Por Crystalina Evert
Quando eu era do colegio, me lembro que um dia fui para a casa de uma colega, e vi sua mãe e seu pai. Eu me lembro de perguntar para ela: "Você não acha estranho ter seu pai sempre em casa?" Ela simplesmente me olhou meio confusa e falou: "Hm... não, não acho".
Meus pais se separaram quando eu tinha dois anos. Dos meus seis tios e tias, cinco eram divorciados, e a maioria das minhas amigas viviam em lares onde só havia a mãe, algumas vezes só o pai. Aos meus olhos, não acreditava que as relações pudessem durar. Então, quando comecei a namorar, não tinha a menor idéia do que seria um relacionamento saudável.
O drama dos meus relacionamentos geralmente seguiam um roteiro: eu paquerava, me "apaixonava", e depois as coisas ficavam muito "quentes" fisicamente. Seguia-se o desrespeito, abuso, infidelidade, sarcasmo, e desonestidade. Daí então a gente terminava (geralmente várias vezes), e depois repetia o processo todo com outra pessoa. Eu sei que parece meio depressivo, mas era minha realidade, já que todas as minhas amigas estavam na mesma situação.
Depois de alguns anos vivendo assim, você pode imaginar que eu não tinha lá muita vontade de me casar. Na verdade, eu debochava das pessoas que viam o casamento como um objetivo na vida. Eu pensava: "Meu Deus, como são ingênuas essas pessoas! Elas estão apenas caminhando para a frustração!" Eu nunca desejei passar por um divórcio, e eu sabia exatamente como evitá-lo: não me casando nunca.
Mas, finalmente, me veio um pensamento. Se ninguém quer um divórcio, porque todo mundo vive como se estivesse treinando para ter um? Ao invés de treinarmos para a fidelidade, tínhamos essa mentalidade: "Se te dá vontade, vai lá e faz!" Ao invés de ensinar as outras pessoas a nos respeitar, deixávamos as pessoas nos usarem. Mas será que esses hábitos vão levar um casamento a ser duradouro? Com certeza não, pois tudo depende de mim.
Eu não mudei meu jeito de ser da noite para o dia, porque eu não sabia sequer como deveria ser tratada. Eu tinha recaídas de tempos em tempos, mas sempre pensava comigo mesma: "Se eu quero dar aos meus filhos a família que eu nunca tive, então tenho que parar de agir como vítima". É muito fácil desistir, entrar em desespero, e admitir a derrota, do mesmo jeito que é fácil se divorciar.
O que não é fácil é se fazer vulnerável, praticar o auto-controle, ficar longe de relacionamentos sem futuro, e ter a coragem de manter firme a esperança de que o verdadeiro amor existe. Mas parece que as únicas pessoas que encontram o verdadeiro amor são exatamente as pessoas que fazem isso. A idéia de se tornar um marido ou uma esposa pode parecer algo distante para você, mas as virtudes ou vícios que você pratica hoje irão moldar quem você irá se tornar, e a maneira com que você vai se permitir ser tratada no futuro.
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Trecho do livro "Theology of the body for teens", p. 129
"Quando se decidir firmemente a viver uma vida pura, a castidade não será um peso para você. Será uma coroa de triunfo”. São Josemaria Escrivá
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Mais uma oportunidade de conhecer a Teologia do Corpo
Já temos no site http://www.teologiadocorpo.com.br/ um curso virtual gratuito.
Agora, a TV Século 21 proporciona, através de seu projeto EAD (Ensino à Distância) um curso de ensino à distância. Mais uma oportunidade de conhecer a Teologia do Corpo.
http://www.eadseculo21.org.br/ead/?opcao=visualizarCurso&ID=288
Agora, a TV Século 21 proporciona, através de seu projeto EAD (Ensino à Distância) um curso de ensino à distância. Mais uma oportunidade de conhecer a Teologia do Corpo.
http://www.eadseculo21.org.br/ead/?opcao=visualizarCurso&ID=288
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
“Não caiam no mesmo erro que eu”
(a história de alguém que se deixou seduzir pela falácia abortista)
[Este depoimento foi recebido por correio eletrônico em 29/09/2011
A autora deu permissão para sua publicação]
Meu nome é Gabriela, tenho 32 anos, nasci no RJ, cresci em uma família cercada de amor e cuidados e atenção. Apesar de ter crescido em uma família católica ouvindo sempre os ensinamentos de Deus, achava tudo isto uma grande besteira, meu discurso era de que o ser humano é o único responsável por sua própria existência.
Em minhas preleções cheias de propriedade eu defendia a liberdade da mulher, o aborto e a não existência de Deus.
Em uma vida atribulada e com valores invertidos, fui construindo uma personalidade vaidosa, fútil e egoísta. Com objetivos traçados, eu lutava para conseguir atingi-los na ilusão que minha beleza era eterna e que a minha inteligência era acima do comum. Como estudante e depois como jornalista, trabalhei com artistas famosos e intelectuais, para a maioria das pessoas o aborto era considerado algo normal. Então quando me vi grávida não cheguei sequer a cogitar a opção de ser mãe. Sem nenhum remorso fui a uma clínica para a consulta pela manhã e marquei o procedimento para o mesmo dia à tarde.
Minha única preocupação foi perguntar ao médico se estaria boa para trabalhar no dia seguinte, pois havia o lançamento de um livro e eu precisava estar lá para mostrar o quanto eu era competente.
