, de um total dom de si mesmo, um para o outro. Um homem e uma mulher se doam completamente, um para o outro, precisamente através de seus corpos, que possuem um sexo masculino ou feminino. Mas com o vício da pornografia o homem se dá a si mesmo, ou se entrega a uma fantasia. Isso deixa sua mulher emocionalmente distante e debilitada. Ela não consegue alcançar nele o que lhe pertence de direito. Ela fica sozinha, fora do campo onde o marido se auto-absorve.

Ao contrário da alegação daqueles que usam a pornografia a fim de “melhorar” suas experiências de intimidade sexual, o que a pornografia faz é deixar o casal mais longe um do outro. Com o tempo o marido vai achando sua mulher cada vez menos atrativa, pois ela não consegue “concorrer” com as “fantásticas” imagens que a pornografia proporciona. Para compensar, o marido muitas vezes cria expectativas sobre suas relações conjugais que a mulher acha sem sentido. Ou simplesmente o marido inicia relacionamentos extra-conjugais.

Existem dimensões bioquímicas no vício em pornografia. Os cérebros dos homens são diferentes dos cérebros das mulheres em vários aspectos. Para os homens as imagens visuais têm o poder de se fixarem de modo definitivo no cérebro. Isso coloca a mulher ainda em pior posição. Durante a intimidade conjugal, as imagens presentes na mente do marido não são aquelas da sua esposa, que está logo ali em contato físico com ele, mas sim as imagens das estrelas pornográficas e das ações que viu nos filmes e que ficaram marcadas em seu cérebro. Os fatores bioquímicos ajudam a explicar porque o vício em pornografia é tão difícil de vencer. Ações e imagens repetidas ficam marcadas em canais neuronais permanentes no cérebro. E já que a finalidade da pornografia é a auto-estimulação, os novos caminhos neuronais criados pelo hábito da auto-estimulação fazem o desejo (eros) do marido se voltar para si mesmo, tornando-o incapaz de realizar um dom de si para sua mulher. Isso também torna os homens menos capazes de serem bons maridos.

Mulheres, antes de pensar em se casar com um rapaz, certifiquem-se de perguntar sobre seu histórico com pornografia. Tomara que ele não tenha nenhum.

Espero que esse artigo tenha servido como um alarme, a fim de motivar um compromisso de para com o que chamo de “assassino silencioso” de nossa cultura – a pornografia. No próximo artigo veremos como podemos matar esse “assassino silencioso” através da linguagem da Teologia do Corpo.
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Traduzido de: http://tob.catholicexchange.com/2010/02/01/1571/

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

O homem e a pornografia


O que a pornografia faz com um homem? Para iniciantes, ela rouba do homem a capacidade de ser um homem. A essência da masculinidade consiste na prontidão em negar a si mesmo pelo bem da pessoa amada. É por isso que Paulo lembra aos esposos, na Carta aos Efésios, que seu amor deve ser como o de Cristo, que se permitiu ser crucificado pelo bem da sua amada, a Igreja (Efésios 5, 21-33).

A pornografia acaba com este chamado. Pergunte a si mesmo: Não lhe daria muita raiva se um homem olhasse para sua filha ou esposa do mesmo jeito que olha para pornografia? Ao invés de negar a si mesmo pelo bem da esposa, o homem, através do uso da pornografia, nega à mulher sua dignidade a fim de satisfazer os próprios desejos egoístas por prazer. Em essência, a pornografia é uma rejeição de nosso chamado de amar como Deus ama. Não é surpresa que as pessoas que usam pornografia nunca estão satisfeitas. Só o amor pode satisfazer.

A pornografia gradualmente acaba com a capacidade do homem de amar. É impossível amar uma fantasia, mas viver em um mundo de fantasia permite a um rapaz escapar da realidade e fugir das demandas do amor autêntico. De certo modo, o fato de que a pornografia permite ao homem fomentar suas fantasias sem ter que se preocupar com gravidez ou com doenças sexualmente transmissíveis (DST’s) é parte do problema. Isso encoraja o homem a viver em um mundo onde a sexualidade oferece apenas prazer, sem nenhum sentido nem conseqüências, um lugar onde “ninguém engravida, ninguém pega uma doença, ninguém mostra sinais de culpa, medo, remorso, vergonha ou desconfiança. Ninguém sofre por causa das atividades sexuais dos outros, e o homem, no mínimo, são sempre livres de preocupação, irrestritos... A prioridade de proteger amorosamente a parceira é de pouco valor na pornografia porque não parece existir nenhum dano com ela” (1)

Falando de forma simples, a pornografia é renunciar ao amor. Como disse o escritor Christopher West: “[A pornografia] almeja fomentar precisamente aquelas distorções dos nossos desejos sexuais contra as quais devemos lutar se queremos descobrir o verdadeiro amor” (2). Para a pessoa que se permite ver pornografia, o objetivo do sexo se torna a satisfação das “necessidades” eróticas, e não a comunicação de amor e de vida. A pornografia leva o homem a avaliar uma mulher somente pelo que ela pode lhe dar, ao invés de avaliar pela pessoa que ela é.

