domingo, 16 de junho de 2013

O celibato é uma vida de repressão sexual?


Por Christopher West

Recentemente, um ex-padre católico apareceu em um programa de televisão para defender sua escolha de deixar a Igreja a fim de se casar. Esse sacerdote lutou por vários anos contra o desejo que sentia por  por essa mulher, até que finalmente decidiu que suas únicas opções eram casar com ela ou reprimir seus desejos sexuais. Segundo sua visão, como ele anunciou para um público nacional, a "repressão" é a única opção para uma pessoa que permaneçe celibatário.

Isso é verdade? Será que nossas únicas opções quando se trata de desejo sexual consistem em “dar vazão” a ele ou reprimi-lo? De fato, para um mundo que vive ligado à luxúria sexual, o celibato permanente parece absurdo. A atitude geral do mundo para com o celibato cristão pode ser resumida em uma frase como essa: "Ei, o casamento é a única chance "legítima" que vocês cristãos tem de dar vazão a seus desejos. Por que diabos vocês querem desperdiçar esta oportunidade? Vocês seriam condenandos a uma vida de desesperada repressão."

A diferença entre casamento e celibato, no entanto, nunca deve ser entendida como a diferença entre ter uma saída “legítima” para a luxúria sexual por um lado, e ter que reprimi-la, por outro lado. Cristo chama todos – não importa a sua vocação específica – a experimentar a redenção da dominação da luxúria. Apenas a partir dessa perspectiva é que as vocações cristãs (celibato e casamento) fazem qualquer sentido. Ambas as vocações – se forem vividas como Cristo pretende – derivam da mesma experiência da redenção da sexualidade.

Em primeiro lugar, o casamento não é uma "saída legítima" para dar vazão a nossas luxúrias e concupiscências sexuais. Como o Papa João Paulo II indicou uma vez, os cônjuges podem cometer “adultério no coração” uns com os outros, se eles tratam uns aos outros como nada mais do que uma válvula de escape para uma gratificação egoísta (ver TdC 43:3). Eu sei que é um clichê, mas por que tantas mulheres reclamam de "dor de cabeça" quando seus maridos querem sexo? Poderia ser porque elas se sentem usadas, em vez de amadas? Isto é a que a concupiscência nos leva – a usar as pessoas, e não a amá-las.



A libertação da dominação da concupiscência – essa desordem de nossos apetites causadas pelo pecado original – é essencial, ensinou João Paulo II, se quisermos viver nossas vidas "na verdade" e experimentar o plano divino para o amor humano (ver TdC 43:6, 47:5). De fato, o ethos sexual cristão “está sempre ligado ... com a libertação, por parte do coração, da concupiscência” (TdC 43:6). E essa libertação é tão essencial para celibatários consagrados e pessoas solteiras quanto o é para casais (ver TdC 77:4).

É precisamente essa libertação que nos permite descobrir o que João Paulo II chamou de “pureza madura”. Na pureza madura “o homem goza dos frutos da vitória sobre a concupiscência” (TdC 58:7). Essa vitória é gradual e certamente permanece frágil aqui na terra, mas é todavia real. Para aqueles agraciados com os seus frutos, abre-se um novo mundo – uma outra maneira de ver, pensar, viver, falar, amar, rezar. A união conjugal torna-se uma agraciada experiência de santidade, ao invés de uma base de satisfação do instinto. E o celibato cristão torna-se uma forma libertadora de um viver sua sexualidade como um “dom total de si” por Cristo e sua Igreja.

João Paulo II observou que a pessoa celibatária deve submeter “a pecaminosidade de sua humanidade aos poderes que emanam do mistério da redenção do corpo ... assim como qualquer outra pessoa deve fazer” (TdC 77:4). É por isso que ele indica que o chamado ao celibato não é só uma questão de formação, mas de transformação (ver TdC 81:5). A pessoa que vive essa transformação não é obrigada a dar vazão a suas luxúrias. Ela é livre com o que João Paulo II chamou de “a liberdade do dom.” Isso significa que seus desejos não estão no controle dele, mas sim, ele está no controle de seus desejos.