Acompanhada do meu namorado, que ainda tentou me demover da idéia, alegando que financeiramente um filho seria viável e que gostava de mim, me dirigi para cometer o maior erro da minha vida. Para ele apenas afirmei que era eu quem tinha o direito de decisão, pois para mim a mulher é quem podia decidir ter ou não um filho. Fiz o aborto sem nenhuma dor de consciência e fui tocando minha vida sem Deus.
Ignorante, eu imaginava que éramos os seres humanos, os únicos responsáveis por nossos destinos e que Deus não passava de uma figura inventada para acalentar os fracos.
Um tempo após ter feito o aborto, fui convidada para ir ao MT para um trabalho, já restava com 26 anos, peguei um avião e parti ao que seria minha maior escola.
Em MT, pela vontade de Deus acabei parando em uma cidade fronteiriça com a Bolívia, marcada pela pobreza em demasia e pela promiscuidade. Nesta cidade, conheci um rapaz por quem me apaixonei (era para eu ficar por 4 meses fazendo um documentário sobre população ribeirinha), joguei tudo para o alto para viver este amor e casei-me em dezembro de 2007.
Mas minha vida não foi fácil, meu marido me traía e fui muito humilhada, com a tristeza acabei engordando 24 kg, perdendo a beleza que tanto eu exaltava, não tinha emprego como jornalista, então fui dar aulas de inglês, meu trabalho não tinha nenhum glamour de outros tempos, meus pais não estavam mais por perto para limpar as besteiras que eu fazia. Eu que adorava festas e passava madrugadas nas altas rodas, sofria pelos sumiços de meu marido, que só retornava bêbado pela manhã. E eu que sempre fui tão dona de meu nariz, andava de cabeça baixa resignada. Em meio a toda esta dor fui apresentada a Jesus, comecei a rezar e de alguma forma Ele me acalentava. Certo dia, fui a Catedral que existe aqui na cidade e ajoelhada em frente à imagem de Nsa. Senhora chorei um choro doído que me fez entender muita coisa e agradeci o sofrimento, pois percebi que Deus me deu a oportunidade de sofrer para pagar um pouco os imensos pecados. Naquele momento tive a consciência que cometi um assassinato. Havia matado meu próprio filho! O sofrimento devastou minha alma como uma grande onda, este sofrimento foi como uma bofetada que me fez despertar.
Hoje meu marido se arrependeu da traição e vivemos melhor, voltei a trabalhar como jornalista em uma universidade, nunca mais tive a beleza de antes. Desejei muito ter um filho, fiz várias tentativas, mas nunca consegui engravidar de novo. Sofro muito até hoje e a culpa me persegue.
Percebi que Deus tinha um propósito para minha vida e hoje converso com muitas jovens sobre a importância da solidez de uma família e sou militante CONTRA o aborto. Quero adotar uma criança e dar amor e valores a ela, mas sei que terei esta marca impressa para toda a eternidade.
Dou meu testemunho porque quero de alguma forma ajudar a quem tem dúvidas. Nos fazem acreditar que para ser feliz basta termos uma boa profissão, ter liberdade de fazer o que quiser e não temer a nada nem a ninguém. Hoje sei que os limites são necessários e que a família é um bem precioso.
Deus é um pai de imensa bondade e sua justiça é infalível, por isto agradeço minhas lágrimas, só através delas pude dissolver a cegueira do egoísmo e da vaidade.
Eu imploro, não cogitem fazer um aborto. A vida é um presente de Deus e filhos bênçãos maravilhosas! Não caiam no mesmo erro que eu, a culpa é um chicote que abre feridas que nunca se cicatrizam.
Gabriela
www.providaanapolis.org.br
[Este depoimento foi recebido por correio eletrônico em 29/09/2011
A autora deu permissão para sua publicação]
Meu nome é Gabriela, tenho 32 anos, nasci no RJ, cresci em uma família cercada de amor e cuidados e atenção. Apesar de ter crescido em uma família católica ouvindo sempre os ensinamentos de Deus, achava tudo isto uma grande besteira, meu discurso era de que o ser humano é o único responsável por sua própria existência.
Em minhas preleções cheias de propriedade eu defendia a liberdade da mulher, o aborto e a não existência de Deus.
Em uma vida atribulada e com valores invertidos, fui construindo uma personalidade vaidosa, fútil e egoísta. Com objetivos traçados, eu lutava para conseguir atingi-los na ilusão que minha beleza era eterna e que a minha inteligência era acima do comum. Como estudante e depois como jornalista, trabalhei com artistas famosos e intelectuais, para a maioria das pessoas o aborto era considerado algo normal. Então quando me vi grávida não cheguei sequer a cogitar a opção de ser mãe. Sem nenhum remorso fui a uma clínica para a consulta pela manhã e marquei o procedimento para o mesmo dia à tarde.
Minha única preocupação foi perguntar ao médico se estaria boa para trabalhar no dia seguinte, pois havia o lançamento de um livro e eu precisava estar lá para mostrar o quanto eu era competente.
Acompanhada do meu namorado, que ainda tentou me demover da idéia, alegando que financeiramente um filho seria viável e que gostava de mim, me dirigi para cometer o maior erro da minha vida. Para ele apenas afirmei que era eu quem tinha o direito de decisão, pois para mim a mulher é quem podia decidir ter ou não um filho. Fiz o aborto sem nenhuma dor de consciência e fui tocando minha vida sem Deus.
Ignorante, eu imaginava que éramos os seres humanos, os únicos responsáveis por nossos destinos e que Deus não passava de uma figura inventada para acalentar os fracos.
Um tempo após ter feito o aborto, fui convidada para ir ao MT para um trabalho, já restava com 26 anos, peguei um avião e parti ao que seria minha maior escola.