Alguns rapazes vão menosprezar tudo isso, dizendo: “Homens são homens”, ou “Estou apenas apreciando a beleza das mulheres”, ou “Eu gosto dos artigos e entrevistas das revistas”. Algumas vezes eles vão perceber como esses argumentos não são nada convincentes, e se tornarão ressentidos, dizendo “Você quer reprimir a sexualidade e tirar a liberdade das mulheres. Não é saudável que você tenha um apreço tão pequeno pelas mulheres!”. Esse ressentimento chegou até os letreiros das casas de “strip”, que fazem propaganda do estabelecimento como “clube de cavalheiros”, para “entretenimento adulto”. Ter as palavras “cavalheiro” ou “adulto” associadas com uma boate de “strip” é nada menos que fascinante. Por que um homem sentiria a necessidade de justificar que seu comportamento é maduro e cavalheiresco? Você pode se lembrar de alguma vez em que um adulto tenha precisado lembrar aos outros que é maduro? Ou você pode pensar em alguma atividade na terra onde um cavalheiro precise anunciar que é um? Normalmente as ações falam por si próprias. Além do mais, um cavalheiro não precisa pagar uma mulher para ela fingir que gosta dele.

Portanto, mesmo quando a falta de controle de um homem o faz lembrar um menino, e nada em seu comportamento se concilia com o título de “cavalheiro”, ele ainda sente uma necessidade de se identificar com a masculinidade autêntica. Isso se deve porque, não importa o quanto tenhamos caído, Cristo mesmo assim estampou em nosso ser o chamado para amar como Ele amou. Se pudéssemos ao menos retirar a distorção, desfazer as mentiras e humildemente ir ao encontro do Senhor em toda nossa natureza ferida e machucada, Ele ressuscitaria e nos transformaria em homens verdadeiros.

1. Wetzel, Sexual Wisdom, 72.
2. West, Good News About Sex and Marriage, 84.
Alguns dos conteúdos deste artigo foram adaptados de www.pureloveclub.com, do autor Jason Evert.
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Traduzido e adaptado de: http://www.whodoesithurt.com/who-does-it-hurt/men

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Os danos da pornografia

Um estudo recente da maior importância faz um balanço dos danos que a pornografia causa sobre os casamentos, as crianças, as comunidades e os indivíduos.

Por John-Henry Westen

WASHINGTON, 2 de Dezembro de 2009 (LifeSiteNews.com) – O Conselho de Pesquisa sobre a Família – Family Research Council (FRC) – lançou um estudo abrangente sobre os efeitos devastadores da pornografia, identificando os seus perigos para inumeráveis casamentos, crianças, indivíduos e comunidades. "A pornografia corrói a consciência, promove a falta de confiança entre os cônjuges e humilha milhares incontáveis de mulheres jovens," explica o autor do estudo, o Dr. Pat Fagan, Membro Senior da FRC e Director do Centro de Pesquisa sobre o Casamento e a Religião (Center for Research on Marriage and Religion).

Embora muitas vezes seja dito que se trata de um entretenimento inofensivo, a evidência mostra, diz Fagan, que se trata efectivamente de "um veneno relacional e emocional."

Conclusões sobre os danos sobre os Indivíduos:

* A pornografia cria dependência, e os neurocientistas começam a estabelecer o substrato biológico dessa dependência.
* Os usuários tendem a tornar-se insensíveis ao tipo de pornografia que usam, fartam-se dela, e procuram de seguida formas mais perversas de pornografia.
* Os homens que vêem pornografia regularmente têm uma maior tolerância para a sexualidade anormal, incluindo a violação, agressão sexual e promiscuidade sexual.
* O consumo prolongado de pornografia pelo homem leva-o a ter uma noção das mulheres como mercadorias ou como “objectos sexuais”.