Em suma, a autêntica liberdade sexual não é a liberdade de praticar as próprias compulsões, mas é libertação da compulsão de se permitir se entregar à luxúria. Apenas uma pessoa livre assim é capaz de fazer um dom gratuito de si mesmo em amor – seja no casamento, ou em uma vida de devoção consagrada a Cristo e à Igreja. Para a pessoa que é livre dessa maneira, sacrificar a expressão genital da sexualidade em prol de um bem tão grande como o eterno Matrimônio entre Cristo e a Igreja não se torna apenas uma possibilidade: torna-se uma possibilidade bastante atraente.

Traduzido de: http://www.tobinstitute.org/newsitem.asp?NewsID=50


segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Marcha pela Vida em Fortaleza-CE

Ontem, dia 11 de novembro de 2012, cerca de 5 mil pessoas (segundo estimativas da própria Polícia Militar) estiveram presentes na Avenida Beira Mar, um dos cartões postais de Fortaleza, para promover a vida e lutar contra o aborto.

Seguem fotos do evento (desculpe pela má qualidade do celular =)



O evento contou com a participação de Elba Ramalho, do ex-deputado Luis Bassuma (que foi expulso do PT por defender a vida e ser contra o aborto) e da Dra. Lenise Garcia, presidente do Movimento pela Vida.


Parabéns a todos que participaram. Foi muito bom estar lá e encontrar muito amigos. Que essa iniciativa se repita em Fortaleza de novo e em muitos outros lugares Brasil afora.


segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Orientação aos eleitores - não votem em candidatos comprometidos com o aborto

Vídeo do Pró-Vida Anápolis para instruir os eleitores.
Divulgue em seu blog! Não tenhamos medo de falar a verdade!
Veja abaixo artigo do Pe. Lodi, para mostrar que não é só o PT que busca a descriminalização do aborto, mas outros partidos, como o PV.




TRÊS PASSOS PARA ESCOLHER O CANDIDATO
I. O primeiro passo é examinar o Partido a que ele pertence.
Os partidos que se dizem comunistas ou socialistas são incompatíveis com a Doutrina Social da Igreja:
Socialismo religioso, socialismo católico são termos contraditórios: ninguém pode ser ao mesmo tempo bom católico e verdadeiro socialista
(Pio XI, Quadragesimo Anno, n.º 119).

Entre comunismo e cristianismo, o Pontífice [Pio XI] declara novamente que a oposição é radical. E acrescenta não poder admitir-se de maneira alguma que os católicos adiram ao socialismo moderado” (João XXIII, Mater et Magistra, n.º 31).

O erro fundamental do socialismo é de caráter antropológico. De fato, ele considera cada homem simplesmente como um elemento e uma molécula do organismo social
(João Paulo II, Centesimus Annus, n.º 13).


Eis a lista dos partidos brasileiros que se declaram comunistas ou socialistas (ver anexo):
Partido dos Trabalhadores (PT) - 13
Partido Comunista Brasileiro (PCB) - 21
Partido Popular Socialista (PPS), sucessor do PCB - 23
Partido Comunista do Brasil (PC do B) - 65
Partido da Causa Operária (PCO) - 29
Partido Democrático Trabalhista (PDT) - 12
Partido da Mobilização Nacional (PMN) - 33
Partido Pátria Livre (PPL) - 54
Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) - 50
Partido Socialista Brasileiro (PSB) - 40
Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) - 16
Partido Verde (PV) - 43


Nota: O PV não se declara socialista, mas em seu Programa defende o homossexualismo e a legalização do aborto.
O PT, além de se declarar socialista, exige de seus candidatos um compromisso com o aborto.
Exclua, portanto, de seus candidatos, os números 13, 21, 23, 65, 29, 12, 33, 54, 50, 40, 16 e 43.