Em MT, pela vontade de Deus acabei parando em uma cidade fronteiriça com a Bolívia, marcada pela pobreza em demasia e pela promiscuidade. Nesta cidade, conheci um rapaz por quem me apaixonei (era para eu ficar por 4 meses fazendo um documentário sobre população ribeirinha), joguei tudo para o alto para viver este amor e casei-me em dezembro de 2007.
Mas minha vida não foi fácil, meu marido me traía e fui muito humilhada, com a tristeza acabei engordando 24 kg, perdendo a beleza que tanto eu exaltava, não tinha emprego como jornalista, então fui dar aulas de inglês, meu trabalho não tinha nenhum glamour de outros tempos, meus pais não estavam mais por perto para limpar as besteiras que eu fazia. Eu que adorava festas e passava madrugadas nas altas rodas, sofria pelos sumiços de meu marido, que só retornava bêbado pela manhã. E eu que sempre fui tão dona de meu nariz, andava de cabeça baixa resignada. Em meio a toda esta dor fui apresentada a Jesus, comecei a rezar e de alguma forma Ele me acalentava. Certo dia, fui a Catedral que existe aqui na cidade e ajoelhada em frente à imagem de Nsa. Senhora chorei um choro doído que me fez entender muita coisa e agradeci o sofrimento, pois percebi que Deus me deu a oportunidade de sofrer para pagar um pouco os imensos pecados. Naquele momento tive a consciência que cometi um assassinato. Havia matado meu próprio filho! O sofrimento devastou minha alma como uma grande onda, este sofrimento foi como uma bofetada que me fez despertar.
Hoje meu marido se arrependeu da traição e vivemos melhor, voltei a trabalhar como jornalista em uma universidade, nunca mais tive a beleza de antes. Desejei muito ter um filho, fiz várias tentativas, mas nunca consegui engravidar de novo. Sofro muito até hoje e a culpa me persegue.
Percebi que Deus tinha um propósito para minha vida e hoje converso com muitas jovens sobre a importância da solidez de uma família e sou militante CONTRA o aborto. Quero adotar uma criança e dar amor e valores a ela, mas sei que terei esta marca impressa para toda a eternidade.
Dou meu testemunho porque quero de alguma forma ajudar a quem tem dúvidas. Nos fazem acreditar que para ser feliz basta termos uma boa profissão, ter liberdade de fazer o que quiser e não temer a nada nem a ninguém. Hoje sei que os limites são necessários e que a família é um bem precioso.
Deus é um pai de imensa bondade e sua justiça é infalível, por isto agradeço minhas lágrimas, só através delas pude dissolver a cegueira do egoísmo e da vaidade.
Eu imploro, não cogitem fazer um aborto. A vida é um presente de Deus e filhos bênçãos maravilhosas! Não caiam no mesmo erro que eu, a culpa é um chicote que abre feridas que nunca se cicatrizam.
Gabriela
www.providaanapolis.org.br
domingo, 28 de agosto de 2011
Teologia do Corpo no programa "Escola da Fé", com Prof. Felipe Aquino
Abaixo assistam aos vídeos da entrevista no programa "Escola da Fé", junto com Viviane, esposa do Marcelo, casal que faz parte de nosso apostolado no www.teologiadocorpo.com.br
Prof. Felipe Aquino conversa conosco sobre Teologia do Corpo.
Prof. Felipe Aquino conversa conosco sobre Teologia do Corpo.
domingo, 21 de agosto de 2011
JMJ 2013 no Rio
Hoje, 21 de agosto de 2011, em Madrid, o Papa Bento XVI anunciou que a próxima Jornada Mundial da Juventude será no Rio de Janeiro. Estaremos todos lá, se Deus quiser!!!
Deus abençoe o Papa!
Abortos ocultos
Veja também no site do Pe. Paulo Ricardo:
http://padrepauloricardo.org/audio/34-parresia-abortos-ocultos/
http://padrepauloricardo.org/audio/34-parresia-abortos-ocultos/
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Uma nova síntese de verdades eternas
Por Ir. Helena Burns, FSP
“A Nova Evangelização" é um termo cunhado pelo Papa João Paulo II para descrever a necessidade atual de evangelização e re-evangelização dos países e regiões do mundo que são historicamente cristãos, mas por diversas razões já não o são mais, ou são cristãos apenas no nome. O Papa Bento XVI retomou esta convocação com relação à Europa, em particular, ao testemunhar as tentativas do continente de negar até mesmo a concretude de suas raízes cristãs. Papa Bento inclusive instituiu o Conselho Pontifício para a Nova Evangelização, em 2010.
A "re-evangelização" de países não é coisa nova. Há precedentes em que um país / povo recebeu o “kerygma” (o primeiro anúncio do Evangelho) de primeiros missionários, mas a Igreja local ficou sem pastores, careceu de um desenvolvimento sistemático estrutural, voltou às religiões nativas, caiu em heresia, ou foi convertida a outras religiões devido a invasões etc. A parábola do semeador e das sementes é perfeitamente aplicável aqui. A Índia afirma ter recebido seu kerygma do próprio Apóstolo Tomé. A Inglaterra recebeu a Fé no início, mas estava necessitando de re-evangelização logo depois. Os índios Potawatomi em Michigan foram batizados por um padre missionário e aprenderam o Pai Nosso em latim, mas não viram outro sacerdote por muitos anos. Sua recitação do Pai Nosso serviu como prova de seu batismo aos missionários subseqüentes.