Conclusões sobre os danos sobre os Casamentos:

* Os homens casados que estão envolvidos em pornografia sentem-se menos satisfeitos com suas relações conjugais e menos emocionalmente ligados às esposas. As esposas revoltam-se e preocupam-se com a diferença de comportamento.
* O uso da pornografia é um caminho para a infidelidade e o divórcio, e frequentemente é um factor importante nessas catástrofes familiares.
* Entre os casais afectados pelo vício de um dos cônjuges, dois terços experimentam uma perda de interesse sexual.
* Ambos os cônjuges vêm a pornografia como equivalente a infidelidade.

Conclusões sobre os danos sobre as Crianças:

* A pornografia leva a uma maior permissividade sexual, que por sua vez leva a um maior risco de nascimentos fora do casamento.
* Os pedófilos estão mais propensos a ver a pornografia regularmente ou a estar envolvidos na sua distribuição.
* A pornografia elimina o calor da afectividade da vida familiar, que é o nutriente social natural para uma criança crescer harmonicamente.

O estudo faz notar que as maiores defesas contra a pornografia são uma vida familiar unida, um casamento sólido e boas relações entre pais e filhos, combinados com correcta uma utilização da Internet, sob o controlo parental.

O estudo constatou que, tradicionalmente, o governo manteve um controle rígido sobre o tráfego e o comércio sexuais, mas que, em matéria de pornografia, esse controle praticamente deixou de existir, excepto no que diz respeito à pornografia infantil.

Conclui com uma nota preocupante sobre os custos da pornografia para a sociedade. “Dados os efeitos massivos e destruidores da pornografia sobre a vida social e os indivíduos, a vida conjugal e a família, é tempo dos cidadãos, as comunidades e o governo reconsiderarem a abordagem do “laissez-faire” que tem imperado”, diz Fagan.
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Traduzido de LifeSiteNews.com
Disponível em: http://www.familiaesociedade.org/saudereprodutiva/educacaosexual/noticias/Dez2009/021209.htm (Associação Família e Sociedade)

Ver estudo referido na notícia

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Vídeo: Jason Evert - Superando o passado

Descobri que o "tiagotrinidad" fez as legendas de mais um vídeo do Jason Evert. Coloco aqui o vídeo para todo mundo ver, e o link do You Tube. Aproveitem. E que Deus recompense o "tiagotrinidad"!





Link no You Tube: http://www.youtube.com/watch?v=NPRMUK7T_Mc

Visite o site de Jason: www.chastity.com (tem seção em espanhol além do inglês)

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Presente aberto cedo demais

Por Phil Ware

Eu não podia mais esperar. Aquela caixa estranha estava lá, embaixo da árvore de Natal. Eu não tinha idéia do que era. Não tinha pedido nada com aquele formato. Eu sacudi a caixa, e fez barulho! Não tinha a menor idéia do que fosse.

“O que é isso, pelo amor de Deus?” Eu me perguntava. “Porque você mesmo não descobre?” – foi o que sugeri a mim mesmo. E eu fui descobrir!

Quando todo mundo foi dormir, eu levei a caixa silenciosamente para um lugar escondido, e com muito cuidado retirei as fitas adesivas puxando pela ponta. Levou uma eternidade para mim. Pacientemente tirei todas as fitas adesivas sem danificar o embrulho. Meu coração batia forte. Seis pedaços de fita adesiva gentilmente retirados daquele papel. Meus dedos estavam suados e tremendo. “Finalmente!”. Tirei o último pedaço. Quando eu iluminei o interior do pacote com minha pequena lanterna o segredo foi revelado. Estava lá, escrito com letras brancas grandes em um fundo verde: “Baseball Eletrônico”.

“Hhmmm? E agora, o que eu devo fazer?”. Veja, eu não podia brincar com aquilo. Não podia falar daquilo. Não podia nem mesmo agir como se já soubesse o que era. “Como eu vou evitar que todos os outros percebam que abri meu presente antes da hora?”.

O que eu pensava que seria uma agradável revelação foi uma grande decepção depois que passou a excitação do momento. Eu estava aprendendo a lição de abrir o presente cedo demais. A necessidade de esconder sua pressa supera a alegria de descobrir muito cedo! O presente perde sua atratividade e se torna apenas uma lembrança de sua decepção.

Meu presente foi roubado de sua alegria. Na manhã do natal ninguém sabia que eu já tinha aberto meu presente. Eu fingi surpresa e alegria. Mas me senti estúpido e envergonhado o tempo todo. Na verdade, bem no fundo, aquilo nunca foi um presente. Foi algo que eu roubei. Nunca mais peguei antes outro presente de Natal. A alegria de saber cedo demais não valia a pena em troca da perda da alegria de receber um presente especial na hora certa.