II. O segundo passo é examinar a atuação passada de seu candidato.

Se o seu candidato já foi parlamentar, verifique como foi seu voto em questões relativas à vida e à família.
02/03/2005: Deputados que votaram contra ou a favor do artigo 5º da Lei de Biossegurança, que permite a destruição de embriões humanos: http://www.providaanapolis.org.br/votobios.pdf

13/08/2008: Deputados que assinaram o Recurso 0201/08, de José Genoíno, solicitando que o projeto abortista PL 1135/91 não fosse arquivado, mas primeiro fosse apreciado pelo plenário da Câmara: http://www.providaanapolis.org.br/senaofoss.htm

28/05/2009: Deputados que assinaram a PEC 367/2009, pretendendo dar um terceiro mandato (pró-aborto) ao presidente Lula: http://www.providaanapolis.org.br/prolongab.htm

19/05/2010: Deputados que votaram contra o Estatuto do Nascituro na Comissão de Seguridade Social e Família: http://www.providaanapolis.org.br/meandros.htm


III. O terceiro passo é verificar o compromisso do candidato para o futuro.


Há uma lista de candidatos que se comprometeram a defender a vida em http://www.brasilsemaborto.com.br/?action=campanha&cache=0.1641827216371894

Mas atenção: só devemos dar o terceiro passo depois de ter dado os dois primeiros.

Não adianta, por exemplo, que um candidato pertencente a um partido comprometido com o aborto, venha depois assinar um compromisso pela vida.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Um padre disse que eu posso me masturbar: e agora?

Olá amigos, mais um vídeo do Pe Paulo Ricardo, onde ele responde a pergunta de uma pessoa: o padre disse que eu posso me masturbar, e agora?


sábado, 28 de abril de 2012

Vídeo do Pe. Paulo Ricardo sobre o Feminismo

Os vídeos do Pe. Paulo Ricardo são sempre importantes, corretos, urgentes. Por favor, assista a mais esse vídeo, e que Deus abençoe a vocação do Pe. Paulo.



Fonte: http://padrepauloricardo.org/audio/47-parresia-feminismo-o-maior-inimigo-das-mulheres/
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sábado, 21 de abril de 2012

Bernard Nathanson. A conversão de um abortista

Por L´Osservatore Romano

Em sua autobiografia intitulada The Hand of God, “A mão de Deus”, Bernard Nathanson – outrora conhecido em Nova York como o “rei do aborto” por ter participado, direta ou indiretamente, de 75.000 deles – conta como se converteu num dos mais destacados defensores da vida, tendo depois ingressado na Igreja Católica. A categoria intelectual e moral do Dr. Nathanson fez com que muitos dos que praticavam ou fomentavam o aborto, incluindo alguns parlamentares, reconhecessem o seu erro e se unissem à luta em favor da vida humana mais indefesa: a dos não-nascidos.

O aborto e todo o seu séqüito – da eutanásia aos “estoques” de embriões humanos congelados – são assuntos que nunca estarão definitivamente resolvidos, já que afetam o próprio sentido da vida humana. No atual momento da História, é nos Estados Unidos onde a divisão de forças entre a “cultura da morte” e a “civilização do amor” pode ser vista com mais clareza do que em qualquer outro lugar. Conversões como a do dr. Bernard Nathanson – primeiro à causa pró vida e depois à fé cristã – são altamente significativas, pois mostram a força das evidências científicas e o poder da oração. Além disso, manifestam a íntima conexão que existe entre Deus e a Lei natural inscrita por Ele na natureza humana. Quem reconhece e segue a Lei natural, muito possivelmente acabará encontrando Deus e a Igreja.


O ABORTO, TAL COMO ELE É

Muitos leitores conhecem em grandes traços a história do Dr. Nathanson. Em 1969 fundou com outras pessoas a Associação Nacional para a Revogação das Leis contra o Aborto (conhecida pela sigla NARAL. Quando mais tarde adotou o nome de Liga Nacional de Ação pelos Direitos Reprodutivos e do Aborto – National ReproductiveAbortion Rights Action League –, a sigla manteve-se). Foi Diretor do Centro de Saúde Reprodutiva e Sexual de Nova York, que na época era a maior clínica de abortos do mundo.