O que a Teologia do Corpo, de João Paulo II, tem a ver com a Nova Evangelização? Tudo. Embora não tenha “ligado os pontos” ele próprio – provavelmente por modéstia – a correlação é vital, pelo menos para a civilização ocidental. Como assim? Não há evangelização sem a evangelização da cultura. Indivíduos pertencem a culturas, e o Evangelho não só deve transformar o indivíduo, mas a cultura também, através da "inculturação". Por que a necessidade de evangelizar as culturas? "Cultura" é tudo o que nos torna humanos: trabalho, arte, recreação, lazer, esportes, vida familiar, ritos de passagem, as redes sociais, política, comida, dança, literatura, teatro, rituais e, sobretudo, louvor e lirturgia. Para que o Evangelho permaneça e seja eficaz, deve permear todas essas áreas.
Hoje em dia, a "cultura pop" é a cultura dominante. Alguns poderiam chamá-la de "cultura americana" ou “cultura midiática”. Alguns desdenham a cultura pop, definindo-a como “cultura inferior” em oposição à "alta cultura" da música clássica e dos "grandes livros" etc. Mas o fato é que a “cultura pop” tem todos os sinais de uma cultura genuína. E é a única cultura a que muitas pessoas jovens e outras pessoas não tão jovens assim afirmam estar ligadas. Como João Paulo também disse: "O homem é o caminho da Igreja." Nós não podemos nos dar ao luxo de ficar para trás, distanciados das estradas pelas quais as massas viajam. Devemos "colocar-nos ao largo" (“duc in altum”), ir mais a fundo, entrar nos meandros confusos da cultura pop, se quisermos trazer e ser Cristo, Caminho, Verdade e Vida, para as almas.
Como o Concílio Vaticano II nos ensinou, há "sementes do Evangelho" presentes em cada cultura. Há uma necessidade de "batizar" o que já é bom em uma cultura e "purificar" o que não é. Quais são as "sementes do Evangelho" presente no Ocidente de hoje, a assim chamada cultura "pós-cristã", e na cultura pop? Uma fascinação, obsessão, e compromisso inabalável com o corpo, a sensualidade, o material, o belo, o que pode ser visto, sentido e experimentado. E João Paulo II disse: “Tudo bem. Podemos começar por aí”. Esta foi a genialidade da Teologia do Corpo. Em vez de começar com o espiritual, a alma, a mente, a consciência, isto é, o que não pode ser visto, ele disse: “Vamos começar com o que podemos ver.” O físico. O corpo. Como notou o biógrafo de João Paulo II, George Weigel, a Teologia do Corpo tem transformado e continuará a transformar todo o mundo teológico e filosófico (secular e religioso) de cabeça para baixo (ou do lado certo para cima!), dando-lhe um novo ponto de partida. Um ponto de partida universalmente verificável. E este ponto de partida não pode ser dissociado de Deus, porque é criação, e criação é uma doutrina, e agora estamos diretamente no colo de Deus.
Mas não foi sempre com a criação de Deus que começamos as nossas catequeses? "Deus fez o mundo"? Sim. No entanto, nós, católicos ocidentais, somos membros de carteirinha da nossa cultura ocidental em particular, que é cartesiana, isto é, que defende e vive, em seu âmago, uma divisão mente-corpo (veja a introdução de M. Waldstein para a nova edição da Teologia do Corpo, “Man anda Woman He Created Them”). Esta subjacente falha filosófica mina e substitui tudo o que é ensinado pela Bíblia e pela Igreja, e orienta nossas decisões diárias.
O fato que importa é o seguinte: Nós não temos corpos, nós somos corpos. Somos espíritos corporificados corpos espiritualizados. A definição da pessoa humana é: corpo e alma, juntos para sempre.
É a Teologia do Corpo algo novo ou algo velho, então? As duas coisas. É uma nova síntese das verdades eternas. João Paulo II, um catequista, apresentou o depósito da fé de tal forma que se torna imediatamente acessível a todos, porque ele começa onde todos nós vivemos: o nosso corpo, amor, relacionamentos. Jeff Cavins diz que o que aprendemos sobre a nossa fé ao longo dos anos muitas vezes equivale a uma "pilha de catolicismo", que pode até parecer um monte de fatos verdadeiros, mas não relacionados. João Paulo II tomou a caixa de quebra-cabeça da fé católica e reuniu os pedaços juntos para que possamos ver o quadro completo e belo do plano de Deus para o corpo humano, a pessoa humana, centrada em torno da criação / Encarnação / nova criação. Agora podemos ver como tudo está interligado: como a Eucaristia se conecta ao casamento, como o Magistério se conecta à doutrina social da Igreja, como o ano litúrgico se conecta aos nossos ciclos de fertilidade etc. Como o Padre Thomas Loya diz: "A Teologia da Corpo é o sistema de entrega para a soma total da sabedoria da Igreja".
Talvez possamos mesmo dizer que a teologia do corpo é a Nova Evangelização.
__________
Irmã Helena Burns, da congregação Filhas de São Paulo, ministra oficinas para adolescentes e adultos sobre a Teologia do Corpo, a literatura mediática e filosofia.
Traduzido de: http://www.ncregister.com/daily-news/a-synthesis-of-eternal-truths/#ixzz1V7O7cJoU
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“A Nova Evangelização" é um termo cunhado pelo Papa João Paulo II para descrever a necessidade atual de evangelização e re-evangelização dos países e regiões do mundo que são historicamente cristãos, mas por diversas razões já não o são mais, ou são cristãos apenas no nome. O Papa Bento XVI retomou esta convocação com relação à Europa, em particular, ao testemunhar as tentativas do continente de negar até mesmo a concretude de suas raízes cristãs. Papa Bento inclusive instituiu o Conselho Pontifício para a Nova Evangelização, em 2010.