No meu trabalho aconselhando casais que se preparam para o matrimônio, fico feliz em ver que mais e mais pessoas estão comprometidas em não abrir seus presentes cedo demais. Mesmo que já tenham “aberto o presente” antes em seu passado, eles aprenderam a lição em um nível bem profundo. Abrir esse presente antes do casamento tira dele toda alegria da descoberta, que só encontramos quando o presente é recebido no tempo certo. Aqueles que esperam encontram essa alegria especial que vem do dar e receber esse dom precioso no seu devido lugar e tempo.

Aqueles que abriram o presente cedo demais em relacionamentos anteriores, mas fizeram um novo compromisso para esperar no relacionamento atual, normalmente voltam para falar comigo e me dizem mais tarde como esse tempo de espera teve poder em seus relacionamentos. Há muita coisa que precisa ser discutida e compartilhada, e que fica em segundo plano diante das paixões poderosas e da pressa da luxúria. Essa alegria especial da antecipação e da plenitude se perde quando as coisas são pressionadas e acontecem fora do tempo certo.

Hoje em dia se mistura intimidade com sexo, e o amor tem se tornado sinônimo de luxúria. Em tempos como esse, que possamos ser apropriadamente rotulados como “ingênuos” e “antiquados”. Presentes são melhor usufruídos quando são recebidos com alegria e abertos na hora certa. Há grande alegria e júbilo em descobrir as bênçãos dos presente e dons de Deus juntos, no tempo certo, e sob a proteção de um compromisso para a vida toda. Fazer menos que isso é ser roubado de tudo que o presente representa, de todo seu propósito. Ensinar nossos jovens a fazer menos que isso é retirar deles a alegria que se encontra na espera, e que é posteriormente encontrada na recepção desse precioso dom no tempo de Deus, não no nosso tempo.
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Traduzido e adaptado de:
http://www.heartlight.org/two_minute/2m_981209_unwrap.html

domingo, 10 de janeiro de 2010

Palestra para 21 mil jovens

O casal Jason Evert e Crystalina Evert


Por Matt Palmer
em 23 de novembro de 2009

KANSAS CITY – Adultos falando sobre sexualidade para um monte de jovens normalmente seria uma coisa que teria tudo para dar errado. Quando Jason e Crystalina Evert falaram para mais de 21 mil jovens no último dia 20 de novembro, e pregaram sobre os calores da castidade, a última coisa que se esperava era que desse certo. Mas deu certo, sim!

No final da palestra de Evert, que durou cerca de 40 minutos, os jovens reunidos na Conferência Nacional de Jovens Católicos no Sprint Center se levantaram e aplaudiram com entusiasmo.

“Garotas, mudem essa história”, dizia Jason Evert durante sua parte. “Deixe que os rapazes tenham medo de perdê-las caso não lhes respeitem o suficiente. Se você baixar os seus níveis de exigência e de moral para encontrar alguém, simplesmente não é amor o que você vai encontrar”. Alguns gritaram “Amem” na audiência.

Crystalina Evert falou sobre as festas e as experiências sexuais que teve durante sua adolescência. Ela encontrou refúgio em Deus e mudou sua vida. Ela disse que as jovens mulheres podem sempre mudar de vida. “Não interessa o que você fez, ou o que aconteceu com você”, ela disse. “Tudo que interessa é para onde você vai agora”.

No meio da multidão estavam jovens da Arquidiocese de Baltimore, alguns deles tinham visto o casal Evert no vídeo “Teologia do Corpo para Jovens”. No dia seguinte, eles estavam reunidos em uma mesa em um restaurante compartilhando algo sobre a palestra. “Depois que ouvi Jason, passei a usar esse anel, que me lembra meu compromisso de viver a castidade”, disse Katie Lutz, que aprecia o trabalho de divulgação da castidade que Jason faz.

A tentação sexual é algo com que os jovens se deparam. “Eu tenho 17, e tenho uma namorada”, disse Josh Twery. “Existe uma pressão. O que Jason e Crystalina disseram traz uma nova luz”. Allison Boyd disse que as jovens desejam um amor verdadeiro e profundo. “Eu acho que os rapazes também desejam isso”, disse ela. Ben Kirby, outro jovem paroquiano, disse que a palestra de Jason e Crystalina deu o que falar.

“Acredito que se você se comprometer com Deus e praticar aquilo em que acredita, não poderá estar errado”. Bem disse: “Sua recompensa será maior depois, e você terá um casamento muito melhor”.
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Traduzido de Catholic Review
http://www.catholicreview.org/subpages/storyarchnew.aspx?action=7236

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Vídeo: Jason Evert - Modéstia? Por que?