No final da década de 70, abandonou a militância a favor do aborto e chegou a ser um grande advogado da causa pró vida, principalmente com o seu livro Aborting America <“A América que aborta”> e com o vídeo The Silent Scream (“O Grito Silencioso”). Este último constituiu uma verdadeira revolução: empregando a tecnologia médica, mostrou de forma definitiva todos os horrores do aborto, tal como realmente ocorre no ventre materno. Esse vídeo e a sua continuação, The Eclipse of Reason (“O Eclipse da Razão”), foram amplamente exibidos, não somente para o grande público através de canais de televisão em todo o mundo, como também em sessões especiais para parlamentares de diversos países.

Nathanson logo se tornou alvo da ira das forças que promovem a cultura anti vida nos Estados Unidos. Sua mudança de atitude ao convencer-se da realidade objetiva do aborto – a supressão de uma vida humana inocente – fez dele um tema habitual para radicalizações e sátiras. A partir de então passou a atuar simultaneamente como obstetra de prestígio e como professor universitário, viajando pelo mundo todo para dar conferências em defesa dos não nascidos. Já prestes a aposentar-se, publica a sua autobiografia, que contém não somente impressionantes revelações sobre como um homem pode chegar a ser um abortista, mas também – por ter sido escrito quando estava já às vésperas de dar o último passo da sua conversão e incorporar-se, pelo Batismo, à Igreja de Cristo – um testemunho convincente do poder da graça divina.


SEM DESCULPAS

O livro não é fácil nem agradável de ser lido, pois revela ações más e verdadeiramente repugnantes. O que chama a atenção e merece elogios é o fato de o autor não oferecer nenhum argumento que sirva de desculpa para o seu comportamento. Embora o leitor não encontre nada que justifique a conduta de Nathanson, pelo menos encontrará muitas razões para compreendê-la, ao conhecer como foi a infância e a adolescência do autor. Nathanson relata minuciosamente os seus primeiros anos em Nova York, no seio de um lar em que não havia o menor indício de fé religiosa, nem de lealdade ou carinho familiar. A religião não teve papel algum na sua educação. Sua família, judia, não praticava a fé, embora celebrasse as festas religiosas, da mesma forma que muitas famílias cristãs também festejam de algum modo a Páscoa ou o Natal sem que essas solenidades tenham quaisquer conseqüências práticas sobre a sua forma de pensar ou de agir.

É realmente impressionante como Nathanson descreve a idéia que tinha de Deus na sua infância. “Minha imagem de Deus – concluiu, refletindo sessenta anos depois – era a da figura ameaçadora, majestosa e barbuda do Moisés de Michelangelo: sentado sobre o que parecia ser o seu trono, inspecionava o meu destino e estava prestes a lançar sobre mim o seu juízo inexoravelmente condenatório. Assim era o meu Deus judeu: terrível, despótico e implacável”. Num momento posterior da sua vida, quando cumpria o serviço militar na Força Aérea, leu um livro sobre a Bíblia para passar o tempo nas horas mortas. Descobriu que “o Deus do Novo Testamento era uma figura amável, clemente e incomparavelmente carinhosa. Nela iria eu depois buscar, e por fim encontraria, o perdão que desejei por tanto tempo e tão desesperadamente”. Foi um presságio da sua posterior conversão à fé cristã.


O SEGREDO DA PAZ DE CRISTO

Durante os seus estudos de Medicina na Universidade McGill do Canadá, teve como professor o famoso psiquiatra judeu Karl Stern, que havia emigrado da Alemanha nazista. Essa relação teria conseqüências positivas várias décadas depois, quando Nathanson começou a examinar mais de perto as razões do Cristianismo. A respeito de Stern, diz: “Era a figura dominante no Departamento: um grande professor, um orador fascinante – chegava a ser eloqüente, embora empregasse um idioma que não era o seu – e um polemista brilhante, que infalivelmente disparava idéias originais e atrevidas. (...) Tive para com Stern uma espécie de culto ao herói: estudei a Psiquiatria com a diligência de um escriba que esquadrinha a Bíblia, e em troca me deram o prêmio de Psiquiatria ao acabar o quarto ano. (...) Stern transmitia uma serenidade e uma segurança indefiníveis. Na altura eu não sabia que em 1943 – após anos de meditação, leitura e estudo – ele se tinha convertido ao Catolicismo”. Mais tarde, quando Nathanson leu a famosa autobiografia de Stern, Pillars of Fire (“Pilares de Fogo”), compreenderá que o seu autor “possuía um segredo que estive toda a vida buscando: o segredo da paz de Cristo”.