A "re-evangelização" de países não é coisa nova. Há precedentes em que um país / povo recebeu o “kerygma” (o primeiro anúncio do Evangelho) de primeiros missionários, mas a Igreja local ficou sem pastores, careceu de um desenvolvimento sistemático estrutural, voltou às religiões nativas, caiu em heresia, ou foi convertida a outras religiões devido a invasões etc. A parábola do semeador e das sementes é perfeitamente aplicável aqui. A Índia afirma ter recebido seu kerygma do próprio Apóstolo Tomé. A Inglaterra recebeu a Fé no início, mas estava necessitando de re-evangelização logo depois. Os índios Potawatomi em Michigan foram batizados por um padre missionário e aprenderam o Pai Nosso em latim, mas não viram outro sacerdote por muitos anos. Sua recitação do Pai Nosso serviu como prova de seu batismo aos missionários subseqüentes.
O que a Teologia do Corpo, de João Paulo II, tem a ver com a Nova Evangelização? Tudo. Embora não tenha “ligado os pontos” ele próprio – provavelmente por modéstia – a correlação é vital, pelo menos para a civilização ocidental. Como assim? Não há evangelização sem a evangelização da cultura. Indivíduos pertencem a culturas, e o Evangelho não só deve transformar o indivíduo, mas a cultura também, através da "inculturação". Por que a necessidade de evangelizar as culturas? "Cultura" é tudo o que nos torna humanos: trabalho, arte, recreação, lazer, esportes, vida familiar, ritos de passagem, as redes sociais, política, comida, dança, literatura, teatro, rituais e, sobretudo, louvor e lirturgia. Para que o Evangelho permaneça e seja eficaz, deve permear todas essas áreas.
Hoje em dia, a "cultura pop" é a cultura dominante. Alguns poderiam chamá-la de "cultura americana" ou “cultura midiática”. Alguns desdenham a cultura pop, definindo-a como “cultura inferior” em oposição à "alta cultura" da música clássica e dos "grandes livros" etc. Mas o fato é que a “cultura pop” tem todos os sinais de uma cultura genuína. E é a única cultura a que muitas pessoas jovens e outras pessoas não tão jovens assim afirmam estar ligadas. Como João Paulo também disse: "O homem é o caminho da Igreja." Nós não podemos nos dar ao luxo de ficar para trás, distanciados das estradas pelas quais as massas viajam. Devemos "colocar-nos ao largo" (“duc in altum”), ir mais a fundo, entrar nos meandros confusos da cultura pop, se quisermos trazer e ser Cristo, Caminho, Verdade e Vida, para as almas.
Como o Concílio Vaticano II nos ensinou, há "sementes do Evangelho" presentes em cada cultura. Há uma necessidade de "batizar" o que já é bom em uma cultura e "purificar" o que não é. Quais são as "sementes do Evangelho" presente no Ocidente de hoje, a assim chamada cultura "pós-cristã", e na cultura pop? Uma fascinação, obsessão, e compromisso inabalável com o corpo, a sensualidade, o material, o belo, o que pode ser visto, sentido e experimentado. E João Paulo II disse: “Tudo bem. Podemos começar por aí”. Esta foi a genialidade da Teologia do Corpo. Em vez de começar com o espiritual, a alma, a mente, a consciência, isto é, o que não pode ser visto, ele disse: “Vamos começar com o que podemos ver.” O físico. O corpo. Como notou o biógrafo de João Paulo II, George Weigel, a Teologia do Corpo tem transformado e continuará a transformar todo o mundo teológico e filosófico (secular e religioso) de cabeça para baixo (ou do lado certo para cima!), dando-lhe um novo ponto de partida. Um ponto de partida universalmente verificável. E este ponto de partida não pode ser dissociado de Deus, porque é criação, e criação é uma doutrina, e agora estamos diretamente no colo de Deus.
Mas não foi sempre com a criação de Deus que começamos as nossas catequeses? "Deus fez o mundo"? Sim. No entanto, nós, católicos ocidentais, somos membros de carteirinha da nossa cultura ocidental em particular, que é cartesiana, isto é, que defende e vive, em seu âmago, uma divisão mente-corpo (veja a introdução de M. Waldstein para a nova edição da Teologia do Corpo, “Man anda Woman He Created Them”). Esta subjacente falha filosófica mina e substitui tudo o que é ensinado pela Bíblia e pela Igreja, e orienta nossas decisões diárias.
O fato que importa é o seguinte: Nós não temos corpos, nós somos corpos. Somos espíritos corporificados corpos espiritualizados. A definição da pessoa humana é: corpo e alma, juntos para sempre.
É a Teologia do Corpo algo novo ou algo velho, então? As duas coisas. É uma nova síntese das verdades eternas. João Paulo II, um catequista, apresentou o depósito da fé de tal forma que se torna imediatamente acessível a todos, porque ele começa onde todos nós vivemos: o nosso corpo, amor, relacionamentos. Jeff Cavins diz que o que aprendemos sobre a nossa fé ao longo dos anos muitas vezes equivale a uma "pilha de catolicismo", que pode até parecer um monte de fatos verdadeiros, mas não relacionados. João Paulo II tomou a caixa de quebra-cabeça da fé católica e reuniu os pedaços juntos para que possamos ver o quadro completo e belo do plano de Deus para o corpo humano, a pessoa humana, centrada em torno da criação / Encarnação / nova criação. Agora podemos ver como tudo está interligado: como a Eucaristia se conecta ao casamento, como o Magistério se conecta à doutrina social da Igreja, como o ano litúrgico se conecta aos nossos ciclos de fertilidade etc. Como o Padre Thomas Loya diz: "A Teologia da Corpo é o sistema de entrega para a soma total da sabedoria da Igreja".