Novo vídeo de Jason Evert onde ele fala com jovens sobre modéstia.



Link para assistir no You Tube: http://www.youtube.com/watch?v=s2k2BZJvyfY

Veja também outros vídeos do Vida e Castidade.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

O sexo e o cérebro

Por Jayson Graves
(Especialista em vício sexual, diretor do “Healing for the Soul” - Cura para a Alma)

"O conteúdo desse post talvez não seja apropriado para crianças."

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“Uau! Como isso foi bom!” Essa é uma frase comum para um homem quando ele tem um orgasmo, onde ocorre a ejaculação. O que a maioria das pessoas não sabe é porque um orgasmo traz essa sensação tão boa. Na verdade, a razão pela qual ele traz essa sensação inacreditável é a mesma razão pela qual os homens formam padrões de vício em um nível neurológico em seus cérebros através de um processo chamado de “condicionamento”.

Vamos nos lembrar daquelas aulas primárias de psicologia que talvez você teve no colégio, quando aquele professor de psicologia explicava sobre Pavlov e seu cachorro. Deixe-me ajudar sua memória. Pavlov era um cientista russo interessado no processo de condicionamento. Ele trabalhava com seus cachorros e um sino. Pavlov tocava o sino e então alimentava seus cachorros, repetindo isso várias vezes. Depois de algum tempo, ele descobria que o simples barulho do sino já fazia os cachorros iniciarem a salivação, em antecipação à saborosa comida. Aqui está o princípio da descoberta do “condicionamento clássico”.

O que acontece em um nível neurológico em seu cérebro quando você fica sexualmente excitado também envolve o condicionamento clássico, no sentido de que nós permitimos que nossos próprios “sinos” toquem, e como acontece no caso de 98 a 99% dos homens, o “alimento” é dado através da masturbação, da pornografia ou de ambos. Deixe-me explicar melhor. Um homem normalmente fica sexualmente excitado de várias maneiras, e tem o desejo de ser gratificado sexualmente por várias razões, algumas legítimas de acordo com a intenção com a qual fomos criados, outras nem tanto. Em qualquer caso, quando um homem ejacula ele recebe a recompensa química mais potente que o cérebro pode ter – o cérebro lança em seu sistema o nível mais alto de endorfinas e encefalinas, substâncias químicas que causam prazer, e que são cerca de 4 vezes mais fortes que a morfina!

A maioria dos homens hoje em dia começa a se masturbar por volta dos 10 a 14 anos, com uma frequência de 2 a 7 vezes por semana ou mais. Nos primeiros 20 anos de sua “carreira” ele terá tido de 2.000 a 7.000 dessas experiências reforçadoras. O que acontece ao longo do tempo em um nível neurológico no cérebro se assemelha a um processo de entrincheiramento. Imagine que você vai cavar uma vala entre a rua e a calçada, desde a entrada de sua casa até a loja da esquina. Todo dia você caminha nessa vala para comprar o jornal da manhã, e com o tempo essa vala se torna mais profunda e larga, até chegar o ponto onde mesmo que você quisesse caminhar normalmente na rua ou na calçada, não conseguiria mais. Por conta da erosão, haveria uma tendência a cair de novo na vala. Isso é o que o vício faz nos circuitos do cérebro.

Então, o que eu tento fazer em minha terapia com homens que se recuperam de padrões viciados em seu comportamento sexual (masturbação, pornografia, adultério etc) é ajudá-los a quebrar completamente essa rotina de vício e criar um caminho inteiramente novo, caminho de cura e de uma sexualidade sadia. Conseguimos isso estabelecendo bons limites. Os limites são estabelecidos ao redor dos comportamentos que não podem de modo algum acontecer, se é que queremos manter a “sobriedade sexual”. Os limites também são estabelecidos sobre comportamentos que não podem mais permanecer, e onde se deve esperar distância de certas tentações. Finalmente, estabelecemos padrões acerca do que devemos esperar sempre, no nível de comportamento, no emocional e no espiritual, a fim de manter o estilo de vida pleno e saudável que Deus desejou.

É claro, é importante avaliar a necessidade de terapia com alguém que saiba lidar com vício sexual, bem como de acompanhamentos espirituais e da ajuda de um grupo com que se possa interagir e ajudar em um objetivo terapêutico.
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Traduzido e adaptado de:
http://www.healingforthesoul.org/Articles/Sex%20and%20the%20Brain%20article.pdf

“Tradução para divulgação. Visite o site original em inglês.” – “Non commercial purposes. Visit the original website”.