Os capítulos seguintes descrevem a compulsiva promiscuidade de Nathanson, da qual resultou o seu primeiro contato com o aborto, pago pelo seu pai e feito na sua primeira namorada. Depois vem a história dos seus dois primeiros casamentos e o episódio que talvez seja o mais arrepiante: o aborto feito por ele mesmo em outra das mulheres com quem tinha tido relações.


AS EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS

Nos capítulos seguintes, Nathanson conta o que já em boa parte tinha explicado em seu livro Aborting America sobre a sua crescente participação na campanha pela liberação do aborto nos Estados Unidos. Como se sabe, essa campanha terminou em 1973, com a sentença da Suprema Corte que – na prática – legalizou o aborto solicitado.

Com o passar do tempo, Nathanson viu claramente as evidências científicas – em boa parte graças às novas tecnologias, que permitiam ver a criança dentro do ventre materno – de que “aquilo” que abortou milhares de vezes (segundo seus próprios cálculos, esteve direta ou indiretamente envolvido em 75.000 abortos) era na verdade um ser humano: era-o desde o instante da concepção. Deixou de praticar abortos e passou a ser o mais famoso “convertido” e o mais conhecido defensor da causa pró vida nos Estados Unidos.


MATADOUROS HUMANOS

Num dos últimos capítulos, intitulado “Rumo aos Tanatórios”, Nathanson faz predições sobre o que o Papa Paulo VI já antecipava com tanta clarividência na sua Encíclica Humanae Vitae: uma vez perdido o respeito pela vida humana em seu começo, chega-se inevitavelmente à eutanásia. Prognostica que em breve haverá clínicas que farão negócio com a morte.

“Baseando-me na minha própria experiência com um tipo de paganismo tão extremo como esse, posso prever que haverá empresários que montarão pequenos e discretos «sanatórios» para aqueles que desejem morrer ou que a isso tenham sido persuadidos, coagidos ou enganados pelos médicos (...). Mas isso será apenas a primeira fase. Quando os tanatórios (do grego thanathos, morte) tiverem prosperado e se expandido, formando redes de clínicas e concessionárias, os administradores assumirão o comando, cortando gastos e custos à medida em que a concorrência for aumentando. Na sua versão final, os tanatórios – reorganizados, eficientes e economicamente perfeitos – tornar-se-ão primeiramente muitíssimo parecidos às fábricas de produção em série em que se converteram as clínicas abortistas; numa fase posterior, serão semelhantes aos fornos de Auschwitz”.


O EXEMPLO E A ORAÇÃO

Apesar de tudo, Nathanson termina o livro com uma nota de esperança na misericórdia, no perdão e na salvação oferecida por Cristo. Como costuma ocorrer nas histórias de conversões, foi a oração e o exemplo de muitos amigos e colegas pró-vida o que acabou por vencer a resistência daquele ateu endurecido, que assim pôde compreender que é possível haver um lugar no coração de Deus até mesmo para gente como ele.

Referindo-se a uma manifestação pró-vida em frente a uma clínica abortista, conta que os participantes “rezavam, apoiavam-se mutuamente, cantavam hinos de júbilo e recordavam constantemente uns aos outros a proibição absoluta de empregar a violência. Rezavam pelos não-nascidos, pelas pobres mulheres que iam lá para abortar, e pelos médicos e enfermeiras da clínica. Rezavam inclusive pelos policiais e jornalistas designados para o local. Eu me perguntava: «Como é que essa gente pode se entregar por um público que é – e sempre será – mudo, invisível e incapaz de qualquer agradecimento?»” Ver aqueles manifestantes pró-vida, dispostos a ir para a cadeia e a arruinar-se por suas convicções, causou em Nathanson uma profunda impressão.