Talvez possamos mesmo dizer que a teologia do corpo é a Nova Evangelização.
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Irmã Helena Burns, da congregação Filhas de São Paulo, ministra oficinas para adolescentes e adultos sobre a Teologia do Corpo, a literatura mediática e filosofia.
Traduzido de: http://www.ncregister.com/daily-news/a-synthesis-of-eternal-truths/#ixzz1V7O7cJoU
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domingo, 31 de julho de 2011
A pornografia não é inofensiva
Por Danielle Tiano e Karen Child
Quando Missy descobriu pornografia no laptop de seu marido, não sabia bem o que fazer. Ao invés de confrontá-lo, revelou sua descoberta a algumas de suas melhores amigas. Disse-lhes que a busca de um documento em seu HD levou a um arquivo chamado "trabalho" que continha centenas de fotos de mulheres e homens em atos sexuais. Ela sentiu-se traída, magoada e com raiva. Suas amigas estavam chocadas e consternadas, porque acreditavam que Missy e seu marido eram o casal perfeito. Elas também começaram ase perguntar se isso não poderia acontecer a elas.
Há algum tempo atrás era necessário descobrir onde estavam as revistas do tio ou do irmão para ser exposta à pornografia. Mas agora, a pornografia e sua cultura têm se tornado uma coisa comum, aceita, e sua acessibilidade aumenta em um nível global. De acordo com um estudo realizado pela “Internet Filter Review”, em 2006, 70 por cento dos adultos admitem que veem pornografia regularmente, geralmente sem seus cônjuges ou sem conhecimento de ninguém. Em todo o mundo, a pornografia é uma indústria de 97 bilhões de dólares, com os Estados Unidos consumindo 13 bilhões desse total. Esse nível de exposição tem permeado a sociedade, independentemente da condição social, da raça ou do gênero.
Um estudo recente realizado pelo Brigham Young University descobriu que os estudantes universitários do sexo feminino nos Estados Unidos aceitam mais a pornografia hoje em dia. Passaram a tratar a pornografia como um lugar-comum, um rito de passagem, uma “apimentada” no casamento, uma forma inofensiva de entretenimento e expressão sexual. Mas, na verdade, os efeitos de longo alcance, similares aos das drogas, são prejudiciais a saúde econômica, social e espiritual da nossa sociedade.
Exames de um cérebro de viciado em crack e um cérebro viciado em pornografia parecem assustadoramente semelhantes. Mas enquanto um viciado em cocaína necessidades de cocaína para conseguir o efeito desejado, um viciado em pornografia só precisa imaginar a sua última experiência erótica para liberar os mesmos neuro-químicos que ele ou ela experimenta quando vê pornografia. Um fato verdadeiro, e ainda mais surpreendente, é que viciados em pornografia podem conseguir os efeitos da “droga”, mesmo sem sua droga. O fenômeno, chamado de “recall eufórico”, pod efazer da pornografia o vício mais poderoso dos tempos modernos.
E, assim como acontece em qualquer vício, o usuário necessita de “doses” mais intensas e práticas sexuais mais incomuns para atingir o mesmo efeito de excitação. Muitas vezes, passam a se aventurar em tipos de pornografia e em práticas que não teriam nunca considerado antes. Este é o caminho que leva a práticas imorais e ilegais, como prostituição e pornografia infantil, e pode até causar uma devastação financeira. Vinte por cento dos homens e 13 por cento das mulheres admitem que visualizam pornografia no trabalho, e os empregadores estão começando a reprimir esta onda, demitindo mais e mais adultos, devido à produtividade perdida.
Casais podem querer introduzir pornografia depois de anos de casamento, com a idéia de “apimentar” uma vida sexual monótona. A novidade pode excitar no início, mas ao longo do tempo, pode diminuir a conexão emocional, a excitação e a intimidade sexual compartilhada. Muitos casais cometem o erro de pensar que a pornografia vai ajudar um relacionamento conturbado, quando na realidade ela apenas mascara temporariamente o problema mais profundo de desconexão e falta de intimidade real.
Uma pesquisa de 2002, feita por membros da Academia Americana de Advogados Matrimoniais, descobriu que a internet desempenhou um papel em 62 por cento dos casos de divórcio no ano anterior, e 56 por cento disseram que um interesse obsessivo por pornografia na Internet foi um dos problemas.
O aspecto mais perturbador da aceitação da pornografia na nossa cultura é o seu efeito sobre as crianças. A organização “Family Safe Media” informa que a idade média da primeira exposição de uma criança à pornografia é de oito anos, e a “Internet Filter Review” comenta que 90 por cento das crianças com idades entre entre oito e quinze anos já viram pornografia em seus computadores domésticos, a maioria ao fazer lição de casa.
A pornografia é particularmente prejudicial para um cérebro jovem, que não completou o seu desenvolvimento. Ela pode realmente modificar as conexões neurais no cérebro, afetando as áreas da toxicodependência e excitação.
Pesquisasa tem mostrado que crianças expostas à pornografia apresentam respostas emocionais traumáticas, relações sexuais em idade precoce, um aumento do risco de doenças sexualmente transmissíveis, e um desenvolvimento de compulsões sexuais. Elas também podem vir a objetificar os seres humanos, acreditando que a satisfação sexual é alcançada sem afeição pelo parceio(a).
Muitos pais não falam com os filhos, porque eles mesmo não têm atitudes saudáveis na área sexual, ou podem estar envolvidos em pornografia ou outros comportamentos sexuais de risco.
Então, qualquer que seja sua opinião sobre a pornografia, estaja ciente de que o que poderia ser usado para acender uma faísca no quarto pode de fato provocar uma explosão de vício em seu relacionamento, e entre seus filhos. Se a pornografia tem sido descrita como o novo "crack", em termos de seu poder viciante, não podemos deixar de ter essa conversa de importância crítica, com nosso cônjuge e com nossos filhos.
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Juntas Danielle Tiano e Karen Child escreveram um livro infantil para ajudar os pais a conversar com seus filhos sobre pornografia e seus perigos. Danielle Tiano tem escrito vários livros sobre assuntos difíceis para as crianças, Karen é uma terapeuta familiar e de casal, atuando no tratamento de adultos e jovens que lutam contra o vício sexual.
Traduzido de: http://www.elizamagazine.com/article.php?ID=20
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Quando Missy descobriu pornografia no laptop de seu marido, não sabia bem o que fazer. Ao invés de confrontá-lo, revelou sua descoberta a algumas de suas melhores amigas. Disse-lhes que a busca de um documento em seu HD levou a um arquivo chamado "trabalho" que continha centenas de fotos de mulheres e homens em atos sexuais. Ela sentiu-se traída, magoada e com raiva. Suas amigas estavam chocadas e consternadas, porque acreditavam que Missy e seu marido eram o casal perfeito. Elas também começaram ase perguntar se isso não poderia acontecer a elas.
Há algum tempo atrás era necessário descobrir onde estavam as revistas do tio ou do irmão para ser exposta à pornografia. Mas agora, a pornografia e sua cultura têm se tornado uma coisa comum, aceita, e sua acessibilidade aumenta em um nível global. De acordo com um estudo realizado pela “Internet Filter Review”, em 2006, 70 por cento dos adultos admitem que veem pornografia regularmente, geralmente sem seus cônjuges ou sem conhecimento de ninguém. Em todo o mundo, a pornografia é uma indústria de 97 bilhões de dólares, com os Estados Unidos consumindo 13 bilhões desse total. Esse nível de exposição tem permeado a sociedade, independentemente da condição social, da raça ou do gênero.
Um estudo recente realizado pelo Brigham Young University descobriu que os estudantes universitários do sexo feminino nos Estados Unidos aceitam mais a pornografia hoje em dia. Passaram a tratar a pornografia como um lugar-comum, um rito de passagem, uma “apimentada” no casamento, uma forma inofensiva de entretenimento e expressão sexual. Mas, na verdade, os efeitos de longo alcance, similares aos das drogas, são prejudiciais a saúde econômica, social e espiritual da nossa sociedade.
Exames de um cérebro de viciado em crack e um cérebro viciado em pornografia parecem assustadoramente semelhantes. Mas enquanto um viciado em cocaína necessidades de cocaína para conseguir o efeito desejado, um viciado em pornografia só precisa imaginar a sua última experiência erótica para liberar os mesmos neuro-químicos que ele ou ela experimenta quando vê pornografia. Um fato verdadeiro, e ainda mais surpreendente, é que viciados em pornografia podem conseguir os efeitos da “droga”, mesmo sem sua droga. O fenômeno, chamado de “recall eufórico”, pod efazer da pornografia o vício mais poderoso dos tempos modernos.
E, assim como acontece em qualquer vício, o usuário necessita de “doses” mais intensas e práticas sexuais mais incomuns para atingir o mesmo efeito de excitação. Muitas vezes, passam a se aventurar em tipos de pornografia e em práticas que não teriam nunca considerado antes. Este é o caminho que leva a práticas imorais e ilegais, como prostituição e pornografia infantil, e pode até causar uma devastação financeira. Vinte por cento dos homens e 13 por cento das mulheres admitem que visualizam pornografia no trabalho, e os empregadores estão começando a reprimir esta onda, demitindo mais e mais adultos, devido à produtividade perdida.
Casais podem querer introduzir pornografia depois de anos de casamento, com a idéia de “apimentar” uma vida sexual monótona. A novidade pode excitar no início, mas ao longo do tempo, pode diminuir a conexão emocional, a excitação e a intimidade sexual compartilhada. Muitos casais cometem o erro de pensar que a pornografia vai ajudar um relacionamento conturbado, quando na realidade ela apenas mascara temporariamente o problema mais profundo de desconexão e falta de intimidade real.
Uma pesquisa de 2002, feita por membros da Academia Americana de Advogados Matrimoniais, descobriu que a internet desempenhou um papel em 62 por cento dos casos de divórcio no ano anterior, e 56 por cento disseram que um interesse obsessivo por pornografia na Internet foi um dos problemas.
O aspecto mais perturbador da aceitação da pornografia na nossa cultura é o seu efeito sobre as crianças. A organização “Family Safe Media” informa que a idade média da primeira exposição de uma criança à pornografia é de oito anos, e a “Internet Filter Review” comenta que 90 por cento das crianças com idades entre entre oito e quinze anos já viram pornografia em seus computadores domésticos, a maioria ao fazer lição de casa.
A pornografia é particularmente prejudicial para um cérebro jovem, que não completou o seu desenvolvimento. Ela pode realmente modificar as conexões neurais no cérebro, afetando as áreas da toxicodependência e excitação.
Pesquisasa tem mostrado que crianças expostas à pornografia apresentam respostas emocionais traumáticas, relações sexuais em idade precoce, um aumento do risco de doenças sexualmente transmissíveis, e um desenvolvimento de compulsões sexuais. Elas também podem vir a objetificar os seres humanos, acreditando que a satisfação sexual é alcançada sem afeição pelo parceio(a).