Conta então que “pela primeira vez em minha vida de adulto, comecei a albergar a noção de Deus: um Deus que paradoxalmente me tinha levado até à beira dos proverbiais círculos do inferno, só para mostrar-me o caminho para a redenção e para o perdão mediante a sua graça. Esse pensamento contradizia todas as férreas certezas, que me haviam sido tão queridas: num instante converteu o meu passado num repugnante lodaçal de pecado e de maldade; me acusou e condenou pelos graves crimes contra aqueles que me amavam e contra aqueles que nem sequer conheci; e ao mesmo tempo – milagrosamente – ofereceu-me uma reluzente centelha de esperança, na crença – cada vez mais firme – em que há dois mil anos Alguém morrera pelos meus pecados e pela minha maldade”.

L´OSSERVATORE ROMANO, 21 de fevereiro de 1997, pág. 9.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

segunda-feira, 9 de abril de 2012

NUNCA O PERIGO ABORTISTA ESTEVE TÃO PRÓXIMO

Conscientes de que seria quase impossível obter a legalização do aborto pelo Poder Legislativo, os defensores do aborto resolveram usar como "atalho fácil" (nas palavras de Ellen Gracie em 27/04/2005) o Supremo Tribunal Federal.

Composto de onze ministros, nenhum deles eleito pelo povo, todos nomeados pelo Presidente da República, o STF deverá julgar no dia 11 de abril, quarta-feira de oitava da páscoa, a ADPF 54 (Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental n. 54).
A ação, que usa como testa de ferro a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde, pretende que a Suprema Corte "reinterpretando" o Código Penal, declare que a "antecipação terapêutica de parto" (para não dizer "aborto") de uma criança anencéfala não se enquadra nas condutas descritas para o crime de aborto.

O argumento usado nessa ação é o de que impedir a mãe de abortar seu bebê em tal caso seria violar a "dignidade humana" dela, seu direito à "liberdade" e seu direito à "saúde". Preservar a vida do deficiente seria, na opinião dos que defendem a ADPF 54, descumprir todos esses preceitos fundamentais da Constituição: dignidade humana, liberdade, saúde. A criança (que nunca é chamada "criança", mas "feto") é sempre desqualificada: é um "monstro", um "peso inútil", sua mãe é um "caixão ambulante" etc.

Embora a anencefalia admita vários graus (de modo que é praticamente impossível uma definição exata da anomalia) e embora os anencéfalos reajam a estímulos nervosos, respirem com os próprios pulmões e tenham uma sobrevida variável (de alguns minutos até um ano e oito meses, como no caso de Marcela de Jesus Ferreira), os defensores de tal aborto frequentemente mentem dizendo: que o bebê tem a vida de um vegetal, que não tem capacidade de sentir nem de ter consciência, e que sua sobrevida além de alguns minutos é totalmente impossível.

Em 27/04/2005, quatro Ministros perceberam a má-fé da ADPF 54 e resolveram não conhecê-la, mas foram vencidos: foram eles Ellen Gracie, Eros Grau, Cezar Peluso e Carlos Veloso. Desses, somente Cezar Peluso pertence atualmente ao Tribunal. Agora, no julgamento do mérito, os defensores do aborto precisam de seis votos.

A situação é particularmente grave. Nunca o perigo abortista esteve tão próximo. Note-se: não é um anteprojeto de reforma do Código Penal (que nem sequer foi ainda encaminhado ao Congresso), não é um projeto de lei (que precisaria ser aprovado pela Câmara e pelo Senado e depois ser sancionado pelo Presidente da República). É uma ação judicial à espera de uma decisão que terá efeito vinculante, como se fosse uma lei, e sem qualquer possibilidade de recurso.

A nação brasileira corre o perigo iminente de sofrer um golpe via STF.

É por esse motivo que recomendamos a presença de todos os que puderem à Vigília pela Vida, cuja programação está abaixo.

Repito: é a última chance que temos de impedir um desastre comparável ao da decisão Roe versus Wade, que em 1973 declarou "legal" o aborto nos Estados Unidos, a revelia do Poder Legislativo.

"Coração Imaculado de Maria, livrai-nos da maldição do aborto"

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis
www.providaanapolis.org.br
naomatar.blogspot.com.br