Muitos pais não falam com os filhos, porque eles mesmo não têm atitudes saudáveis na área sexual, ou podem estar envolvidos em pornografia ou outros comportamentos sexuais de risco.
Então, qualquer que seja sua opinião sobre a pornografia, estaja ciente de que o que poderia ser usado para acender uma faísca no quarto pode de fato provocar uma explosão de vício em seu relacionamento, e entre seus filhos. Se a pornografia tem sido descrita como o novo "crack", em termos de seu poder viciante, não podemos deixar de ter essa conversa de importância crítica, com nosso cônjuge e com nossos filhos.
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Juntas Danielle Tiano e Karen Child escreveram um livro infantil para ajudar os pais a conversar com seus filhos sobre pornografia e seus perigos. Danielle Tiano tem escrito vários livros sobre assuntos difíceis para as crianças, Karen é uma terapeuta familiar e de casal, atuando no tratamento de adultos e jovens que lutam contra o vício sexual.
Traduzido de: http://www.elizamagazine.com/article.php?ID=20
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sábado, 23 de julho de 2011
Deixar-se amar
"Em um sentido mais profundo, o homem chega a si mesmo não através do que faz, mas através do que recebe. Ele deve esperar pelo dom do amor, e o amor somente pode ser recebido como um dom, como dádiva. Ninguém está em condições de “produzir” o amor por si, sem o outro; deve-se esperar por ele, deixá-lo ser entregue a alguém. Não é possível se tornar plenamente humano de nenhum outro modo, a não ser deixando-se amar. Se o homem não se permite ser presenteado com o dom do amor, ele se destrói."
Introdução ao Cristianismo, Ed. Herder, São Paulo, 1970. p.219-220.
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segunda-feira, 11 de julho de 2011
“Eu vejo você”: de Santo Agostinho até Avatar
Por Christopher West
Quando Avatar se tornou o filme de maior bilheteria da história do cinema, pensei que poderia ir lá e conferir o que o filme tinha de especial.
De fato, há várias coisas a se admirar nesse filme. Além do visual de tirar o fôlego e dos efeitos especiais surpreendentes, eu fiquei especialmente fascinado pelas três palavras simples com que o povo Na'vi se cumprimentava: “eu vejo você”. Como explicado no filme, significa mais do que ver o outro fisicamente, com os olhos. Significa ver dentro do outro, compreender o outro, acolher o outro. Significa ver o coração da outra pessoa, a pessoa da outra pessoa.
E aqui, James Cameron, o escritor e diretor do filme, pode muito bem ter se servido diretamente de Santo Agostinho. Foi o "Doutor da Graça" quem disse que o desejo mais profundo do coração humano é ver o outro e ser visto pelo olhar amoroso do outro (ver Sermão 69, c. 2, 3).
Esse anseio de ver e ser visto, assim como a própria beleza do distante planeta Pandora, remonta ao Éden, à forma original de "ver", sobre a qual João Paulo II reflete em sua Teologia do Corpo. Como o último Papa expressou, o primeiro homem e a primeira mulher “viam o outro mais plena e claramente do que através do próprio sentido da visão.” Eles viam um ao outro com um "olhar interior" (ver catequese de 02/01/1980) - um olhar que vê “dentro” do outro, criando um vínculo profundo de paz e intimidade.
Um "olhar interior" é precisamente o que o povo Na’vi expressa quando diz “eu vejo você”. E isso, creio eu, é um dos atrativos de Avatar: o filme nos convida para uma maneira diferente de ver um ao outro, e o mundo ao nosso redor.
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Tradução de trechos do artigo “’I See You’: From Augustine to Avatar”, de Christopher West. Veja o artigo original em: http://www.christopherwest.com/page.asp?contentID=137
Quando Avatar se tornou o filme de maior bilheteria da história do cinema, pensei que poderia ir lá e conferir o que o filme tinha de especial.
De fato, há várias coisas a se admirar nesse filme. Além do visual de tirar o fôlego e dos efeitos especiais surpreendentes, eu fiquei especialmente fascinado pelas três palavras simples com que o povo Na'vi se cumprimentava: “eu vejo você”. Como explicado no filme, significa mais do que ver o outro fisicamente, com os olhos. Significa ver dentro do outro, compreender o outro, acolher o outro. Significa ver o coração da outra pessoa, a pessoa da outra pessoa.
E aqui, James Cameron, o escritor e diretor do filme, pode muito bem ter se servido diretamente de Santo Agostinho. Foi o "Doutor da Graça" quem disse que o desejo mais profundo do coração humano é ver o outro e ser visto pelo olhar amoroso do outro (ver Sermão 69, c. 2, 3).
Esse anseio de ver e ser visto, assim como a própria beleza do distante planeta Pandora, remonta ao Éden, à forma original de "ver", sobre a qual João Paulo II reflete em sua Teologia do Corpo. Como o último Papa expressou, o primeiro homem e a primeira mulher “viam o outro mais plena e claramente do que através do próprio sentido da visão.” Eles viam um ao outro com um "olhar interior" (ver catequese de 02/01/1980) - um olhar que vê “dentro” do outro, criando um vínculo profundo de paz e intimidade.
Um "olhar interior" é precisamente o que o povo Na’vi expressa quando diz “eu vejo você”. E isso, creio eu, é um dos atrativos de Avatar: o filme nos convida para uma maneira diferente de ver um ao outro, e o mundo ao nosso redor.
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Tradução de trechos do artigo “’I See You’: From Augustine to Avatar”, de Christopher West. Veja o artigo original em: http://www.christopherwest.com/page.asp?contentID=137
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